segunda-feira, 15 de junho de 2009

TRUE BLOOD: 2x01 “Nothing But the Blood”

Comentário de episódio exibido no dia 14 de junho nos EUA

Não escondo de ninguém que minha primeira impressão sobre True Blood não foi das melhores. Contudo - parafraseando aquele ditado -, nada como um episódio após o outro para provar que a série tinha muito mais a dizer do que a esquisitice do tema parecia apontar. Assim, quando a 1ª temporada se encerrou eu já estava completamente viciado naquele universo rico em personagens complexos e em discussões bem construídas em torno de xenofobia, fanatismo religioso e da convivência entre diferentes. Dito isso, dadas as resoluções e os ganchos deixados, era óbvio que a ansiedade pelo retorno da série era grande, e nada melhor numa situação dessas do que poder dizer objetivamente que True Blood voltou arrebentando com sua fórmula de mistérios, personagens carismáticos, muita diversão, sexo, e claro, sangue.

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    Retomando a trama do exato momento em que a temporada anterior se encerrou – lembra da cena do estacionamento? – “Nothing But the Blood” vai direto ao ponto, e ao responder o mistério sobre a identidade do corpo de uma pessoa negra encontrada dentro do carro de Andy, cria outro: quem (ou o que) é o responsável pelo terrível assassinato da Sra. Jeanette, a fake exorcista de Tara e sua mãe?

    Obviamente, à essa altura já conhecemos a série e podemos tentar traçar paralelos com a temporada de estreia. Dessa forma, seria razoável assumir que esse 2º ano girará em torno do maior desenvolvimento daqueles personagens e seus relacionamentos ao mesmo tempo em que irá explorar as consequências de uma possível nova onda de assassinatos em Bon Temps. A partir daí, desde já podemos começar a apontar suspeitos, mas será que Allan Ball e cia irão usar mais uma vez um personagem aparentemente acima de qualquer suspeita (Hoyt, Terry?), ou investirão na enigmática figura de Maryann ou de algum vampiro ou ser ainda a ser introduzido?

    Seja lá como for, fato é que “Nothing But the Blood” abriu a temporada com todo o gás. Da dinâmica de manipulação que se desenha na relação de Maryann com Tara (e consequentemente dos confrontos que devem surgir com Lettie Mae) e do temor que ela desperta em Sam, surge a pergunta que ele mesmo faz à certa altura do episódio: o que ela é, afinal? Já sobre o ‘novo’ Jason, parece que ao tentar conseguir um novo rumo para sua vida, ele vai se perder ainda mais se envolvendo com os picaretas da Fellowship of the Sun, seita religiosa que prega a perseguição aos vampiros e que agora deve ganhar maior destaque na figura do lobo em pele de carneiro, Steve Newlin.

    Agora, com relação aos pontos mais altos do episódio, não dá para fugir da revelação de que o ótimo Lafayette continua vivíssimo ainda que seja mantido preso em condições precárias num local para lá de bizarro e que remete a um cenário digno de Jogos Mortais, só que 'dirigido' por Eric, que aparece irrascível na cena final em que literalmente destroça o bad boy Royce. Além disso, há de se destacar também o aprofundamento do romance improvável entre Sookie e Bill que agora ganha uma nova camada com a presença constante(?) da vampira aborrescente Jessica, que aliás deve render momentos involuntariamente inusitados e engraçados.

    O curioso das duas situações? Ambas tem elementos que tratam de culpa e arrependimento. No caso de Lafayette, parece que teremos uma perspectiva bem fria sobre a vida que ele levava e pelo fato de ter explorado um vampiro no processo, que inclusive deve ser o real motivo de seu aprisionamento. Já do lado de Sookie, devemos ver o quanto ela fará para diminuir o remorso que sentirá por ter colaborado (ainda que indiretamente) para a transformação de Jessica, ao passo que Bill se torna cada vez mais refém da paixão que sente pela garçonete telepata.

    Mas e aí, o que você achou desse retorno de True Blood? Já dá para se empolgar com a temporada que está só começando, não é mesmo?

