Episódios If I Had a Hammer, Slack Tide, Road Kill e Hungry Man, exibidos
nos dias 1, 8, 15 e 22 de novembro respectivamente nos EUA
Dexter como nunca vimos: fora de controleDe início era só aquela velha curiosidade que alimenta o desejo de fazer justiça à margem da lei como em tantos outros casos anteriores. Numa análise fria, fato é que a 4ª temporada trouxe Dexter se aproximando do antagonista da vez para descobrir no choque de uma surpresa (a de que aquele psicopata parecia muito com ele), a oportunidade talvez única de um aprendizado indireto, um que lhe desse a chance de entender como manter o dark passenger escondido sob a figura de um pai de família ‘normal’.
Leia mais...Assim, no meio de um mar de novidades e ligações construídas pouco a pouco com Arthur Mitchell, Dexter conheceu um monstro diferente e ainda mais complexo que todos que já tinha visto, um que pela primeira vez o faz perder controle sobre suas próprias reações, que confusas e tomadas por uma emoção nova, acabam por expô-lo.
O Trinity Killer feito com maestria por John Lithgow é um homem absolutamente frio, métódico e calculista quando mata mulheres numa banheira, simula o suicídio de jovens mães e desfigura homens de forma selvagem e violenta com um martelo. Já Arthur Mitchell, sua contraparte 'normal', se recusa a matar um animal agonizante, tenta o suicídio, sente medo, culpa e remorso, sentimentos contraditórios para alguém que não abre mão de aterrorizar a própria família tanto física quanto psicologicamente.

Ação de Graças com os Mitchell, um verdadeiro sonho americano
No ataque de Dexter na cozinha e mais tarde nas palavras de sua consciência representada por Harry Morgan, só uma certeza: o Trinity agora sabe que alguém fora de sua destroçada família conhece sua real natureza e estará à sua espera. Se isso significará um embate aberto que finalmente vai expor o grande segredo de Dexter para todos permanece sob mistério, mas dada a excepcional perspectiva contruída, arrisco-me a dizer que teremos pela frente um final de temporada (até aqui irretocável) absurdamente marcante e inesperado em vários sentidos.
Outras observações:
- Inicialmente sem graça e até certo ponto forçada, confesso que tenho me simpatizado mais com a subtrama do envolvimento entre La Guerta e Batista. A razão é simples: os dois atores fizeram a coisa funcionar dando peso ao casal.
- Ok, se não foi o Trinity Killer quem atirou em Debra, quem foi? Na falta de alternativas, fico com a ambiciosa jornalista Christine, que seria uma saída criativa aparentemente preguiçosa, mas que no contexto da trama fará sentido, isso claro, se não for ela a próxima vitima do Trinity como o encerramento do nono episódio parece apontar.
- Rita propensa a trair Dexter com o vizinho? Particularmente não boto muita fé, ainda que a insegurança e a carência afetiva da personagem já tenham sido bastante expostas em episódios anteriores. Resta saber agora o que Masuka fará com o que viu? Contará a Debra, que não saberá como agir com o irmão, talvez?