Leia mais...
Assim, cercado de expectativas, esse 2º ano começa com uma missão e tanto: consolidar de vez a mitologia da série e estabelecê-la como uma produção com identidade própria, tarefa que este ótimo “A New Day in the Old Town” cumpre com louvor abrindo as portas para uma temporada que promete ser mais consistente (e mais divertida) que a anterior.
Postergando de forma inteligente a revelação do que Olivia e William Bell conversaram em pleno World Trade Center – que na realidade alternativa escancarada no final da 1ª temporada permanece de pé -, o roteiro escrito por J.J. Abrams e Alex Kurtzman Akiva Goldsman privilegia a divertida tentativa de Walter Bishop (o ótimo John Noble) em se aproximar um pouco mais de Peter e dá foco principalmente no desenvolvimento de uma tensão que mostra Olivia Dunham (Anna Torv, mais segura no papel, diga-se) confusa depois de retornar à nossa realidade sem se lembrar exatamente do que aconteceu, e a Divisão Fringe prestes a ser fechada.
Nesse cenário, conhecemos de forma breve, mas coerente, Amy Jessup, agente do FBI cuja curiosidade com o estranho acidente envolvendo o retorno de Olivia, catalisa uma atitude mais proativa em Peter, que além de contribuir decisivamente para a segurança de Olivia (ameaçada pelo soldado transmorfo), acaba garantindo, graças ao artefato recuperado, a continuidade da Divisão aliderada pelo sempre misterioso Philip Broyles.
Sobre Broyles aliás, interessante ver uma nova nuance de sua relação com Nina Sharp, que surge apontando que a influência da Massive Dynamics no poder tem limites, o que por tabela abre novas e boas possibilidades para os próximos episódios. E por falar neles, destaco pelo menos duas situações que serão aguardadas por mim: 1) a revelação do grande articulador do mundo alternativo/paralelo que vê em Olivia uma ameaça perigosa, e, 2) descobrir as surpresas que o contato de Olivia com William Bell guarda.
E você, o que achou desse retorno de Fringe?
Outras observações:
- Curioso como J.J. adora colocar referências bíblicas no que escreve, não? Nesse episódio, a cena que mostra a agente Amy catalogando as investigações da Divisão Fringe sugere que alguns dos fenômenos vistos na série teriam sido citados no livro sagrado. Será que a série vai explorar isso?
- Duas homenagens a Arquivo X nesse episódio: a primeira logo início quando vemos Mulder e Scully na tv do apartamento invadido pelo soldado transmorfo, e a segunda quando um senador comenta que as investigações coordenadas por Broyles eram uma “indulgência no orçamento federal”, assim como eram a da antiga Divisão X, que obviamente é uma referência àquela da série de Chris Carter.
- E o Observador, viu quando ele apareceu?
- O que foi aquela cena no finalzinho do episódio na qual Peter é recepcionado por Walter, Astrid e a vaca(!) usando chapeuzinho de festa infantil, hein?
- Depois de tanta especulação em torno da saída ou não de Kirk Acevedo da série, foi interessante ver que a solução do roteiro que mantém seu personagem de uma forma diferente dando a ele um papel teoricamente até mais importante que a do falecido agente.




























