sábado, 1 de outubro de 2011

Drive, a Grande Surpresa do Ano no Cinema

Eternizado por Clint Eastwood na excelente trilogia dos dólares de Sergio Leone, a figura do protagonista que não tem nome e que com poucas palavras se revela um anti-herói de moral dúbia, ressurge com uma roupagem contemporânea em Drive, belo filme estrelado por Ryan Gosling (Diário de uma Paixão) sob o comando do dinamarquês Nicolas Winding Refn (Bronson), vencedor do prêmio de direção no festival de Cannes deste ano. Inspirado no livro homônimo do americano James Sallis, o filme narra a história de um homem que trabalha como dublê em Hollywood e que nas horas vagas, graças a seu exímio talento ao volante, faz bico como motorista para criminosos em fuga. Esse fiapo de argumento, contudo, ganha novas e interessantes camadas a partir do momento em que o motorista (Gosling) se envolve com a vizinha Irene (Carey Mulligan de Educação) e ao tentar ajudar o marido desta recém saído da prisão, descobre-se, depois de um roubo mal sucedido, sob a mira de mafiosos locais.

Num elenco cheio de nomes famosos do cinema (Albert Brookes de Taxi Driver) e, principalmente, da tv (Bryan Cranston de Breaking Bad fazendo o 'mentor/empresário' do motorista, Ron Perlman de Sons of Anarchy e Christina Hendricks de Mad Men), é mesmo Ryan Gosling que literalmente rouba a cena no filme. Em atuação minimalista e marcante em diferentes situações - repare, por exemplo, na forma como o motorista flerta de forma tímida com Irene (Mulligan) ou depois quando reage de forma selvagem em duas cenas, no quarto de um hotel e no elevador, dignas do protagonista de Dexter -, o ator confere personalidade e uma certa aura de mistério ao homem que, econômico nas palavras e extremamente frio, jamais deixa dúvidas sobre seu talento singular (o de dirigir, claro) ou sobre a natureza de suas intenções e motivações.
Em muitos aspectos, Drive é um filme reminiscente das décadas de 80 e 90, aquelas em que os thrillers, de forma geral, pareciam mais crus, críveis e envolventes ao se focarem muito mais nos personagens do que nos efeitos. Assim, quer seja pela estética quase sempre mais sombria e fria (amparada pela fotografia de Newton Thomas Sigel de Os Suspeitos) ou pela ótima trilha sonora (em tom retrô) que ajuda a pontuar o desenvolvimento da trama e as nuances de seu protagonista, Drive nos mostra, através dos olhos e das reações do motorista, uma história que surpreende ao equilibrar romance (um aspecto importantíssimo no filme) com boas sequências de ação, doses de violência chocante e personagens com quem nos importamos ao longo do filme e que, mesmo não fugindo totalmente da caricatura, revelam-se bem carismáticos.

Surgindo como a grande surpresa do ano no Cinema até aqui (pelo menos para mim), Drive, que estreou nos EUA no dia 16/9, ainda não tem data de estreia oficial definida para o Brasil, mas poderá ser visto, como uma das grandes atrações do Festival do Rio que ocorre entre os dias 6 e 18 de outubro. Interessou? Então dá uma olhada no trailer do filme.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O Retorno de Fringe e das melhores comédias da tv, A Excelente 4ª Temporada de Breaking Bad, A Estreia de Person of Interest e muito mais!


Fall Season, o período mais quente do ano para quem é fã de séries mal começou e já falei sobre um monte de coisas lá no Ligado em Série, onde agora sou co-editor a convite do Bruno Carvalho. Repercuti os episódios mais recentes da fantástica 4ª temporada de Breaking Bad, comentei sobre a boa premiere do esperado quarto ano de Fringe, falei sobre a estreia de Person of Interest (nova série com Michael Emerson, o Ben de LOST) e ainda destaquei as decepções dos novos dramas que já estrearam lá fora além do retorno das melhores comédias da atualidade, Modern Family, The Office, Community e Parks and Recreation. Além disso, também falei sobre o Roast do Charlie Sheen, sobre o bom vício de colecionar séries e sobre a ideia de reboots/continuações de produções queridas por muitos. Enfim, assuntos para todos os gostos e gêneros. Sendo assim, se já não o fez, não deixe de conferir e fique ligado (mesmo) porque estamos preparando boas surpresas na cobertura que faremos desse extenso mundo das séries de tv aqui e principalmente lá.

