segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Globo patina feio com Blu Ray de Som & Fúria

Decepcionante. Assim é o Blu Ray da ótima minissérie Som & Fúria, a melhor produção da tv brasileira em 2009. Colecionador recente de BDs e fã da obra co-produzida pela O2 Filmes em parceria com a Globo, julguei que apesar do alto preço, valeria à pena investir na aquisição pela chance de poder rever os 12 episódios em HD e mais alguns bons extras. Já com ele em mãos no entanto, não demorei muito para constatar o óbvio: comprei gato por lebre.

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    Simplesmente ignorando a padronização das embalagens de Blu Ray, Som & Fúria chega em dois discos do formato num digipak de DVD (vide imagem acima), o que de cara garante uma ‘bela’ descaracterização de qualquer coleção de BDs, cujos digipaks são menores. O menu, que consegue ser mais simples que o de muitos DVDs por aí, se resume a intercalar imagens dos personagens sem qualquer criatividade. O áudio não compromete é verdade, afinal, LPCM 2.0 e 5.1 mais o Dolby 5.1 são no fim das contas boas opções. Já a transferência de imagem, ainda que notoriamente superior à da exibição ocorrida na Globo HD em julho de 2009, peca pelo excesso de granulação em determinadas passagens que acabam destoando do restante e comprometendo o resultado final.

    Tudo isso porém, nem é o que mais incomoda na verdade. Irritante mesmo é saber que se paga caro por um Blu Ray que poderia e deveria aproveitar seus recursos de espaço para trazer material extra e não o faz. Bastidores da produção? Cenas cortadas? Entrevistas com elenco? Faixa de comentários nos episódios? Nada. Não existe nenhum, repito, NENHUM extra no Blu Ray de Som & Fúria lançado pela Globo Marcas, ainda que algumas lojas virtuais apontem o contrário inclusive para a versão em DVD.

    Tendo que pagar preços salgados que variam entre R$ 85,90 (Saraiva) e R$ 99,90 (na própria loja online da GloboMarcas), fãs e colecionadores definitivamente mereciam tratamento melhor da empresa, que com esse lançamento absurdamente preguiçoso e por que não dizer medíocre até, perdeu uma excelente oportunidade de entrar com o pé direito no mercado nacional de Blu Rays. Quando é que esse pessoal vai acordar e passar a respeitar o consumidor, hein?

domingo, 24 de janeiro de 2010

Série 'Rio' terá 13 episódios

Sabe aquele projeto de série americana cujo cenário é o Rio e Janeiro? Pois é, segundo matéria de Zean Bravo para a Revista da TV (suplemento do jornal O Globo), a brincadeira vai mesmo acontecer. O episódio Piloto de Rio orçado em US$5 milhões já está pronto e mais 12 episódios devem começar a ser gravados a partir de junho na cidade maravilhosa.

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    Pelas primeiras informações, pensava-se que Rio seria protagonizada apenas pelo americano Jason Lewis, mas a verdade é que o ator dividirá grande parte das cenas com a (desconhecida?) atriz brasileira radicada nos EUA, Rúbria Negrão. Enquanto ele faz Jimmy Hanson, detetive que chega ao Rio para investigar o sumiço da esposa de um turista e acaba se apaixonando pela cidade, ela faz uma policial chamada Cíntia Moura, que na série, segundo a atriz, será uma ávida defensora do estilo de vida dos cariocas.

    Prometendo fugir de temas que falem dos problemas sociais da cidade, a série terá muita ação e tensão sexual entre seus protagonistas, assegura seu criador Scott Steindorff (de Las Vegas), que disse ainda querer que a série provoque nas pessoas o desejo de conhecer o Rio e seu povo alegre e vibrante.

    Boas intenções e promessas à parte, Rio no entanto não deve deixar de esteriotipar os cariocas, mostrando coisas que simplesmente não existem na rotina da cidade, como restaurantes no centro da cidade que trazem passistas de escolas de samba animando quem só quer comer em paz.

