quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Seria True Blood a nova Twin Peaks?

Comparar séries de universos tão distintos, geralmente é uma grande furada, mas como a matéria escrita por Ben Rawson-Jones para o Digital Spy faz apontamentos bem coerentes com questão que dá título a este post, resolvi dividí-la com vocês.

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    Por Ben Rawson-Jones

    Coisas estranhas acontecendo numa comunidade rural habitada por jovens complicados, viciados em droga, um assassino misterioso e toda sorte de entidades não humanas à espreita na floresta. Essa descrição poderia se aplicar tanto à lendária Twin Peaks quanto à triunfante (e nova série) True Blood. É claro que há grandes diferenças entre as duas produções, mas é bem interessante ver a quantidade de similaridades que dividem.

    Morador local boa pinta envolvido com drogas, promiscuidade e suspeito de assassinato

    Jasom, o irmão de Sookie Stackhouse teve muitas conquistas amorosas. O badboy loiro é parecido com o personagem de Bobby Brigs em Twin Peaks, que teve um caso com Laura Palmer e com Shelley. O sangue de vampiro é a droga escolhida por Jason, enquanto cocaína era a de Bobby. Além disso, os dois jovens foram questionados quando ex-amantes foram brutalmente assassinadas.

    Fetiche por tortas

    A suculenta fatia de torta de cereja aparecia em Twin Peaks por cortesia da RR Diner nas cenas que mostravam Dale Cooper e muitos outros personagens totalmente obcecados em devorá-la. À certa altura daquela série, o chefe do FBI, Gordon Cole soltou a clássica frase: “Pretendo escrever um poema épico sobre essa linda torta!” Enquanto isso, em True Blood a torta da avó de Sookie apareceu quase como provocando fetiche entre aqueles ao redor. E foi justamente naquele doce, que Sookie encontrou conforto depois de um momento traumático. Mais tarde, a tentativa dela de encontrar pistas sobre uma garçonete assassinada que aparece numa visão, leva Sookie ao Big Patty’s Pie House onde um sujeito esquisito serve tortas...

    Policiais não muito espertos

    Nem Twin Peaks nem True Blood deixam a impressão de que a força policial local seja de confiança. Em Twin Peaks, o oficial Andy provou ser um chorão inveterado. Em True Blood, seu homônimo é ridicularizado por moradores que não o levam a sério por seguir o assassino errado ou por tentar desvendar a razão do estranho comportamento de Sam.

    Sequências de fantasia surreais

    Anões dançarinos que falavam de trás para frente e misteriosos gigantes apareciam nos proféticos sonhos do agente Dale Cooper, embora fosse surpreendente que ele conseguisse dormir dada a quantidade de café que tomava. Em True Blood, a aura fantástica era induzida pelo sangue de vampiro que Jason e Amy experimentavam em viagens para lá de psicodélicas.

    Narrativa distinta

    Na primeira temporada de ambas as séries, a atenção é frequentemente centrada no que ocorre na tv. Em Twin Peaks, a comunidade acompanhava a novela ‘Invitation to Love’, que ecoava vários temas ligados à narrativa da série. Em Bon Temps, Lousiana, os residentes estào quase sempre ligados na cobertura dos canais a respeito dos direitos civis dos vampiros e das questões políticas ligadas a isso.

Dr. Mouse, a sátira de House

Seguindo uma dica que vi no Poltrona, e graças à Juliana que comprou a revista, li ontem as duas primeiras partes de Dr. Mouse, sátira à série House presente na edição 803 do gibi do Mickey.

Na ‘trama’, Mickey é o Dr. Mouse, um médico chefe ranzinza (e que adora sacanear seus pacientes, claro) de uma equipe de dignósticos formada por Clarison (Clarabela numa versão de Alison Cameron), Cheese (Horácio como Chase) e Foraman (Pateta com pele negra fazendo a versão de Foreman). Além deles, Minnie aparece como a administradora do hospital, papel de Cuddy na série.

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    Curtinha, mas muito divertida, a história trata da escolha envolvendo o 1º assistente oficial do Dr. Mouse. Assim, repetindo a dinâmica do trio de auxiliares na série, há pequenas discussões envolvendo possíveis diagnósticos (a insistência de Foraman em dizer que o problema de quase todos os pacientes é unha encravada é hilária) além das tiradas do Dr. Mouse enlouquecendo os pacientes e a Minnie Cuddy.


