terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Californication – A estreia da 4ª temporada



Hank Moody é um sujeito deplorável. Talentoso, mas preguiçoso. Pai carinhoso, porém desleixado. Apaixonado pela mãe de sua filha, mas um mulherengo incorrigível. Em suma, o tipo de cara por quem muitos sentiriam desprezo, mas que construído com carisma e muitas sutilezas por David Duchovny ao longo das 3 temporadas anteriores de Californication, tornou-se mais um desses personagens bad boys da tv que a gente ama odiar ou odeia amar.

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    No quarto ano de Californication que começa nos EUA no domingo, 9 de janeiro, Hank tem que responder na justiça pelo crime inadvertido que cometeu (transar com Mia, então uma adolescente de 16 anos) ao mesmo tempo em que tenta reestabelecer o abalado convívio com a filha, Becca, e recuperar a confiança de Karen, que no entanto não parece disposta a esquecer a lambança do escritor.

    Em Exile on Main St e Suicide Solution, os dois episódios que abrem a temporada, a tagline do pôster – “Todos Contra Hank Moody”- é corroborada em diversas situações. Vemos Karen remoendo a ferida da ‘traição’ e dizendo que não sabe do que Hank é capaz de fazer. Temos Becca encarando a realidade da descoberta de que seu pai não é o cara que ela idealizava. E temos o próprio Hank dividido entre a certeza das burradas que fez e as tentações e vícios do dia a dia.

    É tudo muito dramático de fato nesse início de temporada, mas como se trata de Californication, não demora muito para que os risos surjam na interação de Hank com Charlie, nas situações insólitas (cena de abertura do ep 4x02, Suicide Solution, é fenomenal), ou mesmo com os tipos esquisitos que aparecem em participações especiais (Rob Lowe, surge como um ator psicopata e totalmente tosco cotado para interpretar Hank num filme baseado no livro ‘escrito’ por Mia).

    Dando mostras de que ainda tem muito gás, Californication retorna mostrando um Hank mais melancólico e reflexivo, mas não menos irresponsável (e divertido, claro), e refazendo o convite para que acompanhemos por mais 12 episódios, as desventuras do escritor que se auto define como uma ‘criança no corpo de um homem.’ E dá para não concordar?

‘Episodes’, a nova série de Matt ‘Joey Tribbiani’ LeBlanc



Um exercício sobre os bastidores da indústria hollywoodiana, um flerte com a metalinguagem e uma divertida caricatura. Assim é Episodes, nova comédia do canal Showtime que estreia no próximo dia 9 nos EUA e que tem como um de seus principais atrativos Matt LeBlanc como ele mesmo tentando fugir do aparentemente inescapável estigma de ser sempre lembrado ‘apenas’ como o Joey de Friends.

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    A premissa de Episodes? Logo após ganhar mais um BAFTA, casal de roteiristas ingleses (Sean e Beverly) se muda para Los Angeles atraídos pela chance de ganhar muito dinheiro adaptando sua bem sucedida série para a tv americana. Inicialmente maravilhados com Hollywood, não demora muito para que os dois logo se vejam perdidos num ambiente onde tudo soa falso (a mansão onde passam a viver retrata bem isso) e onde o conceito de sua série fica severamente ameaçado pelas nada brilhantes ideias de um executivo ‘ixxperto’ e do astro narcisista feito por LeBlanc.

    É verdade que não há sequências hilariantes no dois primeiros, er..., episódios de Episodes, mas é fácil perceber que o humor da série se baseia muito mais nas situações em si do que em frases engraçadinhas ou gags, algo que fica muito explícito, por exemplo, na reação de Sean e Beverly, quando ao final do primeiro episódio, recebem a notícia de que Matt LeBlanc fora escalado para ser o protagonista da versão americana da série.

    Aparecendo apenas por breves segundos no episódio de estreia, LeBlanc só dá as caras mesmo no segundo, quando surge tudo blasé em seu primeiro encontro com Sean e Beverly, para pouco tempo depois se dizer fã do trabalho dos dois ganhar a confiança de Beverly por alguns instantes e passar a rasteira no casal sugerindo ao presidente da emissora que os contratou, severas mudanças estruturais na série que ele protagonizaria.

    Prematuro cravar que Episodes vá vingar ou mesmo que vá fazer por LeBlanc o que Californication faz por David Duchoviny, mas considerando esse início e a ideia de explorar os bastidores de Hollywood sob a perspectiva de quem produz, dá para dizer que o Showtime parece ter encontrado seu Entourage. O que não é pouca coisa.