Em tempo, o Dude News segue ativo falando sobre cinema, coleção, games e muito mais ;)

Nos 7 Anos de LOST, Roteirista Conta Detalhes de seu Envolvimento Com a Série

Você sabia que Damon Lindelof só queria arrumar um trabalho escrevendo para Alias quando concordou se encontrar com J.J. Abrams para falar sobre LOST e que, mesmo sem esperar que a série ganhasse sinal verde para ser produzida, os dois acabaram discutindo vários dos elementos que se tornariam primordiais para ela? E que tal saber que Lindelof tentou sair de LOST várias vezes ainda na 1ª temporada? Essas foram algumas das coisas que o, agora renomado, roteirista revelou no último dia 22 de setembro, data que marcou os 7 anos da série mais impactante de todos os tempos. Na sequência desse post, você pode ler a tradução de uma extensa matéria feita pelo The Wrap com tudo que Lindelof disse durante o New York Television Festival, evento que reúne roteiristas independentes e produtores tentam convencer executivos da tevê a ‘comprar’ as ideias de seus Pilotos.

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    Lindelof era um roteirista estabelecido trabalhando na série Crossing Jordan quando se encontrou com Abrams pela primeira vez. Ele contou ao entrevistador Andrew Jenks, apresentador do World of Jenks na MTV americana, que sempre conversava com uma amiga que era executiva da ABC na tentativa de conseguir um trabalho na série de espionagem de Abrams, Alias.

    Tempos depois, a executiva Heather Kadin o chamou em janeiro de 2004 dizendo que ele podia se encontrar com Abrams para falar sobre um projeto.

    “A má notícia”, ele lembra dela falando, “é que se trata de um papo sobre uma ideia ridícula envolvendo um avião que cai numa ilha e que ninguém aqui acha que vá para frente. Mas Lloyd Braun, que era o presidente da ABC na época, queria fazer uma versão dramática do reality Survivor.”

    Braun disse a Abrams que tinha um roteiro sobre um drama que se passava numa ilha, mas que ele tinha que trabalhar nele ‘fazendo sua mágica’, contou Lindelof. Ele disse que Abrams falou com Braun que estava muito ocupado, mas que poderia supervisionar tudo com outro roteirista.

    “Portanto Heather disse que eu deveria me encontrar com J.J. porque aquele Piloto não daria em nada, mas me renderia um trabalho em Alias.”

    O ‘problema’ é que o Piloto foi pra frente. Lindelof surgiu com um monte de ideias, incluindo narrativa não linear e flashbacks.

    “O maior problema com uma série que se passaria numa ilha deserta, era que o público ficaria muito frustrado de não ver os personagens saindo de lá”, comentou ele. “Minha solução então foi dizer, ei, vamos sair da ilha toda semana. E vamos fazer isso através de flashbacks. Faremos um personagem de cada vez e como teremos uns 70 personagens na série, poderemos ir bem devagar e cada um basicamente mostrará quem eles eram antes do acidente e isso vai servir para dramatizar algo que esteja acontecendo na ilha o que fará com que a série se torne bem centrada nos personagens.”

    Abrams gostou da ideia, e também teve outra: “Tem que existir uma escotilha na ilha! Assim eles passarão a temporada inteira tentando abrí-la. E devem existir outras pessoas na ilha”, Lindelof lembra de Abrams dizer. “E eu emendei, podemos chamá-los de ‘Os Outros’. E ele retrucou dizendo, “eles deviam ouvir um barulho vindo da floresta”. Perguntei que tipo de barulho e ele respondeu, “Sei lá, eles nunca vão transformar isso em série mesmo.”

