sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Universal Channel comemora cinco anos no ar

Celebrando seus cinco anos de vida, O Universal Channel estreia na próxima semana um novo e belíssimo pacote gráfico tanto no site quanto nas vinhetas. Além disso, entra no ar a campanha “Acredite”, uma iniciativa promocional que usa os personagens das séries exibidas pelo canal para falar de valores por vezes tão esquecidos atualmente.

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    Um dos vídeos da campanha “Acredite”

    Considerado um dos caçulas na turma dos canais a cabo do Brasil, o Universal Channel vem dando mostras de que está realmente disposto a consolidar sua posição de #1 no Ibope dentre os canais especializados em séries e filmes. Uma mostra disso vem da recente confirmação de que a aguardada 6ª temporada de House (a série mais vista na tv a cabo brasileira), estreia já no dia 22 de outubro no Brasil, um mês depois, portanto, da estreia na tv americana.

    Com essa iniciativa, o Universal Channel não só acena a bandeirinha do respeito pelo assinante, como também prova que a defasagem da exibição em relação às estreias originais não precisa ser tão exagerada como ocorre com a imensa maioria das séries exibidas pelos canais concorrentes.

    Como fã de séries, que sou, fico desde já na torcida para que as ações do canal inspirem uma mudança de atitude da concorrência que tanto maltrata os assinantes. Como já cantavam Tom e Vinícius, “Ah, Se Todos Fossem Iguais a Você.” Parabéns Universal Channel pelos cinco anos de vida.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Fringe – Review do episódio de estreia da 2ª temporada

Review antecipada do episódio 2x01 “A New Day in the Old Town
com exibição programada para o dia 17 de setembro nos EUA.


Por Jace do Televisionary

Tive oportunidade de assistir a fantástica e empolgante estreia da 2ª temporada de Fringe ("A New Day in the Old Town"), que apresenta uma nova e intrigante direção à série e força seus protagonistas a assumirem um papel mais proativo na ação.

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    Embora eu não vá comentar muito sobre as várias viradas na trama (e há algumas particularmente surpreendentes além de uma que achei precipitada), posso dizer que a sequência de abertura desse episódio de estreia da temporada deve ser uma dos melhores - se não a melhor -, na curta história de Fringe. Há um momento chocante que não só faz o telespectador lembrar quão assustadora e aterrorizante a série pode ser, mas também nos suga de volta a esse sombrio mundo onde qualquer coisa é possível.

    Essa ação envolve Olivia Dunham e o que acontece nela é ao mesmo tempo chocante, empolgante e um tanto quanto aterrorizante. Essa sequência também serve para trazer os Bishops de volta ao centro das atenções à medida em que Walter e Peter são chamados para investigar uma estranha anomalia e acabam cruzando com a curiosa agente novata do FBI, Jessup, personagem claramente introduzida para ser o ponto de ligação substituto de Charlie Francis entre a Divisão Fringe e o FBI. (Que fique claro no entanto que Kirk Acevedo, aparece nesse episódio de estreia da temporada e desempenha um papel fundamental.)

    Embora ainda não tenha me simpatizado com a personagem Jessup (falta charisma à ela nessa pimeira participação), ela serve não apenas para sacudir as coisas com os membros da Divisão Fringe, mas também para apontar algumas perguntas que novos fãs da série podem ter sobre o que se passa ou relembrar os fãs mais antigos que podem estar com a memória enferrujada. (Para os que se lembram bem do que a Divisão Fringe faz e quem são aqueles personagens, essas cenas soam um pouco expositivas demais.)

    Quem ficou curioso para saber o que aconteceu exatamente naquele outro universo paralelo onde Olivia encontrou William Bell vai ter que esperar um pouco mais para saber a verdade, já que os produtores sabiamente decidiram manter os acontecimentos daquela cena um mistério a ser desvendado em outro momento. Dito isso, fica óbvio que algo importante aconteceu entre Olivia e William e que a conversa dos dois será um ponto importante para a segunda temporada.

    Já sobre Peter, que foi criticado por muitos por ser reativo e tangencial demais à trama da primeira temporada, aparece num papel mais proativo nesse primeiro episódio, espertamente mudando o papel que a Divisão Fringe ganha investigando o padrão e salvando a pele de ninguém menos que Philip Broyles. Não vou dizer qual é o problema no qual Broyles se mete, mas direi que ele afeta a existência do time e que isso vai levar Peter a livrar Broyles de um grande problema. (Por falar em Broyles, fiquem de olho numa virada de trama interessante envolvendo o personagem.)