    Notas:
    - A abertura da série é bem breguinha, mas ao mesmo tempo sintetiza bem o conceito de uma boa ideia que se perde no caminho de uma adaptação para outra cultura.
    - Se usada com parcimônia, a piada com o porteiro do condomínio onde Sean e Beverly moram pode render momentos bem divertidos como aquele que encerra o segundo episódio.
    - Curioso ver o LeBlanc de cabelo grisalho, não? Dá até para esquecer um pouco que ele já foi o Joey. Ou não?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Preview OSCAR 2011 – Cisne Negro (Black Swan)

O anúncio dos indicados para o Oscar 2011 só ocorre no dia 25 de janeiro, mas na onda do burburinho tradicional que antecede a divulgação da lista, já assisti alguns dos filmes que certamente estarão presentes na 83ª edição dos Academy Awards que ocorre no dia 27 de fevereiro. Sendo assim, a partir de hoje publicarei pequenos comentários sobre algumas das produções que vem ganhando maior visibilidade recentemente e que chegam às salas de cinema do Brasil ao longo das próximas semanas. E para começar, vamos logo com o merecidamente badalado, e um dos favoritos a melhor filme no Oscar, Cisne Negro.

Dizem que os últimos serão os primeiros. Se isso é verdade eu não sei, mas fato é que Cisne Negro tem boas chances de confirmar a tese. Presente em várias listas dos melhores filmes de 2010, como a deste blogueiro, o filme que estreou no início de dezembro nos EUA (e chega às salas do Brasil no dia 4 de fevereiro) sacudiu a crítica com uma narrativa envolvente, ousada e extremamente inteligente.

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    Dirigido pelo sempre inventivo Darren Aronofsky (Réquiem Para um Sonho), Cisne Negro conta a história de Nina Sayers (Natalie Portman), uma bailarina que ao encarar a maior chance de sua carreira – interpretar a personagem principal do balé de Tchaikovsky, Lago dos Cisnes – mergulha numa obsessão pela performance perfeita que catalisa um conflito direto com sua protetora mãe, Erica Sayers (uma ex-bailarina feita por Barbara Hershey), com o severo e extremamente crítico diretor da companhia, Thomas Leroy (Vincent Cassel), com uma novata concorrente, Lily (Mila Kunis) e, sobretudo, com ela mesma.

    Dizer mais é estragar as surpresas e reviravoltas do filme, que tecnicamente irretocável (com destaque para sua fotografia e trilha marcantes), constrói um retrato psicológico bastante instigante em torno do desafio que Nina experimenta, ao mesmo tempo em que flerta com o fantástico para expor os fantasmas e traumas que a bailarina se vê obrigada a encarar em sua jornada pela busca da almejada e cara perfeição.

    Cotação:

    Obs.: Também com vagas praticamente certas no Oscar 2011, A Origem e Toy Story 3 também já ganharam destaque aqui no blog em 2010. Para ler meu comentário sobre o filme que considerei o melhor de 2010 clique aqui e para o da 3ª parte da trilogia dos brinquedos da Pixar, aqui.

Bazinga! Vém aí a 2ª edição da festa Blo,Go!

Separe o dia 22 de Janeiro no seu calendário!

A melhor festa para os fãs de seriados voltou pra São Paulo, lá no Dynamite Pub!

Nesta 2ª edição, a Blo,Go! vem no clima da Campus Party, maior evento geek do Brasil. Acompanhado pelo grupo de nerds mais amados pelos seriadores, o pessoal de The Big Bang Theory!

Para abrir a noite em grande estilo, nada melhor do que Thiago Mobilon (do Tecnoblog) e Gustavo Jreige (do OutrOs OlhOs) nas pick-ups, com um set dedicado ao tema da festa. E depois vem Camis Barbieri com a já tradicional meia hora de Glee. É imperdível!!!

Claro que teremos os DJs Residentes da edição anterior. Caio Fochetto, Lívia Figueiredo, Michel Arouca e Ale Rocha trarão o melhor do pop, rock e trilhas sonoras das nossas séries favoritas. André Pomba, famoso DJ de São Paulo, também promete detonar no som da Blo,Go!, sem esquecer os blogueiros convidados Silvestre Mendes e Rodrigo Milheirão, que fecham a noite com trash pop da melhor qualidade.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Meu Top 10 no Cinema e na Tv em 2010

Me rendendo à tradição que toma conta de sites e blogs nos últimos dias do ano, fiz uma listinha com as 10 melhores produções que assisti no cinema e na tv ao longo de 2010. Obviamente, não vi tudo que pintou na telinha e principalmente na telona, mas condensando gosto pessoal e crítico, creio ter feito um top 10 razoavelmente justo, e você, claro, está mais que convidado a participar da brincadeira.

Top 10 - CINEMA


    A Origem (Inception)

    Inventivo, ousado, instigante e sobretudo inteligente. Adjetivos não faltam para definir esse que considero o melhor filme do ano e um desses casos raros de entretenimento que provoca reflexão.