    Lindelof disse que a ideia de contar a história fora de uma ordem cronológica surgiu, em parte, por causa de Pulp Fiction, no qual o personagem de John Travolta é morto na metade do filme – e o público só descobre no fim que ele não prestou atenção no discurso do personagem de Samuel L. Jackson falando sobre o caminho do homem justo.

    “Aquilo meio que despertou algo em mim, e era algo que eu realmente queria fazer como contador de história e LOST era a oportunidade perfeita para fazer isso”, disse Lindelof.

    Abrams e Lindelof rapidamente escreveram o conceito geral e poucos dias depois, Braun deu sinal verde para o Piloto ser produzido. (O executivo seria demitido pouco tempo depois por ter liberado grana não apenas para LOST, mas também para Desperate Housewives, mas se sentiu vingado quando as duas séries viraram grandes hits. LOST, aliás, manteve-o sempre como parte da série ao fazer dele a voz que ouvíamos no início de cada episódio com o “Previously, on LOST”.)

    Lindelof confessou que quase imediatamente se sentiu sobrecarregado por conta da responsabilidade de comandar a série e que repetidamente decidiu ou tentou abandonar o barco. Por volta do episódio 11, ele acabou convencendo Carlton Cuse, que havia sido seu chefe na série Nash Bridges, a aceitar o desafio de ajudá-lo a liderar a série.

    Eu vivia, respirava e dormia pensando na série. E isso era tudo o que eu fazia. Algumas vezes eu acordava às 3 da manhã pensando no Jin, por exemplo”, revelou ele.

    Ele disse que na época concordava com os críticos que diziam que a série nunca poderia durar mais que uma temporada.

    “Se colocássemos a série no ar e dissessemos que havia um urso polar na floresta, era bom saber exatamente de onde o urso veio”, disse ele. “E essa pressão me consumia demais.”

    Nesse período, Abrams tinha um argumento forte para negar saber das coisas porque ele já havia saído da série para se focar no cinema, comentou Lindelof. “Quando os chefões apareciam na casa dele querendo saber de onde os ursos vinham, ele dizia que deviam perguntar para mim porque ele estava trabalhando em Missão Impossível.”

    Lindelof, que tinha decidido sair da série depois de 13 episódios e depois postergou a saída para o fim da 1ª temporada, acabou ficando à frente da série com Cuse até o fim depois de seis temporadas.

    O roteirista, eventualmente reconheceu paralelos não intencionais entre a trajetória dele e de Jack, o principal personagem da série. Ele disse que não ficou claro para ele à princípio, que ambos era líderes relutantes lamentando a recente perda de seus pais.

    Na terceira temporada, a ABC anunciou que a série duraria seis anos. E o ponto de virada para Lindelof, então desgastado com a pressão, veio no fim daquela temporada quando ele viu Charlie (Dominic Monaghan) morrer. Ele chorou não só pelo personagem, mas pela certeza de que LOST iria acabar.

    Ele também disse que a série não teria durado mais que três temporadas sem a internet porque ela permitiu que os fãs e os criadores da série pudessem incentivar uns aos outros. Ele lembrou que 23 milhões de pessoas viram o primeiro episódio e que apenas 13 milhões viram o último, um sinal de que a série perdeu muitos espectadores ao longo do caminho. Contudo, aquele que permaneceram, o fizeram, em parte, porque a internet lhes deu espaço para se expressarem sobre ela, disse ele.

    “O que prendeu essas pessoas durante aqueles períodos de dúvidas era a sensação delas de que estavam, de alguma forma, se comunicando conosco”, comentou ele.

    Mas, tentar agradar os fãs era um desafio complicado.

