quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Melrose Place – Episódio Piloto

Comentário de episódio exibido no dia 8 de setembro nos EUA

Na tentativa de reforçar sua ambiciosa campanha “Tv to Talk About”, o canal americano CW estreou essa semana a releitura/continuação de Melrose Place, série que fez muito sucesso na década de 90 e era um spin-off de Beverly Hills 90210, produção que também já havia sido 'reinventada' com 90210 em 2008.

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    Centrada num grupo de moradores de um condomínio de West Hollywood, Melrose Place vende a ideia de explorar as dúvidas e dilemas de jovens em busca de afirmação pessoal e profissional. À princípio um mote interessante sobretudo pela promessa de romper com a temática extritamente teen, a nova versão de MP no entanto se revela um grande equívoco sustentado por uma narrativa preguiçosa (e nada criativa) recheada de personagens desinteressantes.

    Apresentando os jovens moradores de forma apressada e superficial, o Piloto gira em torno do misterioso assassinato de Sydney Andrews (Laura Leighton), complicada personagem da série original, que ressurge como dona do condomínio e tem relação próxima e conflituosa com alguns de seus moradores, incluindo aí a aparentemente fútil Elle, o chef Auggie (sujeito boa pinta com passado obscuro), Violet (garota com quem tem uma forte ligação) além do rebelde sem causa, David, filho do Dr. Michael Mancini (Thomas Calabro), outro personagem da primeira versão de MP que também reaparece.

    E se o ‘mistério’ inicial já soa pouco atraente logo de cara por conta da tentativa rasteira e até certo ponto óbvia de criar implicações para pelo menos três personagens (Elle, Auggie e Violet, que inclusive guarda uma relação próxima com a vítima), as demais subtramas tampouco ajudam a salvar o barco de um naufrágio iminente.

    Nesse contexto, tanto o romance do casal Jonah e Riley (absurdamente esvaziado na contraditória motivação do ‘sim’ dela ao pedido de casamento feito por ele), quanto a construção do dilema da aspirante a médica, Lauren Yung, ou a solução de Elle para afogar as mágoas (se pegar com outra mulher), se perdem num emaranhado de situações exageradamente clichês e nada envolventes.

    Tv to Talk About”, dona CW? Se depender de Melrose Place, só se for para falar mal.

O Símbolo Perdido – O novo livro de Dan Brown

Um Harry Potter para adultos. É assim que o Washington Post define a obra do escritor americano Dan Brown, cujo trabalho mais recente, O Símbolo Perdido (The Lost Symbol no original), chega às livrarias dos EUA e do Canadá no próximo dia 15 com uma incrível tiragem inicial de mais de 5 milhões de exemplares.

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    Tirando o fato de ser uma sequência indireta para O Código Da Vinci e colocar os misteriosos maçons na mistura, pouco se sabe sobre a trama do livro que traz o simbologista Robert Langdon novamente no centro de uma trama de conspiração que dessa vez acontece dentro de 12 horas na capital americana, Washington.

    O site da edição brasileira do livro (cujo lançamento ocorrerá em 4 de dezembro), está cheio de dicas e curiosidades sobre os bastidores da produção, e é um prato cheio para quem é fã das obras de Brown, que como destaca a matéria assinada por Monica Hesse e David Montgomery, é hoje um dos autores mais lidos (e ricos) do mundo, mas também pouco respeitado no meio literário onde seu estilo é considerado medíocre.

    Medíocre ou não, duas coisas são inegáveis quando se fala de Brown: 1) seu trabalho contribuiu muito para o aumento do turismo em torno dos monumentos e obras que aparecem em seus livros. 2) a prosa dos livros do cara pode até ser rasteira, mas diverte com seu ritmo acelerado quase sempre beneficiado por capítulos curtinhos que se encerram com bons ganchos, além das conspirações baseadas em elementos reais e reviravoltas a todo instante.

    Com isso em mente, pergunto: você pretende ler O Símbolo Perdido?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Séries sci fi que você não pode perder nessa temporada.

