1. Heroes
2. House M.D.
3. The Big Bang Theory
4. Entourage
5. How I Met Your Mother
6. Family Guy
7. Desperate Housewives
8. Dexter
9. Supernatural
10. Grey’s Anatomy
Obs.: Todas as datas de estreia se referem à exibição nos EUA
The Forgotten (estreou no dia 22 de setembro)
No mundo do atualmente onipresente produtor da tv americana Jerry Bruckheimer (da franquia CSI e Without a Trace por exemplo) nada se cria, tudo se adapta. Se Cold Case mostrava um grupo policial especializado em investigações de crimes não resolvidos, The Forgotten é sobre um grupo de voluntários civis que investigam casos envolvendo vítimas não identificadas. ‘Original’, não?
Embora todos os voluntários do grupo se envolvam naquele trabalho por alguma razão pessoal, não tem como não negar que a série força muito a barra colocando civis sem qualquer preparo para fazer investigações perigosas (a exceção é o personagem de Christian Slater que é um ex-policial). E se esse pequeno detalhe nem chega a comprometer a série totalmente, a trama e seus personagens desinteressantes apontam uma certeza quando o episódio Piloto termina: The Forgotten é só (mais) uma série bem feitinha, mas igualmente - com o perdão do trocadilho que o título permite - esquecível...
The Good Wife (estreou no dia 22 de setembro)
O lado bom de se ver uma série nova sem ter expectativa nenhuma, é que qualquer traço de novidade no que se vê já pode ser suficiente para ganhar seu interesse. Contudo, dizer isso de The Good Wife é ser injusto e superficial, afinal, a produção explora o mundo das séries jurídicas sob um novo prisma, mesclando o drama pessoal de sua ótima protagonista ao caso em foco.
Contando com Julianna Margulies (a Carol de ER) no papel de Alicia Florrick, uma dedicada esposa que vê sua vida mudar radicalmente depois que um escândalo envolvendo seu marido (Chris Noth, o Mr. Big de Sex and the City) vem à tona, The Good Wife mostra o choque na vida de uma mulher que de uma hora para outra se vê não apenas obrigada a voltar a trabalhar como advogada depois de vários anos ‘aposentada’ em casa, bem como a descobrir se sua família ainda tem chance de ficar de pé. À princípio pode até parecer desisteressante, mas acredite, a série é das mais promissoras da temporada e merece os elogios que vem recebendo sobretudo pela composição equilibrada de Margulies.
NCIS: Los Angeles (estreou no dia 22 de setembro)
Honestamente passo bem longe de ser admirador de NCIS, a série que originou esse spin-off estrelado por Chris O’Donnell e LL Cool J, mas curioso que sou, resolvi conferir o Piloto dessa variação passada em Los Angeles. O veredicto? Embora bem produzida, NCIS: LA é, tal qual sua matriz, só mais uma série de ação repleta de exageros estéticos (a quantidade de cenas telegrafadas beira o absurdo) sem nenhuma qualidade que a faça ter algo a dizer.
Anticlimática e previsível, a trama do Piloto nada mais é que um veículo usado para (tentar) provar que a dupla de protagonistas Sam e ‘G’ Callen (Cool J e O’Donnell respectivamente) é realmente fodona e tira de letra a missão de impedir que ameaças à segurança nacional se tornem realidade. Sendo assim, só sobra à série a capacidade de fazer rir com a personagem chamada Hatty, uma senhorinha de 1,50m que além de dar ordens e fornecer os gadgets da missão, é uma cópia idêntica da Edna de Os Incríveis. Brincadeiras à parte, a verdade é uma só: NCIS: LA fará tanto sucesso na audiência quanto a original, mas será tão dispensável quanto ela.
Mercy (estreou no dia 23 de setembro)
Receita para tentar emplacar uma nova série médica: pegue a fórmula de uma produção já veterana (Grey’s Anatomy), coloque os médicos como coadjuvantes, acrescente uma protagonista feminina que não por acaso seja enfermeira tal qual oa de outra série recente bem elogiada (Nurse Jackie) e pronto, você tem Mercy saindo fresquinha do forno.
Centrada em Veronica, uma enfermeira experiente recém chegada do Iraque, Mercy nada mais é que uma cópia honesta(?) daquela mescla de casos médicos com pequenos conflitos profissionais e pessoais (leia-se romances dentro e fora do hospital). Fora isso, sua protagonista é um espelho menos complexo daquela de Nurse Jackie de quem também pega modelos para outros personagens, como por exemplo, a enfermeira novata e inexperiente (papel de Michelle Trachtenberg). Dizer que a série é pessima seria injusto, mas se aquelas que a inspiraram continuam na ativa, para que optar pela cópia?
Eastwick (estreou no dia 23 de setembro)
Repetindo o enredo base do filme que a originou (As Bruxas de Eastwick, produção de 1987 estrelada por Cher, Susan Sarandon, Michelle Pfeiffer e Jack Nickolson), Eastwick, dramédia sobre três mulheres que se descobrem com dons para lá de incomuns, é praticamente uma Desperate Housewives com poderes sobrenaturais.
Divertida sobretudo graças à boa química de seu trio de lindas protagonistas (Roxie, Joanna e Kat), Eastwick no entanto tem toda pinta de ser aquele tipo de série com prazo de validade curto. Sendo assim, se você não dispensa um guilty pleasure, essa pode ser uma alternativa bem razoável dessa temporada.
Obs.: Todas as datas de estreia se referem à exibição nos EUA
Cougar Town (estreou no dia 23 de setembro)
Coitada da Courteney Cox. Será que depois de fracassar com Dirt (aquela série que buscava na polêmica o diferencial para ser sucesso), a eterna Monica de Friends não tinha alternativa melhor que não a de tentar a sorte com uma comédia tão fraca quanto essa Cougar Town? Sério. Nos vinte e poucos minutos do Piloto da série, a única sensação que ela provocou em mim foi vergolha alheia. Risos? Zero.
Focada numa quarentona divorciada (Jules, papel de Cox), Cougar Town é um festival de equívocos, começando pelo título que na tradução literal nada mais é do que a cidade das tigrezas. Fora isso, ao optar por reduzir a personagem de Cox (que se vira como pode no papel) a uma mulher desesperada para tirar o atraso com garotões, a série torna aquela que deveria ser sua grande atração num rascunho mal feito do que poderia ser uma mulher moderna, bem sucedida, independente e engraçada.
Além disso, vamos combinar que Jules (mãe de um adolescente apagado) não pode ter muito futuro morando num lugar onde os homens mais velhos solteiros/divorciados aparentemente tem idade mental de 12 anos e tem que conviver com amigas tão sem noção quanto ela. E não é nem que eu tivesse esperança de que a série pudesse ser boa, mas precisava ser tão ruinzinha? =/
Community (estreou no dia 17 de setembro)
Embora não seja assim tão engraçada quanto pretende, esta comédia centrada num grupo de universitários bastante incomum, inegavelmente tem potencial para se estabelecer como uma das boas estreias da temporada. Heterogêneo, o elenco tem no veterano Chevy Chase (o Ted Roark da 2ª temporada de Chuck) seu grande nome, mas quem aparece com destaque nos dois primeiros episódios é mesmo John McHale (mais conhecido como apresentador do programa de The Soup do E!). É dele o papel do protagonista Jeff, um advogado que após perder o registro volta para faculdade disposto a todo tipo de armação e malandragem para obter vantagens na missão de se conseguir um diploma. Tá longe de ser ótima, mas sem dúvida merece mais chances.
Bored to Death (estreou no dia 20 de setembro)
Se o título da série já é uma dica... Bom, nessa nova comédia produzida pela HBO e estrelada por Jason Schwartzman, sobram boas intenções, mas falta o mais essencial: a capacidade de fazer rir. Centrada num escritor em crise de inspiração que resolve sair da rotina dando uma de detetive particular, Bored to Death tem personagens até interessantes na figuras do protagonista loser, seu não menos fracassado amigo autor de HQs (Zach Galifianakis de “Se Beber não Case”) e seu editor alcóolatra (Ted Denson) com queda por maconha, mas com tramas de investigação pouco criativas e arrastadas demais, não tem jeito, quando o Piloto termina só uma sensação fica: tédio.
Accidentally on Purpose (estreou em 21 de setembro)
Bem diferente de sua personagem na finada Dharma & Greg, Jenna Elfman ressurge à vontade e divertida como Billie, uma crítica de cinema que após o fim de um relacionamento, vê sua vida mudar radicalmente após uma noitada animada que termina em gravidez inesperada e em envolvimento com um homem bem mais jovem que ela. Não há nada incrivelmente novo em Accidentally on Purpose, que exagera um pouco naqueles risos falsos de cena, mas que tem bons diálogos e um mote que promete render situações engraçadas, essa comédia é outra que vai ganhar minha atenção por pelo menos mais alguns episódios. E tudo graças a Elfman.
Modern Family (estreou em 23 de setembro)
Não sei se foi culpa da baixa expectativa, mas fato é que dentre todas as novas comédias, Modern Family foi disparada a que mais me agradou até aqui. Feita em estilo mockumentary (uma marca registrada de The Office), a série explora com ótimas e divertidíssimas sacadas, o choque de diferenças que une três núcleos de uma mesma família.
Nesse cenário, Ed O’Neil (o eterno Al Bundy de Married with Children) surge como Jay, um sujeito de pouco humor, mas que não menos engraçado, encara seus preconceitos e os dilemas frutos de um casamento com uma mulher bem mais jovem e seu filho pré-adolescente.
A essa mistura, soma-se também as famílias do casal de filhos de Jay, Claire e Mitchell. A de Claire (que é feita por Julie Bowen, a Sarah de Lost), segue um formato mais tradicional, e mostra a neurose de uma mãe de três filhos casada com Phil, um pai atrapalhado e tão sem noção quanto o Michael Scott de The Office. Já a de Mitchell (que tal qual seu pai é divertidamente pouco paciente), é formada por seu bonachão e divertido companheiro Cameron e por uma recém adotada bebêzinha vietnamita.
Não sei se Modern Family conseguirá manter o mesmo gás desse início ao longo dos próximos episódios, mas se repetir as várias situações engraçadas desse Piloto (a cena do avião é ótima), tem tudo para ganhar um fã por toda temporada.
Dirigido por Katie Jacobs (produtora da série) e roteirizado por quatro pessoas (sendo uma delas o próprio criador da série, David Shore) “Broken” é praticamente um filme da série. Retomando o gancho do final da temporada anterior quando House se interna num hospital psiquiátrico, o episódio se concentra inteiramente em mostrar o esforço do médico em não só se livrar de seu vício em Vicodin, mas também em encontrar o reequilíbrio mental há tempos perdido.
No processo – que nos leva por uma verdadeira montanha russa de emoções – House conhece pessoas tão miseráveis psicologicamente quanto ele (com destaque para o irritantemente divertido Alvie) e inicialmente agindo como a misantropia que lhe é peculiar, se vê progressivamente obrigado a mudar de postura principalmente depois de um terrível incidente envolvendo um outro paciente e sobretudo por conta da influência de um médico tão teimoso e inteligente quanto ele próprio (o Dr. Nolan feito pelo ótimo Andre Braugher) e por seu rápido, mas impactante envolvimento com Lydia (Franka Potente de Corra, Lola, Corra).
Belíssimo em toda sua concepção (trilha sonora ótima e fotografia idem) e absolutamente corajoso mesmo quando decide apelar para soluções simplistas (na cena em que o paciente herói ‘cura’ a mulher muda), “Broken” expõe as várias nuances da psique de House de um jeito que nunca vimos. E assim, ao apontar um caminho de mudança em seu comportamento, ele ficará marcado como O episódio de Hugh Laurie na série, que mais uma vez perfeito na composição de seu mais famoso personagem, consegue provocar em simples gestos e ações, emoções tão distintas quanto a frustração (de não o vermos tendo o controle) e mais tarde o inevitável prazer das lágrimas que terminam, como na imagem que abre esse post indica, num sorriso.
House voltou aos bons tempos meus amigos. Inteligente e sarcástico como sempre, mas diferente como nunca no que promete ser a melhor temporada da série. Alguém duvida?
A 6ª temporada de House tem estreia prevista no Brasil para o dia 22 de outubro via Universal Channel
A cerca de dez dias atrás, eu disse no twitter que Glee era uma série fraquíssima. Não retiro totalmente o que disse, porém faço uma ressalva: a série misto de dramédia com musical tem sim algumas (poucas) qualidades, mas, no contexto geral definitivamente não é uma produção que me atraia e que eu vá acompanhar.
Criada por Ryan Murphy (Nip/Tuck), Glee teve seu episódio Piloto exibido ainda em maio desse ano nos EUA, logo após a final da 8ª temporada de American Idol, no que – justiça seja feita -, foi uma jogada inteligente da Fox americanaà época.
Tendo estreado oficialmente no dia 9 de setembro, a série resgata o humor ácido e o tom de crítica social tão peculiar de Murphy, mas infelizmente não convence com uma trama rasteira concentrada nos esforços de um professor que pretende reerguer o coral da escola (o Glee Club) composto por um grupo bastante heterogêneo.
Na essência, o que realmente falta à série além de carisma para seus personagens, é foco na história que se quer contar. Assim, se a trama é concentrada no coral, qual a lógica de se inserir (ainda no terceiro episódio) uma subtrama na qual o professor resolve praticamente largar seus pupilos à própria sorte e tentar alguma coisa como líder de um grupo de cantores à capela (Os Acafellas)?
Críticas à parte, sei que a série já tem muitos fãs e não será surpresa se ao fim da temporada ela alcançar o status de ser uma das grandes estreias. Contudo, o que é apreciado por uns, não necessariamente o é por outros, e assim, despeço-me de Glee desejando boa diversão para quem for acompanhá-la.
Obs.: Embora boa parte dos números musicais conte com as vozes dos próprios atores (alguns inclusive oriundos da Broadway), não adianta nada fazer montagens elaboradas, mas que deixam a clara impressão de dublagem.
Tendo como um de seus criadores e produtores o dublê de galã e marido de Demi Moore, Ashton Kutcher, The Beautiful Life (que estreou no dia 16 de setembro) segue a sina da maioria das séries da CW: razoavelmente badaladas antes da estreia, pequenos fracassos depois dela.
Centrada em Nova York onde explora o concorrido universo de modelos profissionais, TBL mostra (ou tenta mostrar), que num mundinho de fachada tão glamourizada como aquele, quem não sabe se impor sofre com a insegurança e com as pressões naturais que cobram um preço alto tanto para quem busca espaço quanto para quem já o teve.
Nesse ambiente, dentre agentes manipuladores e modelos dispostos a pagar qualquer preço pelo sucesso (pelo menos cinco aparecem em destaque), a grande protagonista é Sonja Stone. Interpretada por Mischa ‘Marissa’ Barton, Sonja é uma modelo já veterana com toda pinta de problemática em busca de uma carreira que já parece esvaziada.
Recheada de gente bonita, TBL é essencialmente direcionada ao público jovem e que naturalmente se interessa em conhecer os bastidores de um mundo visualmente atraente, porém repleto de intrigas e mentiras, o que me faz lembrar de outra série com temática parecida também da CW: Gossip Girl. De quem aliás, dá para dizer que TBL seja uma espécie de prima mais velha, porém não menos superficial e descartável.
Inspirada por uma série de livros nascida em 1991, The Vampire Diaries, nova produção da CW, inegavelmente deve sua chegada à tv ao sucesso (de público) da série de filmes Crepúsculo e à True Blood da HBO, ambas, também originadas a partir de livros centrados no universo vampirístico.
Se não chega a ser tão equivocada quanto Crepúsculo, tampouco pode se esperar dessa adaptação a cargo de Kevin Williamson (Dawson’s Creek), a complexidade explorada por True Blood por exemplo. Assim, o que sobra dela no fim é apenas mais uma série teen sem qualquer novidade que não a de ter dois irmãos vampiros (em rixa milenar) brigando pelo amor de uma mesma garota.
Dito isso, há um problema sério e decisivo na série: seu trio de protagonistas é desinteressante e apagados demais. Dessa forma, nem Elena, a mocinha fragilizada, nem os irmão vampiros Stefan (o bonzinho) e Damon (o ‘vilão’ feito por Ian Somerhalder, o Boone de Lost) parecem ter a força suficiente para manter o apelo que a trama pretende ter.
O veredicto final portanto é esse: embora use artifícios absurdos para, por exemplo, explicar porque seus vampiros podem andar tranquilamente em plena luz do dia (basta – pasmem - usar um anel específico), The Vampire Diaries não chega a ser uma imensa bomba, o que não significa dizer que eu vá acompanhá-la, afinal, com tanta produção melhor, não há tempo a se perder com mais uma série teen igual a outras tantas que já passaram pela tv.
Começando cerca de um ano depois do final da 1ª temporada, “You Set the Scene” mostra o retorno de Ben Cendars (Dennis Hopper, de novo a melhor coisa da série) a Los Angeles depois de passar quase um ano em processo de reabilitação para se livrar de seu vício em drogas. Aparentemente mais equilibrado, Cenders tem agora um único objetivo: encontrar (com a ajuda de seu outrora pupilo Anthony) o reponsável pela morte de sua filha ao passo em que tenta reestabelecer o convívio com sua ex-mulher.
Ainda bastante irregular, esse início de 2ª temporada faz uma mescla entre personagens antigos e novatos, tentando assim explorar novas (e às vezes) improváveis conexões entre eles. Nesse cenário, reencontramos Kenny Battaglia envolvido num divórcio emocionalmente complicado, e que trabalhando como segurança de um pequeno shopping (resultado de sua exoneração da polícia) vê sua vida tomar um novo rumo ao cruzar o caminho de um ricaço chamado Seth Blanchard (Eric Roberts, canastrão como sempre).
Empreendedor, Blanchard é a típica figura que se impõe (graças ao dinheiro) com uma postura incisiva, mas que num momento de fragilidade na saúde vive uma experiência que parece mudá-lo para sempre a ponto de afetar também a vida de sua esposa Maggie, escritora de livros infantis bem sucedidos, mas que por trás da máscara de mulher realizada afoga suas inseguranças na bebida.
Além do ex-policial Kenny Battaglia, outra personagem que reaparece na trama é Inez, que agora host de um bar só para homens bastante exclusivo, se vê presa num relacionamento complicado com um sujeito malandro envolvido com dívidas de jogo. E como se o universo de personagens já não fosse pouco, conhecemos ainda Bo, um ex-prodígio do baseball que vê na chance de treinar um garoto o caminho de reencontrar seu talento e exorcisar suas frustrações.
Com uma narrativa até certo ponto complexa, mas igualmente maçante e cansativa por conta da lentidão com que evolui, Crash ainda está bem longe de conseguir fazer barulho na temporada. Sendo assim, resta à série uma única alternativa: provar que a colisão de vidas que explora não é um mero acaso sem algo a dizer.
Crash é exibida nos EUA pelo canal a cabo Starz e ainda não tem previsão de estreia no Brasil
Como apontei no comentário do episódio de estreia da 2ª temporada de Fringe, a série felizmente voltou a me empolgar e muito. Dessa forma, entre erros e acertos, não dá para negar que a construção da mitologia de Fringe merece ser revisitada, e para tal, nada melhor que explorar o DVD (ou Blu Ray) recém lançado nos EUA e que ganhará uma versão brasileira em breve.A primeira grande surpresa do box vem da capa, cuja arte em 3D traz tanto o trio de protagonistas quanto símbolos chave envolvidos com a campanha promocional da série (a imagem que abre este post simula o efeito). Além disso, há também um livreto com fotos e descrições dos extras, que diga-se, somam mais de seis horas divididas entre os sete discos que compõem o box e tem até legendas em português.
Se o Box de DVD da 1ª temporada de Fringe que será lançado no Brasil no dia 22 de outubro (com preço sugerido de R$129,90) será tão bonito quanto esse de área 1 eu não sei, mas com a promessa de trazer a mesma relação de material extra, ele será sem dúvida um item essencial na coleção de qualquer fã.
O Menu Principal
Todos os menus dos sete discos (clique para ampliar)
Uma cerimônia discreta com um tricampeonato, uma chuva de bicampeonatos, duas grandes surpresas, uma grande injustiça reparada e o que pode ter sido o começo do fim de um relativamente curto, porém intenso reinado. Esse foi o Emmy 2009.O show
Ainda que longe do desastre do ano passado, quando colocaram apresentadores de reality show completamente desentrosados para aparesentar o Emmy, o talentoso Neil Patrick Harris de How I Met Your Mother não teve um grande desempenho como mestre de cerimônias. Simpático e bem humorado, teve alguns bons momentos, mas deu a impressão de que não quis correr grandes riscos. Sua campanha para que as pessoas vejam televisão e não fiquem na Internet, por exemplo, está há alguns anos atrasada. Harris também foi um dos produtores do Emmy desse ano, que deixou a impressão de tentar copiar o bom desempenho que o Oscar conseguiu depois de várias edições frustradas. Cenários mais modernos, edição mais enxuta, até número musical teve. Com o porém de que Harris não é Hugh Jackman. A sensação que fica é que o ator deixou a porta aberta para ser convidado para o mesmo tipo de trabalho no futuro. Mas que se ninguém o convidar, não será um grande absurdo.
A novidade no formato do Emmy foi dividir o show em segmentos. Primeiro foram entregues os prêmios de comédia, seguidos pelos de reality show, minisséries e filmes feitos para TV, shows de variedades, chegando enfim nos esperados prêmios de drama. Mesmo com a importância da categoria melhor série de comédia, não fez muito sentido deixá-la para a reta final, enxertado no meio dos dramas. Até porque todo mundo já sabia quem seria o vencedor, não havia necessidade de fazer suspense. De resto, parabéns aos produtores pela melhor organização da pauta. Mas que eles tenham em mente que correram sérios riscos de perder ainda mais audiência. Se a vitória de séries pouco vistas já desagrada a parte do público, imagine o risco que é colocar os telespectadores diante de vários prêmios seguidos para minisséries e filmes para TV, atrações quase sempre escondidas em canais fechados como a HBO ou educativos como a PBS.
Também não deve ter ajudado o fato de que as premiações para reality show e show de variedades terem sido uma reprise de tudo que já vimos nos últimos anos. Desde que o prêmio de melhor reality show foi instituído, só deu Amazing Race. Como ontem. No ano passado surgiu a categoria de apresentador de reality show, tendo como vencedor Jeff Probst, de Survivor. Que ontem voltou a vencê-la. E se tem gente que esperneou ao saber que 30 Rock foi tri e Mad Men bicampeã, imagine o quão reconfortante deve ser para elas saber que The Daily Show with Jon Stewart chegou ao hepta em 2009. O mais assustador pra quem teme que o mesmo fenômeno possa ocorrer com as séries é que todas as hegemonias citadas podem ser consideradas justas.
Comédia
O primeiro prêmio da noite foi o de atriz coadjuvante em série de comédia, que acabou nas mãos da pequenina Kristin Chenoweth, a Olive Snook da cancelada Pushing Daisies. Se a série perdeu um pouco de fôlego na sua derradeira temporada, o mesmo não pode ser dito de Chenoweth, que sempre foi a parte mais encantadora do programa. É uma pena que ela não terá chance de concorrer outras vezes pela mesma personagem. Mas como disse no discurso de agradecimento (o único feito em meio a lágrimas em toda a noite), ela está disposta a respirar novos ares, tendo citado Mad Men, The Office e 24 Horas como shows dos quais ela gostaria de participar. Além de tudo é esperta a moça.
Entre os atores coadjuvantes, a vitória inesperada de Jon Cryer, o completo loser Alan Harper de Two and a Half Men. Inesperada principalmente porque o favoritismo era de Neil Patrick Harris (sim, ao mesmo tempo apresentador e concorrente ao Emmy) e Rainn Wilson, talvez os dois únicos indicados que tenham no currículo papéis diferentes dos que representam atualmente na TV. Mas com a surpreendente não-indicação do tricampeão Jeremy Piven (Entourage), a única afirmação possível era de que tudo poderia acontecer, já que nenhum dos indicados tinha um histórico vitorioso no Emmy. Muita gente está reclamando da vitória de Cryer, mas a verdade é que ele é o coadjuvante que roubas cenas cotidianamente naquela que é a comédia mais bem sucedida da TV americana em termos de audiência desde o fim de Seinfeld, Friends e Will & Grace. Não é pouca coisa.
Ainda sobre Cryer, vale destacar que ele chegou a ganhar o apelido de Pilot Killer, pelo tanto de episódios-piloto de novas séries do qual participou e que acabaram não ganhando seu lugar ao sol. Muitos anos depois, ele acaba recebendo um Emmy. Quer algo mais "sonho americano" que isso? Quer algo que encante mais uma premiação de indústria americana do que isso?
Esperemos no entanto que ele não chegue ao bicampeonato, que seria um exagero. Já basta ter de ver o canastrão Alec Baldwin atigindo tal feito como ator principal de comédia. Aliás, se algo encanta mais as premiações do que um bom e velho "sonho americano" é um ator representar mais de um papel ao mesmo tempo. E foi com um episódio onde ele interpreta um, veja só, canastrão de novela mexicana, que Baldwin chegou ao bicampeonato. Aqui cabe o registro: cada ator inscreve um episódio para ser levado em consideração pelos votantes. A escolha de um bom episódio tem sido algo importantíssimo no resultado final do Emmy. Por exemplo, no ano passado Baldwin tinha uma cena genial onde, veja só, interpretava vários personagens em uma sessão de terapia imaginária.
Não vou negar que Baldwin provoca algumas boas risadas em 30 Rock, mas é fato que, se ele não fosse famoso pelo seu trabalho no cinema, talvez nem tivesse ganho um Emmy ainda. E ainda mais dificilmente chegaria a um segunda vitória consecutiva. Ele funciona muito bem no papel de canastrão, mas seu domínio nessa categoria é no mínimo discutível. Enquanto isso, Steve Carell de The Office, que há anos aposta no desenvolvimento dos sentimentos de um personagem que poderia muito bem ser apenas caricato, segue sem um Emmy na estante de casa. E a julgar pela recepção que teve em sua primeira noite de glória, o bom Jim Parsons de The Big Bang Theory, parece ter assumido o posto de principal rival de Baldwin no Emmy. Pobre Carell.
A múltipla personalidade em cena (aqui parte fundamental da trama) também ajudou para que Toni Collette desbancasse Tina Fey no prêmio de melhor atriz em série cômica. Fazendo o papel-título de United States of Tara, Collette tem em mãos 4 personagens dentro de uma só, e aproveitou-se bastante disso. Como atuação, o trabalho dela pode ser considerado bem superior ao de suas concorrentes. A pergunta válida aqui é se é justo premiar uma boa atriz por um bom papel em uma série que não conseguiu dizer a que veio.
Tina Fey, imbatível nas últimas premiações, pode estar vendo ruir o seu reinado, por uma série de motivos. O primeiro é que para o ano que em ela deve ter também a forte concorrência de Edie Falco, embora Nurse Jackie pareça pouco engraçada para concorrer como comédia. O segundo é que vencer tanto em tão pouco tempo cansa a imagem de qualquer um. E o terceiro e mais importante é que parece difícil para ela levar a sua Liz Lemon a um patamar diferente do que atingiu até aqui. Afinal, se melhorou bastante como atriz, Fey é acima de tudo uma roteirista.
Se serve de consolo para Fey, o já esperado tricampeonato de 30 Rock mostra que esse reinado ainda parece longe de acabar. Um prêmio justo, até porque a série viveu sua temporada mais regular. Falhou em conquistar um melhor índice de audiência, mesmo tendo recebido como convidados pessoas muito populares. O destaque ficou por conta dos arcos que separaram um pouco Fey e Baldwin, colocando-os para contracenar com Jon Hamm e Salma Hayek, respectivamente. Serviu para oxigenar a série e rendeu boas subtramas. Sobre 30 Rock, uma nota pessoal: acho que ele vive um fenômeno parecido com o CQC, por mais que sejam programas completamente diferentes. Incensado por fãs fiéis e tidos como representantes do "humor inteligente", embora apenas reciclem velhas fórmulas, acabam criando uma antipatia em quem facilmente acharia os programa engraçados, mesmo sem endeusá-los.
30 Rock levou também o prêmio de melhor roteiro, categoria na qual tinha 4 das 5 indicações. O prêmio de melhor direção em comédia ficou para o excelente "Stress Relief " de The Office, fazendo justiça à série, que desde o estrelato de Tina Fey e seus asseclas virou coadjuvante total nas premiações, embora seja sempre apontada como a principal concorrente de 30 Rock. Vitória silenciosa entre as comédias para Family Guy, que ontem teve seu dia de gala, ao marcar presença como a primeira animação indicada ao Emmy de comédia desde Os Flintstones.
Drama
A premiação de Drama começou com a reparação de uma grande injustiça. Michael Emerson finalmente ganhou o seu Emmy pelo impagável Benjamin Linus de Lost. No discurso de agradecimento, lembrou que anos atrás foi para o Havaí para fazer uma participação na série e que nunca poderia imaginar o que o destino lhe reservaria. É muito difícil encontrar casos de atores ou atrizes que "pegaram o bonde andando" e acabaram nos passando a impressão de que sempre estiveram ali, e esse é o caso de Emerson.
Porém, nem tudo são flores. Ele acabou ganhando por uma temporada onde nem teve suas melhores intervenções, algo bastante comum no Emmy. Há alguns anos, quando Emerson estava tinindo em Lost, Terry O'Quinn recebeu o reconhecimento tardio pelo seu John Locke. O mesmo acontece agora, já que o ano parecia ser de Aaron Paul (ótimo em Breaking Bad), mas seu dia de glória ficará para depois, porque dessa vez repararam outra injustiça. Quem sabe no ano que vem dá Paul no lugar de outro que merecesse mais e o círculo vicioso continue por toda a eternidade.
A maior surpresa da noite veio com Cherry Jones sendo eleita a melhor atriz coadjuvante por 24 Horas. A categoria era disputadíssima, mas o favoritismo recaía sobre a vencedora do ano passado Dianne Wiest e sobre Rose Byrne, que na verdade é co-protagonista em Damages. Ainda assim, alguns apostavam em mais um prêmio para a ótima Chandra Wilson de Grey's Anatomy ou mesmo para Hope Davis, que fez um belo trabalho em In Treatment. Corriam por fora Sandra Oh, que não teve a melhor de suas temporadas em Grey's, e justamente Cherry Jones, por sua presidente Alison Taylor.
Era difícil acreditar na vitória dela, já que 24 Horas parece ter perdido muito de seu respeito após uma sexta temporada que beirou o ridículo, mesmo que a sétima tenha mantido um bom nível. Jones deu vida a uma personagem que irritou a muitos telespectadores da série, por sua postura teimosa em excesso. Por isso mesmo acho justa a sua vitória. Se a presidente Taylor irritou tanta gente foi porque sua intérprete viveu apaixonadamente as contradições de sua personagem. Vale lembrar que Cherry Jones é uma aclamada atriz de teatro e que seu sucesso nessa área pode ter influenciado na hora da votação.
A partir daqui, só bicampeonatos. Glenn Close, cuja vitória era uma certeza, fez um simpático discurso de agradecimento, no qual fez questão de citar a importância de sua companheira de cena Rose Byrne e revelou que considera Patty Hewes o grande personagem de sua carreira. Declarou isso com uma pontinha de ameaça, no entanto, ao soltar um "dependendo do que os roteiristas fizerem nessa próxima temporada...". Não há muito o que falar sobre Close, uma atriz de primeira linha, que recebe agora no Emmy o reconhecimento que outra Academia, a de cinema, não soube lhe dar.
O bicampeonato de Bryan Cranston como melhor ator deixou muita gente revoltada, mas ele (bem como quem nele votou) não tem a menor culpa se a série é pouco vista. O trabalho dele é tão bom quanto o de seus principais concorrentes, apenas não tem a mesma visibilidade entre o público em geral. Aqui também a escolha do episódio de inscrição parece ter sido essencial, já que seu Walter White pôde ser visto em cenas fortes com emoções bastante contrastantes.
Se o Emmy finalmente pagou o que devia a Michael Emerson, continuará devendo um Emmy ao brilhante Hugh Laurie, da série mais assistida no mundo, House. Vitórias justas, repetidas e intercaladas de James Gandolfini (The Sopranos), James Spader (Boston Legal/Justiça Sem Limites) e agora para Cranston vêm impedindo que o inevitável aconteça. Mais cedo ou mais tarde ele vai acabar ganhando. Mesma sorte não devem ter os também ótimos e merecedores Gabriel Byrne (In Treatment) e Michael C.Hall (Dexter). O primeiro porque sua série pode não mais retornar. O segundo porque ganhar um prêmio por um personagem que é um serial killer é algo bastante complicado. Anthony Hopkins por Silêncio dos Inocentes no Oscar é uma grata exceção à regra.
Como também era previsto, Mad Men conquistou o bicampeonato entre as séries dramáticas. Uma vitória com a marca da AMC, que vai roubando da HBO o posto de canal fechado caprichoso e quase infalível na produção de séries. A verdade é que em termos de produção, direção e roteiro, Mad Men e Breaking Bad estão um patamar acima de praticamente todas as outras, como esteve The Sopranos por muito tempo. Aos olhos dos telespectadores, talvez isso não seja assim tão fundamental, mas convém lembrar que quem vota no Emmy é gente que trabalha na indústria de televisão, cujo olhar é, ou deveria ser, mais treinado para captar certos detalhes.
Mad Men, que assim como 30 Rock dominou a categoria de roteiro em drama, viu um de seus 4 scripts indicados triunfar. A surpresa ficou com E.R. voltando a ganhar um Emmy, dessa vez de direção. A despeito da qualidade do episódio, um prêmio claramente sentimental, para uma antiga favorita da Academia que se despediu depois de quase 2 décadas no ar.
O erro de quem critica a nova vitória de Mad Men é acreditar que estão esnobando as séries mais populares só de birra. A verdade é que para o Emmy seria interessantíssimo ver House ou Lost saírem como vencedores. Mas para fazer frente a Mad Men e outros programas de canais fechados, essas séries terão de voltar ao patamar de suas primeiras temporadas, quando eram tão brilhantes quanto. Para 2010 a perspectiva de que uma série popular vença é maior. Além de sempre haver a possibilidade de uma série estreante ser arrebatadora (lembremos que Lost ganhou o Emmy logo em seu ano de estreia), House ensaia um renascimento após uma temporada bastante irregular e Lost prepara o seu aguardado Grand Finale. Nada impede que no final da cerimônia do ano que vem os fãs de séries pouco vistas é que estejam reclamando que o hype de uma série muito assistida prevaleceu no final...
*Destacados em vermelho
Comédia
30 Rock
Entourage
Family Guy
Flight Of The Conchords
How I Met Your Mother
The Office
Weeds
Drama
Big Love
Breaking Bad
Damages
Dexter
House
Lost
Mad Men
Filme para Tv
Coco Chanel
Grey Gardens
Into The Storm
Prayers For Bobby
Taking Chance
Elenco de Série de Comédia
30 Rock
Californication
The Office
United States Of Tara
Weeds
Elenco de Série de Drama
Damages
Friday Night Lights
Mad Men
The Tudors
True Blood
Elenco de Minissérie, Filme para Tv ou Especial
Generation Kill
Grey Gardens
House Of Saddam
Into The Storm
Little Dorrit
Ator Convidado Comédia
Steve Martin por 30 Rock
Jon Hamm por 30 Rock
Alan Alda por 30 Rock
Beau Bridges por Desperate Housewives
Justin Timberlake por Saturday Night Live
Ator Convidado Drama
Edward Asner por CSI:NY
Ted Danson por Damages
Jimmy Smits por Dexter
Ernest Borgnine por ER
Michael J. Fox por Rescue Me
Atriz Convidada Comédia
Jennifer Aniston por 30 Rock
Elaine Stritch por 30 Rock
Gena Rowlands por Monk
Betty White por My Name is Earl
Tina Fey por Saturday Night Live
Christine Baranski por The Big Bang Theory
Atriz Convidada por Drama
Sharon Lawrence por Grey’s Anatomy
Ellen Burstyn por Law & Order: SVU
Brenda Blethyn por Law & Order: SVU
Carol Burnett por Law & Order: SVU
CCH Pounder por The No.1 Ladies Detective Agency
Ator Comédia
Alec Baldwin por 30 Rock
Jporaine Clporent por Flight of The Conchords
Tony Shalhoub por Monk
Jim Parsons por The Big Bang Theory
Steve Carell por The Office
Charlie Sheen por Two And A Half Men
Ator Drama
Bryan Cranston por Breaking Bad
Michael C. Hall por Dexter
Hugh Laurie por House
Gabriel Byrne por In Treatment
Jon Hamm por Mad Men
Simon Baker por The Mentalist
Ator Minissérie ou Filme para Tv
Kiefer Sutherland por 24:Redemption
Kevin Kline por Cyrano de Bergerac
Brendan Gleeson por Into the Storm
Sir Ian McKellen por King Lear
Kevin Bacon por Taking Chance
Kenneth Branagh, por Wallander: One Step Behind
Atriz Comédia
Tina Fey por 30 Rock
Christina Applegate por Samantha Who?
Julia Louis-Dreyfus por The New Adventures Of Old Christine
Sarah Silverman por The Sarah Silverman Program
Toni Collette por United States Of Tara
Mary-Louise Parker por Weeds
Atriz Drama
Sally Field por Brothers & Sisters
Glenn Close por Damages
Mariska Hargitay por Law & Order: SVU
Elisabeth Moss por Mad Men
Holly Hunter por Saving Grace
Kyra Sedgwick por The Closer
Atriz Minissérie ou Filme para Tv
Chandra Wilson por Accidental Friendship
Shirley MacLaine por Coco Chanel
Drew Barrymore por Grey Gardens
Jessica Lange por Grey Gardens
Sigourney Weaver por Prayers For Bobby
Minissérie
Generation Kill
Little Dorrit
Reality ou Programa de Competição
American Idol
Project Runway
The Amazing Race
Top Chef
Apresentador de Reality ou Programa de Competição
Ryan Seacrest – American Idol
Tom Bergeron – Dancing with the Stars
Heidi Klum – Project Runway
Jeff Probst - Survivor
Phil Keoghan – The Amazing Race
Padma Lakshmi – Top Chef
Tom Colicchio – Top Chef
Ator Coadjuvante Comédia
Tracy Morgan por 30 Rock
Jack McBrayer por 30 Rock
Kevin Dillon por Entourage
Neil Patrick Harris por How I Met Your Mother
Rainn Wilson por The Office
Jon Cryer Two And A Half Men
Ator Coadjuvante por Drama
William Shatner por Boston Legal
Christian Clemenson por Boston Legal
Aaron Paul por Breaking Bad
William Hurt por Damages
Michael Emerson por Lost
John Slattery por Mad Men
Ator Coadjuvante Minissérie ou Filme para Tv
Ken Howard Grey Gardens
Len Cariou por Into The Storm
Tom Courtenay por Little Dorrit
Andy Serkis por Little Dorrit
Bob Newhart por The Librarian: Curse of the Judas Chalice
Atriz Coadjuvante Comédia
Jane Krakowski por 30 Rock
Kristin Chenoweth por Pushing Daisies
Amy Poehler por Saturday Night Live
Kristin Wiig por Saturday Night Live
Vanessa Williams por Ugly Betty
Elizabeth Perkins por Weeds
Atriz Coadjuvante Drama
Cherry Jones por 24 Horas
Rose Byrne por Damages
Sandra Oh por Grey’s Anatomy
Chandra Wilson por Grey’s Anatomy
Dianne Wiest por In Treatment
Hope Davis por In Treatment
Atriz Coadjuvante Minissérie ou Filme para Tv
Jeanne Tripplehorn por Grey Gardens
Shohreh Aghdashloo por House Of Saddam
Janet McTeer por Into The Storm
Cicely Tyson por Relative Stranger
Marcia Gay Harden por The Courageous Heart Of Irena Sendler
Programa de Variedades, Musical ou Comédia
Late Show With David Letterman
Real Time With Bill Maher
Saturday Night Live
The Colbert Report
The Daily Show With Jon Stewart
Direção Comédia
30 Rock com 3 indicações
Entourage
Flight of the Conchords
The Office
Direção Drama
Battlestar Galactica
Boston Legal
Damages
ER
Mad Men
Direção Minissérie, Filme para Tv
Generation Kill
Grey Gardens
Into The Storm
Little Dorrit
Taking Chance
Wallander: One Step Behind
Roteiro Comédia
30 Rock com 4 indicações
Flight Of The Conchords
Roteiro Drama
Lost
Mad Men com 4 indicações
Roteiro para Minissérie, filme para tv ou especial
Generation Kill
Grey Gardens
Into The Storm
Little Dorrit
Taking Chance
Roteiro para Programa de variedades, Musical ou Comédia
Late Night With Conan O'Brien
Late Show With David Letterman
Saturday Night Live
The Colbert Report
The Daily Show With Jon Stewart
Animação (com menos de meia hora)
American Dad
Robot Chicken
South Park
The Simpsons