    Com ou sem escorregadas, a torcida é para que Rio (cujos direitos de exibição na tv americana ainda estão sendo negociados) traga algo de novo ao gênero policial e cumpra o desejo de seu criador (ele próprio um apaixonado pela cidade): mostrar que uma série passada no Brasil pode ser uma ótima ideia.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

As novidades de Tropa de Elite 2

Começam na próxima segunda-feira, as gravações da aguardada sequência de Tropa de Elite, filme nacional mais controverso e comentado dos últimos anos. Com a história se passando cerca de 15 anos depois daquela do primeiro filme, Tropa de Elite 2 será novamente dirigido por José Padilha, a partir de um roteiro escrito mais uma vez pelo premiado Bráulio Mantovani.

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    A trama do filme ainda não é oficialmente conhecida, mas mesmo guardada a sete chaves, não escapa da boataria. Enquanto algumas informações preliminares indicam que capitão Nascimento (Wagner Moura) aparecerá como secretário de segurança no filme, outras apontam que o personagem agora será o comandante do BOPE quando uma rebelião no presídio Bangu 1 liderada por Beirada (personagem de Seu Jorge) estourar.

    Além disso, especula-se que o filme também vai explorar uma sub trama que mostraria Nascimento envolvido na tentativa de resgatar o filho sequestrado. O detalhe aqui é que o personagem teria que trabalhar justamente com um deputado de esquerda opositor a seus métodos, e que curiosamente seria justamente o atual marido de sua ex-mulher, Rosane (Maria Ribeiro).

    Além de Nascimento e Rosane, outros personagens que também devem reaparecer em Tropa 2 são André Ramiro (o Mathias) e Fernanda Machado (Maria). Já no lado das novidades, juntam-se a Seu Jorge, que aparecerá como um dos antagonistas do filme, o sambista Dudu Nobre, que deve fazer sua estreia nas telas como um soldado do BOPE, e Selton Mello que também terá papel importante no filme ainda não divulgado.

    E para finalizar, vale o registro do blog oficial da produção do filme que entrou no ar no último sábado, 16 de janeiro. Já na primeira postagem, há um vídeo mostrando os bastidores do treinamento do elenco iniciado em novembro de 2009.


    Animados?

    Tropa de Elite 2 chega às telas no dia 13 de agosto.

    Com informações do Cinema em Cena, G1, Omelete e blog oficial do filme.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A estreia da 8ª temporada de 24 Horas

Episódios 8x01 e 8x02 exibidos no dia 17/01/2010 nos EUA



Mantendo o formato, mas introduzindo mudanças salutares e importantes, a 8ª temporada de 24 Horas começou ontem nos EUA com dois episódios, que se não fugiram de alguns dos clichês já batidos da série, empolgaram pelas sempre eficientes sequências de ação e pelo competente trabalho de Kiefer Sutherland. Até certo ponto fragilizado, o Jack Bauer que revisitamos só tem um objetivo no dia que começa (dessa vez em Nova York): voltar para Los Angeles onde passaria a viver com Kim e sua neta, Teri. Sim, você não leu errado. Jack Bauer agora é avô!

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    Perdendo pouco tempo para explicar como o ex-agente se curou da exposição quase fatal à uma arma biológica no sétimo ano da série (há apenas uma menção de Kim sobre um tratamento recém finalizado), a trama logo se concentra na conspiração da vez. Assim, logo conhecemos Omar Hassan, presidente de um expoente país do Oriente Médio disposto a dialogar com o Ocidente (leia-se EUA) e a autorizar inspeção em suas usinas de processamento nuclear, o que, claro, o transforma em alvo de um grupo contrário à sua agenda pacífica.

    Passados poucos anos (três no máximo, diria eu em função do tamanho da neta de Bauer) desde o final da 7ª temporada, Allison Taylor ainda é a presidente, que agora divorciada de Harry (que não a perdou por ter entregado a filha Olivia à justiça), também está em Nova York para o encontro com Hassan na sede das Nações Unidas. Obviamente, não demora muito para que Jack se veja mais uma vez envolvido com uma grande ameaça, e com uma agora reformulada CTU, que na Big Apple é dirigida por um burocrata claramente inexperiente e que não tem pudores para encobrir erros operacionais.

