sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Trailer oficial de Toy Story 3



Tá aí o trailer oficial de Toy Story 3, simplesmente um dos filmes mais esperados por mim para 2010.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

DEXTER - Comentários do episódio 4x02




Ep. 4x02 "Remains to be Seen" (exibido no dia 04/10/09 nos EUA)

Exausto, porém satisfeitíssimo. Foi assim que me senti quando “Remains to be Seen” chegou ao fim depois de proporcionar um exercício narrativo que expandiu para outro nível a estafa física e mental de Dexter que já fora indicada no episódio de estreia dessa 4ª temporada.

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    Dando imediata continuidade à cena que mostrava Dexter se acidentando quando retornava de seu ‘trabalho’ com Benny, o episódio investe na tensão de – mais uma vez – criar uma ameaça ao segredo do protagonista, que agora como pai de família, tem muito mais a perder. E tudo bem que lá no fundo já soubessemos que nada de mais aconteceria com o personagem à essa altura, mas com seu esgotamento tomando conta, era natural se prender àquela situação.

    Sendo assim, com o desespero de Dexter para localizar a prova de seu crime (os restos de sua mais recente vítima), as aparições mais frequentes de Harry nesse episódio serviram tanto para apontar um caminho de que o código mesmo subvertido não dá margem à indisciplinas ou desculpas, quanto para evidenciar o superego do protagonista sempre de forma sutil.

    Aspectos psicológicos à parte, “Remais to be Seen” dedicou também espaço para tensões sexuais entre Angel e LaGuerta, bem como para Lundy e Debra, que balançada pelo retorno do agora aposentado agente do FBI a Miami, eventualmente acabará colocando Anton para escanteio. Mas se isso não é importante (e no fim não é mesmo, penso), o mesmo já não se pode dizer da crescente e cuidadosa introdução do modus operandi do Trinity Killer feito por John Lithgow na busca de sua nova vítima.

    Cadenciada no ritmo, mas nem por isso desinteressante (longe disso, aliás), é sempre curioso para mim perceber que estruturalmente as temporadas de Dexter se mantém iguais ainda que com esperadas variações. Há sempre uma natural preparação de terreno no início, peças sendo lançadas aqui e ali, um antagonista sempre diferente e não menos marcante, uma ameaça para Dexter em contínuo processo de descoberta e por aí vai até culminar no arco final que traz confronto, reavaliações, aprendizado, e para nós que assistimos, diversão de qualidade.

    Que surpresas nos aguardam nessa 4ª temporada de Dexter? Não faço a menor ideia, mas tô louco para descobrir, e vocês?

terça-feira, 6 de outubro de 2009

HOUSE – Comentários dos episódios 6x03 e 6x04

Ep. 6x03 “Epic Fail” (exibido no dia 28/09/09 nos EUA)

Longe de atingir o altíssimo nível da estreia da temporada, “Epic Fail” no entanto foi consistente na transição e na proposta de provar que House está resgatando elementos mais tradicionais à medida em que evolui explorando novas nuances pela perspectiva de seu protagonista ainda mais afiado no sarcasmo e na ironia.

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    Praticamente centrado nos equívocos monumentais de Foreman à frente do departamento de diagnósticos e sua conflituosa relação pessoal e profissional com a 13, “Epic Fail” tem como grande acerto o fato de ter relegado House (divertido em sua busca de um novo vício através da culinária) à posição de coadjuvante de luxo na periferia das ações principais de um jeito bastante criativo. Assim, ao reintroduzí-lo indiretamente na resolução do caso da semana de forma decisiva, a série levanta aos olhos do personagem um interessante dilema: aquilo que ele mais ama e sabe fazer é também o que o consome e o desestabiliza.

    Ep. 6x04 “The Tyrant” (exibido no dia 05/10/09 nos EUA)

    Reforçando a ideia de que os bons tempos da série parecem estar efetivamente de volta (teve até reunião da equipe original de diagnósticos), “The Tyrant” foi um episódio sobre dilemas. O de Foreman tendo que admitir mais uma vez que não é House e depende dele, e o de Chase (finalmente de volta à ativa na trama ao lado de Cameron) agindo sob o lema dos fins que justificam os meios.

