Menos ou mais interessante, o Dexter que vemos agora é inegavelmente bem diferente daquele que conhecemos cinco anos atrás. E que bom que é assim, visto que se a história evoluiu, nada mais natural que o cara que a move se modifique ganhando novas nuances e se tornando, com o passar do tempo, mais falível e por tabela mais humano, algo que os episódios mais recentes evidenciam com clareza.
Enquanto "Teenage Wastland", nono episódio da temporada, mostrou Dexter tentando e conseguindo se reaproximar da então rebelde Astor ao passo em que também trazia Liddy colocando Quinn (dividido pelos sentimentos que nutre por Debra) contra a parede por conta das descobertas cada vez mais sinistras que fazia de Dexter, o décimo episódio, "In the Beginning" expôs de vez um assassino psicopata que coloca seu interesse pelos 'vilões' de lado porque passa a se importar com a vítima em primeiro lugar.
Assim, embora à princípio pareça uma forçada de barra dos roteiristas apostar num envolvimento mais íntimo entre Dexter e Lumen, vale lembrar que aproximação dos dois é mais fruto de dores que buscam expurgar do que de um interesse romântico natural. Além disso, é interessante notar que o relacionamento dos dois fez com que Dexter ficasse mais descuidado, chegando inclusive a dar uma brecha que permitiu a Liddy testemunhar e registrar as atividades noturnas pouco ortodoxas da dupla ao mesmo tempo em que Jordan Chase, o antagonista tardio, se colocasse um passo à frente das ações de Dexter e sua agora cúmplice, Lumen.
Com a sexta temporada praticamente confirmada, é essencial que a série ouse num desfecho para esse quinto ano. Considerando isso, já disse e repito que não espero um final feliz para Dexter, e dessa forma, estou curioso para ver que tipo de encerramento esse quinto ano terá, visto que o cenário é dos mais complicados e os riscos de Dexter ver seu segredo vindo à tona maiores que nunca.