    Ainda sobre a CTU, é lá que reecontramos Chloe, que apesar de ter sua competência colocada à prova (uma heresia no universo da série) pelo diretor da unidade, Brian Hastings, é a única que ao questionar a validade de uma descoberta envolvendo a tentativa de assassinato de Hassam, acaba mudando o foco da investigação com a ajuda de Bauer. Na agência, também somos apresentados a outros novos personagens como os noivos, Cole Ortiz (um agente de campo) e Dana Walsh (Katee Sackoff, a Starbuck de Battlestar Galactica) e Arlo, um jovem analista que inclusive comete uma segunda heresia quase tão grave quanto à de seu chefe: perguntar aos colegas quem era Jack Bauer.

    Sem ainda saber se esse 8º ano seguirá a estrutura de três arcos narrativos como vimos nos anteriores, é difícil antecipar como se resolverá esse envolvendo a tentativa de assassinato de Hassam. Dito isso, considerando o histórico da série, nem precisamos de muita coisa para imaginar que Mike Davros (Doug Hutchison, mais recentemente visto em Lost como Horace Goodspeed), o cara que destrói o helicóptero da CTU e aparece organizando tudo, seja um mero peão de um jogo que envolva figurões preocupados que a paz ameaçasse o lucro certo de um conflito armado.

    Em suma, essa nova temporada de 24 Horas tende a explorar mais do mesmo com pequenas variações (a dinâmica da nova CTU envolvendo seus agentes e seu diretor; Jack dividido entre o desejo de se unir logo à família e a responsabilidade de fazer o que sabe melhor; a presidente Taylor assumindo uma postura mais defensiva e conservadora e etc). Se vai funcionar e reconquistar o interesse do público que vem diminuindo ano após ano eu não sei, mas admito que meu prazer de ver a série foi renovado com esses dois primeiros empolgantes e tensos episódios.

    Outras observações:

    - Com tantas reviravoltas no histórico da série, é natural que já estejamos vacinados a fugir das falsas expectativas que determinados ganchos criam. Dessa forma, duvido muito que alguém tenha acreditado que a frase dita pela repórter Meredith Reed (Jennifer Westfeldt, esposa do astro de Mad Men, Jon Hamm) no final do 1º episódio, “estou atrasada no que foi planejado, mas cumprirei o trabalho” (ou algo parecido) realmente tivesse a ver com seu envolvimento numa tentativa de assassinato.
    - Ao contrário do que imaginei, Freddie Prinze Jr. até que se saiu bem nesse seu início de participação como o agente Cole Ortiz, que pela reação à proposta de seu chefe para que omitisse o erro operacional, parece reunir as mesmas características morais e éticas de Chase Edmunds, agente parceiro de Bauer na 3ª temporada.
    - Como falei em estar vacinado, duvido muito que o ‘esqueleto no armário’ que ameaça colocar em risco a posição confortável de Dana Walsh (Katee Sackoff) tenha a ver com qualquer conspiração. Se tivesse que apostar, diria que essa será a subtrama da vez que colocará um personagem secundário frente um grande dilema: contar a verdade para alguém ou tentar escondê-la usando artifícios mais obscuros, como fez a 1ª filha Olivia na temporada passada?
    - E a Chloe que numa rápida olhadela de um vídeo de monitoramento, conseguiu concluir que um cara tinha entrado no apartamento da repórter Meredith e usado seu computador para incriminá-la, hein? Soou um pouco Deus ex machina demais, não? Pois é, mas como estamos falando da mega hiper ultra fodona competente, Chloe, dá para perdoar, não é não?
    - Agora, e o Jack versão avô, hein?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Teaser promo da 3ª temporada de True Blood


We're back in production!

Simples, objetivo e genial. Assim é o mais novo teaser promo da HBO americana informando que a 3ª temporada de True Blood já está sendo produzida para estrear no meio do ano. Não tem ninguém ansioso por aí não, né?

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O retorno de Chuck é garantia de diversão!



Se os números não mentem, a 3ª temporada de Chuck tem tudo para emplacar e enterrar de vez as ameaças que quase culminaram no cancelamento da série em 2009. Com média de 7,5 milhões na audiência, a divertidíssima dramédia de ação centrada num nerd romântico e atrapalhado que se envolve em missões de espionagem quando seu cérebro é carregado com informações ultra secretas de um programa do governo, voltou com muito gás nos três episódios exibidos entre os dias 10 e 11 de janeiro nos EUA.

