terça-feira, 20 de outubro de 2009

'Battlestar Galactica – The Plan', a cereja no topo do bolo

AVISO IMPORTANTE: Se você ainda não assistiu, mas pretende ver as quatro temporadas de Battlestar Galactica, não leia este texto e muito menos assista o filme agora, já que ambos tratam de eventos importantes da trama explorada na série encerrada em março de 2009.



“Os Cylons foram criados pelo Homem. Eles se rebelaram, evoluíram e se parecem humanos. Alguns foram programados para pensar que são humanos. Há muitas cópias. E eles tem um Plano.”

Essencialmente, The Plan, deveria ser apenas um filme bônus para os fãs de BSG que teriam a oportunidade de ver e entender o evento que provocou o extermínio de quase todos os humanos sob uma nova perspectiva. Deveria, porque na verdade The Plan é antes de qualquer coisa um filme sobre contradições e conflitos de uma máquina – o cylon John Cavil (brilhantemente interpretado pelo veterano Dean Stockwell) –, frente à imprevisibilidade que torna humanos figuras mais complexas do que a razão de um plano frio sugere.

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    Dirigido por Edward James Olmos (o comandante Adama da série) a partir do roteiro de Jane Espenson, The Plan é um espetáculo visual que amplifica a experiência oferecida pela série. No filme tudo é muito maior. Da abundante riqueza de detalhes nas sequências mostrando as naves cylons, passando pelo violentíssimo ataque às doze colônias mostrado com muito mais ênfase, The Plan é a cereja que faltava no bolo da série.

    Inteiramente centrado nos cylons, o filme relega (sem prejuízo) os outrora protagonistas de BSG a coadjuvantes de luxo (a presidente Roslin sequer aparece enquanto Baltar, Apollo, Starbuck e Helo surgem em raras cenas muitas vezes reaproveitadas da própria série) numa trama que revisita vários momentos chave da história no período que compreende as duas semanas anteriores ao ataque até 281 dias após através dos olhos de cada um daqueles agentes mecanizados e suas várias ações de sabotagem e conspiração para acabar com os humanos de uma vez por todas tanto no que restou da resistência em Caprica quanto na frota liderada pela Galactica.


    Cavil e os 5 cylons originais numa cena repleta de sutilezas

    Mostrando os cinco cylons originais desde o início, The Plan também permite que saibamos não só onde estavam, mas sobretudo quem eram aquelas importantes figuras no momento dos ataques e como suas histórias se cruzaram com os cylons conspiradores liderados por Cavil. Assim, quando vemos a lasciva Ellen Tigh por exemplo falando que não acreditava na mudança do homem para uma das duas cópias de Cavil do filme (a outra aparece em Caprica), temos uma boa noção do extenso caminho que a levou até o desfecho que vimos no fim da série.

    E como a palavra chave do filme é a contradição dos cylons, The Plan dá ainda uma nuance nova ao comportamento de Sharon “Boomer” Valerii, cuja dúvida existencial antes e depois da tentativa de assassinato de Adama, a consome de forma muito mais evidente. O mesmo vale para Leoben e sua obsessão por Starbuck; a Seis (da bela Tricia Helfer) e seu papel nos rumos da trégua ocorrida em dado momento, e até Simon, que tal qual as duas cópias de Cavil, age de forma distinta após um extenso contato com humanos na frota (onde tem família) e em Caprica onde segue o grupo liderado por Sam.

    Fundamental para quem é fã da série, The Plan é Battlestar Galactica como nunca vimos antes. Maior, mais cru e ainda com algo a dizer, o filme planta no grito frustrado e desesperado de uma máquina que se recusa a enxergar na falibilidade humana a beleza de não ter a certeza sobre tudo, a semente que nos faça ter o desejo de (re)ver as quatro temporadas de novo.

House estreia no Universal Channel com um What’s On especial

Celebrando a estreia da 6ª temporada de House, que chega à tv brasileira com apenas 1 mês de diferença em relação à exibição americana (iniciativa que tem nossa torcida para que vire regra), o Universal Channel exibe um What’s On especial mostrando os bastidores da construção do set que serviu de hospital psiquiátrico no episódio “Broken”, o primeiro desse novo ano da série.

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    O vídeo que vai ao ar na quinta-feira 22 de outubro às 21:50, e já está disponível no site do canal, pega carona num segmento divulgado no Snakes on Cane, site criado pela Fox para promover a 6ª temporada nos EUA. Além de depoimentos do designer de produção e da decoradora de set da série, o vídeo ainda traz Hugh Laurie (House) e a produtora/diretora Katie Jacobs falando sobre a experiência de trabalhar num cenário totalmente novo, mas que ainda guardava características da série.

