domingo, 28 de fevereiro de 2010

No Brasil, consumidor geralmente é sinônimo de palhaço, mas há (raras) exceções

Antes de qualquer coisa uma boa notícia: as atualizações do blog serão retomadas essa semana com muita coisa bacana. Vocês não perdem por esperar ;)



O título do post pode até parecer meio off topic, mas acredite, tem tudo a ver com o blog, que na essência fala de entretenimento e do consumo que ele evidentemente gera. Esclarecimento feito, vamos ao que interessa pois creio que uma das situações que relato abaixo seja infelizmente comum demais, ao passo que a outra seja mais rara do que deveria.

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    Cinemark: um jeito 'sujo' de (des)respeito ao cliente

    Nesse domingo, 28 de fevereiro, Juliana e eu fomos ao Cinemark Botafogo no Rio de Janeiro para ver Toy Story 1 em 3-D na sessão de 12:50. Como vocês devem saber, comparativamente o preço dos ingressos de salas 3-D são em média 25% mais caros que os das salas convencionais (que já não são tão baratos assim, diga-se) e que para ver um filme em 3-D é necessário usar um daqueles óculos de plástico fornecidos pelo cinema. Dito isso, imaginem qual não foi minha surpresa ao abrir a embalagem plástica lacrada e encontrar os 2 óculos, o meu e o da Juliana, totalmente sujos e com marcas de dedos nas lentes. Faltando menos de 1 minuto para começar a sessão e já com as luzes quase todas apagadas (o que é natural, claro), não tive outra alternativa se não limpar os óculos na minha própria camisa. Encerrado o filme, porém, obviamente procurei pela gerência do Cinemark para cobrar explicações e quem sabe ouvir no mínimo um pedido de desculpas, afinal, ali eu era um cliente e merecia ser respeitado como tal. O que aconteceu porém, é que ao falar com uma Sra. chamada Greyce, que se identificou como gerente do Cinemark Botafogo, não tive qualquer explicação sobre os motivos dos óculos lacrados estarem tão sujos e muito menos um pedido de desculpas, já que a Sra. Greyce se limitou a dizer de forma nada cortês que se eu tinha ficado tão incomodado com a sujeira dos óculos, deveria ter saído da sala (mesmo que isso implicasse perder o começo do filme) e trocado os óculos. Pois é, parece que para a rede Cinemark, cliente/consumidor e palhaço são a mesma coisa.

    Em tempo, enviei um e-mail para o Cinemark cobrando uma posição e tão logo receba alguma resposta irei incluir aqui nesse mesmo post.

    Extra: uma empresa que leva a sério o bom relacionamento com cliente

    Na última 2ª feira, 22 de fevereiro, atraído por uma promoção exclusiva àquele dia divulgada pelo twitter oficial do Extra prometendo desconto de 20% para compras na loja de DVDs (que inclui Blu Rays) com o uso do cupom TWTDVD20, fiz o pedido dos BDs de Toy Story 1 e 2, com lançamento previsto para o próximo dia 6 de março. Para obter o desconto, a orientação do site é que se coloque o código do cupom na área apropriada o que acarretará na redução correspondente no final do pedido. Seguida a orientação, e finalizado o pedido, percebi que os 20% de desconto não haviam sido aplicados, o que me fez contatar o twitter do Extra logo em seguida, que me respondeu prontamente por mensagem direta informando que o problema seria averiguado e pouco depois, dessa vez por reply, indicando que o estorno referente aos 20% não computados no pedido seria feito. E isso tudo, notem, no mesmo dia e poucas horas depois que o problema ocorreu. Bacana, não? Acha que acabou por aí? Não, pois acrescentando mais um detalhe positivo ao caso, no sábado, 27 de fevereiro, recebi uma ligação do Extra informando que o valor do desconto a que teria direito no pedido poderia ser creditado diretamente em minha conta corrente se assim desejasse, o que evidentemente comprova o que eu disse no subtítulo desse textinho: o Extra, efetivamente leva a sério o bom relacionamento com seus clientes prezando não só por sua satisfação, mas sobretudo agindo com respeito, atitude cada vez mais rara nos processos de outras tantas empresas, não é Cinemark?