Produtor da ainda inédita Flash Forward declara: “Temos um plano bem definido”

Já disse antes, mas nunca custa repetir que uma das minhas grandes expectativas com relação às estreias da temporada 2009/2010 de séries atende pelo nome de Flash Forward. Por conta disso, fiquei bastante animado quando li uma matéria feita pelo Sci Fi Wire com o Marc Guggenhein (produtor executivo da série), na qual ele afirmou categoricamente que há um plano totalmente desenhado a ser explorado na 1ª temporada. Em linhas gerais, ele disse que há uma história a ser contada e que o final da temporada irá responder a principal pergunta feita no episódio piloto: O que você viu?

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    “Sabemos exatamente sobre o que a 1ª temporada é com muitos detalhes porque tivemos que planejá-la inteiramente antes. Esse primeiro ano da série vai terminar com nossos personagens alcançando seus futuros. Portanto, não dava para fazer isso às cegas. Quer dizer, até daria, mas penso que não seria uma boa experiência para quem vai assistir”, disse Guggenhein complementando ainda que eles se comprometeram a planejar toda a temporada de estreia antes mesmo de começarem a entrar no segundo episódio. “A primeira coisa que fizemos antes mesmo de pensarmos nas histórias de fundo dos personagens e tudo mais, foi quebrar a história discutindo, ‘Ok, como vamos mover os personagens de onde eles estão no primeiro episódio até o ponto em que estarão no final da temporada?’”

    Narrando o que acontece depois que a humanidade literalmente apaga por 2 minutos e 17 segundos, Flash Forward vai se focar nas consequências que esse apagão provoca na vida das pessoas e principalmente do que elas viram de seus futuros. “O que a série propõe é a questão de que se você soubesse como é futuro, o que faria? Tentaria impedí-lo ou faria de tudo para que ele acontecesse efetivamente?”, aponta Guggenhein.

    Sobre os caminhos alternativos que a série explorará em relação ao livro de Robert Sawyer na qual se baseou, o produtor afirmou que as maiores diferenças estão nos personagens e no período que os separa do apagão e de suas visões do futuro. “Basicamente pegamos o conceito do livro, a noção de um apagão de escala global e as pessoas tendo visões de seus futuros, mas todo o restante é diferente. Os personagens, as circunstâncias e a natureza das histórias que contaremos são diferentes”, afirmou Guggenhein.

    Perguntado se irá fugir da fórmula de Lost de criar mais e mais perguntas e postergar suas respostas, Guggenhein foi enfático ao dizer que já no piloto fica definida uma situação que inevitavelmente terá que ser mostrada/resolvida no final do primeiro ano. “Logo no Piloto já dizemos que os personagens tem uma visão de seus futuros no dia 29 de abril de 2010, portanto não dá para enrolar com isso. Outro ponto importante a ser frisado, é que plantamos coisas no primeiro episódio que só farão total sentido no fim da série que será o ponto em que vocês poderão analisar tudo em retrocesso e dizer, ‘ah, eles realmente sabiam o que estavam fazendo’. Portanto, não apenas estou dizendo a você que temos um plano, mas sim mostrando que há razões para que você acredite nisso”, encerrou o confiante produtor.

    Com estreia prevista para o dia 24 de Setembro nos EUA, Flash Forward trará a exemplo de Lost, um elenco regular extenso que conta com nomes como Joseph Fiennes no papel do protagonista Mark Benford, além de John Cho (o Sulu do novo Star Trek), Jack Davenport (da trilogia Piratas do Caribe) e Sonya Walger (a Penny Widmore de Lost) dentre outros.

    E aí, sentiu firmeza nas palavras de Guggenhein ou acha que isso é só jogada de marketing para aumentar a expectativa?

sexta-feira, 12 de junho de 2009

TRUE BLOOD (2ª temporada) - Quer saber agora o que rola no episódio de estreia?

Oficialmente, a estreia só acontece na noite do próximo domingo (14) nos EUA, mas como já tem gente publicando review de Nothing But the Blood, episódio que abre a 2ª temporada de True Blood, não resisti à tentação e corri atrás de informações que revelam por exemplo qual é o destino de Lafayette (o ótimo Nelsan Ellis). Agora é com você, consegue resistir à curiosidade?

