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* No vídeo cheguei a dizer que não valeria à pena importar o box do Poderoso Chefão, mas ao fazer uma pesquisa pelos principais sites nacionais na noite de domingo, vi que a média atual é bem alta com preços a partir de R$180!, ou seja, mais que o dobro do importado.
“Não vamos fingir que somos vítimas aqui.” A frase dita por Jax a Gemma em dado momento do nono e mais recente episódio, “Turas”, traduz bem porque Sons of Anarchy é tão distinta e essencial. Embora acabemos nutrindo simpatia pelo Samcro e seus membros, a série jamais tenta retratá-los como figuras de moral e ética inquestionáveis. Assim, ao concentrar sua trama atual na incansável busca de Jax pelo filho sequestrado, a produção e seus roteiros nos lembram a todo instante que os motoqueiros estão bem longe de ser mocinhos e que por isso pagam altos preços pessoais em função das escolhas que fazem através do clube.
Nesse panorama, o envolvimento do Samcro com o contrabando de armas e com o IRA (representado tanto em seu braço político com Jimmy, quanto religioso com o padre Ashby) ganha nuances bem curiosas, já que ao colocar os Jax, Clay e cia no meio de uma disputa de poder sangrenta e cheia de reviravoltas e traições, ainda encontra espaço para conflitos e descobertas familiares impactantes. As mesmas aliás, que tendem a aumentar ainda mais a tensão e o desgosto que Jax tem com os rumos que o clube tomou e que culminaram no sequestro de Abel e com a necessidade (de proteção) que ele enxergou de terminar seu relacionamento com Tara, que por sua vez se transforma em peça chave no gancho do episódio em Charming. Ou seja, a série continua imperdível e a reta final desse terceiro ano promete fortes emoções que mal posso esperar para experimentar.
Em “Amber 31422”, de novo fomos levados para o lado de lá onde a equipe Fringe investiga um curioso incidente ocorrido numa área de quarentena de âmbar, ao passo que Olivia, cada vez mais atormentada pela dúvida de sua identidade, se submete a testes que acabam culminando num dos ganchos mais instigantes da temporada até aqui.
Fato é que de forma muito inteligente, o roteiro deste episódio acabou amarrando o dilema da investigação da vez – a breve troca de identidade de um homem preso no âmbar com seu irmão gêmeo – com o próprio tormento vivido por Olivia, que motivada pelas ‘visões’ de Peter, literalmente mergulha no experimento de Walternativo onde acaba encontrando uma verdade que então julgava impossível: a de que ela realmente não pertence àquele lugar.
O que veremos daqui para frente permanece uma incógnita, mas a certeza de que o conflito de Olivia, e sua consequente necessidade de tentar esconder o que descobriu de Walternativo, constituirão a principal base do que acontecerá na trama do lado de lá é irrefutável. O que Olivia fará daqui pra frente? Tentará voltar pro lado de cá ou pelo menos estabelecer alguma comunicação com Peter, talvez? E se conseguir, que tipo de ação ou reação provocará do 'nosso' lado? Que venham os próximos episódios!
Em junho destaqui aqui uma promoção do excelente e definitivo box em Blu-Ray da trilogia Matrix. Naquela época, o box que tem 6 discos e legendas em pt-br nos 3 filmes e em alguns dos extras, saía por cerca de R$90. A boa notícia do dia (e não sei até quando essa nova promoção vai durar) é que a Amazon voltou a reduzir o preço do box, que pela cotação atual, agora sai por R$77 + frete. Ou seja, ótima oportunidade para quem é fã dos filmes e ainda não adquiriu esse belo box.
Boardwalk Empire, a nova série sensação da HBO, já caminha para o sétimo episódio lá fora enquanto aqui no Brasil vai para o terceiro. Seja lá qual for o calendário que você use para acompanhá-la (e você está vendo a série, não é?), fato é que compará-la a Sopranos não é nenhum exagero. Na temática, ambas são bem parecidas falando sobre crime organizado, ligações escusas, família, moral e etc. O que muda mesmo é o glamour, já que passada nos anos 20, Boardwalk Empire se vale de uma caracterização mais apurada e formal (mas nem tanto) de cenários, figurinos e diálogos. Seus personagens no entanto, liderados pela curiosa figura de Nucky Thompson (Steve Buscemi, ótimo) são tão complexos e carismáticos quanto os de Sopranos, algo que vamos descobrindo a cada novo episódio revelando novas nuances sobre cada um deles. Do tesoureito de Atlantic City, passando pela viúva que desperta interesse do homem mais poderoso da cidade ou do agente obcecado pelo desejo de expor crimes numa época de lei seca, o drama que surge mostra figuras absolutamente distintas e tomadas por contradições bem particulares. E se no fim, a série produzida por Terence Winter (que foi produtor de Sopranos, diga-se) e Martin Scorsese (sim, ele mesmo), pode até ser vista essencialmente como a produção que desnuda as engrenagens que permitiram o surgimento do crime organizado, mais justo a se dizer, é que mais do que isso, ela é uma belíssima história sobre homens e mulheres em conflito tentando encontrar seu espaço e, sobretudo, identidade. Quem é mocinho e quem é vilão? Todos e ninguém. Tá aí a beleza de Boardwalk Empire.
Depois da excelente e densa estreia do quinto ano de Dexter, não escrevi mais nada sobre os quatro episódios subsequentes. O real motivo da ausência de posts específicos portanto, além da escassez de tempo, vem de uma única e (para mim) pesarosa verdade: a temporada ainda não empolga. Sim, Dexter continua facilmente no meu top 5 de séries (onde figura desde sua estreia), mas fato é que pelo menos nesse arco inicial, a falta de um bom antagonista (como ocorreu nos melhores anos da série, o 1º e o 4º) atrelada às subtramas desinteressantes (crise de confiança no casamento de Batista e LaGuerta, por exemplo) tem minado a consistência e a regularidade da história, que ainda se mantém acima da média, mas podia ser bem melhor.Derrapadas narrativas à parte, Dexter continua sendo um protagonista absolutamente fascinante. Complexo, contraditório, inteligente e agora menos frio e mais humano, e talvez por isso mais suscetível a erros que antes não cometia, o personagem segue sustentando o peso e a importância que a série ganhou. O Dexter viúvo e pai, agora é um cara mais frágil e que mesmo sem perceber racionalmente, busca cada vez mais a conexão (sem interesses românticos, claro) com alguém que aceite o que ele é e faz.
Nesse panorama, a relação que ele passa a nutrir com Lumen (Julia Stiles), a jovem que acidentalmente acaba salvando da tortura de um maníaco, ganha contornos curiosos, visto que Dexter constantemente se vê dividido entre a necessidade de manter-se fiel ao código (algo que fica evidenciado nas ‘aparições’ de seu pai) e o desejo de entender a dor da moça e servir de suporte para que ela siga seu caminho, algo que por tabela garantiria a manutenção de seu anonimato.
Nesse contexto, é inegável que a temporada vai bem, porque desenvolvendo ainda mais o protagonista, expande nosso interesse em torno de tudo o que acontece com ele. Da preocupação justificada em relação ao que o trauma vivenciado pelo bebê Harrison poderia representar (estaria o menino ‘condenado’ a se tornar um psicopata como ele?), passando pelo esforço que Dexter faz para conquistar a confiança da misteriosa babá (ela guarda algum segredo?) ou ainda pela ameaça que a investigação de Quinn pode representar, tudo caminha para a concretização de bons conflitos mais à frente.
Só é pena, como eu disse antes, que as subtramas que serviriam de apoio para a história central tenham se revelado tão pouco inspiradas até aqui. E ok que os assassinatos de Santa Muerte, além de trazerem o gore de volta à série, fatalmente acabarão atraindo a atenção de Dexter, mas acho que, por enquanto, isso é muito pouco. A própria Lumen, decidida a buscar vingança contra seus agressores em Miami, não parece ter força suficiente para sustentar papel maior que o de funcionar como possível catalisador de exposição de Dexter para Quinn eventualmente. Sobre isso aliás, é razoável assumir que o nada orgânico envolvimento do detetive com Debra só vá servir mesmo como base de um conflito maior quando (e se) ele realmente conseguir ligar os pontos associando Dexter a Kyle Butler e consequentemente a Arthur Mitchell, o Trinity.
Dito isso, cá entre nós, é querer demais que a essa quinta temporada realmente esquente logo fazendo jus ao protagonista que tem?
Quando repercuti a notícia de que a HQ The Walking Dead ganharia uma adaptação na tv, pouco se sabia a respeito de seu formato. À época, a única certeza era a de que Frank Darabont estaria à frente do projeto e que o presidente do AMC garantia que a série seria fiel ao material de origem. Pois bem, passado pouco mais de um ano, eis que o episódio piloto de pouco mais de 60 minutos vaza deixando uma constatação óbvia: praticamente todos os elementos mais marcantes da HQ foram de fato emulados na série. O tom de horror está lá, assim como a violência gráfica em diversos níveis. Mistérios? Claro que sim, mas no fim, em meio a efeitos visuais impressionantes e assustadoramente convincentes, o principal elemento que surge dando força à narrativa é o da mais básica luta pela sobrevivência num cenário apocalíptico inimaginável.
Darabont, que além de ser produtor executivo da série, escreveu o roteiro e dirigiu o primeiro episódio, imprime o mesmo tom de suspense intrigante que vimos no seu excelente O Nevoeiro (The Mist, 2007). Em “Days Gone Bye”, episódio que abre a série, pouco descobrimos sobre os sobreviventes ou sobre como se organizam para passar mais um novo dia longe da fome de zumbis sempre à espreita. Se isso impede qualquer conexão imediata da nossa parte? Nem um pouco, porque conflitos e dilemas rapidamente tomam forma, quer seja através do protagonista da série, o policial Rick Grimes que busca pela esposa e filho cujo destino ele desconhece, ou de situações limites capazes de levantar questionamentos morais relevantes em torno do que vale ou não vale fazer quando se tenta sobreviver.
Pode até soar como exagero da minha parte, mas mesmo com apenas um episódio na conta vou apostar desde já que The Walking Dead será A série da temporada. Dito isso, se você não tinha conhecimento da produção ou simplesmente não pretendia assistí-la, a hora de mudar de ideia é agora. Se já ia ver, por enquanto tenha certeza de uma única coisa: a série é mesmo do cacete!
Alternando episódios entre o ‘nosso’ universo e o de lá, a narrativa tem se revelado bem fluida com os acontecimentos dos dois lados que funcionam de maneira orgânica e instigante. Assim, se o segundo episódio, “The Box” trouxe a revelação de que Walter passa a controlar a Massive Dynamics (cuja tecnologia deve ter papel fundamental para a guerra iminente entre os mundos), “The Plateau” e “Do Shapeshifters Dream of Electric Sheep?”, terceiro e quarto episódios respectivamente parecem indicar o que deve ser o principal conflito da trama: o eventual apego das Olivias com o universo que não o seu.
Nesse cenário, o que mais tem chamado minha atenção até agora, além das sempre brilhantes e divertidas tiradas de Walter, é a construção do papel que não só a Olivia original desempenhará eventualmente do lado de lá onde parece cada vez mais convencida de ser quem não é, mas também o de sua contraparte vilã, que ciente de tudo e movimentando as peças do tabuleiro conforme sua missão pede, pouco a pouco parece também fadada a confundir-se com a persona que tenta fingir ser.
Sendo assim, o grande momento da temporada deve se dar quando os dois universos voltarem a se chocar de forma mais direta. Com isso, imagino que em breve o plano de Walternativo de usar Olivia como ferramenta encontre obstáculo numa ação do Philip Broyles de lá (que parece disposto a questionar as motivações de seu chefe), ao mesmo tempo em que os riscos da falsa Olivia ser exposta cresçam à medida em que o relacionamento com Peter ganhe mais peso.
Mais consistente do início ao fim de cada episódio, Fringe parece ter encontrado a sua fórmula ideal nesse início de terceiro ano. O ritmo dos episódios está melhor, os personagens ficaram mais interessantes (destaque para Olivia, claro, conforme já destaquei antes) e a trama em si parece muito mais madura e objetiva. Se a sequência da temporada irá sustentar essa conquista eu não sei, mas conto os dias para que o próximo episódio chegue logo. E você, faz o mesmo?