    Ilha do Medo (Shutter Island)

    Sou muito fã de qualquer filme que prime pela sutileza para subverter expectativas com finais inesperados. Dito isso, contando com um suspense envolvente e interpretações consistentes, o filme tinha que ter lugar na lista de qualquer forma.

    Tropa de Elite 2

    Muito mais incisivo que seu antecessor na mensagem, o novo recordista de público e renda do cinema nacional mete o dedo bem fundo na ferida e sem rodeios constrói um retrato crítico bem corajoso dos bastidores do poder corrompido que alimenta a violência de favelas e ruas.

    Essential Killing

    O filme do protagonista (Vincent Galo) que, sem dizer uma única palavra ao longo da história – sobre a luta de um afegão tentando sobreviver à caçada do exército americano -, domina a tela do início ao fim de forma avassaladora.

    Copie Conforme (Certified Copy)
    Inteligente, curioso e divertido exercício que coloca um homem e uma mulher que acabaram de se conhecer, confundido-se nas horas seguintes como um casal discutindo a relação.

    Scott Pilgrim Contra o Mundo (Scott Pilgrim Against the World)
    Vanguardista até não poder mais, o filme abusa de uma linguagem singular, ousada e que fiel ao material de origem (as HQs de Bryan Lee O’Malley), infelizmente poucos souberam (ou puderam, né Columbia?) apreciar.

    A Rede Social (The Social Network)

    Uma conjunção de acertos define a presença do filme sobre a história da criação do Facebook na lista: roteiro (de Aaron Sorkin), direção (de David Fincher), elenco (com destaque para Jesse Eisenberg) e montagem. Tudo impecável demais para ser ignorado.

    Toy Story 3 (Idem)

    Acima de tudo divertido, o melhor filme da trilogia da Pixar traduz de forma emocionante a passagem da infância para a adolescência e a constante mescla de dúvidas e certezas que vem com a inescapável maturidade.

    Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right)

    Com uma história que podia facilmente cair no clichê e na obviedade, o filme dosa humor e drama com eficiência abrindo espaço para que o trio Annette Benning, Julianne Moore e Mark Ruffalo entregue interpretações ao mesmo tempo capazes de emocionar sem ser piegas e de fazer rir.

    Cisne Negro (Black Swan)

    Fiel à estética de seu diretor (Darren Aronofsky), o filme faz um curioso retrato psicológico da obsessão de uma bailarina (Natalie Portman, excelente), que frente à maior chance de sua carreira, flerta intensamente com o fracasso e o sucesso ao conhecer uma concorrente novata.



Top 10 - SÉRIES


    Lost

    Cercada de expectativas, a última temporada usou um recurso narrativo novo e absolutamente coerente com o que a série propôs desde o início: arriscar e surpreender sempre! Nesse contexto, a despedida de Lost amarrou a história de seus inesquecíveis personagens de forma emocionante, deixando algumas perguntas sem respostas ‘por pura maldade’, só para reforçar seu merecido e inegável legado na tv, além de dar combustível para seus (infelizes) detratores.

    Fringe

    Ainda mais madura na conclusão de sua 2ª temporada, a série focou-se no que de melhor havia na sua mitologia sci fi, e centrada nos dilemas de seus personagens (que ficaram mais interessantes, diga-se), voltou para seu terceiro ano com episódios empolgantes e igualmente emocionantes na jornada de dois mundos em choque cada vez mais iminente.

    Breaking Bad

    Não é qualquer série que consegue fazer graça em cima da tragédia de um homem, mas Breaking Bad faz isso há 3 temporadas e muito bem. Contando com um protagonista anti-herói feito com esmero por Bryan Cranston e coadjuvantes igualmente excelentes, a série consegue dosar polêmica com elegância sem nunca ser forçar a barra e muito menos parecer covarde.

    Boardwalk Empire

    Se fosse um filme condensado em 2 horas e pouca, a série estaria no patamar de um ‘Os Bons Companheiros’, mas como é tv, digamos que a produção é uma Sopranos passada em 1920 com mais glamour, as mesmas intrigas pelo poder e a carga dramática de personagens fortes e igualmente complexos.

    Damages

    Tudo bem que a fórmula da série já não chega a ser tão surpreendente quanto antes, mas não dá para ignorar o trabalho hipnotizante de Glenn Close e o sempre instigante jogo de idas e vindas de um thriller que se vale da conspiração para construir um quebra-cabeças inteligente e sempre envolvente.

    Sons of Anarchy

    Irregular até certo ponto dessa temporada, SoA não teve seu melhor ano, mas é inegável que quando a série é boa, ela é boa para ca#@%$! Dito isso, tirando a trama de Abel, todo resto da história envolvendo a ida do clube a Belfast e toda a intriga gerada pelo envolvimento com o IRA prova que a produção tem que ser presença obrigatória em qualquer lista séria de 2010.

