segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Estreias da Temporada 2009/2010 (Parte 3) – The Forgotten, The Good Wife, NCIS: LA, Mercy e Eastwick



Na terceira parte dessa cobertura das séries estreantes, os destaques são os dramas. Tem investigações sobre vítimas não identificadas em The Forgotten, um drama jurídico diferente em The Good Wife, spin-off com NCIS: LA, mistura de Grey’s Anatomy com Nurse Jackie em Mercy e adaptação de filme famoso em Eastwick.

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    Obs.: Todas as datas de estreia se referem à exibição nos EUA

    The Forgotten (estreou no dia 22 de setembro)

    No mundo do atualmente onipresente produtor da tv americana Jerry Bruckheimer (da franquia CSI e Without a Trace por exemplo) nada se cria, tudo se adapta. Se Cold Case mostrava um grupo policial especializado em investigações de crimes não resolvidos, The Forgotten é sobre um grupo de voluntários civis que investigam casos envolvendo vítimas não identificadas. ‘Original’, não?

    Embora todos os voluntários do grupo se envolvam naquele trabalho por alguma razão pessoal, não tem como não negar que a série força muito a barra colocando civis sem qualquer preparo para fazer investigações perigosas (a exceção é o personagem de Christian Slater que é um ex-policial). E se esse pequeno detalhe nem chega a comprometer a série totalmente, a trama e seus personagens desinteressantes apontam uma certeza quando o episódio Piloto termina: The Forgotten é só (mais) uma série bem feitinha, mas igualmente - com o perdão do trocadilho que o título permite - esquecível...

    The Good Wife (estreou no dia 22 de setembro)

    O lado bom de se ver uma série nova sem ter expectativa nenhuma, é que qualquer traço de novidade no que se vê já pode ser suficiente para ganhar seu interesse. Contudo, dizer isso de The Good Wife é ser injusto e superficial, afinal, a produção explora o mundo das séries jurídicas sob um novo prisma, mesclando o drama pessoal de sua ótima protagonista ao caso em foco.

    Contando com Julianna Margulies (a Carol de ER) no papel de Alicia Florrick, uma dedicada esposa que vê sua vida mudar radicalmente depois que um escândalo envolvendo seu marido (Chris Noth, o Mr. Big de Sex and the City) vem à tona, The Good Wife mostra o choque na vida de uma mulher que de uma hora para outra se vê não apenas obrigada a voltar a trabalhar como advogada depois de vários anos ‘aposentada’ em casa, bem como a descobrir se sua família ainda tem chance de ficar de pé. À princípio pode até parecer desisteressante, mas acredite, a série é das mais promissoras da temporada e merece os elogios que vem recebendo sobretudo pela composição equilibrada de Margulies.

    NCIS: Los Angeles (estreou no dia 22 de setembro)

    Honestamente passo bem longe de ser admirador de NCIS, a série que originou esse spin-off estrelado por Chris O’Donnell e LL Cool J, mas curioso que sou, resolvi conferir o Piloto dessa variação passada em Los Angeles. O veredicto? Embora bem produzida, NCIS: LA é, tal qual sua matriz, só mais uma série de ação repleta de exageros estéticos (a quantidade de cenas telegrafadas beira o absurdo) sem nenhuma qualidade que a faça ter algo a dizer.

    Anticlimática e previsível, a trama do Piloto nada mais é que um veículo usado para (tentar) provar que a dupla de protagonistas Sam e ‘G’ Callen (Cool J e O’Donnell respectivamente) é realmente fodona e tira de letra a missão de impedir que ameaças à segurança nacional se tornem realidade. Sendo assim, só sobra à série a capacidade de fazer rir com a personagem chamada Hatty, uma senhorinha de 1,50m que além de dar ordens e fornecer os gadgets da missão, é uma cópia idêntica da Edna de Os Incríveis. Brincadeiras à parte, a verdade é uma só: NCIS: LA fará tanto sucesso na audiência quanto a original, mas será tão dispensável quanto ela.

    Mercy (estreou no dia 23 de setembro)

    Receita para tentar emplacar uma nova série médica: pegue a fórmula de uma produção já veterana (Grey’s Anatomy), coloque os médicos como coadjuvantes, acrescente uma protagonista feminina que não por acaso seja enfermeira tal qual oa de outra série recente bem elogiada (Nurse Jackie) e pronto, você tem Mercy saindo fresquinha do forno.

    Centrada em Veronica, uma enfermeira experiente recém chegada do Iraque, Mercy nada mais é que uma cópia honesta(?) daquela mescla de casos médicos com pequenos conflitos profissionais e pessoais (leia-se romances dentro e fora do hospital). Fora isso, sua protagonista é um espelho menos complexo daquela de Nurse Jackie de quem também pega modelos para outros personagens, como por exemplo, a enfermeira novata e inexperiente (papel de Michelle Trachtenberg). Dizer que a série é pessima seria injusto, mas se aquelas que a inspiraram continuam na ativa, para que optar pela cópia?

    Eastwick (estreou no dia 23 de setembro)

    Repetindo o enredo base do filme que a originou (As Bruxas de Eastwick, produção de 1987 estrelada por Cher, Susan Sarandon, Michelle Pfeiffer e Jack Nickolson), Eastwick, dramédia sobre três mulheres que se descobrem com dons para lá de incomuns, é praticamente uma Desperate Housewives com poderes sobrenaturais.

    Divertida sobretudo graças à boa química de seu trio de lindas protagonistas (Roxie, Joanna e Kat), Eastwick no entanto tem toda pinta de ser aquele tipo de série com prazo de validade curto. Sendo assim, se você não dispensa um guilty pleasure, essa pode ser uma alternativa bem razoável dessa temporada.

sábado, 26 de setembro de 2009

Estreias da temporada 2009/2010 (Parte 2) - Cougar Town, Community, Bored to Death, Accidentally on Purpose e Modern Family



Dando continuidade à cobertura das estreias da temporada 2009/2010, falo de cinco comédias novas que chegaram à tv ao longo dos últimos dias. Tem quarentona subindo pelas paredes em Cougar Town, universitários incomuns em Community, um escritor em crise dando vida a uma fantasia em Bored to Death, uma gravidez mudando a vida de uma mulher experiente em Accidentally on Purpose e uma família moderninha cheia de tipos engraçados em... Modern Family.

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    Obs.: Todas as datas de estreia se referem à exibição nos EUA

    Cougar Town (estreou no dia 23 de setembro)

    Coitada da Courteney Cox. Será que depois de fracassar com Dirt (aquela série que buscava na polêmica o diferencial para ser sucesso), a eterna Monica de Friends não tinha alternativa melhor que não a de tentar a sorte com uma comédia tão fraca quanto essa Cougar Town? Sério. Nos vinte e poucos minutos do Piloto da série, a única sensação que ela provocou em mim foi vergolha alheia. Risos? Zero.

    Focada numa quarentona divorciada (Jules, papel de Cox), Cougar Town é um festival de equívocos, começando pelo título que na tradução literal nada mais é do que a cidade das tigrezas. Fora isso, ao optar por reduzir a personagem de Cox (que se vira como pode no papel) a uma mulher desesperada para tirar o atraso com garotões, a série torna aquela que deveria ser sua grande atração num rascunho mal feito do que poderia ser uma mulher moderna, bem sucedida, independente e engraçada.

    Além disso, vamos combinar que Jules (mãe de um adolescente apagado) não pode ter muito futuro morando num lugar onde os homens mais velhos solteiros/divorciados aparentemente tem idade mental de 12 anos e tem que conviver com amigas tão sem noção quanto ela. E não é nem que eu tivesse esperança de que a série pudesse ser boa, mas precisava ser tão ruinzinha? =/

    Community (estreou no dia 17 de setembro)

    Embora não seja assim tão engraçada quanto pretende, esta comédia centrada num grupo de universitários bastante incomum, inegavelmente tem potencial para se estabelecer como uma das boas estreias da temporada. Heterogêneo, o elenco tem no veterano Chevy Chase (o Ted Roark da 2ª temporada de Chuck) seu grande nome, mas quem aparece com destaque nos dois primeiros episódios é mesmo John McHale (mais conhecido como apresentador do programa de The Soup do E!). É dele o papel do protagonista Jeff, um advogado que após perder o registro volta para faculdade disposto a todo tipo de armação e malandragem para obter vantagens na missão de se conseguir um diploma. Tá longe de ser ótima, mas sem dúvida merece mais chances.

    Bored to Death (estreou no dia 20 de setembro)

    Se o título da série já é uma dica... Bom, nessa nova comédia produzida pela HBO e estrelada por Jason Schwartzman, sobram boas intenções, mas falta o mais essencial: a capacidade de fazer rir. Centrada num escritor em crise de inspiração que resolve sair da rotina dando uma de detetive particular, Bored to Death tem personagens até interessantes na figuras do protagonista loser, seu não menos fracassado amigo autor de HQs (Zach Galifianakis de “Se Beber não Case”) e seu editor alcóolatra (Ted Denson) com queda por maconha, mas com tramas de investigação pouco criativas e arrastadas demais, não tem jeito, quando o Piloto termina só uma sensação fica: tédio.

    Accidentally on Purpose (estreou em 21 de setembro)

    Bem diferente de sua personagem na finada Dharma & Greg, Jenna Elfman ressurge à vontade e divertida como Billie, uma crítica de cinema que após o fim de um relacionamento, vê sua vida mudar radicalmente após uma noitada animada que termina em gravidez inesperada e em envolvimento com um homem bem mais jovem que ela. Não há nada incrivelmente novo em Accidentally on Purpose, que exagera um pouco naqueles risos falsos de cena, mas que tem bons diálogos e um mote que promete render situações engraçadas, essa comédia é outra que vai ganhar minha atenção por pelo menos mais alguns episódios. E tudo graças a Elfman.

    Modern Family (estreou em 23 de setembro)

    Não sei se foi culpa da baixa expectativa, mas fato é que dentre todas as novas comédias, Modern Family foi disparada a que mais me agradou até aqui. Feita em estilo mockumentary (uma marca registrada de The Office), a série explora com ótimas e divertidíssimas sacadas, o choque de diferenças que une três núcleos de uma mesma família.

    Nesse cenário, Ed O’Neil (o eterno Al Bundy de Married with Children) surge como Jay, um sujeito de pouco humor, mas que não menos engraçado, encara seus preconceitos e os dilemas frutos de um casamento com uma mulher bem mais jovem e seu filho pré-adolescente.

    A essa mistura, soma-se também as famílias do casal de filhos de Jay, Claire e Mitchell. A de Claire (que é feita por Julie Bowen, a Sarah de Lost), segue um formato mais tradicional, e mostra a neurose de uma mãe de três filhos casada com Phil, um pai atrapalhado e tão sem noção quanto o Michael Scott de The Office. Já a de Mitchell (que tal qual seu pai é divertidamente pouco paciente), é formada por seu bonachão e divertido companheiro Cameron e por uma recém adotada bebêzinha vietnamita.

    Não sei se Modern Family conseguirá manter o mesmo gás desse início ao longo dos próximos episódios, mas se repetir as várias situações engraçadas desse Piloto (a cena do avião é ótima), tem tudo para ganhar um fã por toda temporada.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"V" - Novo vídeo promocional



Revelando mais efeitos visuais impressionantes para a tv (e que antes só foram vistos nesse nivel em Battlestar Galactica), o mais novo vídeo promocional do remake de V, que estreia no dia 3 de novembro nos EUA, mostra cenários gigantescos e promete muita ação, aventura e aquele tom de conspiração, que se bem explorado pode render mais uma bela série.

Ansiosos?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

House – 6x01 / 6x02 "Broken"

Episódio exibido no dia 21 de setembro nos EUA


“Somos todos patéticos e isso é o que torna tudo interessante”

Adjetivos elogiosos para definir a estreia da 6ª temporada de House não faltam, mas optando pela objetividade, basta dizer que “Broken” (episódio especial duplo) foi simplesmente o melhor da história da série até aqui. Diferente, divertido, cheio de viradas interessantes e sobretudo emocionante, o episódio surge como um divisor de águas na série, que investindo numa mudança significativa de seu protagonista, agora tem tudo para voltar à boa forma.

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    Dirigido por Katie Jacobs (produtora da série) e roteirizado por quatro pessoas (sendo uma delas o próprio criador da série, David Shore) “Broken” é praticamente um filme da série. Retomando o gancho do final da temporada anterior quando House se interna num hospital psiquiátrico, o episódio se concentra inteiramente em mostrar o esforço do médico em não só se livrar de seu vício em Vicodin, mas também em encontrar o reequilíbrio mental há tempos perdido.

    No processo – que nos leva por uma verdadeira montanha russa de emoções – House conhece pessoas tão miseráveis psicologicamente quanto ele (com destaque para o irritantemente divertido Alvie) e inicialmente agindo como a misantropia que lhe é peculiar, se vê progressivamente obrigado a mudar de postura principalmente depois de um terrível incidente envolvendo um outro paciente e sobretudo por conta da influência de um médico tão teimoso e inteligente quanto ele próprio (o Dr. Nolan feito pelo ótimo Andre Braugher) e por seu rápido, mas impactante envolvimento com Lydia (Franka Potente de Corra, Lola, Corra).

    Belíssimo em toda sua concepção (trilha sonora ótima e fotografia idem) e absolutamente corajoso mesmo quando decide apelar para soluções simplistas (na cena em que o paciente herói ‘cura’ a mulher muda), “Broken” expõe as várias nuances da psique de House de um jeito que nunca vimos. E assim, ao apontar um caminho de mudança em seu comportamento, ele ficará marcado como O episódio de Hugh Laurie na série, que mais uma vez perfeito na composição de seu mais famoso personagem, consegue provocar em simples gestos e ações, emoções tão distintas quanto a frustração (de não o vermos tendo o controle) e mais tarde o inevitável prazer das lágrimas que terminam, como na imagem que abre esse post indica, num sorriso.

    House voltou aos bons tempos meus amigos. Inteligente e sarcástico como sempre, mas diferente como nunca no que promete ser a melhor temporada da série. Alguém duvida?

    A 6ª temporada de House tem estreia prevista no Brasil para o dia 22 de outubro via Universal Channel

Estreias da temporada 2009/2010 (Parte 1) – Glee, The Beautiful Life (TBL) e The Vampire Diaries

ATENÇÃO: Esse post contém comentários de séries ainda inéditas no Brasil até essa data.



A quatindade de séries novas que chegam na recém iniciada temporada é enorme (até março de 2010 cerca de 30 chegam à tv). Novatas dessa leva, Melrose Place e FlashForward já ganharam minha atenção aqui e aqui respectivamente, mas como será humanamente impossível dedicar posts maiores a todas elas, farei uma coisa um pouquinho diferente aqui para cobrir essas estreias. Sendo assim, a partir de hoje surgirão posts como esse: curtos(?)e objetivos nas primeiras impressões que as mais diversas produções que surgem deixam.

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    A cerca de dez dias atrás, eu disse no twitter que Glee era uma série fraquíssima. Não retiro totalmente o que disse, porém faço uma ressalva: a série misto de dramédia com musical tem sim algumas (poucas) qualidades, mas, no contexto geral definitivamente não é uma produção que me atraia e que eu vá acompanhar.

    Criada por Ryan Murphy (Nip/Tuck), Glee teve seu episódio Piloto exibido ainda em maio desse ano nos EUA, logo após a final da 8ª temporada de American Idol, no que – justiça seja feita -, foi uma jogada inteligente da Fox americanaà época.

    Tendo estreado oficialmente no dia 9 de setembro, a série resgata o humor ácido e o tom de crítica social tão peculiar de Murphy, mas infelizmente não convence com uma trama rasteira concentrada nos esforços de um professor que pretende reerguer o coral da escola (o Glee Club) composto por um grupo bastante heterogêneo.

    Na essência, o que realmente falta à série além de carisma para seus personagens, é foco na história que se quer contar. Assim, se a trama é concentrada no coral, qual a lógica de se inserir (ainda no terceiro episódio) uma subtrama na qual o professor resolve praticamente largar seus pupilos à própria sorte e tentar alguma coisa como líder de um grupo de cantores à capela (Os Acafellas)?

    Críticas à parte, sei que a série já tem muitos fãs e não será surpresa se ao fim da temporada ela alcançar o status de ser uma das grandes estreias. Contudo, o que é apreciado por uns, não necessariamente o é por outros, e assim, despeço-me de Glee desejando boa diversão para quem for acompanhá-la.

    Obs.: Embora boa parte dos números musicais conte com as vozes dos próprios atores (alguns inclusive oriundos da Broadway), não adianta nada fazer montagens elaboradas, mas que deixam a clara impressão de dublagem.

    Tendo como um de seus criadores e produtores o dublê de galã e marido de Demi Moore, Ashton Kutcher, The Beautiful Life (que estreou no dia 16 de setembro) segue a sina da maioria das séries da CW: razoavelmente badaladas antes da estreia, pequenos fracassos depois dela.

    Centrada em Nova York onde explora o concorrido universo de modelos profissionais, TBL mostra (ou tenta mostrar), que num mundinho de fachada tão glamourizada como aquele, quem não sabe se impor sofre com a insegurança e com as pressões naturais que cobram um preço alto tanto para quem busca espaço quanto para quem já o teve.

    Nesse ambiente, dentre agentes manipuladores e modelos dispostos a pagar qualquer preço pelo sucesso (pelo menos cinco aparecem em destaque), a grande protagonista é Sonja Stone. Interpretada por Mischa ‘Marissa’ Barton, Sonja é uma modelo já veterana com toda pinta de problemática em busca de uma carreira que já parece esvaziada.

    Recheada de gente bonita, TBL é essencialmente direcionada ao público jovem e que naturalmente se interessa em conhecer os bastidores de um mundo visualmente atraente, porém repleto de intrigas e mentiras, o que me faz lembrar de outra série com temática parecida também da CW: Gossip Girl. De quem aliás, dá para dizer que TBL seja uma espécie de prima mais velha, porém não menos superficial e descartável.

    Inspirada por uma série de livros nascida em 1991, The Vampire Diaries, nova produção da CW, inegavelmente deve sua chegada à tv ao sucesso (de público) da série de filmes Crepúsculo e à True Blood da HBO, ambas, também originadas a partir de livros centrados no universo vampirístico.

    Se não chega a ser tão equivocada quanto Crepúsculo, tampouco pode se esperar dessa adaptação a cargo de Kevin Williamson (Dawson’s Creek), a complexidade explorada por True Blood por exemplo. Assim, o que sobra dela no fim é apenas mais uma série teen sem qualquer novidade que não a de ter dois irmãos vampiros (em rixa milenar) brigando pelo amor de uma mesma garota.

    Dito isso, há um problema sério e decisivo na série: seu trio de protagonistas é desinteressante e apagados demais. Dessa forma, nem Elena, a mocinha fragilizada, nem os irmão vampiros Stefan (o bonzinho) e Damon (o ‘vilão’ feito por Ian Somerhalder, o Boone de Lost) parecem ter a força suficiente para manter o apelo que a trama pretende ter.

    O veredicto final portanto é esse: embora use artifícios absurdos para, por exemplo, explicar porque seus vampiros podem andar tranquilamente em plena luz do dia (basta – pasmem - usar um anel específico), The Vampire Diaries não chega a ser uma imensa bomba, o que não significa dizer que eu vá acompanhá-la, afinal, com tanta produção melhor, não há tempo a se perder com mais uma série teen igual a outras tantas que já passaram pela tv.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Crash – 2x01 “You Set the Scene”

Episódio exibido no dia 18 de setembro nos EUA



Nada é por acaso e as coincidências não existem quando vidas se cruzam no caos urbano de Los Angeles. Apostando na fórmula de sua temporada de estreia, Crash – série inspirada pelo filme homônimo vencedor do Oscar - inicia sua 2ª temporada repetindo não só o mesmo mote, mas também os erros e acertos de antes.

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    Começando cerca de um ano depois do final da 1ª temporada, “You Set the Scene” mostra o retorno de Ben Cendars (Dennis Hopper, de novo a melhor coisa da série) a Los Angeles depois de passar quase um ano em processo de reabilitação para se livrar de seu vício em drogas. Aparentemente mais equilibrado, Cenders tem agora um único objetivo: encontrar (com a ajuda de seu outrora pupilo Anthony) o reponsável pela morte de sua filha ao passo em que tenta reestabelecer o convívio com sua ex-mulher.

    Ainda bastante irregular, esse início de 2ª temporada faz uma mescla entre personagens antigos e novatos, tentando assim explorar novas (e às vezes) improváveis conexões entre eles. Nesse cenário, reencontramos Kenny Battaglia envolvido num divórcio emocionalmente complicado, e que trabalhando como segurança de um pequeno shopping (resultado de sua exoneração da polícia) vê sua vida tomar um novo rumo ao cruzar o caminho de um ricaço chamado Seth Blanchard (Eric Roberts, canastrão como sempre).

    Empreendedor, Blanchard é a típica figura que se impõe (graças ao dinheiro) com uma postura incisiva, mas que num momento de fragilidade na saúde vive uma experiência que parece mudá-lo para sempre a ponto de afetar também a vida de sua esposa Maggie, escritora de livros infantis bem sucedidos, mas que por trás da máscara de mulher realizada afoga suas inseguranças na bebida.

    Além do ex-policial Kenny Battaglia, outra personagem que reaparece na trama é Inez, que agora host de um bar só para homens bastante exclusivo, se vê presa num relacionamento complicado com um sujeito malandro envolvido com dívidas de jogo. E como se o universo de personagens já não fosse pouco, conhecemos ainda Bo, um ex-prodígio do baseball que vê na chance de treinar um garoto o caminho de reencontrar seu talento e exorcisar suas frustrações.

    Com uma narrativa até certo ponto complexa, mas igualmente maçante e cansativa por conta da lentidão com que evolui, Crash ainda está bem longe de conseguir fazer barulho na temporada. Sendo assim, resta à série uma única alternativa: provar que a colisão de vidas que explora não é um mero acaso sem algo a dizer.

    Crash é exibida nos EUA pelo canal a cabo Starz e ainda não tem previsão de estreia no Brasil

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Box de DVD da 1ª temporada de Fringe

Como apontei no comentário do episódio de estreia da 2ª temporada de Fringe, a série felizmente voltou a me empolgar e muito. Dessa forma, entre erros e acertos, não dá para negar que a construção da mitologia de Fringe merece ser revisitada, e para tal, nada melhor que explorar o DVD (ou Blu Ray) recém lançado nos EUA e que ganhará uma versão brasileira em breve.

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    A primeira grande surpresa do box vem da capa, cuja arte em 3D traz tanto o trio de protagonistas quanto símbolos chave envolvidos com a campanha promocional da série (a imagem que abre este post simula o efeito). Além disso, há também um livreto com fotos e descrições dos extras, que diga-se, somam mais de seis horas divididas entre os sete discos que compõem o box e tem até legendas em português.

    Se o Box de DVD da 1ª temporada de Fringe que será lançado no Brasil no dia 22 de outubro (com preço sugerido de R$129,90) será tão bonito quanto esse de área 1 eu não sei, mas com a promessa de trazer a mesma relação de material extra, ele será sem dúvida um item essencial na coleção de qualquer fã.

    O Menu Principal

    Todos os menus dos sete discos (clique para ampliar)







EMMY 2009: Quase nada de novo no front


Uma cerimônia discreta com um tricampeonato, uma chuva de bicampeonatos, duas grandes surpresas, uma grande injustiça reparada e o que pode ter sido o começo do fim de um relativamente curto, porém intenso reinado. Esse foi o Emmy 2009.

Na ressaca da premiação, mais uma vez o tom é de reclamação dos fãs de séries mais populares, que continuam revoltados com o fato de séries pouco vistas levarem a melhor na contagem final. Também não deve estar satisfeita, mas contraditoriamente um pouco aliviada, a CBS, organizadora do evento esse ano, que atraiu segundo dados iniciais 13 milhões de telespectadores nos Estados Unidos. Comparando com os 12 milhões do ano passado e considerando que um jogo de futebol americano fazia concorrência, até que não são números tão ruins. Mas Mad Men e 30 Rock somados não chegam ao mesmo número com suas audiências semanais médias somadas. E pra quem não entende o que de tão bom a Academia vê nessas duas séries, a opção de não ligar a TV em 2010 é até provável. Quanto mais as duas séries fazem por merecer suas vitórias, mais se tornam vilãs aos olhos de quem coloca o Emmy no ar.

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    O show

    Ainda que longe do desastre do ano passado, quando colocaram apresentadores de reality show completamente desentrosados para aparesentar o Emmy, o talentoso Neil Patrick Harris de How I Met Your Mother não teve um grande desempenho como mestre de cerimônias. Simpático e bem humorado, teve alguns bons momentos, mas deu a impressão de que não quis correr grandes riscos. Sua campanha para que as pessoas vejam televisão e não fiquem na Internet, por exemplo, está há alguns anos atrasada. Harris também foi um dos produtores do Emmy desse ano, que deixou a impressão de tentar copiar o bom desempenho que o Oscar conseguiu depois de várias edições frustradas. Cenários mais modernos, edição mais enxuta, até número musical teve. Com o porém de que Harris não é Hugh Jackman. A sensação que fica é que o ator deixou a porta aberta para ser convidado para o mesmo tipo de trabalho no futuro. Mas que se ninguém o convidar, não será um grande absurdo.

    A novidade no formato do Emmy foi dividir o show em segmentos. Primeiro foram entregues os prêmios de comédia, seguidos pelos de reality show, minisséries e filmes feitos para TV, shows de variedades, chegando enfim nos esperados prêmios de drama. Mesmo com a importância da categoria melhor série de comédia, não fez muito sentido deixá-la para a reta final, enxertado no meio dos dramas. Até porque todo mundo já sabia quem seria o vencedor, não havia necessidade de fazer suspense. De resto, parabéns aos produtores pela melhor organização da pauta. Mas que eles tenham em mente que correram sérios riscos de perder ainda mais audiência. Se a vitória de séries pouco vistas já desagrada a parte do público, imagine o risco que é colocar os telespectadores diante de vários prêmios seguidos para minisséries e filmes para TV, atrações quase sempre escondidas em canais fechados como a HBO ou educativos como a PBS.

    Também não deve ter ajudado o fato de que as premiações para reality show e show de variedades terem sido uma reprise de tudo que já vimos nos últimos anos. Desde que o prêmio de melhor reality show foi instituído, só deu Amazing Race. Como ontem. No ano passado surgiu a categoria de apresentador de reality show, tendo como vencedor Jeff Probst, de Survivor. Que ontem voltou a vencê-la. E se tem gente que esperneou ao saber que 30 Rock foi tri e Mad Men bicampeã, imagine o quão reconfortante deve ser para elas saber que The Daily Show with Jon Stewart chegou ao hepta em 2009. O mais assustador pra quem teme que o mesmo fenômeno possa ocorrer com as séries é que todas as hegemonias citadas podem ser consideradas justas.

    Comédia

    O primeiro prêmio da noite foi o de atriz coadjuvante em série de comédia, que acabou nas mãos da pequenina Kristin Chenoweth, a Olive Snook da cancelada Pushing Daisies. Se a série perdeu um pouco de fôlego na sua derradeira temporada, o mesmo não pode ser dito de Chenoweth, que sempre foi a parte mais encantadora do programa. É uma pena que ela não terá chance de concorrer outras vezes pela mesma personagem. Mas como disse no discurso de agradecimento (o único feito em meio a lágrimas em toda a noite), ela está disposta a respirar novos ares, tendo citado Mad Men, The Office e 24 Horas como shows dos quais ela gostaria de participar. Além de tudo é esperta a moça.

    Entre os atores coadjuvantes, a vitória inesperada de Jon Cryer, o completo loser Alan Harper de Two and a Half Men. Inesperada principalmente porque o favoritismo era de Neil Patrick Harris (sim, ao mesmo tempo apresentador e concorrente ao Emmy) e Rainn Wilson, talvez os dois únicos indicados que tenham no currículo papéis diferentes dos que representam atualmente na TV. Mas com a surpreendente não-indicação do tricampeão Jeremy Piven (Entourage), a única afirmação possível era de que tudo poderia acontecer, já que nenhum dos indicados tinha um histórico vitorioso no Emmy. Muita gente está reclamando da vitória de Cryer, mas a verdade é que ele é o coadjuvante que roubas cenas cotidianamente naquela que é a comédia mais bem sucedida da TV americana em termos de audiência desde o fim de Seinfeld, Friends e Will & Grace. Não é pouca coisa.

    Ainda sobre Cryer, vale destacar que ele chegou a ganhar o apelido de Pilot Killer, pelo tanto de episódios-piloto de novas séries do qual participou e que acabaram não ganhando seu lugar ao sol. Muitos anos depois, ele acaba recebendo um Emmy. Quer algo mais "sonho americano" que isso? Quer algo que encante mais uma premiação de indústria americana do que isso?

    Esperemos no entanto que ele não chegue ao bicampeonato, que seria um exagero. Já basta ter de ver o canastrão Alec Baldwin atigindo tal feito como ator principal de comédia. Aliás, se algo encanta mais as premiações do que um bom e velho "sonho americano" é um ator representar mais de um papel ao mesmo tempo. E foi com um episódio onde ele interpreta um, veja só, canastrão de novela mexicana, que Baldwin chegou ao bicampeonato. Aqui cabe o registro: cada ator inscreve um episódio para ser levado em consideração pelos votantes. A escolha de um bom episódio tem sido algo importantíssimo no resultado final do Emmy. Por exemplo, no ano passado Baldwin tinha uma cena genial onde, veja só, interpretava vários personagens em uma sessão de terapia imaginária.

    Não vou negar que Baldwin provoca algumas boas risadas em 30 Rock, mas é fato que, se ele não fosse famoso pelo seu trabalho no cinema, talvez nem tivesse ganho um Emmy ainda. E ainda mais dificilmente chegaria a um segunda vitória consecutiva. Ele funciona muito bem no papel de canastrão, mas seu domínio nessa categoria é no mínimo discutível. Enquanto isso, Steve Carell de The Office, que há anos aposta no desenvolvimento dos sentimentos de um personagem que poderia muito bem ser apenas caricato, segue sem um Emmy na estante de casa. E a julgar pela recepção que teve em sua primeira noite de glória, o bom Jim Parsons de The Big Bang Theory, parece ter assumido o posto de principal rival de Baldwin no Emmy. Pobre Carell.

    A múltipla personalidade em cena (aqui parte fundamental da trama) também ajudou para que Toni Collette desbancasse Tina Fey no prêmio de melhor atriz em série cômica. Fazendo o papel-título de United States of Tara, Collette tem em mãos 4 personagens dentro de uma só, e aproveitou-se bastante disso. Como atuação, o trabalho dela pode ser considerado bem superior ao de suas concorrentes. A pergunta válida aqui é se é justo premiar uma boa atriz por um bom papel em uma série que não conseguiu dizer a que veio.

    Tina Fey, imbatível nas últimas premiações, pode estar vendo ruir o seu reinado, por uma série de motivos. O primeiro é que para o ano que em ela deve ter também a forte concorrência de Edie Falco, embora Nurse Jackie pareça pouco engraçada para concorrer como comédia. O segundo é que vencer tanto em tão pouco tempo cansa a imagem de qualquer um. E o terceiro e mais importante é que parece difícil para ela levar a sua Liz Lemon a um patamar diferente do que atingiu até aqui. Afinal, se melhorou bastante como atriz, Fey é acima de tudo uma roteirista.

    Se serve de consolo para Fey, o já esperado tricampeonato de 30 Rock mostra que esse reinado ainda parece longe de acabar. Um prêmio justo, até porque a série viveu sua temporada mais regular. Falhou em conquistar um melhor índice de audiência, mesmo tendo recebido como convidados pessoas muito populares. O destaque ficou por conta dos arcos que separaram um pouco Fey e Baldwin, colocando-os para contracenar com Jon Hamm e Salma Hayek, respectivamente. Serviu para oxigenar a série e rendeu boas subtramas. Sobre 30 Rock, uma nota pessoal: acho que ele vive um fenômeno parecido com o CQC, por mais que sejam programas completamente diferentes. Incensado por fãs fiéis e tidos como representantes do "humor inteligente", embora apenas reciclem velhas fórmulas, acabam criando uma antipatia em quem facilmente acharia os programa engraçados, mesmo sem endeusá-los.

    30 Rock levou também o prêmio de melhor roteiro, categoria na qual tinha 4 das 5 indicações. O prêmio de melhor direção em comédia ficou para o excelente "Stress Relief " de The Office, fazendo justiça à série, que desde o estrelato de Tina Fey e seus asseclas virou coadjuvante total nas premiações, embora seja sempre apontada como a principal concorrente de 30 Rock. Vitória silenciosa entre as comédias para Family Guy, que ontem teve seu dia de gala, ao marcar presença como a primeira animação indicada ao Emmy de comédia desde Os Flintstones.

    Drama

    A premiação de Drama começou com a reparação de uma grande injustiça. Michael Emerson finalmente ganhou o seu Emmy pelo impagável Benjamin Linus de Lost. No discurso de agradecimento, lembrou que anos atrás foi para o Havaí para fazer uma participação na série e que nunca poderia imaginar o que o destino lhe reservaria. É muito difícil encontrar casos de atores ou atrizes que "pegaram o bonde andando" e acabaram nos passando a impressão de que sempre estiveram ali, e esse é o caso de Emerson.

    Porém, nem tudo são flores. Ele acabou ganhando por uma temporada onde nem teve suas melhores intervenções, algo bastante comum no Emmy. Há alguns anos, quando Emerson estava tinindo em Lost, Terry O'Quinn recebeu o reconhecimento tardio pelo seu John Locke. O mesmo acontece agora, já que o ano parecia ser de Aaron Paul (ótimo em Breaking Bad), mas seu dia de glória ficará para depois, porque dessa vez repararam outra injustiça. Quem sabe no ano que vem dá Paul no lugar de outro que merecesse mais e o círculo vicioso continue por toda a eternidade.

    A maior surpresa da noite veio com Cherry Jones sendo eleita a melhor atriz coadjuvante por 24 Horas. A categoria era disputadíssima, mas o favoritismo recaía sobre a vencedora do ano passado Dianne Wiest e sobre Rose Byrne, que na verdade é co-protagonista em Damages. Ainda assim, alguns apostavam em mais um prêmio para a ótima Chandra Wilson de Grey's Anatomy ou mesmo para Hope Davis, que fez um belo trabalho em In Treatment. Corriam por fora Sandra Oh, que não teve a melhor de suas temporadas em Grey's, e justamente Cherry Jones, por sua presidente Alison Taylor.

    Era difícil acreditar na vitória dela, já que 24 Horas parece ter perdido muito de seu respeito após uma sexta temporada que beirou o ridículo, mesmo que a sétima tenha mantido um bom nível. Jones deu vida a uma personagem que irritou a muitos telespectadores da série, por sua postura teimosa em excesso. Por isso mesmo acho justa a sua vitória. Se a presidente Taylor irritou tanta gente foi porque sua intérprete viveu apaixonadamente as contradições de sua personagem. Vale lembrar que Cherry Jones é uma aclamada atriz de teatro e que seu sucesso nessa área pode ter influenciado na hora da votação.

    A partir daqui, só bicampeonatos. Glenn Close, cuja vitória era uma certeza, fez um simpático discurso de agradecimento, no qual fez questão de citar a importância de sua companheira de cena Rose Byrne e revelou que considera Patty Hewes o grande personagem de sua carreira. Declarou isso com uma pontinha de ameaça, no entanto, ao soltar um "dependendo do que os roteiristas fizerem nessa próxima temporada...". Não há muito o que falar sobre Close, uma atriz de primeira linha, que recebe agora no Emmy o reconhecimento que outra Academia, a de cinema, não soube lhe dar.

    O bicampeonato de Bryan Cranston como melhor ator deixou muita gente revoltada, mas ele (bem como quem nele votou) não tem a menor culpa se a série é pouco vista. O trabalho dele é tão bom quanto o de seus principais concorrentes, apenas não tem a mesma visibilidade entre o público em geral. Aqui também a escolha do episódio de inscrição parece ter sido essencial, já que seu Walter White pôde ser visto em cenas fortes com emoções bastante contrastantes.

    Se o Emmy finalmente pagou o que devia a Michael Emerson, continuará devendo um Emmy ao brilhante Hugh Laurie, da série mais assistida no mundo, House. Vitórias justas, repetidas e intercaladas de James Gandolfini (The Sopranos), James Spader (Boston Legal/Justiça Sem Limites) e agora para Cranston vêm impedindo que o inevitável aconteça. Mais cedo ou mais tarde ele vai acabar ganhando. Mesma sorte não devem ter os também ótimos e merecedores Gabriel Byrne (In Treatment) e Michael C.Hall (Dexter). O primeiro porque sua série pode não mais retornar. O segundo porque ganhar um prêmio por um personagem que é um serial killer é algo bastante complicado. Anthony Hopkins por Silêncio dos Inocentes no Oscar é uma grata exceção à regra.

    Como também era previsto, Mad Men conquistou o bicampeonato entre as séries dramáticas. Uma vitória com a marca da AMC, que vai roubando da HBO o posto de canal fechado caprichoso e quase infalível na produção de séries. A verdade é que em termos de produção, direção e roteiro, Mad Men e Breaking Bad estão um patamar acima de praticamente todas as outras, como esteve The Sopranos por muito tempo. Aos olhos dos telespectadores, talvez isso não seja assim tão fundamental, mas convém lembrar que quem vota no Emmy é gente que trabalha na indústria de televisão, cujo olhar é, ou deveria ser, mais treinado para captar certos detalhes.

    Mad Men, que assim como 30 Rock dominou a categoria de roteiro em drama, viu um de seus 4 scripts indicados triunfar. A surpresa ficou com E.R. voltando a ganhar um Emmy, dessa vez de direção. A despeito da qualidade do episódio, um prêmio claramente sentimental, para uma antiga favorita da Academia que se despediu depois de quase 2 décadas no ar.

    O erro de quem critica a nova vitória de Mad Men é acreditar que estão esnobando as séries mais populares só de birra. A verdade é que para o Emmy seria interessantíssimo ver House ou Lost saírem como vencedores. Mas para fazer frente a Mad Men e outros programas de canais fechados, essas séries terão de voltar ao patamar de suas primeiras temporadas, quando eram tão brilhantes quanto. Para 2010 a perspectiva de que uma série popular vença é maior. Além de sempre haver a possibilidade de uma série estreante ser arrebatadora (lembremos que Lost ganhou o Emmy logo em seu ano de estreia), House ensaia um renascimento após uma temporada bastante irregular e Lost prepara o seu aguardado Grand Finale. Nada impede que no final da cerimônia do ano que vem os fãs de séries pouco vistas é que estejam reclamando que o hype de uma série muito assistida prevaleceu no final...

Emmy 2009 - Vencedores e resultado do bolão

Com partes chatas e outras bem divertidas, o Emmy 2009 trouxe surpresas, as injustiças de sempre e a consagração de alguns que já mereciam há muito tempo, né não Sr. Michael Emerson?! Mais dinâmica (tirando a parte dedicada aos realities e filmes para tv), a iniciativa de colocar os prêmios de comédia no início e os de drama no fim foi acertada, já que assim o evento ficou mais leve e bem menos cansativo do que o de costume. Há muito a se dizer sobre a cerimônia e seus vários premiados, mas isso é assunto para mais tarde. Por enquanto se você ainda não viu, confira a lista dos principais ganhadores desse ano.

VEJA OS PRINCIPAIS VENCEDORES*

    *Destacados em vermelho

    Comédia

    30 Rock
    Entourage
    Family Guy
    Flight Of The Conchords
    How I Met Your Mother
    The Office
    Weeds

    Drama

    Big Love
    Breaking Bad
    Damages
    Dexter
    House
    Lost
    Mad Men

    Filme para Tv

    Coco Chanel
    Grey Gardens
    Into The Storm
    Prayers For Bobby
    Taking Chance

    Elenco de Série de Comédia

    30 Rock
    Californication
    The Office
    United States Of Tara
    Weeds

    Elenco de Série de Drama

    Damages
    Friday Night Lights
    Mad Men
    The Tudors
    True Blood

    Elenco de Minissérie, Filme para Tv ou Especial

    Generation Kill
    Grey Gardens
    House Of Saddam
    Into The Storm
    Little Dorrit

    Ator Convidado Comédia

    Steve Martin por 30 Rock
    Jon Hamm por 30 Rock
    Alan Alda por 30 Rock
    Beau Bridges por Desperate Housewives
    Justin Timberlake por Saturday Night Live

    Ator Convidado Drama

    Edward Asner por CSI:NY
    Ted Danson por Damages
    Jimmy Smits por Dexter
    Ernest Borgnine por ER
    Michael J. Fox por Rescue Me

    Atriz Convidada Comédia

    Jennifer Aniston por 30 Rock
    Elaine Stritch por 30 Rock
    Gena Rowlands por Monk
    Betty White por My Name is Earl
    Tina Fey por Saturday Night Live
    Christine Baranski por The Big Bang Theory

    Atriz Convidada por Drama

    Sharon Lawrence por Grey’s Anatomy
    Ellen Burstyn por Law & Order: SVU
    Brenda Blethyn por Law & Order: SVU
    Carol Burnett por Law & Order: SVU
    CCH Pounder por The No.1 Ladies Detective Agency

    Ator Comédia

    Alec Baldwin por 30 Rock
    Jporaine Clporent por Flight of The Conchords
    Tony Shalhoub por Monk
    Jim Parsons por The Big Bang Theory
    Steve Carell por The Office
    Charlie Sheen por Two And A Half Men

    Ator Drama

    Bryan Cranston por Breaking Bad
    Michael C. Hall por Dexter
    Hugh Laurie por House
    Gabriel Byrne por In Treatment
    Jon Hamm por Mad Men
    Simon Baker por The Mentalist

    Ator Minissérie ou Filme para Tv

    Kiefer Sutherland por 24:Redemption
    Kevin Kline por Cyrano de Bergerac
    Brendan Gleeson por Into the Storm
    Sir Ian McKellen por King Lear
    Kevin Bacon por Taking Chance
    Kenneth Branagh, por Wallander: One Step Behind

    Atriz Comédia

    Tina Fey por 30 Rock
    Christina Applegate por Samantha Who?
    Julia Louis-Dreyfus por The New Adventures Of Old Christine
    Sarah Silverman por The Sarah Silverman Program
    Toni Collette por United States Of Tara
    Mary-Louise Parker por Weeds

    Atriz Drama

    Sally Field por Brothers & Sisters
    Glenn Close por Damages
    Mariska Hargitay por Law & Order: SVU
    Elisabeth Moss por Mad Men
    Holly Hunter por Saving Grace
    Kyra Sedgwick por The Closer

    Atriz Minissérie ou Filme para Tv

    Chandra Wilson por Accidental Friendship
    Shirley MacLaine por Coco Chanel
    Drew Barrymore por Grey Gardens
    Jessica Lange por Grey Gardens
    Sigourney Weaver por Prayers For Bobby

    Minissérie

    Generation Kill
    Little Dorrit

    Reality ou Programa de Competição

    American Idol
    Project Runway
    The Amazing Race
    Top Chef

    Apresentador de Reality ou Programa de Competição

    Ryan Seacrest – American Idol
    Tom Bergeron – Dancing with the Stars
    Heidi Klum – Project Runway
    Jeff Probst - Survivor
    Phil Keoghan – The Amazing Race
    Padma Lakshmi – Top Chef
    Tom Colicchio – Top Chef

    Ator Coadjuvante Comédia

    Tracy Morgan por 30 Rock
    Jack McBrayer por 30 Rock
    Kevin Dillon por Entourage
    Neil Patrick Harris por How I Met Your Mother
    Rainn Wilson por The Office
    Jon Cryer Two And A Half Men

    Ator Coadjuvante por Drama

    William Shatner por Boston Legal
    Christian Clemenson por Boston Legal
    Aaron Paul por Breaking Bad
    William Hurt por Damages
    Michael Emerson por Lost
    John Slattery por Mad Men

    Ator Coadjuvante Minissérie ou Filme para Tv

    Ken Howard Grey Gardens
    Len Cariou por Into The Storm
    Tom Courtenay por Little Dorrit
    Andy Serkis por Little Dorrit
    Bob Newhart por The Librarian: Curse of the Judas Chalice

    Atriz Coadjuvante Comédia

    Jane Krakowski por 30 Rock
    Kristin Chenoweth por Pushing Daisies
    Amy Poehler por Saturday Night Live
    Kristin Wiig por Saturday Night Live
    Vanessa Williams por Ugly Betty
    Elizabeth Perkins por Weeds

    Atriz Coadjuvante Drama

    Cherry Jones por 24 Horas
    Rose Byrne por Damages
    Sandra Oh por Grey’s Anatomy
    Chandra Wilson por Grey’s Anatomy
    Dianne Wiest por In Treatment
    Hope Davis por In Treatment

    Atriz Coadjuvante Minissérie ou Filme para Tv

    Jeanne Tripplehorn por Grey Gardens
    Shohreh Aghdashloo por House Of Saddam
    Janet McTeer por Into The Storm
    Cicely Tyson por Relative Stranger
    Marcia Gay Harden por The Courageous Heart Of Irena Sendler

    Programa de Variedades, Musical ou Comédia

    Late Show With David Letterman
    Real Time With Bill Maher
    Saturday Night Live
    The Colbert Report
    The Daily Show With Jon Stewart

    Direção Comédia

    30 Rock com 3 indicações
    Entourage
    Flight of the Conchords
    The Office

    Direção Drama

    Battlestar Galactica
    Boston Legal
    Damages
    ER
    Mad Men

    Direção Minissérie, Filme para Tv

    Generation Kill
    Grey Gardens
    Into The Storm
    Little Dorrit
    Taking Chance
    Wallander: One Step Behind

    Roteiro Comédia

    30 Rock com 4 indicações
    Flight Of The Conchords

    Roteiro Drama

    Lost
    Mad Men com 4 indicações

    Roteiro para Minissérie, filme para tv ou especial

    Generation Kill
    Grey Gardens
    Into The Storm
    Little Dorrit
    Taking Chance

    Roteiro para Programa de variedades, Musical ou Comédia

    Late Night With Conan O'Brien
    Late Show With David Letterman
    Saturday Night Live
    The Colbert Report
    The Daily Show With Jon Stewart

    Animação (com menos de meia hora)

    American Dad
    Robot Chicken
    South Park
    The Simpsons



GANHADOR DO BOLÃO EMMY 2009


E com os resultados revelados, já posso finalmente divulgar quem foi o grande acertador do bolão que promovemos em julho. No total, 77 pessoas deixaram seus palpites aqui no blog e três ficaram empatadas em 1º lugar com 9 acertos (de um total de 16 categorias consideradas). Assim, levando em consideração o critério de desempate (quem registrou seus palpites primeiro), o ganhador do box de DVD de Lost foi o Francisco José Faustino Monteiro, com quem entraremos em contato em breve. A todos os participantes, mais uma vez nosso muito obrigado.

sábado, 19 de setembro de 2009

Fringe – 2x01 “A New Day in the Old Town”

Episódio exibido no dia 17 de setembro nos EUA


Inegavelmente irregular na primeira metade de sua temporada de estreia, Fringe só disse mesmo a que veio depois da sequência de episódios iniciada em “Ability”(1x14). Foi a partir dali que a série encontrou seu tom, e finalmente conseguiu conferir peso ao tema que explora encerrando sua jornada inicial com um dos melhores ganchos (se não o melhor) da temporada 2008/2009.

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    Assim, cercado de expectativas, esse 2º ano começa com uma missão e tanto: consolidar de vez a mitologia da série e estabelecê-la como uma produção com identidade própria, tarefa que este ótimo “A New Day in the Old Town” cumpre com louvor abrindo as portas para uma temporada que promete ser mais consistente (e mais divertida) que a anterior.

    Postergando de forma inteligente a revelação do que Olivia e William Bell conversaram em pleno World Trade Center – que na realidade alternativa escancarada no final da 1ª temporada permanece de pé -, o roteiro escrito por J.J. Abrams e Alex Kurtzman Akiva Goldsman privilegia a divertida tentativa de Walter Bishop (o ótimo John Noble) em se aproximar um pouco mais de Peter e dá foco principalmente no desenvolvimento de uma tensão que mostra Olivia Dunham (Anna Torv, mais segura no papel, diga-se) confusa depois de retornar à nossa realidade sem se lembrar exatamente do que aconteceu, e a Divisão Fringe prestes a ser fechada.

    Nesse cenário, conhecemos de forma breve, mas coerente, Amy Jessup, agente do FBI cuja curiosidade com o estranho acidente envolvendo o retorno de Olivia, catalisa uma atitude mais proativa em Peter, que além de contribuir decisivamente para a segurança de Olivia (ameaçada pelo soldado transmorfo), acaba garantindo, graças ao artefato recuperado, a continuidade da Divisão aliderada pelo sempre misterioso Philip Broyles.

    Sobre Broyles aliás, interessante ver uma nova nuance de sua relação com Nina Sharp, que surge apontando que a influência da Massive Dynamics no poder tem limites, o que por tabela abre novas e boas possibilidades para os próximos episódios. E por falar neles, destaco pelo menos duas situações que serão aguardadas por mim: 1) a revelação do grande articulador do mundo alternativo/paralelo que vê em Olivia uma ameaça perigosa, e, 2) descobrir as surpresas que o contato de Olivia com William Bell guarda.

    E você, o que achou desse retorno de Fringe?

    Outras observações:
    - Curioso como J.J. adora colocar referências bíblicas no que escreve, não? Nesse episódio, a cena que mostra a agente Amy catalogando as investigações da Divisão Fringe sugere que alguns dos fenômenos vistos na série teriam sido citados no livro sagrado. Será que a série vai explorar isso?
    - Duas homenagens a Arquivo X nesse episódio: a primeira logo início quando vemos Mulder e Scully na tv do apartamento invadido pelo soldado transmorfo, e a segunda quando um senador comenta que as investigações coordenadas por Broyles eram uma “indulgência no orçamento federal”, assim como eram a da antiga Divisão X, que obviamente é uma referência àquela da série de Chris Carter.
    - E o Observador, viu quando ele apareceu?
    - O que foi aquela cena no finalzinho do episódio na qual Peter é recepcionado por Walter, Astrid e a vaca(!) usando chapeuzinho de festa infantil, hein?
    - Depois de tanta especulação em torno da saída ou não de Kirk Acevedo da série, foi interessante ver que a solução do roteiro que mantém seu personagem de uma forma diferente dando a ele um papel teoricamente até mais importante que a do falecido agente.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

FlashForward – Ep. 1x01 “Piloto – No More Good Days”



Um livro respeitado por trás, comparações e hype antecipado. O que geralmente pode ser a receita de fracasso para qualquer produção que crie expectativas demais, acabou jogando a favor de FlashForward, nova produção da ABC que estreia oficialmente no próximo dia 24 de setembro nos EUA, e cujo ótimo episódio Piloto aparece desde já como aquele a ser batido nessa temporada.

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    A trama – a humanidade tem flashes do futuro depois que um apagão de 2 minutos e 17 segundos tira suas consciências de forma simultânea e momentânea – todos já conheciam, mas duas perguntas fundamentais permaneciam no ar: será que a narrativa seria suficientemente interessante e instigante? E os personagens, teriam força para nos conectar à uma história sustentada basicamente por suspense, muito mistério e, claro, drama? Julgando pelo Piloto a resposta para ambas é um animador sim.

    Contando com uma boa sequência de ação (a perseguição de carro que termina no apagão que logo em seguida revela o imenso caos) e uma direção equilibrada e segura de David Goyer (que co-escreveu o roteiro ao lado de Brannon Braga, também criador da série), esse episódio Piloto é impecável em praticamente todos os aspetos técnicos e criativos.

    Objetiva, a introdução dos elementos que compõem o universo da série é feita de forma eficiente, já que consegue tanto nos dar nuances de quem são aqueles personagens (com destaque para o casal Mark e Olivia Benford) quanto criar a ambientação perfeita que acolherá o grande mistério de escala global que a trama irá explorar.

    Repleto de referências à Lost (vide o outdoor da Oceanic aparecendo), série que inegavelmente serviu de inpiração pelo menos no que tange à estrutura narrativa, o que esse episódio de FlashForward faz além de mostrar os primeiros desdobramentos provocados pelo fenômeno (caos, medo e dúvida generalizada), é apontar os possíveis caminhos que serão percorridos ao longo dessa temporada de estreia.

    E é assim, de forma muito promissora que FlashForward começa sua caminhada na tv apresentando uma trama ambiciosa, mas que na essência pretende - através de seus diversos e bons personagens - explorar ‘apenas’ uma única questão fundamental: se você tivesse a chance de enxergar o seu futuro, iria fazer de tudo para evitá-lo ou para que ele se tornasse realidade?

    Outras observações:
    - Julgando por suas reações, fica a impressão de que as crianças (Nicole e depois o garoto atendido por Olivia no hospital) tiveram flashes mais claros do que os dos adultos. Assim, será que eles tem mais consciência de tudo ainda que não entendam as consequências daquilo?
    - Um canguru solto pelas ruas de Los Angeles? Um urso polar numa ilha tropical? Mera coinscidência ou outra boa referência ao Piloto de Lost.
    - Curioso que Mark (Joseph Fiennes) e outros personagens tenham dito que seus flashs passavam muito mais a sensação de serem memórias do que sonhos de um futuro, o que me leva a uma teoria preliminar.
    - E se o que todos viram foi na verdade o espelho para o futuro de um universo alternativo? Algo como ver acontecimentos diferentes baseados em ações não tomadas ou vividas antes. Afinal, como explicar que Aaron (o padrinho de Mark no AA) tenha visto algo que não poderia ocorrer dali a seis meses (sua filha viva)?

Resultado da Promoção Box "O Poderoso Chefão"

Foi encerrada na noite desta quinta-feira 18 de setembro a promoção que deu um box em DVD da trilogia O Poderoso Chefão. A grande sortuda da vez foi a leitora Ariane Assumpção que só não vai ganhar o prêmio extra também porque esqueceu de deixar um comentário para nós dizendo porque merecia ganhar o box.



O balanço da promoção foi o seguinte: exatos 452 RT (retwittes) dados até as 23h do dia 17/09 e 65 comentários no blog. Assim, conforme informado, um sorteio foi feito via Random e a Ariane que deu o RT de número 306, foi a vencedora.

Mais uma vez agradeço muito pela participação de todos que divulgaram e deixaram comentários no blog. Morri de rir com algumas das justificativas que vocês deixaram. E se você não ganhou dessa vez, não desanime, porque em breve farei uma outra promoção cujo prêmio você não poderá recusar ;)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Fringe é melhor que Arquivo X?

Que Fringe já nasceu sendo comparada com Arquivo X não é novidade pra ninguém. Similaridades entre as duas de fato existem e isso é inegável, mas será que já dá para dizer que Fringe é melhor que sua inspiradora? Para alguém decepcionado com os rumos que a saga de Mulder e Scully tomou parece que sim, e foi isso que Raina Kelley, do blog Pop Vox da revista Newsweek explorou com uma lista dos 10 motivos que explicariam porque Fringe é (supostamente) melhor que Arquivo X. Será que você concorda com os argumentos dela?

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    1. Não há alienígenas. Ok, há um universo alternativo, mas pelo menos todos são humanos.

    2. Os mistérios parecem ser mais ‘solucionáveis’. É claro que há perguntas não respondidas ao final de todos os episódios, mas elas não são tão inacreditáveis.

    3. Os personagens não se levam a sério demais. Há a agente Olivia Dunham (Anna Torv), que lidera as investigações. Peter Bishop (Joshua Jackson), o malandro gênio que a ajuda cuidando de seu pai, Dr. Walter Bishop (John Noble), que é completamente insano. Ou seja, Mulder fez tudo aquilo e onde foi parar? Em lugar nenhum.

    4. A pseudociência é pelo menos em teoria possível e não exige que tenhamos uma imaginação tão fértil. Há por exemplo, uma história na qual um gênio do computador tenta baixar informação do cérebro de um morto.

    5. Todo episódio tem começo, meio e fim.

    6. Não há romances. Pelo menos ainda.

    7. Leonard Nimoy está na série. Ele é a sombria mente por trás da Massive Dynamics, uma corporação multinacional que parece uma combinação da GE com a Microsoft e a Blackwater.

    8. Há muito mais diversidade racial em Fringe. Sim, Arquivo X tinha alguns personagens de outras cores, mas quase sempre só eram usados como artifícios da trama.

    9. Por Fringe realmente saber para onde caminha sua narrativa, ela não perde tempo fazendo episódios filler para distrair você e enganá-lo com uma trama que não chega a lugar algum.

    10. Já valeria assistir Fringe só por causa de John Noble (Walter). Sua caracterização de Bishop, o cientista louco do centro da trama, é ao mesmo tempo brilhante, exasperante, histérica e trágica. É tudo que Arquivo X tinha de melhor num homem só.

    ***

    E aí, ficou convencido ou acha que Kelley forçou a barra em alguns pontos? Particularmente acho uma grande besteira comparar uma série que só tem 1 ano de vida com outra que teve 9. Além disso, gostar de uma não impede que se goste da outra com todos os seus erros e acertos, certo? Dito isso, sou e sempre serei fã de Arquivo X assim como sou de Fringe hoje, e até que me provem o contrário, sigo na minha leitura particular das duas produções: parecidas sim, mas absolutamente diferentes e igualmente ótimas.

    A 2ª temporada de Fringe estreia na noite de hoje, 17/09 nos EUA