Encerrada em 1980 depois de 12 temporadas e 280 episódios(!), a série policial ‘Havaí 5.0’ (Hawai Five-O no original) retorna à tv americana no 2º semestre numa versão reimaginada. Nesse remake, Alex O’Loughlin (Moonlight e Three Rivers) estrela como Steve McGarrett, que ao lado de Danny Williams (Scott Caan da trilogia 11 Homens e um Segredo), Chin Ho Kelley (Daniel Dae Kim, o Jin de Lost) e Kono Kalakaua (Grace Park, a Boomer de Battlestar Galactica), integram um grupo de elite da polícia do paradisíaco estado americano do Havaí dedicado a investigar e resolver situações de alto risco envolvendo o crime organizado.
Famosa por sua música tema de abertura (cuja releitura você confere nos créditos dessa nova versão), Havaí 5.0 foi a primeira grande produção da tv a explorar as deslumbrantes paisagens do 50º estado americano como cenário de suas histórias. Repleta de ação e aventura, mas também de muito humor, a série original marcou época como um dos maiores sucessos da rede CBS, que tenta com esse remake capturar não só o interesse dos fãs da antiga versão bem como o de atrair um público totalmente novo. Se a iniciativa vai dar certo ou não é difícil dizer, mas se bateu a curiosidade, o vídeo abaixo ajuda a ter uma noção de como será o clima da série.
Deu vontade de conferir (pelo menos) o episódio Piloto?
Um breve texto sobre as duas primeiras partes de ‘The Pacific’ você encontra aqui e um review mais detalhado sobre a minissérie completa surgirá tão logo a HBO do Brasil termine de exibí-la (o que ocorrerá na noite do dia 13 de junho). Contudo, se você faz parte do ansioso time de colecionadores, já dá para saber o que o box em Blu Ray – a ser lançado lá fora no dia 2 de novembro -, trará de conteúdo extra.
A informação foi divulgada pela HBO Entertainmet e pela Warner Home Video e repercutida em primeira mão ontem pelo ótimo Blu Ray.com.
- A experiência melhorada de The Pacific: acompanhe as 10 partes com 10 horas de picture-in-picture e descubra detalhes sobre os fuzileiros e um conhecimento histórico mais profundo sobre as batalhas à medida em que assiste a minissérie. Dentre o conteúdo exclusivo estão entrevistas com historiadores e veteranos, vídeos de arquivo, mapas e muito mais.
- O guia de campo de The Pacific: recurso que permite navegar através dos grandes eventos mostrados em The Pacific através de um guia de campo. Pesquise e assista o conteúdo exclusivo que inclui mapas animados, entrevistas estendidas com historiadores e veteranos, veja filmagens históricas, fotografias e mais.
- Os bastidores da história: prólogos de 5 minutos que preparam o espectador para cada um dos episódios com filmagens adicionais de histórico narradas por Tom Hanks.
- Fazendo The Pacific: segmento com bastidores das filmagens e do processo de produção da minissérie.
- Perfis de The Pacific: conheça detalhes das vidas dos fuzileiros mostrados em The Pacific e descubra uma perspectiva pessoal de suas famílias, suas experiências de guerra e suas vidas após o fim do conflito em retratos bem íntimos.
- Anatomia da guerra no Pacífico: explore as influências históricas e culturais que levaram ao brutal teatro do conflito no Pacífico durante a 2ª Guerra Mundial.
***
Tanto o box de The Pacific (pré-venda) quanto o de Band of Brothers são em embalagem Steel, aquelas de ferro. Comprei a de BoB (que vem com áudio e legendas em português) na Amazon da Inglaterra e garanto que vale cada centavo investido.
A temporada regular de séries acabou, mas para quem não perde nada, não existe esse negócio de férias na telinha e na telona. Sendo assim, junho é o mês que marcará a volta das atualizações regulares aqui no blog quer seja com notícias e comentários de filmes, mas principalmente de algumas das séries que retornam lá fora já a partir dessa semana.
Trailer faz aperitivo da 3ª temporada de True Blood
O domingo 13, marca o retorno de True Blood, que em seu 3º ano deve introduzir lobisomens na mistura além de colocar em foco assuntos como: vampiros na política, a expansão do mundo dos metamorfos na trama (com destaque para a família de Sam) e a presença do rei vampiro do Mississipi como grande vilão da temporada.