    Mad Men

    Prêmios nem sempre são sinônimo de qualidade, mas no caso da tricampeã do Emmy, o reconhecimento é merecido porque: 1) a série já nasceu madura, mas jamais se mostra acomodada e 2) continua sendo um dos melhores dramas da tv com seu retrato apurado do mundo da publicidade nos anos 60 e dos homens e mulheres vendendo imagens muitas vezes opostas ao que de fato eram. Além disso, vamos combinar que só o episódio ‘The Suitcase’ já seria suficiente para colocar a série no top 10, né?

    The Walking Dead

    Foi uma temporada de estreia perfeita? Evidente que não, mas a adaptação da famosa HQ tem inegáveis méritos. Primeiro porque trouxe para tv um gênero antes restrito ao cinema tornando-o mainstream, e segundo, porque embora tenha zumbis como principal chamariz, não foca suas histórias neles, mas sim nos conflitos e dilemas de pessoas vivendo num mundo totalmente novo onde as certezas são outras.

    Community

    Séries cômicas existem de sobra, mas que façam rir com inteligência sem apelar para gags óbvias, poucas. Sempre abusando de referências, a produção da NBC foge do formato tradicional e aposta no humor de sutilezas, quer seja de um gesto ou de uma simples observação feita por um personagem, para que gargalhadas prazerosas ou só mesmo um sorriso singelo surjam no rosto do espectador.

    Treme

    Boa música, personagens fortes e carismáticos e o charme de Nova Orleans e suas mazelas pós Katrina. Essa não é uma série de ganchos, intrigas complexas ou mesmo de conflitos temáticos abrangentes, mas é uma produção que conta histórias da força de um povo e da cultura de uma cidade como nenhuma outra já fez.



Nota:
Ainda que no cinema e na tv os meus favoritos do ano tenham sido A Origem e Lost, respectivamente, não há um ranking definido para as demais escolhas do meu Top 10 das duas categorias.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

AVATAR - Blu-Ray brasileiro X americano

Ainda que com conteúdo idêntico, a edição estendida de Avatar que chegou às lojas em novembro tanto no Brasil quanto lá fora, tem apresentação bastante distinta. Enquanto aqui os 3 discos vem numa embalagem amaray simples com luva, nos EUA, por exemplo, esses mesmos 3 discos vem guardados em bandejas num box que lembra um livro e que por sua vez fica acondicionado sobre não uma, mas duas luvas. Pode parecer besteira, mas para quem coleciona, o capricho e o esmero com que um produto como esse chega ao mercado de home entertainment faz toda diferença. Com isso em mente, fiz um pequeno vídeo comparando as duas edições com o intuito de auxiliar aqueles que ainda pensam em ter o filme na estante de casa.



No box, mais de 8 horas de material inédito com destaque para 45 minutos de cenas deletadas, além da versão estendida do filme com 16 minutos a mais. Fora isso, documentários sobre a mensagem que o filme deixa e sobre o longo, complexo e inovador processo de produção com depoimentos do próprio James Cameron e do elenco.


Como mencionei no vídeo, a edição nacional (visualmente mais simples) custa hoje R$99 nas principais lojas virtuais, enquanto a americana, mais luxuosa, sai a US$24 ou R$41 na cotação de hoje. Ou seja...





Versão americana com áudio e legendas em pt-br no filme


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

[Blu-Ray] GOONIES - Edição de 25 anos do filme

Se você está na faixa dos 30 como eu, muito provavelmente tem Goonies na memória afetiva de filmes que marcaram sua infância. Produzido por Steven Spielberg (que também escreveu o roteiro ao lado de Chris Columbus) e dirigido por Richard Donner, The Goonies jamais foi considerado um filmaço pela crítica, o que não o impediu de se tornar um cult constantemente descoberto pelas novas gerações. Lançado em 1985, o clássico filme que narra a divertida e surreal aventura de um grupo de garotos em busca de um tesouro escondido, completou 25 anos em junho. Para comemorar a data, a Warner lançou lá fora um box lindão em Blu-Ray repleto de material colecionável, como storyboards em cartões, um guia de 64 páginas com tudo sobre o filme, réplica da revista Empire com matéria que reuniu o elenco já adulto e até um jogo de tabuleiro inspirado na trama do filme! Curioso(a) para ver isso tudo? Pois então dê play no vídeo e babe com esse box sensacional.