    “Haviam duas coisas acontecendo na série desde o primeiro minuto. A primeira era que o público realmente queria sentir que exercia um impacto na série. E a outra era o desejo deles de que não estivessemos inventand tudo conforme as coisas iam acontecendo. Todo mundo queria que tivessemos um plano, que já soubessemos exatamente onde queriamos chegar e que não nos desviassemos desse caminho. E o público não percebeu que havia uma enorme contradição entre essas duas ideias. Se você quer influenciar uma história, então não pode existir um grande plano.”

    Ele ainda acrescentou: “A série teve que se tornar meio que um exercício de dizer, ‘é disso que falaremos, pessoal. Vamos introduzir os temas e construir os cenários, e uma vez que tudo estiver estabelecido, vocês podem ‘escolher as músicas que querem ouvir e vamos usá-las na trilha’. E foi assim que modulamos as coisas, e isso pode ter funcionado ou não, [dependendo do ponto de vista].

    “Mas a interação da internet e nosso desejo genuíno de ouvir o que os fãs estavam dizendo e permanecermos acessíveis aos fãs foi absolutamente essencial para o sucesso da série. Estou totalmente convencido de que provavelmente não teríamos chegado à terceira ou quarta temporadas se a internet não existisse.”

    Sobre o trabalho que Lindelof queria em Alias? Nunca aconteceu. A série acabou depois de cinco temporadas em 2006, quatro anos antes de LOST.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

[Trailer] Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres



Trailer do que promete ser o melhor filme do ano? Eu acho que sim. Baseado no best seller de Stieg Larsson, Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres estreia lá fora no dia 27 de dezembro e no Brasil em 21 de janeiro de 2012.

domingo, 18 de setembro de 2011

Conan, o bárbaro – Planeta dos Macacos: A Origem – Cowboys & Aliens


Pegue o enredo de um game épico de fantasia ruim, acrescente 3D e um diretor medíocre. O resultado? Conan, o Bárbaro, reboot fraquinho dos filmes estrelados por Schwarzenegger na década de 80 inspirados na obra de Robert E. Howard. Com péssimo roteiro, personagens coadjuvantes e antagonistas absolutamente desinteressantes e um protagonista sem carisma algum feito por Jason Momoa (gastando todo o crédito que conseguiu com seu Khal Drogo de Game of Thrones), o filme investe na violência gráfica como único chamariz para contar uma batida história de vingança, mas falha de forma clamorosa com uma história arrastada e sem qualquer emoção pontuada por diálogos e atuações risíveis. O trailer até engana, mas o produto final não deixa dúvidas: o novo Conan é barbaramente ruim.

Cotação:


No meio termo entre ser um filme de origens como seu título indica e um reboot da franquia original iniciada em 1968, o novo Planeta dos Macacos (que faz várias boas homenagens aos filmes que começaram tudo, diga-se) não chega a ser excepcional em função do desenvolvimento relativamente preguiçoso de alguns personagens chave. Por outro lado, o filme dirigido pelo ainda novato Rupert Wyatt surpreende como um sci-fi de forte teor crítico ao individualismo e à soberba do homem com uma história que é tão divertida quanto envolvente sobre a luta de um pesquisador (o sempre eficiente James Franco) que ao tentar encontrar a cura para o mal de Alzheimer que afeta seu pai (John Lighgow), acidentalmente provoca uma mutação que altera para sempre a relação dos chimpanzés com os homens. Talvez pela falta de um elemento surpresa como o do filme original, Planeta dos Macacos: a origem não o supere, mas é notório que pontos como o da atuação marcante e cheia de nuances que Andy Serkis confere ao símio que cataliza a trama, acabem fazendo desse um filme relevante para a série.

Cotação:


Ainda que se torne expositivo demais em seu 2º ato e escorregue na hora de resolver seu principal conflito (o embate que o título já entrega), Cowboys & Aliens, novo filme do diretor Jon Favreau (O Homem de Ferro) baseado numa HQ, é excelente na proposta de ser uma aventura que nunca se leva a sério demais e que só quer divertir à base de porrada e bons efeitos especiais usando um cenário improvável. Agora, se isso não te convence, talvez a junção Daniel Craig emulando seu James Bond carrancudo no oeste mais Harrison Ford mesclando o que poderiam ser versões envelhecidas de Han Solo e Indiana Jones ao lado da beleza sempre estonteante de Olivia Wilde (a 13 de House) te ajude a se render à essa despretensiosa produção que, na minha opinião, figura facilmente como um dos melhores filmes pipoca do ano.