Com a temporada 2009/2010 de séries oficialmente iniciada, o Popular Mechanics deu destaque à seis produções de temática sci fi que você não pode perder. Quais são elas? Fringe, Heroes (ok, essa na verdade você deve pode perder sem medo :p), FlashForward, Dollhouse (vale dar uma segunda chance?), V e, claro, Lost. Veja o que a matéria assinada pela dupla Erin McCarthy e Carl Davis diz sobre cada uma delas.

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    Fringe - 2ª temporada - Estreia no dia 17 de setembro na FOX

    O final da 1ª temporada de Fringe mostrou a agente do FBI, Olivia Dunham transportada para uma dimensão paralela onde conheceu o misterioso CEO da Massive Dynamic, william Bell – uma dimensão onde John Kennedy continuou vivo e onde as Torres Gêmeas ainda estavam de pé. O produtor executivo, Roberto Orci, diz que aquela realidade representa ‘a estrada que não foi tomada’. E do que Anna torv (que faz Olivia) tem a dizer, aquela realidade guarda revelações importantes para a agente do FBI. “O que é dito a ela no período em que esteve no universo paralelo lhe dará um grande estalo, diz a atriz. “Penso que a temporada passada foi sobre se tornar consciente do fato de que havia algum tipo de inimigo. Nessa temporada, todos estão mais proativos e a trama se concentra em revelar a verdade.” Uma coisa é certa: a segunda temporada terá muita ciência para ser confrontada: “Acho que estamos tentando borrar a linha que separa o sobrenatural da ciência”, diz Orci. “Se você visita os grandes sites dedicados ao tema, verá que os artigos escritos hoje eram considerados ficção científica cinco anos atrás.


    Heroes - 4ª temporada – Estreia no dia 21 de setembro na NBC

    A série criada por Tim Kring já teve seus altos e baixos desde a estreia em 2006, em parte por conta da greve dos roteirista que mutilou a segunda temporada que acabou tendo apenas 11 em vez de 24 episódios, e do distanciamento dos episódios antes centrados nos personagens que tornaram a primeira temporada tão popular. Querido pelos fãs, o roteirista e produtor Bryan Fuller voltou à série na segunda metade da 3ª temporada (Fugitivos) e ajudou a preparar o terreno para o quarto ano antes de deixar a produção definitivamente. Os chocantes eventos do final da temporada passada que mostraram a morte de Nathan Petrelli cuja mente foi então inserida no corpo do vilão Sylar pelo telepata Matt Parkman, realmente sacudiu o status quo de Heroes. A 4ª temporada (Redenção), continua a história seis semanas depois daqueles eventos com todos os personagens principais dando sequências às suas vidas: Peter vira um paramédico, Claire começou a faculdade, Nathan está aprendendo mais sobre suas ‘novas’ habilidades, Parkman está torturado pelas visões de Sylar por conta da transferência feita e Hiro está morrendo. As coisas ficarão ainda mais confusas quando um grupo liderado pelo misterioso Samuel (Robert Knepper, o T-Bag de Prison Break) chegar à cidade na companhia de várias figuras estranhas como uma mulher tatuada, um viajante do tempo e um jogador de facas interpretado por Ray Park, o Darth Maul do episódio 1 de Star Wars.


    FlashForward - 1ª temporada – Estreia em 24 de setembro na ABC

    “Estamos tentando escrever essa série para dois tipos de público: aquele que assiste Lost e aquele que assiste Grey’s Anatomy”, contou o produtor executivo Marc Guggenheim ao Popular Mechanics sobre FlashForward. A série – que gira em torno de um misterioso evento que provoca um grande apagão nas pessoa do mundo todo que ganham visões de suas vidas seis meses no futuro – tem atualmente 13 episódios encomendados pela ABC, que dependendo do sucesso da série, expandirá a encomenda para 24 episódios. FF terá um mix de elementos serializados e histórias isoladas, e tal qual Lost, o público verá tanto flashforwards quanto flashbacks das vidas dos personagens. Mas a grande similaridade a Lost fica mesmo por conta de seus temas centrais: qual a natureza do destino? “Existe mesmo essa coisa de destino”, pergunta Guggenheim. “Se sim, somos prisioneiros dele ou podemos tentar mudá-lo? Dentre os personagens da série, há aqueles que tentarão lutar contra ele, outros que farão de tudo para que ele se confirme enquanto outros viverão sob a negação.”