Blu-Ray com legendas em pt-br. R$63 já com frete!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

[LIVRO] Arquivo X Completo - Bastidores e Mitologia

Com lugar cativo na lista de séries favoritas de muita gente, uma constatação que geralmente é feita quando se fala em Arquivo X é a de que ela mudou a tv. Não fosse pela série criada por Chris Carter em 1993, Lost, por exemplo, poderia jamais ter existido. Exagero? Tal afirmação é dada pelo diretor, produtor e roteirista J.J. Abrams, que no prefácio do livro The Complete X-Files fala sobre sua admiração pela série de Mulder, Scully e conspirações mil, e sobre como ela influenciou de forma definitiva boa parte de produções que vieram depois como Alias, a já citada Lost e mais recentemente, Fringe.



No livro, que você pode ver em detalhes no vídeo acima, as 9 temporadas da série e seus 2 filmes são esmiuçados com curiosidades de bastidores, depoimentos de elenco e equipe, além de registros das filmagens e de momentos marcantes da história e de toda mitologia construída. Caprichada e luxuosa, a edição traz ainda itens colecionáveis como pôsteres, cards de produção, além de uma cópia do jornal editado pelos Pistoleiros Solitários, trio recorrente na série e que chegou até a ganhar um spin-off em 2001. Em suma, item indispensável para fãs e até mesmo para quem ainda não conhece a série.

Link Amazon sem risco de taxação. R$56 + frete



E para quem ainda não tem a série na coleção, vale a dica de que o Submarino tá vendendo o box em DVD (53 discos) com as 9 temporadas + os 2 filmes por R$199,90! Belo presente de Natal, hein?!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Final da 5ª temporada de Dexter decepciona e confirma: série tem que acabar logo


Não se envergonhe, Dexter. No geral, a temporada foi de fazer chorar mesmo

Quando escrevi empolgado sobre o episódio de estreia da 5ª temporada de Dexter, julgava que um investimento no impacto que a morte de Rita pudesse trazer, aliada à crescente (e até natural) mudança do comportamento psicológico do protagonista da série, seriam elementos essenciais e inescapáveis para que a narrativa continuasse instigante, complexa e inteligente. Contudo, com poucos acertos, irregular demais em muitos momentos e medíocre em tantos outros, o quinto ano de Dexter, que prometia tanto, chegou ao fim de forma covarde resolvendo seu dilemas de maneira apressada, implausível e absolutamente decepcionante.

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    Como já disse antes, não tenho problema algum com relação à acentuada mudança no perfil de Dexter. Para uma história que conta com um protagonista tão singular quanto ele dividido desde sempre pela escuridão e pela humanidade que fingia existir, mas que jurava desconhecer, espera-se, que o conflito se dilua até o ponto em que ele precise confrontar sua natureza e escolher que caminho seguir. Por conta disso, ver o psicopata frio e calculista dando espaço para a figura de um ‘mero’ justiceiro que deixa brechas para ser pego e que sobretudo se importa com outras pessoas, seria um salto importante e necessário rumo ao desfecho que a história pede no meu entendimento.

    O grande problema dessa temporada e sobretudo desse último episódio, foi a noção de que os roteiristas da série não tem coragem de dar o passo seguinte. Sejamos realistas: o que os novos responsáveis pela produção não parecem entender, é que um final feliz para Dexter seria tão desonesto quanto a possibilidade de o aceitarmos como um psicopata infalível e carismático para sempre. Nesse panorama, o final da temporada foi extremamente covarde como já destaquei antes, porque não fez nada do que poderia para dar início a um fim digno e realmente interessante à série, como por exemplo, permitir que Debra descobrisse o segredo do irmão abrindo caminho para uma discussão bem mais ampla sobre a natureza dele.

    Porém, o fato mais irritante vem da percepção que o preguiçoso roteiro de Chip Johannessen e Manny Coto (ambos ex-produtores e roteiristas responsáveis por alguns dos episódios mais esquecíveis de 24 Horas), deu resoluções estapafúrdias e rasteiras aos principais conflitos da trama. Jordan Chase era o tardio antagonista manipulador e inteligente da vez? Ah, de uma hora para outra transforme-o num sujeito que aje por impulso e que de forma tola se deixa pegar para virar a última vítima. Lumem matou sua sede de vingança? Então é hora de ignorar qualquer envolvimento maior que ela pudesse ter com Dexter e fazê-la simplesmente dizer que seu dark passanger tinha sumido. Quinn sabe que Dexter não é quem parece? Faça-o calar-se por amor a Debra e ainda agradecer ao protagonista pelo favor de ser inocentado de um crime que ele sequer cometeu.

    Resumindo, Dexter teve uma temporada para se esquecer. Superficial, desinteressante e sobretudo desonesto com os fãs e com brilhante protagonista defendido de forma incansável por Michael C. Hall, o quinto ano da série conseguiu uma lamentável proeza: a de me fazer, como grande admirador da série, desejar que a 6ª temporada seja também a última.

