quarta-feira, 5 de maio de 2010

Curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográficas

Desde moleque sempre me considerei cinéfilo, mas entre gostar e entender o que há por trás da construção de uma obra cinematográfica vai uma larga distância. Assim, motivado pelo interesse e pela curiosidade, em 2009 fiz o Curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográficas ministrado por Pablo Villaça, editor e crítico do Cinema em Cena, um dos maiores e melhores portais brasileiros dedicados à 7ª arte.

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    Com texto elegante e que sempre prima por análises fundamentadas, as críticas de Pablo Villaça (que já tem mais de 15 anos de carreira) ampliam a compreensão da obra instigando reflexões que vão muito além de achismos e opiniões rasteiras. Para o curso (que já teve 17 edições em várias cidades do país), Pablo leva o vasto conhecimento teórico que mostra a cada crítica para explorar os principais elementos que compõem o universo cinematográfico ampliando com exemplos práticos retirados dos mais diversos filmes, o interesse de quem gosta e quer entender (pelo menos um pouquinho) o que é o Cinema de verdade.

    Interessou?

    Pois então corra para garantir sua vaga, pois já nas próximas semanas acontecerão edições do curso nas cidade de São Paulo, Rio de Janeiro e Joinville. Os detalhes referentes a local da realização do curso, ementa e etc. você encontra nos respectivos links.

    Se puder, faça, porque vale muito à pena.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

As onomatopéias da série Batman em versão pornô!

Depois dos filmes pornô que parodiavam séries como Married With Children, Friends, Seinfeld, Arquivo X (que virou The Sex Files no trocadilho com o nome original), The Office e até Dexter, que virou Dexxxter além de The Big Bang Theory, o mercado de filmes adultos ataca homenageia mais duas séries. Uma é contemporânea, faz sucesso com a crítica (e com este que vos escreve) e está prestes a estrear sua 3ª temporada na tv americana, já a outra é um clássico da década de 60 e que já era por si só uma paródia do herói dos quadrinhos que recentemente ressuscitou nos cinemas.

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    In Tru: A XXX Parody, como o nome já indica, pega o universo criado por Charlaine Harris e traduzido para a tela por Allan Ball, para fazer uma versão tosca (o que é essa peruca do Eric, hein?) das histórias de Bon Temps. A descrição do filme? ‘Um choque de civis, vampiros, metamorfos e etc envolvidos em orgias e mistérios” Ou seja, basicamente uma leitura fiel da série :p


    Batman XXX: A Porn Parody, oferece, segundo a descrição oficial da produtora Vivid, uma das maiores da indústria, uma combinação de sexo, humor e drama(!). Tudo naquele clima exagerado e cômico característico da série que faz sucesso até hoje nas reprises do TCM.

    Qual será a próxima 'homenagem', hein?

domingo, 18 de abril de 2010

Blu Ray da saga de Star Wars em outubro de 2011?

O que parecia um sonho de consumo distante para os fãs de Star Wars, finalmente começa a se tornar realidade. Segundo o The Digital Bits, a saga criada por George Lucas há exatos 33 anos, deve ser lançada em Blu Ray em outubro de 2011. A Lucasfilms ainda não se pronunciou oficialmente sobre a data, mas falando na Chicago Comics and Entertainment Expo na última semana, o diretor de relacionamento da empresa confirmou que eles estão trabalhando no lançamento para um futuro próximo.

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    “Ainda não dá para dizer que teremos o box definitivo - porque continuamos descobrindo coisas inéditas -, mas garanto que vocês verão os seis filmes em Blu Ray com muito material extra. Temos encontrado todo tipo de cenas dos diários de filmagens que nunca foram vistas antes. Fora isso, além das coisas que todo mundo já conhece, há alguns belos tesouros reservados”, disse o diretor em nota repercutida pelo IGN.

    É de se animar, não? Bom, enquanto a gente espera pela chegada do Blu Ray de Star Wars, que tal conferir um empolgante trailer da saga feito por um ?



    E aí, já começou a separar aquela grana pro Blu Ray de Star Wars?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Reta final da última temporada de '24 Horas' continua surpreendendo e chocando

Com spoiler para quem ainda não viu o ep. 8x17 exibido no dia 12/05 nos EUA

É bem verdade que eu estava desanimado com essa última temporada de 24 Horas, mas quem leu meu comentário sobre o episódio duplo (15 e 16) sabe que voltei a por fé num desfecho não só bom, mas sobretudo marcante para a despedida que Jack Bauer dará à tv em maio nos EUA. Agora, depois do chocante gancho que encerrou a 16ª hora dessa temporada, eu podia apostar que os roteiristas da série iriam pisar um pouco no freio para montar o panorama que o terceiro e definitivo arco da trama vai explorar. Dito isso, se a ação propriamente dita ganhou uma folga, um retorno supreendente e mais um relógio silencioso ao final do episódio confirmam: quando quer, 24 Horas consegue ser das melhores da tv.

