terça-feira, 30 de junho de 2009

True Blood - 2x03 "Scratches"

Comentário de episódio exibido no dia 28 de junho nos EUA



Qualquer produção que apele para repetição de fórmulas geralmente acaba se dando mal. Felizmente, (até aqui) esse não é o caso de True Blood, que mesmo insistindo na repetição de certos elementos (as brigas entre Bill e Sookie; as cenas grotescas; os sustos provocados pelo que não se vê...) episódio após episódio, sempre contraria a lógica tornando-os mais atraentes ao passo em que insere novas subtramas na mistura.

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    Scratches” teve de tudo um pouco. Bill acusando Sookie de ter traído sua confiança por conta de Jessica; Sookie se afastando enfurecida por não aceitar a crítica só para ser atacada logo em seguida por um novo e misterioso ser (parecido com um minotauro, talvez?) que os milenares vampiros à princípio desconhecem; Jason dando mostras de que apesar da iminente lavagem cerebral ainda vive o conflito de não enxergar tudo como ‘preto e branco’; Lafayette abaladíssimo (e ainda humano, afinal) depois de ser libertado, e por fim, a expansão da influência bizarra da não menos misteriosa Maryann. Sobre esta última aliás, o pessoal do ótimo TrueBlood.Net aponta que ela pode ser uma ménade, uma adoradora do deus grego Dionísio (o mesmo que na cultura romana virou Baco), aquele que inspirou os bacanais, algo que vimos em cores bem vivas no final deste terceiro episódio. Ainda sobre as ménades, diz-se que se entregavam facilmente à luxuria desmedida e por vezez à violência extremada, o que de certa forma permite que já especulemos se Maryann e o tal ser que matou a Sra. Jeanette e atacou Sookie não seriam a mesma representação.

    Curiosidades e especulações à parte, outros bons momentos desse episódio vieram de três situações envolvendo Jason, Lafayette e o até então calado Hoyt, que deram à série a chance de explorar subtextos que conferem força narrativa à trama. Com o primeiro, True Blood denuncia o sempre perigoso fundamentalismo religioso que ao pregar o ódio por uma minoria, deturpa e destroi a mensagem de amor e luz que tanto apregoa (que frase melhor que a do Newlin, “Odiar o mal, é amar o bem”, para ilustrar isso?). Já com Lafayette - que no fim não virou vampiro coisíssima nenhuma conforme eu e muitos tinham imaginado -, vimos não só uma crítica sutil ao sistema de saúde americano (Lafa diz que mesmo com 3 empregos não tinha como ir buscar atendimento médico num hospital), mas sobretudo um homem até então muito seguro de si desmontando física e emocionalmente de forma surpreendente e até emocionante (e nisso, palmas mais uma vez para a atuação segura de Nelsan Ellis). Agora, com relação ao Hoyt, foi interessante ver como a reação dele frente à descoberta da natureza de Jessica, desmontou (à princípio pelo menos) as más intenções da jovem vampira, ao mesmo tempo em que deu à série mais um ponto de ligação/integração entre humanos e vampiros que pode render boas dinâmicas, sobretudo quando Bill pode se opor ao que experimenta com Sookie.

    Com o primeiro terço da temporada quase completo, True Blood mostrou mais uma vez com “Scratches”, que é possível construir uma trama que entretenha, mas que não abra mão de impressionar com cenas bizarras (deu até calafrio aquela cena em que a ‘médica’ futuca o ferimento das costas de Sookie) ou com reflexões repletas de significados como aquela em que Sookie diz ver cada vez mais maldade à medida em que abre sua mente para as pessoas ainda que prefira enxergar sempre o lado bom naqueles que reconhece serem influenciadas pela escuridão, como é o caso de Bill. Pode parecer pouco, mas pare um pouco e pense: há alguma outra série atualmente que consiga misturar temas e assuntos tão distintos e até polêmicos sem parecer didática ou mesmo piegas?