    Broken”, episódio duplo de abertura da 6ª temporada estreia às 22h do dia 22 no Universal Channel, e aqui você encontra minha opinião sobre ele.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Séries comentadas: Fringe 2x04, FlashForward 1x03, Dexter 4x03 e House 6x05

Como você já deve ter reparado, as atualizações por aqui tem sido raras nos últimos dias e a explicação é simples: obrigações profissionais demais significam tempo de menos para escrever sobre (várias) séries e filmes que tenho visto. Sendo assim, a partir de agora não estranhe quando surgirem posts de comentários condensados como esse. Antecipadamente, obrigado pela compreensão :)

Fringe – 2x04 “Momentum Deferred”
(exibido no dia 08/10/2009 nos EUA)

Ainda que venha sofrendo com a ameaça que uma audiência baixa representa (cortesia da estratégia equivocada da Fox em colocar a série batendo de frente com CSI e Greys, Anatomy nas noites de 5ª feira nos EUA), Fringe tem desenvolvido até aqui um plot que preza pela consistência no desenvolvimento de seus personagens e principalmente pela iniciativa de evidenciar a iminente sombra de um conflito que pode ocorrer entre duas realidades: a nossa, e aquela em que o World Trade Center nunca foi atingido por aviões sequestrados. Assim, ao expandir a ameaça através da presença intensificada de mais shapeshifters no nosso mundo (culminando na saída definitiva do ator Kirk Acevedo, aliás) e de revelar parte(?) do teor da conversa que Olivia teve com o auto-exilado William Bell (Leonard Nimoy), que por sua vez pondera sobre a dificuldade de se atravessar os dois universos, Fringe amplifica nosso interesse pela trama baseando o cerne de sua narrativa numa questão fundamental a ser explorada nos próximos episódios: qual a motivação do grupo ainda misterioso da realidade alternativa em destruir a nossa?

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    FlashForward – 1x03 “137 Sekunden”
    (exibido no dia 08/10/2009 nos EUA)

    Que a premissa de FlashForward é promissora (e até aqui, bastante instigante) ninguém discute, mas é igualmente razoável destacar mais uma vez, que essa insistência em ser expositiva demais pode ser um calcanhar de Aquiles decisivo para a série, principalmente para quem não gosta de tramas mastigadinhas demais e pouco desafiadoras. Fazendo um misto interessante entre o procedural a la CSI e o desenvolvimento de sua trama central de forma progressiva e acelerada, FlashForward introduz a cada episódio, elementos novos que parecem exercer influência direta na visão do futuro de seu protagonista. Nesse contexto, é inegável que colocar um agente do FBI com poder de pressionar o governo alemão a libertar um (ex) nazista que representaria uma peça importante na investigação em curso soa exagerado demais, mas é também justo apontar que escorregadas como essa não diminuem o impacto da revelação final sugerindo que o evento global é na verdade resultado de um grande experimento já feito antes ainda que em menor escala. Resta saber, portanto, se a série terá fôlego para explorar o que parece ser uma grande conspiração ao passo em que mostra os desdobramentos daquele fenômeno nas vidas e relações de tantos personagens. Por enquanto boto fé.

    Obs.: A 1ª temporada completa da série foi confirmada pela Disney/ABC e terá 25 episódios.

    Dexter – 4x03 “Blinded by the Light”
    (exibido no dia 11/10/2009 nos EUA)


    Vida de serial killer consciente do que é e que tenta se cercar das melhores camuflagens possíveis, não deve ser nada fácil. E foi isso que esse “Blinded by the Light” explorou abusando (no bom sentido) de um humor negro até certo ponto incomum para o protagonista da série. Sai de cena o Dexter exausto e surge aquele que na necessidade de se ajustar ao convívio social de sua vizinhança, derrapa no relacionamento com a agora adolescente Astor e na tentativa de omitir de Rita qualquer sinal que levante suspeita sobre sua psiquê. Esse foi também o episódio que expandiu o intrigante ritual sádico e meticuloso do Trinity Killer, personagem que vai se tornando cada vez mais interessante na interpretação cuidadosa de John Lithgow, que por sua vez dá continuidade à tradição da série em criar bons antagonistas.Com igual destaque, fica a construção sólida das boas subtramas da temporada, que além dos conflituosos relacionamentos entre LaGuerta e Angel e o triângulo Anton, Debra e Lundy, cria uma dinâmica entre Quinn e Dexter que pode alimentar no nada ético detetive uma curiosidade em relação ao colega semelhante àquela que sustentava a rixa do falecido Doakes. Em suma, mais um bom episódio dessa 4ª temporada que pouco a pouco vai ampliando nossa expectativa pelo inevitável embate entre Dex e o Trinity Killer.

