quarta-feira, 3 de março de 2010

The Big Bang Theory e a camisa interativa do Raj

Será que alguém em sã consciência ainda tem coragem de questionar o fato de que "The Big Bang Theory" é uma das melhores comédias da atualidade? Sim, é notório que pelo menos metade da graça da série se concentre no egocêntrico Sheldon Cooper (o ótimo Jim Parsons), sua verborragia nerd incontrolável e sua total falta de superego, o elemento que internaliza nosso senso de limites e bom senso e que simplesmente inexiste no divertido PhD em física. Dito isso, não dá para ser injusto e ignorar que a composição dos outros 4 personagens (que servem de escada para Sheldon, geralmente) também é imprescindível para garantir um equilíbrio homogêneo das situações sempre comuns, mas que vivenciadas por aquela turma de quatro amigos nerds acompanhados por Penny rende sempre muitas risadas.

A CAMISA INTERATIVA DO RAJ

    Com spoilers para quem não acompanha a série pela exibição americana

    Em "The Excelsior Aquisition", 16º episódio da 3ª temporada, Sheldon vai parar na cadeia depois de arrumar confusão com um juiz por conta de uma infração de trânsito; Stan Lee, o mago dos quadrinhos aparece numa divertida participação especial, e Raj rouba a cena toda vez que aparece usando sua camiseta interativa cheia de efeitos sonoros modelo euqueroumaparamimjá!

    É besteira eu sei, mas duvido que ao ver o episódio você não tenha ficado com vontade de ter uma dessas na sua coleção. A boa notícia? A camiseta está à venda no Think Geek (título sugestivo, não?) por US$29,99 + custo de envio expresso. A personal soundtrack shirt, vem com um pequeno controle embutido que permite o uso de até 20 sons diferentes em formato mp3 e que podem ser trocados. Ou seja, perfeita para dar uma de Raj e impressionar num encontro com amigos ou para te ajudar a pagar mico por aí ;)


    Em tempo, se você ficou tentado a encomendar uma dessas, saiba que usando o cupom 9HBB antes de finalizar a compra, ganha US$5 de desconto para pedidos acima de US$ 25. Dica válida até as 23:59 (horário americano) do dia 03/03/2010.

    Meu agradecimento a Sara e ao Lucas pela dica do site :)

terça-feira, 2 de março de 2010

Como Fringe promete nos chocar com o final da 2ª temporada

O final da 1ª temporada de Fringe revelou as torres gêmeas ainda intactas em Nova York num universo alternativo. Portanto, como superar aquilo? O criador e produtor da série, J.J. Abrams contou ao Sci Fi Wire (em matéria escrita por Fred Topel cujos trechos você confere abaixo), que o final dessa 2ª vai de fato superar aquilo de um jeito mais profundo.

“A ideia do universo alternativo está no centro do que vai acontecer”, disse J.J. Abrams numa entrevista concedida no domingo em Los Angeles. “Sem entregar nada, penso que o final dessa temporada é mais rico, melhor e mais profundo que o da 1ª. O que vimos lá foi chocante, mas acho que o dessa temporada é diferente, mas igualmente impactante.”

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    Nenhuma porta deve ser totalmente fechada no final. Isso é Fringe, no fim das contas e tudo é possível. “Há certas coisas que vão acontecer que podem resolver certas histórias, mas para outras um senso de infinitas possibilidades ficará em aberto.”

    A 2ª temporada de Fringe recomeça no dia 1 de abril nos EUA com sete novos episódios. Abrams disse que o que marca esse retorno no dia da mentira é incrível.

    “É um dos meus favoritos. Brinca com o lance de ser retrô e estranho. É de fato um episódio muito bom”, disse Abrams.

    Sobre a renovação da série para uma 3ª temporada

    “Ainda não há nada oficial por parte da Fox, mas meus dedos estão cruzados”, comentou o produtor dizendo que o time que ele comanda ainda tem muitas histórias para contar. “Espero que tenhamos a chance de torná-las realidade e não ter apenas que contar para vocês como elas seriam.”