    Outras observações:

    - Com a promessa de Sookie em ajudar Eric em sua missão em Dallas, uma dúvida começa a martelar: e se o tal vampiro desaparecido tiver sido sequestrado pela Fellowship of the Sun para provocar uma resposta violenta dos vampiros que justifique sua pregação de ódio contra eles?
    - Por falar em Fellowship, impressão minha ou Sarah Newlin parece ter algum outro interesse em Jason que não o de convertê-lo para a ‘luz’?
    - Agora que Tara percebeu que há algo no mínimo estranho na conduta de Maryann, será que a veremos batendo de frente com ela?
    - E a tal Daphne, hein? Confesso que aquela cena final me surpreendeu genuinamente, já que eu jurava que a personagem só havia sido introduzida para virar outra vítima. Agora, será que Sam corre perigo com a moça ou o que vimos foi "só" mais um gancho para nos deixar ansiosos?

sábado, 27 de junho de 2009

EMMY 2009: Éramos cinco

A divulgação da lista com os indicados ao Emmy 2009 deve ocorrer no dia 16 de julho e a cerimônia de entrega deverá acontecer no dia 20 de setembro. Enquanto aguardamos, estamos preparando um podcast e uma série de posts especiais sobre o assunto. Por isso, convidamos o nosso amigo e colaborador Ricardo Henriques para escrever algumas linhas e comentar sobre quais as possibilidades e chances de indicação de algumas das séries nas categorias drama e comédia. Confira e também deixe seu palpite nos comentários!
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Por Ricardo Henriques
Para o Dude News

Se os votantes optarem pela mesmice na hora de apontar os indicados ao Emmy 2009, ainda assim teremos uma novidade: a Academia de Artes e Ciências Televisivas resolveu estender mais uma faixa de areia ao sol para as estrelas da TV americana. Agora são seis os nomes nas listas finais das principais categorias da premiação, o que já havia acontecido em algumas delas nas últimas temporadas, em decorrência de empates nas votações. Com o nível da programação bastante alto, a mudança sutil parece uma boa ideia. Bem ao contrário da loucura anunciada nos últimos dias pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que escancarou seu desespero por uma melhor audiência do Oscar (bem como sua ganância por mais dinheiro para os grandes estúdios de Hollywood) ao aumentar para dez os indicados a melhor filme.

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    Na categoria de melhor série dramática, a briga por uma indicação continuará muito intensa, mesmo com uma vaga a mais em jogo. Mad Men, vencedora do ano passado, continua por cima e fatalmente estará mais uma vez entre as finalistas. Como também é bastante provável que, em suas boas e aclamadas segundas temporadas, Damages e In Treatment sejam escolhidas. A julgar pelo histórico recente da premiação, quem também não deve ficar de fora é Boston Legal (Justiça Sem Limites), que traz consigo o bônus de ter tido sua última temporada, já que o Emmy adora uma despedida calorosa. O que não firma série de Alan Shore e Denny Crane entre as seis é que a trama se encerrou no final do ano passado e pela primeira vez não se apresentará fresquinha na memória dos votantes. Para tentar surpreender as quatro citadas, ou pelo menos arrancar um dos dois postos restantes, está armada a tradicional briga de foice no escuro.

    Embora Dexter pareça consolidada entre as prediletas dos prêmios de TV, sua temática politicamente incorreta (ao cubo) e o grande número de séries de canais fechados na disputa podem acabar retalhando (com trocadilho) suas chances. O que seria, a meu ver, uma injustiça. Quem pode voltar às graças da Academia é 24 Horas, que depois de uma sexta temporada horrorosa voltou a mostrar serviço esse ano. O programa sempre foi bem visto e valorizado pelos acadêmicos, mas nem sempre quem pula fora do radar deles consegue retornar. Outra que já foi figurinha carimbada e hoje parece não ter o mesmo prestígio é Grey's Anatomy. Os salientes médicos de Seattle Grace podem ser lembrados pelo final de temporada com fortes emoções. Mas não deveriam, já que em boa parte da temporada a série flertou (antes tivesse apenas flertado, já que foi pra cama, namorou firme, noivou, casou, procriou, abriu conta conjunta e tudo mais) com um arco dramático à Ghost Whisperer.

