quarta-feira, 15 de julho de 2009

Emmy 2009: Tina Fey contra o resto

Dando continuidade aos textos sobre o Emmy 2009, Ricardo Henriques agora analisa as possibilidades e chances de atores e atrizes para uma indicação nas categorias de comédia, no Emmy 2009. Confira!
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Por Ricardo Henriques
Para o Dude News

Se a luta por uma vaga entre os indicados por séries dramáticas se mostra truncada, não se pode dizer o mesmo sobre os atores e atrizes que concorrem por comédias. Primeiro que o "esqueleto" das listas já parece pré-estabelecido. Segundo que para completá-las, as opções não são tantas assim. Seria exagero dizer que as séries cômicas vivem um período de baixa na TV americana, até pelo número de bons produtos no ar. Mas o fato é que as comédias têm dado menos audiência e lucro que os dramas. Não à toa várias séries do gênero passam o ano inteiro brigando contra um cancelamento. Quem sobrevive, automaticamente passa a ter chances de passear no tapete vermelho do Emmy. Onde fatalmente encontram (e até o momento levam uma surra de) Tina Fey e 30 Rock.

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    Alec Baldwin (Jack Donaghy, 30 Rock), Steve Carell (Michael Scott, The Office), Charlie Sheen (Charlie Harper, Two and a Half Men) e Tony Shalhoub (Adrian Monk, Monk). Difícil imaginar que esses quatro não estejam amanhã na lista de indicados a melhor ator. Mesmo que seja quase tão difícil quanto encontrar alguém que goste dos quatro ao mesmo tempo. Seriam cinco nomes certos se Curb Your Enthusiasm tivesse tido uma temporada no ano passado, mas Larry David só voltará à lista na próxima edição do Emmy. No ano passado, quando ainda eram apenas cinco os indicados, Lee Pace (Ned, Pushing Daisies) substituiu David. Com a série já cancelada, só um espírito de protesto de fãs fiéis pode fazer com que Pace, cuja atuação não tem nada de extraordinário, repita a indicação.

    Abrem-se então duas vagas. Uma delas deve ser de David Duchovny (Hank Moody, Californication), que foi esnobado no ano passado. Se ele não for indicado dessa vez, é porque o Emmy realmente não gosta da série. O favorito à sexta vaga é Jim Parsons (Sheldon Cooper, The Big Bang Theory). A série se firmou na grade da CBS (reitero: uma grande honra para qualquer comédia atualmente) e a campanha em torno do nome dele é forte. Seria um bem-vindo sopro de novidade. E digo isso mesmo sem ser fã da série.

    Quem parece ter mais chances de derrubar Parsons é Kevin Connolly (Eric Murphy, Entourage). Ele chegou a figurar entre os indicados ao Golden Globe e esse ano teve visibilidade no cinema, atuando em um elenco com grandes estrelas na comédia romântica Ele não está tão a fim de você. Saindo daí, qualquer outra indicação pode ser considerada uma surpresa. Zach Braff (Dr. John Dorian) pode ser lembrado por sua despedida de Scrubs. Zachary Levi (Chuck Bartowski, Chuck) poderia ser impulsionado pela campanha "Save Chuck"? Kyle Bornheimer (Sam Briggs) poderia aparecer mesmo com o cancelamento de Worst Week? Algum dos astros de The Flight of the Conchords pode aparecer na lista? Improvável. Nessa categoria, o óbvio deve reinar.

    Entre as mulheres, Tina Fey (Liz Lemon, 30 Rock) também não deve mudar muito de companhias. No máximo, terá concorrência mais qualificada. E isso se deve muito pela chegada de Toni Collette (Tara, United States of Tara) e suas várias personagens em uma só. A série pode não ter explodido, mas o trabalho de Collette é impressionante. Em termos de atuação, muito superior ao de Fey, mas todos sabem que não é exatamente a técnica que conta na hora das premiações. Mary-Louise Parker (Nancy Botwin, Weeds), que durante algum tempo se limitou a morder canudinhos e fazer cara de assustada, voltou a ter um bom material e a mostrar serviço. Pode até sonhar com um Emmy para colocar ao lado de seu Golden Globe.

    Ugly Betty já saiu da moda, mas America Ferrera (Betty Suarez) não, devendo manter sua vaga entre as indicadas. Julia Louis-Dreyfus (Christine Campbell, The New Adventures of Old Christine) também. Algo justo para alguém que, se não venceu, ao menos não foi noucateada pela "Maldição de Seinfeld". Até pouco tempo atrás, Christina Applegate (Samantha, Samantha Who?) parecia também um nome consolidado, mas a série não emplacou, o que pode deixá-la de fora. Nesse caso surge forte o nome de Amy Poehler (Leslie Knope, Parks and Recreation), muito mais pelo destaque recebido em Saturday Night Live (que ela deixou durante essa temporada) do que pelos fracos seis episódios exibidos de seu novo programa.

    Parece quase impossível, mas seria interessante ver o humor cáustico de Sarah Silverman (Sarah Silverman, The... er... Sarah Silverman Program) reconhecido. Anna Friel (Charlotte "Chuck" Charles) pode ser lembrada se Pushing Daisies tiver deixado muita gente com fortes crises de saudades. Mais provável seria ver uma dasDesperate Housewives completar a lista. Felicity Huffman (Lynette Scavo) sempre tem mais chances, por ser, de longe, a atriz mais talentosa do grupo. A única das quatro que não foi indicada ao Emmy ainda é Eva Longoria (Gabrielle Solis), justamente a atriz mais popular e que mais evoluiu entre as quatro jovem senhoras.

    Entre os atores coadjuvantes, também há uma constante. Ainda defendendo o cinturão, o tricampeão Jeremy Piven (Ari Gold, Entourage) deve voltar a ter pela frente Rainn Wilson (Dwight Schrute, The Office), Jon Cryer (Alan Harper, Two and a Half Men) e Neil Patrick Harris (Barney Stinson, How I Met Your Mother). Lembrando que o último citado estará envolvido no Emmy de qualquer forma, pois será o apresentador da cerimônia. Entourage pode voltar a ter duas indicações nessa categoria, se Kevin Dillon (Johnny "Drama" Chase) for novamente lembrado. E se John Krasinski (Jim Halpert, The Office) não aparecer finalmente entre os indicados, mesmo depois do talento mostrado na última cena da temporada, é porque o Emmy adora pegar alguns coitados para Cristo e não indicá-los nem sobre tortura.

    Quem merece e pode voltar a ser indicado é Justin Kirk (Andy "El Andy" Botwin, Weeds), que fez sua melhor temporada na série. As categorias de coadjuvante servem para testar se 30 Rock pode aumentar ainda mais seu domínio nas premiações, levando Tracy Morgan (Tracy Jordan) ou Jack McBrayer (Kenneth Parcell) a uma indicação. Aparecem correndo por fora John Corbett (Max, United States of Tara) e Chi McBride (Emerson Cod, Pushing Daisies).

    Jenna Fischer (Pam Beesley, The Office) parece não só nome certo, mas também a principal favorita ao prêmio de melhor atriz coadjuvante em série cômica. Outras com boas chances são as sempre lembradas veteranas Holland Taylor (Evelyn Harper, Two and a Half Men) e Vanessa Williams (Wihelmina Slater, Ugly Betty). Mas ser favorita nessa categoria não quer dizer muita coisa, já que nos últimos dois anos Jaime Pressly (Joy Turner, My Name is Earl) e Jean Smart (Regina Newly, Samantha Who?) correram por fora e levaram. Pressly não foi lembrada no ano seguinte e dificilmente voltará ao páreo agora que sua série foi cancelada. O desafio de Smart é também superar um cancelamento para se manter na lista em 2009.

    Se alguém de Pushing Daisies merece uma indicação é a encantadora Kristin Chenoweth (Olive Snook), o que não parece assim tão longe de se realizar. E se 30 Rockmerece estender seu domínio, o nome certo para tal é Jane Krakowski (Jenna Maroney) que, usando mesmo termo que dediquei a Chandra Wilson no texto sobre as indicações em série dramática, virou uma ladra de cenas compulsiva nessa temporada. Rosemarie Dewitt (Charmaine, United States of Tara), que para muitos foi injustamente esnobada pelo Oscar, onde poderia ter concorrido como coadjuvante por O Casamento de Rachel, pode ganhar aqui no Emmy a sua compensação.

    Elizabeth Perkins (Celia Hodes, Weeds), mesmo tendo feito uma temporada lamentável, sempre tem chances. Assim como Conchata Ferrell (Berta, Two and a Half Men), que já conseguiu duas indicações quando pouca gente esperava. Fora isso, não será surpresa se alguma atriz do elenco de Saturday Night Live aparecer na lista. A favorita nesse caso seria Amy Poehler, por ter sido a principal estrela do programa até se despedir dele. E vale lembrar que se Tina Fey fez sucesso estrondoso como a então candidata a vice-presidente americana Sarah Palin, Poehler não ficou muito atrás no papel de Hillary Clinton, a atual vice-presidente americana.

    As indicações serão anunciadas amanhã, às 9h30 no horário de Brasília, com transmissão do canal a cabo E!, e a cerimônia de entrega acontece em 20 de setembro

terça-feira, 14 de julho de 2009

True Blood - 2x04 “Shake and Fingerpop”

Comentário de episódio exibido no dia 12 de julho nos EUA

Não que o episódio tenha sido excepcional porque não foi (as partes envolvendo o Jason não estão empolgando muito, ainda que seja divertido vê-lo se torturando por conta da atração que sente por Sarah Newlin), mas não dá para negar que com o fim do 1º terço da temporada, já dá para ter uma bela ideia do que virá pela frente, sobretudo quando há uma guerra anunciada no ar.

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    Ok, quer dizer então que aquele chute palpite de que a Maryann e o ser que atacou Sookie e matou a Sra. Jeanette são a mesma coisa tava certo? Bacana, agora só fica faltando entender porque a ménade precisa tanto se alimentar da luxuria e da violência que provoca nos outros e porque ela tem tanto interesse naquele povo de Bon Temps. Uma vingança a Sam por exemplo, me parece descartada ainda que Daphne (que tem as costas marcadas pelas garras) possa estar agindo sob orientação da vibrante e ciumenta tutora de Tara, que finalmente se entregou lascivamente a Eggs.


    Maryann em seu momento revelação

    Já sobre a revelação de que a Fellowship of the Sun queria sequestrar Sookie, fica evidente que o fato de Jason ter sido recrutado e recebido com tanto entusiasmo pelos Newlin, tem a ver com a batalha sangrenta que parece se desenhar. Sobretudo agora considerando as palavras de Eric a Bill, revelando que se Godric (o poderoso e ainda misterioso vampiro milenar) não for encontrado, um grande ataque aos humanos será perpetrado em Dallas. Alguém aí roendo as unhas de curiosidade para ver até onde isso tudo vai dar? o/

    Outras observações:

