terça-feira, 20 de outubro de 2009

House estreia no Universal Channel com um What’s On especial

Celebrando a estreia da 6ª temporada de House, que chega à tv brasileira com apenas 1 mês de diferença em relação à exibição americana (iniciativa que tem nossa torcida para que vire regra), o Universal Channel exibe um What’s On especial mostrando os bastidores da construção do set que serviu de hospital psiquiátrico no episódio “Broken”, o primeiro desse novo ano da série.

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    O vídeo que vai ao ar na quinta-feira 22 de outubro às 21:50, e já está disponível no site do canal, pega carona num segmento divulgado no Snakes on Cane, site criado pela Fox para promover a 6ª temporada nos EUA. Além de depoimentos do designer de produção e da decoradora de set da série, o vídeo ainda traz Hugh Laurie (House) e a produtora/diretora Katie Jacobs falando sobre a experiência de trabalhar num cenário totalmente novo, mas que ainda guardava características da série.

    Broken”, episódio duplo de abertura da 6ª temporada estreia às 22h do dia 22 no Universal Channel, e aqui você encontra minha opinião sobre ele.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Séries comentadas: Fringe 2x04, FlashForward 1x03, Dexter 4x03 e House 6x05

Como você já deve ter reparado, as atualizações por aqui tem sido raras nos últimos dias e a explicação é simples: obrigações profissionais demais significam tempo de menos para escrever sobre (várias) séries e filmes que tenho visto. Sendo assim, a partir de agora não estranhe quando surgirem posts de comentários condensados como esse. Antecipadamente, obrigado pela compreensão :)

Fringe – 2x04 “Momentum Deferred”
(exibido no dia 08/10/2009 nos EUA)

Ainda que venha sofrendo com a ameaça que uma audiência baixa representa (cortesia da estratégia equivocada da Fox em colocar a série batendo de frente com CSI e Greys, Anatomy nas noites de 5ª feira nos EUA), Fringe tem desenvolvido até aqui um plot que preza pela consistência no desenvolvimento de seus personagens e principalmente pela iniciativa de evidenciar a iminente sombra de um conflito que pode ocorrer entre duas realidades: a nossa, e aquela em que o World Trade Center nunca foi atingido por aviões sequestrados. Assim, ao expandir a ameaça através da presença intensificada de mais shapeshifters no nosso mundo (culminando na saída definitiva do ator Kirk Acevedo, aliás) e de revelar parte(?) do teor da conversa que Olivia teve com o auto-exilado William Bell (Leonard Nimoy), que por sua vez pondera sobre a dificuldade de se atravessar os dois universos, Fringe amplifica nosso interesse pela trama baseando o cerne de sua narrativa numa questão fundamental a ser explorada nos próximos episódios: qual a motivação do grupo ainda misterioso da realidade alternativa em destruir a nossa?

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    FlashForward – 1x03 “137 Sekunden”
    (exibido no dia 08/10/2009 nos EUA)

    Que a premissa de FlashForward é promissora (e até aqui, bastante instigante) ninguém discute, mas é igualmente razoável destacar mais uma vez, que essa insistência em ser expositiva demais pode ser um calcanhar de Aquiles decisivo para a série, principalmente para quem não gosta de tramas mastigadinhas demais e pouco desafiadoras. Fazendo um misto interessante entre o procedural a la CSI e o desenvolvimento de sua trama central de forma progressiva e acelerada, FlashForward introduz a cada episódio, elementos novos que parecem exercer influência direta na visão do futuro de seu protagonista. Nesse contexto, é inegável que colocar um agente do FBI com poder de pressionar o governo alemão a libertar um (ex) nazista que representaria uma peça importante na investigação em curso soa exagerado demais, mas é também justo apontar que escorregadas como essa não diminuem o impacto da revelação final sugerindo que o evento global é na verdade resultado de um grande experimento já feito antes ainda que em menor escala. Resta saber, portanto, se a série terá fôlego para explorar o que parece ser uma grande conspiração ao passo em que mostra os desdobramentos daquele fenômeno nas vidas e relações de tantos personagens. Por enquanto boto fé.

    Obs.: A 1ª temporada completa da série foi confirmada pela Disney/ABC e terá 25 episódios.

    Dexter – 4x03 “Blinded by the Light”
    (exibido no dia 11/10/2009 nos EUA)


    Vida de serial killer consciente do que é e que tenta se cercar das melhores camuflagens possíveis, não deve ser nada fácil. E foi isso que esse “Blinded by the Light” explorou abusando (no bom sentido) de um humor negro até certo ponto incomum para o protagonista da série. Sai de cena o Dexter exausto e surge aquele que na necessidade de se ajustar ao convívio social de sua vizinhança, derrapa no relacionamento com a agora adolescente Astor e na tentativa de omitir de Rita qualquer sinal que levante suspeita sobre sua psiquê. Esse foi também o episódio que expandiu o intrigante ritual sádico e meticuloso do Trinity Killer, personagem que vai se tornando cada vez mais interessante na interpretação cuidadosa de John Lithgow, que por sua vez dá continuidade à tradição da série em criar bons antagonistas.Com igual destaque, fica a construção sólida das boas subtramas da temporada, que além dos conflituosos relacionamentos entre LaGuerta e Angel e o triângulo Anton, Debra e Lundy, cria uma dinâmica entre Quinn e Dexter que pode alimentar no nada ético detetive uma curiosidade em relação ao colega semelhante àquela que sustentava a rixa do falecido Doakes. Em suma, mais um bom episódio dessa 4ª temporada que pouco a pouco vai ampliando nossa expectativa pelo inevitável embate entre Dex e o Trinity Killer.

    House – 6x05 “Instant Karma”
    (exibido no dia 12/10/2009 nos EUA)

    Bem sucedida na missão de dar novos rumos a seu complexo protagonista ao mesmo tempo em que resgata a boa atmosfera do começo da série (sustentada em grande parte pela dinâmica do time original do departamento de diagnósticos), a 6ª temporada de House tem garantido até aqui um banquete prazeroso e divertido para quem não a abandonou precipitadamente. Dando continuidade ao dilema ético e moral perpetrado pela decisão de Chase no episódio anterior, “Instant Karma” brinca de forma muito inteligente com a sempre presente conflituosa relação de House com razão e fé ao colocar um pai que abre mão de uma fortuna pela crença de que tal ação implicaria numa cura até então impossível para seu filho. Fora isso, não dá para negar a importância das palavras de Foreman reconhecendo em House o comandante que ele talvez jamais vá ser, o que claro, ainda pode e deve influenciar no aparentemente crescente processo de mudança do outrora antisocial médico. Com isso em mente, só uma dúvida fica no ar: a reação de House a essa nova perspectiva será positiva ou negativa? Façam suas apostas.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Trailer oficial de Toy Story 3



Tá aí o trailer oficial de Toy Story 3, simplesmente um dos filmes mais esperados por mim para 2010.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

DEXTER - Comentários do episódio 4x02




Ep. 4x02 "Remains to be Seen" (exibido no dia 04/10/09 nos EUA)

Exausto, porém satisfeitíssimo. Foi assim que me senti quando “Remains to be Seen” chegou ao fim depois de proporcionar um exercício narrativo que expandiu para outro nível a estafa física e mental de Dexter que já fora indicada no episódio de estreia dessa 4ª temporada.

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    Dando imediata continuidade à cena que mostrava Dexter se acidentando quando retornava de seu ‘trabalho’ com Benny, o episódio investe na tensão de – mais uma vez – criar uma ameaça ao segredo do protagonista, que agora como pai de família, tem muito mais a perder. E tudo bem que lá no fundo já soubessemos que nada de mais aconteceria com o personagem à essa altura, mas com seu esgotamento tomando conta, era natural se prender àquela situação.

    Sendo assim, com o desespero de Dexter para localizar a prova de seu crime (os restos de sua mais recente vítima), as aparições mais frequentes de Harry nesse episódio serviram tanto para apontar um caminho de que o código mesmo subvertido não dá margem à indisciplinas ou desculpas, quanto para evidenciar o superego do protagonista sempre de forma sutil.

    Aspectos psicológicos à parte, “Remais to be Seen” dedicou também espaço para tensões sexuais entre Angel e LaGuerta, bem como para Lundy e Debra, que balançada pelo retorno do agora aposentado agente do FBI a Miami, eventualmente acabará colocando Anton para escanteio. Mas se isso não é importante (e no fim não é mesmo, penso), o mesmo já não se pode dizer da crescente e cuidadosa introdução do modus operandi do Trinity Killer feito por John Lithgow na busca de sua nova vítima.

    Cadenciada no ritmo, mas nem por isso desinteressante (longe disso, aliás), é sempre curioso para mim perceber que estruturalmente as temporadas de Dexter se mantém iguais ainda que com esperadas variações. Há sempre uma natural preparação de terreno no início, peças sendo lançadas aqui e ali, um antagonista sempre diferente e não menos marcante, uma ameaça para Dexter em contínuo processo de descoberta e por aí vai até culminar no arco final que traz confronto, reavaliações, aprendizado, e para nós que assistimos, diversão de qualidade.

    Que surpresas nos aguardam nessa 4ª temporada de Dexter? Não faço a menor ideia, mas tô louco para descobrir, e vocês?

terça-feira, 6 de outubro de 2009

HOUSE – Comentários dos episódios 6x03 e 6x04

Ep. 6x03 “Epic Fail” (exibido no dia 28/09/09 nos EUA)

Longe de atingir o altíssimo nível da estreia da temporada, “Epic Fail” no entanto foi consistente na transição e na proposta de provar que House está resgatando elementos mais tradicionais à medida em que evolui explorando novas nuances pela perspectiva de seu protagonista ainda mais afiado no sarcasmo e na ironia.

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    Praticamente centrado nos equívocos monumentais de Foreman à frente do departamento de diagnósticos e sua conflituosa relação pessoal e profissional com a 13, “Epic Fail” tem como grande acerto o fato de ter relegado House (divertido em sua busca de um novo vício através da culinária) à posição de coadjuvante de luxo na periferia das ações principais de um jeito bastante criativo. Assim, ao reintroduzí-lo indiretamente na resolução do caso da semana de forma decisiva, a série levanta aos olhos do personagem um interessante dilema: aquilo que ele mais ama e sabe fazer é também o que o consome e o desestabiliza.

    Ep. 6x04 “The Tyrant” (exibido no dia 05/10/09 nos EUA)

    Reforçando a ideia de que os bons tempos da série parecem estar efetivamente de volta (teve até reunião da equipe original de diagnósticos), “The Tyrant” foi um episódio sobre dilemas. O de Foreman tendo que admitir mais uma vez que não é House e depende dele, e o de Chase (finalmente de volta à ativa na trama ao lado de Cameron) agindo sob o lema dos fins que justificam os meios.

    Contando com a ilustríssima e ótima presença de James Earl Jones (a voz de Darh Vader) no papel de um ditador sanguinário que vira paciente, “The Tyrant” coloca sob a ótica do até então sempre certinho Chase, a discussão sobre a validade de se fazer a coisa certa pelos caminhos errados. Uma discussão aliás, que encontra reflexos também na atitude de House com o implicante vizinho de Wilson.

    Difícil imaginar à essa altura que desdobramentos as ações de Chase terão tanto em seu relacionamento com Cameron quanto com Foreman (que de certa forma virou refém daquela controversa decisão), mas com House voltando progressivamente ao centro dos casos, não é exagero imaginar que os próximos episódios prometem grandes viradas.

FLASHFORWARD - Comentários do episódio 1x02



Ep. 1x02 “White to Play” (exibido no dia 01/10/09 nos EUA)

Para quem começou a acompanhar FlashForward sem saber que o planejamento de seus produtores considera quatro temporadas, a impressão mais forte deve ser a de que o mistério central será resolvido amanhã, tamanha a urgência com que determinados elementos da trama tem sido introduzidos e desenvolvidos.

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    Obviamente, à medida em que essa curiosa trama de proporções globais cresce, as dúvidas surgem numa frequência maior que as eventuais respostas, o que é natural, ainda que a pergunta central (o que e por que aquilo aconteceu?) essencialmente permaneça a mesma ‘apenas’ ganhando perspectivas novas e diferentes.

    Ao focar os primeiros passos da investigação que pode e deve responder o grande mistério por trás dessa história (fenômeno sobrenatural? Conspiração? Um grande devaneio coletivo?) , “White to Play” dá uma dimensão exata da complexa rede de informações que se forma com o tal Mosaico e as implicações que o cruzamento desses dados provocarão.

    E se a narrativa prova que a série tem gás para nos envolver, quer seja pelo simples mistério que a move ou pelas reações de seus personagens frente à certeza (ou falta dela) de um futuro que se desenha perfeito ou sombrio, há também um ponto de demérito que em menor escala a sabota: a insistência em ser expositiva demais nos lembrando e relembrando a todo instante o que determinado personagem viu em seu flash.

    Se o fôlego criativo da série será de maratonista ou de velocista, só o tempo dirá, mas independente das comparações narrativas, FlashForward já se vale de um artifício poderoso de Lost, que é a capacidade de nos fazer pensar sobre a trama e teorizar sobre o que se vê, sem querer fabricar respostas óbvias e fechadas, o que diga-se de passagem, é mais que suficiente para me manter preso à série. Alguém comigo?

FRINGE - Comentários dos episódios 2x02 e 2x03



Ep. 2x02 “Night of Desirable Objects” (exibido em 24/09/09 nos EUA)

Depois da ótima estreia da temporada, um (pequeno) balde de água fria. Perdido entre desenvolver a mitologia da série de forma orgânica e se focar num típico ‘monstro da semana’ (a la Arquivo X), “Night of Desirable Objects” diminuiu o ritmo com uma história lenta e até certo ponto desinteressante com gostinho de ‘já vi isso antes em outro lugar’.

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    De mais significativo do episódio portanto, ficou a dica nas palavras de Sam, o misterioso mentor indicado por Nina Sharp para ajudar Olivia, de que os deslocamentos entre os universos retratados no arco central da série podem ser responsáveis por provocar severos efeitos colaterais tanto físicos quanto psicológicos. Isso claro, explicaria o estado da agente Dunham e por tabela, implicaria num maior entendimento acerca do comportamento de Walter Bishop por exemplo, que no final das contas pode nem ser assim tão louco quanto parece.

    Dito isso, a impressão que ficou desse episódio, é que os roteiristas da série resolveram frear de forma proposital (?) a cadência desse início de temporada como se nos preparassem para novos e impactantes desdobramentos, o que aliás, aconteceu já no terceiro episódio.

    Ep. 2x03 “Fracture” (exibido em 01/10/09 nos EUA)

    Focado num maior desenvolvimento de personagens (a ida de Peter ao Iraque permitiu que conhecessemos um pouco mais de seu passado) e sobretudo na luta de Olivia para recuperar se não a memória, pelo menos seu equilíbrio físico, “Fracture” foi bem superior ao episódio que o antecedeu.

    Explorando um caso bem mais interessante (e que abertura foi aquela, não?), esse terceiro episódio da temporada teve como grande mérito o fato de ter amarrado um evento aparentemente isolado (homens cujos corpos funcionavam como bombas) à mitologia da série de uma forma genuinamente instigante e por que não dizer, inesperada.

    Sólido em sua execução e bem mais envolvente, “Fracture” montou um cenário que parecia nos levar por um caminho, mas terminou em outro. Assim, além de mostrar o trio de protagonistas numa posição central para os rumos da anunciada guerra entre os universos, o episódio trouxe com seu surpreendente final, a indicação de que há implicações ainda mairores envolvendo o papel do Observador na trama, que passa de mistério periférico a central levantando as perguntas: de que lado ele está? O que ele representa? E por que seu foco em Walter?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

As estreias de ‘Hung’ e ‘The Secret Life of the American Teenager’ no Brasil



Sendo bem objetivo, à primeira vista não há absolutamente nada de extraordinário em Hung (termo que significa 'bem dotado' numa tradução livre), comédia adulta estrelada por Thomas Jane que estreou no último sábado (03/10) no Brasil via HBO. Dito isso, tampouco pode se dizer que ela não tenha lá sua graça ao mostrar os percalços de um quarentão boa pinta que carregando o peso de ter se tornado um loser, parte em busca de uma segunda chance através de um caminho nada ortodoxo: virar ‘garoto’ de programa por conta de seu dote.

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    Divertida, Hung no entanto dificilmente será uma série que vá durar várias temporadas, ainda que já tenha garantido mais uma pela HBO americana dada a boa receptividade que teve. A razão disso aliás, já pode ser entendida pelo primeiro episódio, que transforma a série numa boa surpresa exatamente por subverter elementos que geralmente se esperam de tramas com uma temática tão singular. Aliado a isso, Thomas Jane aparece bem no papel de Ray Drecker (o dotadão do título) e tem ótimas cenas com Jane Adams, atriz que faz sua cafetina por ocasião, Tanya Skagle.

    O episódio piloto (que foi dirigido por Alexander Payne), diga-se, é mais interessante que o segundo, mas se você for como eu, certamente não resistirá em acompanhar o restante da temporada, que antecipo, traz algumas boas situações tão constrangedoras quanto engraçadas.

    The Secret Life of the American Teenager

    Outra série que chega à tv a cabo brasileira na noite dessa terça-feira (06/10) às 21h via Boomerang (NET e Sky), é “A Vida Secreta de uma Adolescente Americana”, que como o título já indica, tem temática teen, mas muito mais conteúdo que várias delas somadas, sobretudo por abrir mão de usar recursos digamos, mais apelativos.

    Produzida pelo canal americano ABC Family, a série que traz um quê do filme “Juno” (uma comparação inevitável), logo se sobressai ao tratar um dilema muito particular (adolescente que fica grávida logo na primeira transa) através dos conflitos pessoais e familiares decorrentes daquela situação, que é sempre explorada de uma forma muito emotiva e envolvente.

    Além disso, outro elemento que agrega valor à série e lhe confere autenticidade é o fato de que seus personagens teens são efetivamente feitos por adolescentes, que encabeçados por Shailene Woodley (ex-estrela infantil da Disney), não fazem nada feio ao lado de veteranos como Molly Ringwald, estrela de sucessos dos anos 80 como A Garota de Rosa Shocking.

    Em tempo, aqui está o link do comentário que fiz sobre a série em 2008.

TOP 10: as séries campeãs de downloads (entre 27/09 e 03/10)

Segundo o site Torrentfreak.com, as séries que tiveram o maior número de downloads entre os dias 27 de setembro e 03 de outubro foram:

1. Heroes
2. House M.D.
3. The Big Bang Theory
4. Entourage
5. How I Met Your Mother
6. Family Guy
7. Desperate Housewives
8. Dexter
9. Supernatural
10. Grey’s Anatomy

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Estreias da Temporada 2009/2010 (Parte 3) – The Forgotten, The Good Wife, NCIS: LA, Mercy e Eastwick



Na terceira parte dessa cobertura das séries estreantes, os destaques são os dramas. Tem investigações sobre vítimas não identificadas em The Forgotten, um drama jurídico diferente em The Good Wife, spin-off com NCIS: LA, mistura de Grey’s Anatomy com Nurse Jackie em Mercy e adaptação de filme famoso em Eastwick.

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    Obs.: Todas as datas de estreia se referem à exibição nos EUA

    The Forgotten (estreou no dia 22 de setembro)

    No mundo do atualmente onipresente produtor da tv americana Jerry Bruckheimer (da franquia CSI e Without a Trace por exemplo) nada se cria, tudo se adapta. Se Cold Case mostrava um grupo policial especializado em investigações de crimes não resolvidos, The Forgotten é sobre um grupo de voluntários civis que investigam casos envolvendo vítimas não identificadas. ‘Original’, não?

    Embora todos os voluntários do grupo se envolvam naquele trabalho por alguma razão pessoal, não tem como não negar que a série força muito a barra colocando civis sem qualquer preparo para fazer investigações perigosas (a exceção é o personagem de Christian Slater que é um ex-policial). E se esse pequeno detalhe nem chega a comprometer a série totalmente, a trama e seus personagens desinteressantes apontam uma certeza quando o episódio Piloto termina: The Forgotten é só (mais) uma série bem feitinha, mas igualmente - com o perdão do trocadilho que o título permite - esquecível...

    The Good Wife (estreou no dia 22 de setembro)

    O lado bom de se ver uma série nova sem ter expectativa nenhuma, é que qualquer traço de novidade no que se vê já pode ser suficiente para ganhar seu interesse. Contudo, dizer isso de The Good Wife é ser injusto e superficial, afinal, a produção explora o mundo das séries jurídicas sob um novo prisma, mesclando o drama pessoal de sua ótima protagonista ao caso em foco.

    Contando com Julianna Margulies (a Carol de ER) no papel de Alicia Florrick, uma dedicada esposa que vê sua vida mudar radicalmente depois que um escândalo envolvendo seu marido (Chris Noth, o Mr. Big de Sex and the City) vem à tona, The Good Wife mostra o choque na vida de uma mulher que de uma hora para outra se vê não apenas obrigada a voltar a trabalhar como advogada depois de vários anos ‘aposentada’ em casa, bem como a descobrir se sua família ainda tem chance de ficar de pé. À princípio pode até parecer desisteressante, mas acredite, a série é das mais promissoras da temporada e merece os elogios que vem recebendo sobretudo pela composição equilibrada de Margulies.

    NCIS: Los Angeles (estreou no dia 22 de setembro)

    Honestamente passo bem longe de ser admirador de NCIS, a série que originou esse spin-off estrelado por Chris O’Donnell e LL Cool J, mas curioso que sou, resolvi conferir o Piloto dessa variação passada em Los Angeles. O veredicto? Embora bem produzida, NCIS: LA é, tal qual sua matriz, só mais uma série de ação repleta de exageros estéticos (a quantidade de cenas telegrafadas beira o absurdo) sem nenhuma qualidade que a faça ter algo a dizer.

    Anticlimática e previsível, a trama do Piloto nada mais é que um veículo usado para (tentar) provar que a dupla de protagonistas Sam e ‘G’ Callen (Cool J e O’Donnell respectivamente) é realmente fodona e tira de letra a missão de impedir que ameaças à segurança nacional se tornem realidade. Sendo assim, só sobra à série a capacidade de fazer rir com a personagem chamada Hatty, uma senhorinha de 1,50m que além de dar ordens e fornecer os gadgets da missão, é uma cópia idêntica da Edna de Os Incríveis. Brincadeiras à parte, a verdade é uma só: NCIS: LA fará tanto sucesso na audiência quanto a original, mas será tão dispensável quanto ela.

    Mercy (estreou no dia 23 de setembro)

    Receita para tentar emplacar uma nova série médica: pegue a fórmula de uma produção já veterana (Grey’s Anatomy), coloque os médicos como coadjuvantes, acrescente uma protagonista feminina que não por acaso seja enfermeira tal qual oa de outra série recente bem elogiada (Nurse Jackie) e pronto, você tem Mercy saindo fresquinha do forno.

    Centrada em Veronica, uma enfermeira experiente recém chegada do Iraque, Mercy nada mais é que uma cópia honesta(?) daquela mescla de casos médicos com pequenos conflitos profissionais e pessoais (leia-se romances dentro e fora do hospital). Fora isso, sua protagonista é um espelho menos complexo daquela de Nurse Jackie de quem também pega modelos para outros personagens, como por exemplo, a enfermeira novata e inexperiente (papel de Michelle Trachtenberg). Dizer que a série é pessima seria injusto, mas se aquelas que a inspiraram continuam na ativa, para que optar pela cópia?

    Eastwick (estreou no dia 23 de setembro)

    Repetindo o enredo base do filme que a originou (As Bruxas de Eastwick, produção de 1987 estrelada por Cher, Susan Sarandon, Michelle Pfeiffer e Jack Nickolson), Eastwick, dramédia sobre três mulheres que se descobrem com dons para lá de incomuns, é praticamente uma Desperate Housewives com poderes sobrenaturais.

    Divertida sobretudo graças à boa química de seu trio de lindas protagonistas (Roxie, Joanna e Kat), Eastwick no entanto tem toda pinta de ser aquele tipo de série com prazo de validade curto. Sendo assim, se você não dispensa um guilty pleasure, essa pode ser uma alternativa bem razoável dessa temporada.

sábado, 26 de setembro de 2009

Estreias da temporada 2009/2010 (Parte 2) - Cougar Town, Community, Bored to Death, Accidentally on Purpose e Modern Family



Dando continuidade à cobertura das estreias da temporada 2009/2010, falo de cinco comédias novas que chegaram à tv ao longo dos últimos dias. Tem quarentona subindo pelas paredes em Cougar Town, universitários incomuns em Community, um escritor em crise dando vida a uma fantasia em Bored to Death, uma gravidez mudando a vida de uma mulher experiente em Accidentally on Purpose e uma família moderninha cheia de tipos engraçados em... Modern Family.

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    Obs.: Todas as datas de estreia se referem à exibição nos EUA

    Cougar Town (estreou no dia 23 de setembro)

    Coitada da Courteney Cox. Será que depois de fracassar com Dirt (aquela série que buscava na polêmica o diferencial para ser sucesso), a eterna Monica de Friends não tinha alternativa melhor que não a de tentar a sorte com uma comédia tão fraca quanto essa Cougar Town? Sério. Nos vinte e poucos minutos do Piloto da série, a única sensação que ela provocou em mim foi vergolha alheia. Risos? Zero.

    Focada numa quarentona divorciada (Jules, papel de Cox), Cougar Town é um festival de equívocos, começando pelo título que na tradução literal nada mais é do que a cidade das tigrezas. Fora isso, ao optar por reduzir a personagem de Cox (que se vira como pode no papel) a uma mulher desesperada para tirar o atraso com garotões, a série torna aquela que deveria ser sua grande atração num rascunho mal feito do que poderia ser uma mulher moderna, bem sucedida, independente e engraçada.

    Além disso, vamos combinar que Jules (mãe de um adolescente apagado) não pode ter muito futuro morando num lugar onde os homens mais velhos solteiros/divorciados aparentemente tem idade mental de 12 anos e tem que conviver com amigas tão sem noção quanto ela. E não é nem que eu tivesse esperança de que a série pudesse ser boa, mas precisava ser tão ruinzinha? =/

    Community (estreou no dia 17 de setembro)

    Embora não seja assim tão engraçada quanto pretende, esta comédia centrada num grupo de universitários bastante incomum, inegavelmente tem potencial para se estabelecer como uma das boas estreias da temporada. Heterogêneo, o elenco tem no veterano Chevy Chase (o Ted Roark da 2ª temporada de Chuck) seu grande nome, mas quem aparece com destaque nos dois primeiros episódios é mesmo John McHale (mais conhecido como apresentador do programa de The Soup do E!). É dele o papel do protagonista Jeff, um advogado que após perder o registro volta para faculdade disposto a todo tipo de armação e malandragem para obter vantagens na missão de se conseguir um diploma. Tá longe de ser ótima, mas sem dúvida merece mais chances.

    Bored to Death (estreou no dia 20 de setembro)

    Se o título da série já é uma dica... Bom, nessa nova comédia produzida pela HBO e estrelada por Jason Schwartzman, sobram boas intenções, mas falta o mais essencial: a capacidade de fazer rir. Centrada num escritor em crise de inspiração que resolve sair da rotina dando uma de detetive particular, Bored to Death tem personagens até interessantes na figuras do protagonista loser, seu não menos fracassado amigo autor de HQs (Zach Galifianakis de “Se Beber não Case”) e seu editor alcóolatra (Ted Denson) com queda por maconha, mas com tramas de investigação pouco criativas e arrastadas demais, não tem jeito, quando o Piloto termina só uma sensação fica: tédio.

    Accidentally on Purpose (estreou em 21 de setembro)

    Bem diferente de sua personagem na finada Dharma & Greg, Jenna Elfman ressurge à vontade e divertida como Billie, uma crítica de cinema que após o fim de um relacionamento, vê sua vida mudar radicalmente após uma noitada animada que termina em gravidez inesperada e em envolvimento com um homem bem mais jovem que ela. Não há nada incrivelmente novo em Accidentally on Purpose, que exagera um pouco naqueles risos falsos de cena, mas que tem bons diálogos e um mote que promete render situações engraçadas, essa comédia é outra que vai ganhar minha atenção por pelo menos mais alguns episódios. E tudo graças a Elfman.

    Modern Family (estreou em 23 de setembro)

    Não sei se foi culpa da baixa expectativa, mas fato é que dentre todas as novas comédias, Modern Family foi disparada a que mais me agradou até aqui. Feita em estilo mockumentary (uma marca registrada de The Office), a série explora com ótimas e divertidíssimas sacadas, o choque de diferenças que une três núcleos de uma mesma família.

    Nesse cenário, Ed O’Neil (o eterno Al Bundy de Married with Children) surge como Jay, um sujeito de pouco humor, mas que não menos engraçado, encara seus preconceitos e os dilemas frutos de um casamento com uma mulher bem mais jovem e seu filho pré-adolescente.

    A essa mistura, soma-se também as famílias do casal de filhos de Jay, Claire e Mitchell. A de Claire (que é feita por Julie Bowen, a Sarah de Lost), segue um formato mais tradicional, e mostra a neurose de uma mãe de três filhos casada com Phil, um pai atrapalhado e tão sem noção quanto o Michael Scott de The Office. Já a de Mitchell (que tal qual seu pai é divertidamente pouco paciente), é formada por seu bonachão e divertido companheiro Cameron e por uma recém adotada bebêzinha vietnamita.

    Não sei se Modern Family conseguirá manter o mesmo gás desse início ao longo dos próximos episódios, mas se repetir as várias situações engraçadas desse Piloto (a cena do avião é ótima), tem tudo para ganhar um fã por toda temporada.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"V" - Novo vídeo promocional



Revelando mais efeitos visuais impressionantes para a tv (e que antes só foram vistos nesse nivel em Battlestar Galactica), o mais novo vídeo promocional do remake de V, que estreia no dia 3 de novembro nos EUA, mostra cenários gigantescos e promete muita ação, aventura e aquele tom de conspiração, que se bem explorado pode render mais uma bela série.

Ansiosos?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

House – 6x01 / 6x02 "Broken"

Episódio exibido no dia 21 de setembro nos EUA


“Somos todos patéticos e isso é o que torna tudo interessante”

Adjetivos elogiosos para definir a estreia da 6ª temporada de House não faltam, mas optando pela objetividade, basta dizer que “Broken” (episódio especial duplo) foi simplesmente o melhor da história da série até aqui. Diferente, divertido, cheio de viradas interessantes e sobretudo emocionante, o episódio surge como um divisor de águas na série, que investindo numa mudança significativa de seu protagonista, agora tem tudo para voltar à boa forma.

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    Dirigido por Katie Jacobs (produtora da série) e roteirizado por quatro pessoas (sendo uma delas o próprio criador da série, David Shore) “Broken” é praticamente um filme da série. Retomando o gancho do final da temporada anterior quando House se interna num hospital psiquiátrico, o episódio se concentra inteiramente em mostrar o esforço do médico em não só se livrar de seu vício em Vicodin, mas também em encontrar o reequilíbrio mental há tempos perdido.

    No processo – que nos leva por uma verdadeira montanha russa de emoções – House conhece pessoas tão miseráveis psicologicamente quanto ele (com destaque para o irritantemente divertido Alvie) e inicialmente agindo como a misantropia que lhe é peculiar, se vê progressivamente obrigado a mudar de postura principalmente depois de um terrível incidente envolvendo um outro paciente e sobretudo por conta da influência de um médico tão teimoso e inteligente quanto ele próprio (o Dr. Nolan feito pelo ótimo Andre Braugher) e por seu rápido, mas impactante envolvimento com Lydia (Franka Potente de Corra, Lola, Corra).

    Belíssimo em toda sua concepção (trilha sonora ótima e fotografia idem) e absolutamente corajoso mesmo quando decide apelar para soluções simplistas (na cena em que o paciente herói ‘cura’ a mulher muda), “Broken” expõe as várias nuances da psique de House de um jeito que nunca vimos. E assim, ao apontar um caminho de mudança em seu comportamento, ele ficará marcado como O episódio de Hugh Laurie na série, que mais uma vez perfeito na composição de seu mais famoso personagem, consegue provocar em simples gestos e ações, emoções tão distintas quanto a frustração (de não o vermos tendo o controle) e mais tarde o inevitável prazer das lágrimas que terminam, como na imagem que abre esse post indica, num sorriso.

    House voltou aos bons tempos meus amigos. Inteligente e sarcástico como sempre, mas diferente como nunca no que promete ser a melhor temporada da série. Alguém duvida?

    A 6ª temporada de House tem estreia prevista no Brasil para o dia 22 de outubro via Universal Channel

Estreias da temporada 2009/2010 (Parte 1) – Glee, The Beautiful Life (TBL) e The Vampire Diaries

ATENÇÃO: Esse post contém comentários de séries ainda inéditas no Brasil até essa data.



A quatindade de séries novas que chegam na recém iniciada temporada é enorme (até março de 2010 cerca de 30 chegam à tv). Novatas dessa leva, Melrose Place e FlashForward já ganharam minha atenção aqui e aqui respectivamente, mas como será humanamente impossível dedicar posts maiores a todas elas, farei uma coisa um pouquinho diferente aqui para cobrir essas estreias. Sendo assim, a partir de hoje surgirão posts como esse: curtos(?)e objetivos nas primeiras impressões que as mais diversas produções que surgem deixam.

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    A cerca de dez dias atrás, eu disse no twitter que Glee era uma série fraquíssima. Não retiro totalmente o que disse, porém faço uma ressalva: a série misto de dramédia com musical tem sim algumas (poucas) qualidades, mas, no contexto geral definitivamente não é uma produção que me atraia e que eu vá acompanhar.

    Criada por Ryan Murphy (Nip/Tuck), Glee teve seu episódio Piloto exibido ainda em maio desse ano nos EUA, logo após a final da 8ª temporada de American Idol, no que – justiça seja feita -, foi uma jogada inteligente da Fox americanaà época.

    Tendo estreado oficialmente no dia 9 de setembro, a série resgata o humor ácido e o tom de crítica social tão peculiar de Murphy, mas infelizmente não convence com uma trama rasteira concentrada nos esforços de um professor que pretende reerguer o coral da escola (o Glee Club) composto por um grupo bastante heterogêneo.

    Na essência, o que realmente falta à série além de carisma para seus personagens, é foco na história que se quer contar. Assim, se a trama é concentrada no coral, qual a lógica de se inserir (ainda no terceiro episódio) uma subtrama na qual o professor resolve praticamente largar seus pupilos à própria sorte e tentar alguma coisa como líder de um grupo de cantores à capela (Os Acafellas)?

    Críticas à parte, sei que a série já tem muitos fãs e não será surpresa se ao fim da temporada ela alcançar o status de ser uma das grandes estreias. Contudo, o que é apreciado por uns, não necessariamente o é por outros, e assim, despeço-me de Glee desejando boa diversão para quem for acompanhá-la.

    Obs.: Embora boa parte dos números musicais conte com as vozes dos próprios atores (alguns inclusive oriundos da Broadway), não adianta nada fazer montagens elaboradas, mas que deixam a clara impressão de dublagem.

    Tendo como um de seus criadores e produtores o dublê de galã e marido de Demi Moore, Ashton Kutcher, The Beautiful Life (que estreou no dia 16 de setembro) segue a sina da maioria das séries da CW: razoavelmente badaladas antes da estreia, pequenos fracassos depois dela.

    Centrada em Nova York onde explora o concorrido universo de modelos profissionais, TBL mostra (ou tenta mostrar), que num mundinho de fachada tão glamourizada como aquele, quem não sabe se impor sofre com a insegurança e com as pressões naturais que cobram um preço alto tanto para quem busca espaço quanto para quem já o teve.

    Nesse ambiente, dentre agentes manipuladores e modelos dispostos a pagar qualquer preço pelo sucesso (pelo menos cinco aparecem em destaque), a grande protagonista é Sonja Stone. Interpretada por Mischa ‘Marissa’ Barton, Sonja é uma modelo já veterana com toda pinta de problemática em busca de uma carreira que já parece esvaziada.

    Recheada de gente bonita, TBL é essencialmente direcionada ao público jovem e que naturalmente se interessa em conhecer os bastidores de um mundo visualmente atraente, porém repleto de intrigas e mentiras, o que me faz lembrar de outra série com temática parecida também da CW: Gossip Girl. De quem aliás, dá para dizer que TBL seja uma espécie de prima mais velha, porém não menos superficial e descartável.

    Inspirada por uma série de livros nascida em 1991, The Vampire Diaries, nova produção da CW, inegavelmente deve sua chegada à tv ao sucesso (de público) da série de filmes Crepúsculo e à True Blood da HBO, ambas, também originadas a partir de livros centrados no universo vampirístico.

    Se não chega a ser tão equivocada quanto Crepúsculo, tampouco pode se esperar dessa adaptação a cargo de Kevin Williamson (Dawson’s Creek), a complexidade explorada por True Blood por exemplo. Assim, o que sobra dela no fim é apenas mais uma série teen sem qualquer novidade que não a de ter dois irmãos vampiros (em rixa milenar) brigando pelo amor de uma mesma garota.

    Dito isso, há um problema sério e decisivo na série: seu trio de protagonistas é desinteressante e apagados demais. Dessa forma, nem Elena, a mocinha fragilizada, nem os irmão vampiros Stefan (o bonzinho) e Damon (o ‘vilão’ feito por Ian Somerhalder, o Boone de Lost) parecem ter a força suficiente para manter o apelo que a trama pretende ter.

    O veredicto final portanto é esse: embora use artifícios absurdos para, por exemplo, explicar porque seus vampiros podem andar tranquilamente em plena luz do dia (basta – pasmem - usar um anel específico), The Vampire Diaries não chega a ser uma imensa bomba, o que não significa dizer que eu vá acompanhá-la, afinal, com tanta produção melhor, não há tempo a se perder com mais uma série teen igual a outras tantas que já passaram pela tv.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Crash – 2x01 “You Set the Scene”

Episódio exibido no dia 18 de setembro nos EUA



Nada é por acaso e as coincidências não existem quando vidas se cruzam no caos urbano de Los Angeles. Apostando na fórmula de sua temporada de estreia, Crash – série inspirada pelo filme homônimo vencedor do Oscar - inicia sua 2ª temporada repetindo não só o mesmo mote, mas também os erros e acertos de antes.

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    Começando cerca de um ano depois do final da 1ª temporada, “You Set the Scene” mostra o retorno de Ben Cendars (Dennis Hopper, de novo a melhor coisa da série) a Los Angeles depois de passar quase um ano em processo de reabilitação para se livrar de seu vício em drogas. Aparentemente mais equilibrado, Cenders tem agora um único objetivo: encontrar (com a ajuda de seu outrora pupilo Anthony) o reponsável pela morte de sua filha ao passo em que tenta reestabelecer o convívio com sua ex-mulher.

    Ainda bastante irregular, esse início de 2ª temporada faz uma mescla entre personagens antigos e novatos, tentando assim explorar novas (e às vezes) improváveis conexões entre eles. Nesse cenário, reencontramos Kenny Battaglia envolvido num divórcio emocionalmente complicado, e que trabalhando como segurança de um pequeno shopping (resultado de sua exoneração da polícia) vê sua vida tomar um novo rumo ao cruzar o caminho de um ricaço chamado Seth Blanchard (Eric Roberts, canastrão como sempre).

    Empreendedor, Blanchard é a típica figura que se impõe (graças ao dinheiro) com uma postura incisiva, mas que num momento de fragilidade na saúde vive uma experiência que parece mudá-lo para sempre a ponto de afetar também a vida de sua esposa Maggie, escritora de livros infantis bem sucedidos, mas que por trás da máscara de mulher realizada afoga suas inseguranças na bebida.

    Além do ex-policial Kenny Battaglia, outra personagem que reaparece na trama é Inez, que agora host de um bar só para homens bastante exclusivo, se vê presa num relacionamento complicado com um sujeito malandro envolvido com dívidas de jogo. E como se o universo de personagens já não fosse pouco, conhecemos ainda Bo, um ex-prodígio do baseball que vê na chance de treinar um garoto o caminho de reencontrar seu talento e exorcisar suas frustrações.

    Com uma narrativa até certo ponto complexa, mas igualmente maçante e cansativa por conta da lentidão com que evolui, Crash ainda está bem longe de conseguir fazer barulho na temporada. Sendo assim, resta à série uma única alternativa: provar que a colisão de vidas que explora não é um mero acaso sem algo a dizer.

    Crash é exibida nos EUA pelo canal a cabo Starz e ainda não tem previsão de estreia no Brasil