    House – 6x05 “Instant Karma”
    (exibido no dia 12/10/2009 nos EUA)

    Bem sucedida na missão de dar novos rumos a seu complexo protagonista ao mesmo tempo em que resgata a boa atmosfera do começo da série (sustentada em grande parte pela dinâmica do time original do departamento de diagnósticos), a 6ª temporada de House tem garantido até aqui um banquete prazeroso e divertido para quem não a abandonou precipitadamente. Dando continuidade ao dilema ético e moral perpetrado pela decisão de Chase no episódio anterior, “Instant Karma” brinca de forma muito inteligente com a sempre presente conflituosa relação de House com razão e fé ao colocar um pai que abre mão de uma fortuna pela crença de que tal ação implicaria numa cura até então impossível para seu filho. Fora isso, não dá para negar a importância das palavras de Foreman reconhecendo em House o comandante que ele talvez jamais vá ser, o que claro, ainda pode e deve influenciar no aparentemente crescente processo de mudança do outrora antisocial médico. Com isso em mente, só uma dúvida fica no ar: a reação de House a essa nova perspectiva será positiva ou negativa? Façam suas apostas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Trailer oficial de Toy Story 3



Tá aí o trailer oficial de Toy Story 3, simplesmente um dos filmes mais esperados por mim para 2010.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

DEXTER - Comentários do episódio 4x02




Ep. 4x02 "Remains to be Seen" (exibido no dia 04/10/09 nos EUA)

Exausto, porém satisfeitíssimo. Foi assim que me senti quando “Remains to be Seen” chegou ao fim depois de proporcionar um exercício narrativo que expandiu para outro nível a estafa física e mental de Dexter que já fora indicada no episódio de estreia dessa 4ª temporada.

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    Dando imediata continuidade à cena que mostrava Dexter se acidentando quando retornava de seu ‘trabalho’ com Benny, o episódio investe na tensão de – mais uma vez – criar uma ameaça ao segredo do protagonista, que agora como pai de família, tem muito mais a perder. E tudo bem que lá no fundo já soubessemos que nada de mais aconteceria com o personagem à essa altura, mas com seu esgotamento tomando conta, era natural se prender àquela situação.

    Sendo assim, com o desespero de Dexter para localizar a prova de seu crime (os restos de sua mais recente vítima), as aparições mais frequentes de Harry nesse episódio serviram tanto para apontar um caminho de que o código mesmo subvertido não dá margem à indisciplinas ou desculpas, quanto para evidenciar o superego do protagonista sempre de forma sutil.

    Aspectos psicológicos à parte, “Remais to be Seen” dedicou também espaço para tensões sexuais entre Angel e LaGuerta, bem como para Lundy e Debra, que balançada pelo retorno do agora aposentado agente do FBI a Miami, eventualmente acabará colocando Anton para escanteio. Mas se isso não é importante (e no fim não é mesmo, penso), o mesmo já não se pode dizer da crescente e cuidadosa introdução do modus operandi do Trinity Killer feito por John Lithgow na busca de sua nova vítima.

    Cadenciada no ritmo, mas nem por isso desinteressante (longe disso, aliás), é sempre curioso para mim perceber que estruturalmente as temporadas de Dexter se mantém iguais ainda que com esperadas variações. Há sempre uma natural preparação de terreno no início, peças sendo lançadas aqui e ali, um antagonista sempre diferente e não menos marcante, uma ameaça para Dexter em contínuo processo de descoberta e por aí vai até culminar no arco final que traz confronto, reavaliações, aprendizado, e para nós que assistimos, diversão de qualidade.

    Que surpresas nos aguardam nessa 4ª temporada de Dexter? Não faço a menor ideia, mas tô louco para descobrir, e vocês?

terça-feira, 6 de outubro de 2009

HOUSE – Comentários dos episódios 6x03 e 6x04

Ep. 6x03 “Epic Fail” (exibido no dia 28/09/09 nos EUA)

Longe de atingir o altíssimo nível da estreia da temporada, “Epic Fail” no entanto foi consistente na transição e na proposta de provar que House está resgatando elementos mais tradicionais à medida em que evolui explorando novas nuances pela perspectiva de seu protagonista ainda mais afiado no sarcasmo e na ironia.

