segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Super 8

Fiel à trajetória de seu diretor e roteirista (J.J. Abrams), Super 8 tem num mistério (um acidente de trem que provoca estranhos acontecimentos numa pequena cidade) a base de sustentação de sua trama. Contudo, a principal atração do filme que conta com produção de Steven Spielberg, não é o mistério em si, mas sim sua capacidade de emular bons elementos de alguns clássicos de aventura dos anos 80, sendo a lembrança mais evidente e inevitável a de Os Goonies.

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    Passada no final da década de 70, a história de Super 8 gira em torno de um grupo de adolescentes que, durante a produção de um filme amador, acaba testemunhando um grande acidente que repercute em suas vidas (e na de sua cidade) de forma marcante ao revelar uma conspiração de militares tentando esconder um segredo. Nesse contexto, o filme trata, com muita sutileza, sobre a perda da inocência, amadurecimento, escolhas, a importância da amizade e de conflitos entre pais e filhos (um dos temas favoritos de Abrams, diga-se) sem nunca deixar de render um bom entretenimento.

    Divertido e envolvente principalmente em seus dois primeiros atos (o terceiro e último perde um pouco o fôlego ainda que não deixe de trazer uma resolução satisfatória para a história), Super 8 remete, através dos esforços do grupo de amigos adolescentes em terminar seu filme amador no meio daquele novo e inesperado cenário, a um cinema mais inocente e lúdico. Algo que se traduz, por exemplo, através da paixão demonstrada pelo jovem ‘diretor’ Charles (Riley Griffiths) em seus constantes desejos de agregar valor de produção às filmagens e, sobretudo, à delicada relação que se estabelece entre Joe Lamb e Alice Dainard (personagens de Joel Courtney e da irmã mais nova de Dakota Fanning, Elle Fanning, vista recentemente em Um Lugar Qualquer).

    Coberto de referências ao estilo de Spielberg nos anos 80, Super 8 surge como um filme leve e que diverte tratando de temas comuns e caros a todos nós (como os já citados conflitos familiares, por exemplo) em meio a uma situação de relativo caos. Assim, ainda que conte com sequências de ação impressionantes, Super 8 foge da estigma de blockbuster vazio ao preocupar-se muito mais com o conteúdo da mensagem que tenta passar do que com a forma, o que em tempos de Transformers e afins, é sempre algo muito positivo e louvável.

    Super 8 estreia no Brasil no dia 12 de agosto.

    Cotação:

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

True Blood – Ep. 4x06 “I Wish I Was the Moon”

Com spoilers para quem não acompanha pela exibição americana.


De forma geral, esse me pareceu o episódio menos movimentado, até aqui, dessa 4ª temporada de True Blood. Isso, contudo, não é demérito quando consideramos as boas risadas proporcionadas pelas sequências envolvendo Jason (então preocupado com a possibilidade de se transformar em pantera), além do claro avanço na trama com a bruxa Antonia (através de Marnie, claro) assumindo definitivamente o papel de grande antagonista da vez. Se as duas menções fossem pouco, ainda valeria destacar o, até certo ponto, surpreendente altruísmo de Eric, que pronto para aceitar o destino imposto pelo rei Bill, acabou provocando neste uma atitude não menos inesperada.

Fora os eventos já citados, não dá pra negar certa dose de curiosidade com o desenrolar dessa nova fase do Tommy que, agora capaz de assumir outras formas humanas, trará novos problemas para Sam como já vimos a partir de sua rápida interação com Sookie e principalmente com a bela Luna. De resto, fica a expectativa do que renderão as subtramas envolvendo Alcide e a nova alcateia de lobos, da não menos sobrenatural relacionada ao bebê de Arlene e, sobretudo, sobre qual será o papel que Lafayete (agora replicando o mesmo fenômeno que ocorre com Marnie) terá na 2ª metade da temporada. Palpites?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Entourage – Ep. 8x02 “Out with a Bang”

Episódio inédito no Brasil na data deste post

Vamos combinar que tirando as sequências em que Ari Gold esteve impecável e implacável (divertidos os shout outs a Modern Family, Mad Men e The Walking Dead que ele fez, não?), esse 2º episódio da última temporada de Entourage foi bem menos movimentado que o anterior. Tá, ok que já dá para imaginar que o sucesso quase certo da série animada do Drama está em perigo e que o fato de Turtle e E voltarem à solteirice tende a colocá-los mais próximos de Vince de novo, mas e aí, qual será afinal o grande arco de encerramento da série? O eventual telefilme estrelado por Drama que Vince quer produzir à todo custo? Se for isso acho pouco, porque depois de todas as histórias que já vimos na série, eu particularmente espero algo mais explosivo pra um desfecho, e vocês?