    Se a curiosidade bateu, corra para a banca mais próxima e confira. A revista é baratinha (R$2,95) e garante a diversão com esta sátira bem humorada e criativa que foi originalmente publicada na Itália em fevereiro deste ano. A semelhança das capas, inclusive, não é mera coinscidência, como bem apontou a Chris Marques do blog Séries etc.

    E por falar em House…

    Novo Teaser Promo da 6ª temporada

    Agora, que tal um spoilerzinho da 6ª temporada que está escondido depois da seta?

    --> O colunista Michael Ausiello da EW, revelou que um membro do time de House será demitido em algum ponto dos três episódios iniciais da temporada. Além disso, depois de sair do hospital psiquiátrico onde se internou no final da 5ª temporada, House irá morar com Wilson!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Detalhes do DVD de Battlestar Galactica – The Plan

A divisão de Home Entertainment da Universal divulgou o conteúdo do DVD do telefilme ‘Battlestar Galactica – The Plan’ que será lançado no dia 27 de outubro nos EUA, poucos dias antes da exibição pelo SyFy que ocorrerá em novembro.

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    Além do filme de mais ou menos 90 minutos que narra a estratégia e ação dos Cylons imediatamente após os ataques perpetrados à humanidade, o DVD trará entre seus extras o seguinte material:

    - Cenas deletadas
    - De Almirante a diretor: Edward James Olmos e The Plan – Depoimentos do diretor e ator Edward James Olmos, à frente dessa ambiciosa produção do universo de Battlestar Galactica.
    - Os Cylons de The Plan – Segmento de entrevistas com atores que fazem os principais Cylons, incluindo Dean Stockwell (Cavil), Tricia Helfer (a Six/Caprica), Grace Park (Boomer/Athena), Michael Trucco (Anders), Rick Worthy (Simon) e Michael Bennett (Aaron/5)
    - O Ataque Cylon – Os bastidores do planejamento e da execução de uma das maiores sequências de ação do filme The Plan.
    - Comentários do diretor Edward James Olmos.


    Ainda não há data para chegada do DVD nas lojas brasileiras.

Radar Dude News!

Tirando a poeira acumulada da coluna, novidades envolvendo o remake de V, o início da produção de Wolverine 2, o anúncio de um filme baseado em LEGO, além de notas sobre o possível fim de 24 Horas, renovação de contrato milionário em American Idol e a confirmação de que o Emmy 2009 será exibido ao vivo na íntegra.

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    Veteranos de V podem aparecer no remake

    O remake de V que estreia dia 3 de novembro nos EUA, pode ganhar um tempero extra em sua temporada de estreia. Segundo o Digital Spy, os produtores de V estariam avaliando a possibilidade de contratar alguns veteranos da minissérie/série original. Dentre eles, estariam a atriz Jane Badler (a alien Diana), além de Marc Singer e Faye Grant, que fizeram os líderes da resistência, Mike Donavan e Juliet Parrish, respectivamente. Sobre o assunto, Scott Peters (produtor responsável pelo remake) disse que ainda não sentou para conversar com nenhum deles, mas deixou claro que não os quer para simples cameos e sim para papéis interessantes se as coisas caminharem bem.

    LEGO vai ganhar filme

    Marcante na infância/adolescência de muito marmanjo, LEGO vai virar filme que mescla live action e animação, informou a Variety. A produção está a cargo da Warner Bros Pictures que não dá muitos detalhes sobre a trama, mas revela que será um filme de aventura passado num mundo de LEGO. Se a ideia renderá um filme divertido eu não sei, mas é inegável que a produção vai despertar a curiosidade de muita gente.

    Wolverine 2 em produção

    Não é nenhuma novidade que uma sequência para Wolverine iria ocorrer, mas agora surge a primeira confirmação oficial de que a produção do filme já está em progresso. Falando à MTV, o astro Hugh Jackman disse que a equipe envolvida no filme está dando os primeiros passos no desenvolvimento da história que se passará no Japão, confirmando a dica que uma cena extra colocada no fim do filme já apontava.