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    Tudo bem que considerando as indicações dadas no início da temporada, era de se esperar que os russos estivessem envolvidos na conspiração que visava impedir a assinatura do tratado de paz costurado pela presidente Taylor com o agora falecido Hassan. Mas, quem poderia imaginar que a ascenção deles na trama significaria também o retorno de Charles Logan, um dos vilões mais interessantes que a série já teve? Não sei você, mas fiquei bem empolgado ao ver o ator Gregory Itzin tendo a chance de reviver o odiável ex-presidente que orquestrou o grande complô que serviu para encobrir o assassinato de David Palmer. Que carta na manga contra os russos é essa que Logan tem? Dá para acreditar no papo de que o cara só queira usar a oportunidade para limpar seu nome? Não faço ideia, mas tô bem curioso para descobrir.

    Dos demais aspectos explorados pelo expisódio, destaques óbvio para a arriscada brecha encontrada pela presidente Taylor para dar prosseguimento à assinatura do tratado de paz e, claro, para a temporáriapromoção de Chloe O’Brien à posição de chefe da CTU, no que deve render momentos bem curiosos nos episódios que restam. Contudo, o que realmente provocou choque dessa vez foi ver Jack Bauer tendo raros e brevíssimos momentos de prazer ao lado de Renee Walker, só para em seguida se ver como alvo de um assassino russo. O desfecho foi dos mais desoladores. Bauer escapa, mas Renee, que a essa altura talvez pudesse ser a única a ligar os russos à conspiração, não tem a mesma sorte e morre no hospital depois de ser baleada no apartamento de Jack, que se despede dela num momento absolutamente marcante e inspirado de Sutherland mais uma vez evidenciando a fragilidade de seu personagem.

    Honestamente não me recordo de dois episódios seguidos que tenham se encerrado num tom tão melancólico como vimos agora. O desfecho é tão triste e deprimente para Bauer, que serve como comprovação exata para as palavras do produtor Howard Gordon, que recentemente afirmou: ‘Pensar em final feliz seria desonesto demais para esse personagem.’ Poxa mestre, nem uma folguinha o cara vai ter? Quem será o próximo a receber a ‘homenagem’ do relógio silencioso? =/

E as séries da Globo, hein?

Consagrado lá fora, o formato de séries ainda engatinha na grade das emissoras brasileiras majoritariamente dependentes das novelas, uma opção que rende muita audiência, sem dúvida, mas que criativamente já se mostra desgastada há tempos. Uma mudança de rumos nesse panorama certamente não acontecerá tão cedo (se é que acontecerá algum dia), contudo, não deixa de ser positivamente curioso ver que a principal emissora do país tenha iniciado o mês de de abril com 5 séries em sua grade. Pena que 3 delas (justamente as novas) sejam tão fracas.

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    O domingo 4 de abril, marcou a estreia de 'S.O.S. Emergência', série cômica capitaneada por Ney Latorraca e que se passa dentro de um hospital repleto de profissionais caricatos sempre prontos para provocar vergonha alheia agindo das formas mais absurdas possíveis. Soa familiar? Pois é, se você pensou na moribunda ‘Scrubs’ (NBC/ABC) não está longe de entender o que é essa série, que se ganha o mérito de explorar uma ambientação diferente na produção nacional, perde por conta de seus personagens ruins que forçam a barra na hora de fazer rir com piadas batidas e sem graça.

    A terça, 6 de abril, trouxe a estreia da 2ª temporada de ‘Força Tarefa’, que mais madura e com cenas de ação mais bem trabalhadas e convincentes, desponta como uma boa aposta da produção nacional para o gênero policial. Comandada por José Alvarenga Jr., a série protagonizada por Murilo Benício acerta ao se aprofundar no desenvolvimento da vida pessoal de Wilson, que agora precisando lidar com a gravidez de sua namorada, terá mais um elemento de pressão importante em seu trabalho na corregedoria. Fora isso, ao retratar a realidade mais densa e crua da violência, os casos se tornam mais chocantes sobretudo quando temas como o desejo de se fazer justiça com as próprias mãos ganham relevância na trama.