Cotação:

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Star Wars em Blu-ray!

Nove discos, os seis filmes totalmente remasterizados na mais alta qualidade de som e imagem disponíveis e mais de 40(!) horas de material extra (sendo que muita coisa é inédita) da saga galáctica mais famosa da história do cinema. É isso que você encontra no belíssimo box em Blu-ray de Star Wars – A Saga Completa que acaba de chegar às principais lojas do Brasil. Farei um vídeo mais tarde mostrando todos os detalhes desse belíssimo e surpreendente box, mas por enquanto deixo o registro em fotos desse item que é, apesar das novas mexidas feitas por George Lucas, indispensável na estante de qualquer colecionador.


O season finale da 4ª temporada de Damages

Com spoilers para quem não viu


Muita coisa me incomodou nessa 4ª temporada de Damages recém encerrada na tv americana. A trama, que começou bem, acabou esfriando por volta do episódio 5 e o núcleo da grande conspiração da vez revelou-se menos interessante do que parecia. Fora isso, é inegável que além da produção descuidada e de alguns furos no roteiro (falo disso na nota abaixo) incomodarem seguidas vezes, Patty Hewes foi coadjuvante durante tempo demais só dando as caras mesmo para valer nos dois últimos episódios.

Dito isso, mesmo derrapando em algumas escolhas e resoluções aqui e ali (achei apressada a forma como Patty conseguiu montar um novo caso contra o Howard, por exemplo), “Failure is Lonely” foi um season finale empolgante por conta da pequena virada envolvendo a morte de Jerry e não a de Chris como todos os rápidos flashes pareciam indicar (isso que é manipular o público, hein?) e, claro, da ótima cena final entre Patty e Ellen. Aquela sequência por si só, trouxe um gancho preparatório para a 5ª e última temporada da série que promete colocar as duas em absoluto confronto em função da questionável decisão da primeira durante o auge do caso e das diferenças éticas, morais e, sobretudo, pessoais que existem entre elas e foram sendo alimentadas nesses quatro anos.



Ao que tudo indica, no último ano de Damages veremos um maior amadurecimento profissional de Ellen (agora mais ciente dos atalhos e das escolhas que tem e pode fazer) e Patty Hewes tendo que lidar com vários esqueletos que ela insiste em manter no armário, mas que virão à tona em função do inbróglio envolvendo a disputa judicial com Michael. Sendo assim, como não esperar uma temporada final da série que não seja no mínimo imperdível?

Nota sobre a produção/furos

    - O que dizer da péssima e pobre cenografia do Afeganistão que acabou atrapalhando o envolvimento que deveríamos ter com o drama de Chris Sanchez? As coisas ali sempre pareciam fakes demais, não? Repararam que até o container onde ele ficara preso na terra dos talibãs parecia exatamente o mesmo em que ficou já de volta aos EUA na instalação da High Star?
    - Aliás, como era fácil e rápido o deslocamento dos personagens que iam e vinham do Afeganistão, não?
    - Para uma empresa paramilitar que recebia milhares de dólares do governo, o staff da High Star parecia pequeno demais, não? No season finale, até o Howard (cuja casa parecia ser no quintal da nova instalação da empresa, diga-se) teve que pegar em arma para averiguar o que acontecia no local.
    - Sobre a ação movida por Michael contra Patty em função da custódia da filha, vale lembrar que até onde sabemos, ele ficou bem de vida usando artifícios nada legítimos, certo? Sendo assim, ao que parece os roteiristas de Damages já tem na mão a responsabilidade de tirar mais um coelho da cartola para justificar a pose de bom moço do rapaz.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Entourage – Series Finale