    24 Horas pode estar perto do fim

    Outrora um sucesso de audiência, 24 Horas veio perdendo fôlego nas temporadas mais recentes e assim, a 8ª que estreia em 2010, pode ser também a última da série. Pelo menos foi o que comentou o presidente do canal Fox americano, Kevin Reilly durante recente conferência de imprensa. Segundo ele, o martelo ainda não foi batido, mas os altos custos de produção da série podem pesar na decisão. Particularmente, acredito que 24 Horas poderia realmente encerrar sua trajetória na tv em 2010 e a partir daí fazer uma transição para o cinema, até porque o telefilme Redemption deu mostras de que é possível adaptar o formato da série para a telona.

    Mais três anos de Simon Cowell em American Idol?

    Informação do The Hollywood Reporter, aponta que Simon Cowell estaria perto de fechar acordo com a Fox para bater ponto como o implacável jurado do reality American Idol por mais duas temporadas além da próxima. À princípio, a 9ª temporada do programa seria também a última de Cowell na bancada, mas depois de perder Paula Abdul (que não renovou seu contrato com a emissora), é certo que os executivos da Fox não queiram ver seu programa de maior audiência (que significa anúncios mais caros, diga-se), perder seu princípal jurado. Fora isso, vamos combinar que o Idol sem Simon perderia no mínimo 70% da graça, certo? Em tempo, Cowell que já ganha cerca de (pasmem) US$30 milhões por temporada, ganharia um aumento na renovação do contrato.

    Emmy 2009 será totalmente ao vivo

    Depois de anunciar no último dia 30 de julho, que oito categorias do Emmy teriam seus vencedores anunciados em segmentos pré-gravados, o produtor da cerimônia mais importante da tv americana, Don Mischer, voltou atrás e cedendo à pressão de estúdios e canais pagos, disse ao Los Angeles Times que todas as 28 categorias terão seus resultados divulgados ao vivo na transmissão que ocorre no dia 20 de setembro. As oito categorias que seriam levemente ‘limadas’ eram as que envolvem minisséries e filmes para tv. O corte inicial, diga-se, teria sido motivado em função dos canais abertos (que exibem o Emmy em regime de rodízio) terem apenas quatro das quarenta indicações nessas categorias. A CBS por exemplo, que este ano transmitirá o Emmy, tem só uma indicação nessa relação em atriz coadjuvante em filme para tv com Marcia Gay Harden por “The Courageous Heart of Irena Sendler”.

The Beatles: Rock Band – Eu Quero!

Não sei você, mas a cada vez que vejo um novo trailer do aguardadíssimo game The Beatles: Rock Band, fico louco de vontade de jogar.

Prometendo proporcionar a experiência de tocar alguns dos maiores sucessos da banda inglesa, o game chega às lojas no dia 30 de setembro para Playstation 3, Wii e XBox 360 cercado de expectativas.

Seria prematuro dizer que este será o game mais vendido do ano, mas é bem provável que vá vender igual água, afinal, quem não iria querer brincar de tocar bateria ou guitarra/baixo ao lado de John, Paul, Ringo e George, não é mesmo?

Veja um trailer do game



    Em tempo, se você tiver uma alma caridosa e quiser me presentear com o game, vou adorar, viu? :p

Vem aí a série baseada na HQ ‘Walking Dead’

Casa da premiada ‘Mad Men’ e em breve do remake do clássico ‘The Prisioner’, o canal americano a cabo AMC, anunciou que Frank Darabont (diretor de filmes como À Espera de Um Milagre e mais recentemente do impactante O Nevoeiro), está perto de fechar acordo para escrever e dirigir a adaptação de uma série inspirada na HQ ‘The Walking Dead’.

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    Publicada mensalmente desde 2003 nos EUA pelo selo Image Comic, Walking Dead narra a história de um grupo de sobreviventes resistindo num mundo que foi tomado por zumbis.

    Esquisita à princípio para quem não a conhece, a HQ é tida como uma das mais respeitadas atualmente no universo das HQs por centrar suas tramas no relacionamento que se estabelece entre as pessoas num evento absolutamente impensável e cercado de mistérios.

    Falando à Variety, o vice-presidente do AMC disse que a série vai se manter fiel tanto à estética quanto ao conteúdo da revista. “A história não será sobre zumbis saindo dos armários, mas sim sobre sobrevivência e a dinâmica do que acontece quando um grupo é forçado a sobreviver nessas circunstâncias”, diz o executivo.

    Ainda não há qualquer informação sobre elenco e muito menos data de estreia, mas fico curioso desde já para saber se a série também será feita em preto e branco da mesma forma que ocorre na HQ. Dúvidas à parte, é certo que começarei a acompanhar as notícias que envolvem essa produção mais de perto com a expectativa de que deve vir coisa muito boa pela frente, sobretudo quando consideramos o breve, mas consistente histórico do AMC.

    Animados?

terça-feira, 11 de agosto de 2009

'FlashForward' e 'V'. Qual delas será o novo Lost?


Não é de hoje que se comenta que a ABC investiu nas novatas ‘FlashForward’ e ‘V’ (essa um remake de uma minissérie/série dos anos 80), no intuito de emplacar um novo Lost em sua programação. Assim, por mais que as duas séries difiram bastante daquela envolvendo sobreviventes de um acidente aéreo numa ilha, um elemento surge como ponto de ligação fundamental entre elas: o mistério que move suas tramas.

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    Com esse panorama em mente e com a proximidade cada vez maior da estreia de ambas nos EUA (FlashForward em 24 de setembro e V no dia 3 de novembro), o colunista da TV Guide Magazine, Matt Roush, publicou uma matéria tratando do tema.

    De início, Roush destaca o fato de que tanto FlashForward quanto V contam com atores que fazem ou já fizeram parte de Lost. Enquanto a primeira trará Sonya Walger (a Penny) e Dominic Monaghan (o Charlie) em papel de destaque, conforme já confidenciou o produtor David S. Goyer, a segunda terá Elizabeth Mitchell (a Juliet) como uma de suas principais protagonistas.

    Quando fala da iniciativa da ABC em investir em novos dramas fortemente serializados, Stephen McPherson (presidente da emissora) diz que nunca houve um esforço formal dentro do canal para fazer um novo Lost, embora reconheça que exista uma similaridade entre elas, principalmente no que tange o fato de começarem a partir de um incidente de grandes proporções, ao mesmo tempo em que ressalte que ainda assim as três são séries bem diferentes.

    FlashForward - que trata do que acontece à humanidade depois que esta apaga por 2 minutos e 17 segundos-, é descrita como uma série mais densa que joga seu elenco (que inclui agentes do FBI, médicos e até um suicida) num grande quebra-cabeças global que traz implicações psicológicas e até espirituais. V – sobre a chegada ao planeta de uma raça alienígena de aparência humana -, por sua vez, é tida como uma série de cunho mais crítico e até político, pois atualizará a alegoria que tomava corpo na original (o anti-fascismo) falando de um mundo pós 11 de setembro ainda mergulhado na guerra ao terrorismo onde ninguém sabe em quem ou o que se deve confiar.

    Opiniões de críticos que já viram o episódio Piloto de ambas as séries são categóricos. Diz-se que o de FlashForward empolga com um final que traz uma virada interessante, mas que deixa no ar a dúvida se os episódios subsequentes conseguirão corresponder às expectativas. Já o de V, é descrito como um entretenimento de luxo sem qualquer outra pretensão que não a de prender a audiência e com um apelo comercial mais forte.

    Se alguma delas conseguirá efetivamente ganhar o status de novo Lost, só o tempo dirá, mas enquanto o veredicto não chega, nos resta alimentar as expectativas e torcer para que elas correspondam ao peso de suas premissas. E aí, já escolheu para qual irá 'torcer' ou pretende conferir as duas?

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

TRUE BLOOD – 2x08 “Timebomb”

Comentários de episódio exibido no dia 10 de agosto nos EUA

Não é exagero dizer que “Timebomb” foi o melhor (e mais divertido) episódio da temporada até aqui, e duvido muito que alguém discorde disso, certo? Os motivos são vários, mas para pegar só um exemplo, fico com a tirada fenomenal que o Jason deu no Steve Newlin, quando disse, “Já estive no céu, e foi dentro da sua esposa,” depois de ouvir a ameaça de que ele seria julgado pelos céus por ajudar os vampiros.

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    Por falar neles, que bela surpresa essa inserção definitiva do ‘foderoso’ Godric na trama, não? Subvertendo qualquer expectativa preliminar com relação à sua eventual natureza cruel, o criador de Eric surge não só para evitar um grande derramamento de sangue (humano sobretudo), mas também para (tentar) disseminar um discurso pacifista de coexistência com seus captores.