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    Bom, para início de conversa, segundo informações do UGO Tv Blog, a abertura da série continua sendo a mesma com a excelente Bad Things nos créditos, portanto aquele papo de que veríamos uma nova era realmente só boato. Agora, lembra como a 1ªtemporada terminou? Pois é, a 2ª começa imediatamente após os eventos que mostraram um ataque a Lafayette e à cena na qual Sookie e Tara acompanham Andy até o estacionamento do Merlotte’s e descobrem um corpo de uma pessoa negra não identificado dentro do carro do mal humorado detetive.

    Não traduzi o texto na íntegra, mas aqui estão os principais destaques:

    - O corpo no carro de Andy é da Sra. Jeanette, a fake exorcista de Tara e sua mãe. O coração dela foi literalmente arrancado do peito. Ou seja, mais uma noite tranquila em Bon Temps.

    - Descobriremos que Lafayette não está morto (pelo menos não ainda). Na verdade, veremos que o ladrão de cenas da 1ª temporada é mantido preso num local bem bizarro. Seu captor? Eric, que o mantém ali para torturá-lo. O_o

    - Tentando se recuperar do trauma que sofreu na temporada de estreia, Jason vai buscar conforto e orientação na igreja Fellowship of the Sun.

    - Grande parte do episódio gira em torno de Sookie descobrindo que Bill tem uma nova obrigação: tomar conta de Jessica, a garota que ele foi obrigado a transformar em vampira.

    *-*-*

    E aí, bateu ainda mais ansiedade?


Em tempo, volto a lembrar que na próxima semana gravaremos um podcast temático sobre True Blood. Fique de olho e não perca!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

[Literatura] O Clube do Filme

Desde garoto, ler sempre foi um dos meus prazeres preferidos, e mesmo que hoje em dia esse hábito já não seja tão rotineiro quanto eu gostaria que fosse (culpa da famigerada falta de tempo), não resisti quando vi “O Clube do Filme” na estante da livraria. A justificativa é simples: a obra escrita, por David Gilmour, retrata de forma muito singela um singular relacionamento entre pai e filho, construído em torno dos filmes que assistem. Resumindo, uma combinação para lá de atraente, sobretudo para aqueles, que como eu, amam o cinema.

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    Curtinho – são 230 páginas - e com uma prosa absolutamente elegante ainda que simples, o livro que é autobiográfico, narra um período da vida do crítico de cinema (Gilmour), no qual desempregado e preocupado com o filho adolescente (Jesse), que ia mal nos estudos formais, lhe faz uma proposta no mínimo curiosa: o garoto poderia largar a escola e morando com ele teria que respeitar uma única condição, que era a de assistir os filmes que ele selecionasse. A motivação por trás disso? Proporcionar ao filho toda vivência e experiência que o cinema pudesse oferecer.

    Investindo em situações de suas vidas (os dilemas do pai então desempregado e que não sabe se fez a coisa certa; o filho enfrentando as diversas inseguranças comuns da juventude e etc.), o livro faz um delicioso mergulho através dos mais variados filmes, construindo nas conversas que surgem entre os dois reflexos do que a arte do cinema impõe de forma natural, ao mesmo tempo em que não se omite em construir um final agridoce. Portanto, fica aqui a dica: se você gosta de cinema e do relato pessoal de boas histórias, corra atrás de “O Clube do Filme”.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

True Blood: 4 sneak peeks da 2ª temporada

A 2ª temporada de True Blood estréia no próximo domingo, dia 14 de junho. Para ajudar a passar o tempo, veja alguns sneak peeks (via Spoiler TV). E fique de olho no blog, porque deve rolar um podcast especial sobre a série nos próximos dias. Se você é fã, não pode perder!

terça-feira, 9 de junho de 2009

Saiba quais extras farão parte do DVD da 1ª temporada de Fringe

Previsto para chegar às lojas americanas (e provavelmente também do Brasil) no dia 8 de setembro, o box em DVD e Blu Ray da 1ª temporada de Fringe virá cheio de atrativos para quem ainda não conhece a série, ou simplesmente deseja rever a temporada de estreia. Produzido e distribuído pela Warner, o box em DVD terá mais de 6 horas de material extra, ao passo que a versão em Blu Ray (que não deve chegar ao Brasil na mesma data), trará os mesmos extras e 1 hora a mais de material.

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    Além dos 20 episódios exibidos em formato Widescreen, o DVD trará os seguintes extras:

    - Evolução: A Gênesis de Fringe – Os criadores da série discutem como a série nasceu e as qualidades que a tornaram tão singular.
    - Por trás da verdadeira ciência de Fringe – De teletransporte a reanimação, Fringe incorpora descobertas recentes da ciência. Consultores experts e cientistas que são autoridades em seus campos de atuação falam sobre as áreas da ciência que serviram de inspiração para a série.
    - Uma grande tarefa: O Making of de Fringe (em episódios selecionados) – Uma profunda exploração de como alguns episódios foram feitos. Dos confins gelados de Toronto onde o Piloto foi gravado, aos desafios semanais de colocar um episódio no ar.
    - Selecionando o elenco de Fringe – A história contada pelos produtores e pela equipe de como Anna Torv, Joshua Jackson, John Noble e outros foram escalados para a série.
    - Os efeitos visuais de Fringe – Um mergulho na criação do sonho compartilhado com alguns dos grandes efeitos especiais da série.
    - Arquivos dissecados: cenas inéditas
    - Efeitos colaterais incomuns: flagrantes de erros de gravação
    - Decifrando a cena
    - Diário de produção de Roberto Orci
    - Um vídeo divertido mostrando as aparições da vaca Gene.
    - Três extensos segmentos de comentários com os roteiristas/produtores, incluindo J.J. Abrams, Roberto Orci, Alex Kurtzman, J. R. Orci, David Goodman, Bryan Burk, Akiva Goldsman e Jeff Pinker.

Fim do mistério: Dominic ‘Charlie’ Monaghan estará em Flash Forward

Sabe a pequena polêmica surgida no fim da semana passada com a aparição de Dominic Monaghan em um vídeo da ABC que reune astros das séries do canal? Pois é, àquela altura, muito se especulou sobre a possibilidade de Charlie Pace reaparecer em Lost de alguma forma na última temporada que estreia em 2010, mas a história é realmente outra.

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    Como apontamos, ainda na sexta-feira passada lá no Dude, We Are Lost!, Michael Ausiello da EW apurou junto a fontes do canal, que a aparição de Monaghan naquele vídeo já fazia parte da estratégia do canal para para iniciar a promoção do ator como membro do elenco regular de outra série da emissora. Àquela altura, Ausiello disse não ter autorização para divulgar que série era essa, mas se ele não pôde dizer, outros órgãos da mídia correram atrás e descobriram.

    Segundo informações do IGN, Monaghan terá um papel importante (e grande) na aguardada Flash Forward, série nova que estreia em setembro nos EUA, com a qual a ABC espera atrair a atenção dos fãs de Lost, uma vez que boa parte da produção estrelada por Joseph Fiennes (e que conta com Sonya Walger, a Penny Widmore também no elenco) gira em torno de um grande mistério.

    Para quem está por fora, Flash Forward promete seguir os passos do que acontece quando um evento de proporções globais provoca um black out de exatos 2 minutos e 17 segundos em toda a humanidade, que ao acordar em meio ao caos provocado por vários acidentes e tragédias, também passa a explorar as implicações das visões do futuro que vieram com o fenômeno.

    Ainda sem data definida para a estreia, Flash Forward será exibida nas noites de quinta-feira nos EUA.


Atualização: A ABC divulgou na tarde desta terça-feira, que a estreia da série ocorrerá no dia 24 de setembro nos EUA.