    Outras observações:

    - E a babá, hein? Alguém sabe para que serviu todo aquele suposto mistério que os primeiros episódios tentaram construir em torno dela?
    - Aliás, incrível como de uma hora para outra Dexter simplesmente abandonou a preocupação que tinha com o comportamento de Harrison ou com um possível trauma que ele pudesse carregar, não?
    - Hum, então no fim das contas o caso do Santa Muerte só serviu para Debra constatar que as coisas nem sempre são preto e branco? Ohh..
    - E a LaGuerta que de figurinha mais insuportável da temporada de repente se transformou na chefona amiga e compreensível da Polícia de Miami?
    - Por falar no departamento comandado pela mulher de Batista, será que ele mais uma vez vai se confirmar como o mais incompetente da história das séries? Ninguém vai sequer questionar o conteúdo das ligações entre Quinn e Liddy que poderiam expor Dexter de vez?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

The Walking Dead – Balanço da 1ª Temporada



Seis episódios e até logo*. A temporada de estreia de The Walking Dead veio, bombou na audiência da tv a cabo americana, causou burburinho entre os fãs de séries e do gênero zumbis, claro, mas não escapou da controvérsia. Para uns, o hype foi exagerado, para outros (e me incluo nesse time) uma das melhores e mais ousadas novas produções da tv.

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    Fato é que ainda que tenha tomado um rumo diferente do material de origem, a adaptação comandada por Frank Darabont provou ser consistente com uma narrativa que sabiamente abriu mão da ação ininterrupta, para focar-se mais no comportamento e nas relações que se desenvolviam entre os sobreviventes de um evento que devastou a humanidade.

    Corajosa, a série jamais amenizou a violência inerente da luta diária que se estabelece entre não infectados e zumbis, mas tampouco fez do grafismo de corpos em decomposição ou cabeças explodindo seu carro chefe. Dessa forma, em escala muito mais relevante, o que sempre esteve no centro da história foi a discussão do que fazer ou como agir quando uma situação absolutamente inesperada muda tudo o que conhecemos.

    No mundo de The Walking Dead os governos ruíram, as leis formais já não servem para mais nada e o único imperativo gira em torno das certezas (ou falta delas) que cada um carrega na hora de definir limites entre o que seria moralmente certo e errado a se fazer num mundo radicalmente novo e, sobretudo, mortal. Considerando esse cenário, o que a série buscou e mostrou nessa leva inicial, muito mais do que o começo da angustiante jornada de Rick, Glen, Shane, Lori, Andrea, Daryl e cia, foi evidenciar como o homem reage quando o mundo como conhecia se dissolve e a decisão de seguir em frente tentando sobreviver ou desistir de tudo se faz urgente.

    Quando TS-19, sexto e último episódio da temporada termina, a sensação de que não há esperanças de um amanhã menos catastrófico é evidente. De certa forma aliás, o encerramento desse ano de estreia da série traz um tom sombrio forte com sobreviventes sucumbindo à pressão por um lado e outros partindo numa fuga para lugar nenhum. Assim, o que para uns significou um desfecho apático de uma produção tão badalada, para outros foi só mais uma prova incoteste da ousadia de seus realizadores, que abrindo mão de ganchos chocantes, comprovam: com um tema tão apocalíptico quanto esse, o buraco em The Walking Dead é realmente bem mais embaixo.

    * A 2ª temporada de The Walking Dead estreia no final de outubro de 2011 nos EUA.

    Observações/perguntas do final de temporada:
    - E o sussurro ao pé do ouvido envolvendo Jenner e Rick, hein? Será que o cientista revelou ao ex-policial que ele era corno a localização de uma outra base com potencial de parar o processo de contaminação?
    - Aliás, quem arrisca um palpite que aponte para onde foram Rick e cia depois da explosão do CDC?
    - E o Merle maneta, cadê?

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Dexter - Eps 5x09 e 5x10 "Teenage Wastland" e "In the Beginning"

Comentários de episódios exibidos nos EUA nos dias 21 e 28 de novembro

Seja lá qual for o desfecho da trama, a 5ª temporada de Dexter será para sempre lembrada por sua grande irregularidade. Quer seja pela história em si, ou pela dinâmica (ou falta dela) entre os personagens, fato é que muita coisa realmente não deu liga em boa parte da temporada. Agora, daí a acusar a série de ter pulado o tubarão, como alguns tem feito, porque seu protagonista distanciou-se demais daquela imagem de psicopata frio e que tinha o desprezo por sentimentos humanos como sua guia mestra vai uma grande diferença.

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    Menos ou mais interessante, o Dexter que vemos agora é inegavelmente bem diferente daquele que conhecemos cinco anos atrás. E que bom que é assim, visto que se a história evoluiu, nada mais natural que o cara que a move se modifique ganhando novas nuances e se tornando, com o passar do tempo, mais falível e por tabela mais humano, algo que os episódios mais recentes evidenciam com clareza.