    Dollhouse - 2ª temporada – Estreia em 25 de setembro na FOX

    Joss Whedon é um queridinho dos fãs e ele sabe que foi por causa deles que sua mais recente criação não teve o mesmo destino de Firefly, sua série de ficção que acabou cancelada após a exibição de 11 episódios. Usando um conceito que mescla As Panteras com Matrix, a sequência de bons episódios que encerrou a primeira temporada, deu a Whedon e companhia a chance de fortalecer as bases da 2ª temporada que explorará os mistérios e expandirá a mitologia da Dollhouse. O destino da série está nas mãos dos fãs, que agora tem a certeza que Echo e as demais dolls passarão por mais processos pseudo científicos que apagam suas memórias tornando-as seja lá o que seus clientes quiserem ao passo que tentam descobrir quem elas realmente são.


    V - 1ª temporada – Estreia em 3 de novembro na ABC

    No tão comentado remake da minissérie de 1983, aliens que se identificam como Visitantes – Vs no diminutivo – chegam à Terra em busca de água e minerais essenciais para sua sobrevivência antes que partam de volta para seu lar. Em troca da ajuda, os aliens prometem dividir sua tecnologia avançada. À medida em que alguns abraçam a promessa dos Vs, outros duvidam das criaturas cuja chegada pode nem ser tão recente assim no planeta Terra como eles fazem as pessoas acreditar. O plano final deles é incerto, mas o episódio Piloto dessa série é bom o bastante para que fiquemos de olho quando ela estrear em novembro.


    Lost – 6ª temporada – Estreia no início de 2010

    Tudo bem que Lost só estreia em 2010, mas estamos tão empolgados para ver a última temporada da série que precisavamos incluí-la nessa lista. O painel da série na Comic Con desse ano – que mostrou um comercial da Mr. Clucks onde Hurley aparece dizendo que só teve sorte depois de ganhar na loteria, e Kate no programa “Os Mais Procurados”onde se revela que ela matou o assistente de seu pai e não o próprio – deu indícios que a detonação da Jughead pode realmente ter provocado um reboot na história. Os astros da série tem dúvidas sobre a possibilidade de um reboot – Jorge Garcia que faz Hurley, chegou até a dizer aos produtores executivos Damon Lindelof e Carlton Cuse que reescrever a história seria uma ‘grande trapaça’. Josh Holloway, que faz Sawyer, disse o seguinte sobre a última temporada: “As coisas finalmente talvez farão sentido”, disse ele ao Popular Mechanics. “Ficarei triste de vê-la se encerrando, mas será mágico.”


E aí, concorda com a lista feita pelo Popular Mechanics?

V – A Batalha Final (Parte 2 do Episódio 1)

Comentário de episódio exibido pelo canal a cabo TCM no dia 4 de setembro

Elenour Dupre e Kristine Walsh. Duas ambiciosas colaboradoras, duas reações diferentes frente à descoberta da real natureza e intenções dos Visitantes. Enquanto a primeira fecha os olhos motivada por interesses pessoais (leia-se acesso aos novos e altos escalões sociais estabelecidos), a segunda joga a carreira (e a vida) para o alto quando troca a chance de se estabelecer como porta voz dos Visitantes pela oportunidade de apoiar a causa da resistência.

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    Aliada às boas sequências de ação, é inegável que as partes mais empolgantes dessa conclusão do episódio 1 de “V- A Batalha Final" concentram-se na execução do ataque (em partes) bem sucedido da Resistência ao Centro Médico visando expôr o líder dos Visitantes. Contudo, não dá para ignorar também a curta, mas importante discussão ética e moral que se seguiu em torno da continuidade da gravidez indesejada de Robin, fato que serve tanto para provar (de novo) como a série ainda é atual nos debates que promove, quanto para criar um mistério interessante a respeito da biologia que envolvia aquela bizarra gestação.

