quinta-feira, 22 de julho de 2010

Showtime exibirá nova webserie de Dexter

*** ATUALIZADO COM O TEASER DA WEBSERIE ***

Boa notícia para quem curtiu a webserie animada Dexter Early Cuts: ela vai voltar com uma nova história chamada Dark Echo a partir de outubro no site do Showtime, canal que exibe Dexter nos EUA. Quem deu a informação foi o IGN e detalhes indicam que a nova leva de seis capítulos (que foram totalmente feitos pelo ilustrador Bill Bill Sienkiewicz) mostrará Dexter será desafiado por um assassino que imita crimes já cometidos por ele e que não tem qualquer código.

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    Ainda Segundo o IGN, a história da nova webserie se passa num período imediatamente posterior à morte de Harry, quando Dexter tinha cerca de 20 anos e Debra ainda estava na escola. Outros detalhes apontam que veremos Dexter estudando anatomia numa faculdade de medicina para desenvolver melhor seu ‘talento’. Ocorre, que quando estiver cometendo um assassinato, Dexter perceberá que outro estudante andou espiando-o e sabe que ele é um serial killer. Esse evento então provocará um confronto entre os dois a partir do momento em que o tal estudante começa a matar imitando o próprio Dexter.

    Fãs que estiverem presentes no painel da série que ocorre nesta quinta-feira na Comic Con verão um preview de Dexter Early Cuts: Dark Echo (que foi escrita pelo co-produtor executivo e roteirista da série, Tim Schlatteman e terá voz de Michael C. Hall) além do trailer teaser da 5ª temporada de Dexter que estreia no dia 26 de setembro.


    Notas:

    - Assim que o teaser da 5ª temporada for disponibilizado em boa qualidade farei um post dedicado comentando sobre o que deve ser a trama do novo ano da série, mas se você é curioso(a), dá para ter um pequeno gostinho clicando aqui e aqui para ver fotos promocionais do primeiro episódio.
    - O Showtime provavelmente bloqueará o acesso a essa webserie para quem está fora dos EUA, mas o Youtube está aí para isso, certo?

quarta-feira, 21 de julho de 2010

True Blood – Ep. 3x05 ‘Trouble’

Episódio exibido no dia 18/07 nos EUA e inédito na HBO Brasil até o dia 25/07



Numa época em que muitas porcarias com vampiros são cultuadas como se fossem grandes obras primas, True Blood é a única produção do gênero que consegue ser séria quando precisa sem ser chata, e divertida quase sempre por nunca se levar a sério demais, algo que sua já tão consagrada assinatura de exageros deixa evidente a cada novo episódio e que no fim é o diferencial definitivo da série.

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    Nesse quinto episódio, o gore e até as bizarrices e cenas mais ousadas de sexo foram ignoradas, porque o que realmente importa nesse momento da temporada é evidenciar o conflito que se desenha entre o interesse do rei Russel em Sookie (que de fato não é uma mera telepata como já ficara claro na temporada passada); a tentativa de Bill em protegê-la mesmo que isso possa comprometê-lo de forma decisiva; além de trazer à tona a antiga promessa de vingança feita por Eric quando ainda era humano.

    E se esse panorama já não é pouca coisa, afinal, o gancho que surgiu da última cena foi de fazer querer ver o próximo episódio ontem, o investimento nas subtramas envolvendo Franklin, Jason, Sam e, finalmente, Lafayette, também renderam outros bons momentos. Enquanto a trama de Sam com sua família caminha apenas para a exploração da figura abusiva que o pai bêbado representa (algo que explicaria a postura defensiva de Tommy), a do provável envolvimento de Lafayette com o enfermeiro Jesus parece ser mais promissora não só por dar mais exposição ao ótimo personagem de Nelsan Ellis, mas também por trazer uma chance de vermos o cozinheiro do Merlotte’s baixando um pouco a guarda, o que pode revelar nuances novas dele.

    Agora, com relação a Franklin e seu obsessivo interesse por Tara , é impossível não sentir simpatia por uma figura tão complexa que consegue ser tão ameaçadora quanto infantil em questão de segundos. Que vampiro ele é e por que age assim? As respostas devem vir ao longo da temporada, mas não é nenhum exagero usá-lo como exemplo para dizer que a série está bem servida de personagens novos porque todos sem exceção ajuda a desenvolver a narrativa de forma orgânica.

    O que já não é mais nenhuma novidade a essa altura é vermos Jason mais uma vez encantando por um rabo de saia que fatalmente o envolverá em mais uma confusão. Que a tal Crystal não é só mais uma mocinha indefesa de Bon Temps já ficou claro, mas o que ela é? Uma ninfa que habita a floresta à espreita do primeiro otário com pinta de cafajeste que apareça? Não faço ideia da resposta, mas tô curioso para descobrir. Nesse contexto, o que igualmente merece destaque nessa subtrama do irmão malandro de Sookie, é que sua tentativa de se tornar policial ainda deve render muitas cenas divertidas como aquelas da delegacia. O desejo de Jason em se tornar policial é comparável ao de um adolescente ansioso pela oportunidade de ter uma habilitação para digirir carros: nenhum dos dois quer fazer aulas e testes teóricos de nada e muito menos avaliações já que a única coisa que importa é partir logo para ação e que se dane o resto.

    Num período do ano em que a maioria das séries (novas) não empolga, é um alento e tanto saber que produções como True Blood sigam garantindo a irresistível dose semanal de diversão descompromissada que faz todo fã de tv achar uma boa ideia torcer para que o próximo domingo à noite chegue logo. Alguém discorda?

Entourage – Eps. 7x02 “Buzzed” e 7x03 “Dramedy”

Comentários de episódios inéditos no Brasil até a data deste post



É verdade que essa 7ª temporada de Entourage ainda não engrenou, mas seria injusto dizer que os episódios não tenham rendido situações curiosas envolvendo Vince numa vibe irresponsável testando limites e outras engraçadas sobretudo com Ari (às voltas com a pressão que o status de super agente lhe trouxe) e Johnny.

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    No 7x02 ‘Buzzed’, a ideia era evidenciar um Ari Gold tomado pela sede de poder que sua bem sucedida agência lhe conferiu, o que torna sua postura irascível e sem papas na língua ainda mais divertida, mas que ao mesmo tempo acaba colocando sua dedicação ao trabalho numa escala maior do que à sua família, o que fatalmente renderá conflitos cheios daquele drama peculiar que norteia Ari e sua esposa. A grande pergunta aqui é a seguinte: Ari terá que escolher eventualmente? E se sim, para que lado penderia? Afinal, ter a chance de ser o manager de um time da NFL parece uma tentação irresistível demais até para ele, não?

    Já o 7x03 ‘Dramedy’, que é mais focado em Johnny, mostra o irmão de Vince finalmente às voltas com um projeto que poderia lhe render trabalho na tv. O detalhe, é que ao assumir aquela postura nada humilde tão característica do personagem, Johnny ganha graça principalmente ao questionar Eric e Lloyd sobre suas chances de abraçar um papel cômico, uma vez que sempre se considerou um grande ator de drama, algo que ele definitivamente não é para sorte de quem se diverte com seus seguidos exageros e mancadas.

    Fora isso, o que esses dois episódios também exploraram (além das investidas de Turtle em cima de sua ex-funcionária), foi que ao abraçar a postura Ferris Bueller de curtir a vida adoidado, Vince alimentou um certo ciúme em Eric, que ao vê-lo se aproximar demais de Scott (seu colega de agência), passa a temer perder não só seu melhor cliente, mas sobretudo seu amigo de infância.

    Ainda falta alguma coisa para que Entourage volte a me empolgar como já fez antes, mas não dá para negar que a série ainda é das minhas favoritas. Alguém comigo nessa?

terça-feira, 20 de julho de 2010

Os novos games do agente 007


Quando o 23º filme da franquia 007 chegará aos cinemas ninguém sabe, afinal, a MGM, que detém os direitos dos filmes de James Bond, passa por uma severa crise financeira fruto de uma dívida que beira os US$ 4 bilhões! Por isso, enquanto fãs de 007 mundo afora torcem por uma solução que garanta o futuro da franquia mais rentável do cinema, o jeito é mergulhar nos dois novos games baseados no universo do agente que chegam ainda este ano em diversas plataformas.

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    Em 007 Blood Stone, a ideia é usar uma história totalmente nova para construir uma aventura com o agente explorando os já consagrados elementos que ajudaram a transformar o universo de James Bond num sucesso mundial. Previsto para ser lançado em novembro para PS3, XBox 360, PC e Nintendo DS, o game conta com caracterizações e vozes de Daniel Craig, Judi Dench e até da cantora inglesa Joss Stone, que além de emprestar sua aparência para uma bondgirl, canta ainda a música tema do game.

    Descrição oficial: Quando uma conspiração internacional faz com que um projeto secreto do governo britânico vá parar nas mãos erradas, a arma mais letal de Sua Majestade é chamada para resolver o problema. Mergulhando numa teia de corrupção, você, na pele de Bond, vai embarcar numa caçada global que o fará lutar em terra, mar e ar em lugares como Atenas, Instambul, Mônaco e Bangkok. Nada é o que parece, pois cada aventura revela uma conspiração maior e mais sinistra. Use as armas com precisão nos tiroteios e acelere nas sequências envolvendo carros. Sinta-se na pele de Bond quando entrar em intensos combates corporais com seus inimigos ou encare batalhas online com até 16 jogadores no modo multiplayer que exige talento, trabalho em equipe e estratégia competindo em desafios que colocam espiões contra mercenários.

    007 Goldeneye, é remake daquele que para muitos é o melhor game de 007 já feito. Pelo trailer, dá para notar que os gráficos deixam a desejar, mas a jogabilidade e trunfos como a opção de dividir a tela em 4 e encarar 3 oponentes podendo escolher personagens clássicos da franquia como Oddjob, Jaws, Scaramanga e vários outros, devem atrair a atenção de fãs novos e nostálgicos. A má notícia? Essa releitura de Goldeneye será lançada a partir de novembro exclusivamente para Wii.

    Descrição oficial: A história de Goldeneye volta à vida novamente com a atualização do jogo que traz Daniel Craig como Bond e que foi escrito por Bruce Feirstein, o roteirista do filme original. Surpreenda inimigos, enfrente tiroteios e use os mais modernos gadgets de Bond revivendo momentos clássicos do filme Goldeneye. Infiltre-se na represa e destrua as instalações; persiga o general Ourumov usando um tanque pelas ruas de São Petersburgo; e investigue a base secreta construída na selva.

    ***

    Pelos trailers, deu vontade de jogar algum?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fim da espera: Damages está renovada!


A espera chegou ao fim: Damages está renovada, e o que é melhor, para mais 2 temporadas de 10 episódios cada! Quem deu a boa nova foi o colunista da EW, Michael Ausiello, que confirmou a mudança de casa da série protagonizada pela implacável Patty Hewes (Glen Close). A partir de 2011, Damages sai do FX e passa a ser exibida pelo canal 101 da Directv americana que adquiriu os direitos da série que pertenciam à divisão de tv da Sony. Obviamente ainda não há nenhuma informação sobre a nova trama ou mesmo elenco (calma, Glen Close vai voltar, claro), mas quem se importa? O que interessa agora é que teremos a série por (pelo menos) mais 2 temporadas! A boa tv e nós agradecemos.

Louie: Quando o politicamente incorreto é imperdível



Saber fazer comédia com piadas sobre racismo, minorias, escolhas sexuais e afins é pra poucos. Se são apoiadas na escatologia então nem se fala, afinal, é tênue a linha que separa graça do do mau gosto e são raros os exemplos cujo resultado fuja de apelações baratas e pueris. Nesse contexto, assistir Louie, sitcom que estreou no final de junho pelo FX americano, é ter a certeza de que o politicamente incorreto e o humor ácido e inteligente ainda pode ter espaço na tv e render boas risadas.

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    Estrelada pelo comediante Louie C.K. (que também produz, escreve e dirige), a série de temática adulta é uma surpreendente novidade dessa mid season, tradicional período que as redes usam para testar novas produções. De forma geral, não há nada absurdamente original em Louie, mas ao combinar com eficiente equilíbrio sequências de standup comedy com dramatizações curiosas sobre a vida e os relacionamentos de seu protagonista, a série se destaca pela ousadia e pela coragem com que extrai graça das mais diversas e corriqueiras situações e conversas.

    Centrada totalmente em Louie, um quarentão divorciado que enxerga a vida e suas relações de maneira absolutamente pessimista (mas não menos objetiva), a série faz leituras bem curiosas e divertidas de cenários do quotidiano do protagonista, que apesar de ser um sujeito com senso crítico apurado em muitos aspectos, se revela inseguro e com baixa auto estima em muitos outros, o que de certa forma confere um charme extra ao personagem.

    Dizer que Louie vai se tornar um novo clássico do gênero na linha de Seinfeld é prematuro, claro, mas dada a impressão deixada pelos quatro primeiros episódios, dá para afirmar sem qualquer receio que a perspectiva é boa, sobretudo se os roteiros seguirem investindo nas críticas sociais e políticas de forma audaciosa, além de nunca abrirem mão de privilegiar o politicamente incorreto como elemento chave, algo que a excelente participação especial de Ricky Gervais como um médico insensível e totalmente sacana já deixa evidente.

DVDs de Fringe, True Blood, Lost e muito mais por R$39,90!

