quarta-feira, 15 de junho de 2011

Grave Encounters



Tudo bem que o mockumentary (falsos documentário) já não é nenhuma novidade, mas sempre bate a curiosidade quando uma nova produção explora o artifício que chamou a atenção com Bruxa de Blair 12 anos atrás e ganhou grande destaque com filmes mais recentes como Cloverfield e Rec, o original espanhol.

A premissa desse Grave Encounters, que estreia no fim de agosto nos EUA e não tem previsão para o Brasil, é a seguinte: ao visitar um hospital psiquiátrico abandonado para gravar mais um episódio de seu programa com temática paranormal, uma equipe de tv acaba vivenciando fenômenos assustadores ao passar a noite no local.

Trailers podem enganar, mas se você gosta do gênero, deve ter ficado com vontade de ver o filme, não?

Game of Thrones – 1x09 “Baelor”


Como você deve saber, tenho feito comentários am áudio para cada um dos episódios de Game of Thrones. A ideia, até para evitar repetição, era voltar a escrever alguma coisa sobre a série por aqui apenas depois do season finale, mas com o movimentado penúltimo episódio, Baelor, não resisti à tentação, portanto...

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    Com spoilers para quem ainda não assistiu o episódio!

    Por conhecer o primeiro livro que inspirou a série e principalmente essa 1ª temporada, eu já sabia que o destino de Ned Stark seria aquele. Ainda assim, dada a construção da cena que encerra o episódio, o choque de ver os olhares apavorados de Sansa e Arya e ouvir o aço daquela espada cortando o ar na direção da cabeça de Ned não foi menos impactante.

    De tudo o que esse ótimo episódio trouxe, como todas as cenas envolvendo Tyrion; a jogada de Robb Stark para obter uma grande vantagem contra os Lannisters; Daenerys mantendo pulso firme frente à ameaça que se agigantava sobre o moribundo Khal Drogo e, por fim, a mudança de perspectiva que Jon Snow passa a ter na Muralha, o ponto mais importante a meu ver gira em torno da clara mensagem de que ninguém está a salvo nessa história.

    É nisso que reside uma das grandes qualidades do universo criado por George R.R. Martin, autor dos livros. Independente da proeminência e importância desse ou daquele personagem, se em dado momento a história atinje um ponto de conflito extremado como o que vimos, matar o ‘mocinho’ (ou um deles) pode sim ser uma alternativa possível dentro da narrativa.

    Ao fugir do óbvio (o mocinho sempre se salva) e ser ousada, GoT ganha elementos dramáticos que não só a diferenciam de 99% das produções, como faz da frase “No jogo dos tronos, você vence ou você morre” não uma simples sentença de impacto dita por Cersei, mas sim uma certeza inescapável que garante surpresas incontáveis. Essa é ou não é uma fórmula deliciosa para qualquer história?

segunda-feira, 13 de junho de 2011

X- Men: Primeira Classe

X-Men: Primeira Classe não é a melhor adaptação dos quadrinhos que vi (ainda tenho Watchmen como a referência a ser batida). Por outro lado, o filme que mostra as origens dos X-Men, a amizade entre Charles Xavier e Erik Lehnsherr/Magneto e os eventos que os colocam em lados opostos, é sem qualquer dúvida o melhor e mais ambicioso filme da franquia iniciada em 2000.

Digno, do primeiro ao último minuto, da alcunha de filme pipoca (ótimos efeitos e muita diversão), a produção assinada por Matthew Vaughn (do ótimo Kick Ass), que também colaborou no roteiro, acerta em cheio ao contextualizar as primeiras histórias dos mutantes em pleno auge da guerra fria na década de 60, já que ao emular a atmosfera dos bons filmes de ação/espionagem daquele período, entrega um thriller bastante envolvente.

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    De forma geral, ainda que tenha ressalvas com relação a X-Men 3 e ao filme solo do Wolverine, gosto dos filmes anteriores, mas não cheguei a me empolgar tanto quando anunciaram um filme de origens. Assim, ao tomar esse Primeira Classe como sendo ‘apenas’ mais um da série, acabei sendo positivamente surpreendido por um blockbuster adulto, ágil e inteligente, e que com personagens carismáticos (destaque absoluto para o trágico Magneto de Michael Fassbender), supera com relativa facilidade as boas impressões deixadas por X-Men 1 e 2.