    ***

    Particularmente me junto à torcida de Abrams, mas e você, acha que Fringe merece ser renovada?

Surpresas da 3ª temporada de Damages, decepções da 8ª de 24 Horas e a estreia de Parenthood

*** Com spoilers para quem não segue a ordem de exibição da tv americana ***

Além de mostrar o progressivo envolvimento desesperado de Tom Shayes (Tate Donavan) no processo da fraude que atingiu-o pessoalmente e o levará à morte (como visto na estreia), um dos aspectos mais fascinantes que essa 3ª temporada de Damages tem explorado além do novo(?) papel de Ellen Parsons, é a figura de Joe Tobin, um homem que dividido pelo conflito de fazer o que seria certo, e aquilo que seria melhor para sua família, acaba optando por caminhos obscuros que o fazem ignorar qualquer moral (sem fugir do preço a ser pago por isso, claro) para usufruir do lucro que o rombo perpetrado por seu covarde pai pode render. Dito isso, sei que tem gente que nem tá dando bola para esse pedaço da trama, mas particularmente tenho gostado muito do trabalho do Campbell Scott, que sem maiores estardalhaços vem vendendo muito bem um personagem assombrado pela fragilidade, mas que ao mesmo tempo consegue ser ameaçador, simplesmente porque nunca dá dicas de quais serão seus próximos passos, algo que inclusive se reflete na trama da série de uma maneira geral. Fora isso, ver Patty Hewes jogando e manipulando as peças (vide o teste que fez com sua nova funcionária) é inegavelmente um recurso sempre interessante, sobretudo por conta da competente atuação fria, mas incisiva da ótima Glenn Close. Metade da temporada se foi e não faço a menor ideia do que vem pela frente, e para ser sincero nem tento adivinhar, afinal, com Damages o prazer de ser surpreendido a cada nova revalação ou virada continua sendo o grande charme da série. Quem não assiste não sabe o que está perdendo.

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    Em muitos aspectos, as três temporadas mais recentes de 24 Horas deixam sempre um gosto de déjà vu no ar, quase como se fossem um remake de anos anteriores (quantas vezes vimos o/a presidente discutindo as possíveis casualidades de um ataque?). O assunto principal – uma grande ameaça terrorista – obviamente não é o problema, afinal, a série só existe por conta disso, mas outros elementos enfraqueceram a produção, e as mudanças de cenário (antes Washington e agora Nova York) infelizmente não fizeram muita coisa em prol da série como seus produtores/roteiristas imaginavam e gostariam. Fato é que lá se vão 10 episódios desse 8º dia, e o ponto é que até aqui as decepções foram mais frequentes do que os vários momentos empolgantes que a série já rendeu antes e parecia destinada a repetir baseado no início dessa temporada. Além disso, os roteiristas da série parecem ter se rendido mais aos exageros para resolver pequenos conflitos na trama (como o fato de Jack já ter sido torturado 2 vezes por pessoas diferentes em menos de 8 horas e o da CTU desarmando um homem bomba remotamente como o episódio 10 mostrou). E o que dizer dos coadjuvantes? Antes figuras fortes na trama através dos bons vilões, dos ocupantes da presidência (que saudade de David Palmer) ou dos outros membros da CTU, eles agora se resumem (com raras exceções né, Chloe?) a figuras apagadíssimas, desinteressantes, chatas e em alguns casos até mesmo irritantes como é o caso de Dana Walsh (um personagem que desperdiça o talento de Katee Sackoff). Honestamente espero ter interpretado mal as intenções dos roteiristas e produtores de 24 Horas nessa temporada, mas considerando o que vimos até aqui, não me parece injusto dizer que ela foi mal planejada comentando um pecado quase imperdoável: relegar seu protagonista a segundo plano em boa parte da ação. Nesse panorama, a dúvida que fica é uma só: será que Jack Bauer sozinho conseguirá salvar o dia e a série de um fim decadente?

