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O que esse “Circle Us” evidenciou de forma irrefutável, é que para a série ser realmente boa, não adianta apenas colocar o excelente protagonista andando de um lado para o outro refletindo sobre seu dark passanger ou sobre um posssível trauma irreversível no pequeno Harrison. Para Dexter ser realmente aquela série empolgante e cheia de possibilidades, é necessário que a narrativa invista no desenvolvimento de um propósito e que apresente um antagonista que desafie o personagem, que faça-o agir com perspicácia (nesse episódio ele até incrimina uma vítima, o Boyd, para se aproximar dos algozes de Lumem), correr riscos, e que, consequentemente, obrigue-o a se expor como ele tem feito de forma mais decisiva.
E sim, é fato que algumas subtramas continuam sofríveis (alô LaGuerta, alô Quinn!), mas se antes a simples chance de vermos Dexter nutrindo algum interesse maior por Lumem parecia uma grande forçada de barra dos roteiristas, a partir desse sétimo episódio, a perspectiva ganha elementos mais interessantes, afinal, embora os dois sejam figuras trágicas e que, em escalas diferentes, usam a dor e a raiva para buscar uma paz que jamais virá com as mãos sujas de sangue, agem por razões bem diferentes. Considerando isso, se Dexter acredita no que faz por conta de um senso torto de justiça, Lumem confia nele, o apoia e incentiva (algo que de certa forma ele sempre buscou) motivada pela vingança pura e simples. Em suma, diferenças nem tão sutis e que faltalmente devem culminar num conflito maior daqui a pouco, sobretudo com o iminente confronto que se dará entre eles e Jordan Chase, o verdadeiro lobo em pele de cordeiro que finalmente deu as caras na trama.
Quanto ao caso do Santa Muerte? Ah, que ele sirva para nos livrar de LaGuerta,pelo menos, lá pro fim da temporada.