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    Reiventando sua estrutura, ampliando as perspectivas de sua trama e provando que a criatividade e o humor continuam sendo sua guia mestre, a série agora explora o fato de que seu protagonista, Chuck Bartowski, deixou de lado o papel de espião por ocasião para agarrar de vez a chance de ser um agente secreto de fato quando a nova versão do Intersect é carregada em seu cérebro, evento que serviu de gancho no final da 2ª temporada.

    Graças a esse ‘upgrade’, nas missões em que se envolve, Chuck passa a usar habilidades tão distintas quanto lutar kung fu, tocar violão como um perfeito mariachi ou ainda dançar com extrema desenvoltura. O que ele ainda não consegue (ou pode fazer) no entanto, é saber exatamente como acioná-las, o que acaba garantindo momentos muito engraçados quando o vemos encrencado.

    O lado romântico da série também permanece forte e dosado na medida certa. Depois de decepcionar Sarah quando decide trocar a chance de ter uma vida normal ao seu lado pela oportunidade de virar um espião de verdade, Chuck encara a (breve) frustração de quase perder seu novo emprego ao mesmo tempo em que tenta reconquistar o interesse velado da bela espiã de olhos azuis. Assim, no meio das missões (que nesses três primeiros episódios envolvem um assassino profissional, um traficante de armas e a defesa de um ex-ditador alvo de assassinos) que trazem brigas, tiroteios e momentos de tensão, não deixa de ser divertido ver as investidas de Chuck na loira nos momentos mais inpensáveis.

    No lado dos coadjuvantes, o equilíbrio entre a seriedade de John e a falta de noção de Morgan (que enfim, retorna à Buy More) continuam merecendo destaque à medida em que funcionam como trampolins perfeitos para amplificar o carisma de Chuck nas mais diversas situações. E por falar nos personagens periféricos, seria injusto não falar de Devon (o Awesome), que sabendo das atividades de Chuck, acaba se envolvendo mais do que deveria numa missão e acaba servindo de peça chave para criar um drama interessante na relação do protagonista com sua irmã, Ellie, à medida em que os novos vilões da série se apresentam.

    Em suma, fiquei mais do que satisfeito com esse retorno de Chuck. Se você ainda não viu, corra atrás e delicie-se com uma das séries mais divertidas da tv atualmente. Tenho certeza que você não se arrependerá.

O episódio ‘especial’ de Fringe + entrevista de JJ Abrams sobre a série


Cena de Unearthed, episódio até então inédito da 1ª temporada

Entender porque “Unearthed” não foi incorporado à 1ª temporada de Fringe vai continuar sendo um mistério. Exibido na noite do dia 11 de janeiro nos EUA, esse episódio ‘perdido’ do 1º ano da série tem todos os bons elementos que hoje dão à ela o status de um dos dramas sci fi imperdíveis da tv. A cena de abertura é impactante, o caso da vez mescla o sobrenatural à ciência de fronteira de forma envolvente e Walter Bishop (o melhor personagem da série) tem ótimas cenas confrontando o ceticismo de uma mãe incrédula e cegada pela religião. A Fox vendeu o episódio plantando a dúvida de que ele poderia ser uma história do universo paralelo, mas tirando a presença de Charlie Francis (o que fez alguns fãs desavisados acharem que há um erro grosseiro de continuidade na trama), à princípio não há indícios muito fortes que corroborem essa posição. Na trama do episódio, uma garota é dada como morta, e quando está prestes a ter seus órgão retirados para doação, acorda na sala de cirurgia falando códigos militares em russo. A partir daí, Olivia, Peter mergulham na busca para a explicação do fenômeno enquanto Walter expõe mais um de seus experimentos do passado que poderiam ter relação com o caso.

JJ Abrams fala sobre Fringe

JJ Abrams bateu um papo com o Collider e revelou que embora Star Trek 2 já tenha data de lançamento confirmada (29/06/2012), o roteiro ainda não existe. Fora isso, ele reiterou que vai dirigir o Piloto de Undercovers, sua nova série cujas gravações começam na próxima semana e que será focada na vida de um casal de espiões, comentou sobre as expectativas para a última temporada de Lost, e falou sobre os planos de Fringe que você confere logo abaixo.

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    Os dois universos de Fringe vão finalmente começar a colidir?