    Lost teve um ano morno, que serviu muito mais como preparação para o (tenho fé, ainda que me considere um homem da ciência) grand finale de 2010. Quem não acompanha mais a série dificilmente pega o fio da meada e isso é sempre um problema. Mas a escolha de bons episódios (para quem não sabe, séries e artistas inscrevem determinados episódios para que tenham suas candidaturas consideradas), que devem funcionar bem até mesmo fora do contexto, pode ser o trunfo para a indicação. Quem parece ter perdido força é House, que teve uma temporada bastante irregular. Mas sua boa audiência e sua enorme base de fãs pode carregar a série nas costas.

    Friday Night Lights vem sempre batendo na trave (ainda que o futebol deles seja o outro). Nos últimos anos ganhou prêmios da crítica e figurou entre a lista preliminar (quase sempre vazada de forma não-oficial) de dez candidatas ao prêmio principal. Será que chegou a hora dos Dillon Panthers? Parece complicado, pois a série ficou meio escondida com uma temporada reduzida, que passou primeiro na TV a cabo e só depois na TV aberta. Das novatas, a única que parece ter cacife para ser indicada é True Blood. Mas vampiros e cenas quentes a rodo atraem tanto fiéis seguidores quanto torcidas de nariz fervorosas. Série talvez seja exótica demais para o Emmy e tenha melhor sorte no Golden Globe, onde já estreou com uma vitória de melhor atriz para Anna Paquin.

    Big Love (Amor Imenso) sempre está voando abaixo do radar e acaba surpreendendo alguns quando lembrada, o que pode voltar a acontecer em 2009. Alguns programas cruzam os dedos para receber o carinho que ainda não veio dos acadêmicos (e que, sinceramente, não parece estar por vir): Brothers & Sisters, com seu retrato bem humorado dos valores da família americana; The Tudors, com sua requintada produção histórica; e Battlestar Gallactica, com sua segmentada, porém apaixonada, legião de fãs de ficção-científica. Também por fora corre Breaking Bad, que deu Emmy de melhor ator a Bryan Cranston no ano passado, mas que continua tendo pouca relevância no cenário televisivo.

    Entre as comédias, difícil imaginar que o reinado de 30 Rock esteja para acabar. Lá estará a série de Tina Fey novamente perfilada ao lado da também consagrada The Office. A bacana Entourage e a por vezes rasteira, mas sempre hilária Two and a Half Men também parecem nomes fortes. O canal a cabo Showtime tem três boas concorrentes à lista final, mas a força de uma pode acabar anulando a outra. A que mais merece uma indicação é Weeds, que se reencontrou à beira do mar (e, obviamente, se manteve em meio à maresia) na última temporada.

    Californication também teve ótimos momentos, mas agora já não tem mais o verniz de novidade, que costuma fascinar alguns votantes. Quem não merece, mas pode acabar indicada justamente por esse tal verniz é United States of Tara, que não engatou a terceira marcha. Mas ambas podem ter seu reconhecimento canalizado apenas para seus astros David Duchovny e Toni Collette, abrindo espaço para séries mais veteranas como Ugly Betty ou Scrubs, mesmo que ser feia tenha saído de moda e que J.D. e sua turma nunca tenham sido exatamente queridinhos do Emmy.

    Prematuramente cancelada, Pushing Daisies pode ter seu canto do cisne, ou então ser considerada página virada por uma Academia que certamente se decepcionou ao tentar, em vão, salvar a genial Arrested Development no começo da década. Pouco (ou nada) conhecida no Brasil, Flight of the Conchords ficou entre as 10 no ano passado, tendo levado indicações importantes na área técnica, e pode pintar na lista. Se tais opções não forem do agrado da Academia, as Desperate Housewives estão sempre a postos, bonitas e perfumadas para entrar no tapete vermelho. E olha que esse ano não seria sem merecimento, já que o programa reencontrou o equilíbrio entre dramalhão e comédia. Correndo por fora, How I Met Your Mother e The Big Bang Theory geram ainda alguma esperança nos seus fãs. Mas é bom que estes esperem sentados. Mais chances que ambas parece ter Family Guy, embora a única animação indicada até hoje tenha sido Os Flintstones, no distante ano de 1961.



sexta-feira, 26 de junho de 2009

Dudecast News #3 - True Blood

Finalmente no ar o Dudecast News #3 sobre True Blood, uma das nossas séries favoritas (depois de Lost, claro) atualmente. Contando com a participação mais do que especial do amigo Carlos Alexandre Monteiro (Lost in Lost e Tudo Está Rodando), discutimos a 1ª impressão que a série deixou; os grandes momentos da temporada de estreia; os elementos e personagens que nos atraíram; a estreia da 2ª temporada e nossas expectativas para ela, além de algumas curiosidades relacionadas ao livro que inspirou o 1º ano da série e sobre o DVD que já está à venda.