    Reclamações e elogios feitos, pergunto: já passaram pelo mesmo tipo de situações? Se sim, o que foi feito e o que é mais comum para vocês?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Reveladas novas artes do box 'Battlestar Galactica - A Série Completa'

Lançado em julho de 2009, o box de Blu Ray e DVD de Battlestar Gallactica - The Complete Series, fez sucesso lá fora por conta sobretudo do mimo que trazia: um miniatura de cylon. Contudo, com a posterior chegada do telefilme Battlestar Galactica: The Plan, os fãs que investiram uma grana pesada no box logo se sentiram enganados, já que o tal box vendido como sendo da série completa já não podia mais ostentar esse título.

Visando corrigir esse problema, a Universal americana anunciou há duas semanas atrás, que vai relançar o box da série completa que incluirá uma versão sem cortes e estendida do telefilme The Plan. A distribuidora no entanto, parece já ter confirmado que os 10 Websódios 'The Face of the Enemy' infelizmente não farão parte desse relançamento.



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    O box que terá nova arte (vide foto acima), também será simplificado. Enquanto a versão em DVD virá em slim snap cases, a de Blu Ray virá num Digipack. A justificativa da Universal lá fora é que com custos menores, a revenda pode baratear o produto. A Amazon por exemplo, já faz pré-venda do box em DVD a US$143 e do de Blu Ray que será vendido a US$ 178.

    Outro detalhe curioso desse relançamento, é que os fãs que adquiriram a primeira versão desse The Complete Series, poderão receber de graça as novas embalagens, desde que tenham registrado sua compra original junto à distribuidora. A oferta no entanto só vale para quem mora nos EUA.

    Enquanto isso no Brasil, os fãs da série só encontram nas lojas as versões individuais e vagabundas lançadas em Full Screen sem qualquer material extra. Pena.

    Com informações do TV Shows on DVD

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Teaser trailers de 4 blockbusters que você verá em breve nos cinemas



Durante os intervalos da finalíssima do futebol americano, o Super Bowl, vencido pelo New Orleans Saints, teaser trailers de 4 aguardados blockbusters foram exibidos. O que você vê aqui em cima é o de Robin Hood, versão de Ridley Scott com Russel Crowe no papel do anti-herói das florestas de Sherwood. Na sequência, tem teasers de O Lobisomen, Alice no País das Maravilhas e Príncipe da Pérsia, sim, aquele dos games.

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    O Lobisomen, com Benicio Del Toro e Anthony Hopkins. Estreia em 12 de fevereiro.

    Alice no País das Maravilhas, com Johnny Depp, Anne Hathaway e Helena Bohan Carter. Filme dirigido por Tim Burton com cópias em 3-D. Estreia em 16 de abril.

    Príncipe da Pérsia, com Jake Gyllenhall no papel do famoso personagem dos games em filme dirigido por Mike Newell e produzido por Jerry Bruckheimer, que espera conseguir emplacar uma nova trilogia de sucesso nos cinemas depois de Piratas do Caribe. Estreia em 4 de junho



Será que dá para se animar com algum?

domingo, 31 de janeiro de 2010

Colunista revela grande SPOILER de Tropa de Elite 2

Até então guardados a sete chaves, detalhes da trama de Tropa de Elite 2 começam a ser divulgados aos poucos pela imprensa. A informação mais recente dada pelo colunista de O Globo, Ancelmo Gois, revela não só o que acontece numa cena importante do filme, bem como uma das grandes surpresas reservadas para a produção. Abaixo reproduzo a nota* que tem o título "A arte imita a vida" na íntegra, portanto NÃO leia o restante deste post se quiser evitar o spoiler.

TER CERTEZA QUE QUER SABER?

