terça-feira, 9 de novembro de 2010

Dexter – Ep. 5x07 “Circle Us”

Episódio exibido no dia 7/11 nos EUA


Como ensina o ditado popular: antes tarde do que nunca. Depois de uma primeira metade só razoável (com exceção, claro, do episódio de estreia), a 5ª temporada de Dexter finalmente parece esquentar de vez.

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    O que esse “Circle Us” evidenciou de forma irrefutável, é que para a série ser realmente boa, não adianta apenas colocar o excelente protagonista andando de um lado para o outro refletindo sobre seu dark passanger ou sobre um posssível trauma irreversível no pequeno Harrison. Para Dexter ser realmente aquela série empolgante e cheia de possibilidades, é necessário que a narrativa invista no desenvolvimento de um propósito e que apresente um antagonista que desafie o personagem, que faça-o agir com perspicácia (nesse episódio ele até incrimina uma vítima, o Boyd, para se aproximar dos algozes de Lumem), correr riscos, e que, consequentemente, obrigue-o a se expor como ele tem feito de forma mais decisiva.

    E sim, é fato que algumas subtramas continuam sofríveis (alô LaGuerta, alô Quinn!), mas se antes a simples chance de vermos Dexter nutrindo algum interesse maior por Lumem parecia uma grande forçada de barra dos roteiristas, a partir desse sétimo episódio, a perspectiva ganha elementos mais interessantes, afinal, embora os dois sejam figuras trágicas e que, em escalas diferentes, usam a dor e a raiva para buscar uma paz que jamais virá com as mãos sujas de sangue, agem por razões bem diferentes. Considerando isso, se Dexter acredita no que faz por conta de um senso torto de justiça, Lumem confia nele, o apoia e incentiva (algo que de certa forma ele sempre buscou) motivada pela vingança pura e simples. Em suma, diferenças nem tão sutis e que faltalmente devem culminar num conflito maior daqui a pouco, sobretudo com o iminente confronto que se dará entre eles e Jordan Chase, o verdadeiro lobo em pele de cordeiro que finalmente deu as caras na trama.

    Quanto ao caso do Santa Muerte? Ah, que ele sirva para nos livrar de LaGuerta,pelo menos, lá pro fim da temporada.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Dudecast News #7 - Scott Pilgrim, House, Grey's Anatomy e In Treatment



Na 7ª edição do Dudecast News, um filme e três séries médicas entram em pauta. Juliana e eu começamos o papo falando sobre o excelente e divertidíssimo Scott Pilgrim Contra o Mundo, filme que até agora infelizmente só chegou às salas de São Paulo (que vacilo hein, Universal Paramount?!). Na sequência, três séries com temática médica entram na discussão e falamos sobre o 7º ano de House () e Grey's Anatomy (), e também da recém iniciada 3ª temporada da ótima In Treatment.

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Videocast News #1 - Pixarpedia, Digibooks e BDs essenciais

Demorou, mas enfim resolvi fazer a primeira edição do videocast do Dude News. Nessa 'estreia', os destaques ficam por conta da enciclopédia da Pixar, livro belíssimo com detalhes e curiosidades sobre cada um dos filmes e curtas do melhor estúdio da atualidade; de dois Blu-Rays essenciais para qualquer colecionador (as trilogias O Poderoso Chefão e Matrix) e de quatro digibooks (ou BD Books, dá no mesmo) de Seven, Amadeus, Intriga Internacional e da 1ª temporada da série animada Star Wars The Clone Wars.



    Pixarpedia em inglês, com ilustrações belíssimas e sem risco de impostos na Amazon UK saindo hoje por R$44 + frete.


    Digibooks de Seven (o melhor suspense/thriller de serial killer do cinema) por R$42 + frete, Amadeus (vencedor de 8 Oscars) por R$43 + frete e Intriga Internacional (thriller clássico de Hitchcock) por R$35 + frete, todos com legendas em pt-br, via Amazon americana e sem risco de impostos por serem considerados livros.


