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Nove discos, os seis filmes totalmente remasterizados na mais alta qualidade de som e imagem disponíveis e mais de 40(!) horas de material extra (sendo que muita coisa é inédita) da saga galáctica mais famosa da história do cinema. É isso que você encontra no belíssimo box em Blu-ray de Star Wars – A Saga Completa que acaba de chegar às principais lojas do Brasil. Farei um vídeo mais tarde mostrando todos os detalhes desse belíssimo e surpreendente box, mas por enquanto deixo o registro em fotos desse item que é, apesar das novas mexidas feitas por George Lucas, indispensável na estante de qualquer colecionador. - O que dizer da péssima e pobre cenografia do Afeganistão que acabou atrapalhando o envolvimento que deveríamos ter com o drama de Chris Sanchez? As coisas ali sempre pareciam fakes demais, não? Repararam que até o container onde ele ficara preso na terra dos talibãs parecia exatamente o mesmo em que ficou já de volta aos EUA na instalação da High Star?
- Aliás, como era fácil e rápido o deslocamento dos personagens que iam e vinham do Afeganistão, não?
- Para uma empresa paramilitar que recebia milhares de dólares do governo, o staff da High Star parecia pequeno demais, não? No season finale, até o Howard (cuja casa parecia ser no quintal da nova instalação da empresa, diga-se) teve que pegar em arma para averiguar o que acontecia no local.
- Sobre a ação movida por Michael contra Patty em função da custódia da filha, vale lembrar que até onde sabemos, ele ficou bem de vida usando artifícios nada legítimos, certo? Sendo assim, ao que parece os roteiristas de Damages já tem na mão a responsabilidade de tirar mais um coelho da cartola para justificar a pose de bom moço do rapaz.
Por falar em temporada que perdeu o fôlego, não dá para ignorar o que aconteceu com Damages, outra série que começou bem seu 4º ano com uma trama atual e cheia de boas possibilidades, mas que foi pouco a pouco revelando-se menos interessante do que parecia. Os personagens principais, é verdade, continuam ótimos. Note, por exemplo, a tensão e o primor nas ações e reações da cena do episódio 4x08, “The War Will Go on Forever”, envolvendo Patty Hewes e Ellen Parsons questionando, de forma muito incisiva, o CEO da High Star, Howard Erickson, sobre as operações da empresa no Afeganistão. O problema é que, além da pobre caracterização do Afeganistão visto na trama prestar um desserviço à autenticidade da história, a conspiração da vez tomou uma direção pouco atraente com a revelação da identidade da pessoa que foi ‘extraída’ ilegalmente pelo grupo liderado por Chris Sanchez, porque nada parece ser capaz de sustentar uma justificativa plausível o bastante para que ele represente um grande risco à segurança nacional como fora alardeado até então.
E se Damages patina na hora de retratar um ambiente de guerra como o do Afeganistão, chega a ser surpreendente que Louie, uma comédia, consiga com um orçamento muito inferior, fazer um episódio memorável, divertido e ao mesmo tempo sensível como o 2x11. Em “Duckling”, vimos o protagonista em turnê se apresentando para as tropas estacionadas em regiões de conflito no oriente médio no que rendeu vários daqueles momentos desconfortáveis que a série já cansou (no bom sentido) de trazer, além de passar, a partir de um argumento da filha de seis anos(!) do próprio C.K., uma mensagem muito curiosa sobre as angústias e os sentimentos que devem caracterizar o dia a dia daqueles que vivenciam a estupidez de uma guerra. E se eu já era muito fã de Louie antes, esse episódio especificamente (que figura fácil dentre os melhores do ano na tevê, diga-se) da 2ª temporada da série veio corroborar uma verdade irrefutável: Louis C.K. é gênio e sua criação continua tão ácida e inteligente quanto imperdível.