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    Praticamente centrado nos equívocos monumentais de Foreman à frente do departamento de diagnósticos e sua conflituosa relação pessoal e profissional com a 13, “Epic Fail” tem como grande acerto o fato de ter relegado House (divertido em sua busca de um novo vício através da culinária) à posição de coadjuvante de luxo na periferia das ações principais de um jeito bastante criativo. Assim, ao reintroduzí-lo indiretamente na resolução do caso da semana de forma decisiva, a série levanta aos olhos do personagem um interessante dilema: aquilo que ele mais ama e sabe fazer é também o que o consome e o desestabiliza.

    Ep. 6x04 “The Tyrant” (exibido no dia 05/10/09 nos EUA)

    Reforçando a ideia de que os bons tempos da série parecem estar efetivamente de volta (teve até reunião da equipe original de diagnósticos), “The Tyrant” foi um episódio sobre dilemas. O de Foreman tendo que admitir mais uma vez que não é House e depende dele, e o de Chase (finalmente de volta à ativa na trama ao lado de Cameron) agindo sob o lema dos fins que justificam os meios.

    Contando com a ilustríssima e ótima presença de James Earl Jones (a voz de Darh Vader) no papel de um ditador sanguinário que vira paciente, “The Tyrant” coloca sob a ótica do até então sempre certinho Chase, a discussão sobre a validade de se fazer a coisa certa pelos caminhos errados. Uma discussão aliás, que encontra reflexos também na atitude de House com o implicante vizinho de Wilson.

    Difícil imaginar à essa altura que desdobramentos as ações de Chase terão tanto em seu relacionamento com Cameron quanto com Foreman (que de certa forma virou refém daquela controversa decisão), mas com House voltando progressivamente ao centro dos casos, não é exagero imaginar que os próximos episódios prometem grandes viradas.

FLASHFORWARD - Comentários do episódio 1x02



Ep. 1x02 “White to Play” (exibido no dia 01/10/09 nos EUA)

Para quem começou a acompanhar FlashForward sem saber que o planejamento de seus produtores considera quatro temporadas, a impressão mais forte deve ser a de que o mistério central será resolvido amanhã, tamanha a urgência com que determinados elementos da trama tem sido introduzidos e desenvolvidos.

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    Obviamente, à medida em que essa curiosa trama de proporções globais cresce, as dúvidas surgem numa frequência maior que as eventuais respostas, o que é natural, ainda que a pergunta central (o que e por que aquilo aconteceu?) essencialmente permaneça a mesma ‘apenas’ ganhando perspectivas novas e diferentes.

    Ao focar os primeiros passos da investigação que pode e deve responder o grande mistério por trás dessa história (fenômeno sobrenatural? Conspiração? Um grande devaneio coletivo?) , “White to Play” dá uma dimensão exata da complexa rede de informações que se forma com o tal Mosaico e as implicações que o cruzamento desses dados provocarão.

    E se a narrativa prova que a série tem gás para nos envolver, quer seja pelo simples mistério que a move ou pelas reações de seus personagens frente à certeza (ou falta dela) de um futuro que se desenha perfeito ou sombrio, há também um ponto de demérito que em menor escala a sabota: a insistência em ser expositiva demais nos lembrando e relembrando a todo instante o que determinado personagem viu em seu flash.

    Se o fôlego criativo da série será de maratonista ou de velocista, só o tempo dirá, mas independente das comparações narrativas, FlashForward já se vale de um artifício poderoso de Lost, que é a capacidade de nos fazer pensar sobre a trama e teorizar sobre o que se vê, sem querer fabricar respostas óbvias e fechadas, o que diga-se de passagem, é mais que suficiente para me manter preso à série. Alguém comigo?

FRINGE - Comentários dos episódios 2x02 e 2x03



Ep. 2x02 “Night of Desirable Objects” (exibido em 24/09/09 nos EUA)

Depois da ótima estreia da temporada, um (pequeno) balde de água fria. Perdido entre desenvolver a mitologia da série de forma orgânica e se focar num típico ‘monstro da semana’ (a la Arquivo X), “Night of Desirable Objects” diminuiu o ritmo com uma história lenta e até certo ponto desinteressante com gostinho de ‘já vi isso antes em outro lugar’.

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    De mais significativo do episódio portanto, ficou a dica nas palavras de Sam, o misterioso mentor indicado por Nina Sharp para ajudar Olivia, de que os deslocamentos entre os universos retratados no arco central da série podem ser responsáveis por provocar severos efeitos colaterais tanto físicos quanto psicológicos. Isso claro, explicaria o estado da agente Dunham e por tabela, implicaria num maior entendimento acerca do comportamento de Walter Bishop por exemplo, que no final das contas pode nem ser assim tão louco quanto parece.