    Igualmente interessantes, foram os desenvolvimentos relacionados à colaboração entre humanos e os Visitantes rebeldes liderados por Martin, traçando assim mais um curioso paralelo da produção com eventos históricos semelhantes ligados àqueles que se opunham a determinados regimes e aos falsos discursos travestidos de pacifistas e libertários.

    Mas foi mesmo na captura de Juliet no final do episódio que se desenhou o panorama mais importante da trama até aqui: até que ponto a personalidade e a crença forte de um líder, resiste às manipulações de uma lavagem cerebral?

    Outras observações:

    - Muito interessante o relacionamento entre o “V” Willie e a humana Harmony, que pouco antes de descobrir a real forma dele, confidencia seu desejo de se aproximar ainda mais daquele que se diz o último recurso na escala de importância dos Visitantes.
    - Curioso ver os contrastes entre Mike e Juliet. Equanto ele age de forma mais intempestiva e até certo ponto egoísta, ela mostra destemor em agir pensando no grupo ainda que esteja cercada de incertezas.
    - Antes apenas sugerido, o conflito entre Diana e Steve fica explícito nas acusações dela frente à falta de rigor do responsável pela segurança o que serve para evidenciar o ponto fraco dos Visitantes: sua falta de coesão.
    - Impagável a cena que mostra o padreAndrew e a Sra, Ruby mandando bala nos Visitantes, não?
    - E Daniel, hein? É ou não é aquele típico personagem feito para ser odiado sempre que aparece?

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

“2012 - Onda Zero” - A 1ª websérie brasileira de Sci Fi

Não é novidade para ninguém que a quase esmagadora maioria das produções brasileiras de séries e filmes se concentra em comédias ou policiais. Difícil tentar entender o porquê disso, mas é fato que todos os demais gêneros quase nunca tem espaço ou são considerados na hora de se tocar um projeto. Dessa forma, fiquei surpreso quando recebi o release de “2012 - Onda Zero”, primeira produção inteiramente brasileira de ficção científica.

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    Lançada em agosto pela Kilmerson Produções exclusivamente na internet, “2012 – Onda Zero” é uma websérie de 10 episódios com 7 minutos de duração cada, que gira em torno de um jovem perturbado por estranhas visões que o envolvem num clima de constante paranóia e pânico e o levam a se afastar de todos ao seu redor.

    Já disponível no hotsite da websérie, o primeiro episódio de "2012 – Onda Zero" constrói o clima de suspense que será explorado na trama e dá mostras de que é uma produção muito bem feita. Além disso, beneficiada pela curiosidade que o tema desperta, a websérie tem tudo para atrair o interesse de quem adora uma boa ficção científica.

    Fica aí portanto a dica. Se você faz parte desse time, dê uma passada por lá e prestigie a produção. Quem sabe ela não será a primeira de muitas iniciativas parecidas, não é mesmo? Eu já estou na torcida.

    Meu agradecimento ao Cristiano Carlos Nascimento pela excelente dica.

Universal Channel comemora cinco anos no ar

Celebrando seus cinco anos de vida, O Universal Channel estreia na próxima semana um novo e belíssimo pacote gráfico tanto no site quanto nas vinhetas. Além disso, entra no ar a campanha “Acredite”, uma iniciativa promocional que usa os personagens das séries exibidas pelo canal para falar de valores por vezes tão esquecidos atualmente.

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    Um dos vídeos da campanha “Acredite”

    Considerado um dos caçulas na turma dos canais a cabo do Brasil, o Universal Channel vem dando mostras de que está realmente disposto a consolidar sua posição de #1 no Ibope dentre os canais especializados em séries e filmes. Uma mostra disso vem da recente confirmação de que a aguardada 6ª temporada de House (a série mais vista na tv a cabo brasileira), estreia já no dia 22 de outubro no Brasil, um mês depois, portanto, da estreia na tv americana.