    - Provavelmente foi só eu, mas adorei a piada sutil com o avião que levou Bill, Sookie e Jessica a Dallas. Anubis Air, uma clara referência ao deus egípcio dos mortos, algo que, claro, tem tudo a ver com vampiros.
    - E o Lafayette, hein? Voltando com tudo primeiro com a finesse que já lhe é peculiar no tratamento com a prima, “Bitchy, you know i love you” e depois empolgadíssimo por conta da cura de seu ferimento na perna proporcionada pelo sangue de Eric. Bom tê-lo de volta Lafa.
    - Qual é a do tal Barry, hein? Telepata como Sookie, será que ele é mais um de outros com a mesma habilidade que viremos a conhecer em Dallas e que pode ter um papel importante daqui para frente? Aposto que sim.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Entourage e o retorno da melhor comédia da tv

Comentário de episódio exibido no dia 12 de julho nos EUA



Previsível. É assim que se pode definir a trama central de Entourage temporada após temporada, afinal tudo sempre gira em torno de Vince Chase (Adrian Grenier) colhendo os frutos de algum grande sucesso ou fracasso no cinema. E se dizer isso soa como demérito, não se engane, porque mesmo repetindo a fórmula criada há cinco anos (e que eventualmente ganha pequenas variações), Entourage voltou para sua 6ª temporada cheia de gás para empolgar com histórias que misturam bastidores da indústria de Hollywood com as vidas pessoais e profissionais daquela turma sempre num tom irresistivelmente divertido.

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    Começando cerca de cinco meses após o final da 5ª temporada, “Drive” se passa na véspera da grande estreia de Gatsby, o mais recente filme de Vince dirigido por ninguém menos que Martin Scorsese, e que faz uma óbvia referência ao clássico “O Grande Gatsby” de F. Scott Fitzgerald. O filme no entanto, não é o foco do episódio que se concentra na tentativa de Vince em finalmente obter sua habilitação para dirigir (no que rende uma cena que evidencia os benefícios de ser um astro de Hollywood e outra na qual Vince aparece no Jay Leno), além do ultimato dado por Lloyd a Ari para que ele finalmente o promova e da reaproximação de E. (Kevin Connoly) com a bela morena Sloan.

    Me abstenho de entrar em detalhes, mas em suma, mesmo com a repetição de temas é impossível se cansar das atitudes irrascíveis de Ari Gold (Jeremy Piven, ótimo de novo) e da divertida tortura psicológica a que submete Lloyd, ou mesmo das tiradas sem noção de Johnny Drama (Kevin Dillon em seu melhor papel na carreira) e das implicâncias perpetradas por ele ao lado de Turtle (que reaparece firme no namoro com Jamie-Lynn, a Meadow Soprano). Difícil e até prematuro dizer se essa será a melhor temporada de Entourage, mas considerando esse pontapé inicial, o prognóstico é para lá de favorável, principalmente com a possibilidade de mudança deixada no ar no fim do episódio. E aí, curtiu?

Emmy e a Pedra Filosofal

Nosso amigo e colaborador Ricardo Henriques está de volta com uma análise das possibilidades e chances de atores e atrizes para uma indicação nas categorias de drama, no Emmy 2009. Lembramos que os indicados serão revelados na próxima quinta-feira, dia 16. E você confere a lista completa aqui, logo após sua divulgação.
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Por Ricado Henriques
Para o Dude News

Decifrar a cabeça dos votantes do Emmy sem ter acesso aos bastidores da indústria é tarefa para maluco. O fato de muitos deles serem bastante previsíveis em suas escolhas facilita na busca dos favoritos, mas dificulta muito na hora de prever as zebras. Quando os figurões de cada categoria reúnem a maioria dos votos, podem acabar dividindo a "bolada" e abrindo espaço para que apareça alguém que está voando fora do radar. Se bem que nas categorias de atuação em série dramática, em 2009 a tarefa de correr por fora é muito, muito ingrata.

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    Entre os protagonistas masculinos, os ótimos Jon Hamm (Donald Draper, Mad Men), Gabriel Byrne (Dr. Paul Weston, In Treatment), Hugh Laurie (Dr. Gregory House,House) e Michael C. Hall (Dexter Morgan, Dexter) parecem nomes certos. Todos com críticas favoráveis e já indicados no ano passado. James Spader (Alan Shore,Boston Legal/Justiça Sem Limites), por incrível que pareça, não é considerado nome certo. Muito porque Boston Legal acabou em dezembro passado e ninguém sabe se isso afetará a memória de quem sempre votou nele. Mas para mim é difícil imaginar que alguém que ganhou 3 Emmys pelo mesmo personagem não seja lembrado justamente em seu último ano na briga.

    Completando a lista de indicados de 2008, tivemos o atual campeão Bryan Cranston (Walter White, Breaking Bad). Sua vitória foi uma surpresa, embora seu trabalho fosse digno de tal honraria. A dúvida para 2009 é se Breaking Bad se firma como uma queridinha do Emmy. Mas mesmo que a série ainda não voe mais alto esse ano, pode ser reconhecida através da valorização de seu protagonista. Foi assim com House e Dexter antes de ganharem indicações a melhor série. Aí você pensa... tudo bem então, repetem-se os indicados do ano passado, já que o Emmy é meio chegado numa monotonia... mas Kiefer Sutherland (Jack Bauer, 24 Horas) está de volta, após um ano de recesso forçado. E Sutherland foi indicado por todas as temporadas da série, até mesmo pelo desastroso sexto ano. Além de ser um cara querido pela indústria, teve cenas de alto teor dramático, com Jack Bauer pagando seus pecados a rodo. Mas se ele entrar, quem sai?