    Adicionalmente, os roteiristas estão ajustando o foco que antes se concentrava na dinâmica interpessoal dos membros da Divisão Fringe e apontando para seus passados. A história introduzida na primeira temporada sobre Peter Bishop não ser o Peter de seu universo continua importante e central além de estar mais viva na mente de Walter. Como isso vai se desenrolar ainda é um mistério, mas há um desenvolvimento tocante nas mini revelações que ocorrem na mente de Walter sem que Peter saiba.

    Infelizmnte, Astrid continua parecendo ter pouco a fazer e torço para que isso mude à medida em que a temporada evolua. Mais uma vez ela fica reduzida a ajudar no laboratório e a atuar como espécie de babá de Walter, sendo assim, espero que os roteiristas desenvolvam a personagem e dêem a ela mais espaço.

    De uma forma geral, o episódio de estreia da 2ª temporada de Fringe oferece uma jornada hipnótica de volta ao conturbado mundo da Divisão Fringe ao mesmo tempo em que altera de forma habilidosa o padrão dessa intrigante série de formas inesperadas e gratificantes. Mal posso esperar para ver o que virá a seguir.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Código Tarantino


Quentin Tarantino. Para uns, gênio, para outros apenas um diretor superestimado. Seja lá qual for sua opinião sobre o cara, uma coisa não dá para negar: de uma forma ou de outra, mesmo diferentes entre si, seus filmes sempre guardam semelhanças curiosas e funcionam como grandes homenagens ao cinema e à cultura pop de uma maneira geral.

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    Considerando esse panorama, muita gente enxerga no estilo do diretor, uma fórmula, ou como explora esse curta brasileiro de 2006 protagonizado por Selton Mello e Seu Jorge, um código. A produção - chamada Tarantino's Mind -, obviamente não se leva a sério, mas com sacadas ótimas, de fato faz uma leitura interessante sobre o método de trabalho do diretor por trás de Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Kill Bill e do mais recente e ainda inédito no Brasil, Bastardos Inglórios.

    E você, acha Tarantino um gênio como o personagem de Selton Mello?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Vem aí 'Three Rivers', uma (nova) série médica igual, mas diferente



House, Grey's Anatomy, Private Practice, Nip/Tuck e Scrubs. Como se as opções de séries médicas já não fossem muitas, a temporada 2009/2010 trará ainda outras 3 produções que explorarão esse aparentemente infindável filão. Uma delas é Three Rivers, série que promete acabar com o estoque de lenços de quem não dispensa um bom drama contando histórias passadas num hospital especializado em transplantes.

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    Se a série vai vingar ainda é prematuro para dizer, mas julgando pelo promo, o prognóstico parece bem favorável, ainda mais se considerarmos que ela vai estrear no Brasil via Universal Channel já no dia 28 de outubro, menos de 1 mês portanto, depois da estreia na tv americana, o que é um fato raro em se tratando de séries novatas.


    E aí, pretende dar uma chance à série?

True Blood – 2x11 “Frenzy”

Comentário de episódio exibido no dia 30 de agosto nos EUA


Se tratando de penúltimo episódio de temporada, “Frenzy” ficou longe de ser empolgante, mas para ser justo, tem méritos. Construindo expectativas para um final que só será exibido na tv americana no dia 13 de setembro*, a narrativa ficou concentrada basicamente em duas frentes: revelar afinal, o que é a mênade Maryann e como ela foi parar em Bon Temps, e mostrar os esforços de humanos e vampiros para derrotá-la. (Quase) Tudo muito bom, mas o que realmente fez esse episódio valer à pena foi a introdução da linda e sarcástica rainha dos vampiros, Sophie Anne, personagem da não menos bela Rachel Evan Wood.

* O atraso de 1 semana na exibição do episódio final da 2ª temporada foi causado pelo feriado do dia do trabalho que este ano, será celebrado no dia 7 de setembro nos EUA.