A dica para quem quem deseja aumentar a coleção de DVDs de Séries é a nova promoção que o Submarino colocou no ar por tempo limitado. Na nova campanha, cada box sai a R$39,90 e dentre as boas opções disponíveis no momento em que escrevo este post estão a 1ª temporada de Fringe e de True Blood, as duas primeiras de The Big Bang Theory, as 4 primeiras de Lost e de House, além de temporadas de Prison Break, Supernatural, Arquivo X e várias outras.

É verdade que alguns DVDs (lista completa aqui) já haviam caído de preço, mas há outros como os de Fringe e True Blood por exemplo, que antes custavam cerca de R$119,90 e que agora estão com 60% de desconto em média, ou seja, se você coleciona ou simplesmente quer ter um box de série específico, aproveite enquanto pode porque a procura não deve ser pequena.

Tá pensando em encomendar algum?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Treme, a melhor série nova de 2010

Não são muitas as coisas que me emocionam, mas boa música e bons dramas apoiados no cotidiano são coisas que figuram facilmente na lista. Nesse contexto, depois de assistir a temporada de estreia de Treme (ainda inédita no Brasil), ficou fácil concluir que eu acabara de experimentar a melhor e mais bem acabada série nova de 2010.

Criada pelos mesmos realizadores de The Wire, simplesmente a série policial mais impactante da tv ao lado de The Shield, Treme narra a história de alguns moradores de Nova Orleans, que três meses após a destruição provocada pelo furacão Katrina, tem que lidar com os mais diversos problemas e dilemas ao mesmo tempo em que buscam no amor pela cidade e sua forte cultura, a motivação para seguir em frente.

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    Rica em diálogos marcantes e interpretações idem (com especial destaque para as excelentes personagens femininas, diga-se), a série se foca na força do poder de união que a musicalidade de um povo e as singulares manifestações culturais históricas da cidade exercem na capacidade de superação que move e sustenta a continuidade de vidas e hábitos que à princípio poderiam ser vistas como encerradas.

    Assim, na heterogeneidade de seus personagens, a série retrata com muita maestria as mais diversas situações e cenários de um grande grupo de pessoas que simplesmente se nega a aceitar a derrota imposta pela fúria da natureza e por negligências governamentais ou a abandonar o estilo bon vivant de ser (vide os ótimos Antoine Batiste e Davis McAlary, este feito por um inspirado Steve Zahn) que a cidade parece nutrir a cada novo desfile ou show de jazz/blues num dos apertados bares da cidade.

    Musical como nenhuma outra série o é, Treme no entanto nunca usa o artifício de forma gratuita para construir sua narrativa. Aqui, o som de trambones, saxofones e trompetes aliados a violinos, piano e voz são usados muito mais como elementos que ajudam a apresentar e a contextualizar personagens, do que como distração disfarçada de apelo pop.

    Além disso, sem nunca abrir mão de ser inteligente nas críticas urgentes que apresenta sobretudo através da figura do professor Creighton Bernette (John Goodman, excelente), Treme também não se esquiva de evidenciar sem qualquer pudor as mazelas que um evento daquela magnitude deixam à tona numa sociedade que defende com tanto vigor o discurso da justiça e igualdade para todos.

    Longe de ser uma série fácil, Treme é uma produção que se sustenta pela sutileza e pela simplicidade, elementos que em equilíbrio transforma-na numa pequena obra prima da tv que a HBO corajosamente apoiou. A 2ª temporada só chega em 2011, por isso, se ainda não conhece a série, aproveite o tempo de espera. O prazer é garantido, pode apostar.


    A abertura de Treme dá o tom da série.

Toy Story 3

Não sei se como empresa a Pixar tem uma missão formal, mas se for algo como ‘Surpreender crianças e adultos a cada novo filme’, dá para dizer que eles a cumprem com louvor renovando produção após produção a magia de divertir e emocionar como poucas produções conseguem. Quinze anos depois do longa que revelou o estúdio, Toy Story 3 surje não só como uma bela aventura carregada de risos fáceis, mas sobretudo como uma experiência sensorial capaz de nos conectar a sensações e lembranças de um período de transição agridoce para cada um de nós: a passagem da fase infatil e lúdica para a de adolescente/adulto.

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    Dirigido por Lee Unkrich a partir de argumento de John Lasseter (chefe de criação da Pixar e diretor dos dois primeiros filmes) e Andrew Stanton (roteirista dos filmes anteriores), Toy Story 3 tem como um de seus grandes méritos, a capacidade de saber equilibrar com muita competência as piadas ora sutis, ora explícitas (as que envolvem o boneco Ken e a de Buzz em versão espanhola são excepcionais) com os momentos singelos que remetem a valores da essência do espírito humano de forma brilhante e inpiradora, como uma das cenas finais, por exemplo, deixa evidenciada.

    Com uma história que se passa dez anos depois do 2º filme, Toy Story 3 narra as aventuras dos brinquedos liderados por Woody e Buzz pouco antes da ida do outrora garoto Andy para a faculdade. Lidando com questões como rejeição e perda e a importância de conceitos de companheirismo e amizade, o filme roteirizado por Michael Arndt (de Pequena Miss Sunshine) coloca os brinquedos numa creche que a princípio é encarada por toda turma como um paraíso, mas que logo se revela mais dura que a realidade de uma caixa no sótão da casa de Andy parecia .

    E é naquele ambiente dominado por ‘vilões’ liderados por um urso de pelúcia e até por um brinquedo bebê (o que não deixa de ser uma subversão curiosa para as duas figuras) que o filme mergulha em momentos de absoluta graça e que mesclados aos de um suspense crescente, bem construído e envolvente, transformam a produção numa das experiências mais ricas e, como apontei lá no início, emocionais do ano. A Pixar fez de novo e nós só temos a agradecer.

    Cotação:

    Nota: O curta Dia & Noite que abre Toy Story 3 e faz uma celebração às diferenças, é sem qualquer dúvida o melhor e mais inspirado já feito pelo estúdio. Pode ser precipitado afirmar, mas duvido que o Oscar 2011 da categoria possa ter outro dono.

True Blood - Ep. 3x04 ‘9 Crimes’

Episódio exibido no dia 11/07 nos EUA e inédito na HBO Brasil até o dia 18/07


Uma das coisas mais curiosas dessa 3ª temporada até agora, é que cada novo episódio parece ser o último com um monte de coisa acontecendo ao mesmo tempo e sempre com aquele senso de urgência instigante. Assim, do fora que Bill deu em Sookie, passando pela tentativa de Eric de culpá-lo pelo esquema de tráfico de V descoberto pelo magistrado, o que esse ‘9 Crimes’ evidencia de forma ainda mais clara é que a trama vai mesmo girar entre o conflito de dois reinos onde não há mocinhos e da cada vez mais conturbada relação nutrida por Sookie com vampiros e agora com lobisomens.

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    E se já está óbvio que ao dispensar Sookie de forma seca pelo telefone, Bill agiu com a intenção de protegê-la da irascível Lorena e do ainda misterioso interesse do rei Russell (que de fato era quem estava por trás das ações do obscuro Franklin), também fica evidente que sua prevenção pode lhe cobrar um preço alto demais: perder a garçonete para Eric (cada vez mais atraído por ela) ou mesmo para o lobisomen Alcide, que encarando a mesma rejeição da garçonete, tende a se aproximar ainda mais dela. Nesse contexto, mais do que o risco de perder Sookie, as ações de Bill refletem também um distanciamento ainda maior de sua almejada humanização, algo que a aparente fidelidade ao rei Russell o faz abraçar o lado selvagem que a tempos tentava abdicar.

    Contudo, o que realmente tem me intrigado bastante na trama da temporada é que papel Sookie terá na inevitável batalha que dividirá os dois reinos de vampiros e como os lobisomens, trabalhando sob influência do rei Russell (e do vício em V, claro), poderão definir vencedores e vencidos lá na frente. Quem terá mais cartas na manga e saberá usá-las com mais eficiência? Que venham os próximos episódios.

    Outros destaques do episódio:

    - No episódio anterior foi pescoço torcido, nesse um violento soco direto no rosto... O que mais Bill reserva a Lorena em seu cardápio de ‘carinhos’, hein?
    - Andy como novo xerife e Jason chantageando-o para torná-lo policial. Alguma dúvida que veremos Stackhouse com um distintivo em breve?
    - Tara sendo tão facilmente dominada por Franklin, que é fácil uma das figuras mais intrigantes da trama.
    - Jessica como a nova garçonete do Merlotte’s. Garantia de mais beleza em cena.
    - E Lafayette, hein? Será que Eric tentará queimá-lo frente o magistrado para tirar o seu da reta?
    - Sam dando um voto de confiança para ajudar sua complicada família. Problemas à vista para o transmorfo.
    - Alguém na expectative para voltar a ver mais flashbacks envolvendo Eric e Godric disfarçados de nazistas investigando a ‘Operation Werewolf’ na 2ª Guerra?