    *Retirada da coluna de Ancelmo Gois no O Globo de domingo, 31/01/2010

    José Padilha, o cineasta, gravou sexta no plenário da Assembleia do Rio, uma cena de "Tropa de Elite 2". Na sequência, o capitão Nascimento (Wagner Moura) acusa um deputado de ser o mandante da morte de seu amigo Matias (André Ramiro). "Só uns sete deputados não estão no esquema de corrupção", brada.

    ***

    Agora vamos lá. Se no primeiro filme, o assassinato de Neto (Caio Junqueira) servia de motivação para Matias abraçar de vez a ideologia dos caveiras do BOPE e fazer justiça com as próprias mãos, alguém duvida que Nascimento - que obviamente não precisa de motivação nenhuma para fazer o mesmo - irá colocar a vingança pessoal como um dos principais focos de toda trama especulada para ser explorada em Tropa 2?


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

5 razões para assistir Caprica


A última sexta-feira, 22 de janeiro, marcou a estreia de Caprica, série spin-off prólogo da aclamada Battlestar Galactica. Meu comentário sobre o episódio Piloto que vi em abril de 2009 você encontra aqui, e agora que a série começa efetivamente a caminhar (o 2º episódio será exibido nessa 6ª feira, 29, no canal americano Sy Fy), é mais do que válido tentar convencer mais gente a dar uma chance à série. Sendo assim, recorro ao ótimo texto escrito por Annalee Newitz do i09 onde ela fala sobre os 5 motivos que podem fazer de Caprica a melhor nova série sci fi da temporada. Confere aí.

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    1. Um mundo novo intrigante e contemplativo

    A criação do mundo de Caprica e de sua cultura é simplesmente soberba. Somos apresentados a uma cultura onde o paganismo é natural e a moral sexual extremamente liberal, mas onde imigrantes ainda sofrem discriminação e os monoteístas são exceção. Diferente da maioria das séries sci fi, onde a construção do mundo que se mostra é geralmente “igual a tudo que conhecemos, mas com tecnologia superior”, Caprica nos desafia a imaginar uma sociedade radicalmente diferente da nossa. Além disso, o conceito visual da cidade é de tirar o fôlego. A tecnologia com quê futurista também nào passa em branco.

    2. Uma história que mostra o nascimento da Inteligência Artificial e que parece original

    Muitas das histórias de ficção científica contemporâneas, da franquia O Exterminador do Futuro a Star Trek: The Next Generation, lida com o que acontece quando finalmente criamos a Inteligência Artificial (IA). Será que ela vai se levantar e nos destuir como a Skynet or vai tentar se encaixar na sociedade humana como Data? Já vimos vários exemplos de criações com IA vingativos, mas uma zelosa adolescente religiosa presa no corpo de uma máquina de matar criada por seu rico e milionário pai? O início da série não só é original, como também apresenta um monte de questões emocionais e éticas.

    3. A família Adama

    Raramente uma família foi tão interessante na ficção científica como a dos Adamas parece ser em Caprica. Preso entre duas culturas e equilibrando-se numa linha entre criminalidade e respeitabilidade, Joseph Adama é um personagem que tem problemas que quero conhecer. Além disso, seu irmão Sam, um pequeno gangster com coração de ouro, é outro cara que merece ser visto de perto. Aliás, essa ideia de ver mafiosos em outro planeta me ganhou.

    4. Ótimas atuações

    Com Essai Morales e Eric Stolz como os protagonistas Joseph Adama e Daniel Graystone, não preciso dizer que as atuações nessa série serão ótimas. (BSG também tinha isso, portanto Caprica mantém a qualidade desse aspecto da franquia.) Sasha Roiz como Sam Adama já surge muito bem, assim como Magda Apanowicz como a amiga de Zoe Graystone, Lacy. Alessandra Torresani é provavelmente o elo mais fraco como Zoe, mas é inegável que pode evoluir. Dado que essa série trata de dramas pessoais bem como de uma narrativa sci fi épica, é crucial que os personagens principais sejam capazes de mostrar emoções sutis e conflitos – e vamos combinar, que pelo início fizeram exatamente isso. No Piloto, Stolz faz um ótimo trabalho personificando um cara que é incrivelmente manipulador ainda que seja também sincero no que faz.

    5. Drama que depende de elementos da trama sci fi, mas que não são completamente focados neles.

    Já falei que o drama é um dos pontos fortes dessa série. Uma das coisas que já faz de Caprica uma das melhores da temporada, é o fato de que ela consegue explorar drama do tipo que esperaríamos ver em The Wire, ao mesmo tempo em que não perde a noção de que seu arco narrativo é centrado em coisas basicamente ligadas à ficção científica. Essa é uma série sobre como duas novas tecnologias – o holoband e os cylons – se unem para criar a inteligência artificial. E muitos dos dramas humanos trata dessa tecnologia também. Em outras palavras, isso é ficção alimentada por drama e ciência, o que é uma coisa rara e incrível.

    Não dá para dizer onde essa série vai parar, mas considerando essas razões, penso que vale muito à pena acompanhar cada episódio.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O retorno matador de Damages!

Comentário de “Your Secrets Are Safe”, episódio exibido no dia 25/01/2010 nos EUA



Com o tempo cada vez mais escasso, no fim das contas vejo muito menos filmes e séries do que gostaria, mas dentre as produções da telinha que faço questão de ver assim que são exibidas, uma delas é Damages. Retornando à tv americana na noite da segunda-feira, 25 de janeiro, para sua 3ª e provavelmente última temporada, Damages fez o que muitos já julgavam improvável: retomou a fórmula que fez dela um sucesso de crítica em seu 1º ano e ao amarrar o grande caso da vez (e suas várias camadas de conspiração) diretamente às vidas de seus personagens principais, acaba conferindo à trama um senso maior de complexidade digno dos melhores thrillers.

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    Claramente inspirada pelo escândalo financeiro real de Bernard Madoff, a trama da vez coloca Patty Hewes (Glenn Close) liderando um processo que visa recuperar bilhões de dólares desviados numa grande fraude orquestrada por Lois Tobin, um figurão de Wall Street. Obviamente, por se tratar de Damages nem tudo é preto e branco na trama, que com as já habituais idas e vindas da história, não demora muito para explorar joguinhos psicológicos entre os mais diversos personagens (novos e veteranos) e, claro, surpreender com reviravoltas impactantes no presente e principalmente no futuro.

    Desse início, o que mais chamou minha atenção, além do caso, claro, que de fato é bem interessante, foi a postura de Ellen (Rose Byrne). Aparentemente disposta a permanecer longe de Patty e de sua influência manipuladora, a jovem advogada ressurge trabalhando na Promotoria Pública. Porém, quando ela reencontra Tom Shayes (Tate Donavan) - pego de surpresa ao saber que sua chefe decidira acrescentar seu nome à firma -, e mais tarde a própria Patty, de quem ganha um valioso presente diretamente ligado à maior reviravolta da trama, Ellen logo se vê envolvida pela tentação de retornar a agora Hewes and Shayes Associates.

    Falando da tal reviravolta, ela é tão boa e chocante, que não deve ser comentada textualmente, mas sim descoberta assistindo. Dela, só digo que tem elementos suficientemente fortes para corroborar o que o produtor Todd A. Kessler disse em entrevista à EW sobre o tema central que a série levanta: Qual é o preço que se paga pelo sucesso? Exemplos já vimos aos montes nas duas temporadas anteriores, mas julgando por este 1º episódio, parece que o impacto dessa resposta e as consequências que dela advém serão ainda mais chocantes dessa vez, principalmente quando se conta com tantos personagens moral e eticamente ambíguos, cujas agendas nunca ficam claras, vide o comportamento errático do filho que aparentemente não compactua com a fraude perpetrada por seu pai, Joe Tobin (Campbell Scott), Marilyn Tobin (a veterana Lily Tomlin) fazendo a esposa fiel, e o calculista advogado Leonard Winstone (Martin Short).

    Não sei se você ficou meio decepcionado(a) com a (nem tão regular) 2ª temporada, mas se vale o conselho, corra para ver o episódio que marca esse retorno de Damages e delicie-se com o prazer de ser novamente desafiado por um jogo de xadrez inteligente, instigante e cheio de surpresas a cada nova jogada. (Re)Investir na série é retorno certo e garantido de boa diversão. Pode confiar.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Globo patina feio com Blu Ray de Som & Fúria

Decepcionante. Assim é o Blu Ray da ótima minissérie Som & Fúria, a melhor produção da tv brasileira em 2009. Colecionador recente de BDs e fã da obra co-produzida pela O2 Filmes em parceria com a Globo, julguei que apesar do alto preço, valeria à pena investir na aquisição pela chance de poder rever os 12 episódios em HD e mais alguns bons extras. Já com ele em mãos no entanto, não demorei muito para constatar o óbvio: comprei gato por lebre.

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    Simplesmente ignorando a padronização das embalagens de Blu Ray, Som & Fúria chega em dois discos do formato num digipak de DVD (vide imagem acima), o que de cara garante uma ‘bela’ descaracterização de qualquer coleção de BDs, cujos digipaks são menores. O menu, que consegue ser mais simples que o de muitos DVDs por aí, se resume a intercalar imagens dos personagens sem qualquer criatividade. O áudio não compromete é verdade, afinal, LPCM 2.0 e 5.1 mais o Dolby 5.1 são no fim das contas boas opções. Já a transferência de imagem, ainda que notoriamente superior à da exibição ocorrida na Globo HD em julho de 2009, peca pelo excesso de granulação em determinadas passagens que acabam destoando do restante e comprometendo o resultado final.

    Tudo isso porém, nem é o que mais incomoda na verdade. Irritante mesmo é saber que se paga caro por um Blu Ray que poderia e deveria aproveitar seus recursos de espaço para trazer material extra e não o faz. Bastidores da produção? Cenas cortadas? Entrevistas com elenco? Faixa de comentários nos episódios? Nada. Não existe nenhum, repito, NENHUM extra no Blu Ray de Som & Fúria lançado pela Globo Marcas, ainda que algumas lojas virtuais apontem o contrário inclusive para a versão em DVD.

    Tendo que pagar preços salgados que variam entre R$ 85,90 (Saraiva) e R$ 99,90 (na própria loja online da GloboMarcas), fãs e colecionadores definitivamente mereciam tratamento melhor da empresa, que com esse lançamento absurdamente preguiçoso e por que não dizer medíocre até, perdeu uma excelente oportunidade de entrar com o pé direito no mercado nacional de Blu Rays. Quando é que esse pessoal vai acordar e passar a respeitar o consumidor, hein?

domingo, 24 de janeiro de 2010

Série 'Rio' terá 13 episódios

Sabe aquele projeto de série americana cujo cenário é o Rio e Janeiro? Pois é, segundo matéria de Zean Bravo para a Revista da TV (suplemento do jornal O Globo), a brincadeira vai mesmo acontecer. O episódio Piloto de Rio orçado em US$5 milhões já está pronto e mais 12 episódios devem começar a ser gravados a partir de junho na cidade maravilhosa.

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    Pelas primeiras informações, pensava-se que Rio seria protagonizada apenas pelo americano Jason Lewis, mas a verdade é que o ator dividirá grande parte das cenas com a (desconhecida?) atriz brasileira radicada nos EUA, Rúbria Negrão. Enquanto ele faz Jimmy Hanson, detetive que chega ao Rio para investigar o sumiço da esposa de um turista e acaba se apaixonando pela cidade, ela faz uma policial chamada Cíntia Moura, que na série, segundo a atriz, será uma ávida defensora do estilo de vida dos cariocas.

    Prometendo fugir de temas que falem dos problemas sociais da cidade, a série terá muita ação e tensão sexual entre seus protagonistas, assegura seu criador Scott Steindorff (de Las Vegas), que disse ainda querer que a série provoque nas pessoas o desejo de conhecer o Rio e seu povo alegre e vibrante.