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    Tudo bem que ainda não é hora de fazer balanço da temporada, mas depois de criar um arco empolgante na trama desenvolvida em Dallas, a falta de fôlego ficou notória quando tudo se focou exclusivamente na trama de Maryann, que perto do fim, deixa a impressão de não ter rendido o que poderia (ou deveria). Sobre esse esvaziamento aliás, credito sobretudo a péssima ideia de transformar os fiéis seguidores da mênade (leia-se 99% dos personagens secundários de Bon Temps) em uma espécie de zumbis com retardo mental, o que por tabela diminuiu o impacto recorrente de vermos uma cidade dominada pelos encantos de um ser sobrenatural como ela.

    E se a trama da mênade não convenceu, pelo menos tivemos uma explicação satisfatória sobre o que ela é através das palavras da rainha Sophie (mais sobre ela daqui a pouco). Assim, ao associar a chegada de Maryann a Bon Temps com aquele bizarro ritual ao qual Tara se submeteu ainda na 1ª temporada, pudemos entender porque a Sra. Jeanette foi morta e porque Tara ganhou tanta atenção dela, já que consumida pelo ódio, a melhor amiga de Sookie funcionou como o catalisador perfeito para um ser que se alimenta exatamente desse tipo de sentimento.

    E como falei em objeto de desejo de Maryann, não dá para ignorar Sam revelando sua natureza para Jason (ainda bancando o Rambo caipira) e Andy, que diga-se, é agora uma figura muito mais equilibrada e complexa do que aquele de antes, o que por sinal pode significar uma coisa: se passamos a nos importar com um personagem que antes era só um ‘mala’, logo seu fim pode estar próximo. Será?

    Ainda sobre Sam, interessante notar a evolução pela qual o personagem passou ao longo da trama até aqui. De alguém que tinha ojeriza por vampiros a alguém que passou a respeitar um deles (Bill) e a buscar a ajuda de outro (Eric), muita coisa mudou para o dono do Merlottes. Dessa forma, Sam chega ao final de temporada carregando nas costas o peso de ser o centro do conflito estabelecido, e assim, como fã do personagem torço muito para que seu desfecho não signifique sacrifício e consequente desligamento da série.

    Agora, voltando a falar da rainha Sophie Anne, me parece inegável que sua personagem tenha sido o grande trunfo dessa reta final. Já à vontade no papel, a bela Evan Rachel Wood chegou roubando a cena e provando que sua participação na já confirmada terceira temporada da série tende a ser das mais impactantes e importantes. Em “Frenzy”, suas frases e tiradas provocativas serviram não só para provar que os grandes personagens da série são mesmo femininos, mas também para acrescentar um tempero a mais na crescente guerra fria estabelecida entre Eric e Bill por causa de Sookie, um conflito que aliás, deve ser muito mais explorado no terceiro ano da produção.

    Com menos humor que o de costume, mas bem movimentado, “Frenzy” não foi um episódio perfeito, mas ao amarrar bem as pontas soltas jogadas até aqui, deixou com a cena do (na falta de uma definição melhor) ‘ninho do mal’, um gancho interessante para o encerramento da temporada que consolidou True Blood como uma das séries mais divertidas e populares da atualidade.

    Outras observações:
    - Irremediavelmente mal amada, Maxine adiciou um elemento novo para a boa subtrama do envolvimento de Hoyt e Jessica ao lançar verdades incovenientes para o filho que fatalmente voltará correndo para os braços da jovem vampira que não leva desaforo para casa.
    - Que os vampiros se deslocavam com extrema rapidez nós já sabíamos, mas que eles (ou pelo menos alguns deles) podem voar é novidade, não? Que outras surpresas ainda estariam reservadas?
    - Paixonite aguda por um personagem apagado. So isso explica o fato de Tara ter deixado (temporariamente, espero eu) a lista de personagens mais interessantes da série. Queremos aquela Tara irresistivelmente irrascível de volta. Die Eggs!
    - E o Lafa, hein? Como explicar o fato dele também ter sido enfeitiçado por Maryann se não pelo trauma ainda vivo em sua memória? Aliás, será que ainda vai dar tempo disso ser reexplorado no último episódio?
    - Tudo bem que cenas grotescas e bizarras fazem parte da série há tempos, mas bem que podíam ter nos poupado de ver o sherife Dearborne dançando de cuecas, não? :p

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Novo box completo de 'Six Feet Under'

Via TV Shows on DVD, surge a informação de que a HBO e a Warner Home Video vão lançar no dia 3 de novembro uma nova versão do box completo de Six Feet Under com as cinco temporadas divididas em 24 discos armazenados em uma caixa de luxo que remete a uma camada de terra. Não há por enquanto informações se esse novo box trará extras inéditos, mas já se sabe que na pré-venda ele sai a US$ 180, algo em torno de R$ 330 + impostos para quem se aventurar a encomendá-la.