    Com essa iniciativa, o Universal Channel não só acena a bandeirinha do respeito pelo assinante, como também prova que a defasagem da exibição em relação às estreias originais não precisa ser tão exagerada como ocorre com a imensa maioria das séries exibidas pelos canais concorrentes.

    Como fã de séries, que sou, fico desde já na torcida para que as ações do canal inspirem uma mudança de atitude da concorrência que tanto maltrata os assinantes. Como já cantavam Tom e Vinícius, “Ah, Se Todos Fossem Iguais a Você.” Parabéns Universal Channel pelos cinco anos de vida.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Fringe – Review do episódio de estreia da 2ª temporada

Review antecipada do episódio 2x01 “A New Day in the Old Town
com exibição programada para o dia 17 de setembro nos EUA.


Por Jace do Televisionary

Tive oportunidade de assistir a fantástica e empolgante estreia da 2ª temporada de Fringe ("A New Day in the Old Town"), que apresenta uma nova e intrigante direção à série e força seus protagonistas a assumirem um papel mais proativo na ação.

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    Embora eu não vá comentar muito sobre as várias viradas na trama (e há algumas particularmente surpreendentes além de uma que achei precipitada), posso dizer que a sequência de abertura desse episódio de estreia da temporada deve ser uma dos melhores - se não a melhor -, na curta história de Fringe. Há um momento chocante que não só faz o telespectador lembrar quão assustadora e aterrorizante a série pode ser, mas também nos suga de volta a esse sombrio mundo onde qualquer coisa é possível.

    Essa ação envolve Olivia Dunham e o que acontece nela é ao mesmo tempo chocante, empolgante e um tanto quanto aterrorizante. Essa sequência também serve para trazer os Bishops de volta ao centro das atenções à medida em que Walter e Peter são chamados para investigar uma estranha anomalia e acabam cruzando com a curiosa agente novata do FBI, Jessup, personagem claramente introduzida para ser o ponto de ligação substituto de Charlie Francis entre a Divisão Fringe e o FBI. (Que fique claro no entanto que Kirk Acevedo, aparece nesse episódio de estreia da temporada e desempenha um papel fundamental.)

    Embora ainda não tenha me simpatizado com a personagem Jessup (falta charisma à ela nessa pimeira participação), ela serve não apenas para sacudir as coisas com os membros da Divisão Fringe, mas também para apontar algumas perguntas que novos fãs da série podem ter sobre o que se passa ou relembrar os fãs mais antigos que podem estar com a memória enferrujada. (Para os que se lembram bem do que a Divisão Fringe faz e quem são aqueles personagens, essas cenas soam um pouco expositivas demais.)

    Quem ficou curioso para saber o que aconteceu exatamente naquele outro universo paralelo onde Olivia encontrou William Bell vai ter que esperar um pouco mais para saber a verdade, já que os produtores sabiamente decidiram manter os acontecimentos daquela cena um mistério a ser desvendado em outro momento. Dito isso, fica óbvio que algo importante aconteceu entre Olivia e William e que a conversa dos dois será um ponto importante para a segunda temporada.

    Já sobre Peter, que foi criticado por muitos por ser reativo e tangencial demais à trama da primeira temporada, aparece num papel mais proativo nesse primeiro episódio, espertamente mudando o papel que a Divisão Fringe ganha investigando o padrão e salvando a pele de ninguém menos que Philip Broyles. Não vou dizer qual é o problema no qual Broyles se mete, mas direi que ele afeta a existência do time e que isso vai levar Peter a livrar Broyles de um grande problema. (Por falar em Broyles, fiquem de olho numa virada de trama interessante envolvendo o personagem.)

    Adicionalmente, os roteiristas estão ajustando o foco que antes se concentrava na dinâmica interpessoal dos membros da Divisão Fringe e apontando para seus passados. A história introduzida na primeira temporada sobre Peter Bishop não ser o Peter de seu universo continua importante e central além de estar mais viva na mente de Walter. Como isso vai se desenrolar ainda é um mistério, mas há um desenvolvimento tocante nas mini revelações que ocorrem na mente de Walter sem que Peter saiba.