    “Divertida, leve e autêntica até nas críticas. Não é à toa que 'A Grande Família' chegou a 10 temporadas. Merecidíssimo.” Foi exatamente isso que escrevi no twitter na noite de quinta, 8 de abril, quando a família Silva retornou às noites da Globo em grande estilo. Refletindo temas que pemeiam o cotidiano de grande parte da população, ‘A Grande Família’ sempre teve como grande mérito a capacidade de falar do povo e para o povo sem máscaras ou rodeios, além de nunca deixar de explorar dramas de uma forma engraçada, característica aliás, intimamente relacionada a ótimos personagens como o Agostinho Carrara de Pedro Cardoso, um dos pilares que explicam o merecido sucesso do programa.

    Ainda na quinta, veio ‘A Vida Alheia’ de Miguel Falabella, que embora não tenha obrigação de admitir, inspirou-se na fracassada e polêmica ‘Dirt’ de Courtney Cox (de Friends) para explorar os bastidores de uma revista especializada em expor os segredos e podres das celebridades. Particularmente achei a série bem fraquinha (Claudia Jimenez como uma editora amoral e sem escrúpulos não convence), mas sabendo que vivemos num país sempre sedento em consumir a tal vida alheia, é bem provável que vá alcançar alguma repercussão o que diz mais sobre a audiência e menos sobre a qualidade da produção.

    Se ‘Os Normais’ era sobre um casal que nunca se casava, mas sempre se metia em situações constrangedoras, ‘Separação?!’, que estreou na sexta,9, é sobre um casal que nunca se separa, mas se mete em situações constrangedoras. Pois é. Cria de Alexandre Machado e Fernanda Young (também autores de ‘Os Normais’) a série mostra um casal que vive à beira da loucura discutindo a relação (aparentemente desgastada de forma irremediável) das formas mais bizarras e sobretudo em público. A ideia em si de fato poderia render uma boa nova série (e pode ser que ainda renda, claro), mas a julgar pelo primeiro episódio o resultado é decepcionante. Tá tudo muito fora do tom. Vladmir Brichta e Débora Bloch, que costumam aparecer bem em papéis cômicos, infelizmente não funcionaram juntos nas cenas que tiveram. Fora isso, o constante voice over se revela como um recurso inócuo (e em algumas muitas situações até mesmo irritante), assim como as gags físicas sem graça e os personagens coadjuvantes fracos e superficiais. Pena.

Personagens de Lost em outras séries?

Um leitor do blog DarkUFO, disponibilizou um scan da revista Tv Guide que além de divulgar uma foto promocional da 6ª temporada de Lost que será vendida aqui a partir do dia 15, traz o elenco* da série falando em que outras produções da televisão gostariam de ver seus personagens aparecendo. Será que você concorda com as divertidas escolhas deles?

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    Jeff Fahey – Frank Lapidus “Seria divertido ver o Frank pousando seu helicóptero em uma série diferente a cada semana, onde poderia conhecer o elenco, sugerir que se acalmassem e então partir para outra aventura.”

    Zuleikha Robinson – Ilana “Ilana poderia ir para V. Assisti a série original quando era criança e assisti de novo antes do remake estrear.”

    Nestor Carbonell - Richard Alpert “Eu vejo Richard se encaixando em Mad Men. Ele daria um bom executivo durão. E como já vimos, ele certamente ficaria bem confortável vivendo nos anos 50.”

    Michael Emerson – Ben Linus “Eu gostaria de vê-lo em The Big Bang Theory como um nerd mais velho. Acho que o Ben estaria bem à vontade lá.”

    Naveen Andrews – SayidTrue Blood seria uma boa opção onde um personagem tão disfuncional - e potencialmente semimorto – como Sayid se encaixaria bem.”

    Yunjin Kim – SunFlashForward seria um bom lugar para Sun e seria divertido trabalhar com Dominic Monaghan de novo. Ele faz um vilão lá, portanto eu gostaria de vê-lo expondo um lado sombrio de Sun, porque ela é sempre tão doce.”

    Terry O’Quinn – Locke “Evan Longoria Parker uma vez disse que gostaria de ver o Locke em Wisteria Lane, portanto podem dizer a ela que eu adoraria fazer um interesse romântico dela em Desperate Housewives.”

    Evangeline Lilly – Kate “Não seria legal se a Kate aparecesse num episódio de CSI e surgisse como a assassina do caso?”

    Josh Holloway – Sawyer “Qualquer série. O cara está disponível para ser contratado!”

    Emilie De Ravin – ClaireBreaking Bad. Seria muito interessante vê-la ali. Talvez ela pudesse de alguma forma misteriosa ser parente de Bryan Cranston para manter a tradição de Lost.”

    Daniel Dae Kim – Jin “Eu queria vê-lo morando com o personagem de David Duchovny em Californication. Sair da posição de um cara devotado à esposa pra um que seria sua antítese ia ser bem legal.”