    Diante de tal encruzilhada, fica difícil a vida pra quem tenta um efeito-surpresa. O nome mais cogitado para tal façanha seria o de Simon Baker (Patrick Jane, The Mentalist), por ser o personagem-título do maior hit entre as novidades da temporada. Mais interessante seria ter Michael Chicklis (Vic Mackey, The Shield) celebrando o final de sua série com uma indicação. Outras possibilidades seriam Bill Paxton (Bill Henrickson, Big Love), Kyle Chandler (Eric Taylor, Friday Night Lights) e Jonathan Rhys Meyers (Henry VIII, The Tudors). Mas foi numa situação parecida que há alguns anos Denis Leary (Tommy Gavin, Rescue Me) deixou Hugh Laurie e James Spader de fora para ganhar uma indicação ao Emmy que até hoje ele deve esfregar os olhos para acreditar.

    Entre as atrizes dramáticas, são duas as certezas: Glenn Close (Patty Hewes, Damages) e Sally Field (Nora Walker, Brothers & Sisters). Kyra Sedwick (Brenda Johnson, The Closer) também costuma figurar na lista e não deve ficar de fora. Anna Paquin (Sookie Stackhouse, True Blood) chega para a briga com a moral de quem já tem um Oscar na estante, fora ter vencido o Golden Globe com a mesma personagem. Há de se ressaltar que Sookie poderia ser apenas uma loirinha caipira suspirando pelos cantos entre um ataque bizarro e outro, mas Paquin acertou no tom, fugindo com força dessa armadilha.

    Quem também anda provando que não é apenas um rostinho bonito é January Jones (Betty Draper, Mad Men). Seu personagem cresceu na segunda temporada, ela deu conta do recado e o hype da série deve levá-la à sua primeira indicação. Jones roubou as atenções de Elisabeth Moss (Peggy Olson), que a princípio tinha a personagem feminina principal no programa, mas que ainda pode ser lembrada pelos acadêmicos. Outra boa opção para a sexta vaga entre as indicadas é Jeanne Tripplehorne (Barb Henrickson, Big Love). Além de seu bom desempenho, não tem mais a concorrência de suas "sister-wives", que esse ano concorrem como coadjuvantes. Se havia divisão nos votos entre as três, Tripplehorne pode ter tirado a sorte grande.

    Fica sempre a esperança de que Mary McDonnell (Presidente Laura Hoslin, Battlestar Gallactica) tenha seu talento reconhecido. E também fica sempre o medo de que os votantes optem pela falta de imaginação indicando a boa, mas mal aproveitada Holly Hunter (Grace Hanadarko, Saving Grace) ou a eficiente, mas não muito além disso Mariska Hargitay (Olivia Benson, Law & Order: Special Victims Unit). Parece que dessa vez a concorrência aumentou e não teremos indicações baseadas apenas e tão somente no hype de uma série. Ou seja, por mais que tenham evoluído, Evangeline Lilly (Kate Austen, Lost) e Ellen Pompeo (Dra. Meredith Grey, Grey's Anatomy) correm muito por fora.

    Entre os coadjuvantes, o leque de opções também é vasto. Na categoria masculina, William Shatner (Denny Crane, Boston Legal) deve ter o seu canto do cisne garantido. Outro veterano, John Mahoney (Walter, In Treatment) teve grande atuação e chega com boas chances até de levar o Emmy para casa, coisa que não conseguiu quando também era coadjuvante, mas em uma série cômica, Frasier. Com o peso de seu nome e algumas boas cenas, William Hurt (Daniel Purcell, Damages) deve ser indicado, mesmo que seu personagem tenha feito menos barulho do que se esperava dele.

    Na crista da onda, Mad Men tem dois nomes interessantes, ao menos um deles deve ser selecionado: John Slattery (Roger Sterling) está cada vez mais à vontade e Vincent Kartheiser (Pete Cambell) vê suas chances aumentarem à medida que seu personagem vai sendo forçado a amadurecer, processo o qual deve seguir ainda mais forte na próxima temporada da série. Também com mais de um ator na briga aparece Lost. Suas figurinhas carimbadas sempre brigam por indicação: Michael Emerson (Benjamin Linus) e Terry O'Quinn (John Locke), com mais chances para o primeiro que, inexplicavelmente, ainda não ganhou o prêmio. Pelo destaque que teve na temporada, Jeremy Davies (Daniel Faraday) corre por fora, mesmo que Josh Holloway (James "Sawyer" Ford) e Henry Ian Cusick (Desmond Hume) tenham tido desempenhos mais consistentes.

    Se Mad Men e Lost falharem na conquista de uma dupla indicação na categoria, as portas se abrem para nomes que até bem pouco tempo atrás nem sonhavam com uma indicação. Aaron Paul (Jesse Pinkman), bem sucedido na tarefa de dividir cenas com o ótimo Bryan Cranston, pode selar de vez a aprovação dos acadêmicos a Breaking Bad. E Justin Chambers (Dr. Alex Kharev, Grey's Anatomy) pode aproveitar o destaque dado a seu personagem, a reboque da trama principal que girou em torno de seu par romântico.

    Quem pela primeira vez concorre como coadjuvante é Patrick Dempsey (Dr. Derek Shepherd, Grey's Anatomy). Não merece estar na lista final, mas como já ficou na lista de ator principal mesmo sem ter feito por onde, é bom ficar de olho nele. John Noble (Walter Bishop, Fringe) e Nelsan Ellis (Lafayette Reynolds, True Blood) seriam boas surpresas. Outra indicação improvável, mas possível pelo conjunto da obra, seria a de Max Von Sydow (Cardeal Von Waldburg, The Tudors), mesmo que ele tenha pouquíssimas cenas na série.