Fox confirma ‘Starbuck’ na 8ª temporada de 24 Horas

Em comunicado oficial emitido ontem, a Fox confirmou que Katee Sackoff, a Starbuck de Battlestar Gallactica fará parte do elenco regular da 8ª temporada de 24 Horas que estreia no dia 17 de janeiro de 2010 nos EUA. A notícia veio como uma bela supresa para mim, já que mesmo num papel aparentemente pequeno (analista de dados da CTU), é fato que a talentosa atriz tem toda condição de aparecer com destaque se tiver oportunidade de construir a personagem de forma mais complexa. E é exatamente isso que deve acontecer, sobretudo porque a personagem dela estará envolvida com o de Freddie Prinze Jr. e terá, segundo Ausiello da EW, um 'esqueleto no armário' que deseja manter escondido a todo custo.

Confira os detalhes do comunicado

    Katee Sackhoff, Freddie Prinze Jr., Mykelti Williamson, John Boyd, Jennifer Westfeldt e Chris Diamantopoulos farão parte do elenco da 8ª temporada de 24 Horas. O drama vencedor do Emmy estrelando Kiefer Sutherland retorna para o próximo incrível dia com uma estreia de duas noites e quatro episódios no domingo, 17 de janeiro.

    A oitava temporada ocorre em Nova York dentre as sombras da Estátua da Liberdade e das Nações Unidas. Nesse novo dia, A CTU está restaurada e é dirigida por um acadêmico durão chamado Brian Hastings (Mykelti Williamson que é mais conhecido como o Bubba do filme Forrest Gump). Cole Ortiz (Freddie Prinze Jr.), que é um ex-fuzileiro querendo seguir os passos de Jack Bauer, coordena a divisão de opoerações de campo. A expert analista de dados, Dana Walsh (Katee Sackoff) trabalha em conjunto com o também analista Arlo Glass (John Boyd) na CTU. Robe Weiss (Chris Diamantopoulos, o Rodney de The Stater Wife) é o novo chefe de staff da Presidente Allison Taylor (Cherri Jones) e Meredith Reed (Jennifer Westfeldt) faz uma ambiciosa jornalista com ligações na situação crítica que surge.

    Também como já foi previamente anunciado, Sutherland, Jones, Mary Lynn Rajskub e Annie Wersching também retornam. Aém deles, o ícone de Bollywood, Anil Kapoor (Quem Quer Ser um Milionário), faz sua estreia na tv americana como Omar Hassan, um líder do Oriente Médio que vai aos EUA em missão de paz.

    *-*-*

    E aí, será que com a entrada de Sackoff e a breve descrição do cenário que veremos, já dá para ficar mais animado com essa que pode ser a última temporada de 24 Horas?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Nurse Jackie – Comentários do Ep. Piloto

Comentário de série inédita no Brasil

Começa hoje à noite nos EUA Nurse Jackie, a série que marca o retorno de Edie Falco à tv depois do fim de The Sopranos. À primeira vista, a série pode parecer uma tentativa do Showtime (o mesmo canal responsável por Dexter, Californication e etc) em criar um House de saias. Porém, bastam poucos minutos do Piloto e fica evidente que, embora se passe num hospital e conte com uma protagonista tão singular como o Dr. House, não são os casos médicos que movimentam a história, mas sim os conflitos e dilemas que acontecem na cabeça da protagonista.

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    Criada com um brilhantismo que já lhe é peculiar, desde os tempos em que fazia a cativante Carmela, Edie Falco constrói em Jackie uma personagem real e assustadoramente humana com todas as suas qualidades e defeitos. Contando com um texto apurado e nada trivial (“Me faça ser uma boa pessoa, Deus, mas não por enquanto” é desde já uma das melhores frases do ano na tv), a Jackie de Falco cativa e provoca uma estranha simpatia, mesmo quando age de forma moralmente contestável, o que inclusive estabelece paralelos curiosos com outros personagens do canal como Dexter, Hank Moody e Nancy Botwin.

    Caso raro nas produções de tv hoje em dia, Nurse Jackie tem como grande mérito não só sua capacidade de nos envolver desde o primeiro minuto, mas sobretudo a de usar elementos já batidos e que em mãos menos talentosas resultariam apenas em mais do mesmo, para criar algo genuinamente novo e atraente. E assim, pegando carona na sugestão feita pelo USA Today para combater o marasmo que geralmente toma conta desse período do ano nas produções da tv, a receita que seguirei é simples: acompanhar uma ótima atriz num excelente papel ao longo das próximas 12 semanas.