    Jorge Garcia – Hurley “Adoraria aparecer em The Office. Há uma certa qualidade na forma como Hurley fala as coisas que poderiam render um trabalho para ele lá.”

    Ken Leung – MilesJersey Shore (reality da MTV), para que eu pudesse falar um monte de besteira.”

    * Matthew Fox não quis participar da brincadeira porque já disse que o fim de Lost marca também o fim de sua carreira na tv. Ele agora só vai pensar em projetos de cinema.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Demorou, mas 8ª temporada de 24 Horas voltou a empolgar com episódio duplo

Com spoilers para quem ainda não viu o episódio duplo
8x15/16 exibido no dia 5 de abril nos EUA!

Aleluia! Depois de 14 episódios majoritariamente decepcionantes, 24 Horas voltou a provar porque é a melhor série de seu gênero empolgando com sequências de ação significativas, viradas realmente surpreendentes e muita, mas muita tensão. Demorou muito para acontecer, mas é com satisfação que digo: o episódio duplo 8x15/16 é EXCELENTE!

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    Não faço ideia de como a temporada (e a série por tabela) vai terminar, mas se os oito episódios que ainda nos restam trouxerem metade do nível de adrenalina e envolvimento narrativo que esse rendeu, já me darei por satisfeito. Fazendo tudo o que os 14 episódios anteriores não fizeram, esses dois mais recentes deixaram as armadilhas da previsibilidade de lado amplificando as surpresas sem ter medo de arriscar.

    Centrado inteiramente na tentativa de Jack Bauer e da CTU de localizar o presidente Hassam, que numa atitude ousada resolvera se entregar para os terroristas de seu país em troca da não detonação da bomba suja em Nova York, esse episódio duplo expôs Dana Walsh como a traidora da vez (com uma aparente carta na manga) ao passo em que explorou a fragilidade do processo de paz negociado pela presidente Taylor (finalmente rendendo momentos dignos de um David Palmer, diga-se de passagem), agora ainda mais ameaçado pelo desfecho surpreendente e absurdamente chocante do episódio.

    O tempo de espera foi grande, mas o prazer de voltar a sentir aquele nervosismo que a tensão de cada nova cena trazia compensou o marasmo e a falta de criatividade que dominava a temporada até então. Minha esperança com 24 Horas pode até se provar vã lá na frente, mas dane-se! Vou apostar tudo num desfecho da série que traga aquele nó na garganta que sentimos tantas vezes antes. Alguém comigo nessa expectativa?

Filmes que precisam ser lançados em Blu Ray

Embora ainda seja pouco badalado no Brasil em função do custo alto e restritivo, o Blu Ray já atrai a atenção de colecionadores que lentamente estão trocando as aquisições de DVD pelas de BDs (os Blu Ray discs). Nesse panorama, o que por enquanto parece frear o interesse de muita gente é o fato de que alguns dos grandes clássicos do cinema (moderno ou não) ainda não foram lançados no formato. Com isso em mente, pegando carona na ótima matéria do Screen Rent que lista 10 filmes que precisam ganhar versão em BD, destaco as minhas preferências e incluo outras. Será que você concorda com elas?

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    Pulp Fiction – Cheio de personagens, diálogos e cenas marcantes sempre embaladas por uma trilha não menos brilhante, o filme é um dos grandes ícones da cultura pop e o melhor do Tarantino. É item obrigatório na coleção de qualquer um. Agora só falta a Disney (que comprou a Miramax em 2008) e o próprio Tarantino talvez, fazerem a parte que lhes cabe.

    Psicose – Além de ser um dos grandes filmes de Alfred Hitchcock, foi simplesmente o filme que definiu o suspense no cinema sendo imitado (com pouco sucesso) por muitos outros que vieram depois.

    Cidadão Kane – Considerado por muitos críticos e cinéfilos em geral como o melhor filme de todos os tempos, essa obra prima de Orson Welles já mereceria um lançamento em BD para ontem, mas perto de completar 70 anos (o que ocorrerá em 2011), a produção precisa de uma edição comemorativa recheada de extras.

    Trilogia Indiana Jones – Ainda que divertido e fiel às características da franquia, Indy 4 não foi o filmaço que poderia ser. Dito isso, se já o vemos em BD, cadê a excelente trilogia que alçou o personagem de Harrisson Ford (e o próprio ator por tabela) ao rol dos grandes do cinema? Quem não quer ver as grandes sequências de ação daqueles filmes e ouvir a excepcional trilha de John Williams em altíssima qualidade?

