quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O que já se sabe sobre a minissérie 'The Prisoner'

Enquanto a adaptação para o cinema não sai, The Prisoner está pronta para voltar à telinha através da minissérie de 6 episódios que o canal americano AMC estreia em novembro. Com isso em mente, o blog de tv do UGO reuniu todas as informações já confirmadas para a produção, bem como reproduziu o sneak peek de 9 minutos que foi exibido na última Comic Con.

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    - A minissérie é baseada na produção de 1967 que teve 17 episódios e foi criada e estrelada por Patrick McGoohan.
    - A trama é focada num agente sem nome do governo que é mantido como prisioneiro numa remota ‘vila’ depois de ter se demitido do emprego.
    - A minissérie da AMC será estrelada por Sir Ian McKellen e por Jim Caviezel (que fará o Número Seis, papel que foi de McGoohan na original).
    - A produção foi inteiramente gravada na África, sendo que os desertos e a Namíbia foram usadas para as tomadas externas, enquanto boa parte das cenas internas foram gravadas na Cidade do Cabo, África do Sul.
    - Todos os personagens na Vila são conhecidos apenas por números.
    - McKellen fará o Número Dois, o líder imediato da Vila e o ponto de ligação para o nunca visto Número Um.


Dexter – 4x01 ‘Living the Dream’

Comentário de episódio inédito até mesmo nos EUA,
onde só será exibido no dia 27 de setembro.


Sendo centrada num serial killer, é óbvio que Dexter não poderia deixar de ser considerada uma produção adulta. Isso contudo, não a anula como entretenimento que é em sua essência, o que de certa forma exige uma reinvenção constante que mantenha o envolvimento do espectador, afinal, é improvável que à essa altura ainda desconheçamos algum aspecto psicológico mais impactante de seu protagonista. E é exatamente com essa ‘obrigação’ nas costas, que Living the Dream abre a 4ª temporada da série, apresentando novas dinâmicas, novo antagonista, e um Dexter igual, mas diferente.

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    Escrito pelo produtor executivo da série, Clyde Philips, o episódio explora a dificuldade de Dexter em equilibrar seu ‘hobby’ com suas obrigações profissionais, além das de marido e pai de três (a agora aborrescente Astor, o ainda pequeno Cody e o bebê Harrison, fruto de seu casamento com Rita). Nesse cenário e com o humor negro já peculiar à série, surgem diversas passagens curiosas que evidenciam o crítico estado do protagonista. Numa delas, a auto paródia da abertura da série serve para evidenciar o cansaço e o esgotamento físico e mental ao qual Dexter estava exposto àquela altura, e que foi inclusive responsável pelo gancho final do episódio quando após fazer mais uma vítima (um assassino que escapara da justiça por culpa de Dexter, diga-se), ele sofre um acidente com o carro que guarda na mala, a prova de seu crime.

    Igualmente bem sacada foi a introdução do ‘Trinity Killer’, personagem do veterano John Lithgow que surge de forma gradual, mas não menos impactante ao mostrar seu modus operandi meticuloso e cruel de matar. A aparição desse que será o grande antagonista de Dexter ao longo da temporada, serviu também como artifício para o retorno de Frank Lundy (o bom personagem de Keith Carradine) que agora um agente aposentado, tem um único objetivo: identificar o serial killer que conseguiu permanecer à margem da lei por mais de 30 anos.

    Com roteiro inspirado e com um elenco entrosado garantindo o tom da série, o episódio abriu bem o que promete ser mais uma temporada consistente de Dexter, cujo protagonista agora ‘vive o sonho’ de ser bom profissional, bom marido e pai, e também o matador eficiente de sempre nas horas vagas.

    Outras observações:

    - Curioso que a relação entre Debra e LaGuerta tenha ficado tão amistosa, uma evolução interessante quando lembramos como era no início da série. Por falar na tenente, não deixou de ser uma surpresa a revelação de que ela e Angel Batista mantém um caso às escondidas, o que aliás, deve render uma subtrama no mínimo divertida.
    - Falando ainda em relacionamentos, inegável que a volta de Frank balançou Debra. Resta saber se isso significará alguma mudança na ligação dela com Anton.
    - A investigação de Debra sobre as relações de Harry com informantes dá espaço à pergunta: será que é nessa temporada que o segredo de Dexter virá à tona para sua irmã?
    - Ainda sobre isso, me parece razoável imaginar que em algum ponto Rita começará a desconfiar de Dexter, já que é provável que seu cansaço possa provocar descuidos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Diretor de Batman desiste da adaptação de The Prisoner para o cinema

Embora particularmente nem soubesse que uma adaptação para a telona da clássica série ‘The Prisoner’ está em andamento em Hollywood, fiquei surpreso ao descobrir que Christopher Nolan, diretor de ‘Batman – O Cavaleiro das Trevas’, e que já esteve envolvido no projeto, pulou fora, segundo informação repercutida pelo Collider.

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    Com a notícia da desistência de Nolan, algumas pessoas já especulam que a decisão do diretor tenha a ver com um possível acordo fechado com a Warner para que ele acelere a pré-produção de Batman 3, assim que encerrar seu próximo filme (Inception), o que por enquanto não passa de um grande rumor.

    Para quem não conhece a série que é fonte de inspiração de diversas produções recentes da tv (dentra elas Lost), The Prisoner que foi exibida no final da década de 60, conta a história de um ex-agente secreto que se descobre mantido preso numa vila cercada de mistérios.

    Indagado se a desistência de Nolan e a proximidade da estreia do remake da tv em novembro no canal americano AMC (o mesmo que exibe a série Mad Men) atrapalharia a continuidade da produção do filme, o produtor Barry Mendel disse que tudo segue como planejado, já que segundo ele, o filme pretende ser ainda mais fiel ao material original, ainda que não vá se preocupar em apenas atualizá-lo para os dias de hoje, como se especula que o remake estrelado por Ian McKellen e Jim Cavizel fará.

Se Beber Não Case (The Hangover)

Fruto de uma união equilibrada entre bom roteiro, elenco e direção, na essência ‘Se Beber Não Case’ (The Hangover no original) é uma produção despretensiosa, mas que ao ousar na fórmula, aparece fácil fácil como a melhor comédia do ano.

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    Simples, esperto e por que não dizer inteligente, Se Beber... diverte do início ao fim (o que já é uma raridade), e é notadamente um esforço corajoso de gente que não tem medo de arriscar subvertendo um gênero que há tempos parecia mergulhado no ostracismo criativo.

    Dirigido por Todd Philips (Caindo na Estrada e Dias Incríveis) e com roteiro da dupla Jon Lucas e Scott Moore, Se Beber... conta a história de um grupo de amigos que se descobrem metidos numa imensa confusão em Las Vegas depois de uma noite de bebedeira motivada pela despedida de solteiro de um deles.

    À primeira vista encarado apenas como mais um besteirol, não demora muito para que o filme se difira da maioria ao transformar um pequeno mistério (o sumiço do noivo) e as várias situações absurdas que surgem dali (tem um tigre e um bebê aparecendo no quarto do hotel; um dos personagens acordando sem dente, e até Mike Tyson dando as caras) em fonte inesgotável de muita risada.

    Contando com um roteiro eficiente e que nos envolve na história à medida em que vamos descobrindo junto dos personagens, o que de fato aconteceu no período de tempo entre a chegada deles a Las Vegas e o despertar no detonado quarto de hotel no dia seguinte, Se Beber... tem como grande trunfo a química afiada do trio Phil (Bradley Cooper), Stu (Eddie Helms) e Alan (Zach Galifianakis), que mesmo bem diferentes entre si, não deixam a bola cair em momento algum quer seja por ações ou diálogos.

    Surpreendente na narrativa e no esmerado trabalho de direção de Todd, já experiente em comédias, Se Beber Não Case é excelente primeiro porque faz rir (e muito) com suas várias piadas politicamente incorretas, mas sobretudo por dar a seus espectadores, a chance de se identificar com uma trama que poderia acontecer (ou já aconteceu) com qualquer um. Imperdível.

    Cotação:

    Se Beber Não Case estreia na sexta-feira, dia 21/08 e sua continuação já está programada para 2011.

Universal Channel exibe bastidores do 'What's On'?

O Universal Channel exibe na noite de hoje às 22:50 e também em seu site, um especial do What's On sobre os bastidores de como o programa é feito, desde reuniões de pauta até a finalização. Feito no Brasil, o programa que dá destaques a curiosidades e às gravações de séries e filmes, é exibido em mais de 40 países na América Latina e é, segundo a assessoria do canal, um dos maiores sucessos de audiência do Universal.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

True Blood – 2x09 ‘I will Rise Up’

Comentário de episódio exibido no dia 16 de agosto nos EUA

Decididamente mais lento e bem menos envolvente que o (ótimo) episódio anterior (talvez pela falta de cenas de ação tão boas quanto as daquele), ‘I will Rise Up’ inegavelmente deixou a desejar, mas nem por isso abriu mão de trazer desenvolvimentos importantes para o arco final dessa 2ª temporada.

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    A começar pela jogada suja de Eric, o episódio deu o primeiro passo rumo ao tão comentado triângulo que pode se formar (informamente, talvez?) entre o vampiro nórdico, Sookie e Bill. Sobre isso aliás, e salvo engano, este é um dos elementos presentes na história narrada pelos livros nos quais a série se inspirou, o que não deixa de ser uma péssima notícia para quem não vê a menor graça nessa subtrama, mas ótima para quem torce para que um tempero maior surja ali. Fora isso, convenhamos que o “Sou parte dela agora” dito por Eric a Bill, promete aumentar a rixa entre os dois de forma exponencial, além de comprovar que Sookie inevitavelmente terá que lidar com os ‘efeitos colaterais’ de ter bebido o sangue de Eric.

    Outro relacionamento que também promete novos capítulos interessantes, diz respeito ao outrora bobão Hoyt e à insegura vampira Jessica, que teve que engolir a seco, mas nem por isso sem raiva, a afirmação de da amargurada e frustrada Maxine de que o novo casal jamais poderia ter filhos. De curioso dessa situação, fica mais uma vez o retrato que a série faz de gente como a mãe de Hoyt, que diz odiar esse ou aquele tipo de pessoa ou comportamento, sem nem mesmo saber explicar o porquê, o que reforça o aspecto crítico explorado ocasionalmente em True Blood.

    Agora, e a Tara, hein? Sempre tão malandra e vacinada contra manipulações e de repente vira essa presa fácil e influencíável da agora claramente destruidora de Maryann? Particularmente acho que essa trama em Bon Temps já deu o que tinha que dar. Já tivemos bacanais e demonstrações de perda de controle demais para contribuições de menos para o grande arco da temporada. Seria ok se tudo realmente girasse em torno de uma busca de conexão com os deuses como Maryann disse em dado momento, mas quando fica evidente que ela age motivada exclusivamente pelo desejo de se vingar de Sam, esse pedaço da história fica menos interessante a meu ver.

    Reclamações à parte, é bom saber que dado o encerramento do episódio, a história voltará a se concentrar inteiramente em Bon Temps até o desfecho da temporada, já que assim finalmente teremos as duas tramas até então exploradas colidindo. Não sei se Godric fará falta à série, mas não dá para negar que mesmo curta, a participação dele foi importante para evidenciar um aspecto até então não explorado na série: a de que mesmo com todo o poder que lhes cabe, eventualmente a natureza bizarra dos vampiros (ou a negação a ela) cobra seu preço que se traduz no cansaço de uma vida supostamente eterna que se esvai no desinteresse e nas desilusões alimentadas por milênios de existência.

    Mas e você, o que achou desse episódio?

Da série ‘Eu Quero!’ - Porta Copos do Dexter

Como todo bom fã de cinema e séries, eu também tenho um desejo contínuo de querer lotar a estante e o armário com souvenirs que remetem às produções que mais me agradam. Sendo assim, quando vi essa dica no /Film me deu uma vontade imensa de correr pra loja virtual do Showtime e encomendar esses porta copos inspirados nos objetos da coleção particular de Dexter. Segundo a descrição, a caixinha vem com quatro peças de acrílico emborrachadas por baixo, e está custando 29,97 dólares. A notícia ruim? Eles só entregam para endereços dentro dos EUA =/

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sorteio de DVD

Quer ter a chance de ganhar um box da 3ª temporada de Lost sem fazer esforço? Basta nos seguir pelo Twitter @dudenews (tem que ser seguidor!) dar um RT (repassar para seus seguidores) na mensagem "Quer ganhar um DVD da 3ª temporada de Lost? Siga o @dudenews e dê RT nessa mensagem http://uiop.me/_DVDLost até as 23 h do dia 21/08" e residir no Brasil. A brincadeira vai até as 23h dessa sexta-feira dia 21/08. No dia 22/08 (sábado) revelaremos o(a) sortudo(a) da vez. Fácil, fácil, né?

domingo, 16 de agosto de 2009

Cobras na bengala

Faltando pouco mais de um mês para a estreia da temporada que promete resgatar House do ostracismo criativo, a Fox lançou um site chamado Snakes on a Cane, algo como cobras na bengala, que faz a contagem regressiva para o início do novo ano da série nos EUA, onde retorna no dia 21 de setembro.

No site, não há nada mais além dessa espirituosa camiseta aparentemente vestida pelo próprio Hugh Laurie e que brincando com o símbolo da medicina, faz alusão à venenosa língua do médico mais ranzinza da tv. Agora, se você é fã da série, certamente deve ter ficado com vontade de ter uma dessas no armário também, certo?

Brüno

Aparentemente mais interessado em chocar, do que em expor preconceitos de um jeito engraçado como fez com Borat em 2006, Sacha Baron Cohen retorna aos cinemas com Brüno, comédia centrada no personagem gay austríaco que decepcionado com os rumos de sua carreira, decide buscar a fama nos EUA a todo custo, mesmo que isso signifique usar artifícios apelativos.

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    Repetindo o fórmula de seu antecessor cazaque, mas com menos inspiração, Brüno é um grande emaranhado de esquetes que ao contrário daquela produção, não dão o senso de continuidade narrativa que se espera de um bom filme por mais despretensioso que possa ser (ou parecer ser). Assim, há determinados segmentos que surgem na metade da produção que poderiam estar no início sem qualquer prejuízo maior à história que supostamente se conta.

    Provocativas, mas não necessariamente inteligentes, as críticas feitas à homofóbica sociedade americana (e do resto do mundo de uma forma geral, claro) tem sua força diminuída no filme, na medida em que o personagem austríaco de Cohen se perde na tênue linha que separa os artifícios de denúncia daqueles que reforçam esteriótipos representados numa afetação por vezes exagerada.

    Equívocos à parte, Brüno é engraçado principalmente nas sequências em que o personagem ridiculariza segmentos religiosos, militares e celebridades, e faz piadas politicamente incorretas (as envolvendo o bebê O. J. são ótimas). É inegável, porém, que determinadas esquetes não funcionam nem pela piada nem pela crítica, como aquela em que Brüno vai à Palestina para buscar a paz entre árabes e judeus e para entrevistar um suposto terrorista.

    Com mais escorregões do que acertos, infelizmente Brüno deixa a sensação evidente de ser um filme que se sustenta mais pela escatologia (o que foi a cena do vidente?) e parcialidade do que pela sátira ao comportamento humano frente às diferenças. Que a produção vai render milhões à Cohen não tenho dúvida, mas me parece igualmente certo dizer que dessa vez o comediante perdeu a mão com uma piada que faz rir pelos motivos errados, o que é sempre uma pena.

    Cotação: