domingo, 23 de maio de 2010

'Help Me', o belo final da 6ª temporada de House

Atenção! Esse post comenta episódio ainda inédito no Brasil

Que 6ª temporada de House perfeita, hein? É, ok, eu sei que ficou longe disso, mas bem que poderia ter sido caso todos os episódios tivessem mantido pelo menos metade do altíssimo nível de ‘Broken’ (episódio de abertura da temporada) e dos dois últimos, o ‘Baggage’ e ‘Help Me’, o season finale. Flertando com mudanças que só fariam bem à série, esse sexto ano de House foi majoritariamente centrado na fórmula um dia original, mas que já se mostra desgastada pela previsibilidade.

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    E se ‘Help Me’ não chegou a abandonar totalmente o esquema ‘paciente da semana’, mostrou House mais humanizado, fragilizado e desesperado como nunca. De sua tentativa em salvar a perna de uma vítima de soterramento (o que trouxe à tona todo seu trauma pessoal), surgiram momentos arrebatadores com Cuddy, que cansada, diria ter desistido de ajudá-lo.

    Nesse panorama, ver House se abrindo para a paciente soterrada tentando convencê-la a deixá-lo amputar sua perna, rendeu cenas ao mesmo tempo chocantes e não menos emocionantes. E se segurar as lágrimas já seria impossível sob a tensão daquela passagem, a tarefa se tornou impossível quando a angústia culmina na morte da paciente e no conflito que jogou House (de novo em trabalho inspiradíssimo de Hugh Laurie) numa espiral de questionamentos existenciais aflorados pela tentação de retomar o vício em vicodin ou mesmo de tentar uma saída ainda mais drástica para suas dores.

    Envolvente, ‘Help Me’ foi uma verdadeira montanha russa cheia de reviravoltas e surpresas. E assim, quando o desfecho do episódio caminhava para um tom mais depressivo (que ainda mostrou a 13 pedindo as contas por conta de sua saúde), um pequeno sopro de esperança para os dilemas de House toma forma com Cuddy, que surgindo para impedí-lo de ceder à tentação do alívio fácil dos remédios, termina o relacionamento estável com o detetive Lucas (com quem estava prestes a se casar) e confessa seu amor por House consolidando a construção do relacionamento que vinha sendo indicado ao longo das últimas temporadas de forma coerente.

    Não sei para onde a próxima temporada de House caminhará, mas se o final desse 6º ano servir como indicativo, alimentarei as melhores expectativas e ficarei na torcida para que os produtores da série tenham a coragem necessária para apostar numa fórmula nova e mais ousada. House merece e seus fãs também.

Trailer teaser de 'Rio', a nova animação do diretor da trilogia 'A Era do Gelo'



Sou fã de animações. Aliás, sou muito fã de animações. Assim, não demorou muito para que eu me empolgasse quando soube ainda em 2009 que o Carlos Saldanha (diretor da trilogia 'A Era do Gelo') estava mergulhado na pós produção de 'Rio', nova aposta do estúdio Blu Sky, que conta a hostória de uma arara rara que deixa sua pacata vida numa gaiola em Minnesota para embarcar numa aventura em pleno Rio de Janeiro. O filme, que contará com as vozes de Anne Hathaway, Neil Patrick Harris e Rodrigo Santoro, só estreia na páscoa de 2011, mas o trailer teaser já está na rede e se você ainda não viu pode conferí-lo com legendas* clicando na imagem acima.

*Eu cheguei a fazer a legenda para o vídeo depois de subí-lo para o Youtube, mas graças à política babaca da Fox (que distribuirá o filme), o acesso ao teaser foi infelizmente bloqueado. Quando é que esses executivos 'espertões' vão se ligar que há pessoas que querem simplesmente divulgar uma obra?

terça-feira, 18 de maio de 2010

Fringe – Breve balanço da série e um comentário sobre a parte 1 do final da 2ª temporada


A iregularidade aliada à audiência mediana geralmente não perdoa as séries da tv aberta americana, FlashForward que o diga. Sorte nossa que no caso de Fringe, o tempo jogou a favor da produção capitaneada por J.J. Abrams, dando uma chance para que a série pudesse amadurecer muito com suas experimentações, erros e acertos depois de ter uma 1ª temporada irregular principalmente em sua primeira metade, mas que finalmente encontrou seu tom no fim.

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    Com ‘There’s More then One of Everything’, episódio que encerrou aquele ano de estreia escancarando a existência de um outro universo, Fringe conseguiu ganhar identididade própria escapando das constantes comparações com 'Arquivo X', além de estabelecer sua trama como uma das mais envolventes da atualidade e consolidar John Noble como um dos melhores atores da telinha por conta de seu complexo, carismático, mas não menos trágico Walter Bishop.

    Assim, nada mais coerente que a 2ª temporada de Fringe tenha se escorado na existência do universo alternativo (ou seria paralelo?); da guerra que se desenhava entre aquele que já conhecíamos e esse outro, e no conflito de Walter para revelar a Peter a verdade sobre suas origens. Dessa forma, sendo infinitamente mais regular que o anterior, esse segundo ano da série manteve o ritmo da trama central sem nunca deixar de explorar histórias isoladas igualmente instigantes.

    E foi assim, sempre emendando episódios excelentes como ‘Jacksonville’ (aquele em que Olivia descobre a verdade sobre seu passado), ‘Peter’ (quando a agente vê o segredo do Walter sendo revelado), ‘White Tulip’ (que explorou a viagem no tempo de forma bastante emocional) e até mesmo ‘Brown Betty’ (aquele que investiu no estilo noir para narrar uma história fantasiosa que espelhava as angústias de Walter com direito até a música!), que a 2ª temporada de Fringe chegou a ‘Northwest Passage’, episódio em que Peter já sabia do segredo há tanto escondido por Walter e que confirmou o que muitos já suspeitavam: a existência de Walternativo (a contraparte de Walter do outro universo, claro) como aquele que estava por trás de praticamente todas as ações bizarras vistas ao longo da trama.

    ‘Over There’ parte 1, a metade inicial do final da temporada, mostra um Walter desesperado para consertar as coisas (e impedir o eventual fim dos universos ou de pelo menos um deles), e que auxiliado por Olivia e mais 3 daqueles que foram objeto de suas experiências ao lado de William Bell (Leonard Nimoy), ‘viaja’ para o universo de Walternativo, que enfim nos é revelado como um antagonista não menos interessante.

    Amparado num climão retrô futurista (com direito a dirigíveis, prédios mais modernos e uma tecnologia que parece ser bem mais avançada que a, digamos, do lado de cá), esse outro universo também tem sua própria divisão Fringe, onde Olivia é ruiva, mais sarcástica (e não menos bela) e ainda trabalha com Charlie, que lá é bem diferente de sua já falecida contraparte do único universo que realmente conhecíamos até então.

    E se a soma desses fatores por si só já seria suficiente para justificar nosso envolvimento com a trama que vai encerrar um novo capítulo da série, ao explorar toda dúvida que Peter encara ao (re)encontrar sua mãe dali e ao construir o panorama que colocaria Walter em perigo obrigando William Bell a se expor, a parte 1 de ‘Over There’ apresenta como gancho a perspectiva de que as ações e intenções de Walternativo ao trazer o filho de volta, podem ir muito além de uma vingança pessoal.

    Mal posso esperar pela parte 2. Alguém comigo nessa expectativa?

    Curiosidades:

    - Repararam que nesse outro universo a melhor série política que a tv já produziu continua viva? Falo de ‘The West Wing’, claro, que aparece num poster alusivo a uma 11ª temporada (a série acabou na 7ª) na cena que antecede a tentativa de Olivia de embarcar num ônibus.
    - Não tem jeito. Nem no outro universo a humanidade escapa do Mcdonalds.
    - E aquele desenho esquemático que Walternativo observa no fim do episódio, hein? Para quem via 'Alias' (outra cria do J.J. Abrams), o deja vu para aqueles pergaminhos de Rambaldi deve ter sido grande, não?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográficas

Desde moleque sempre me considerei cinéfilo, mas entre gostar e entender o que há por trás da construção de uma obra cinematográfica vai uma larga distância. Assim, motivado pelo interesse e pela curiosidade, em 2009 fiz o Curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográficas ministrado por Pablo Villaça, editor e crítico do Cinema em Cena, um dos maiores e melhores portais brasileiros dedicados à 7ª arte.

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    Com texto elegante e que sempre prima por análises fundamentadas, as críticas de Pablo Villaça (que já tem mais de 15 anos de carreira) ampliam a compreensão da obra instigando reflexões que vão muito além de achismos e opiniões rasteiras. Para o curso (que já teve 17 edições em várias cidades do país), Pablo leva o vasto conhecimento teórico que mostra a cada crítica para explorar os principais elementos que compõem o universo cinematográfico ampliando com exemplos práticos retirados dos mais diversos filmes, o interesse de quem gosta e quer entender (pelo menos um pouquinho) o que é o Cinema de verdade.

    Interessou?

    Pois então corra para garantir sua vaga, pois já nas próximas semanas acontecerão edições do curso nas cidade de São Paulo, Rio de Janeiro e Joinville. Os detalhes referentes a local da realização do curso, ementa e etc. você encontra nos respectivos links.

    Se puder, faça, porque vale muito à pena.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

As onomatopéias da série Batman em versão pornô!

Depois dos filmes pornô que parodiavam séries como Married With Children, Friends, Seinfeld, Arquivo X (que virou The Sex Files no trocadilho com o nome original), The Office e até Dexter, que virou Dexxxter além de The Big Bang Theory, o mercado de filmes adultos ataca homenageia mais duas séries. Uma é contemporânea, faz sucesso com a crítica (e com este que vos escreve) e está prestes a estrear sua 3ª temporada na tv americana, já a outra é um clássico da década de 60 e que já era por si só uma paródia do herói dos quadrinhos que recentemente ressuscitou nos cinemas.

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    In Tru: A XXX Parody, como o nome já indica, pega o universo criado por Charlaine Harris e traduzido para a tela por Allan Ball, para fazer uma versão tosca (o que é essa peruca do Eric, hein?) das histórias de Bon Temps. A descrição do filme? ‘Um choque de civis, vampiros, metamorfos e etc envolvidos em orgias e mistérios” Ou seja, basicamente uma leitura fiel da série :p


    Batman XXX: A Porn Parody, oferece, segundo a descrição oficial da produtora Vivid, uma das maiores da indústria, uma combinação de sexo, humor e drama(!). Tudo naquele clima exagerado e cômico característico da série que faz sucesso até hoje nas reprises do TCM.

    Qual será a próxima 'homenagem', hein?

domingo, 18 de abril de 2010

Blu Ray da saga de Star Wars em outubro de 2011?

O que parecia um sonho de consumo distante para os fãs de Star Wars, finalmente começa a se tornar realidade. Segundo o The Digital Bits, a saga criada por George Lucas há exatos 33 anos, deve ser lançada em Blu Ray em outubro de 2011. A Lucasfilms ainda não se pronunciou oficialmente sobre a data, mas falando na Chicago Comics and Entertainment Expo na última semana, o diretor de relacionamento da empresa confirmou que eles estão trabalhando no lançamento para um futuro próximo.

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    “Ainda não dá para dizer que teremos o box definitivo - porque continuamos descobrindo coisas inéditas -, mas garanto que vocês verão os seis filmes em Blu Ray com muito material extra. Temos encontrado todo tipo de cenas dos diários de filmagens que nunca foram vistas antes. Fora isso, além das coisas que todo mundo já conhece, há alguns belos tesouros reservados”, disse o diretor em nota repercutida pelo IGN.

    É de se animar, não? Bom, enquanto a gente espera pela chegada do Blu Ray de Star Wars, que tal conferir um empolgante trailer da saga feito por um ?