    E para encerrar o post, vale lembrar que nessa terça-feira, 02 de março, rola estreia da nova versão de Parentohood nos EUA. Para quem está por fora, essa é a 2ª tentativa da rede NBC em replicar o sucesso do filme de mesmo nome dirigido por Ron Howard (Uma Mente Brilhante, O Código Da Vince) e estrelado por Steve Martin e Diane Wiest (a Gina de In Treatment) no final da década de 80. Traduzido no Brasil com o subtítulo ‘O tiro que não saiu pela culatra’(!?!?), e sem ignorar o bom humor, Parenthood girava em torno dos conflitos e dramas de pais e suas dificuldades para educar os filhos.

    Com a boa recepção que o filme teve nos EUA, uma série chegou a estrear na NBC em 1990 com Leonardo DiCaprio (então só um moleque desconhecido) no papel de um dos filhos da trama e com Joss Whedon como um dos roteiristas, mas a transição da telona para telinha não funcionou na época e um cancelamento prematuro ocorreu. Agora, passados quase 20 anos, a mesma NBC aposta em nomes famosos como Peter Krause (Six Feet Under), o veterano Craig T. Nelson e Lauren Graham (a Lorelai de Gilmore Girls) e muitos outros para transformar Parenthood num novo sucesso. A receita original é boa. Resta saber se a mistura fará jus.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Saiba mais sobre 'The Pacific', nova minissérie da HBO que estreia dia 14 de março

Reconhecida por dar tratamento cinematográfico a praticamente todas as suas produções, a HBO começa a exibir a partir do próximo dia 14 de março nos EUA sua nova minissérie, The Pacific. Produzida por Steven Spielberg e Tom Hanks, que reprisam sua parceria com Gary Goetzman atrás das câmeras depois da aclamada Band of Brothers, The Pacific explorará em 10 episódios, as sangrentas batalhas ocorridas no Pacífico do início em Guadalcanal, passando por Iwo Jima até o fim da 2ª Guerra Mundial, e claro, os muitos dramas e conflitos de homens tentando se equilibrar num contexto moralmente distinto e absurdamente inimaginável para nós.



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    No vídeo que você assiste acima, produtores e elenco falam sobre o processo de fazer a minissérie e afirmam que as histórias retratadas são ainda mais íntimas e impactantes que aquelas vistas em Band of Brothers. Aliás, à primeira vista encarada por muitos apenas como um tipo de continuação de BoB, The Pacific mostrará, nas palavras de Tom Hanks, que as perspectivas dos dois grandes cenários daquele conflito (Europa e Pacífico) foram bem diferentes entre si.

    The Pacific, que conta histórias a partir das experiências de três fuzileiros, Eugene Sledge (que escreveu um respeitado livro de memórias de combate), Robert Leckie (também autor de um livro depois da guerra) e John Basilone, empregou o mesmo planejamento visto na preparação de elenco para o filme O Resgate do Soldado Ryan e para minissérie Band of Brothers. De acordo com o vídeo, todos conviveram num campo de treinamento militar por um período onde aprenderam e experimentaram situações que pudessem retratar o sentimento do conflito real.

    Começando poucos dias depois do ataque japonês a Pearl Harbor, The Pacific trará como outra novidade em relação à sua antecessora BoB, o fato de explorar também o que se passou nas vidas daqueles homens pouco depois do fim do conflito e seus retornos para casa. Somado aos outros atributos, esse elemento faz da minissérie na minha opinião, programa obrigatório para quem gostou de BoB ou simplesmente gosta de ver bons retratos históricos sendo apresentados independente de quem sejam os protagonistas. Dito isso, não sei você, mas tô aqui contando as horas para conferir esse novo espetáculo visual e de importante conteúdo que a HBO preparou.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

No Brasil, consumidor geralmente é sinônimo de palhaço, mas há (raras) exceções

Antes de qualquer coisa uma boa notícia: as atualizações do blog serão retomadas essa semana com muita coisa bacana. Vocês não perdem por esperar ;)



O título do post pode até parecer meio off topic, mas acredite, tem tudo a ver com o blog, que na essência fala de entretenimento e do consumo que ele evidentemente gera. Esclarecimento feito, vamos ao que interessa pois creio que uma das situações que relato abaixo seja infelizmente comum demais, ao passo que a outra seja mais rara do que deveria.

