Comentários de episódio exibido no dia 10 de agosto nos EUA

Não é exagero dizer que “
Timebomb” foi o melhor (e mais divertido) episódio da temporada até aqui, e duvido muito que alguém discorde disso, certo? Os motivos são vários, mas para pegar só um exemplo, fico com a tirada fenomenal que o Jason deu no Steve Newlin, quando disse, “Já estive no céu, e foi dentro da sua esposa,” depois de ouvir a ameaça de que ele seria julgado pelos céus por ajudar os vampiros.
Leia mais...Por falar neles, que bela surpresa essa inserção definitiva do ‘foderoso’ Godric na trama, não? Subvertendo qualquer expectativa preliminar com relação à sua eventual natureza cruel, o criador de Eric surge não só para evitar um grande derramamento de sangue (humano sobretudo), mas também para (tentar) disseminar um discurso pacifista de coexistência com seus captores.
Sobre o citado panorama aliás, é sempre curioso notar as críticas que a série faz à sociedade americana como um todo, no que tange aos seus preconceitos tão enraizados e à sua ignorância quando o assunto é a forma com a qual o mundo os enxerga. Assim, quando Godric reconhece que a suposta caçada perpetrada pelos humanos da Fellowship of the Sun tinha fundamento na falta de evolução dos vampiros (que ele diz serem ainda selvagens e assustadores em sua maioria mesmo após tantos anos), dá para enxergar ali uma referência à forma com a qual os EUA são satanizados por extremistas (religiosos em sua maioria) e encarados como o inimigo infiel a ser destruído, relação que inclusive fica explícita na cena final que serve de gancho para o próximo episódio mostrando Luke como um homem bomba prestes a se detonar no ninho dos vampiros.
De resto, impossível deixar de comentar sobre a meticulosa manipulação de Maryann no intuito de prejudicar Sam, que sabemos ser imune aos encantos da moça, cuja conduta psicopata por sua vez a colocaria na mira de um certo Dexter rapidinho caso resolvesse pintar por Miami, não é não? Brincadeiras à parte, chega a ser engraçado ver que Andy (não mais um mala como antes, embora agora seja visto pelos demais personagens como um bêbado a quem se dá pouca confiança) é a única ajuda que Sam dispõe no momento em que é apontado como principal suspeito pela morte da Sra. Jeanette e agora de Daphne, cujo coração serviu como ingrediente fundamental para um ‘suculento’ soufflé (alguém tem a receita? :p ) que garantiu o momento bizarro do episódio.
A se destacar também, a cena trash de ciúmes da linha essehomemvampiroémeu protagonizada por Sookie e por Lorena, que banida por Godric, terá que se contentar com a derrota amorosa imposta pela garçonete caipira, mas até quando? Sobre essa dinâmica aliás, vale destacar também o cada vez maior interesse de Eric por Sookie, de quem estranhamente parece querer se aproximar intimamente, como ocorreu com Bill, que por sua vez não hesita em ameaçar seu ‘delegado’, no que já deve ser um dos arcos explorados em breve, creio eu.
Em suma, só me resta reafirmar o que disse lá no início do texto e destacar que esse “Timebomb” é o episódio a ser batido em todos os aspectos nessa temporada, já que ele conseguiu equilibrar revelações com viradas na trama de forma muito interessante, sem abrir mão de divertir com frases e cenas picantes/chocantes bem ao estilo que construiu o sucesso agora consolidado de True Blood.
Outras observações:
- O que ou quem é Barry, afinal, já que ele provocou uma estranha reação de espanto em Lorena depois dela tê-lo mordido?
- Lafayette, lendo mãos e prevendo o futuro através das cartas? Tá aí uma habilidade que não conhecíamos nele, certo? Agora, sobre o citado sacrifício que Tara terá de fazer, não resta qualquer dúvida que se trata de Eggs, não é mesmo?
- E Stan, o vampiro que confessou ter matado os pais de Steve Newlin? Seria ele uma eventual ameaça para o reinado do agora pacifista e tolerante Godric?
- E aquele constrangedor abraço de Jason em Bill, hein? De seguidor da Fellowship of the Sun a simpatizante dos vampiros num piscar de olhos. É esse o instável (mas não menos divertido) Jason que a gente conhece.
- Impossível evitar o riso quando Hoyt disse ao Bill, “Não sei o que você ouviu, mas esses foram gritos de prazer”, imediatamente após ter a ‘1ª vez’ dele e de Jessica interrompido. Aliás, notou a sutileza da abertura daquela cena, mostrando pétalas de rosas caídas sobre a cama aludindo ao fato de Jéssica ser deflorada?
- Ainda sobre a vampira adolescente, que triste (?) karma para ela, saber que será eternamente virgem, hein? E que situação constrangedora aquela na qual Hoyt se meteu, afinal é fato que mesmo querendo soar romântico ao dizer que eles sempre poderiam repetir a 1ª vez, seria impossível convencer qualquer mulher vampira com aquele argumento, não é mesmo?