    E aí, já viu o episódio Piloto? O que achou da série?

O Exterminador do Futuro: A Salvação

Objetivamente, O Exterminador do Futuro: A Salvação (ou simplesmente T4) é um bom filme. Sua narrativa é enxuta, desenvolve bem as personagens de Kyle Reese e do novato Marcus Wright (ainda que ‘esqueça’ de fazer o mesmo com John Connor e desperdice os demais). Na essência, diverte com ótimas sequências de ação beneficiadas por efeitos visuais impecáveis. Além disso, ao abraçar um tom mais sério – que foge das piadinhas infames de T3 -, a produção nos dá, em 2018 (ano em que se situa a trama), um vislumbre nu e cru do futuro pós-apocalíptico tão mencionado nas duas primeiras partes da franquia iniciada em 1984, o que sem dúvida é um dos grandes mérito do filme.

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    Dirigido por McG (As Panteras 1 e 2, Somos Marshall) e com roteiro de Jonatham Nolan (Batman - O cavaleiro das Trevas), mas oficialmente creditado à dupla John Brancatto e Michael Ferris (de T3 e do terrível Mulher Gato), T4 apaga a má impressão deixada pelo filme anterior e ainda que não supere os dois primeiros, dá novo gás à franquia graças, sobretudo à subeversão da fórmula construída pela série. A ameaça agora não vem do futuro, mas sim do passado.

    Ao introduzir e dar espaço ao desenvolvimento de Marcus Wrigth – um condenado à morte em 2003 que cede seu corpo para o avanço da ciência via Cyberdyne Systens, uma das precurssoras da Skynet -, o filme abre espaço para que criemos uma empatia genuína por um personagem que surge misterioso e que ao longo da trama desempenha papel fundamental tanto como ameaça quanto como a salvação do título. A isso, claro, deve-se a bela composição de Sam Worthington em seu primeiro grande papel no cinema (em breve ele aparecerá no aguardado Avatar, de James Cameron, e na refilmagem de Fúria de Titãs) que constrói no personagem mais interessante do filme, arcos de tragédia e redenção bastante consistentes e interessantes.

    E se Marcus surge como o ponto forte de conexão do filme, Kyle Reese também não fica para trás, na interpretação acertada de Anton Yelchin (o Chekov do novo Star Trek). O homem que, sob ordens de John Connor, um dia volta ao ano de 1984 para proteger Sarah e que acaba engravidando-a do próprio John (pois é, o paradoxo nunca será desfeito), surge como uma figura importante da trama e que, ainda jovem, já traz os mesmos traços psicológicos do personagem que Michael Biehn fez no primeiro filme. Lamentável, no entanto, que o roteiro de T4 abra mão de dedicar um maior desenvolvimento também para John Connor (Chistian Bale), que aparece como um dos líderes da resistência dos humanos contra as máquinas da Skynet, ainda que não exista nenhuma camada mais complexa que justifique sua posição, além daquela de ser sempre citado como uma espécie de messias ou prometido, o que de certa forma diminui a importância do personagem, que acaba aparecendo como mero coadjuvante de luxo em um filme que deveria ser seu.

    Elegante em suas homenagens e referências, sobretudo aos dois primeiros filmes – vide a aparição da fitas gravadas por Sarah Connor às quais John recorre em busca de orientação, a cena da moto ao som de "You Could Be Mine" do Guns N’Roses que remete à uma bem parecida de T2, além da rápida aparição do próprio T-800 imortalizado por Schwarzenegger -, T4 acerta no tom e na abordagem de um futuro sombrio que graças à fotografia empregada soa ainda mais assustador. É pena no entanto que o filme patine em pontos importantes da trama, como naquele em que a resistência obedece John Connor em seu pedido para não atacar a Skynet mesmo quando este não dá um motivo para tal e insira de forma forçada os jargões famosos da franquia só para (tentar) impressionar. Além disso, é inegável que seu desfecho demasiadamente apressado, artificial e conservador colabora para diminuir o impacto que as palavras de Connor poderiam ter como possível gancho para um quinto filme.

    Cotação: