Vamos lá galera! Dessa vez o feitiço não pega porque estamos de preto!
Quem acompanha meus comentários sobre True Blood, sabe o quanto já defendi a série, mas depois desse 10º episódio ficou difícil, bem difícil. Bizarra a série sempre foi. Bagunçada, por vezes, também, mas mesmo entre altos e baixos, ela sempre soube mesclar suas muitas alegorias e discussões sociais, políticas e etc com a divertida dose de evidente nonsense e erotismo. Isto é, os personagens (humanos, vampiros e etc) por mais exagerados que fossem, uma vez apresentados e desenvolvidos, seguiam uma linha razoavelmente lógica dentro daquele universo sem a esquizofrenia vista nesse “Burning Down the House”.
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Sookie quebrou o feitiço da bruxa Antonia? Ah, que legal. Eric recuperou a memória? Ok, tava na hora. Mas, por que, sem mais nem menos, a grande antagonista da vez que tanta vingança queria, aparece quase que arrependida e pronta para desistir só para ser convencida do contrário por Marnie que, também sem qualquer explicação razoavelmente plausível dentro da história, passa de reles praticante de bruxaria a médium psicopata pronta para matar todo mundo?
Não vou nem falar dos poderes que Antonia/Marnie tem de desaparecer (dentro das histórias de bruxas elas fazem isso?) ou do feitiço que cria um tipo de escudo de energia que a protege no Empório porque, né, para que? Ou então daquela tentativa patética de criar um desfecho emocionante para a historinha de Tommy só para provocar o confronto de Sam com Marcus (que àquela altura já agia para transformar Alcide no primeiro lobo com galho na cabeça).
Ah, e como se esse festival de cenas e sequências sem sentido, graça ou apelo não fosse o bastante, ainda tivemos que aturar Terry e Andy brincando de tiro ao alvo na floresta e, como a cereja do bolo (estragado, claro), aquele desfecho de episódio com o capitão Bill Nascimento e seus vampiros de preto prontos para invadir os domínios de Antonia de quem horas antes se escondiam pra evitar o feitiço, mas que agora parece não lhes representar nenhum perigo.
Como mencionei no início, já defendi demais True Blood e a verdade que esse episódio trouxe é a de que a série não merece tanto esforço. Eu aceito as bizarrices da produção, desde que elas me divirtam e preservem um mínimo de racionalidade dentro daquele contexto. Agora, a partir do momento em que os roteiristas chutam o balde remendando uma subtrama na outra de forma pobre além de jogar as coisas boas da série e as motivações dos personagens no lixo da lógica eu, por tabela, também posso jogar a toalha.
True Blood, não tô querendo dar ultimato nem nada até porque não tenho esse poder, mas o negócio é o seguinte: ou você se vira para fazer com que os dois últimos episódios dessa atual temporada sejam enlouquecedoramente sensacionais, ou você terá um fã a menos acompanhando tua sobrevida em 2012.