    Boas intenções e promessas à parte, Rio no entanto não deve deixar de esteriotipar os cariocas, mostrando coisas que simplesmente não existem na rotina da cidade, como restaurantes no centro da cidade que trazem passistas de escolas de samba animando quem só quer comer em paz.

    Com ou sem escorregadas, a torcida é para que Rio (cujos direitos de exibição na tv americana ainda estão sendo negociados) traga algo de novo ao gênero policial e cumpra o desejo de seu criador (ele próprio um apaixonado pela cidade): mostrar que uma série passada no Brasil pode ser uma ótima ideia.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

As novidades de Tropa de Elite 2

Começam na próxima segunda-feira, as gravações da aguardada sequência de Tropa de Elite, filme nacional mais controverso e comentado dos últimos anos. Com a história se passando cerca de 15 anos depois daquela do primeiro filme, Tropa de Elite 2 será novamente dirigido por José Padilha, a partir de um roteiro escrito mais uma vez pelo premiado Bráulio Mantovani.

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    A trama do filme ainda não é oficialmente conhecida, mas mesmo guardada a sete chaves, não escapa da boataria. Enquanto algumas informações preliminares indicam que capitão Nascimento (Wagner Moura) aparecerá como secretário de segurança no filme, outras apontam que o personagem agora será o comandante do BOPE quando uma rebelião no presídio Bangu 1 liderada por Beirada (personagem de Seu Jorge) estourar.

    Além disso, especula-se que o filme também vai explorar uma sub trama que mostraria Nascimento envolvido na tentativa de resgatar o filho sequestrado. O detalhe aqui é que o personagem teria que trabalhar justamente com um deputado de esquerda opositor a seus métodos, e que curiosamente seria justamente o atual marido de sua ex-mulher, Rosane (Maria Ribeiro).

    Além de Nascimento e Rosane, outros personagens que também devem reaparecer em Tropa 2 são André Ramiro (o Mathias) e Fernanda Machado (Maria). Já no lado das novidades, juntam-se a Seu Jorge, que aparecerá como um dos antagonistas do filme, o sambista Dudu Nobre, que deve fazer sua estreia nas telas como um soldado do BOPE, e Selton Mello que também terá papel importante no filme ainda não divulgado.

    E para finalizar, vale o registro do blog oficial da produção do filme que entrou no ar no último sábado, 16 de janeiro. Já na primeira postagem, há um vídeo mostrando os bastidores do treinamento do elenco iniciado em novembro de 2009.


    Animados?

    Tropa de Elite 2 chega às telas no dia 13 de agosto.

    Com informações do Cinema em Cena, G1, Omelete e blog oficial do filme.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A estreia da 8ª temporada de 24 Horas

Episódios 8x01 e 8x02 exibidos no dia 17/01/2010 nos EUA



Mantendo o formato, mas introduzindo mudanças salutares e importantes, a 8ª temporada de 24 Horas começou ontem nos EUA com dois episódios, que se não fugiram de alguns dos clichês já batidos da série, empolgaram pelas sempre eficientes sequências de ação e pelo competente trabalho de Kiefer Sutherland. Até certo ponto fragilizado, o Jack Bauer que revisitamos só tem um objetivo no dia que começa (dessa vez em Nova York): voltar para Los Angeles onde passaria a viver com Kim e sua neta, Teri. Sim, você não leu errado. Jack Bauer agora é avô!

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    Perdendo pouco tempo para explicar como o ex-agente se curou da exposição quase fatal à uma arma biológica no sétimo ano da série (há apenas uma menção de Kim sobre um tratamento recém finalizado), a trama logo se concentra na conspiração da vez. Assim, logo conhecemos Omar Hassan, presidente de um expoente país do Oriente Médio disposto a dialogar com o Ocidente (leia-se EUA) e a autorizar inspeção em suas usinas de processamento nuclear, o que, claro, o transforma em alvo de um grupo contrário à sua agenda pacífica.