    Infelizmnte, Astrid continua parecendo ter pouco a fazer e torço para que isso mude à medida em que a temporada evolua. Mais uma vez ela fica reduzida a ajudar no laboratório e a atuar como espécie de babá de Walter, sendo assim, espero que os roteiristas desenvolvam a personagem e dêem a ela mais espaço.

    De uma forma geral, o episódio de estreia da 2ª temporada de Fringe oferece uma jornada hipnótica de volta ao conturbado mundo da Divisão Fringe ao mesmo tempo em que altera de forma habilidosa o padrão dessa intrigante série de formas inesperadas e gratificantes. Mal posso esperar para ver o que virá a seguir.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Código Tarantino


Quentin Tarantino. Para uns, gênio, para outros apenas um diretor superestimado. Seja lá qual for sua opinião sobre o cara, uma coisa não dá para negar: de uma forma ou de outra, mesmo diferentes entre si, seus filmes sempre guardam semelhanças curiosas e funcionam como grandes homenagens ao cinema e à cultura pop de uma maneira geral.

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    Considerando esse panorama, muita gente enxerga no estilo do diretor, uma fórmula, ou como explora esse curta brasileiro de 2006 protagonizado por Selton Mello e Seu Jorge, um código. A produção - chamada Tarantino's Mind -, obviamente não se leva a sério, mas com sacadas ótimas, de fato faz uma leitura interessante sobre o método de trabalho do diretor por trás de Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Kill Bill e do mais recente e ainda inédito no Brasil, Bastardos Inglórios.

    E você, acha Tarantino um gênio como o personagem de Selton Mello?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Vem aí 'Three Rivers', uma (nova) série médica igual, mas diferente



House, Grey's Anatomy, Private Practice, Nip/Tuck e Scrubs. Como se as opções de séries médicas já não fossem muitas, a temporada 2009/2010 trará ainda outras 3 produções que explorarão esse aparentemente infindável filão. Uma delas é Three Rivers, série que promete acabar com o estoque de lenços de quem não dispensa um bom drama contando histórias passadas num hospital especializado em transplantes.

Leia mais e veja um promo extendido

    Se a série vai vingar ainda é prematuro para dizer, mas julgando pelo promo, o prognóstico parece bem favorável, ainda mais se considerarmos que ela vai estrear no Brasil via Universal Channel já no dia 28 de outubro, menos de 1 mês portanto, depois da estreia na tv americana, o que é um fato raro em se tratando de séries novatas.


    E aí, pretende dar uma chance à série?

True Blood – 2x11 “Frenzy”

Comentário de episódio exibido no dia 30 de agosto nos EUA


Se tratando de penúltimo episódio de temporada, “Frenzy” ficou longe de ser empolgante, mas para ser justo, tem méritos. Construindo expectativas para um final que só será exibido na tv americana no dia 13 de setembro*, a narrativa ficou concentrada basicamente em duas frentes: revelar afinal, o que é a mênade Maryann e como ela foi parar em Bon Temps, e mostrar os esforços de humanos e vampiros para derrotá-la. (Quase) Tudo muito bom, mas o que realmente fez esse episódio valer à pena foi a introdução da linda e sarcástica rainha dos vampiros, Sophie Anne, personagem da não menos bela Rachel Evan Wood.

* O atraso de 1 semana na exibição do episódio final da 2ª temporada foi causado pelo feriado do dia do trabalho que este ano, será celebrado no dia 7 de setembro nos EUA.

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    Tudo bem que ainda não é hora de fazer balanço da temporada, mas depois de criar um arco empolgante na trama desenvolvida em Dallas, a falta de fôlego ficou notória quando tudo se focou exclusivamente na trama de Maryann, que perto do fim, deixa a impressão de não ter rendido o que poderia (ou deveria). Sobre esse esvaziamento aliás, credito sobretudo a péssima ideia de transformar os fiéis seguidores da mênade (leia-se 99% dos personagens secundários de Bon Temps) em uma espécie de zumbis com retardo mental, o que por tabela diminuiu o impacto recorrente de vermos uma cidade dominada pelos encantos de um ser sobrenatural como ela.