    Contando com a ilustríssima e ótima presença de James Earl Jones (a voz de Darh Vader) no papel de um ditador sanguinário que vira paciente, “The Tyrant” coloca sob a ótica do até então sempre certinho Chase, a discussão sobre a validade de se fazer a coisa certa pelos caminhos errados. Uma discussão aliás, que encontra reflexos também na atitude de House com o implicante vizinho de Wilson.

    Difícil imaginar à essa altura que desdobramentos as ações de Chase terão tanto em seu relacionamento com Cameron quanto com Foreman (que de certa forma virou refém daquela controversa decisão), mas com House voltando progressivamente ao centro dos casos, não é exagero imaginar que os próximos episódios prometem grandes viradas.

FLASHFORWARD - Comentários do episódio 1x02



Ep. 1x02 “White to Play” (exibido no dia 01/10/09 nos EUA)

Para quem começou a acompanhar FlashForward sem saber que o planejamento de seus produtores considera quatro temporadas, a impressão mais forte deve ser a de que o mistério central será resolvido amanhã, tamanha a urgência com que determinados elementos da trama tem sido introduzidos e desenvolvidos.

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    Obviamente, à medida em que essa curiosa trama de proporções globais cresce, as dúvidas surgem numa frequência maior que as eventuais respostas, o que é natural, ainda que a pergunta central (o que e por que aquilo aconteceu?) essencialmente permaneça a mesma ‘apenas’ ganhando perspectivas novas e diferentes.

    Ao focar os primeiros passos da investigação que pode e deve responder o grande mistério por trás dessa história (fenômeno sobrenatural? Conspiração? Um grande devaneio coletivo?) , “White to Play” dá uma dimensão exata da complexa rede de informações que se forma com o tal Mosaico e as implicações que o cruzamento desses dados provocarão.

    E se a narrativa prova que a série tem gás para nos envolver, quer seja pelo simples mistério que a move ou pelas reações de seus personagens frente à certeza (ou falta dela) de um futuro que se desenha perfeito ou sombrio, há também um ponto de demérito que em menor escala a sabota: a insistência em ser expositiva demais nos lembrando e relembrando a todo instante o que determinado personagem viu em seu flash.

    Se o fôlego criativo da série será de maratonista ou de velocista, só o tempo dirá, mas independente das comparações narrativas, FlashForward já se vale de um artifício poderoso de Lost, que é a capacidade de nos fazer pensar sobre a trama e teorizar sobre o que se vê, sem querer fabricar respostas óbvias e fechadas, o que diga-se de passagem, é mais que suficiente para me manter preso à série. Alguém comigo?

FRINGE - Comentários dos episódios 2x02 e 2x03



Ep. 2x02 “Night of Desirable Objects” (exibido em 24/09/09 nos EUA)

Depois da ótima estreia da temporada, um (pequeno) balde de água fria. Perdido entre desenvolver a mitologia da série de forma orgânica e se focar num típico ‘monstro da semana’ (a la Arquivo X), “Night of Desirable Objects” diminuiu o ritmo com uma história lenta e até certo ponto desinteressante com gostinho de ‘já vi isso antes em outro lugar’.

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    De mais significativo do episódio portanto, ficou a dica nas palavras de Sam, o misterioso mentor indicado por Nina Sharp para ajudar Olivia, de que os deslocamentos entre os universos retratados no arco central da série podem ser responsáveis por provocar severos efeitos colaterais tanto físicos quanto psicológicos. Isso claro, explicaria o estado da agente Dunham e por tabela, implicaria num maior entendimento acerca do comportamento de Walter Bishop por exemplo, que no final das contas pode nem ser assim tão louco quanto parece.

    Dito isso, a impressão que ficou desse episódio, é que os roteiristas da série resolveram frear de forma proposital (?) a cadência desse início de temporada como se nos preparassem para novos e impactantes desdobramentos, o que aliás, aconteceu já no terceiro episódio.