    Matrix - The Ultimate Collection com 6 discos e legendas em pt-br por R$75 + frete via Amazon americana

    Star Wars The Clone Wars em formato Digibook. 1ª Temporada com 3 discos e sem legendas em pt-br por R$50 + frete via Amazon


    Trilogia O Poderoso Chefão* remasterizada com 4 discos e legendas em pt-br via Amazon americana por R$80 + frete


    * No vídeo cheguei a dizer que não valeria à pena importar o box do Poderoso Chefão, mas ao fazer uma pesquisa pelos principais sites nacionais na noite de domingo, vi que a média atual é bem alta com preços a partir de R$180!, ou seja, mais que o dobro do importado.

domingo, 7 de novembro de 2010

Sons of Anarchy – Ep. 3x09 “Turas”

Episódio exibido no dia 2/11 nos EUA


Já falei aqui da grande admiração que tenho por Sons of Anarchy, contudo, confesso que a atual 3ª temporada demorou a engrenar para mim. Não que a trama estivesse desinteressante nem nada, mas a questão é que até a ida do Samcro para Belfast, a história em Charming, por mais que trouxesse alguns conflitos interessantes como a fuga de Gemma e seu encontro com o pai ou mesmo a separação de Jax e Tara, estava morna. Agora já na fase irlandesa (a música de abertura ganhou até arranjos com gaita de fole), a série voltou a ter a intensidade das temporadas anteriores com todo clima de conspiração constante, violência crescente e personagens divididos por dilemas bem mais envolventes.

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    Não vamos fingir que somos vítimas aqui.” A frase dita por Jax a Gemma em dado momento do nono e mais recente episódio, “Turas”, traduz bem porque Sons of Anarchy é tão distinta e essencial. Embora acabemos nutrindo simpatia pelo Samcro e seus membros, a série jamais tenta retratá-los como figuras de moral e ética inquestionáveis. Assim, ao concentrar sua trama atual na incansável busca de Jax pelo filho sequestrado, a produção e seus roteiros nos lembram a todo instante que os motoqueiros estão bem longe de ser mocinhos e que por isso pagam altos preços pessoais em função das escolhas que fazem através do clube.

    Nesse panorama, o envolvimento do Samcro com o contrabando de armas e com o IRA (representado tanto em seu braço político com Jimmy, quanto religioso com o padre Ashby) ganha nuances bem curiosas, já que ao colocar os Jax, Clay e cia no meio de uma disputa de poder sangrenta e cheia de reviravoltas e traições, ainda encontra espaço para conflitos e descobertas familiares impactantes. As mesmas aliás, que tendem a aumentar ainda mais a tensão e o desgosto que Jax tem com os rumos que o clube tomou e que culminaram no sequestro de Abel e com a necessidade (de proteção) que ele enxergou de terminar seu relacionamento com Tara, que por sua vez se transforma em peça chave no gancho do episódio em Charming. Ou seja, a série continua imperdível e a reta final desse terceiro ano promete fortes emoções que mal posso esperar para experimentar.

Fringe – Ep. 3x05 “Amber 31422”

Episódio exibido no dia 4/11 nos EUA


De todas as séries que vejo atualmente, a trama de Fringe em sua 3ª temporada é fácil uma das melhores. A ‘culpa’ disso, claro, deve-se muito à narrativa envolvente e absolutamente madura da produção, mas sobretudo aos seus personagens, que muito mais desenvolvidos e complexos, tornaram-se figuras bem mais interessantes.

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    Em “Amber 31422”, de novo fomos levados para o lado de lá onde a equipe Fringe investiga um curioso incidente ocorrido numa área de quarentena de âmbar, ao passo que Olivia, cada vez mais atormentada pela dúvida de sua identidade, se submete a testes que acabam culminando num dos ganchos mais instigantes da temporada até aqui.

    Fato é que de forma muito inteligente, o roteiro deste episódio acabou amarrando o dilema da investigação da vez – a breve troca de identidade de um homem preso no âmbar com seu irmão gêmeo – com o próprio tormento vivido por Olivia, que motivada pelas ‘visões’ de Peter, literalmente mergulha no experimento de Walternativo onde acaba encontrando uma verdade que então julgava impossível: a de que ela realmente não pertence àquele lugar.

    O que veremos daqui para frente permanece uma incógnita, mas a certeza de que o conflito de Olivia, e sua consequente necessidade de tentar esconder o que descobriu de Walternativo, constituirão a principal base do que acontecerá na trama do lado de lá é irrefutável. O que Olivia fará daqui pra frente? Tentará voltar pro lado de cá ou pelo menos estabelecer alguma comunicação com Peter, talvez? E se conseguir, que tipo de ação ou reação provocará do 'nosso' lado? Que venham os próximos episódios!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Box Blu-Ray 'Matrix Ultimate Collection' de novo em promoção

Em junho destaqui aqui uma promoção do excelente e definitivo box em Blu-Ray da trilogia Matrix. Naquela época, o box que tem 6 discos e legendas em pt-br nos 3 filmes e em alguns dos extras, saía por cerca de R$90. A boa notícia do dia (e não sei até quando essa nova promoção vai durar) é que a Amazon voltou a reduzir o preço do box, que pela cotação atual, agora sai por R$77 + frete. Ou seja, ótima oportunidade para quem é fã dos filmes e ainda não adquiriu esse belo box.