    Contando com pequenas cameos tão divertidas quanto inesperadas (aquela em que Xavier e Magneto encontram com certo personagem num bar é ótima!), o filme, que traz Kevin Bacon como o bom vilão Sebastian Shaw, faz boas referências aos anteriores ao passo em que nos dá novas perspectivas sobre seus protagonistas. Nesse quadro, enquanto o jovem Charles Xavier feito por James McAvoy aqui é visto num tom mais expansivo e informal que aquele mais velho feito por Patrick Stewart, o traumatizado Erik Lehnsherr, por sua vez, aparece como bad ass vingativo a la Bastardos Inglórios e com um conflito mais evidenciado (e interessante) que aquele visto em sua versão mais velha quando já o conhecemos como Magneto.

    Ampliando discussões relevantes sobre amizade (há uma cena belíssima envolvendo Xavier e Eric durante uma sessão de treinamento), aceitação e a responsabilidade que um poder confere, Primeira Classe é mais contundente na sua mensagem e, talvez por isso, acabe sendo o filme mais importante dentro da franquia, o que resumidamente significa uma coisa: você tem que ver o filme!

    Cotação:

Festa Blogo 4: Mostre a cor dos seus Bons Drinque

Vampiros, lobisomens, bruxas e até (sa)fadas de todos os tipos já separaram o dia 9 de julho em suas agendas. A edição número 4 da Blogo, a festa mais suculenta que já existiu, está de data marcada e você vai!

Para começar nossa lista de novidades, um tema que vem para sensualizar e seduzir: True Blood!

Não será apenas uma homenagem a uma das séries mais amadas pelos blogozeiros, mas a festa OFICIAL de lançamento da 4ª temporada do seriado no Brasil.

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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Só Hoje! Battlestar Galactica completaço em promoção!

Já perdi as contas de quantas vezes elogiei o remake de Battlestar Galactica por aqui ou mesmo pelo twitter, mas como não custa repetir que essa é uma das minhas séries favoritas de todos os tempos (fica fácil no meu top 5), não hesito em recomendá-la para os que ainda não a conhecem. Em 4 temporadas, BSG construiu, apoiada numa ambientação sci fi de primeira, histórias empolgantes e que repletas de personagens inesquecíveis como o Comandante Adama de Edward James Olmos, a Presidente Laura Roslin de Mary McDonnell e a capitã Starbuck de Katee Sackhoff, só para citar alguns, faziam várias discussões existenciais carregadas de metáforas filosóficas e sociais sobre o homem e a sociedade em geral.

Pois bem, hoje e SOMENTE HOJE, 8 de junho, a Amazon está fazendo promoção do box completaço da série tanto na versão em Blu-Ray, quanto em DVD.



Em Blu-Ray, o box de 21 discos (com legendas em inglês, espanhol e francês) sai por R$181. Já em DVD, o box com 26 discos (e legendas em inglês e espanhol) sai por R$122.

Tanto em Blu-Ray quanto em DVD, o box inclui as 4 temporadas mais os 2 telefilmes que foram feitos (Razor, que ocorre entre a 3ª e a 4ª temporada e The Plan, que ocorre depois do fim da série), além de vários extras como cenas deletadas, comentários em episódios e até podcasts com o produtor da série. Em suma, item indispensável na coleção. Se bateu a curiosidade, não deixe de conferir esse unboxing da versão em Blu-Ray e, se puder, não deixe de aproveitar a promoção. Vai por mim, você não irá se arrepender.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A Trilogia Millennium de Stieg Larsson

A violência contra mulheres e a corrupção moral e ética de uma sociedade que vive a ilusão de uma ordem que só existe no conceito. É esse o mote central da trilogia Millennium, filmes suecos que, inspirados pelos três livros de enorme sucesso do já falecido autor Stieg Larsson, nos apresentam a histórias tão fortes e chocantes quanto seus ótimos e carismáticos personagens/protagonistas, o jornalista Mikael Blomkvist e, sobretudo, a excêntrica e não menos carismática Lisbeth Salander.

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    Minha relação com a obra de Larsson é recente. Já tinha visto e folheado os livros algumas vezes, mas sempre acabava postergando a compra apesar dos muitos e, agora reconheço, merecidos elogios empolgados que lia e ouvia de críticos e amigos. Porquê demorei tanto tempo para me render à trilogia eu realmente não sei dizer, mas quando vi o excelente trailer da versão americana (dirigida por David Finscher) que sairá lá fora no fim do ano, não tive mais dúvidas: eu precisava mergulhar desde já naquele universo e para isso, assistir os três filmes suecos já produzidos e ler os livros era prioridade.