    Ep. 2x03 “Fracture” (exibido em 01/10/09 nos EUA)

    Focado num maior desenvolvimento de personagens (a ida de Peter ao Iraque permitiu que conhecessemos um pouco mais de seu passado) e sobretudo na luta de Olivia para recuperar se não a memória, pelo menos seu equilíbrio físico, “Fracture” foi bem superior ao episódio que o antecedeu.

    Explorando um caso bem mais interessante (e que abertura foi aquela, não?), esse terceiro episódio da temporada teve como grande mérito o fato de ter amarrado um evento aparentemente isolado (homens cujos corpos funcionavam como bombas) à mitologia da série de uma forma genuinamente instigante e por que não dizer, inesperada.

    Sólido em sua execução e bem mais envolvente, “Fracture” montou um cenário que parecia nos levar por um caminho, mas terminou em outro. Assim, além de mostrar o trio de protagonistas numa posição central para os rumos da anunciada guerra entre os universos, o episódio trouxe com seu surpreendente final, a indicação de que há implicações ainda mairores envolvendo o papel do Observador na trama, que passa de mistério periférico a central levantando as perguntas: de que lado ele está? O que ele representa? E por que seu foco em Walter?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

As estreias de ‘Hung’ e ‘The Secret Life of the American Teenager’ no Brasil



Sendo bem objetivo, à primeira vista não há absolutamente nada de extraordinário em Hung (termo que significa 'bem dotado' numa tradução livre), comédia adulta estrelada por Thomas Jane que estreou no último sábado (03/10) no Brasil via HBO. Dito isso, tampouco pode se dizer que ela não tenha lá sua graça ao mostrar os percalços de um quarentão boa pinta que carregando o peso de ter se tornado um loser, parte em busca de uma segunda chance através de um caminho nada ortodoxo: virar ‘garoto’ de programa por conta de seu dote.

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    Divertida, Hung no entanto dificilmente será uma série que vá durar várias temporadas, ainda que já tenha garantido mais uma pela HBO americana dada a boa receptividade que teve. A razão disso aliás, já pode ser entendida pelo primeiro episódio, que transforma a série numa boa surpresa exatamente por subverter elementos que geralmente se esperam de tramas com uma temática tão singular. Aliado a isso, Thomas Jane aparece bem no papel de Ray Drecker (o dotadão do título) e tem ótimas cenas com Jane Adams, atriz que faz sua cafetina por ocasião, Tanya Skagle.

    O episódio piloto (que foi dirigido por Alexander Payne), diga-se, é mais interessante que o segundo, mas se você for como eu, certamente não resistirá em acompanhar o restante da temporada, que antecipo, traz algumas boas situações tão constrangedoras quanto engraçadas.

    The Secret Life of the American Teenager

    Outra série que chega à tv a cabo brasileira na noite dessa terça-feira (06/10) às 21h via Boomerang (NET e Sky), é “A Vida Secreta de uma Adolescente Americana”, que como o título já indica, tem temática teen, mas muito mais conteúdo que várias delas somadas, sobretudo por abrir mão de usar recursos digamos, mais apelativos.

    Produzida pelo canal americano ABC Family, a série que traz um quê do filme “Juno” (uma comparação inevitável), logo se sobressai ao tratar um dilema muito particular (adolescente que fica grávida logo na primeira transa) através dos conflitos pessoais e familiares decorrentes daquela situação, que é sempre explorada de uma forma muito emotiva e envolvente.

    Além disso, outro elemento que agrega valor à série e lhe confere autenticidade é o fato de que seus personagens teens são efetivamente feitos por adolescentes, que encabeçados por Shailene Woodley (ex-estrela infantil da Disney), não fazem nada feio ao lado de veteranos como Molly Ringwald, estrela de sucessos dos anos 80 como A Garota de Rosa Shocking.

    Em tempo, aqui está o link do comentário que fiz sobre a série em 2008.