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Dudecast News #6 - A estreia de 'The Walking Dead'



O dia de finados já se foi, mas na telinha ele tá só começando... The Walking Dead, a estreia mais bombante e comentada da tv americana, finalmente está entre nós. Repercutindo 'Days Gone Bye', episódio de abertura da série, Juliana e eu retornamos em mais um podcast do blog com nossas opiniões e comentários iniciais desta que tem tudo para ser a nova série sensação mundo afora.

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Obs.: A Fox estreou a série com apenas 2 dias de diferença em relação à exibição americana. Contudo, o que parecia uma ação digna de aplausos acabou se revelando um ENORME desastre. Motivo? O canal simplesmente cortou o episódio e não exibiu a íntegra de seus 66 minutos originais. Pois é, a dona Raposa não aprende mesmo...

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Boardwalk Empire, um Sopranos à moda antiga

Boardwalk Empire, a nova série sensação da HBO, já caminha para o sétimo episódio lá fora enquanto aqui no Brasil vai para o terceiro. Seja lá qual for o calendário que você use para acompanhá-la (e você está vendo a série, não é?), fato é que compará-la a Sopranos não é nenhum exagero. Na temática, ambas são bem parecidas falando sobre crime organizado, ligações escusas, família, moral e etc. O que muda mesmo é o glamour, já que passada nos anos 20, Boardwalk Empire se vale de uma caracterização mais apurada e formal (mas nem tanto) de cenários, figurinos e diálogos. Seus personagens no entanto, liderados pela curiosa figura de Nucky Thompson (Steve Buscemi, ótimo) são tão complexos e carismáticos quanto os de Sopranos, algo que vamos descobrindo a cada novo episódio revelando novas nuances sobre cada um deles. Do tesoureito de Atlantic City, passando pela viúva que desperta interesse do homem mais poderoso da cidade ou do agente obcecado pelo desejo de expor crimes numa época de lei seca, o drama que surge mostra figuras absolutamente distintas e tomadas por contradições bem particulares. E se no fim, a série produzida por Terence Winter (que foi produtor de Sopranos, diga-se) e Martin Scorsese (sim, ele mesmo), pode até ser vista essencialmente como a produção que desnuda as engrenagens que permitiram o surgimento do crime organizado, mais justo a se dizer, é que mais do que isso, ela é uma belíssima história sobre homens e mulheres em conflito tentando encontrar seu espaço e, sobretudo, identidade. Quem é mocinho e quem é vilão? Todos e ninguém. Tá aí a beleza de Boardwalk Empire.

Minhas opiniões e comentários sobre cada um dos episódios de Boardwalk Empire você pode ouvir toda semana no Seriaudio.

Com protagonista nota 10, 5ª temporada de Dexter é nota 7. Pelo menos por enquanto...

Com spoilers para quem não acompanha a série pela exibição americana

Depois da excelente e densa estreia do quinto ano de Dexter, não escrevi mais nada sobre os quatro episódios subsequentes. O real motivo da ausência de posts específicos portanto, além da escassez de tempo, vem de uma única e (para mim) pesarosa verdade: a temporada ainda não empolga. Sim, Dexter continua facilmente no meu top 5 de séries (onde figura desde sua estreia), mas fato é que pelo menos nesse arco inicial, a falta de um bom antagonista (como ocorreu nos melhores anos da série, o 1º e o 4º) atrelada às subtramas desinteressantes (crise de confiança no casamento de Batista e LaGuerta, por exemplo) tem minado a consistência e a regularidade da história, que ainda se mantém acima da média, mas podia ser bem melhor.

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    Derrapadas narrativas à parte, Dexter continua sendo um protagonista absolutamente fascinante. Complexo, contraditório, inteligente e agora menos frio e mais humano, e talvez por isso mais suscetível a erros que antes não cometia, o personagem segue sustentando o peso e a importância que a série ganhou. O Dexter viúvo e pai, agora é um cara mais frágil e que mesmo sem perceber racionalmente, busca cada vez mais a conexão (sem interesses românticos, claro) com alguém que aceite o que ele é e faz.

    Nesse panorama, a relação que ele passa a nutrir com Lumen (Julia Stiles), a jovem que acidentalmente acaba salvando da tortura de um maníaco, ganha contornos curiosos, visto que Dexter constantemente se vê dividido entre a necessidade de manter-se fiel ao código (algo que fica evidenciado nas ‘aparições’ de seu pai) e o desejo de entender a dor da moça e servir de suporte para que ela siga seu caminho, algo que por tabela garantiria a manutenção de seu anonimato.