    A categoria mais disputada esse ano será a de atriz coadjuvante em série dramática. Temos no ar duas verdadeiras fábricas de candidatas a uma indicação: In Treatmente Grey's Anatomy. A primeira citada trouxe nessa temporada grandes atuações da atual vencedora do Emmy Dianne Wiest (Dra. Gina), de Hope Davis (Mia) e da revelação Alison Pill (April). As três têm boas chances de serem indicadas, embora só a veterana Wiest pareça nome certo. A tendência é de que Davis e Pill acabem "se matando" por uma vaga, e aí a primeira leva vantagem, por ser uma atriz relativamente conhecida.

    Grey's Anatomy pode não viver seus melhores dias, mas nessa categoria ainda é série de ponta. A maior dúvida é se os acadêmicos consideraram a atitude de Katherine Heigl (Dra. Isobel "Izzie" Stevens) no ano passado arrogante ou sincera. Ela considerou não ter tido um papel digno de Emmy naquela temporada e decidiu nem se inscrever. O que ganha ainda mais peso, se lembrarmos que no ano anterior ela tinha se sagrado vencedora na mesma premiação. Fato é que a trama principal girou quase sempre sobre sua personagem e, se depender de merecimento, ela vai sim ser lembrada. Se ela devia concorrer não como coadjuvante mas sim como principal, aí já é outra polêmica... A ótima Chandra Wilson (Dra. Miranda Bailey), uma ladra de cenas compulsiva, e Sandra Oh (Dra. Cristina Yang) podem voltar a marcar presença. Sendo que a segunda não fez por merecer esse ano.

    Damages tem uma protagonista concorrendo como coadjuvante, Rose Byrne (Ellen Parsons), e tem também uma atriz consagrada em um papel pequeno, Marcia Gay Harden (Claire Maddox). Big Love também traz duas candidatas de respeito, embora uma indicação simples já seria uma grande vitória para a série. Chloe Sevigny (Nicolette Grant) e Ginnifer Goodwin (Margene Heffman) pela primeira vez concorrem como coadjuvantes. Quem também estreia na categoria, após injustificáveis esnobadas quando concorria como principal, é Connie Britton (Tami Taylor, Friday Night Lights).

    Das que não têm concorrência interna, Rachel Griffiths (Sarah Whedon, Brothers & Sisters) parece ser o nome mais provável na lista. Ela que sempre está cotada para vencer, o que ainda não aconteceu. Candice Bergen (Shirley Schmidt, Boston Legal) também é sempre nome forte, embora menos do que seus colegas de elenco Shatner e Spader. Dependendo de como a sétima temporada de 24 Horas for recebida, aumentam as chances da respeitada Cherry Jones (Presidente AllisonTaylor) conseguir uma indicação.

    Achou pouco? Pois saiba que Christina Hendricks (Joan Holloway, Mad Men) bateu na trave no ano passado e esse ano pode chegar lá. Elizabeth Mitchell (Juliet Burke,Lost) é sempre uma ameaça. E se Breaking Bad cair nas graças do Emmy, Anna Gunn (Skyler White) faz um trabalho quase tão bom quanto de seu marido na série. E depois de citar tantas atrizes maravilhosas concorrendo como coadjuvantes, eu deixo uma pergunta: será que não chegou a hora de termos mais séries de drama protagonizadas por mulheres?

domingo, 5 de julho de 2009

Star Wars - A Série começa a virar realidade



Depois de duas trilogias, vários livros e da série animada The Clone Wars, começa a tomar corpo a série live action da saga iniciada em 1977 por George Lucas. Cercada de rumores e expectativas há pelo menos quatro anos, quando A Vingança dos Sith (o episódio 3 da trilogia mais recente) chegou aos cinemas, acaba de surgir a informação de que Star Wars – A Série deve finalmente entrar em pré-produção no final deste ano em Sydney, Austrália.

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    Com a trama ocorrendo entre A Vingança dos Sith e Uma Nova Esperança (o filme que começou tudo), a série deve mostrar, sob o olhar de personagens novos, o turbulento período de opressão e dominação do Império sobre a República que culminaria no surgimento da Aliança Rebelde. Nesse panorama, com exceção do caçador de recompensas Boba Fett (que deve ter um papel importante na trama), nenhum personagem famoso dos filmes deve aparecer (incluindo aí os cavaleiros Jedi ou mesmo Darth Vader), salvo pequenos cameos e participações especiais.

    À essa altura, ainda é difícil dizer se a série corresponderá ao hype excessivo que a marca Star Wars sustenta, mas é interessante notar que George Lucas e cia estão buscando exatamente na Austrália roteiristas com experiência em drama e não em ficção especificamente para tocar o projeto. Quem deu a informação foi o Sci Fi Tv, da Austrália, afirmando que o produtor Rick McCallum (antigo colaborador de Lucas) já entrou em contato com roteiristas de dois premiados dramas da tv australiana (Love My Way e Secret Life of Us) para que eles façam parte do time da série.

    À princípio, pode parecer uma jogada tola, mas a verdade é que ela faz todo sentido principalmente após o sucesso alcançado com Battlestar Galactica. A razão é simples: muito mais do que batalhas espaciais e efeitos visuais impressionantes, o que dá consistência à uma boa ficção são os personagens. Assim, é natural esperar que a série de Star Wars ganhe em profundidade a partir do momento em que seus produtores colocam nas mãos de gente com experiência em dramas, a responsabilidade de dar forma às histórias que se pretende contar de uma forma mais adulta.

    “Queremos pegar toda tecnologia que desenvolvemos ao longo dos anos e torná-la acessível tentando fazer com que cada episódio da série pareça um filme com todos os valores e efeitos visuais que você esperaria ver numa produção de cinema, mas usando o orçamento da televisão”, disse McCallum numa entrevista publicada ainda em 2007 no blog de Star Wars, na qual ele já confirmava que a série terá um tom mais sombrio e será centrada nos personagens.

