Quem acompanha o blog com frequência, sabe que o primeiro terço da 7ª temporada de 24 Horas não me agradou tanto, mas também sabe que desde o 10º episódio não tenho do que reclamar. Mesmo recentemente quando Jack ficou mais nos bastidores atuando no escritório do FBI, a ação e a tensão não diminuíram, muito menos as surpresas (que o diga a ‘nova’ virada do Tony, né?). Já Prison Break, infelizmente não correspondeu às minhas expectativas quando retornou no dia 17 de abril com o primeiro de uma sequência de 6 episódios que encerrarão a saga de Scolfield, Burrows e cia na telinha.
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24 Horas 7x19
Que belíssimo episódio esse, não? Equilibrando na dose certa ação intensa (as sequências de ação e explosões foram bem executadas) e drama, fiquei muito empolgado com o que foi explorado. O arco emocional envolvendo a agente Walker foi bom sobretudo pela cena em que ela diz ao Jack para não lhe dizer como e o que sentir por conta da morte do Larry.
Jack por outro lado, finalmente se deparou com a verdade que descobrimos no episódio anterior: Tony é mesmo o fdp anunciado na estreia da temporada. Fica agora a inevitável promessa de que o confronto final entre Jack e Tony deve render mais um caminhão de choques e traumas irremediáveis para o primeiro e uma morte certa para o segundo, afinal, à essa altura não há mais nada que justifique os atos do Tony, concorda?
Sobre os demais aspectos explorados neste episódio, tivemos a confirmação de que o aparentemente poderoso Jonas Hodges é de fato ‘apenas’ uma peça na aparentemente complexa engrenagem que moveu toda a conspiração da temporada. A expectativa agora gira em torno de sua eventual colaboração para derrubar os arquitetos do plano. Fora isso, o episódio trouxe ainda uma outra revelação ‘bombástica’: Jack já é avô!
Prison Break 4x17 e 4x18
Nunca cobrei verossimelhança de Prison Break, porque sempre a vi como um entretenimento escapista puro e simples. Dito isso, estou decepcionado com essa reta final da série. Ao introduzirem a mãe de Michael e Lincoln como uma terceira força na disputa por Scylla, os roteiristas da série criaram um elemento novo que a meu ver não agregou nada mais do que um conflito rasteiro.
Fora isso, colocar Michael e Lincoln em lados opostos é um erro imperdoável nessa situação, já que a série só existiu por causa da relação dos dois que foi exatamente o que motivou Scolfield a ir para Fox River em primeiro lugar. Com ação e tensão (duas das marcas fortes da série) atingindo praticamente a estaca zero no 4x17 “The Mother Lode”, o que já era um episódio fraco ficou ainda pior com o uso do clichê mais que batido do vilão (o general) que escapa de um atentado presumivelmente mortal com poucos ferimentos.
Já o 4x18 “VS” que até não foi tão desastroso quanto o anterior, seguiu investindo na disputa entre Michael e Lincoln e mostrando que Christina Scolfield não é só uma mãe de moral dúbia, mas sim uma vilã que tal qual o general age por motivos escusos para usar Scylla como recurso financeiro.
O que eu realmente não compreendo nessa salada, é a motivação dos caras por trás da série para criarem aquela sub-trama da Sara grávida à essa altura quando só restam quatro episódios para que a série acabe oficialmente (em julho será lançado um telefilme em DVD). Pode até ser exagero meu, mas do jeito que foi feito, ficou parecendo gancho de novela, algo que a série sempre evitara até aqui. Outro ponto que me incomoda: Lincoln aceitando a colaboração de T-Bag e Self soa como demonstração de que o cara é só um monte de músculos sem cérebro e memória, já que os dois já provaram que não merecem confiança e só estão na jogada para obter algum lucro.
Reclamações à parte, faltando tão pouco para a série acabar é óbvio que seguirei vendo, mas depois desses dois episódios mais recentes, já temo que a conclusão da história não consiga amarrar satisfatoriamente essa conspiração cheia de reviravoltas. Sinceramente torço para que os caras tenham uma carta na manga muito boa e que nos surpreendam.