Clique AQUI para baixar.
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Leia mais e ouça "Bad Things"

    Modéstia à parte, o podcast ficou bem divertido e abrangente, mas deixo o aviso de que comentamos sobre eventos bastante específicos da 1ª temporada e do primeiro episódio da 2ª, o que pode ser considerado spoiler para quem ainda não viu nada da série. Alguém por aí nessa (triste) situação ainda?


    Jace Everett e banda no Jay Leno cantando
    "Bad Things" o tema de abertura da série

    Aproveitando a oportunidade, agradecemos demais pela audiência surpreendente do DudecastNews #2 que superou e muito todas as nossas expectativas. Agora, o tema do próximo? Surpresa!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

RIP Michael Jackson (1958 - 2009)

Diferente de milhares de pessoas ao redor do mundo, nunca encarei Michael Jackson como um ídolo (na verdade nem sei se já tive algum), mas não é por isso que deixo de reconhecer sua importância como ícone da cultura pop e como O artista que pavimentou um caminho que muitos seguiram depois. E que se dane se a pele do cara mudou de cor de forma bizarra (e nunca explicada claramente) e se ele se meteu em um monte de controvérsias ao longo dos últimos anos, porque como muitos fãs, artistas e músicos já apontavam pouco depois da confirmação de sua morte, o que vai ficar mesmo daqui para frente é a lembrança de sua dança e sua música, o verdadeiro e único legado que importa agora. Descanse em paz MJ. Sua arte jamais será esquecida!

Thriller, Bad, Don't Stop 'Til You Get Enough, Black or White, Remember the Time.

Vencedores do Saturn Awards 2009

A Academia de Ficção Científica, Fantasia e Filmes de Horror, divulgou a lista completa de vencedores da 35ª edição do Saturn Awards, evento que premia como o nome da Academia já indica, obras de ficção geralmente bem populares. Nas categorias de cinema, os principais prêmios ficaram divididos entre Batman – O Cavaleiro das Trevas, Homem de Ferro e O Curioso Caso de Benjamin Button com o excepcional Wall E levando como melhor filme de animação. Já nas de Tv, destaque para o prêmio de melhor série para Lost além do reconhecimento de Battlestar Galactica, série que se despediu esse ano da tv e que recebeu os prêmios de melhor série da tv a cabo e de ator e atriz para os ótimos Edward James Olmos e Mary McDonnell. O único revés da noite ficou por conta da premiação de ator coadjuvante para Adrian Pasdar, o Nathan de Heroes que, pasmem, ganhou de Michael Emerson, que aliás esteve presente na cerimônia ao lado do ator Mark Pellegrino e do diretor/produtor J.J. Abrams que foi entregar um prêmio para Leonard Nimoy e receber o de Lost, série que ele co-criou ao lado de Damon Lindelof.

Confira a lista completa dos vencedores:

CINEMA

    Melhor Filme de Ficção
    HOMEM DE FERRO

    Melhor Filme de Fantasia
    O CURIOSO CASO DE BANJAMIN BUTTON

    Melhor Filme de Horror
    HELLBOY II: O EXÉRCITO DOURADO

    Melhor Filme de Ação/Aventura/Thriller
    BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS

    Melhor Ator
    ROBERT DOWNEY, JR.
    (Homem de Ferro)

    Melhor Atriz
    ANGELINA JOLIE
    (A Troca)

    Melhor Ator Coadjuvante
    HEATH LEDGER
    (Batman – O Cavaleiro das Trevas)

    Melhor Atriz Coadjuvante
    TILDA SWINTON
    (O Curioso Caso de Benjamin Button)

    Melhor Ator Jovem
    JADEN CHRISTOPHER SMITH
    (O Dia em que a Terra Parou)