    Apocalipse Now – Para muitos o maior filme de guerra da história e o estudo definitivo sobre o impacto psicológico que uma guerra exerce sobre os envolvidos. ‘Só’ isso e aquela cena dos helicópteros bombardeando uma vila praiana ao som da ópera Valquíria de Wagner já bastaria para justificar uma versão do filme em BD, mas se precisarem de mais um argumento, basta lembrar da atuação arrebatadora de Marlon Brando como o coronel Kurtz.

    Trilogia Parque dos Dinossauros – Tudo bem que os filmes foram perdendo a força à medida em que a franquia cresceu, mas ainda assim quem não gostaria de rever aquelas cenas grandiosas mostrando os dinossauros de volta à Terra em toda sua magnitude? Alô Spielberg, acorda! Já passou da hora de lançar a trilogia em BD.

    As duas trilogias Star Wars – Sim, eu também concordo que a trilogia clássica é bemmm melhor que a mais recente, mas duvido que algum fã da saga imaginada por George Lucas há mais de 30 anos abra mão de poder ver as grandes sequências de batalhas entre a rebelião e o Império e os cavaleiros Jedi em ação na magnitude da qualidade que o Blu Ray oferece.

    Cidade de Deus – Indicado a 4 Oscars, badalado pela indústria e um dos 100 melhores de todos os tempos segundo avaliação da revista Time. Com um currículo desses, chega a ser um absurdo pensar que até hoje a Globo Filmes não tenha pensado em relançá-lo num formato muito melhor. Parodiando um personagem do filme, DVD é o car@#%&, queremos o Blu Ray, porra!

    Se7en – É incrível, mas um dos thrillers de suspense mais tensos e envolventes das últimas décadas continua fora das prateleiras de colecionadores de BD até hoje. Alô Warner, que outro motivo melhor vocês estão esperando para lançar o BD do filme, do que seu aniversário de 15 anos que se aproxima?

    Ben Hur – Vencedor de 11 Oscars (ainda hoje um recorde só equiparado, mas não quebrado) e revolucionário para sua época, é o tipo de produção antiga, mas que ainda hoje, quando se aproxima de completar 60 anos, figura fácil no rol dos filmes com as maiores e melhores sequências de ação da história do cinema. Precisam de mais para justificar uma versão do filme em BD?

    Trilogia De volta para o futuro – Não tem jeito, quando se fala em Michael J. Fox ou mesmo no direto Robert Zemeckis, são esses filmes que vem à mente de quem teve o prazer de ver essa típica franquia do cinema pipoca surgindo em meados da década de 80. A trilogia ganhou um lançamento bem razoável em DVD, é verdade, mas a gente sabe que a trilogia pode render muito mais no BD, né?

    ET – Analisando de forma apressada dá até para dizer que o Spielberg promove boicote ao formato, porque nem mesmo esse que é um dos maiores e mais emocionantes trabalhos de sua filmografia aportou no Blu Ray até hoje. De fácil apelo, ET foi um marco que as gerações mais novas precisam conhecer.

    Tropa de Elite – Ei Universal, que absurdo é esse de não lançar um dos melhores, mais polêmicos e comentados filmes brasileiros da última década no país onde ele foi produzido? Tá, oficialmente existe Blu Ray do filme, mas só na Europa! WtF! Chega daquela versão pobrinha em DVD. Estão esperando o que para dar o devido tratamento ao filme?

    Trilogia O Senhor dos Anéis – Tá eu sei que a versão em BD da trilogia chega às lojas gringas hoje, mas como se trata apenas das versões de cinema e sem nenhum material extra inédito em HD, continuarei esperando pelo lançamento decente da trilogia de Peter Jackson com as versões estendidas dos filmes e mais um monte de novos extras em alta definição. Será que a Warner gringa tá esperando a estreia de O Hobbit em 2012?

    Toda filmografia de Charles Chaplin – Ok, nem precisa ser toda. Se lançarem O Grande Ditador, O Garoto, Luzes da Ribalta e Tempos Modernos já me darei por satisfeito, mas por favor que venham com extras de bastidores, entrevistas e comentários de críticos e historiadores sobre o contexto dos filmes.

    ***

    E aí, já se rendeu ao Blu Ray? Pretende fazê-lo em breve? Que filmes gostaria de ver no formato?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Os retornos de FlashForward, V e Fringe lá fora

Com spoilers para quem não segue a exibição americana


Não que eu estivesse muito animado, mas confesso que depositava esperanças de que a pausa na produção de FlashForward colocasse a série nos eixos. Ledo engano. A boa ideia continua muito mal desenvolvida com subtramas vazias em episódios que trocam a empolgação pelo sono que provocam. Não há rumo definido para nada ali, e tudo parece acontecer sem propósito algum, vide a história do outrora alcóolatra Aaron Stark e sua filha agora novamente desaparecida por exemplo. E se a trama continua sem rumo, os personagens continuam rasos e sem grandes desenvolvimentos ou mesmo sem ter papéis claramente definidos nas consequências do flash global. Mark Benford é só um herói errante? Simon um vilão irritantemente caricato? Lloyd o anti-herói imcompreendido? E o tal fenômeno, afinal: uma conspiração com objetivos definidos ou um ‘simples’ acidente científico? Não sei a resposta para nada disso e confesso que já perdi totalmente a vontade de descobrir. Com ou sem flash, o futuro da minha relação com a série depois do episódio 13 já está definido: adeus FlashForward, (não) foi bom te conhecer!

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    ***
    Bem mais honesto no que propõe, o remake de “V” ainda não é um programa imperdível, mas tampouco decepciona de forma decisiva como FF. Investindo de forma explícita num thriller de teor conspiracionista, a série protagonizada por Elizabeth Mitchell não tem a menor vergonha de ser profundamente maniqueísta. Ali não há personagens complexos. Só o que importa em “V” é saber que os alienígenas que chegam à Terra liderados por Anna são os vilões interessados em dominar a humanidade e que o grupo de rebeldes constituídos por Erica (Mitchell), pelo padre Jack e por Ryan são os mocinhos tentando expor e derrubar os chamados Visitantes. Explorando de forma superficial (mas nem por isso desinteressante) o poder que manipulação psicológica exerce, a série se foca mais na ação do que nas sutilezas de roteiros mais desenvolvidos. Despretenciosa e com tema de gosto limitado, “V” não é série para se tornar fenômeno popular, mas passados cinco episódios continua garantindo uma boa diversão para quem não espera demais de uma produção que passa longe de falar de choque de culturas e/ou civilizações e só quer mostrar a boa e velha disputa de bem x mal.

    ***

    Quem acompanha meu tweets sobre Fringe, sabe que uma das minhas grandes reclamações com relação à série é sua irregularidade. Dito isso, “Peter”, episódio que marcou o retorno da série semana passada nos EUA, fez a produção voltar a ganhar muitos pontos no meu conceito ao investir no desenvolvimento de suas personagens sem abandonar o investimento na mitologia construída há quase dois anos. Emocionante e envolvente em sua narrativa, o episódio traz através de um grande flashback de Walter (que aparece incrivelmente mais jovem graças ao bom trabalho de maquiagem e efeitos), a revelação das circunstâncias que motivaram o personagem a literalmente roubar o Peter do outro universo da história, num evento que certamente deve estar diretamente associado à tal guerra mencionada ao longo da trama. Seria o Walternativo (apelido dado pelo próprio Walter à sua contraparte) o grande vilão por trás dos fenômenos do padrão? Parece óbvio a essa altura, mas se a revelação for de fato essa me darei por satisfeito desde que a trama explore um pouco mais as nuances que separam os dois universos dando espaço para o papel de Olivia e Peter, que na percepção dos Observadores, é fundamental. Por que e para o que? Curiosíssimo para descobrir, mas sobretudo para ver que novas surpresas (como a da abertura retrô) nos aguardam. Fringe voltou com tudo.

terça-feira, 30 de março de 2010

Breves opiniões sobre os 10 Filmes indicados ao Oscar 2010

O Oscar já passou há quase um mês e os resultados da festa todo mundo já conhece, mas e o prêmio principal, foi justo? Obviamente não existe resposta definitiva porque cada um tem/tinha seu preferido naquela lista de 10 filmes. Dito isso, a pergunta é: será que todos realmente mereciam estar ali naquela disputa? Tentando responder, na sequência desse texto dou minhas brevíssimas opiniões sobre cada um deles.

Da heterogênea relação de produções indicadas ao Oscar de melhor filme, curioso notar que dois tem desfechos parecidos ainda que com abordagens distintas (Educação e Amor sem Escalas) e outros dois falem sobre a jornada de pessoas excluídas e rejeitadas que encontram na compaixão alheia uma chance de mudar de vida (Preciosa e Um Sonho Possível). Dos demais, Avatar e Distrito 9, são sci fi com mensagem política e social, Bastardos Inglórios é Tarantino dos pés à cabeça pro bem e pro mal, Up – Altas Aventuras é um emocionante e divertido conto de amizade e fantasia, enquanto Um Homem Sério e Guerra ao Terror tratam, em graus totalmente distintos, de dois homens tentando encontrar propósito para suas vidas distanciadas de zonas de conforto.