TOP 10: as séries campeãs de downloads (entre 27/09 e 03/10)

Segundo o site Torrentfreak.com, as séries que tiveram o maior número de downloads entre os dias 27 de setembro e 03 de outubro foram:

1. Heroes
2. House M.D.
3. The Big Bang Theory
4. Entourage
5. How I Met Your Mother
6. Family Guy
7. Desperate Housewives
8. Dexter
9. Supernatural
10. Grey’s Anatomy

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Estreias da Temporada 2009/2010 (Parte 3) – The Forgotten, The Good Wife, NCIS: LA, Mercy e Eastwick



Na terceira parte dessa cobertura das séries estreantes, os destaques são os dramas. Tem investigações sobre vítimas não identificadas em The Forgotten, um drama jurídico diferente em The Good Wife, spin-off com NCIS: LA, mistura de Grey’s Anatomy com Nurse Jackie em Mercy e adaptação de filme famoso em Eastwick.

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    Obs.: Todas as datas de estreia se referem à exibição nos EUA

    The Forgotten (estreou no dia 22 de setembro)

    No mundo do atualmente onipresente produtor da tv americana Jerry Bruckheimer (da franquia CSI e Without a Trace por exemplo) nada se cria, tudo se adapta. Se Cold Case mostrava um grupo policial especializado em investigações de crimes não resolvidos, The Forgotten é sobre um grupo de voluntários civis que investigam casos envolvendo vítimas não identificadas. ‘Original’, não?

    Embora todos os voluntários do grupo se envolvam naquele trabalho por alguma razão pessoal, não tem como não negar que a série força muito a barra colocando civis sem qualquer preparo para fazer investigações perigosas (a exceção é o personagem de Christian Slater que é um ex-policial). E se esse pequeno detalhe nem chega a comprometer a série totalmente, a trama e seus personagens desinteressantes apontam uma certeza quando o episódio Piloto termina: The Forgotten é só (mais) uma série bem feitinha, mas igualmente - com o perdão do trocadilho que o título permite - esquecível...

    The Good Wife (estreou no dia 22 de setembro)

    O lado bom de se ver uma série nova sem ter expectativa nenhuma, é que qualquer traço de novidade no que se vê já pode ser suficiente para ganhar seu interesse. Contudo, dizer isso de The Good Wife é ser injusto e superficial, afinal, a produção explora o mundo das séries jurídicas sob um novo prisma, mesclando o drama pessoal de sua ótima protagonista ao caso em foco.

    Contando com Julianna Margulies (a Carol de ER) no papel de Alicia Florrick, uma dedicada esposa que vê sua vida mudar radicalmente depois que um escândalo envolvendo seu marido (Chris Noth, o Mr. Big de Sex and the City) vem à tona, The Good Wife mostra o choque na vida de uma mulher que de uma hora para outra se vê não apenas obrigada a voltar a trabalhar como advogada depois de vários anos ‘aposentada’ em casa, bem como a descobrir se sua família ainda tem chance de ficar de pé. À princípio pode até parecer desisteressante, mas acredite, a série é das mais promissoras da temporada e merece os elogios que vem recebendo sobretudo pela composição equilibrada de Margulies.

    NCIS: Los Angeles (estreou no dia 22 de setembro)

    Honestamente passo bem longe de ser admirador de NCIS, a série que originou esse spin-off estrelado por Chris O’Donnell e LL Cool J, mas curioso que sou, resolvi conferir o Piloto dessa variação passada em Los Angeles. O veredicto? Embora bem produzida, NCIS: LA é, tal qual sua matriz, só mais uma série de ação repleta de exageros estéticos (a quantidade de cenas telegrafadas beira o absurdo) sem nenhuma qualidade que a faça ter algo a dizer.

    Anticlimática e previsível, a trama do Piloto nada mais é que um veículo usado para (tentar) provar que a dupla de protagonistas Sam e ‘G’ Callen (Cool J e O’Donnell respectivamente) é realmente fodona e tira de letra a missão de impedir que ameaças à segurança nacional se tornem realidade. Sendo assim, só sobra à série a capacidade de fazer rir com a personagem chamada Hatty, uma senhorinha de 1,50m que além de dar ordens e fornecer os gadgets da missão, é uma cópia idêntica da Edna de Os Incríveis. Brincadeiras à parte, a verdade é uma só: NCIS: LA fará tanto sucesso na audiência quanto a original, mas será tão dispensável quanto ela.