    Ainda não há qualquer data para a estreia da série embora especule-se que ela possa chegar à telinha ainda em 2010, mas à essa altura já se sabe que George Lucas vai bancar todos os custos de produção de pelo menos 100 episódios e só depois irá negociar a exibição com alguma rede de tv (rumores indicam que a HBO e o Showtime sejam os mais fortes candidatos até agora). Além disso, uma nota do blog de cinema da MTV publicada em março, apontava que os testes de elenco já estariam ocorrendo na terra dos cangurus o que é um indicativo definitivo de que a série está perto de sair do papel.

    Alguém ansioso para conferir a série?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

The Cleveland Show: Um spin-off tão bom quanto o original

Embora seja fã de Family Guy (Uma Família da Pesada), confesso que nunca acompanhei a animação com a regularidade que ela merece, pecado que pretendo corrigir com The Cleveland Show, spin-off da série animada criada por Seth MacFarlane e que emula os elementos que fizeram o sucesso da original de um jeito não menos criativo e engraçado.

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    A estreia oficial só ocorrerá no dia 27 de setembro na Fox americana, mas como hoje em dia quase nada escapa de ‘vazamentos’ na internet, já conferi e ri muito com o Piloto da nova animação protagonizada por Cleveland Brown, personagem que em Family Guy era vizinho e amigo do bonachão sem noção Peter Griffin. A trama, como não podia deixar de ser, é bem simples: de volta à sua cidade natal ao lado do filho adolescente, Cleveland reencontra um antigo amor da juventude ao mesmo tempo em que conhece novos e curiosos vizinhos que incluem até um urso antropomorfizado a exemplo do que ocorre com o cachorro Brian em Family Guy.

    O resultado dessa nova mistura? Mais uma animação com personagens carismáticos (os dois filhos rebeldes de Donna, nova esposa de Cleveland são ótimos) e que não abre mão de fazer piadas politicamente incorretas envolvendo sexo e sobretudo racismo, já que não dá para ignorar o fato dessa ser (se não me engano) a primeira animação na qual os personagens principais são negros.

    Obviamente ainda é prematuro dizer se The Cleveland Show terá o mesmo sucesso e reconhecimento que Family Guy tem, mas considerando que a Fox já confirmou antecipadamente a produção de 35 episódios divididos em 2 temporadas (22 na 1ª e mais 13 para a 2ª) além do fato do Piloto ser realmente muito engraçado, me arrisco a dizer que temos aqui mais uma excelente animação com potencial de ser tão boa quanto aquela que a originou.

terça-feira, 30 de junho de 2009

True Blood - 2x03 "Scratches"

Comentário de episódio exibido no dia 28 de junho nos EUA



Qualquer produção que apele para repetição de fórmulas geralmente acaba se dando mal. Felizmente, (até aqui) esse não é o caso de True Blood, que mesmo insistindo na repetição de certos elementos (as brigas entre Bill e Sookie; as cenas grotescas; os sustos provocados pelo que não se vê...) episódio após episódio, sempre contraria a lógica tornando-os mais atraentes ao passo em que insere novas subtramas na mistura.

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    Scratches” teve de tudo um pouco. Bill acusando Sookie de ter traído sua confiança por conta de Jessica; Sookie se afastando enfurecida por não aceitar a crítica só para ser atacada logo em seguida por um novo e misterioso ser (parecido com um minotauro, talvez?) que os milenares vampiros à princípio desconhecem; Jason dando mostras de que apesar da iminente lavagem cerebral ainda vive o conflito de não enxergar tudo como ‘preto e branco’; Lafayette abaladíssimo (e ainda humano, afinal) depois de ser libertado, e por fim, a expansão da influência bizarra da não menos misteriosa Maryann. Sobre esta última aliás, o pessoal do ótimo TrueBlood.Net aponta que ela pode ser uma ménade, uma adoradora do deus grego Dionísio (o mesmo que na cultura romana virou Baco), aquele que inspirou os bacanais, algo que vimos em cores bem vivas no final deste terceiro episódio. Ainda sobre as ménades, diz-se que se entregavam facilmente à luxuria desmedida e por vezez à violência extremada, o que de certa forma permite que já especulemos se Maryann e o tal ser que matou a Sra. Jeanette e atacou Sookie não seriam a mesma representação.

    Curiosidades e especulações à parte, outros bons momentos desse episódio vieram de três situações envolvendo Jason, Lafayette e o até então calado Hoyt, que deram à série a chance de explorar subtextos que conferem força narrativa à trama. Com o primeiro, True Blood denuncia o sempre perigoso fundamentalismo religioso que ao pregar o ódio por uma minoria, deturpa e destroi a mensagem de amor e luz que tanto apregoa (que frase melhor que a do Newlin, “Odiar o mal, é amar o bem”, para ilustrar isso?). Já com Lafayette - que no fim não virou vampiro coisíssima nenhuma conforme eu e muitos tinham imaginado -, vimos não só uma crítica sutil ao sistema de saúde americano (Lafa diz que mesmo com 3 empregos não tinha como ir buscar atendimento médico num hospital), mas sobretudo um homem até então muito seguro de si desmontando física e emocionalmente de forma surpreendente e até emocionante (e nisso, palmas mais uma vez para a atuação segura de Nelsan Ellis). Agora, com relação ao Hoyt, foi interessante ver como a reação dele frente à descoberta da natureza de Jessica, desmontou (à princípio pelo menos) as más intenções da jovem vampira, ao mesmo tempo em que deu à série mais um ponto de ligação/integração entre humanos e vampiros que pode render boas dinâmicas, sobretudo quando Bill pode se opor ao que experimenta com Sookie.