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    Cinemark: um jeito 'sujo' de (des)respeito ao cliente

    Nesse domingo, 28 de fevereiro, Juliana e eu fomos ao Cinemark Botafogo no Rio de Janeiro para ver Toy Story 1 em 3-D na sessão de 12:50. Como vocês devem saber, comparativamente o preço dos ingressos de salas 3-D são em média 25% mais caros que os das salas convencionais (que já não são tão baratos assim, diga-se) e que para ver um filme em 3-D é necessário usar um daqueles óculos de plástico fornecidos pelo cinema. Dito isso, imaginem qual não foi minha surpresa ao abrir a embalagem plástica lacrada e encontrar os 2 óculos, o meu e o da Juliana, totalmente sujos e com marcas de dedos nas lentes. Faltando menos de 1 minuto para começar a sessão e já com as luzes quase todas apagadas (o que é natural, claro), não tive outra alternativa se não limpar os óculos na minha própria camisa. Encerrado o filme, porém, obviamente procurei pela gerência do Cinemark para cobrar explicações e quem sabe ouvir no mínimo um pedido de desculpas, afinal, ali eu era um cliente e merecia ser respeitado como tal. O que aconteceu porém, é que ao falar com uma Sra. chamada Greyce, que se identificou como gerente do Cinemark Botafogo, não tive qualquer explicação sobre os motivos dos óculos lacrados estarem tão sujos e muito menos um pedido de desculpas, já que a Sra. Greyce se limitou a dizer de forma nada cortês que se eu tinha ficado tão incomodado com a sujeira dos óculos, deveria ter saído da sala (mesmo que isso implicasse perder o começo do filme) e trocado os óculos. Pois é, parece que para a rede Cinemark, cliente/consumidor e palhaço são a mesma coisa.

    Em tempo, enviei um e-mail para o Cinemark cobrando uma posição e tão logo receba alguma resposta irei incluir aqui nesse mesmo post.

    Extra: uma empresa que leva a sério o bom relacionamento com cliente

    Na última 2ª feira, 22 de fevereiro, atraído por uma promoção exclusiva àquele dia divulgada pelo twitter oficial do Extra prometendo desconto de 20% para compras na loja de DVDs (que inclui Blu Rays) com o uso do cupom TWTDVD20, fiz o pedido dos BDs de Toy Story 1 e 2, com lançamento previsto para o próximo dia 6 de março. Para obter o desconto, a orientação do site é que se coloque o código do cupom na área apropriada o que acarretará na redução correspondente no final do pedido. Seguida a orientação, e finalizado o pedido, percebi que os 20% de desconto não haviam sido aplicados, o que me fez contatar o twitter do Extra logo em seguida, que me respondeu prontamente por mensagem direta informando que o problema seria averiguado e pouco depois, dessa vez por reply, indicando que o estorno referente aos 20% não computados no pedido seria feito. E isso tudo, notem, no mesmo dia e poucas horas depois que o problema ocorreu. Bacana, não? Acha que acabou por aí? Não, pois acrescentando mais um detalhe positivo ao caso, no sábado, 27 de fevereiro, recebi uma ligação do Extra informando que o valor do desconto a que teria direito no pedido poderia ser creditado diretamente em minha conta corrente se assim desejasse, o que evidentemente comprova o que eu disse no subtítulo desse textinho: o Extra, efetivamente leva a sério o bom relacionamento com seus clientes prezando não só por sua satisfação, mas sobretudo agindo com respeito, atitude cada vez mais rara nos processos de outras tantas empresas, não é Cinemark?