    Nesse contexto, é inegável que a temporada vai bem, porque desenvolvendo ainda mais o protagonista, expande nosso interesse em torno de tudo o que acontece com ele. Da preocupação justificada em relação ao que o trauma vivenciado pelo bebê Harrison poderia representar (estaria o menino ‘condenado’ a se tornar um psicopata como ele?), passando pelo esforço que Dexter faz para conquistar a confiança da misteriosa babá (ela guarda algum segredo?) ou ainda pela ameaça que a investigação de Quinn pode representar, tudo caminha para a concretização de bons conflitos mais à frente.

    Só é pena, como eu disse antes, que as subtramas que serviriam de apoio para a história central tenham se revelado tão pouco inspiradas até aqui. E ok que os assassinatos de Santa Muerte, além de trazerem o gore de volta à série, fatalmente acabarão atraindo a atenção de Dexter, mas acho que, por enquanto, isso é muito pouco. A própria Lumen, decidida a buscar vingança contra seus agressores em Miami, não parece ter força suficiente para sustentar papel maior que o de funcionar como possível catalisador de exposição de Dexter para Quinn eventualmente. Sobre isso aliás, é razoável assumir que o nada orgânico envolvimento do detetive com Debra só vá servir mesmo como base de um conflito maior quando (e se) ele realmente conseguir ligar os pontos associando Dexter a Kyle Butler e consequentemente a Arthur Mitchell, o Trinity.

    Dito isso, cá entre nós, é querer demais que a essa quinta temporada realmente esquente logo fazendo jus ao protagonista que tem?

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

The Walking Dead é série obrigatória!


Imagine o cenário: você acorda num hospital depois de ficar internado sabe-se lá quantos dias, procura auxílio médico, mas tudo que encontra num primeiro momento são cadáveres amontoados pelo caminho em avançado estado de decomposição. Tomado pela incerteza, já que não vê nenhuma viva alma por perto, sai caminhando pela vizinhança só para descobrir que pessoas aparentemente mortas caminham livremente pelas ruas. Sim, você está num lugar tomado por zumbis. O que aconteceu, como, quando e por quê? Bom, aí só assistindo The Walking Dead, série que estreia no próximo dia 31 de outubro nos EUA via AMC (dia 2 de novembro no Brasil pela Fox) e que já nasce justificando todo hype que se criou desde que seu primeiro trailer surgiu alguns meses atrás. A série é realmente excepcional e, desde já, absolutamente obrigatória!

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    Quando repercuti a notícia de que a HQ The Walking Dead ganharia uma adaptação na tv, pouco se sabia a respeito de seu formato. À época, a única certeza era a de que Frank Darabont estaria à frente do projeto e que o presidente do AMC garantia que a série seria fiel ao material de origem. Pois bem, passado pouco mais de um ano, eis que o episódio piloto de pouco mais de 60 minutos vaza deixando uma constatação óbvia: praticamente todos os elementos mais marcantes da HQ foram de fato emulados na série. O tom de horror está lá, assim como a violência gráfica em diversos níveis. Mistérios? Claro que sim, mas no fim, em meio a efeitos visuais impressionantes e assustadoramente convincentes, o principal elemento que surge dando força à narrativa é o da mais básica luta pela sobrevivência num cenário apocalíptico inimaginável.

    Darabont, que além de ser produtor executivo da série, escreveu o roteiro e dirigiu o primeiro episódio, imprime o mesmo tom de suspense intrigante que vimos no seu excelente O Nevoeiro (The Mist, 2007). Em “Days Gone Bye”, episódio que abre a série, pouco descobrimos sobre os sobreviventes ou sobre como se organizam para passar mais um novo dia longe da fome de zumbis sempre à espreita. Se isso impede qualquer conexão imediata da nossa parte? Nem um pouco, porque conflitos e dilemas rapidamente tomam forma, quer seja através do protagonista da série, o policial Rick Grimes que busca pela esposa e filho cujo destino ele desconhece, ou de situações limites capazes de levantar questionamentos morais relevantes em torno do que vale ou não vale fazer quando se tenta sobreviver.

    Pode até soar como exagero da minha parte, mas mesmo com apenas um episódio na conta vou apostar desde já que The Walking Dead será A série da temporada. Dito isso, se você não tinha conhecimento da produção ou simplesmente não pretendia assistí-la, a hora de mudar de ideia é agora. Se já ia ver, por enquanto tenha certeza de uma única coisa: a série é mesmo do cacete!