    JJ: Há algumas coisas muito boas que irão acontecer na reta final da 2ª temporada. Jeff Pinkner e Joel Wyman que são os responsáveis pela série ameaçaram me matar se eu revelar alguma coisa. A trama que veio à tona no início da temporada terá uma conclusão muito boa. Estou muito empolgado com isso.

    Voltaremos a ver mais do William Bell (feito pelo ator Leonard Nimoy)?

    JJ: Há uma boa chance que isso aconteça. Não quero dar certeza, mas é uma boa possibilidade.

    Você gostaria de dirigir um episódio de Fringe?

    JJ: Adoraria. Nunca tive a chance de trabalhar com Joshua Jackson, Anna Torv e John Noble, portanto não descarto a ideia.

    Você sente que a Fox esteja comprometida em fazer uma 3ª temporada de Fringe, apesar de tê-la colocado nas quintas?
    JJ: Apesar do horário em que estamos, que é sempre frustrante, eles tem nos apoiado bastante. Não tenho reclamações a fazer sobre a forma como a Fox tem nos tratado. Embora não exista nenhuma novidade sobre o assunto, tenho esperança de que apesar de tudo, consigamos continuar com eles.

    Essa 2ª temporada terminará com um gancho?
    JJ: O que sei é que ela não concluirá a série.

    Você gostaria que Fringe já tivesse uma data específica para terminar como aconteceu com Lost?
    JJ: Seria ótimo. Não daria para errar sabendo exatamente para onde a história caminha. Algumas séries não exigem isso porque são simplesmente engraçadas demais para que queiramos que terminem. Mas, com séries como Fringe, num determinado momento é bom poder saber por quanto tempo ela ainda será produzida.

    Você tem uma ideia do ponto para onde quer lever a série?

    JJ: Ah sim. Tivemos algumas boas sessões de discussão no início sobre isso, mas não importa o quanto se fale sobre isso, os episódios acabam falando por si só. A série evoluiu muito, mas isso acontece com qualquer uma.

    O que aconteceu nessa temporada que você não esperava?
    JJ: Há algumas histórias, especialmente a do Walter e do Peter, e coisas com Olivia, que só ocorreriam mais tarde, mas que resolvemos antecipar. E há outras coisas que discutimos, como o padrasto dela, que deixamos de lado. Há muitos caminhos para onde podemos ir além dessa temporada, e quero ser otimista com relação a isso. Penso que ainda temos um longo caminho a percorrer, mas a evolução foi chave nesse processo. A série encontrou um ritmo que é bom de se ver e estou realmente orgulhoso de todos.

    Você tem noção de que as pessoas tiveram dificuldade de ‘comprar’ a personagem Olivia?

    JJ: Sim. Isso sempre foi considerado. A personagem é naturalmente alguem que está nesse mundo estranho com aqueles personagens e situações, e é um pouco difícil para ela ser carismática nesse papel. Portanto, era questão de conferir certa vulnerabilidade a ela e trazer incertezas para sua vida além de dizer de onde ela veio e para onde ela vai.

    Você imagina um arco de seis anos para Fringe como aconteceu com Lost?

    JJ: Com Lost nós não tinhamos o ponto final estabelecido até chegarmos à 3ª temporada quando dissemos que precisávamos saber onde o meio do caminho era, e penso que se tivermos sorte de continuar no ar, seria inteligente dizer, “ok, vamos descobrir até onde vamos para definir até onde devemos desenvolver as coisas.”

    Mas vocês ainda não chegaram nesse ponto?
    JJ: Ainda não.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Episódio especial de Fringe pode ter surpresas

Feliz 2010! Que tal começar o ano tendo uma ideia do que trata o tal episódio especial de Fringe que será exibido no dia 11 nos EUA? Pois é, "Unearthed", que conta até com a participação de Kirk Acevedo (o Charlie Francis), supostamente é 'só' um episódio inédito da 1ª temporada da série, mas será que há algo mais por trás disso? Confira abaixo sinopse disponibilizada pelo Futon Critic.

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    Depois que uma garota adolescente é dada como morta, a mãe dela decide desligar os aparelhos que a mantinham viva, mas quando os médicos a operam rapidamente para remover seus órgãos, a falecida garota acorda gritando um código alfanumérico. Tão chocante quanto isso é o fato de que ela agora fala russo e tem informações que somente um oficial de alta patente teria. Enquanto as condições mentais da garota se deterioram, Walter usa alguns antigos vídeos de laboratório e hipnotiza o impensável, mandando Olivia e Peter para investigar o confuso caso. Sobre "Unearthed" aqui vai outro mistério: será que ele é mesmo só um episódio não exibido da 1ª temporada ou é uma história do universo alternativo?