    Reclamações e elogios feitos, pergunto: já passaram pelo mesmo tipo de situações? Se sim, o que foi feito e o que é mais comum para vocês?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Reveladas novas artes do box 'Battlestar Galactica - A Série Completa'

Lançado em julho de 2009, o box de Blu Ray e DVD de Battlestar Gallactica - The Complete Series, fez sucesso lá fora por conta sobretudo do mimo que trazia: um miniatura de cylon. Contudo, com a posterior chegada do telefilme Battlestar Galactica: The Plan, os fãs que investiram uma grana pesada no box logo se sentiram enganados, já que o tal box vendido como sendo da série completa já não podia mais ostentar esse título.

Visando corrigir esse problema, a Universal americana anunciou há duas semanas atrás, que vai relançar o box da série completa que incluirá uma versão sem cortes e estendida do telefilme The Plan. A distribuidora no entanto, parece já ter confirmado que os 10 Websódios 'The Face of the Enemy' infelizmente não farão parte desse relançamento.



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    O box que terá nova arte (vide foto acima), também será simplificado. Enquanto a versão em DVD virá em slim snap cases, a de Blu Ray virá num Digipack. A justificativa da Universal lá fora é que com custos menores, a revenda pode baratear o produto. A Amazon por exemplo, já faz pré-venda do box em DVD a US$143 e do de Blu Ray que será vendido a US$ 178.

    Outro detalhe curioso desse relançamento, é que os fãs que adquiriram a primeira versão desse The Complete Series, poderão receber de graça as novas embalagens, desde que tenham registrado sua compra original junto à distribuidora. A oferta no entanto só vale para quem mora nos EUA.

    Enquanto isso no Brasil, os fãs da série só encontram nas lojas as versões individuais e vagabundas lançadas em Full Screen sem qualquer material extra. Pena.

    Com informações do TV Shows on DVD

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Teaser trailers de 4 blockbusters que você verá em breve nos cinemas



Durante os intervalos da finalíssima do futebol americano, o Super Bowl, vencido pelo New Orleans Saints, teaser trailers de 4 aguardados blockbusters foram exibidos. O que você vê aqui em cima é o de Robin Hood, versão de Ridley Scott com Russel Crowe no papel do anti-herói das florestas de Sherwood. Na sequência, tem teasers de O Lobisomen, Alice no País das Maravilhas e Príncipe da Pérsia, sim, aquele dos games.

VEJA TODOS...

    O Lobisomen, com Benicio Del Toro e Anthony Hopkins. Estreia em 12 de fevereiro.

    Alice no País das Maravilhas, com Johnny Depp, Anne Hathaway e Helena Bohan Carter. Filme dirigido por Tim Burton com cópias em 3-D. Estreia em 16 de abril.

    Príncipe da Pérsia, com Jake Gyllenhall no papel do famoso personagem dos games em filme dirigido por Mike Newell e produzido por Jerry Bruckheimer, que espera conseguir emplacar uma nova trilogia de sucesso nos cinemas depois de Piratas do Caribe. Estreia em 4 de junho



Será que dá para se animar com algum?

domingo, 31 de janeiro de 2010

Colunista revela grande SPOILER de Tropa de Elite 2

Até então guardados a sete chaves, detalhes da trama de Tropa de Elite 2 começam a ser divulgados aos poucos pela imprensa. A informação mais recente dada pelo colunista de O Globo, Ancelmo Gois, revela não só o que acontece numa cena importante do filme, bem como uma das grandes surpresas reservadas para a produção. Abaixo reproduzo a nota* que tem o título "A arte imita a vida" na íntegra, portanto NÃO leia o restante deste post se quiser evitar o spoiler.

TER CERTEZA QUE QUER SABER?

    *Retirada da coluna de Ancelmo Gois no O Globo de domingo, 31/01/2010

    José Padilha, o cineasta, gravou sexta no plenário da Assembleia do Rio, uma cena de "Tropa de Elite 2". Na sequência, o capitão Nascimento (Wagner Moura) acusa um deputado de ser o mandante da morte de seu amigo Matias (André Ramiro). "Só uns sete deputados não estão no esquema de corrupção", brada.

    ***

    Agora vamos lá. Se no primeiro filme, o assassinato de Neto (Caio Junqueira) servia de motivação para Matias abraçar de vez a ideologia dos caveiras do BOPE e fazer justiça com as próprias mãos, alguém duvida que Nascimento - que obviamente não precisa de motivação nenhuma para fazer o mesmo - irá colocar a vingança pessoal como um dos principais focos de toda trama especulada para ser explorada em Tropa 2?


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

5 razões para assistir Caprica


A última sexta-feira, 22 de janeiro, marcou a estreia de Caprica, série spin-off prólogo da aclamada Battlestar Galactica. Meu comentário sobre o episódio Piloto que vi em abril de 2009 você encontra aqui, e agora que a série começa efetivamente a caminhar (o 2º episódio será exibido nessa 6ª feira, 29, no canal americano Sy Fy), é mais do que válido tentar convencer mais gente a dar uma chance à série. Sendo assim, recorro ao ótimo texto escrito por Annalee Newitz do i09 onde ela fala sobre os 5 motivos que podem fazer de Caprica a melhor nova série sci fi da temporada. Confere aí.

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    1. Um mundo novo intrigante e contemplativo

    A criação do mundo de Caprica e de sua cultura é simplesmente soberba. Somos apresentados a uma cultura onde o paganismo é natural e a moral sexual extremamente liberal, mas onde imigrantes ainda sofrem discriminação e os monoteístas são exceção. Diferente da maioria das séries sci fi, onde a construção do mundo que se mostra é geralmente “igual a tudo que conhecemos, mas com tecnologia superior”, Caprica nos desafia a imaginar uma sociedade radicalmente diferente da nossa. Além disso, o conceito visual da cidade é de tirar o fôlego. A tecnologia com quê futurista também nào passa em branco.

    2. Uma história que mostra o nascimento da Inteligência Artificial e que parece original

    Muitas das histórias de ficção científica contemporâneas, da franquia O Exterminador do Futuro a Star Trek: The Next Generation, lida com o que acontece quando finalmente criamos a Inteligência Artificial (IA). Será que ela vai se levantar e nos destuir como a Skynet or vai tentar se encaixar na sociedade humana como Data? Já vimos vários exemplos de criações com IA vingativos, mas uma zelosa adolescente religiosa presa no corpo de uma máquina de matar criada por seu rico e milionário pai? O início da série não só é original, como também apresenta um monte de questões emocionais e éticas.

    3. A família Adama

    Raramente uma família foi tão interessante na ficção científica como a dos Adamas parece ser em Caprica. Preso entre duas culturas e equilibrando-se numa linha entre criminalidade e respeitabilidade, Joseph Adama é um personagem que tem problemas que quero conhecer. Além disso, seu irmão Sam, um pequeno gangster com coração de ouro, é outro cara que merece ser visto de perto. Aliás, essa ideia de ver mafiosos em outro planeta me ganhou.

    4. Ótimas atuações

    Com Essai Morales e Eric Stolz como os protagonistas Joseph Adama e Daniel Graystone, não preciso dizer que as atuações nessa série serão ótimas. (BSG também tinha isso, portanto Caprica mantém a qualidade desse aspecto da franquia.) Sasha Roiz como Sam Adama já surge muito bem, assim como Magda Apanowicz como a amiga de Zoe Graystone, Lacy. Alessandra Torresani é provavelmente o elo mais fraco como Zoe, mas é inegável que pode evoluir. Dado que essa série trata de dramas pessoais bem como de uma narrativa sci fi épica, é crucial que os personagens principais sejam capazes de mostrar emoções sutis e conflitos – e vamos combinar, que pelo início fizeram exatamente isso. No Piloto, Stolz faz um ótimo trabalho personificando um cara que é incrivelmente manipulador ainda que seja também sincero no que faz.