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    Amor sem Escalas (Up in the Air) – 6 indicações

    Não se engane com o título dado ao filme no Brasil, essa produção estrelada por George Clooney não é um romance. Dirigido por Jason Reitman (de Juno), o filme tem na atuação cínica e naturalmente bem humorada do protagonista, seu grande e talvez único trunfo genuíno. Na produção, Clooney faz Ryan Bingham, sujeito que vive viajando pelo país demitindo pessoas de várias empresas, e que encontra nessa (falta de) rotina, a justificativa perfeita para fugir de compromissos com a família ou com as mulheres. Tudo muda no entantro quando conhece uma executiva em viagem (a bela Vera Farmiga), e começa a trabalhar com uma jovem executiva (a novata Anna Kendrick) cheia de ideias, mas com pouca experiência que aparece na empresa que ele trabalha. Relevante em tempos de recessão por conta da abordagem do impacto das demissões retratadas, Up in the Air tem seus bons momentos e é divertido ao garantir na decepção experimentada pelo personagem de Cloney, uma surpresa à parte.

    Preciosa (Precious) – 6 indicações

    Pelo mote, Preciosa poderia ser mais um daqueles filmes de redenção que a Academia tanto gosta. Absolutamente chocante, mas infelizmente falho na tentativa de emocionar, o filme conta a história de Claireece Precious, uma jovem adolescente obesa que convive com o peso da exclusão e do intenso e constante abuso familiar e que encontra em pequenos devaneios e na ajuda de uma professora e de uma assistente social (Mariah Carey, irreconhecível), a fuga para suas dores existenciais e as frustrações de uma vida miserável. Filme apenas razoável que impressiona mais pela interpretação assustadoramente complexa da vencedora na categoria de atriz coadjuvante, Mo’nique, do que por qualquer outra qualidade.

    Um Homem Sério (A Serious Man) – 2 indicações

    Filme dos já premiados irmãos Cohen (Onde os fracos não tem vez) sobre um judeu com pinta de loser em busca de um novo sentido para vida após uma crise no casamento. Assim é Um Homem Sério, escolha menos óbvia da lista e também a mais incomum. Carregado no humor negro e refinado já tão caracterísito das obras dos Cohen, o filme se sustenta nas sutilezas de intepretações equlibradas e sobretudo nos diálogos e situações incomuns que discutem fé, relacionamentos em família e até mesmo choques culturais. Pela temática, não é um filme de fácil compreenssão e talvez justamente por isso tenha sido tão pouco badalado antes da entrega dos prêmios.

    Educação (An Education) – 3 indicações

    Convencendo como a adolescente inglesa dos anos 60 que enxerga numa aventura romântica com um homem mais velho a chance de se libertar das amarras do tradicionalismo de sua família e de sua edução formal, a novata Carey Mullingan dá conta do recado fazendo um misto equilibrado e bem dosado de ninfeta e mulher. Inteligente, sua personagem Jenny cativa pela ousadia e pelo espiríto de curiosidade com tudo que lhe é diferente. Assim, alimentad pela lábia de David, o homem mais velho com quem se envolve e que ganha inclusive a confiança de seu rígido pai (feito por Alfred Molina), Jenny encontra e conhece tudo com que sonhava só pra perceber num desfecho equivocado e preguiçoso, que para certas coisas não há como fugir da tradição.

    Distrito 9 (District 9) – 4 indicações

    Como responder a uma situação extrema que coloca a ignorância da exclusão e a luta por sobreviência em lados opostos? Depende da perspectiva, que é exatamente o que Distrito 9 explora num sci fi surpreendente e complexo, mas não menos carregado nas tintas de um bom filme B em vários momentos. Nascido a partir de um curta chamado ‘Alive in Joberg’ que retrata a chegada de alienígenas e seu isolamento numa área da capital da África do Sul, Distrito 9 foi dirigido pelo até então desconhecido Neil Blumkamp (também responsável pelo material de origem) e ganhou na produção executiva de Peter Jackson (trilogia Senhor dos Anéis) o empurrão perfeito para fazer barulho no cinema em 2009 vendendo-se como um sopro de originalidade (mas nem tanto, como exageram alguns) no gênero, o que certamente foi uma das grandes justificativas para sua coerente indicação ao Oscar.

    Um Sonho Possível (The Blind Side) – 2 indicações

    Sustentado basicamente pela forte personagem que rendeu o Oscar a Sandra Bullock, Um Sonho Possível talvez seja o filme que menos merecesse figurar na lista. Um dos 10 melhores de 2009? Não mesmo. Preguiçoso em explorar a história de preconceito e superação que moveu a história real do jovem Michael Oher (um garoto negro abandonado à própria sorte e que depois de ser adotado por uma família branca encontra o caminho que o alçaria a posição de jogador de futebol americano de destaque), o filme falha clamorosamente ao apresentar personagens superficiais e sem conflitos. Qual a motivação da família Tuohy em ajudar Big Mike? São bons samaritanos? Tem algum sentimento de culpa de branco? Sem jamais mergulhar nessas questões, o filme opta por saídas fáceis e que infelizmente nunca comovem, o que de certa forma é um ponto decisivo para que se esqueça daquela história tão logo os créditos terminem. Pena.