Radar Dude News!

Nesse novo radar, destaques para novos filmes de Rambo e Bad Boys, presença ilustre na 3ª temporada de Chuck, novo personagem no thriller Damages e a possibilidade do fim da bacaníssima Supernatural que está prestes a começar seu quinto ano de vida.

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    Rambo 5

    Nada como alguns milhões de dólares para tirar um dos personagens mais icônicos do cinema de ação da aposentadoria, não é mesmo? Pois é, o fato é que Sylvester Stallone vai voltar a encarnar o ex-combatente do Vietnã, John Rambo num quinto filme da série que também será dirigido por ele. Segundo informação da Variety, o novo filme vai colocar o introspectivo personagem de Stallone encarando traficantes humanos e de drogas. A missão da vez? Resgatar uma menina que foi sequestrada perto da fronteira entre os EUA e o México. Traduzindo: espere mais um filme ultra violento como o irregular Rambo de 2008.

    Bad Boys 3

    Nota divulgada pelo The Hollywood Reporter aponta que a Columbia Pictures contratou um roteirista para escrever o argumento base de um terceiro Bad Boys, franquia de filmes de ação com toques de humor surgida em 1995, e que foi a responsável por lançar Will Smith de vez ao estrelato em Hollywood. Ainda não há outros detalhes sobre trama, mas segundo a nota, a intenção é reunir todo o time original composto pelo diretor Michael Bay (Transformers), além de Smith e Martin Lawrence, seu parceiro nos dois primeiros filmes. O segundo filme custou incríveis US$ 130 milhões e arrecadou mais de US$ 270 ao redor do mundo.

    Superman em Chuck

    Oficialmente sem contrato para fazer outro filme do Superman, o ator Brandon Routh assinou contrato para fazer uma participação especial na comédia de ação, Chuck. A informação é da Enterterinment Weekly que revelou ainda que Routh fará um novo agente chamado Shaw, que servirá como uma espécie de mentor para Chuck Bartowski e ao mesmo tempo competirá com ele pela atenção da bela Sarah. Ainda não há data de estreia definida para a 3ª temporada de Chuck, mas a princípio ela ocorrerá em março de 2010.

    Novo personagem em Damages

    A 3ª temporada do thriller Damages só estreia em 2010 e mesmo sem qualquer informação sobre a trama que vem sendo matida em segredo, já se sabe que o ator Campell Scott (de Six Degrees e mais recentemente da novata Royal Pains) terá um papel importante ou como novo cliente ou arqui inimigo de Patti Hewes (Glen Close), revelou uma fonte ligada ao FX ao colunista da EW, Michael Ausiello.

    Supernatural perto do fim?

    A resposta? Do jeito que a conhecemos sim. Em declaração à Enterteinment Weekly na última semana, o criador/produtor de Supernatural, Eric Kripke disse que a série deve acabar em maio de 2010. “Construí uma história que deveria durar cinco anos e agora que chegamos nesse ponto, estou decidido a encerrá-la, o que não significa dizer que uma nova grande história não possa surgir para dar continuidade à série”, encerra ele dizendo ainda que com o fim de seu contrato também próximo, não poderia afirmar que continuaria à frente da série caso ela seja renovada pela CW para uma sexta temporada.

Vídeo: os efeitos especiais no cinema



Basicamente, para ser bom, um filme depende sobretudo de um roteiro consistente, uma direção segura e um elenco inspirado. Contudo, ao longo da história do cinema e graças à evolução tecnológica, outro elemento ganhou importância na magia que nos faz amar filmes: o efeito especial.

Com isso em mente, basta conferir o vídeo acima para notar quão grandes foram as mudanças pelas quais os efeitos especiais passaram ao longo da história do cinema e para concluir que quando usado da forma correta, esse importante elemento contribui muito para que nos envolvamos com um filme.

Meu agradecimento ao amigo Rodrigo Vasconcellos pela dica do vídeo.