Ainda que tenha derrapado no final de sua 2ª temporada, True Blood continua com cadeira cativa na minha lista de favoritas. E sob o comando do sempre competente Allan Ball e com o elenco que tem, a série promete voltar a nos envolver com tramas carregadas de suspense, críticas inteligentes, humor ácido e, claro, muita bizarrice, a marca registrada não menos charmosa da série.
Entourage: "Quando você tem tudo, o que fazer em seguida?"
Duas semanas depois de True Blood, será a vez da divertidíssima Entourage retornar com sua 7ª temporada no dia 27 de junho. É verdade que falei muito pouco da temporada passada dessa que é uma das minhas comédias prediletas, e embora seja razoável dizer que em seu ano anterior a série esteve longe de ser tão brilhante quanto fora antes, também é justo dizer que boa parte das risadas foram garantidas pela interpretação sempre exagerada (mas nunca fora do tom) de Jeremy Piven, que faz de seu Ari Gold, um desses personagens inesquecíveis da tv.
Estou totalmente no escuro no que tange às possíveis tramas que essa 7ª temporada vai explorar, mas será que isso realmente importa? Entourage nunca teve grandes histórias e fato é que sua força sempre esteve concentrada na dinâmica estabelecida entre seus cinco protagonistas. Dito isso, basta que os roteiristas da série estejam inspirados para criar situações inusitadas envolvendo aqueles personagens e pronto, temos meio caminho andado para alcançar aquela dose semanal de boa diversão.
Um belo motivo para assistir de Mad Men?Christina Hendricks
Quando o assunto é a bicampeã do Emmy e do Globo de Ouro na categoria drama, Mad Men, o papo geralmente tende a se reduzir a uma definição: série tecnicamente perfeita, porém superestimada pela crítica. Cria do ex-produtor de The Sopranos Matthew Weiner para o canal AMC, Mad Men retorna com sua 4ª temporada no dia 25 de julho tentando responder pelo menos uma questão fundamental: ainda há fôlego suficiente para sustentar nosso interesse naquelas histórias curiosas, porém muito aquém de serem envolventes ou mesmo emocionantes?
Mentiria se dissesse que Mad Men está no meu top 5 de séries, mas seria igualmente injusto não reconhecer nela boas qualidades (roteiro, direção e atuações bastante corretas) além de dizer que tenho uma atração bem particular pelo mundo da propaganda, que na atmosfera glamourizada da década de 60, ganha um retrato bem curioso de um período que ajuda a entender a formação da sociedade de consumo que vivemos hoje.
E se você acha que a diversão acaba nas três anteriormente citadas, a dica final que deixo é Burn Notice, série despretensiosa e divertidíssima sobre um agente da CIA que após ser demitido, passa a trabalhar em Miami por conta própria onde se envolve nas mais diversas e perigosas situações. A 4ª temporada estreia nessa quinta-feira 3 de junho lá fora pelo canal USA e se você não a conhece, o vídeo acima dá o tom de como ela é.
***
Agora é com você. Pretende acompanhar alguma uma delas ou quem sabe até mesmo todas?
Aclamada pela crítica, ignorada por boa parte do público. A frase podia definir a premiadíssima Mad Men, mas serve também para falar de Breaking Bad, belíssima série que atualmente está em sua 3ª temporada lá fora onde é exibida pelo AMC (o mesmo de Mad Men) e que reestreia* na noite dessa terça-feira no Brasil via AXN às 21h.
* O Sony (que é do mesmo grupo do AXN) começou a exibir a série, mas depois infelizmente acabou tirando-a de sua programação.
Apostando na fórmula do protagonista capaz de carregar uma série praticamente sozinho, essa produção criada por Vince Gilligan (ex-produtor de Arquivo X) nos apresenta a Walter White, um professor de química que frente uma tragédia bem particular (o diagnóstico de um câncer pulmonar terminal), resolve mudar radicalmente de postura ao abandonar a pose de cidadão ético e fiel à moral estabelecida para abraçar a oportunidade que ele julga ser a última capaz de prover sustento à sua família: tornar-se produtor de drogas usando sua expertise profissional.
E não se engane se a premissa te parece exagerada. O atual bicampeão do Emmy na categoria melhor ator em drama, Bryan Cranston (o Hal de Malcom in the Middle), constrói seu Walter White de forma tão avassaladora, porém sem nunca esquecer de lhe conferir fragilidade, que é praticamente impossível (tal qual acontece em Dexter, por exemplo) passar incólume frente seu drama e não se pegar torcendo para que aquele cara que sai da curva da normalidade se dê bem.
Quando a série começa, o protagonista é ‘só’ um cara de meia idade razoavelmente conformado com o sacrifício de ter que dividir-se entre as aulas na escola e as horas que passa trabalhando no caixa de um lava jato (onde por vezes ele mesmo tem que lavar/secar carros). Contudo, quando a doença surge, Walter dá vazão à raiva acumulada pela rotina miserável, e encara o que ele considera como uma grande injustiça (um câncer de pulmão sem nunca ter sequer fumado?) como um chamado para despertar e sair da linha de forma definitiva.
Simples, porém envolvente e muito bem escrita, Breaking Bad 'brinca' com a ideia de um homem que encontra na proximidade da morte, não a justificativa para se entregar a uma depressão (que até seria compreensível, diga-se), mas sim a motivação ideal, ainda que incomum, para voltar a viver de forma intensa seu relacionamento em família, além de explorar as fronteiras que separam o cidadão comum e de bem daquele que considera na vida marginal, a chance de um recomeço com data de validade.
Atenção! Esse post comenta episódio ainda inédito no Brasil
Ok, eu sei que na verdade não foi um adeus definitivo, afinal, produtores e o próprio Kiefer Sutherland já se pronunciaram confirmando que um filme baseado na série está em desenvolvimento para ser lançado num futuro não muito distante. Dito isso, repito o que escrevi no início dessa madrugada no twitter sobre esse último ato da série na tv: serei para sempre fã, mas fiquei decepcionadíssimo com seu final.
Já é chover no molhado apontar que essa 8ª e última temporada começou morna, foi esfriando até ficar quase insuportável para só então dar uma guinada que culminaria numa ótima sequência de episódios genuinamente empolgantes e cheios de surpresas e reviravoltas. Assim, ao lembrar desse discurso que já foi repetido por mim em outras ocasiões aqui no blog, minha lamentação pelo final optado para a série e principalmente para seu protagonista só aumenta.
Sendo franco e direto, depois de uma boa preparação de terreno para o desfecho da série, os quatro últimos episódios não só não fugiram dos já cansativos e irritantes exageros* que a produção parecia ter abandonado, como também trilhou um caminho que desconstruiu bons personagens de forma negativa diminuindo-os de forma irritante.
* Vilões que sempre se deixam capturar das formas mais fáceis e ridículas possíveis; Ferimentos de Bauer que parecem se curar em questão de minutos; Sujeito que do chão e a olho nu enxerga o reflexo de um satélite (segundo os 'entendidos' aquilo era drone, mas o absurdo é mesmo) a km de altura e por aí vai...
Nunca vi a presidente Taylor como uma personagem excepcional na série, mas a imagem que a temporada vinha construindo dela como uma mulher íntegra e de princípios ilibados que muito lembravam o sempre saudoso David Palmer, foi toda por terra quando a trama de uma hora para outra resolveu colocá-la na posição de vilã, que aliada a Charles Logan, faz de tudo para encobrir a conspiração que provocou a morte de Omar Hassan em prol da assinatura do tratado de paz.
Fato é que ao subverterem a personagem dessa forma reduzindo-a a um mero fantoche facilmente manipulado pelas mentiras de Logan, os roteiristas da série deram um tremendo tiro no pé, transformando toda -a até então boa- subtrama da assinatura do tratado de paz num engodo patético. E se a situação já ficara ridícula por si só, ao mostrarem Taylor ameaçando declarar guerra ao país de Dalia Hassan* (a viúva de Omar*) caso essa se recusasse a assinar o tratado de paz mesmo depois de ter descoberto que os russos (parte importante do tratado) estavam por trás do assassinato de Omar, a coisa desandou de vez de uma tal forma, que nem o último choque de consciência de Taylor prestes a assinar o documento na ONU aliviou a barra.
* Uma mulher sendo aceita de uma hora para outra como representante de um país islâmico dominado pelo fanatismo? Então tá, né? A gente finge que acredita e que acha tudo plausível.
Agora falando de Bauer (que antes do final tinha nos divertido encarnando a versão Jack estripador matando o russo e logo seguida a de Jack Jason Sexta Feira 13 quando ataca e sequestra Logan momentaneamente), que porcaria de desfecho preguiçoso foi aquele para o personagem? Sim, o cara tem que ficar vivo pra que o filme possa existir e blá blá, mas cadê o choque e a surpresa que os produtores da série tanto alardearam? "Ah, mas você tem que entender que aquela última imagem mostra como a vida do Bauer sempre está fadada a ser assim miserável e solitária", poderiam dizer alguns. Agora, transformar em desfecho de série um gancho que já havia sido usado antes no final da 4ª temporada? É sério que mostrar o protagonista tendo que fugir e se esconder do próprio governo de novo foi a melhor coisa que podiam fazer? Parabéns então para os roteiristas e produtores da série (Kiefer incluso) pela solução fácil e covarde que encontraram.
Bom, se você leu esse post até aqui, percebeu que meu descontentamento com o final foi grande, porém, seria uma tremenda injustiça da minha parte dizer que foi tudo ruim. Vejamos, teve o Logan mostrando sua faceta mais evidente ao covardemente matar seu cúmplice e tentar se matar depois de perceber que seu plano tinha dado errado; teve a cena tensa do Jack pedindo para Chloe atirar nele; teve aquele outra no final com a própria Chloe toda emocionada se despedindo do Bauer e teve o... É, não teve mais nada.
Zerado, o relógio chega ao fim deixando um último gosto amargo de algo que poderia ter sido tão bom e empolgante quanto já havia sido em várias outras ocasiões da série. Dito isso, que fique claro: não vou sair por aí dizendo que perdi 8 anos da minha vida acompanhando 24 Horas ou que vou promover uma fogueira para queimar DVDs só porque não gostei do final.
Até logo Jack Bauer e obrigado pelos muitos bons momentos de diversão proporcionados!
Atenção! Esse post comenta episódio ainda inédito no Brasil
Já fiz todos os elogios que queria à esse 2º ano de Fringe no post em que comentei a parte 1 de ‘Over There’, mas agora com a temporada efetivamente encerrada, não custa ressaltar que o peso do trabalho primoroso de John Noble (Walter) foi fundamental para a maturidade da série, que fugindo de subtramas menores que poderiam esvaziar o interesse no foco principal, soube dosar os conflitos dos personagens com parcimônia e criatividade.
E se o grande gancho desse final não chegou a ser assim tão surpreendente (ou foi para você?), o desenvolvimento e principalmente a dinâmica explorada entre William Bell (Leonard Nimoy) e Walter foi elemento suficiente para tornar esse um dos melhores season finales da temporada.
Parte do que fez Fringe ter se tornado uma série tão especial, vem do fato dela ter conseguido se definir como sci fi autêntico e que se encerra numa trama limitada, mas absolutamente envolvente. Há mistérios? Claro, mas são sempre construídos em torno das histórias pessoais do trio de protagonistas, o que por tabela transforma a resolução dos primeiros, nos caminhos que pavimentam o relacionamento de Walter com Peter e deste com Olivia.
Em ‘Over There’, a conflituosa relação que se estabeleceu entre os Bishop ganha uma nova camada quando a guerra dos universos fica evidenciada a partir das reais intenções de Walternativo, que na interpretação de Noble faz inclusive um bom reflexo do trabalho de Terry O’Quinn em Lost, onde também passou a viver dois personagens fisicamente iguais, mas de características bem distintas.
E se a troca das Olivias no final do episódio soou um pouco óbvia demais, a sensação de que o caminho para a próxima temporada foi bem desenvolvido nasce da expectativa de que não vai demorar muito para que um choque direto dos universos ganhe corpo, afinal, duvido muito que a infiltração de Olivia fique tempo demais sem ser exposta, já que a ligação da original com Peter deve ser o elo de ligação que o aproximará do pai.
Num episódio que explorou de leve o conceito da compensação entre os universos (a Olivia de lá tem mãe, mas não tem irmã enquanto a de cá vive o oposto), Fringe nos deu o vislumbre de um mundo muito parecido com o nosso, mas que ao mesmo tempo é bem diferente. Além disso, ao conseguir encerrar sua 2ª temporada de forma empolgante e coesa, a série se firmou como uma das opções imperdíveis para a temporada 2010/2011.
Alguém ansioso desde já pela estreia da 3ª temporada ?