    Avatar (Idem) – 9 indicações

    Para uns obra prima, para outros um engodo maquiado com efeitos especiais de primeira. Seja lá qual for sua opinião sobre Avatar, fato é que raras vezes uma produção desta magnitude conseguiu gerar comentários e opiniões tão apaixonadas mundo afora. Apoiado numa aventura futurista que no 3D garante uma imersão absurdamente formidável, o filme de James Cameron realmente não conta nada de novo na história do choque de civilizações e culturas que explora, mas que justamente dão espaço para a construção de personagens complexos (com exceção dos vilões, que de fato são bem caricaturais) nas figuras de seus protagonistas, que fogem de caracterizações vazias, com destaque, claro, para o Jake Sully do novo astro de ação do cinema americano, Sam Worthington. Avatar saiu com as mãos praticamente vazias do Oscar é verdade, mas sua importância para o desenvolvimento do cinema espetáculo com conteúdo já está sacramentada, goste dele ou não.

    Guerra ao Terror (The Hurt Locker) – 9 indicações

    Descoberto tardiamente por cinéfilos depois de passar boa parte de 2009 pegando poeira nas prateleiras das locadoras do Brasil (onde foi lançado direto em vídeo), o grande vencedor do Oscar 2010, Guerra ao Terror, virou queridinho da crítica ao dar um enfoque mais psicológico à intervenção militar americana no Iraque através de um esquadrão anti bombas. Dirigido pela também vencedora do Oscar, Kathryn Bigelow (a 1ª mulher a ganhar nessa categoria), o filme apoia-se sobretudo no impacto que a tensão contínua do trabalho exerce sobre William James (Jeremy Renner em boa atuação), um sargento que especializado em desarmar bombas, vai pouco a pouco se envolvendo pelo vício da adrenalina que o faz se isolar completamente da rotina do mundo exterior (que incluia sua família), que para ele se tornara seu verdadeiro terror. Inegavelmente um bom filme em muitos aspectos (principalmente os técnicos), mas melhor do ano? Não para mim.

    Up – Altas Aventuras (Up) – 5 indicações

    Divertido e ágil, Up dá continuidade à excelência da Pixar, e seguindo a tradição do estúdio, de novo consegue agradar em cheio crianças e adultos com seus carismáticos personagens, que em maior ou menor escala, representam as diversas mensagens que a história transmite. Contando com uma das aberturas mais impactantes em termos emocionais que a Pixar já produziu, Up foi premiado na categoria de animação, mas não seria exagero (pelo menos para mim) se tivesse tido melhor sorte também na principal. Investindo numa fantasia que coloca um velhinho ranzinza e solitário tentando cumprir o maior desejo de sua falecida esposa, o filme constrói na amizade incomum daquele senhor com um jovem escoteiro, a tabelinha perfeita que sustenta o espírito de aventura despretensiosa, mas que ao mesmo tempo defende (sem ser piegas) a importância de se lutar pela concretização de sonhos.

    Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds) – 8 indicações

    Emulando praticamente todos os elementos da biografia que fez seu diretor famoso, Bastardos Inglórios funciona não apenas como uma homenagem ao gênero de guerra, mas também como salada de referências a tudo que Quentin Tarantino explorou em seus trabalhos anteriores. Estão lá os diálogos tensos repletos de frases de efeito, a personagem femina forte (representada por Shoshanna), os anti-heróis (que aqui são os próprios bastardos capitaneados por Brad Pitt em mais uma divertida atuação), o humor negro exagerado e um vilão marcante (o coronel nazista Hans Landa, que rendeu Oscar de coadjuvante para o austríaco Christoph Waltz), que caminhando pela tênue linha que separa a autenticidade da caricatura, rouba grande parte das cenas do filme. Dividido em arcos que se chocam no fim, o filme é de fato um trabalho que prova o talento de Tarantino em subverter gêneros, mas que se dessa vez não chega a provocar o mesmo impacto de um Pulp Fiction ou mesmo dos dois Kill Bill, torna-se interessante por uma razão bem específica: o prazer que proporciona (ainda que só na ficção) de ver o desprezível Hitler e seus asseclas nazistas sendo devidamente humilhados e literalmente explodidos.