    E aí, ficaram tão curiosos quanto eu para (tentar) descobrir a resposta?

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Preview – Spartacus: Blood and Sand (Série)

Opinião sobre série ainda inédita até mesmo nos EUA

Quando se fala em épicos, geralmente não dá para fugir da imagem do herói idílico e de moral inquestionável que frente o acaso do destino ou de uma grande tragédia, se vê numa posição de confrontamento contra homens e/ou instituições opressoras. Fora isso, de épicos espera-se também a construção do retrato da sociedade que antecedeu a nossa e seus muitos jogos de disputa de poder regado, claro, a muito sexo e violência. Considerando esse quadro, à primeira vista Spartacus: Blood and Sand poderia render uma bela nova série épica em 2010, mas julgando pelos dois primeiros episódios “The Red Serpent” e “Sacramentum Gladiaturium”, a tendência é que a boa ideia infelizmente fique só na promessa.

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    Assinada por nomes como o de Sam Raimi (diretor dos 3 filmes do Homen Aranha e produtor de Hercules e Xena) em parceria com o canal americano a cabo Starz, o mesmo de Crash e Party Down, Spartacus: Blood and Sand não esconde em nenhum momento que tenta pegar carona em dois grandes épicos de sucessos recentes na telinha e na telona, Roma da HBO e 300 respectivamente. Da primeira tenta emular, ainda que num segundo plano, a ambientação política permeada pela ambição e corrupção e os conflitos sociais, enquanto da segundo copia o estilo visual das tomadas de ação em slow motion, algo que os trailers já indicavam. Ou seja, a série não traz absolutamente nada que já não vimos antes.

    Investindo no slogan de ser o evento mais ousado da tv em 2010, Spartacus: Blood and Sand revisita a história verídica do homem que após enfrentar um comandante de uma legião militar de Roma perde tudo (incluindo a mulher), vira escravo e posteriormente gladiador até liderar uma grande revolta contra o Império. Até aí tudo bem, afinal, seria ótimo revisitar um clássico modernizando-o com os recursos atuais para (re)apresentá-lo às velhas e novas gerações. Contudo, ao abrir mão das sutilezas e sobretudo de uma narrativa elaborada como a do filme de 1960 dirigido por Stanley Kubrick e estrelado por Kirk Douglas, essa segunda releitura de Spartacus na tv (a primeira ocorreu em 2004) falha clamorosamente ao apostar tudo na construção de sets que soam falsos demais e parecem saídos de um game, e na violência gráfica desnecessariamente exagerada com direito a closes de membros e vísceras sendo dilaceradas em lutas evidentemente sangrentas.

    Condenar a série logo de cara seria leviano, é claro, mas considerando o acúmulo de clichês vistos nos dois primeiros episódios aliado à narrativa preguiçosa e seus personagens rasteiros e desinteressantes com direito a burocratas romanos e até gladiadores ‘bad boys’ na escola de formação, a ludus, não creio que o cenário vá se alterar radicalmente num sentido positivo a ponto de justificar a precoce renovação da série para uma 2ª temporada (fato ocorrido essa semana) antes mesmo da estreia que ocorre no dia 22 de janeiro nos EUA.

    Assim, longe de querer dizer o que alguém deve ou não assistir, me limito a sugerir que cada um veja e tire suas próprias conclusões questionando o seguinte: para uma produção que se vende como ousada, frases de efeito como “Um homem deve aceitar seu destino ou ser destruído por ele” ou a chance de ver a bela Lucy Lawless (a Xena) nua e em cenas de sexo são suficientes para uma série que mais do que um gênero, pretende ser épica?