    Melhor Diretor
    JON FAVREAU
    (Homem de Ferro)

    Melhor Roteirista
    CHRISTOPHER NOLAN e JONATHAN NOLAN (Batman – O Cavaleiro das Trevas)

    Melhor Música
    HANS ZIMMER e JAMES NEWTON HOWARD (Batman – O Cavaleiro das Trevas)

    Melhor Figurino
    MARY ZOPHRES
    (Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal)

    Melhor Maquiagem
    GREG CANNOM
    (O Curioso Caso de Benjamin Button)

    Melhores Efeitos Especiais
    NICK DAVIS, CHRIS CORBOULD,
    TIMOTHY WEBBER, PAUL J. FRANKLIN
    (Batman – O Cavaleiro das Trevas)

    Melhor Filme Estrangeiro
    LET THE RIGHT ONE IN

    Melhor Filme de Animação
    WALL-E


TELEVISÃO

    Melhor Série
    LOST

    Melhor Série de Tv a Cabo
    BATTLESTAR GALACTICA

    Melhor Especial para Tv
    THE LIBRARIAN: THE CURSE OF THE JUDAS CHALICE

    Melhor Ator
    EDWARD JAMES OLMOS
    (Battlestar Galactica)

    Melhor Atriz
    MARY MCDONNELL
    (Battlestar Galactica)

    Melhor Ator Coadjuvante
    ADRIAN PASDAR
    (Heroes)

    Melhor Atriz Coadjuvante
    JENNIFER CARPENTER
    (Dexter)

    Melhor Participação Especial
    JIMMY SMITS
    (Dexter)

    Melhor Lançamento em DVD
    JACK BROOKS: MONSTER SLAYER

    Melhor Lançamento de Edição Especial em DVD
    STEPHEN KING’S THE MIST (O Nevoeiro)
    (DVD Duplo)

    Melhor Lançamento de DVD Clássico
    PSYCHO (Universal Legacy Series)

    Melhor Coleção em DVD
    O PODEROSO CHEFÃO-THE COPPOLA RESTORATION

    Melhor Série em DVD
    MOONLIGHT

    Melhor Série Retrô em DVD
    THE INVADERS

    Prêmio pela Carreira
    LANCE HENRIKSEN

    Prêmio pela Contribuição ao longo da vida
    LEONARD NIMOY

    Prêmio Visionário
    JEFFREY KATZENBERG

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Avatar, novo filme de James Cameron impressiona em feira de cinema

Se há uma coisa que tenho tentado evitar ultimamente é criar expectativas demais para os filmes que quero ver. Dito isso, admito: a tarefa é mais difícil do que eu imaginava e um exemplo disso vem de todo o burburinho que o novo filme de James Cameron está gerando em doses cada vez maiores na internet.

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    Se você tem hábito de navegar em busca de informações sobre cinema, certamente já deve ter visto nos melhores sites e blogs algo sobre Avatar, o ambicioso projeto de James Cameron que está em pós-produção desde março de 2008 e que conta com um orçamento que beira os US$300 milhões!

    Fora das telas desde 1997, quando se tornou o ‘rei do mundo’ com Titanic, James Cameron desenvolveu ao longo dos últimos anos uma tecnologia totalmente nova chamada Fusion Camera System, que promete capturar de forma ultra realista movimentos que mais tarde também foram inseridos até em personagens gerados por computador. Se isso já não bastasse, Avatar guarda ainda outra grande promessa: pavimentar o caminho para o que deve ser o novo cinema 3-D.

    Falando sobre o tema em entrevistas, Cameron tem afirmado que seu maior desejo é que o 3-D surja quase imperceptível para que o espectador não se desconecte do que o filme propõe. “Quero que Avatar seja uma intensa experiência de imersão com o 2-D e o 3-D funcionando juntos de uma forma que o público nem note a diferença entre um e outro.”

    À princípio, até pode parecer papo de quem quer vender o peixe, mas a julgar pela reação que um trecho de 24 minutos do filme exibido em uma Feira de Cinema realizada na Holanda provocou, parece mesmo que Avatar tem todo potencial para se tornar um dos filmes mais impactantes e importantes dos últimos anos.