    Dito isso, a impressão que ficou desse episódio, é que os roteiristas da série resolveram frear de forma proposital (?) a cadência desse início de temporada como se nos preparassem para novos e impactantes desdobramentos, o que aliás, aconteceu já no terceiro episódio.

    Ep. 2x03 “Fracture” (exibido em 01/10/09 nos EUA)

    Focado num maior desenvolvimento de personagens (a ida de Peter ao Iraque permitiu que conhecessemos um pouco mais de seu passado) e sobretudo na luta de Olivia para recuperar se não a memória, pelo menos seu equilíbrio físico, “Fracture” foi bem superior ao episódio que o antecedeu.

    Explorando um caso bem mais interessante (e que abertura foi aquela, não?), esse terceiro episódio da temporada teve como grande mérito o fato de ter amarrado um evento aparentemente isolado (homens cujos corpos funcionavam como bombas) à mitologia da série de uma forma genuinamente instigante e por que não dizer, inesperada.

    Sólido em sua execução e bem mais envolvente, “Fracture” montou um cenário que parecia nos levar por um caminho, mas terminou em outro. Assim, além de mostrar o trio de protagonistas numa posição central para os rumos da anunciada guerra entre os universos, o episódio trouxe com seu surpreendente final, a indicação de que há implicações ainda mairores envolvendo o papel do Observador na trama, que passa de mistério periférico a central levantando as perguntas: de que lado ele está? O que ele representa? E por que seu foco em Walter?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

As estreias de ‘Hung’ e ‘The Secret Life of the American Teenager’ no Brasil



Sendo bem objetivo, à primeira vista não há absolutamente nada de extraordinário em Hung (termo que significa 'bem dotado' numa tradução livre), comédia adulta estrelada por Thomas Jane que estreou no último sábado (03/10) no Brasil via HBO. Dito isso, tampouco pode se dizer que ela não tenha lá sua graça ao mostrar os percalços de um quarentão boa pinta que carregando o peso de ter se tornado um loser, parte em busca de uma segunda chance através de um caminho nada ortodoxo: virar ‘garoto’ de programa por conta de seu dote.

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    Divertida, Hung no entanto dificilmente será uma série que vá durar várias temporadas, ainda que já tenha garantido mais uma pela HBO americana dada a boa receptividade que teve. A razão disso aliás, já pode ser entendida pelo primeiro episódio, que transforma a série numa boa surpresa exatamente por subverter elementos que geralmente se esperam de tramas com uma temática tão singular. Aliado a isso, Thomas Jane aparece bem no papel de Ray Drecker (o dotadão do título) e tem ótimas cenas com Jane Adams, atriz que faz sua cafetina por ocasião, Tanya Skagle.

    O episódio piloto (que foi dirigido por Alexander Payne), diga-se, é mais interessante que o segundo, mas se você for como eu, certamente não resistirá em acompanhar o restante da temporada, que antecipo, traz algumas boas situações tão constrangedoras quanto engraçadas.

    The Secret Life of the American Teenager

    Outra série que chega à tv a cabo brasileira na noite dessa terça-feira (06/10) às 21h via Boomerang (NET e Sky), é “A Vida Secreta de uma Adolescente Americana”, que como o título já indica, tem temática teen, mas muito mais conteúdo que várias delas somadas, sobretudo por abrir mão de usar recursos digamos, mais apelativos.

    Produzida pelo canal americano ABC Family, a série que traz um quê do filme “Juno” (uma comparação inevitável), logo se sobressai ao tratar um dilema muito particular (adolescente que fica grávida logo na primeira transa) através dos conflitos pessoais e familiares decorrentes daquela situação, que é sempre explorada de uma forma muito emotiva e envolvente.

    Além disso, outro elemento que agrega valor à série e lhe confere autenticidade é o fato de que seus personagens teens são efetivamente feitos por adolescentes, que encabeçados por Shailene Woodley (ex-estrela infantil da Disney), não fazem nada feio ao lado de veteranos como Molly Ringwald, estrela de sucessos dos anos 80 como A Garota de Rosa Shocking.

    Em tempo, aqui está o link do comentário que fiz sobre a série em 2008.

TOP 10: as séries campeãs de downloads (entre 27/09 e 03/10)

Segundo o site Torrentfreak.com, as séries que tiveram o maior número de downloads entre os dias 27 de setembro e 03 de outubro foram:

1. Heroes
2. House M.D.
3. The Big Bang Theory
4. Entourage
5. How I Met Your Mother
6. Family Guy
7. Desperate Housewives
8. Dexter
9. Supernatural
10. Grey’s Anatomy