Observação 1: Ah, Sloan...
Observação 2: sim, o comentário é curtinho mesmo. Não gostou? Sue me :p

Breaking Bad - Ep. 4x03 “Open House”

Episódio inédito no Brasil na data deste post

Que a vida marginal do Walter e do Jesse em Breaking Bad nunca foi fácil ou tranquila todo mundo tá careca de saber, mas que a pressão e os riscos (principalmente pro Jesse, claro) vem crescendo exponencialmente nessa temporada também é inegável. Tem terrorismo psicológico no trabalho (com câmeras monitorando cada passo no laboratório), capanga à espreita nas redondezas (prontinho para apagar quem vacila) e até mesmo a ‘boa’ intenção de uma esposa (de se lavar uma graninha suja) podendo atrair atenções desnecessárias.

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    É curioso ver como tem sido essa relação do Walter com o Jesse até aqui porque os dois, embora tentem passar uma imagem de tranquilidade um pro outro, sentem-se absolutamente sufocados com a situação do momento. Walter, que é geralmente mais frio, aparece claramente irado com a falta de diálogo e com a incerteza do amanhã. Já Jesse, depressivo e tentando se fugir do problema (ou esquecê-lo), prefere manter a casa e sua mente num caos constante entendendo que essa seria a única forma de, contraditoriamente, manter-se seguro.

    E como citei as inteções da Skyler, não dá para deixar de comentar mais uma vez sobre a mudança, até certo ponto, radical da personagem, que mergulhou de cabeça na missão de lavar e legalizar o dinheiro sujo ganho por Walter. Nisso, a vemos agindo, mesmo sem o uso da violência, como uma verdadeira mafiosa para conseguir pressionar (criando uma oferta irrecusável no melhor estilo Don Corleone) o dono do lava a jato a mudar de ideia e vender o negócio para os White.

    Enquanto isso, Hank (não menos depressivo que Jesse, por exemplo) continua testando a paciência de Marie com desaforos mil fazendo-a buscar uma válvula de escape para as tensões em sua compulsão por roubar. Isso, no entanto, além de obrigá-lo a pedir um favor para um velho amigo policial, acaba meio que por acidente colocando-o em contato com um material que finalmente pode dar a ele a chance de pegar um peixe grande (o próprio Gus, claro) e por tabela descobrir o grande segredo de Walter.

    E pensar que tem gente que não assiste Breaking Bad. Tsc, tsc...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A estreia da nova versão dos ThunderCats


Thunder! Thunder! ThunderCats Ho!!!

De volta à televisão, agora em traços anime, estreou no último dia 29/7 no Cartoon Network americano a nova versão dos ThunderCats, que se pega emprestado o mote central da original, altera outros elementos daquela investindo agora num tom mais sério e sombrio (que em alguns aspectos remete até a produções como O Senhor dos Anéis ou mesmo a recente Game of Thrones) que, a julgar pelo episódio duplo de estreia, tem boas chances de agradar novas e velhas gerações.

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    Mesmo sendo basicamente uma aventura, a história agora tem um perfil mais épico e menos ingênuo. Assumidamente um reboot, essa nova versão dos ThunderCats aposta em mudanças, que se não chegam a ser tão radicais, trazem possibilidades novas interessantes em termos do que a trama pode explorar. Thundera agora não é mais um planeta de onde Lyon-O e sua trupe de felinos humanóides fugiram, mas sim um reino dentro do próprio Terceiro Mundo, que se vê ameaçado quando um antigo mito (Mumm-Ra) prova ser mais do que isso e uma secular rixa (dos felinos contra os lagartos) fica desequilibrada quando uma traição toma forma.

    Resguardados em suas características mais essenciais, todos os principais personagens do desenho original ressurgem nessa nova versão, ainda que alguns apresentem sutis e importantes diferenças, casos de Lyon-O (agora um adolescente em vez de um adulto que cresceu rápido demais) e Tygra (que agora além de ser irmão adotado de Lyon-O, é visto por quase todos no reino como o sucessor ideal do rei). Dos demais, vê-se um pouco das habilidades de Cheetara e da sabedoria de Jaga (a versão Yoda dos felinos), além das aparições da dupla WilyKit e WilyKat, de Panthro e de Snarf, que agora (in)felizmente não fala.

    Contando com temas aparentemente mais ricos e com seus personagens mais famosos numa roupagem ainda mais interessante, o prognóstico para a nova versão dos ThunderCats é boa. Se ela se tornará um sucesso, são outros quinhentos, mas que o cartão de visitas é bom, ah isso é.