    E aí, já começou a separar aquela grana pro Blu Ray de Star Wars?

terça-feira, 13 de abril de 2010

Reta final da última temporada de '24 Horas' continua surpreendendo e chocando

Com spoiler para quem ainda não viu o ep. 8x17 exibido no dia 12/05 nos EUA

É bem verdade que eu estava desanimado com essa última temporada de 24 Horas, mas quem leu meu comentário sobre o episódio duplo (15 e 16) sabe que voltei a por fé num desfecho não só bom, mas sobretudo marcante para a despedida que Jack Bauer dará à tv em maio nos EUA. Agora, depois do chocante gancho que encerrou a 16ª hora dessa temporada, eu podia apostar que os roteiristas da série iriam pisar um pouco no freio para montar o panorama que o terceiro e definitivo arco da trama vai explorar. Dito isso, se a ação propriamente dita ganhou uma folga, um retorno supreendente e mais um relógio silencioso ao final do episódio confirmam: quando quer, 24 Horas consegue ser das melhores da tv.

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    Tudo bem que considerando as indicações dadas no início da temporada, era de se esperar que os russos estivessem envolvidos na conspiração que visava impedir a assinatura do tratado de paz costurado pela presidente Taylor com o agora falecido Hassan. Mas, quem poderia imaginar que a ascenção deles na trama significaria também o retorno de Charles Logan, um dos vilões mais interessantes que a série já teve? Não sei você, mas fiquei bem empolgado ao ver o ator Gregory Itzin tendo a chance de reviver o odiável ex-presidente que orquestrou o grande complô que serviu para encobrir o assassinato de David Palmer. Que carta na manga contra os russos é essa que Logan tem? Dá para acreditar no papo de que o cara só queira usar a oportunidade para limpar seu nome? Não faço ideia, mas tô bem curioso para descobrir.

    Dos demais aspectos explorados pelo expisódio, destaques óbvio para a arriscada brecha encontrada pela presidente Taylor para dar prosseguimento à assinatura do tratado de paz e, claro, para a temporáriapromoção de Chloe O’Brien à posição de chefe da CTU, no que deve render momentos bem curiosos nos episódios que restam. Contudo, o que realmente provocou choque dessa vez foi ver Jack Bauer tendo raros e brevíssimos momentos de prazer ao lado de Renee Walker, só para em seguida se ver como alvo de um assassino russo. O desfecho foi dos mais desoladores. Bauer escapa, mas Renee, que a essa altura talvez pudesse ser a única a ligar os russos à conspiração, não tem a mesma sorte e morre no hospital depois de ser baleada no apartamento de Jack, que se despede dela num momento absolutamente marcante e inspirado de Sutherland mais uma vez evidenciando a fragilidade de seu personagem.

    Honestamente não me recordo de dois episódios seguidos que tenham se encerrado num tom tão melancólico como vimos agora. O desfecho é tão triste e deprimente para Bauer, que serve como comprovação exata para as palavras do produtor Howard Gordon, que recentemente afirmou: ‘Pensar em final feliz seria desonesto demais para esse personagem.’ Poxa mestre, nem uma folguinha o cara vai ter? Quem será o próximo a receber a ‘homenagem’ do relógio silencioso? =/

E as séries da Globo, hein?

Consagrado lá fora, o formato de séries ainda engatinha na grade das emissoras brasileiras majoritariamente dependentes das novelas, uma opção que rende muita audiência, sem dúvida, mas que criativamente já se mostra desgastada há tempos. Uma mudança de rumos nesse panorama certamente não acontecerá tão cedo (se é que acontecerá algum dia), contudo, não deixa de ser positivamente curioso ver que a principal emissora do país tenha iniciado o mês de de abril com 5 séries em sua grade. Pena que 3 delas (justamente as novas) sejam tão fracas.

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    O domingo 4 de abril, marcou a estreia de 'S.O.S. Emergência', série cômica capitaneada por Ney Latorraca e que se passa dentro de um hospital repleto de profissionais caricatos sempre prontos para provocar vergonha alheia agindo das formas mais absurdas possíveis. Soa familiar? Pois é, se você pensou na moribunda ‘Scrubs’ (NBC/ABC) não está longe de entender o que é essa série, que se ganha o mérito de explorar uma ambientação diferente na produção nacional, perde por conta de seus personagens ruins que forçam a barra na hora de fazer rir com piadas batidas e sem graça.