    Mercy (estreou no dia 23 de setembro)

    Receita para tentar emplacar uma nova série médica: pegue a fórmula de uma produção já veterana (Grey’s Anatomy), coloque os médicos como coadjuvantes, acrescente uma protagonista feminina que não por acaso seja enfermeira tal qual oa de outra série recente bem elogiada (Nurse Jackie) e pronto, você tem Mercy saindo fresquinha do forno.

    Centrada em Veronica, uma enfermeira experiente recém chegada do Iraque, Mercy nada mais é que uma cópia honesta(?) daquela mescla de casos médicos com pequenos conflitos profissionais e pessoais (leia-se romances dentro e fora do hospital). Fora isso, sua protagonista é um espelho menos complexo daquela de Nurse Jackie de quem também pega modelos para outros personagens, como por exemplo, a enfermeira novata e inexperiente (papel de Michelle Trachtenberg). Dizer que a série é pessima seria injusto, mas se aquelas que a inspiraram continuam na ativa, para que optar pela cópia?

    Eastwick (estreou no dia 23 de setembro)

    Repetindo o enredo base do filme que a originou (As Bruxas de Eastwick, produção de 1987 estrelada por Cher, Susan Sarandon, Michelle Pfeiffer e Jack Nickolson), Eastwick, dramédia sobre três mulheres que se descobrem com dons para lá de incomuns, é praticamente uma Desperate Housewives com poderes sobrenaturais.

    Divertida sobretudo graças à boa química de seu trio de lindas protagonistas (Roxie, Joanna e Kat), Eastwick no entanto tem toda pinta de ser aquele tipo de série com prazo de validade curto. Sendo assim, se você não dispensa um guilty pleasure, essa pode ser uma alternativa bem razoável dessa temporada.

sábado, 26 de setembro de 2009

Estreias da temporada 2009/2010 (Parte 2) - Cougar Town, Community, Bored to Death, Accidentally on Purpose e Modern Family



Dando continuidade à cobertura das estreias da temporada 2009/2010, falo de cinco comédias novas que chegaram à tv ao longo dos últimos dias. Tem quarentona subindo pelas paredes em Cougar Town, universitários incomuns em Community, um escritor em crise dando vida a uma fantasia em Bored to Death, uma gravidez mudando a vida de uma mulher experiente em Accidentally on Purpose e uma família moderninha cheia de tipos engraçados em... Modern Family.

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    Obs.: Todas as datas de estreia se referem à exibição nos EUA

    Cougar Town (estreou no dia 23 de setembro)

    Coitada da Courteney Cox. Será que depois de fracassar com Dirt (aquela série que buscava na polêmica o diferencial para ser sucesso), a eterna Monica de Friends não tinha alternativa melhor que não a de tentar a sorte com uma comédia tão fraca quanto essa Cougar Town? Sério. Nos vinte e poucos minutos do Piloto da série, a única sensação que ela provocou em mim foi vergolha alheia. Risos? Zero.

    Focada numa quarentona divorciada (Jules, papel de Cox), Cougar Town é um festival de equívocos, começando pelo título que na tradução literal nada mais é do que a cidade das tigrezas. Fora isso, ao optar por reduzir a personagem de Cox (que se vira como pode no papel) a uma mulher desesperada para tirar o atraso com garotões, a série torna aquela que deveria ser sua grande atração num rascunho mal feito do que poderia ser uma mulher moderna, bem sucedida, independente e engraçada.