    Ainda não viu, mas ficou curioso? Então confira o trailer.

Damages – Ep. 4x03 “I'd Prefer My Old Office”

Episódio inédito no Brasil na data deste post


Em “I'd Prefer My Old Office”, 3º episódio da, até aqui, boa e movimentada 4ª temporada de Damages, praticamente todas as cartas foram postas na mesa, assim como os conflitos pessoais que podem influenciar as ações da dupla de protagonistas da série, Patty Hewes e Ellen Parsons, que, com o que vimos, parecem estar em relativa desvantagem frente o poderio da High Star capitaneada pelo curioso e controverso personagem de John Goodman, Howard T Erickson.

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    De maneira geral, sigo gostanto bastante dessa temporada. Primeiro porque a trama em si surge mais concisa e objetiva, e segundo porque a própria conspiração da vez parece mais interessante que aquelas das 2 temporadas anteriores. Além disso, nesse quarto ano de Damages, estamos tendo a oportunidade de ver um lado diferente da Patty Hewes, que se continua com uma visão implacável e intransigente em relação a todos que a rodeiam, surge em alguns momentos (como, por exemplo, naquele em que reflete sobre a possibilidade de Michael estar morto) com uma postura mais fragilizada, ainda que jamais exteriorizada.

    Sem Chris Sanchez (agora detido no Afeganistão depois de ser enganado e coagido pela HS) como testemunha chave para a ação que tenta mover contra a empresa paramilitar, Ellen vê-se rapidamente dependente mais do que nunca dos conselhos e da ajuda de Patty, que obviamente enxergando a proeminência do caso, intercede pela pupila indo até mesmo se encontrar com Howard Erickson. Dessa interação, com direito a Patty tentando fazer o que mais sabe (jogar), nascem duas certezas: (1) do dono da HS de que eles efetivamente precisam se preocupar com a ameaça que o caso poderia representar e (2) de que Ellen e Patty nem imaginam que seus passos (e sobretudo telefonemas) são monitorados pelo frio Jarek, que por sua vez surge dando guarda para alguém de origem árabe que provavelmente é o homem que vemos ao final do episódio estudando um mapa que coloca o escritório de Patty Hewes como potencial alvo.

    Dos pontos que devem pautar a sequência imediata da trama, temos a perspectiva do que Ellen ainda pode eventualmente descobrir a partir da informação dada pela veterinária/namorada de Sanchez de que sua última missão no Afeganistão envolvia a procura de alguém (quem sabe um terrorista ligado à própria HS, talvez?) e de que reação essa provável reaparição do transformado Michael pode causar em Patty e como isso afetaria seu agora irreversível envolvimento com o caso da High Star.

    E aí, palpites?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

LEGO Star Wars: The Padawan Menace


Sabe quando você resolve assistir determinada coisa sem grandes expectativas e por pura curiosidade, mas acaba positivamente surpreendido? Foi o que aconteceu comigo depois que vi LEGO Star Wars: The Padawan Menace, especial inspirado na franquia Star Wars na forma da famosa marca de brinquedos LEGO. Exibido no último dia 22 de julho no Cartoon Network americano, a animação, que tem 20 e poucos minutos de duração, traz Mestre Yoda, os droids C-3PO e R2-D2 e um grupo de pequenos padawans (que ganham a companhia de um penetra cuja identidade remete a um famoso personagem) envolvidos numa conspiração orquestrada por Palpatine em pleno Senado da República.

Repleto de referências à própria franquia cinematográfica (reparem por exemplo, na cena que mostra os droids chegando à cantina de Mos Eisley) e outros ícones da cultura pop (como aponta uma cena em que C-3PO parodia Tony Montana), o especial faz piada o tempo todo em diversas situações como aquela do discurso no Senado, além, claro, com seus muitos personagens. Ágil e cheio de pequenas surpresas, nesse especial nem o próprio George Lucas fica de fora surgindo na tela toda vez que Darth Vader resolve aparecer em cena mesmo quando 'o roteiro não pede', o que por si só já é um belo motivo para que esse LEGO Star Wars: The Padawan Menace seja obrigatório para todo mundo que se diz fã da cinesérie. Se você já viu, sabe do que estou falando e se não viu, corra para ver. A diversão é garantida.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Blu-Ray Matrix completo pelo menor preço

Se você ainda não tem o Matrix Ultimate Collection na sua coleção, a hora de encomendá-lo é agora! Só hoje (27 de julho), a Amazon está vendendo o box completo (mais detalhes dele aqui) com os 3 filmes + a animação Animatrix + Matrix Experience (extras que discutem os conceitos e as ideias apresentadas na trilogia) pelo menor preço desde seu lançamento: R$53 já com frete incluso.

O box: 6 discos, sendo 4 em Blu-Ray (com os filmes e o Animatrix) com legendas em pt-br e outros 2 em DVD (Matrix Experience) sem legendas em pt-br. Interessou? Corre porque é só hoje!

Update de 28/7: Como apontei, a promoção tinha prazo de validade e já acabou. O box voltou para o preço normal de 45 doletas.




terça-feira, 26 de julho de 2011

A estreia da 8ª e última temporada de Entourage

Episódio inédito no Brasil na data deste post

E enfim chegamos à 8ª e última temporada de Entourage, que se já não tem mais o mesmo fôlego de antes (e ninguém questiona isso, acredito), ainda nos reserva alguns bons momentos de muita diversão com as curiosidades do que seriam os bastidores da indústria hollywoodiana, os já não tão frequentes chiliques de Ari Gold (Jeremy Piven) ou, mais recentemente, com as desventuras de Johnny Drama (Kevin Dillon).

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    Em “Home Sweet Home”, episódio que abre a curta temporada final da série (serão apenas 8 episódios), encontramos toda a trupe envolvida com o retorno de Vince Chase que, após três meses internado numa clínica de reabilitação para viciados, ressurge alimentando grande interesse da mídia e aparentemente disposto a retomar a carreira em Hollywood, deixar as distrações de lado e fazer as reconciliações que precisa com amigos e a indústria.

    Ainda que mais introdutório para o arco final da produção, o episódio serviu também para situar novos cenários nas vidas de parte da entourage de Vince. Se por um lado os negócios na agência de E parecem estar em expansão (rolou até participação especial de Johnny Galecki, o Leonard de The Big Bang Theory), vimos que seu casamento com a belíssima Sloan acabou em termos nada amistosos. Já o de Ari, fora de casa há 10 semanas como castigo por ter mentido para a mulher, também parece ameaçado quando ele descobre que a Sra. Ari estava saindo com alguém. Nesse panorama, Turtle continua como o fiel escudeiro à procura de uma oportunidade de sair da aba, enquanto Drama, agora curtindo os louros do sucesso da sua animação Johnny Bananas (que eu fiquei curioso para ver, diga-se de passagem), aparece divertidamente cheio de neuras e exageros durante a preparação da festa de boas vindas sem álcool para Vince.

    Se Entourage se despedirá da telinha em alta eu não sei, mas se este primeiro episódio servir como termômetro, dá para esperar coisa boa para o desfecho da história de um astro e seu grupo de amigos e empresários na selva de Hollywood.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

True Blood – Ep. 4x05 “Me and the Devil”

Com spoilers para quem não acompanha pela exibição americana.

No episódio em que até a subtrama do Tommy ficou menos entediante e a relação de Hoyt e Jessica rendeu uma cena engraçadíssima envolvendo Jason, o arco principal da 4ª temporada de True Blood ganhou novos desdobramentos com a pronta revelação da origem do desejo de vingança da poderosa bruxa (Antonia é o nome dela) que incorpora em Marnie, além, claro, de aproximar Sookie e Eric de vez, reforçando a nova dinâmica estabelecida entre os dois e que trará repercussões e consequências impactantes para o restante da temporada.

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    No geral, a sensação de que as subtramas vão se afunilando é crescente (só vai faltar encaixar essa do Jesus indo com o Compadre Washington Lafayette até o México para encontrar um tal ‘poder interior’ e a do Alcide que sofreu tentativa de bullying :p) assim como a diversão que cada episódio vai proporcionando. Como não rir, por exemplo, do desespero de Pam por conta de seus probleminhas cosméticos ou mesmo das situação envolvendo Arlene e Terry tentando buscar ajuda da mãe louca da Tara para se livrar do ‘espírito maligno’ que ronda sua casa?

    Com bons desenvolvimentos aqui e acolá, o ponto alto desse “Me and the Devil” fica mesmo para Sookie se rendendo ao lado souumvampirosinceroeirresistível de Eric, que agora sob a mira de Bill, terá que lidar com as descobertas de sua real natureza (Godric tem razão afinal no que disse nos sonhos de seu outrora pupilo?) e decidir se aceita o passado ou abraça um novo presente. Não sei você, mas pro bem da história e para garantia da continuidade da nossa diversão, espero que o velho Eric retorne logo.