    Os livros já estão na coleção (estou no começo do primeiro), mas no último final de semana encarei uma bela maratona das versões cinematográficas que foram produzidas na Suécia. E ainda que eu não entre em detalhes sobre as tramas, vale dizer que o primeiro filme, Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, é superior aos dois últimos que nem por isso perdem força no retrospecto geral e principalmente temático da história, que rica em personagens marcantes e cenários pouco vistos por nós, instiga com relativa facilidade.

    E se os filmes já são bons, os livros são ainda melhores, acredite. Sim, como disse, ainda estou no início do primeiro, mas comparando com o filme, me bastaram poucas páginas para que eu logo pudesse confirmar a qualidade de um texto envolvente e que ainda mais abundante em detalhes e em desenvolvimento de seus personagens – e da trama por tabela, é claro -, transforma um thriller que poderia se tornar pedestre se conduzido por alguém menos habilidoso, em algo absolutamente irresistível.

    Interessou? Então anota aí:

    - Os livros, pela ordem: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar.
    - Os filmes suecos estão disponíveis para quem tem hábito de fazer encomenda pro tio Paul Torrent. É só pedir direito que ele entrega ;)
    - Dirigido por David Finscher e estrelado por Daniel Craig e Rooney Mara, a versão americana do primeiro livro estreia em dezembro nos EUA e em janeiro de 2012 no Brasil.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

X-Men: Primeira Classe - 5 coisas que você precisa saber antes de ver o filme.

Ainda não vi o já elogiadíssimo novo filme dos X-Men que estreia hoje, mas achei divertida a matéria que L. Thompson fez para o E! destacando as cinco curiosidades, diferenças e até mesmo inconcistências na história que narra as primeiras aventuras de Charles Xavier, Magneto e cia antes dos eventos do filme de 2000. Confere aí.

1. Charles Xavier, o esquecido: No primeiro filme dos X-Men, o Professor X, então interpretado por Patrick Stewart, dizia ter conhecido seu arqui-inimigo Magneto aos 17 anos e que havia construído o Cerebro, o dispositivo que rastreava mutantes, com ele. Naquele filme, ele também se dizia surpreso ao ver que seu agora ex-amigo tinha um capacete que podia bloquear qualquer ataque psíquico. Se por um lado X-Men: Primeira Classe apresenta várias referências à continuidade dos quadrinhos, por outro contradiz esses eventos. Assim, devemos considerar que o líder beifeitor dos mutantes em sua versão adulta ou tem uma péssima memória, mente muito bem ou existe num universo alternativo.

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    2. Inconsistências crescentes: Sabemos que alguns mutantes, como Wolverine, não envelhecem. Mas, ao que parece, alguns humanos também não, enquanto outros mutantes parecem ficar mais jovens com o passar do tempo. A mutante com pele de diamante, Emma Frost – aqui uma mulher fatal feita por January Jones (de Mad Men) – apareceu como uma adolescente em X-Men Origens: Wolverine, enquanto Moira, o interesse amoroso de Xavier, feita por Rose Byrne nessa história que se passa nos anos 60, tem o rosto de Olivia Williams 40 e poucos anos depois em X-Men: O Confronto Final. Não vamos nem comentar a rápida aparição da versão humana de Hank McCoy em X-Men 2, e que ressurgia em sua versão de fera azul no filme subsequente sem qualquer explicação. Agora acabamos descobrindo que ele já havia sofrido a mutação décadas antes. George Lucas nem parece tão inconsistente agora, né? Melhor a fazer é pensar nesse novo filme como um reboot de Star Trek, considerando que tudo o que vimos até agora era só uma versão possível do futuro. Afinal, o World Trade Center era parte da futura Nova Iorque no primeiro filme e a Tempestade feita por Halle Berry perdeu seu sotaque africano rapidinho.

    3. Anjos não tem sexo: para o espectador casual, pode parecer confuso que Ben Foster tenha feito um mutante chamado Anjo no terceiro filme, e que a filha de Lenny Kravitz, Zoe, faça uma mutante com asas chamada Anjo nesse Primeira Classe. A diferença é essa: o personagem de Foster era chamado de Warren Worthington e ganhou o apelido de Anjo por ter asas com penas. A nova Anja é chamada Angel Salvadore, tem asas de inseto e usa o nome Tempestade nos quadrinhos. Além disso, se você estiver curioso para saber por que o novo personagem Azazel (Jason Flemyng) parece tanto com o Nitghcrawler (Noturno), é porque eles são pai e filho... Se a inevitável sequência for fiel à continuidade dos quadrinhos, descobriremos que a Mística é a mãe.