    Sobre o citado panorama aliás, é sempre curioso notar as críticas que a série faz à sociedade americana como um todo, no que tange aos seus preconceitos tão enraizados e à sua ignorância quando o assunto é a forma com a qual o mundo os enxerga. Assim, quando Godric reconhece que a suposta caçada perpetrada pelos humanos da Fellowship of the Sun tinha fundamento na falta de evolução dos vampiros (que ele diz serem ainda selvagens e assustadores em sua maioria mesmo após tantos anos), dá para enxergar ali uma referência à forma com a qual os EUA são satanizados por extremistas (religiosos em sua maioria) e encarados como o inimigo infiel a ser destruído, relação que inclusive fica explícita na cena final que serve de gancho para o próximo episódio mostrando Luke como um homem bomba prestes a se detonar no ninho dos vampiros.

    De resto, impossível deixar de comentar sobre a meticulosa manipulação de Maryann no intuito de prejudicar Sam, que sabemos ser imune aos encantos da moça, cuja conduta psicopata por sua vez a colocaria na mira de um certo Dexter rapidinho caso resolvesse pintar por Miami, não é não? Brincadeiras à parte, chega a ser engraçado ver que Andy (não mais um mala como antes, embora agora seja visto pelos demais personagens como um bêbado a quem se dá pouca confiança) é a única ajuda que Sam dispõe no momento em que é apontado como principal suspeito pela morte da Sra. Jeanette e agora de Daphne, cujo coração serviu como ingrediente fundamental para um ‘suculento’ soufflé (alguém tem a receita? :p ) que garantiu o momento bizarro do episódio.

    A se destacar também, a cena trash de ciúmes da linha essehomemvampiroémeu protagonizada por Sookie e por Lorena, que banida por Godric, terá que se contentar com a derrota amorosa imposta pela garçonete caipira, mas até quando? Sobre essa dinâmica aliás, vale destacar também o cada vez maior interesse de Eric por Sookie, de quem estranhamente parece querer se aproximar intimamente, como ocorreu com Bill, que por sua vez não hesita em ameaçar seu ‘delegado’, no que já deve ser um dos arcos explorados em breve, creio eu.

    Em suma, só me resta reafirmar o que disse lá no início do texto e destacar que esse “Timebomb” é o episódio a ser batido em todos os aspectos nessa temporada, já que ele conseguiu equilibrar revelações com viradas na trama de forma muito interessante, sem abrir mão de divertir com frases e cenas picantes/chocantes bem ao estilo que construiu o sucesso agora consolidado de True Blood.

    Outras observações:

    - O que ou quem é Barry, afinal, já que ele provocou uma estranha reação de espanto em Lorena depois dela tê-lo mordido?
    - Lafayette, lendo mãos e prevendo o futuro através das cartas? Tá aí uma habilidade que não conhecíamos nele, certo? Agora, sobre o citado sacrifício que Tara terá de fazer, não resta qualquer dúvida que se trata de Eggs, não é mesmo?
    - E Stan, o vampiro que confessou ter matado os pais de Steve Newlin? Seria ele uma eventual ameaça para o reinado do agora pacifista e tolerante Godric?
    - E aquele constrangedor abraço de Jason em Bill, hein? De seguidor da Fellowship of the Sun a simpatizante dos vampiros num piscar de olhos. É esse o instável (mas não menos divertido) Jason que a gente conhece.
    - Impossível evitar o riso quando Hoyt disse ao Bill, “Não sei o que você ouviu, mas esses foram gritos de prazer”, imediatamente após ter a ‘1ª vez’ dele e de Jessica interrompido. Aliás, notou a sutileza da abertura daquela cena, mostrando pétalas de rosas caídas sobre a cama aludindo ao fato de Jéssica ser deflorada?
    - Ainda sobre a vampira adolescente, que triste (?) karma para ela, saber que será eternamente virgem, hein? E que situação constrangedora aquela na qual Hoyt se meteu, afinal é fato que mesmo querendo soar romântico ao dizer que eles sempre poderiam repetir a 1ª vez, seria impossível convencer qualquer mulher vampira com aquele argumento, não é mesmo?

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A ‘estreia’ de “V”, a minissérie original

Desconhecida pela grande maioria, já que a minissérie (que depois virou série) foi exibida nos anos 80, “V” inspirou esse ano a produção de um remake a cargo de Scott Peters (The 4400) e estrelado por Elizabeth Mitchell (a Juliet de Lost), que ao que tudo indica, deve estrear ainda este ano. Mas enquanto o remake não chega, o TCM iniciou a partir da noite dessa sexta-feira (7 de agosto) a exibição da minissérie que começou tudo.

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    Claramente datada no que tange a maioria das sequências de ação (e em parte pelo exagero da atuação de alguns de seus atores), “V” ainda se mantém relevante por conta do subtexto que explora uma situação totalmente inesperada que alimenta o temor de alguns e a fascinação de outros tantos. Além disso, é notória a influência que a produção teve em diversos outros trabalhos que viriam depois, como por exemplo no apelo visual que foi emulado por filmes como Independence Day, especificamente nas cenas que mostram a chegada da imensas naves sobre os céus do planeta.

    A trama de “V” gira em torno da chegada dos Visitantes - nome que os alienígenas recebem – ao planeta Terra e de tudo o que acontece a partir dali. Vistos inicialmente como uma grande ameaça, eles rapidamente ganham a confiança de governos e populações com um discurso pacifista que fala em divisão de conhecimento e tecnologia com a humanidade em troca de acesso a recursos naturais supostamente essenciais para sua sobrevivência. Obviamente, a realidade não é bem essa, e não demora muito para que coisas estranhas comecem a ocorrer expondo as reais intenções dos Visitantes.

    Com uma trama assim, seria fácil perder-se num mar de clichês e cenas de conflitos e batalhas vazias, mas “V” sempre teve como um de seus grandes méritos a capacidade de traçar paralelos interessantes com a História. Assim, quando um senhor judeu, já desconfiado dos Visitantes desde o início de sua chegada, fala que a facinação exercida por eles em grande parte da população se assemelhava ao cenário da Alemanha no final dos anos 30, não há exagero, já que mais tarde fica explícito o reflexo da perseguição sofrida pelos judeus naquela perpetrada a cientistas, médicos e afins na trama de “V”.

    Além desses elementos, uma qualidade irrefutável que “V” carrega vem de suas homenagens à cultura pop (um exemplo disso está em uma cena que mostra a recepção preparada para os Visitantes ao som da música tema de Guerra nas Estrelas) e de cenas marcantes e inesquecíveis como aquela que revela pela primeira vez a real natureza física daqueles alienígenas, que por baixo das feições humanas se assemelham a répteis.

    Um marco em sua época em termos visuais, hoje “V” pode parecer produção de fundo de quintal feita em computador caseiro, mas seu conteúdo, como disse antes, continua absolutamente relevante. E a justificativa para isso é simples, afinal, não é pouca coisa ver uma obra de ficção conseguir desenvolver uma aventura que diverte e entretém, usando como pilares uma discussão em torno do que armas de propaganda e manipulação da informação são capazes de fazer quando uma nova esperança de mudança surge motivando alguns poucos a se levantarem numa resistência que visa trazer a verdade à tona.

    A reprise da Parte 1 de “V” será exibida no domingo dia 9 de agosto às 19:30 no TCM.

Franquia CSI prepara mega crossover

Já estabelecida como uma franquia muito bem sucedida na tv, CSI trará um mega crossover entre suas três séries na temporada que começa em setembro nos EUA. A ‘brincadeira’ acontecerá através do personagem de Laurence Fishburn, o professor Ray Langston, que como todos sabem, entrou em CSI para substituir o personagem de William Petersen e o fez muito bem não deixando o nível da série cair.

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    Quem deu a nota foi o TV Guide Magazine, que trouxe a confirmação do estúdio responsável pela produção dos três CSI. O crossover só ocorrerá no final de novembro quando a temporada de séries faz uma pausa para os festejos de fim de ano e a história abordada começará em CSI Miami, pulará para CSI: NY e se encerrará em Las Vegas, lar da série que começou a franquia.

    Como bem apontou o site, esse não será o primeiro crossover em CSI, mas será o primeiro que envolverá as três séries. Embora nenhum outro detalhe tenha sido dado, não deve ser nenhum exagero imaginar que a história em questão possa envolver algum serial killer, certo?