    Com o primeiro terço da temporada quase completo, True Blood mostrou mais uma vez com “Scratches”, que é possível construir uma trama que entretenha, mas que não abra mão de impressionar com cenas bizarras (deu até calafrio aquela cena em que a ‘médica’ futuca o ferimento das costas de Sookie) ou com reflexões repletas de significados como aquela em que Sookie diz ver cada vez mais maldade à medida em que abre sua mente para as pessoas ainda que prefira enxergar sempre o lado bom naqueles que reconhece serem influenciadas pela escuridão, como é o caso de Bill. Pode parecer pouco, mas pare um pouco e pense: há alguma outra série atualmente que consiga misturar temas e assuntos tão distintos e até polêmicos sem parecer didática ou mesmo piegas?

    Outras observações:

    - Com a promessa de Sookie em ajudar Eric em sua missão em Dallas, uma dúvida começa a martelar: e se o tal vampiro desaparecido tiver sido sequestrado pela Fellowship of the Sun para provocar uma resposta violenta dos vampiros que justifique sua pregação de ódio contra eles?
    - Por falar em Fellowship, impressão minha ou Sarah Newlin parece ter algum outro interesse em Jason que não o de convertê-lo para a ‘luz’?
    - Agora que Tara percebeu que há algo no mínimo estranho na conduta de Maryann, será que a veremos batendo de frente com ela?
    - E a tal Daphne, hein? Confesso que aquela cena final me surpreendeu genuinamente, já que eu jurava que a personagem só havia sido introduzida para virar outra vítima. Agora, será que Sam corre perigo com a moça ou o que vimos foi "só" mais um gancho para nos deixar ansiosos?

sábado, 27 de junho de 2009

EMMY 2009: Éramos cinco

A divulgação da lista com os indicados ao Emmy 2009 deve ocorrer no dia 16 de julho e a cerimônia de entrega deverá acontecer no dia 20 de setembro. Enquanto aguardamos, estamos preparando um podcast e uma série de posts especiais sobre o assunto. Por isso, convidamos o nosso amigo e colaborador Ricardo Henriques para escrever algumas linhas e comentar sobre quais as possibilidades e chances de indicação de algumas das séries nas categorias drama e comédia. Confira e também deixe seu palpite nos comentários!
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Por Ricardo Henriques
Para o Dude News

Se os votantes optarem pela mesmice na hora de apontar os indicados ao Emmy 2009, ainda assim teremos uma novidade: a Academia de Artes e Ciências Televisivas resolveu estender mais uma faixa de areia ao sol para as estrelas da TV americana. Agora são seis os nomes nas listas finais das principais categorias da premiação, o que já havia acontecido em algumas delas nas últimas temporadas, em decorrência de empates nas votações. Com o nível da programação bastante alto, a mudança sutil parece uma boa ideia. Bem ao contrário da loucura anunciada nos últimos dias pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que escancarou seu desespero por uma melhor audiência do Oscar (bem como sua ganância por mais dinheiro para os grandes estúdios de Hollywood) ao aumentar para dez os indicados a melhor filme.

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    Na categoria de melhor série dramática, a briga por uma indicação continuará muito intensa, mesmo com uma vaga a mais em jogo. Mad Men, vencedora do ano passado, continua por cima e fatalmente estará mais uma vez entre as finalistas. Como também é bastante provável que, em suas boas e aclamadas segundas temporadas, Damages e In Treatment sejam escolhidas. A julgar pelo histórico recente da premiação, quem também não deve ficar de fora é Boston Legal (Justiça Sem Limites), que traz consigo o bônus de ter tido sua última temporada, já que o Emmy adora uma despedida calorosa. O que não firma série de Alan Shore e Denny Crane entre as seis é que a trama se encerrou no final do ano passado e pela primeira vez não se apresentará fresquinha na memória dos votantes. Para tentar surpreender as quatro citadas, ou pelo menos arrancar um dos dois postos restantes, está armada a tradicional briga de foice no escuro.

    Embora Dexter pareça consolidada entre as prediletas dos prêmios de TV, sua temática politicamente incorreta (ao cubo) e o grande número de séries de canais fechados na disputa podem acabar retalhando (com trocadilho) suas chances. O que seria, a meu ver, uma injustiça. Quem pode voltar às graças da Academia é 24 Horas, que depois de uma sexta temporada horrorosa voltou a mostrar serviço esse ano. O programa sempre foi bem visto e valorizado pelos acadêmicos, mas nem sempre quem pula fora do radar deles consegue retornar. Outra que já foi figurinha carimbada e hoje parece não ter o mesmo prestígio é Grey's Anatomy. Os salientes médicos de Seattle Grace podem ser lembrados pelo final de temporada com fortes emoções. Mas não deveriam, já que em boa parte da temporada a série flertou (antes tivesse apenas flertado, já que foi pra cama, namorou firme, noivou, casou, procriou, abriu conta conjunta e tudo mais) com um arco dramático à Ghost Whisperer.

    Lost teve um ano morno, que serviu muito mais como preparação para o (tenho fé, ainda que me considere um homem da ciência) grand finale de 2010. Quem não acompanha mais a série dificilmente pega o fio da meada e isso é sempre um problema. Mas a escolha de bons episódios (para quem não sabe, séries e artistas inscrevem determinados episódios para que tenham suas candidaturas consideradas), que devem funcionar bem até mesmo fora do contexto, pode ser o trunfo para a indicação. Quem parece ter perdido força é House, que teve uma temporada bastante irregular. Mas sua boa audiência e sua enorme base de fãs pode carregar a série nas costas.

    Friday Night Lights vem sempre batendo na trave (ainda que o futebol deles seja o outro). Nos últimos anos ganhou prêmios da crítica e figurou entre a lista preliminar (quase sempre vazada de forma não-oficial) de dez candidatas ao prêmio principal. Será que chegou a hora dos Dillon Panthers? Parece complicado, pois a série ficou meio escondida com uma temporada reduzida, que passou primeiro na TV a cabo e só depois na TV aberta. Das novatas, a única que parece ter cacife para ser indicada é True Blood. Mas vampiros e cenas quentes a rodo atraem tanto fiéis seguidores quanto torcidas de nariz fervorosas. Série talvez seja exótica demais para o Emmy e tenha melhor sorte no Golden Globe, onde já estreou com uma vitória de melhor atriz para Anna Paquin.

    Big Love (Amor Imenso) sempre está voando abaixo do radar e acaba surpreendendo alguns quando lembrada, o que pode voltar a acontecer em 2009. Alguns programas cruzam os dedos para receber o carinho que ainda não veio dos acadêmicos (e que, sinceramente, não parece estar por vir): Brothers & Sisters, com seu retrato bem humorado dos valores da família americana; The Tudors, com sua requintada produção histórica; e Battlestar Gallactica, com sua segmentada, porém apaixonada, legião de fãs de ficção-científica. Também por fora corre Breaking Bad, que deu Emmy de melhor ator a Bryan Cranston no ano passado, mas que continua tendo pouca relevância no cenário televisivo.

    Entre as comédias, difícil imaginar que o reinado de 30 Rock esteja para acabar. Lá estará a série de Tina Fey novamente perfilada ao lado da também consagrada The Office. A bacana Entourage e a por vezes rasteira, mas sempre hilária Two and a Half Men também parecem nomes fortes. O canal a cabo Showtime tem três boas concorrentes à lista final, mas a força de uma pode acabar anulando a outra. A que mais merece uma indicação é Weeds, que se reencontrou à beira do mar (e, obviamente, se manteve em meio à maresia) na última temporada.

    Californication também teve ótimos momentos, mas agora já não tem mais o verniz de novidade, que costuma fascinar alguns votantes. Quem não merece, mas pode acabar indicada justamente por esse tal verniz é United States of Tara, que não engatou a terceira marcha. Mas ambas podem ter seu reconhecimento canalizado apenas para seus astros David Duchovny e Toni Collette, abrindo espaço para séries mais veteranas como Ugly Betty ou Scrubs, mesmo que ser feia tenha saído de moda e que J.D. e sua turma nunca tenham sido exatamente queridinhos do Emmy.

    Prematuramente cancelada, Pushing Daisies pode ter seu canto do cisne, ou então ser considerada página virada por uma Academia que certamente se decepcionou ao tentar, em vão, salvar a genial Arrested Development no começo da década. Pouco (ou nada) conhecida no Brasil, Flight of the Conchords ficou entre as 10 no ano passado, tendo levado indicações importantes na área técnica, e pode pintar na lista. Se tais opções não forem do agrado da Academia, as Desperate Housewives estão sempre a postos, bonitas e perfumadas para entrar no tapete vermelho. E olha que esse ano não seria sem merecimento, já que o programa reencontrou o equilíbrio entre dramalhão e comédia. Correndo por fora, How I Met Your Mother e The Big Bang Theory geram ainda alguma esperança nos seus fãs. Mas é bom que estes esperem sentados. Mais chances que ambas parece ter Family Guy, embora a única animação indicada até hoje tenha sido Os Flintstones, no distante ano de 1961.



sexta-feira, 26 de junho de 2009

Dudecast News #3 - True Blood

Finalmente no ar o Dudecast News #3 sobre True Blood, uma das nossas séries favoritas (depois de Lost, claro) atualmente. Contando com a participação mais do que especial do amigo Carlos Alexandre Monteiro (Lost in Lost e Tudo Está Rodando), discutimos a 1ª impressão que a série deixou; os grandes momentos da temporada de estreia; os elementos e personagens que nos atraíram; a estreia da 2ª temporada e nossas expectativas para ela, além de algumas curiosidades relacionadas ao livro que inspirou o 1º ano da série e sobre o DVD que já está à venda.

Clique AQUI para baixar.
(Clique direto ou com o botão direito do mouse escolha as opções 'Salvar como' ou 'Salvar Link como')

Leia mais e ouça "Bad Things"

    Modéstia à parte, o podcast ficou bem divertido e abrangente, mas deixo o aviso de que comentamos sobre eventos bastante específicos da 1ª temporada e do primeiro episódio da 2ª, o que pode ser considerado spoiler para quem ainda não viu nada da série. Alguém por aí nessa (triste) situação ainda?


    Jace Everett e banda no Jay Leno cantando
    "Bad Things" o tema de abertura da série

    Aproveitando a oportunidade, agradecemos demais pela audiência surpreendente do DudecastNews #2 que superou e muito todas as nossas expectativas. Agora, o tema do próximo? Surpresa!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

RIP Michael Jackson (1958 - 2009)

Diferente de milhares de pessoas ao redor do mundo, nunca encarei Michael Jackson como um ídolo (na verdade nem sei se já tive algum), mas não é por isso que deixo de reconhecer sua importância como ícone da cultura pop e como O artista que pavimentou um caminho que muitos seguiram depois. E que se dane se a pele do cara mudou de cor de forma bizarra (e nunca explicada claramente) e se ele se meteu em um monte de controvérsias ao longo dos últimos anos, porque como muitos fãs, artistas e músicos já apontavam pouco depois da confirmação de sua morte, o que vai ficar mesmo daqui para frente é a lembrança de sua dança e sua música, o verdadeiro e único legado que importa agora. Descanse em paz MJ. Sua arte jamais será esquecida!

Thriller, Bad, Don't Stop 'Til You Get Enough, Black or White, Remember the Time.