    4. Cadê o Stan Lee? ao contrário de tantas outras adaptações da Marvel, Stan Lee não tem cameo nesse filme. Além disso, não há nenhuma cena depois dos créditos.

    5. O diretor conhece o caminho das pedras: Matthew Vaughn foi o cara que desistiu de dirigir o terceiro filme, mas aí provou que era capaz de comandar Kick-Ass. De qualquer forma, os fãs odiaram o Confronto Final, portanto ele acabou se desviando dessa bala de adamantium. Agora ele está de volta com uma história co-escrita pelo responsável do primeiro filme, Bryan Singer, que à época estava ocupado com Superman Returns. Vaughn claramente sabe que caminhos trilhar; ele também já tinha feito Daniel Craig parecer crível como um cara durão antes de personificar James Bond no filme Nem Tudo é o que Parece (Layer Cake).

quarta-feira, 1 de junho de 2011

[Blu-Ray] - 'Terminator: The Sarah Connor Chronicles' em promoção!

Dica para quem era fã da finada série 'Terminator: The Sarah Connor Chronicles'. A Amazon da Inglaterra colocou as duas únicas temporadas da série em promoção nas suas versões em Blu-Ray. Colocando as duas no carrinho hoje, você pagará, já com frete para o Brasil, R$57.

Com 31 episódios no currículo, a série explorou, de forma ambiciosa e criativa, histórias cheias de pequenas reviravoltas e surpresas envolvendo Sarah e John Connor depois dos eventos narrados no segundo filme da famosa franquia Exterminador do Futuro. E ainda que não tenha se estabelecido como um marco do sci fi na tv, é justo reconhecer que a série conseguiu fazer ligações bem diretas com a saga vista no cinema ao mesmo tempo em que desenvolveu um universo envolvente e, até certo ponto, bem independente.



Dentre os extras, faixas de comentários, bastidores, cenas deletadas, erros de gravação e etc. A lamentar, apenas a ausência de legendas em pt-br, mas se você se vira no inglês, no francês ou no espanhol (algumas das opções de legendas disponíveis), vai poder ver ou rever a série numa boa, já que os 2 boxes são region free.

Nota: também existe um box que reúne as duas temporadas, mas nessa opção, o custo total seria de aproximadamente R$81.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

[TV] As decepções, surpresas e injustiças da temporada.

A temporada regular do mundo das séries chegou ao fim para 99% das produções, mas num ciclo que foi bem irregular para a grande maioria dos dramas (da tv aberta, pelo menos), as lembranças mais marcantes acabam girando em torno de algumas comédias e numa breve reflexão sobre duas boas novidades que, injustiçadas, infelizmente não terão continuidade.

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    Considerando o pouco tempo livre que tenho, vejo muito mais séries do que deveria. E se por um lado a quantidade fica longe de representar qualidade, o volume acaba dando uma base de comparação melhor na hora de formar uma opinião minimamente equilibrada sobre o que foi realmente bom e o que foi ruim. Nesse contexto, dentre séries veteranas e novatas, a verdade é que dos dramas, poucos (como Breaking Bad, Mad Men, Sons of Anarchy e The Walking Dead, por exemplo) se salvaram nessa temporada 2010/2011.

    Não falarei de todas que me decepcionaram, mas dá para destacar algumas. O 5º ano de Dexter, por exemplo, que ainda é uma das minhas séries favoritas, é praticamente de se jogar fora. Ainda que tenha começado com um belíssimo pano de fundo, se afundou num arco que empolgava pouco e que acabou de forma covarde sem trazer nada novo para seu singular protagonista. E o que dizer de House então, que mesmo tendo alguns bons episódios em seu 7º ano, resolveu jogar todo o lento e progressivo processo de mudança do médico genial e genioso no lixo? Sim, porque foi isso que David Shore e cia fizeram ao descontruir a imagem de misantropo que gerava alguma simpatia para criar, com o fim da temporada, o esboço de um cara que mais parece um maníaco depressivo irrecuperável e odiável.

    E como falei de série médica, impossível não citar Grey’s Anatomy. Ao que parece, os elogios ao sexto ano da série e a audiência ainda sólida ao longo da 7ª temporada fez com que a tia Shonda Rhimes se acomodasse para cuidar de seus novos projetos. Assim, salvo raros episódios dignos de lembrança (entre eles o 15º, Golden Hour e o 18º, Song Beneath the Song), a temporada foi arrastada e com muitas histórias chatas (o arco do trauma da Cristina Yang, por exemplo, foi longo demais) que não emocionavam como outrora. Fora isso, o desfecho da temporada que colocou quase todos os personagens em encruzilhadas profissionais e morais empolgou bem muito menos do que poderia ou deveria.

    Já no campo da dramédia, o novelão guilty pleasure Desperate Housewives até que mostrou certo gás ao longo de seu 7º ano com histórias movimentadas e cheias de pequenas reviravoltas. Pena que o principal gancho do encerramento tenha seguido uma linha tão preguiçosa do estilo, ‘Oh, esqueçamos nossas diferenças, temos um segredo em comum e precisamos ficar unidos como vizinhos’. Já Chuck, que milagrosamente acabou renovada para uma 5ª e provavelmente última temporada, teve até um início promissor com a trama envolvendo Mary Bartowski, a mãe do espião nerd, e as ações envolvendo a organização criminosa Volkoff (liderada pelo ex- 007 Timothy Dalton em participação especial na temporada). A lamentar aqui, o fato dos roteiristas terem ficado claramente perdidos depois da metade inicial da temporada sem saber o que fazer com uma história que parecia ter entrado num beco sem saída, mas que aos 44 do 2º tempo encontrou uma saída forçada, mas não menos curiosa e divertida para justificar a continuidade da série.

    Do lado das comédias, se por um lado a piada de The Big Bang Theory tem gosto de repetição e previsibilidade (algo que, em menor escala, também já ocorre na ainda divertidíssima Modern Family), por outro a série ainda encontra espaço para, no fim da temporada, criar dinâmicas novas (Raj e Penny, por exemplo) que podem render situações novas e engraçadas na próxima. Agora, coisa fina, mas fina mesmo foram as temporadas de Community, The Office e Parks and Recreation. A primeira, que considero a melhor da atualidade, teve um 2º ano tão ou mais sólido, inteligente e divertido quanto o de estreia. Já The Office, que passou todo 7º ano vivendo sob a sombra da anunciada saída de Steve Carell, conseguiu sair do marasmo criativo que vinha dominando temporadas anteriores e, presenteando-nos com vários episódios memoráveis (como não lembrar do 16º, Threat Level Midnight, por exemplo?), ainda trouxe e um final cheio de participações especiais com ganchos promissores. Parks and Recreation por sua vez, já havia encontrado seu tom no segundo ano, mas foi mesmo nesse 3º que a série protagonizada por Amy Poehler realmente se estabeleceu como uma das melhores da com tramas bem mais divertidas e personagens que revelaram-se irrestivelmente mais carismáticos.

    No terreno das injustiças (leia-se boas séries novas que não foram renovadas), destaques para duas que encerraram suas jornadas após 13 episódios. Uma delas, Lights Out, trouxe um drama absolutamente envolvente sobre os conflitos e bastidores do mundo do boxe através da saga de um ex-campeão dos pesos pesados que decide voltar aos ringues após 5 anos de aposentadoria. A outra, The Chicago Code, foi simplesmente a melhor surpresa no mundo das séries policiais. Ágil e com roteiros instigantes, a série de Shawn Ryan (The Shield) fez um mix imperdível sobre a política de Chicago e toda a corrupção moral e ética que envolve as estreitas relações de poder de um influente vereador ao passo em que mostra a luta de uma obstinada superintendente do departamento de polícia e seu homem de confiança para tentar livrar a cidade de mafiosos e afins.

    *****

    E vocês, como avaliam a temporada 2010/2011 de um modo geral?

domingo, 22 de maio de 2011

Videocast de Coleção #5



Nessa edição, destaques para o CD duplo com a trilha sonora oficial da última temporada de Lost; Blu-Rays das séries Fringe e The Walking Dead, a edição especial de Os 10 Mandamentos, além do mega box em DVD com Seinfeld completo e um livro sobre a saga Star Wars.

Nota: Quando falei do BD de Os 10 Mandamentos, erroneamente citei o mar morto como
cenário da sequência mais famosa da história quando deveria ter dito mar vermelho ;)