    A terça, 6 de abril, trouxe a estreia da 2ª temporada de ‘Força Tarefa’, que mais madura e com cenas de ação mais bem trabalhadas e convincentes, desponta como uma boa aposta da produção nacional para o gênero policial. Comandada por José Alvarenga Jr., a série protagonizada por Murilo Benício acerta ao se aprofundar no desenvolvimento da vida pessoal de Wilson, que agora precisando lidar com a gravidez de sua namorada, terá mais um elemento de pressão importante em seu trabalho na corregedoria. Fora isso, ao retratar a realidade mais densa e crua da violência, os casos se tornam mais chocantes sobretudo quando temas como o desejo de se fazer justiça com as próprias mãos ganham relevância na trama.

    “Divertida, leve e autêntica até nas críticas. Não é à toa que 'A Grande Família' chegou a 10 temporadas. Merecidíssimo.” Foi exatamente isso que escrevi no twitter na noite de quinta, 8 de abril, quando a família Silva retornou às noites da Globo em grande estilo. Refletindo temas que pemeiam o cotidiano de grande parte da população, ‘A Grande Família’ sempre teve como grande mérito a capacidade de falar do povo e para o povo sem máscaras ou rodeios, além de nunca deixar de explorar dramas de uma forma engraçada, característica aliás, intimamente relacionada a ótimos personagens como o Agostinho Carrara de Pedro Cardoso, um dos pilares que explicam o merecido sucesso do programa.

    Ainda na quinta, veio ‘A Vida Alheia’ de Miguel Falabella, que embora não tenha obrigação de admitir, inspirou-se na fracassada e polêmica ‘Dirt’ de Courtney Cox (de Friends) para explorar os bastidores de uma revista especializada em expor os segredos e podres das celebridades. Particularmente achei a série bem fraquinha (Claudia Jimenez como uma editora amoral e sem escrúpulos não convence), mas sabendo que vivemos num país sempre sedento em consumir a tal vida alheia, é bem provável que vá alcançar alguma repercussão o que diz mais sobre a audiência e menos sobre a qualidade da produção.

    Se ‘Os Normais’ era sobre um casal que nunca se casava, mas sempre se metia em situações constrangedoras, ‘Separação?!’, que estreou na sexta,9, é sobre um casal que nunca se separa, mas se mete em situações constrangedoras. Pois é. Cria de Alexandre Machado e Fernanda Young (também autores de ‘Os Normais’) a série mostra um casal que vive à beira da loucura discutindo a relação (aparentemente desgastada de forma irremediável) das formas mais bizarras e sobretudo em público. A ideia em si de fato poderia render uma boa nova série (e pode ser que ainda renda, claro), mas a julgar pelo primeiro episódio o resultado é decepcionante. Tá tudo muito fora do tom. Vladmir Brichta e Débora Bloch, que costumam aparecer bem em papéis cômicos, infelizmente não funcionaram juntos nas cenas que tiveram. Fora isso, o constante voice over se revela como um recurso inócuo (e em algumas muitas situações até mesmo irritante), assim como as gags físicas sem graça e os personagens coadjuvantes fracos e superficiais. Pena.

Personagens de Lost em outras séries?

Um leitor do blog DarkUFO, disponibilizou um scan da revista Tv Guide que além de divulgar uma foto promocional da 6ª temporada de Lost que será vendida aqui a partir do dia 15, traz o elenco* da série falando em que outras produções da televisão gostariam de ver seus personagens aparecendo. Será que você concorda com as divertidas escolhas deles?

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    Jeff Fahey – Frank Lapidus “Seria divertido ver o Frank pousando seu helicóptero em uma série diferente a cada semana, onde poderia conhecer o elenco, sugerir que se acalmassem e então partir para outra aventura.”

    Zuleikha Robinson – Ilana “Ilana poderia ir para V. Assisti a série original quando era criança e assisti de novo antes do remake estrear.”

    Nestor Carbonell - Richard Alpert “Eu vejo Richard se encaixando em Mad Men. Ele daria um bom executivo durão. E como já vimos, ele certamente ficaria bem confortável vivendo nos anos 50.”