    “Experiência de fazer o queixo cair a ponto de você esquecer que está vendo personagens criados em computação gráfica... Avatar pode ser o primeiro filme no qual o 3-D é usado apropriadamente”, afirmou o ComingSoon.

    O IESB por sua vez, aponta que se o filme completo for como os 24 minutos mostrados, Avatar será um dos melhores filmes da década. Já um representante de uma rede de cinemas da Europa apontou que o visual do filme é algo jamais visto com um nível de detalhamento incrível. “Os efeitos gráficos e os personagens criados parecem realmente reais. Acredite no hype, esse filme vai mudar a indústria para sempre!”

    Agora diz aí, com depoimentos desse naipe, é ou não é complicadíssimo manter a expectativa baixa com realação a um filme assim?

    Avatar estreia no dia 18 de dezembro e até lá fico na torcida para que tenhamos salas preparadas para exibir o filme.

    Com informações do The Hollywood Reporter, Slash Film, EW, Coming Soon e IESB.

CBS/Showtime dá tiro no próprio pé

Para ser bem sincero, a vontade de publicar esse post era quase zero. O motivo? Bom, no meio da tarde da terça-feira 23 de junho, fui surpreendido por um e-mail administrativo do blogger com uma mensagem direcionada pela CBS (dona do Showtime) argumentando que a divulgação do pôster teaser da 4ª temporada de Dexter que estava neste post infringia direitos autorais. Ora, mas se a emissora produz um material que supostamente deveria promover a série e na sequência vai para cima de blogs humildes e pequenos como esse para impedir a divulgação gratuita como bem apontou o Rocker Space feita por fãs da série, o que pensar? Será que a CBS não quer que mais pessoas acompanhem suas séries, comprem DVDs e repercutam suas produções? Difícil dizer, mas só me resta deixar registrado aqui minha imensa decepção frente uma atitude absolutamente sem sentido como essa.

Trecho (em inglês) da mensagem recebida

    Blogger has been notified, according to the terms of the Digital Millennium Copyright Act (DMCA), that certain content in your blog infringes upon the copyrights of others. The URL(s) of the allegedly infringing post(s) may be found at the end of this message.

    The notice that we received that we received from CBS, with any personally identifying information removed, will be posted online by a service called Chilling Effects at http://www.chillingeffects.org

    We do this in accordance with the Digital Millennium Copyright Act (DMCA).


Em tempo, vale dizer que entrei em contato com a RP do Showtime através de seu perfil no Twitter em busca de esclarecimentos, mas não tive (e provavelmente não terei) qualquer resposta. Dessa pequena confusão uma lamentável e temerosa constatação: ser fã e falar de série agora é para alguns canais, crime. Vai entender esses 'executivos'.

Update: Antes que alguém diga que esse post é mimimi demais para quem supostamente não gera renda para a emissora, posso dizer com toda segurança que direta ou indiretamente dou sim dinheiro para eles, afinal sou assinante do FX (exibidor da série no Brasil) e compro os DVDs da série, o que me dá todo o direito de manifestar essa reclamação.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Grey’s Anatomy – Game da série decepciona os fãs

Você sabia que Grey’s Anatomy tem um jogo disponível para PC, Wii e Nintendo DS? Eu não, mas ele existe e foi lançado nos EUA no mês de março com a promessa de colocar o jogador dentro de uma história inédita da série. O plot? Uma grande crise toma conta do Seattle Grace colocando o hospital em quarentena, o que segundo informações do site do game feito pela Ubisoft, permite ao jogador experimentar a pressão como qualquer um dos personagens, além de fazer cirurgias e influenciar o desdobramento da narrativa.

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    A ideia de criar uma trama inédita inspirada no universo da série e seus personagens, que não é inédita e já foi usada antes em games inspirados em outras séries como Arquivo X, CSI e Lost é boa, mas a julgar pelos comentários dos fãs que já se aventuraram, o resultado final é decepcionante por jamais corresponder à expectativa que cria, como algumas opiniões que foram publicadas na página do jogo na Amazon revelam.