    Enquanto "Teenage Wastland", nono episódio da temporada, mostrou Dexter tentando e conseguindo se reaproximar da então rebelde Astor ao passo em que também trazia Liddy colocando Quinn (dividido pelos sentimentos que nutre por Debra) contra a parede por conta das descobertas cada vez mais sinistras que fazia de Dexter, o décimo episódio, "In the Beginning" expôs de vez um assassino psicopata que coloca seu interesse pelos 'vilões' de lado porque passa a se importar com a vítima em primeiro lugar.

    Assim, embora à princípio pareça uma forçada de barra dos roteiristas apostar num envolvimento mais íntimo entre Dexter e Lumen, vale lembrar que aproximação dos dois é mais fruto de dores que buscam expurgar do que de um interesse romântico natural. Além disso, é interessante notar que o relacionamento dos dois fez com que Dexter ficasse mais descuidado, chegando inclusive a dar uma brecha que permitiu a Liddy testemunhar e registrar as atividades noturnas pouco ortodoxas da dupla ao mesmo tempo em que Jordan Chase, o antagonista tardio, se colocasse um passo à frente das ações de Dexter e sua agora cúmplice, Lumen.

    Com a sexta temporada praticamente confirmada, é essencial que a série ouse num desfecho para esse quinto ano. Considerando isso, já disse e repito que não espero um final feliz para Dexter, e dessa forma, estou curioso para ver que tipo de encerramento esse quinto ano terá, visto que o cenário é dos mais complicados e os riscos de Dexter ver seu segredo vindo à tona maiores que nunca.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

[Game] 007 Blood Stone

Em tempos de incerteza sobre o futuro da franquia mais famosa do cinema, o lançamento de Blood Stone, disponível para PS3, XBox 360 e Nintendo DS desde novembro, poderia ser um excelente paliativo para fãs de games e de James Bond. Contudo, a verdade é que essa aventura inédita de 007 decepciona ao apostar numa história pouco inventiva e que sem desafios realmente empolgantes, só não é um fracasso total porque de certa forma emula o espírito de ação pura e simples que os dois filmes mais recentes trouxeram.

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    Contando com Judi Dench e Daniel Craig emprestando feições e vozes a M e ao protagonista respectivamente, Blood Stone inegavelmente tem boas intenções, sendo a maior delas a de dar uma certa continuidade ao reboot do agente iniciado com Cassino Royale no cinema. Contudo, as qualidades cessam por aí, porque embora se revele dinâmico, não demora muito para que o game dê mostras de que falha clamorosamente no que deveria ser o aspecto mais importante de uma produção do agente: ele usa mal os elementos mais marcantes que ajudaram a construir o sucesso do personagem criado por Ian Fleming há quase 60 anos. Assim, quando o clássico Aston Martin DB5 aparece por exemplo numa sequência de perseguição, a sensação que fica é a de que o carro só foi colocado para lembrar os fãs de que esse é um jogo de 007.

    Gadgets variados? Esqueça, porque o único auxílio que surge ao longo do jogo é um celular capaz de hackear sistemas e apontar direções. Outro ponto de lamentação fica por conta das locações, que embora bem diversas e heterogêneas, não refletem o charme que poderiam ou deveriam ter numa história de 007 aparecendo apenas como justificativas baratas para que a trama possa ter uma cara de conspiração internacional. Fora isso, é inegável que evoluindo em suas pouco mais de 5 horas sem muitas surpresas e até com certa previsibilidade, a trama esvazia o impacto que a 'virada' final puderia gerar, o que não deixa de ser um tremendo balde de água fria para quem, como eu, apostava tanto nesse novo game de 007.

    Decepções com o game à parte, o Screerant repercutiu hoje a notícia de que apesar de todo imbróglio envolvendo a moribunda MGM, o 23º filme do 007 pode realmente chegar às telas em 2012. Dedos cruzados!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

BATTLESTAR GALACTICA: Blu-Ray da Série Completa no menor preço já registrado

É fã de Battlestar Galactica e quer ter a série completa em alta definição com um caminhão de extras? Então a hora é essa, porque a Amazon UK acaba de colocar - por tempo limitado - o box em Blu-Ray no menor preço já visto £59.55 ou R$160!

São 20 discos em Blu-Ray com a minissérie que começou tudo, as 4 temporadas e o telefilme Razor. Dentre os extras, comentários Picture in Picture em alguns episódios, bastidores, docs de produção, podcasts com o produtor Ronald D. Moore, cenas deletadas, episódio estendido do final da série e muito mais. O telefilme The Plan que foi lançado após o fim da série, não faz parte desse box, mas também pode ser adquirido individualmente numa bela embalagem steelbook, que hoje custa £9,30 ou R$25.



Notas:

- Tanto o box quanto o steelbook são região livre, isto é, rodam em qualquer player.
- Não há legendas em português, mas há opções em inglês, francês e espanhol.
- Os preços descritos no texto diferem para menos dos que você vê acima. Isso ocorre porque o VAT, imposto cobrado no Reino Unido, é descontado em operações para fora da terra da rainha.
- O custo médio do frete, na opção mais simples, é de cerca de R$9.
- As imagens que você vê nesse post foram retiradas do Fórum Blu-Ray.com

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Amazon vende 3 temporadas de Mad Men em Blu-Ray por menos de R$55!!!

Update de 25/11: A Amazon se antecipou e promoção já está valendo. Temporadas 1, 2 e 3 de Mad Men em Blu-Ray por US$9,99 ou R$17 cada! Imperdível!
Update 2: As 5 primeiras temporadas de Weeds e a 1ª de Nurse Jackie, todas em Blu-Ray, também estão custando US$9,99 cada na Amazon.



Aclamada pela crítica e ganhadora de muitos prêmios, Mad Men geralmente divide opiniões. Para uns é só uma série chata, mas para outros (e me incluo nessa turma), a série é simplesmente uma das melhores que a tv já produziu. Pois bem, sabendo do apelo que a criação de Matthew Weiner tem junto a fãs e colecionadores, a Amazon, por ocasião da Black Friday, colocou no ar uma iniciativa que pode culminar num mega desconto nos box de Blu-Ray das 3 primeiras temporadas da série, que poderiam ser vendidos no dia 26 de novembro – e durante um período de 4 horas apenas - por R$17 cada!!!

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    Para que a promoção aconteça, a página da Amazon dedicada a Cinema e TV no Facebook precisa atingir 50 mil fãs até o dia do feriado americano de Ação de Graças, o Thanksgiving que ocorre no próximo dia 25/11. Dessa forma, para ‘ajudar’ a Amazon a colocar esse descontaço no ar, você só precisa acessar e ‘curtir’ a página deles no Facebook. Simples, não? Pois então mãos à obra, porque mesmo que você não seja tão fã de Mad Men assim, estará ajudando outros fãs a terem a série em suas coleções.


    Observações:

    - A título de comparação, cada temporada de Mad Men custa hoje em média US$30, ou seja, R$51. Se o desconto entrar no ar no dia 26/11, daria para comprar três temporadas pelo preço de uma.
    - Os box em Blu-Ray de Mad Men são region free e possuem legendas em inglês e espanhol apenas.
    - Os descontos também vão valer para os box em DVD que custariam US$7,99 (R$13) cada.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

The Walking Dead - Ep. 1x03 “Tell it to the Frogs”

Episódio exibido no dia 14/11 nos EUA

Se tem uma coisa que invejo demais em um roteirista talentoso é sua capacidade de criar conflitos interessantes entre personagens ao mesmo tempo em que os apresentam de forma objetiva abrindo caminho para desenvovimentos maiores posteriormente. Com isso em mente, pode até ser que a coisa mude depois, mas por enquanto – e para nossa sorte - dá para dizer sem medo que os roteiros de The Walking Dead (que só melhora, diga-se) vem seguindo fielmente uma cartilha que sempre soa infalível.

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    Com poucos zumbis aparecendo, o que comprova a ideia de que eles são ‘reles’ coadjuvantes da história, “Tell It to the Frogs”, 3º episódio de The Walking Dead, retoma o tom mais intimista que caracterizou a estreia da série para explorar o reencontro repleto de pequenos choques entre os sobreviventes de Atlanta e aqueles do acampamento dos arredores da cidade e, sobretudo, claro, o de Rick com o filho Carl e sua esposa Lori, cujo envolvimento com o seu melhor amigo ele ainda desconhece.

    Mas, mais do que isso, o episódio também expande, através das ações de Shane (impondo-se frente o 'rebelde' Ed) e de Rick (que resolve voltar para resgatar Merle JogosMortais), o conceito de que num cenário tão absurdamente impensável como aquele, não há espaço para o cada um por si, para comportamentos abusivos e irracionais, e muito menos para a quebra de valores morais. E isso meus amigos, diz muito sobre os caminhos que a série parece seguir e sobre o que trata sua história.

    É verdade que até agora só vimos 3 episódios (de um total de 6 dessa 1ª temporada), mas posso dizer sem qualquer receio de me arrepender, que The Walking Dead já tem cadeira cativa na minha lista de séries favoritas. Será que tô sozinho nessa?

    Em tempo, vale registrar de novo que comecei a fazer comentários em áudio sobre a série lá no Seriaudio (onde já falo sobre Boardwalk Empire), portanto se palavras apenas não forem suficientes, dá uma passada por lá e não deixe de conferir ;)