    E se a trama da mênade não convenceu, pelo menos tivemos uma explicação satisfatória sobre o que ela é através das palavras da rainha Sophie (mais sobre ela daqui a pouco). Assim, ao associar a chegada de Maryann a Bon Temps com aquele bizarro ritual ao qual Tara se submeteu ainda na 1ª temporada, pudemos entender porque a Sra. Jeanette foi morta e porque Tara ganhou tanta atenção dela, já que consumida pelo ódio, a melhor amiga de Sookie funcionou como o catalisador perfeito para um ser que se alimenta exatamente desse tipo de sentimento.

    E como falei em objeto de desejo de Maryann, não dá para ignorar Sam revelando sua natureza para Jason (ainda bancando o Rambo caipira) e Andy, que diga-se, é agora uma figura muito mais equilibrada e complexa do que aquele de antes, o que por sinal pode significar uma coisa: se passamos a nos importar com um personagem que antes era só um ‘mala’, logo seu fim pode estar próximo. Será?

    Ainda sobre Sam, interessante notar a evolução pela qual o personagem passou ao longo da trama até aqui. De alguém que tinha ojeriza por vampiros a alguém que passou a respeitar um deles (Bill) e a buscar a ajuda de outro (Eric), muita coisa mudou para o dono do Merlottes. Dessa forma, Sam chega ao final de temporada carregando nas costas o peso de ser o centro do conflito estabelecido, e assim, como fã do personagem torço muito para que seu desfecho não signifique sacrifício e consequente desligamento da série.

    Agora, voltando a falar da rainha Sophie Anne, me parece inegável que sua personagem tenha sido o grande trunfo dessa reta final. Já à vontade no papel, a bela Evan Rachel Wood chegou roubando a cena e provando que sua participação na já confirmada terceira temporada da série tende a ser das mais impactantes e importantes. Em “Frenzy”, suas frases e tiradas provocativas serviram não só para provar que os grandes personagens da série são mesmo femininos, mas também para acrescentar um tempero a mais na crescente guerra fria estabelecida entre Eric e Bill por causa de Sookie, um conflito que aliás, deve ser muito mais explorado no terceiro ano da produção.

    Com menos humor que o de costume, mas bem movimentado, “Frenzy” não foi um episódio perfeito, mas ao amarrar bem as pontas soltas jogadas até aqui, deixou com a cena do (na falta de uma definição melhor) ‘ninho do mal’, um gancho interessante para o encerramento da temporada que consolidou True Blood como uma das séries mais divertidas e populares da atualidade.

    Outras observações:
    - Irremediavelmente mal amada, Maxine adiciou um elemento novo para a boa subtrama do envolvimento de Hoyt e Jessica ao lançar verdades incovenientes para o filho que fatalmente voltará correndo para os braços da jovem vampira que não leva desaforo para casa.
    - Que os vampiros se deslocavam com extrema rapidez nós já sabíamos, mas que eles (ou pelo menos alguns deles) podem voar é novidade, não? Que outras surpresas ainda estariam reservadas?
    - Paixonite aguda por um personagem apagado. So isso explica o fato de Tara ter deixado (temporariamente, espero eu) a lista de personagens mais interessantes da série. Queremos aquela Tara irresistivelmente irrascível de volta. Die Eggs!
    - E o Lafa, hein? Como explicar o fato dele também ter sido enfeitiçado por Maryann se não pelo trauma ainda vivo em sua memória? Aliás, será que ainda vai dar tempo disso ser reexplorado no último episódio?
    - Tudo bem que cenas grotescas e bizarras fazem parte da série há tempos, mas bem que podíam ter nos poupado de ver o sherife Dearborne dançando de cuecas, não? :p