V – A Batalha Final (Parte 1 do Episódio 1)

Comentário de episódio exibido pelo canal a cabo TCM no dia 28 de agosto

Que a analogia feita entre a chegada dos Visitantes à Terra e o fascismo é o elemento mais forte e importante dessa produção ninguém nega, sendo assim, coube à parte 1 do primeiro episódio* de um total de três V – A Batalha Final focar sua narrativa nas diferentes reações que a presença daquela força exerceu dentre os humanos, outro paralelo interessante com eventos de nossa história.

*Os episódios exibidos anteriormente eram na verdade um telefilme que deu origem à minissérie que por sua vez serviu de prólogo para uma série de 17 episódios.

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    Só estava fazendo meu trabalho” e “Foi isso que disseram em Nuremberg”, duas frases marcantes do episódio, reforçam na posição então colaborativa da jornalista Kristine com os Visistantes e na acusatória do Dr. Walker (que mais tarde vira alvo de uma lavagem cerebral), as nuances de um texto que não abre mão de explorar a crítica aos que fecham os olhos para uma realidade em troca de poder.

    Da mesma forma, Daniel surge representando a figura de milhares de jovens (alemães, sobretudo) que à época de um regime novo, se deixaram influenciar por uma retórica forte, mas sustentada por intenções obscuras, que em “V” significam a atração de humanos para um suposto centro médico que na verdade é fachada para experimentos e uma linha de produção que transforma seus potenciais clientes em comida.

    E como falei em colaboradores, não seria justo deixar de comentar a cena em que a mãe de Mike se diz livre e defende as ações dos Visitantes só para ouvir dele a frase mais impactante do episódio, “Você é livre até onde sua guia alcança, tente forçá-la e você se enforcará”, o que de certa forma traduz com exatidão os limites invisíveis que naquele panorama estabeleciam as relações de confiança em vigor, e que mais uma vez remetem a um reflexo do que viveram muitos dos que ajudaram ou fecharam os olhos para regimes totalitários.

    Inegavelmente bem mais acabado em termos de produção (o sobrevoo das naves sobre as cidades rendem belas passagens), esse episódio trouxe ainda cenas de ação mais convincentes e menos datadas do que as vistas anteriormente. Além disso, é inegável que ao dar espaço para desenvolver um pouco mais a figura de Juliet como uma líder pragmática, mas ainda cercada por incertezas e medos em contraste com a de Mike sempre agindo de forma mais individual, o episódio construiu também as bases para a evidente aproximação entre os dois.

    E é assim, equilibrando boas doses de ficção (fiquem atentos à gravidez da jovem Robin que renderá desdobramentos interessantes) com reflexões ainda bem atuais, que “V” prova de novo que suas virtudes continuam atemporais fazendo dela uma produção obrigatória para todos que buscam entretenimento de qualidade e que tenham algo a dizer.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

'2012' altera paisagem carioca em pôster

Para quem gosta de filme catástrofe, ‘2012’ promete ser um prato cheio a partir de 13 de novembro quando estreia mundialmente. Dirigida por Roland Emmerich, a produção explora uma antiga profecia que aponta aquele ano como o último da humanidade como conhecemos, prometendo assim, impressionar pelo menos visualmente.

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    Como já era de se supor, filmes como esse são sempre caros por dependerem quase que exclusivamente de uma quantidade enorme de efeitos especiais. Mas, se na telona a coisa parece ter ficado bem caprichada (vide o trailer), o mesmo já não dá para dizer do novo cartaz que homenageia o Brasil.


    Redentor destruído no trailer

    Reforçando a imagem de que a catástrofe a ser narrada é mesmo de escala global, o trailer já trazia uma breve e assustadora cena do Cristo Redentor ruindo. A iniciativa, claro, faz parte de uma estratégia bem pensada da Columbia para atrair o interesse do público que já está mais do que cansado de ver sempre os mesmos cenários como alvos, e até aí, nada demais. O problema é que o pôster divulgado ontem, comete um erro grosseiro ao criar um ângulo que não existe na paisagem carioca mundialmente famosa.


    À esquerda a paisagem do Photoshop e à direita a real

    Para tal constatação, basta comparar a imagem ‘photoshopada’ do pôster com a foto da paisagem real, para perceber facilmente que mostrando o Redentor lateralmente, seria impossível ver também o Pão de Açúcar (na parte direita do pôster) naquele ângulo.

    Agora, o que isso impacta na minha expectativa para ver o filme? Absolutamente nada, mas de qualquer forma achei que valia à pena dividir essa pequena curiosidade com vocês.