    Passados poucos anos (três no máximo, diria eu em função do tamanho da neta de Bauer) desde o final da 7ª temporada, Allison Taylor ainda é a presidente, que agora divorciada de Harry (que não a perdou por ter entregado a filha Olivia à justiça), também está em Nova York para o encontro com Hassan na sede das Nações Unidas. Obviamente, não demora muito para que Jack se veja mais uma vez envolvido com uma grande ameaça, e com uma agora reformulada CTU, que na Big Apple é dirigida por um burocrata claramente inexperiente e que não tem pudores para encobrir erros operacionais.

    Ainda sobre a CTU, é lá que reecontramos Chloe, que apesar de ter sua competência colocada à prova (uma heresia no universo da série) pelo diretor da unidade, Brian Hastings, é a única que ao questionar a validade de uma descoberta envolvendo a tentativa de assassinato de Hassam, acaba mudando o foco da investigação com a ajuda de Bauer. Na agência, também somos apresentados a outros novos personagens como os noivos, Cole Ortiz (um agente de campo) e Dana Walsh (Katee Sackoff, a Starbuck de Battlestar Galactica) e Arlo, um jovem analista que inclusive comete uma segunda heresia quase tão grave quanto à de seu chefe: perguntar aos colegas quem era Jack Bauer.

    Sem ainda saber se esse 8º ano seguirá a estrutura de três arcos narrativos como vimos nos anteriores, é difícil antecipar como se resolverá esse envolvendo a tentativa de assassinato de Hassam. Dito isso, considerando o histórico da série, nem precisamos de muita coisa para imaginar que Mike Davros (Doug Hutchison, mais recentemente visto em Lost como Horace Goodspeed), o cara que destrói o helicóptero da CTU e aparece organizando tudo, seja um mero peão de um jogo que envolva figurões preocupados que a paz ameaçasse o lucro certo de um conflito armado.

    Em suma, essa nova temporada de 24 Horas tende a explorar mais do mesmo com pequenas variações (a dinâmica da nova CTU envolvendo seus agentes e seu diretor; Jack dividido entre o desejo de se unir logo à família e a responsabilidade de fazer o que sabe melhor; a presidente Taylor assumindo uma postura mais defensiva e conservadora e etc). Se vai funcionar e reconquistar o interesse do público que vem diminuindo ano após ano eu não sei, mas admito que meu prazer de ver a série foi renovado com esses dois primeiros empolgantes e tensos episódios.

    Outras observações:

    - Com tantas reviravoltas no histórico da série, é natural que já estejamos vacinados a fugir das falsas expectativas que determinados ganchos criam. Dessa forma, duvido muito que alguém tenha acreditado que a frase dita pela repórter Meredith Reed (Jennifer Westfeldt, esposa do astro de Mad Men, Jon Hamm) no final do 1º episódio, “estou atrasada no que foi planejado, mas cumprirei o trabalho” (ou algo parecido) realmente tivesse a ver com seu envolvimento numa tentativa de assassinato.
    - Ao contrário do que imaginei, Freddie Prinze Jr. até que se saiu bem nesse seu início de participação como o agente Cole Ortiz, que pela reação à proposta de seu chefe para que omitisse o erro operacional, parece reunir as mesmas características morais e éticas de Chase Edmunds, agente parceiro de Bauer na 3ª temporada.
    - Como falei em estar vacinado, duvido muito que o ‘esqueleto no armário’ que ameaça colocar em risco a posição confortável de Dana Walsh (Katee Sackoff) tenha a ver com qualquer conspiração. Se tivesse que apostar, diria que essa será a subtrama da vez que colocará um personagem secundário frente um grande dilema: contar a verdade para alguém ou tentar escondê-la usando artifícios mais obscuros, como fez a 1ª filha Olivia na temporada passada?
    - E a Chloe que numa rápida olhadela de um vídeo de monitoramento, conseguiu concluir que um cara tinha entrado no apartamento da repórter Meredith e usado seu computador para incriminá-la, hein? Soou um pouco Deus ex machina demais, não? Pois é, mas como estamos falando da mega hiper ultra fodona competente, Chloe, dá para perdoar, não é não?
    - Agora, e o Jack versão avô, hein?