    Além disso, vamos combinar que Jules (mãe de um adolescente apagado) não pode ter muito futuro morando num lugar onde os homens mais velhos solteiros/divorciados aparentemente tem idade mental de 12 anos e tem que conviver com amigas tão sem noção quanto ela. E não é nem que eu tivesse esperança de que a série pudesse ser boa, mas precisava ser tão ruinzinha? =/

    Community (estreou no dia 17 de setembro)

    Embora não seja assim tão engraçada quanto pretende, esta comédia centrada num grupo de universitários bastante incomum, inegavelmente tem potencial para se estabelecer como uma das boas estreias da temporada. Heterogêneo, o elenco tem no veterano Chevy Chase (o Ted Roark da 2ª temporada de Chuck) seu grande nome, mas quem aparece com destaque nos dois primeiros episódios é mesmo John McHale (mais conhecido como apresentador do programa de The Soup do E!). É dele o papel do protagonista Jeff, um advogado que após perder o registro volta para faculdade disposto a todo tipo de armação e malandragem para obter vantagens na missão de se conseguir um diploma. Tá longe de ser ótima, mas sem dúvida merece mais chances.

    Bored to Death (estreou no dia 20 de setembro)

    Se o título da série já é uma dica... Bom, nessa nova comédia produzida pela HBO e estrelada por Jason Schwartzman, sobram boas intenções, mas falta o mais essencial: a capacidade de fazer rir. Centrada num escritor em crise de inspiração que resolve sair da rotina dando uma de detetive particular, Bored to Death tem personagens até interessantes na figuras do protagonista loser, seu não menos fracassado amigo autor de HQs (Zach Galifianakis de “Se Beber não Case”) e seu editor alcóolatra (Ted Denson) com queda por maconha, mas com tramas de investigação pouco criativas e arrastadas demais, não tem jeito, quando o Piloto termina só uma sensação fica: tédio.

    Accidentally on Purpose (estreou em 21 de setembro)

    Bem diferente de sua personagem na finada Dharma & Greg, Jenna Elfman ressurge à vontade e divertida como Billie, uma crítica de cinema que após o fim de um relacionamento, vê sua vida mudar radicalmente após uma noitada animada que termina em gravidez inesperada e em envolvimento com um homem bem mais jovem que ela. Não há nada incrivelmente novo em Accidentally on Purpose, que exagera um pouco naqueles risos falsos de cena, mas que tem bons diálogos e um mote que promete render situações engraçadas, essa comédia é outra que vai ganhar minha atenção por pelo menos mais alguns episódios. E tudo graças a Elfman.

    Modern Family (estreou em 23 de setembro)

    Não sei se foi culpa da baixa expectativa, mas fato é que dentre todas as novas comédias, Modern Family foi disparada a que mais me agradou até aqui. Feita em estilo mockumentary (uma marca registrada de The Office), a série explora com ótimas e divertidíssimas sacadas, o choque de diferenças que une três núcleos de uma mesma família.

    Nesse cenário, Ed O’Neil (o eterno Al Bundy de Married with Children) surge como Jay, um sujeito de pouco humor, mas que não menos engraçado, encara seus preconceitos e os dilemas frutos de um casamento com uma mulher bem mais jovem e seu filho pré-adolescente.

    A essa mistura, soma-se também as famílias do casal de filhos de Jay, Claire e Mitchell. A de Claire (que é feita por Julie Bowen, a Sarah de Lost), segue um formato mais tradicional, e mostra a neurose de uma mãe de três filhos casada com Phil, um pai atrapalhado e tão sem noção quanto o Michael Scott de The Office. Já a de Mitchell (que tal qual seu pai é divertidamente pouco paciente), é formada por seu bonachão e divertido companheiro Cameron e por uma recém adotada bebêzinha vietnamita.

    Não sei se Modern Family conseguirá manter o mesmo gás desse início ao longo dos próximos episódios, mas se repetir as várias situações engraçadas desse Piloto (a cena do avião é ótima), tem tudo para ganhar um fã por toda temporada.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"V" - Novo vídeo promocional



Revelando mais efeitos visuais impressionantes para a tv (e que antes só foram vistos nesse nivel em Battlestar Galactica), o mais novo vídeo promocional do remake de V, que estreia no dia 3 de novembro nos EUA, mostra cenários gigantescos e promete muita ação, aventura e aquele tom de conspiração, que se bem explorado pode render mais uma bela série.

Ansiosos?