Atenção! Esse post comenta episódio ainda inédito no Brasil
Que 6ª temporada de House perfeita, hein? É, ok, eu sei que ficou longe disso, mas bem que poderia ter sido caso todos os episódios tivessem mantido pelo menos metade do altíssimo nível de ‘Broken’ (episódio de abertura da temporada) e dos dois últimos, o ‘Baggage’ e ‘Help Me’, o season finale. Flertando com mudanças que só fariam bem à série, esse sexto ano de House foi majoritariamente centrado na fórmula um dia original, mas que já se mostra desgastada pela previsibilidade.
E se ‘Help Me’ não chegou a abandonar totalmente o esquema ‘paciente da semana’, mostrou House mais humanizado, fragilizado e desesperado como nunca. De sua tentativa em salvar a perna de uma vítima de soterramento (o que trouxe à tona todo seu trauma pessoal), surgiram momentos arrebatadores com Cuddy, que cansada, diria ter desistido de ajudá-lo.
Nesse panorama, ver House se abrindo para a paciente soterrada tentando convencê-la a deixá-lo amputar sua perna, rendeu cenas ao mesmo tempo chocantes e não menos emocionantes. E se segurar as lágrimas já seria impossível sob a tensão daquela passagem, a tarefa se tornou impossível quando a angústia culmina na morte da paciente e no conflito que jogou House (de novo em trabalho inspiradíssimo de Hugh Laurie) numa espiral de questionamentos existenciais aflorados pela tentação de retomar o vício em vicodin ou mesmo de tentar uma saída ainda mais drástica para suas dores.
Envolvente, ‘Help Me’ foi uma verdadeira montanha russa cheia de reviravoltas e surpresas. E assim, quando o desfecho do episódio caminhava para um tom mais depressivo (que ainda mostrou a 13 pedindo as contas por conta de sua saúde), um pequeno sopro de esperança para os dilemas de House toma forma com Cuddy, que surgindo para impedí-lo de ceder à tentação do alívio fácil dos remédios, termina o relacionamento estável com o detetive Lucas (com quem estava prestes a se casar) e confessa seu amor por House consolidando a construção do relacionamento que vinha sendo indicado ao longo das últimas temporadas de forma coerente.
Não sei para onde a próxima temporada de House caminhará, mas se o final desse 6º ano servir como indicativo, alimentarei as melhores expectativas e ficarei na torcida para que os produtores da série tenham a coragem necessária para apostar numa fórmula nova e mais ousada. House merece e seus fãs também.
Sou fã de animações. Aliás, sou muito fã de animações. Assim, não demorou muito para que eu me empolgasse quando soube ainda em 2009 que o Carlos Saldanha (diretor da trilogia 'A Era do Gelo') estava mergulhado na pós produção de 'Rio', nova aposta do estúdio Blu Sky, que conta a hostória de uma arara rara que deixa sua pacata vida numa gaiola em Minnesota para embarcar numa aventura em pleno Rio de Janeiro. O filme, que contará com as vozes de Anne Hathaway, Neil Patrick Harris e Rodrigo Santoro, só estreia na páscoa de 2011, mas o trailer teaser já está na rede e se você ainda não viu pode conferí-lo com legendas* clicando na imagem acima.
*Eu cheguei a fazer a legenda para o vídeo depois de subí-lo para o Youtube, mas graças à política babaca da Fox (que distribuirá o filme), o acesso ao teaser foi infelizmente bloqueado. Quando é que esses executivos 'espertões' vão se ligar que há pessoas que querem simplesmente divulgar uma obra?
A iregularidade aliada à audiência mediana geralmente não perdoa as séries da tv aberta americana, FlashForward que o diga. Sorte nossa que no caso de Fringe, o tempo jogou a favor da produção capitaneada por J.J. Abrams, dando uma chance para que a série pudesse amadurecer muito com suas experimentações, erros e acertos depois de ter uma 1ª temporada irregular principalmente em sua primeira metade, mas que finalmente encontrou seu tom no fim.
Com ‘There’s More then One of Everything’, episódio que encerrou aquele ano de estreia escancarando a existência de um outro universo, Fringe conseguiu ganhar identididade própria escapando das constantes comparações com 'Arquivo X', além de estabelecer sua trama como uma das mais envolventes da atualidade e consolidar John Noble como um dos melhores atores da telinha por conta de seu complexo, carismático, mas não menos trágico Walter Bishop.
Assim, nada mais coerente que a 2ª temporada de Fringe tenha se escorado na existência do universo alternativo (ou seria paralelo?); da guerra que se desenhava entre aquele que já conhecíamos e esse outro, e no conflito de Walter para revelar a Peter a verdade sobre suas origens. Dessa forma, sendo infinitamente mais regular que o anterior, esse segundo ano da série manteve o ritmo da trama central sem nunca deixar de explorar histórias isoladas igualmente instigantes.
E foi assim, sempre emendando episódios excelentes como ‘Jacksonville’ (aquele em que Olivia descobre a verdade sobre seu passado), ‘Peter’ (quando a agente vê o segredo do Walter sendo revelado), ‘White Tulip’ (que explorou a viagem no tempo de forma bastante emocional) e até mesmo ‘Brown Betty’ (aquele que investiu no estilo noir para narrar uma história fantasiosa que espelhava as angústias de Walter com direito até a música!), que a 2ª temporada de Fringe chegou a ‘Northwest Passage’, episódio em que Peter já sabia do segredo há tanto escondido por Walter e que confirmou o que muitos já suspeitavam: a existência de Walternativo (a contraparte de Walter do outro universo, claro) como aquele que estava por trás de praticamente todas as ações bizarras vistas ao longo da trama.
‘Over There’ parte 1, a metade inicial do final da temporada, mostra um Walter desesperado para consertar as coisas (e impedir o eventual fim dos universos ou de pelo menos um deles), e que auxiliado por Olivia e mais 3 daqueles que foram objeto de suas experiências ao lado de William Bell (Leonard Nimoy), ‘viaja’ para o universo de Walternativo, que enfim nos é revelado como um antagonista não menos interessante.
Amparado num climão retrô futurista (com direito a dirigíveis, prédios mais modernos e uma tecnologia que parece ser bem mais avançada que a, digamos, do lado de cá), esse outro universo também tem sua própria divisão Fringe, onde Olivia é ruiva, mais sarcástica (e não menos bela) e ainda trabalha com Charlie, que lá é bem diferente de sua já falecida contraparte do único universo que realmente conhecíamos até então.
E se a soma desses fatores por si só já seria suficiente para justificar nosso envolvimento com a trama que vai encerrar um novo capítulo da série, ao explorar toda dúvida que Peter encara ao (re)encontrar sua mãe dali e ao construir o panorama que colocaria Walter em perigo obrigando William Bell a se expor, a parte 1 de ‘Over There’ apresenta como gancho a perspectiva de que as ações e intenções de Walternativo ao trazer o filho de volta, podem ir muito além de uma vingança pessoal.
Mal posso esperar pela parte 2. Alguém comigo nessa expectativa?
Curiosidades:
- Repararam que nesse outro universo a melhor série política que a tv já produziu continua viva? Falo de ‘The West Wing’, claro, que aparece num poster alusivo a uma 11ª temporada (a série acabou na 7ª) na cena que antecede a tentativa de Olivia de embarcar num ônibus. - Não tem jeito. Nem no outro universo a humanidade escapa do Mcdonalds. - E aquele desenho esquemático que Walternativo observa no fim do episódio, hein? Para quem via 'Alias' (outra cria do J.J. Abrams), o deja vu para aqueles pergaminhos de Rambaldi deve ter sido grande, não?
Desde moleque sempre me considerei cinéfilo, mas entre gostar e entender o que há por trás da construção de uma obra cinematográfica vai uma larga distância. Assim, motivado pelo interesse e pela curiosidade, em 2009 fiz o Curso de Teoria, Linguagem e Crítica Cinematográficas ministrado por Pablo Villaça, editor e crítico do Cinema em Cena, um dos maiores e melhores portais brasileiros dedicados à 7ª arte.
Com texto elegante e que sempre prima por análises fundamentadas, as críticas de Pablo Villaça (que já tem mais de 15 anos de carreira) ampliam a compreensão da obra instigando reflexões que vão muito além de achismos e opiniões rasteiras. Para o curso (que já teve 17 edições em várias cidades do país), Pablo leva o vasto conhecimento teórico que mostra a cada crítica para explorar os principais elementos que compõem o universo cinematográfico ampliando com exemplos práticos retirados dos mais diversos filmes, o interesse de quem gosta e quer entender (pelo menos um pouquinho) o que é o Cinema de verdade.
Interessou?
Pois então corra para garantir sua vaga, pois já nas próximas semanas acontecerão edições do curso nas cidade de São Paulo, Rio de Janeiro e Joinville. Os detalhes referentes a local da realização do curso, ementa e etc. você encontra nos respectivos links.