    Michael Emerson – Ben Linus “Eu gostaria de vê-lo em The Big Bang Theory como um nerd mais velho. Acho que o Ben estaria bem à vontade lá.”

    Naveen Andrews – SayidTrue Blood seria uma boa opção onde um personagem tão disfuncional - e potencialmente semimorto – como Sayid se encaixaria bem.”

    Yunjin Kim – SunFlashForward seria um bom lugar para Sun e seria divertido trabalhar com Dominic Monaghan de novo. Ele faz um vilão lá, portanto eu gostaria de vê-lo expondo um lado sombrio de Sun, porque ela é sempre tão doce.”

    Terry O’Quinn – Locke “Evan Longoria Parker uma vez disse que gostaria de ver o Locke em Wisteria Lane, portanto podem dizer a ela que eu adoraria fazer um interesse romântico dela em Desperate Housewives.”

    Evangeline Lilly – Kate “Não seria legal se a Kate aparecesse num episódio de CSI e surgisse como a assassina do caso?”

    Josh Holloway – Sawyer “Qualquer série. O cara está disponível para ser contratado!”

    Emilie De Ravin – ClaireBreaking Bad. Seria muito interessante vê-la ali. Talvez ela pudesse de alguma forma misteriosa ser parente de Bryan Cranston para manter a tradição de Lost.”

    Daniel Dae Kim – Jin “Eu queria vê-lo morando com o personagem de David Duchovny em Californication. Sair da posição de um cara devotado à esposa pra um que seria sua antítese ia ser bem legal.”

    Jorge Garcia – Hurley “Adoraria aparecer em The Office. Há uma certa qualidade na forma como Hurley fala as coisas que poderiam render um trabalho para ele lá.”

    Ken Leung – MilesJersey Shore (reality da MTV), para que eu pudesse falar um monte de besteira.”

    * Matthew Fox não quis participar da brincadeira porque já disse que o fim de Lost marca também o fim de sua carreira na tv. Ele agora só vai pensar em projetos de cinema.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Demorou, mas 8ª temporada de 24 Horas voltou a empolgar com episódio duplo

Com spoilers para quem ainda não viu o episódio duplo
8x15/16 exibido no dia 5 de abril nos EUA!

Aleluia! Depois de 14 episódios majoritariamente decepcionantes, 24 Horas voltou a provar porque é a melhor série de seu gênero empolgando com sequências de ação significativas, viradas realmente surpreendentes e muita, mas muita tensão. Demorou muito para acontecer, mas é com satisfação que digo: o episódio duplo 8x15/16 é EXCELENTE!

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    Não faço ideia de como a temporada (e a série por tabela) vai terminar, mas se os oito episódios que ainda nos restam trouxerem metade do nível de adrenalina e envolvimento narrativo que esse rendeu, já me darei por satisfeito. Fazendo tudo o que os 14 episódios anteriores não fizeram, esses dois mais recentes deixaram as armadilhas da previsibilidade de lado amplificando as surpresas sem ter medo de arriscar.

    Centrado inteiramente na tentativa de Jack Bauer e da CTU de localizar o presidente Hassam, que numa atitude ousada resolvera se entregar para os terroristas de seu país em troca da não detonação da bomba suja em Nova York, esse episódio duplo expôs Dana Walsh como a traidora da vez (com uma aparente carta na manga) ao passo em que explorou a fragilidade do processo de paz negociado pela presidente Taylor (finalmente rendendo momentos dignos de um David Palmer, diga-se de passagem), agora ainda mais ameaçado pelo desfecho surpreendente e absurdamente chocante do episódio.

    O tempo de espera foi grande, mas o prazer de voltar a sentir aquele nervosismo que a tensão de cada nova cena trazia compensou o marasmo e a falta de criatividade que dominava a temporada até então. Minha esperança com 24 Horas pode até se provar vã lá na frente, mas dane-se! Vou apostar tudo num desfecho da série que traga aquele nó na garganta que sentimos tantas vezes antes. Alguém comigo nessa expectativa?