    Site oficial da série.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Avatar, a experiência do ano nos cinemas

Revolucionar é mudar, transformar uma coisa já existente em algo novo ou pelo menos diferente. O cinema em seus mais de 100 anos de história já viveu algumas boas revoluções desde a criação do cinematógrafo pelos Irmãos Lumière, e agora no finzinho de 2009 com a estreia de Avatar, dá o primeiro passo rumo a uma nova era. A afirmação pode soar exagerada é verdade, mas basta entrar numa sala de projeção 3-D para assistir o filme e constatar o óbvio: a mais nova produção de James Cameron é mesmo O filme do ano e provocará reflexos positivamente irreversíveis na indústria ao longo dos próximos.

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    Escrito e dirigido por Cameron (que andava de ‘férias’ depois dos 11 Oscars de Titanic), não é nenhum absurdo dizer que Avatar seja uma produção diretamente influenciada por trabalhos de ficção científica escritos por gente como Arthur C. Clarke (2001 – Uma Odisséia no Espaço). Futurista, fantasioso, mas absolutamente ligado a temas comuns à nossa história e realidade, o filme fala sobre relações entre povos e culturas distintas e sobretudo sobre a relação destes de respeito ou a falta dele com o meio em que habitam.

    Pelos olhos, e principalmente pela mente do ex-fuzileiro paralítico Jake Sully (Sam Worthington de O Exterminador do Futuro 4), Avatar nos leva à descoberta de um mundo totalmente novo na distante Pandora onde os nativos chamados Na’vi entendem, e literalmente se conectam com a natureza que os cerca ao mesmo tempo em que tentam resistir à opressão de humanos exploradores em busca de uma rica e abundante fonte de energia que poderia representar a salvação de uma Terra então devastada. Ou seja, qualquer semelhança com o período de colonização da América Latina por exemplo não é mera coinscidência.

    Em Avatar, os humanos são os grandes vilões de uma trama que se amplifica no romance nascido do encontro de uma guerreira nativa com um improvável (anti?) herói que se volta contra os seus. Só por isso, claro, não dá para dizer que o filme represente aquela revolução à qual me referi lá no início do texto. Contudo, é justamente a partir dessa premissa simples e longe de ser original que o filme ganha força, significado e beleza, graças à evolução da computação gráfica e da tecnologia de captura de movimento, que aliada ao 3-D, proporciona uma experiência inigualável, inesquecível e emocionante dentro da sala de cinema.

    Alardeado como o grande trunfo de Avatar, o salto técnico tão comentado ao longo dos anos que antecederam a chegada do filme aos cinemas, de fato cumpre a promessa e sinaliza o óbvio: efeitos visuais de última geração não podem mais ser elementos acessórios ou de mera distração em grandes blockbusters, mas devem sim atuar como facilitadores para que nossa conexão com a história contada na tela soe mais envolvente e crível.

    O mundo de Pandora e sua gama de magníficos personagens criados por James Cameron e sua equipe traz uma riqueza de detalhes absurda que aliada ao efeito 3-D, nos tira da posição de espectadores para nos colocar na de testemunhas das ações que evoluem na tela. Assim, quando vemos Jake Sully redescobrindo o prazer de poder correr com as ‘próprias’ pernas e mais tarde acompanhamos sua curiosidade com a fauna e flora da floresta local, a sensação é de estar lá, quase como um avatar invisível, mas totalmente integrado àquele belíssimo ambiente.

    O que Avatar fez agora pelo Cinema talvez ainda leve mais alguns anos para ser totalmente entendido por executivos de estúdios, estudiosos e fãs em geral, mas uma coisa já me parece certa: a revolução começou e o modo como iremos assistir filmes daqui para frente mudou para sempre e para muito melhor. Duvida?

    Outras observações:

    - Não comentei especificamente sobre os personagens, mas vale destacar pelo menos dois excelentes trabalhos no filme. Um deles é o da veterana Sigourney Weaver (a eterna Ellen Ripley de Alien), que transforma sua Dra. Grace numa figura complexa, cheia de contradições e por isso mesmo humana, e o da jovem Zoe Saldana (a Uhura do mais recente Star Trek), que na pele da guerreira Na’vi, Neytiri, multiplica por dez o impacto visual e emocional causado pelo Gollum de O Senhor dos Anéis, o primeiro personagem feito 100% em CGI a partir da captura de movimentos.
    - Não que premiações devam ser consideradas como validação da importância de uma produção, mas bem que eu adoraria ver Avatar disputando alguns Oscars como os de melhor filme, diretor, montagem, trilha sonora e, claro, efeitos visuais.