    5. Drama que depende de elementos da trama sci fi, mas que não são completamente focados neles.

    Já falei que o drama é um dos pontos fortes dessa série. Uma das coisas que já faz de Caprica uma das melhores da temporada, é o fato de que ela consegue explorar drama do tipo que esperaríamos ver em The Wire, ao mesmo tempo em que não perde a noção de que seu arco narrativo é centrado em coisas basicamente ligadas à ficção científica. Essa é uma série sobre como duas novas tecnologias – o holoband e os cylons – se unem para criar a inteligência artificial. E muitos dos dramas humanos trata dessa tecnologia também. Em outras palavras, isso é ficção alimentada por drama e ciência, o que é uma coisa rara e incrível.

    Não dá para dizer onde essa série vai parar, mas considerando essas razões, penso que vale muito à pena acompanhar cada episódio.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O retorno matador de Damages!

Comentário de “Your Secrets Are Safe”, episódio exibido no dia 25/01/2010 nos EUA



Com o tempo cada vez mais escasso, no fim das contas vejo muito menos filmes e séries do que gostaria, mas dentre as produções da telinha que faço questão de ver assim que são exibidas, uma delas é Damages. Retornando à tv americana na noite da segunda-feira, 25 de janeiro, para sua 3ª e provavelmente última temporada, Damages fez o que muitos já julgavam improvável: retomou a fórmula que fez dela um sucesso de crítica em seu 1º ano e ao amarrar o grande caso da vez (e suas várias camadas de conspiração) diretamente às vidas de seus personagens principais, acaba conferindo à trama um senso maior de complexidade digno dos melhores thrillers.

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    Claramente inspirada pelo escândalo financeiro real de Bernard Madoff, a trama da vez coloca Patty Hewes (Glenn Close) liderando um processo que visa recuperar bilhões de dólares desviados numa grande fraude orquestrada por Lois Tobin, um figurão de Wall Street. Obviamente, por se tratar de Damages nem tudo é preto e branco na trama, que com as já habituais idas e vindas da história, não demora muito para explorar joguinhos psicológicos entre os mais diversos personagens (novos e veteranos) e, claro, surpreender com reviravoltas impactantes no presente e principalmente no futuro.

    Desse início, o que mais chamou minha atenção, além do caso, claro, que de fato é bem interessante, foi a postura de Ellen (Rose Byrne). Aparentemente disposta a permanecer longe de Patty e de sua influência manipuladora, a jovem advogada ressurge trabalhando na Promotoria Pública. Porém, quando ela reencontra Tom Shayes (Tate Donavan) - pego de surpresa ao saber que sua chefe decidira acrescentar seu nome à firma -, e mais tarde a própria Patty, de quem ganha um valioso presente diretamente ligado à maior reviravolta da trama, Ellen logo se vê envolvida pela tentação de retornar a agora Hewes and Shayes Associates.

    Falando da tal reviravolta, ela é tão boa e chocante, que não deve ser comentada textualmente, mas sim descoberta assistindo. Dela, só digo que tem elementos suficientemente fortes para corroborar o que o produtor Todd A. Kessler disse em entrevista à EW sobre o tema central que a série levanta: Qual é o preço que se paga pelo sucesso? Exemplos já vimos aos montes nas duas temporadas anteriores, mas julgando por este 1º episódio, parece que o impacto dessa resposta e as consequências que dela advém serão ainda mais chocantes dessa vez, principalmente quando se conta com tantos personagens moral e eticamente ambíguos, cujas agendas nunca ficam claras, vide o comportamento errático do filho que aparentemente não compactua com a fraude perpetrada por seu pai, Joe Tobin (Campbell Scott), Marilyn Tobin (a veterana Lily Tomlin) fazendo a esposa fiel, e o calculista advogado Leonard Winstone (Martin Short).

    Não sei se você ficou meio decepcionado(a) com a (nem tão regular) 2ª temporada, mas se vale o conselho, corra para ver o episódio que marca esse retorno de Damages e delicie-se com o prazer de ser novamente desafiado por um jogo de xadrez inteligente, instigante e cheio de surpresas a cada nova jogada. (Re)Investir na série é retorno certo e garantido de boa diversão. Pode confiar.