É verdade que a última temporada de Entourage ficou longe de ser a melhor da série. Talvez porque tenha faltado um arco central mais empolgante como em anos anteriores ou por conta do apressado desenvolvimento das ações de Vince tentando encaminhar sua entourage (Drama conseguindo uma nova chance de refazer sua carreira; Turtle, agora financeiramente independente, pode andar com as próprias pernas e Eric, já estabelecido nos negócios, tendo uma chance de se acertar com Sloan). Seja lá como for, sentirei saudades de acompanhar as histórias daqueles personagens e suas desventuras pelos bastidores da capital do entretenimento; do irresistível nonsense do Drama; e de ver Ari Gold em seus divertidíssimos rompantes misóginos e preconceituosos como forma de esconder o cara boa gente que é.


Quer saber o que é o paraíso? Tente ser Deus.

A temporada final de Entourage foi, como diz a expressão em inglês, sobre making amends, ou, no bom português, sobre compensações. Foi sobre Vince deixando o oba oba de astro para trás e amadurecendo, entre erros e acertos, com os amigos de infância e sobre Ari entendendo (ou quase, como a cena pós créditos revela) que o sucesso dos negócios de nada valiam se perdesse a família. Entourage encerra sua trajetória na tevê com mais altos que baixos dando uma ideia, com e sem tintas, de como é o mundo de Hollywood sem jamais deixar de garantir boa diversão.

True Blood – Ep. 4x12 “And When I Die” (Season Finale)

Com spoilers para quem não acompanha pela exibição americana.


Uma única boa cena em todo o episódio? Muito pouco, não?

A missão não era fácil, mas Allan Ball e companhia conseguiram. A quarta temporada de True Blood que começou promissora, conseguiu, no saldo final, ser mesmo pior que a terceira. Assim, a condescendência que tive com a série em outros momentos se foi, como já destaquei antes, e nem mesmo a limpa no elenco e as parcas tentativas desse “And When I Die” de apresentar novos panoramas para o próximo ano da série apagam o desleixo nos roteiros e a bagunça generalizada que tomou conta da história. Bons Temps aqueles em que a série conseguia ser tão divertida quanto relevante nas discussões que propunha dentro de um universo fantástico e, por isso mesmo, incomoda demais ver o rascunho tosco do que ela se tornou.


Pois é, Sookie. Também acho que já chega.

A vontade de acompanhar a sequência da série em 2012 é baixíssima e só não chega a ser nula porque o iminente retorno de Russel Edgington aliado ao do reverendo Steve Newlin (agora um vampiro transformado pelo próprio Russell provavelmente) mais a postura rebelada de Bill e Eric frente as intenções da AVL e da autoridade podem render algum arco interessante. Por outro lado, quando penso que teremos que encarar Sookie lamentando a perda de Tara (só ela, né?) e a continuidade de subtramas sonolentas envolvendo os primos Andy e Terry além de uma nova fada aparecendo em Bon Temps, dá uma preguiça enorme. Dito isso, deixo a pergunta: chega de True Blood para você ou ainda dará mais uma chance à série na 5ª temporada?

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Terra Nova: A Série do 8 ou 80?



Reforçando a ideia do que eu já havia comentado aqui, o mais novo vídeo promocional de Terra Nova me convenceu ainda mais de que não haverá meio termo com essa série: ou ela será um grande sucesso ou um grande fracasso. Mesmo beneficiada pelo avanço da tecnologia que permite usar CGI nesse escopo de forma eficiente, não será fácil colocar as evidentes influências de Jurrassic Park, Avatar e Lost no mesmo balaio e tirar disso algo que consiga ser suficientemente original e ao mesmo tempo envolvente. A premissa é boa, claro, e por isso darei o benefício da dúvida para ela, mas e você? Mantém a expectativa nas alturas apostando na série ou prefere a cautela para evitar decepções?

Terra Nova estreia no dia 26 de Setembro nos EUA e ainda esse ano na Fox do Brasil onde provavelmente chegará dublada.