    “Eu esperava um jogo onde seu personagem pudesse andar pelo Seattle Grace à procura de cirurgias, falasse com as pessoas e buscasse por coisas, mas jogando fiquei extremamente desapontado. A narrativa na verdade é totalmente ultrapassada e entrecortada com mini jogos no meio. Não desperdice seu dinheiro nisso, você não vai sentir a menor falta.” (N. Culp)

    “Se você estiver interessado em jogar um game divertido com muita interação esse não serve para você. Comprei pensando que encontraria algo na linha de The Sims onde você pode controlar os personagens ao longo de todo o jogo, mas em vez disso só vi uma série de vídeos misturados a algumas tarefas fáceis que dá para jogar com o Wii que geralmente tem jogos mais divertidos e desafiadores do que esse. Se você gosta de Grey’s Anatomy como eu, assista a série e fuja do game.” (Danielle)

    Ouch! Será que o game da série é tão ruim assim mesmo?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

True Blood – 2x02 “Keep This Party Going”

Comentário de episódio exibido no dia 21 de junho nos EUA



Pode até parecer papo de fã empolgado, mas verdade seja dita: este início de 2ª temporada de True Blood está simplesmente sensacional! E digo isso por motivos bem simples: 1) a trama da série continua repleta de sutilezas como o tema da humanidade nos vampiros, por exemplo; 2) a dose equibrada de gore como na cena do Lafayette se livrando das correntes segue impactante, e 3) o humor negro e os diálogos absolutamente marcantes principalmente por causa de do mesmo Lafayette continuam inspirados.

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    Deixando de lado (pelo menos por enquanto) o mistério envolvendo o assassinato da Sra. Jeannette, “Keep This Party Going” concentra sua narrativa nas subtramas que inevitavelmente vão se chocar em algum momento ao longo da temporada. Assim, quando vemos a possibilidade de Lafayette se tornar um vampiro (alguém realmente acredita que ele será morto por Eric e cia?), não dá para descartar a ideia de um possível confronto futuro dele com Jason, que por sua vez aparece cada vez mais inserido na engrenagem manipuladora da Fellowship of the Sun.

    Num outro quadro, o poder de sedução de Maryann (como vimos nas cenas do Merlotte’s) eventualmente deve gerar um conflito bastante interessante com Sookie que já sacou o tom obscuro das intenções da protetora de Tara. Aliás, será interessante ver até que ponto a chantagem da ‘vibrante’ Maryann terá efeito sobre o segredo de Sam que por sua vez também pode expô-la.

    Agora, sobre Sookie, ótimos os diálogos dela com Bill no início do episódio com relação à humanidade que enxerga nele e tal, mas sobretudo sobre a evidência de que mesmo ‘morta’, Jessica ainda mantem certas emoções intactas, ainda que por motivos não muito nobres, ou seja, o de se vingar do pai abusivo. Em suma um episódio redondinho e que ainda deixa no ar outros importantes ganchos: quem é o tal Godric, vampiro que segundo Eric desapareceu em Dallas e que papel Sookie terá nessa subtrama que se desenha? Não faço ideia, mas estou curiosíssimo para descobrir.

    Outras observações:

    - Hilária a cena em que a atendente da loja confunde Bill e o renovado Eric como um casal de vampiros gays, não?
    - E o Lafayette dizendo que nunca foi um michê, hein? :p
    - Haveria algum papel para Eggs no plano de Maryann envolvendo Tara, ou as intenções do cara são genuínas? Por enquanto fico com a primeira opção.
    - E o tal do Luke, hein? Eu não espero nada menos que uma confrontação com Jason na frente da liderança da Fellowship of the Sun e você?
    - E a atrapalhada garçonete Daphne, onde entra na trama? Só figuração ou possível futura vítima de um novo assassinato? Se tivesse que apostar iria na segunda opção.


Em tempo, o Dudecast News #3 sobre True Blood com a participação mais que especial do amigo Carlos Alexandre Monteiro será publicado nessa quarta-feira. Não perca!

Entourage: sneak peek da 6ª temporada

A 6ª temporada de Entourage, uma das melhores comédias da atualidade, estréia no dia 12 de julho pela HBO, nos EUA. Enquanto esperamos o retorno de Vince, Eric, Drama, Turtle e o impagável Ari, vale a pena conferir uma amostrinha do que vem pela frente. Veja o sneak peek disponibilizado pelo Spoiler TV: