domingo, 14 de março de 2010

Ilha do Medo (Shutter Island)

Inteligente, engenhoso, instigante e sensacional. Assim é Ilha do Medo (Shutter Island no original), o mais novo filme do fora de série, Martin Scorsese. Misturando elementos dos melhores thrillers, suspenses e noir, o diretor constrói uma história que prende não só por sua narrativa envolvente, mas sobretudo pelas ótimas viradas na trama, e que longe de serem gratuitas, garantem ao fim da projeção uma conclusão óbvia: Ilha do Medo, é fácilmente (pelo menos por enquanto, claro) o melhor filme do ano.

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    Em sua quarta colaboração com Scorsese, Leonardo DiCaprio (melhor e mais dedicado a cada novo papel) é o protagonista desse filme que narra a história de um agente federal chamado Teddy Daniels, que em 1954 é incumbido de investigar, com a ajuda de um novo parceiro, Chuck Aule (Mark Ruffalo), o misterioso desaparecimento de uma paciente internada/presa num hospital psiquiátrico da ilha que dá título ao filme no original, e que se dedica a tratar de pessoas ditas insanas que cometeram crimes.

    Apoiado num elenco talentoso que conta com coadjuvantes da estatura de Ben Kinsgley (o eterno Gandhi do cinema) no papel do Dr. Cawley, diretor da instituição, do veteraníssimo Max von Sydow (o padre Merrin de O Exorcista) no papel de outro psiquiatra e de Jackie Earle Haley (o Rorschack de Watchmen) num papel pequeno, mas não menos fundamental, Scorsese faz um filme que subverte as expectativas do espectador a cada nova sequência pontuada por uma ótima trilha ou por planos que traduzem bem a elegância e o talento do diretor em retratar medos, angústias e as mais distintas sensações/emoções.

    Lembrando em muitos aspectos obras como o Sexto Sentido de Shyamalan e até mesmo Identidade (filme de 2003 com John Cusack) pelas viradas inteligentes e engenhosas envolvendo seu protagonista, Ilha do Medo (que nasceu de um livro escrito em 2003 por Dennis Lehane, o mesmo de Sobre Meninos e Lobos) é uma fascinante viagem que expõe os subterfúgios que a mente humana pode criar como válvula de escape de uma realidade que se quer esquecer.

    Falar mais é entregar o grande segredo do filme, que a exemplo do citado Sexto Sentido, dá dicas* sutis desde o início para que se mate a charada da história, o que por tabela tende a transformar a produção numa experiência ainda mais interessante de se rever. Mestre na arte que explora, Scorsese faz da Ilha do Medo um filme imperdível de múltiplos gêneros num só.

    Cotação:

    *Como citei, ao longo do filme pequenas dicas ajudam a revelar sua grande virada. Abaixo enumero algumas delas e obviamente se você ainda não assistiu, deixe para lê-las depois a fim de não estragar a surpresa reservada.

    - No início do filme, Teddy (DiCaprio) pergunta sobre o escritório de Seattle onde Chuck trabalhava. Este no entanto, diz ser de Portland. Quando em outro momento do filme (na cena do penhasco próximo ao farol), Teddy pergunta como Chuck achava que estaria o tempo em Portland, este o corrige dizendo ser de Seattle.

    - Assim que chegam à Ilha, o chefe de segurança pede que Teddy e Chuck entreguem suas armas. Nessa cena, fica clara a falta de habilidade de Chuck no manejo do coldre, o que obviamente já indicava que Chuck não era quem dizia ser.

    - O “Fuja” do curto recado escrito pela paciente Bridget (a que matou o marido) na cena das entrevistas na cafeteria, podia não significar nada, mas ao ter sido feito num momento em que Chuck se afastara da mesa, deixava no ar mais uma suspeita de que aquele cara escondia algo, como o fim mostra ao revelá-lo como o psiquiatra de Teddy/Andrew Laeddis.

    - Na cena em que Teddy e Chuck são obrigados a usar aquelas roupas brancas, dá para ouvir um dos pacientes ao fundo dizendo, “Não sei o que tenho que falar”, o que claro, era mais um sinal de que quase tudo daquilo se tratava de um teatro ensaiado.

    - Embora tenha dito que sua esposa Dolores (Michelle Willians) morrera num incêndio, nas várias sequências em que ela aparece está sempre molhada, o que casa com crime que cometeu: o chocante afogamento dos filhos. Fora isso, numa determinada cena, ela aparece com um ferimento no abdomen, que foi justamente o que causou sua morte após ser baleada por Teddy/Andrew.

    - Toda situação envolvendo o suposto desaparecimento de Rachel Solondo e seu posterior reaparecimento, soava implausível demais para ser real. Assim, só dava mesmo para interpretá-la como uma grande armação, que claro, mais tarde fica evidente como tendo sido mais um dos artifícios usados pelos doutores Cawley e Sheehan (Chuck) na tentativa de obrigar Teddy/Andrew a encarar a realidade.

    Agora para encerrar, vale destacar a dúvida que o fim do filme planta: pouco depois de reconhecer a realidade que poderia lhe trazer a sanidade de volta, Andrew retomar a personalidade de Teddy obrigando os médicos a abandonarem os métodos até então utilizados para recorrer à lobotomia. Mas será que Andrew regrediu mesmo ou apenas fingiu tentando encontrar a fuga definitiva para a realidade que não queria aceitar?

sábado, 13 de março de 2010

As 10 produções mais rentáveis da tv americana

Tirando as transmissões esportivas, quais são os programas mais rentáveis em termos da publicidade que atraem na tv americana? Para responder essa pergunta, a conceituada revista Forbes fez um levantamento a partir de dados da consultoria Kantar Media, empresa especializada em acompanhar os gastos com propaganda, e construiu um ranking que revela dados bem curiosos.

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    No 1º lugar da lista, nenhuma surpresa. American Idol, da Fox, o programa campeão de audiência com médias de 26 milhões de telespectadores, passeia fácil à frente do ranking faturando pouco mais de US$ 8 milhões de dólares por cada meia hora de programa, o que significa dizer que o mega salário de Simon Cowell (estimado em US$40 milhões) pode ser pago com 'meros' 3 episódios... Em 2º lugar, vem a comédia (a única nas primeiras posições do ranking) Two and a Half Men, que atraindo pouco mais da metade da audiência de AI, gera cerca de 3,1 milhões à CBS. Na sequência, vem 24 Horas da Fox e outras 5 séries da ABC, incluindo a novata “V” e a já veterana Lost.

    O levantamento revela ainda outro dado curioso. Audiência alta nem sempre é garantia de anunciantes dispostos a pagar muito. CSI por exemplo, tem média de 16 milhões por episódio, mas rende US$2,1 por cada meia hora. Já a novata e badalada Glee, por ainda não ter definido bem o tipo de série que pretende ser (comédia pura, dramédia, musical...) ainda não atraiu o interesse financeiro que os figurões da Fox esperam, o que a coloca apenas na 45ª posição do ranking rendendo cerca de US$1,4 milhão por cada meia hora de programa.

    Veja a lista dos 10 programas mais rentáveis *

    * Quanto gera em milhões de dólares por cada meia hora

    1. American Idol - Fox - 8.1
    2. Two and a Half Men - CBS - 3.1
    3. 24 - Fox - 3
    4. Grey’s Anatomy - ABC 2.8
    5. ‘V’ - ABC - 2,8
    6. Desperate Housewives - ABC - 2.7
    7. Dancing with the Stars - ABC - 2.6
    8. Lost – ABC - 2.5
    9. Survivor – CBS – 2,2
    10 CSI – 2,1

terça-feira, 9 de março de 2010

Radar Dude News (09 de março)

Que tal sacudir a poeira dessa coluninha há tempos esquecida no blog? Pois então confira o cardápio: o melancólico e lamentável fim de Nip/Tuck; a estreia de Parenthood; a cada vez mais previsível 8ª temporada de 24 Horas; a renovação de Fringe; Spock em The Big Bang Theory; um ótimo extra do Blu Ray de Arquivo X 2 e as primeiras informações da 5ª temporada de Dexter! Tudo isso e um mais um pouco logo abaixo.

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    O terrível fim de Nip/Tuck

    Sério mesmo. Não tentem elogiar Ryan Murphy perto de mim. O criador da atualmente badalada Glee (aquela série musical da Fox focada num grupo de estudantes excluídos) é um grande filho da p... O que esse cara fez com Nip/Tuck, cujo episódio final foi exibido semana passada nos EUA foi um horror. E ok, eu reconheço que a série já tinha saído dos trilhos há pelo menos 2 temporadas quando tiveram a infeliz ideia de tirar os dois cirurgiões plásticos de Miami e mudá-los para Los Angeles dando um semi reboot na trama, mas daí a transformar a série num festival de tortura para quem persistiu e destruir o desenvolvimento de suas personagens construído ao longo dos primeiros anos foi um absurdo total. Obviamente, eu não esperava que fosse ver um final excepcional dadas as severas e lamentáveis mudanças que foram introduzidas, mas confesso que torcia para que pelo menos aos 44 do segundo tempo aqueles outrora cativantes e complexos personagens tivessem um desfecho minimamente mais justo (o que não significa feliz) de suas histórias. Não vou entrar nos detalhes específicos que culminaram nessa minha enorme decepção, porque sei que muita gente ainda pretende ver como a série termina, mas posso dizer desde já que NUNCA mais perderei meu tempo vendo alguma coisa escrita por esse picareta chamado Ryan Murphy.

    Parenthood, a Brothers and Sisters da NBC?

    Sim, eu sei que é bem precipitado cravar essa afirmação, mas o que é que eu vou fazer se foi exatamente essa impressão que eu tive quando terminei de assistir o Piloto desse recém estreado remake de Parenthood? Sim, a série parece ter mais humor que aquela da família Walker, mas o drama e os conflitos de família estão todos lá da mesmíssima forma. Nessa segunda tentativa de transformar Parentehood numa série de sucesso (a primeira foi feita no início dos anos 90 pela mesma NBC), as melhores coisas que surgem numa primeira olhada são os personagens de Peter Krause (Six Feet Under) e de Lauren Graham (Gilmore Girls). Ambos, diga-se, parecem unidimensionais demais, mas ao mesmo tempo tem o carisma necessário para tornarem seus persongens, que são irmãos na série, em figuras mais interessantes. Dito isso, Parenthood é uma série imperdível? Não, mas tão pouco merece ser descartada sem ter algumas chances de dizer a que veio, já que com textos razoáveis girando em torno dos conflitos das relações em família e um elenco bem variado, pode ser exatamente o que você procura. Ou não.

    Fringe renovada para 3ª temporada

    Pronto. Chega de sofrer de ansiedade achando que Fringe não passa desse segundo ano. A Fox confirmou no último sábado que a série criada por J.J. Abrams vai mesmo ter 3ª temporada com estreia programada para setembro nos EUA. Quem deu a notícia foi o próprio presidente de entretenimento da Fox, Kevin Reilly, que reconheceu no esforço da equipe de produção da série em criar histórias envolventes e de qualidade, a justificativa perfeita para que a série tenha continuidade. Até então, um dos grandes temores sobre o futuro da série girava em torno do fato dela jamais ter alcançado números estrondosos na audiência (Fringe ocupa a 50ª posição no ranking das maiores audiências da tv americana) ainda que alcance bons resultados junto ao público alvo que interessa anunciantes. Seja lá qual for real o motivo que culminou na decisão de renovação, vale torcer desde já para que o restante dessa 2ª temporada (que volta com episódios inéditos no dia 1 de abril nos EUA) consiga ser efetivamente empolgante, e que seu terceiro ano traga tramas mais centradas na mitologia da série fugindo da irregularidade que permeou alguns episódios até aqui.

    Spock aparecendo em The Big Bang Theory?

    Pois é, mais ou menos isso. Segundo informação repercutida pela EW na segunda-feira, 8 de março, o produtor da ótima comédia The Big Bang Theory, Bill Prady, estaria interessado em convidar o ator Leonard Nimoy, o Spock de Star Trek para aparecer no início da próxima temporada da série. Prady, lembra que um convite já havia sido feito ao veterano ator na 2ª temporada, que no entanto recusara à época dizendo que estava aposentado. Contudo, como agora Nimoy tem aparecido esporadicamente em Fringe no papel de William Bell, Prady tem fé de que o ator repense sua posição de aparecer pelo menos nos sonhos de Sheldon Cooper, seu grande fã na série e que guarda inclusive um lenço usado pelo ator como relíquia. Aceita, Nimoy! É só isso pelo que podemos torcer para o bem das nossas risadas.

    Comédias da NBC renovadas para a próxima temporada

    Tá, eu sei que todo mundo baba ovo para a papa prêmios 30 Rock e para a novata Community, mas a verdade é que ainda que reconheça qualidades em ambas, até agora não consegui achar nenhuma das duas essa brastemp toda que algumas pessoas gostam de apregoar. Dito isso, quem se importa com a minha opinião, não é mesmo? O que interessa é que a NBC renovou ambas para novas temporadas. 30 Rock irá para seu quinto ano, e Community para seu segundo. Outra comédia da NBC que também ganhou mais uma temporada foi a – para mim - divertidíssima The Office, que entrará em sua 7ª temporada a partir de setembro nos EUA. Felizes?

    Arquivo X em ordem cronológica

    Não é surpresa para ninguém que o segundo filme da saudosa Arquivo X se transformou numa grande decepção tanto nas bilheterias quanto nas críticas. Eu mesmo que sou fã incondicional da série lamentei a chance que Chris Carter e cia perderam de fazer um filme que não só revisitasse os queridos personagens Mulder e Scully, mas que reavivasse o interesse pela grande mitologia que a série construiu ao longo de sua existência. Com isso em mente, por que eu iria querer comprar o Blu Ray do filme lançado em 2009? Simples. Há um extra no disco que remonta através de textos, imagens e pequenos clipes, toda cronologia da série desde os primórdios de sua história até os eventos do filme. É bastante informação bacana que ajuda a relembrar de forma bem organizada alguns dos momentos mais marcantes da série através dos mistérios e conspirações e da ligação dos personagens com elas. Imperdível!

    O que esperar da 5ª temporada de Dexter

    Com spoiler para quem ainda NÃO viu o quarto ano da série

    Após o chocante fim da 4ª temporada, uma das grandes perguntas que ficaram no ar era sobre como veríamos Dexter no início do desde já esperadíssimo quinto ano da série. Conversando com a EW pouco antes do painel de Dexter realizado na semana passada no Paley Fest em Los Angeles, a produtora Sara Colleton revelou que a temporada começará pouco tempo depois do final do trágico evento que mostrou a morte de Rita. “Iremos ver Dexter encarando o processo da perda e como aquilo impactará ainda mais sua já conturbada mente dividida entre o homem que só quer ser normal e aquele sedento por sangue. É importante que vejamos como ele reagirá”, disse Colleton, complementando ainda que a nova temporada não deve se focar num grande antagonista como aconteceu antes. “Queremos buscar uma forma de fazer tudo soar original e singular de novo”, encerrou ela de forma enigmática. Ansiosos?

    A estreia de The Pacific

    Vocês já sabem da minha alta expectativa com relação a The Pacific, certo? Pois é, então não esqueça de correr atrás da minissérie cujo primeiro episódio de um total de dez vai ao ar no próximo domingo, 14 de março, nos EUA pela HBO. Programa obrigatório.

    A cada vez mais decepcionante 8ª temporada de 24 Horas

    Com spoilers para quem não acompanha a série pela exibição americana

    E a trama dessa 8ª temporada de 24 Horas, hein? Mais previsível que o Adriano faltando treinos no Flamengo. Piadinha sem graça à parte, sinceramente tô bem desanimado com a série. Estamos praticamente na metade da temporada (faltam 13 episódios) e a verdade é que não se vê mais nada de novo nas histórias, as supostas reviravoltas não causam impacto (ah, o chefe de segurança do presidente Omar tá envolvido na conspiração e a filha corre perigo? Zzzzz), a personagem da Katee “Starbuck” Sackoff fica cada vez mais irritante e os roteiristas cada vez menos criativos. Vamos lá, tirando a cena do Jack Bauer malvadão ameaçando matar a mãe do terrorista, os outros 40 minutos desse 11º episódio foram absolutamente sonolentos e fáceis de imaginar no que culiminariam. Enfim, tenho saudades daquela série empolgante de outrora, e assim se for para série continuar desse jeito é melhor que Bauer possa descansar definitivamente ao fim desse oitavo dia. Discorda?

    Atualização: Matéria da Variety publicada no fim da noite da terça, aponta que a Fox deve anunciar em breve que 24 Horas será realmente encerrada nessa temporada.

quarta-feira, 3 de março de 2010

The Big Bang Theory e a camisa interativa do Raj

Será que alguém em sã consciência ainda tem coragem de questionar o fato de que "The Big Bang Theory" é uma das melhores comédias da atualidade? Sim, é notório que pelo menos metade da graça da série se concentre no egocêntrico Sheldon Cooper (o ótimo Jim Parsons), sua verborragia nerd incontrolável e sua total falta de superego, o elemento que internaliza nosso senso de limites e bom senso e que simplesmente inexiste no divertido PhD em física. Dito isso, não dá para ser injusto e ignorar que a composição dos outros 4 personagens (que servem de escada para Sheldon, geralmente) também é imprescindível para garantir um equilíbrio homogêneo das situações sempre comuns, mas que vivenciadas por aquela turma de quatro amigos nerds acompanhados por Penny rende sempre muitas risadas.

A CAMISA INTERATIVA DO RAJ

    Com spoilers para quem não acompanha a série pela exibição americana

    Em "The Excelsior Aquisition", 16º episódio da 3ª temporada, Sheldon vai parar na cadeia depois de arrumar confusão com um juiz por conta de uma infração de trânsito; Stan Lee, o mago dos quadrinhos aparece numa divertida participação especial, e Raj rouba a cena toda vez que aparece usando sua camiseta interativa cheia de efeitos sonoros modelo euqueroumaparamimjá!

    É besteira eu sei, mas duvido que ao ver o episódio você não tenha ficado com vontade de ter uma dessas na sua coleção. A boa notícia? A camiseta está à venda no Think Geek (título sugestivo, não?) por US$29,99 + custo de envio expresso. A personal soundtrack shirt, vem com um pequeno controle embutido que permite o uso de até 20 sons diferentes em formato mp3 e que podem ser trocados. Ou seja, perfeita para dar uma de Raj e impressionar num encontro com amigos ou para te ajudar a pagar mico por aí ;)


    Em tempo, se você ficou tentado a encomendar uma dessas, saiba que usando o cupom 9HBB antes de finalizar a compra, ganha US$5 de desconto para pedidos acima de US$ 25. Dica válida até as 23:59 (horário americano) do dia 03/03/2010.

    Meu agradecimento a Sara e ao Lucas pela dica do site :)

terça-feira, 2 de março de 2010

Como Fringe promete nos chocar com o final da 2ª temporada

O final da 1ª temporada de Fringe revelou as torres gêmeas ainda intactas em Nova York num universo alternativo. Portanto, como superar aquilo? O criador e produtor da série, J.J. Abrams contou ao Sci Fi Wire (em matéria escrita por Fred Topel cujos trechos você confere abaixo), que o final dessa 2ª vai de fato superar aquilo de um jeito mais profundo.

“A ideia do universo alternativo está no centro do que vai acontecer”, disse J.J. Abrams numa entrevista concedida no domingo em Los Angeles. “Sem entregar nada, penso que o final dessa temporada é mais rico, melhor e mais profundo que o da 1ª. O que vimos lá foi chocante, mas acho que o dessa temporada é diferente, mas igualmente impactante.”

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    Nenhuma porta deve ser totalmente fechada no final. Isso é Fringe, no fim das contas e tudo é possível. “Há certas coisas que vão acontecer que podem resolver certas histórias, mas para outras um senso de infinitas possibilidades ficará em aberto.”

    A 2ª temporada de Fringe recomeça no dia 1 de abril nos EUA com sete novos episódios. Abrams disse que o que marca esse retorno no dia da mentira é incrível.

    “É um dos meus favoritos. Brinca com o lance de ser retrô e estranho. É de fato um episódio muito bom”, disse Abrams.

    Sobre a renovação da série para uma 3ª temporada

    “Ainda não há nada oficial por parte da Fox, mas meus dedos estão cruzados”, comentou o produtor dizendo que o time que ele comanda ainda tem muitas histórias para contar. “Espero que tenhamos a chance de torná-las realidade e não ter apenas que contar para vocês como elas seriam.”

    ***

    Particularmente me junto à torcida de Abrams, mas e você, acha que Fringe merece ser renovada?

Surpresas da 3ª temporada de Damages, decepções da 8ª de 24 Horas e a estreia de Parenthood

*** Com spoilers para quem não segue a ordem de exibição da tv americana ***

Além de mostrar o progressivo envolvimento desesperado de Tom Shayes (Tate Donavan) no processo da fraude que atingiu-o pessoalmente e o levará à morte (como visto na estreia), um dos aspectos mais fascinantes que essa 3ª temporada de Damages tem explorado além do novo(?) papel de Ellen Parsons, é a figura de Joe Tobin, um homem que dividido pelo conflito de fazer o que seria certo, e aquilo que seria melhor para sua família, acaba optando por caminhos obscuros que o fazem ignorar qualquer moral (sem fugir do preço a ser pago por isso, claro) para usufruir do lucro que o rombo perpetrado por seu covarde pai pode render. Dito isso, sei que tem gente que nem tá dando bola para esse pedaço da trama, mas particularmente tenho gostado muito do trabalho do Campbell Scott, que sem maiores estardalhaços vem vendendo muito bem um personagem assombrado pela fragilidade, mas que ao mesmo tempo consegue ser ameaçador, simplesmente porque nunca dá dicas de quais serão seus próximos passos, algo que inclusive se reflete na trama da série de uma maneira geral. Fora isso, ver Patty Hewes jogando e manipulando as peças (vide o teste que fez com sua nova funcionária) é inegavelmente um recurso sempre interessante, sobretudo por conta da competente atuação fria, mas incisiva da ótima Glenn Close. Metade da temporada se foi e não faço a menor ideia do que vem pela frente, e para ser sincero nem tento adivinhar, afinal, com Damages o prazer de ser surpreendido a cada nova revalação ou virada continua sendo o grande charme da série. Quem não assiste não sabe o que está perdendo.

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    Em muitos aspectos, as três temporadas mais recentes de 24 Horas deixam sempre um gosto de déjà vu no ar, quase como se fossem um remake de anos anteriores (quantas vezes vimos o/a presidente discutindo as possíveis casualidades de um ataque?). O assunto principal – uma grande ameaça terrorista – obviamente não é o problema, afinal, a série só existe por conta disso, mas outros elementos enfraqueceram a produção, e as mudanças de cenário (antes Washington e agora Nova York) infelizmente não fizeram muita coisa em prol da série como seus produtores/roteiristas imaginavam e gostariam. Fato é que lá se vão 10 episódios desse 8º dia, e o ponto é que até aqui as decepções foram mais frequentes do que os vários momentos empolgantes que a série já rendeu antes e parecia destinada a repetir baseado no início dessa temporada. Além disso, os roteiristas da série parecem ter se rendido mais aos exageros para resolver pequenos conflitos na trama (como o fato de Jack já ter sido torturado 2 vezes por pessoas diferentes em menos de 8 horas e o da CTU desarmando um homem bomba remotamente como o episódio 10 mostrou). E o que dizer dos coadjuvantes? Antes figuras fortes na trama através dos bons vilões, dos ocupantes da presidência (que saudade de David Palmer) ou dos outros membros da CTU, eles agora se resumem (com raras exceções né, Chloe?) a figuras apagadíssimas, desinteressantes, chatas e em alguns casos até mesmo irritantes como é o caso de Dana Walsh (um personagem que desperdiça o talento de Katee Sackoff). Honestamente espero ter interpretado mal as intenções dos roteiristas e produtores de 24 Horas nessa temporada, mas considerando o que vimos até aqui, não me parece injusto dizer que ela foi mal planejada comentando um pecado quase imperdoável: relegar seu protagonista a segundo plano em boa parte da ação. Nesse panorama, a dúvida que fica é uma só: será que Jack Bauer sozinho conseguirá salvar o dia e a série de um fim decadente?

    E para encerrar o post, vale lembrar que nessa terça-feira, 02 de março, rola estreia da nova versão de Parentohood nos EUA. Para quem está por fora, essa é a 2ª tentativa da rede NBC em replicar o sucesso do filme de mesmo nome dirigido por Ron Howard (Uma Mente Brilhante, O Código Da Vince) e estrelado por Steve Martin e Diane Wiest (a Gina de In Treatment) no final da década de 80. Traduzido no Brasil com o subtítulo ‘O tiro que não saiu pela culatra’(!?!?), e sem ignorar o bom humor, Parenthood girava em torno dos conflitos e dramas de pais e suas dificuldades para educar os filhos.

    Com a boa recepção que o filme teve nos EUA, uma série chegou a estrear na NBC em 1990 com Leonardo DiCaprio (então só um moleque desconhecido) no papel de um dos filhos da trama e com Joss Whedon como um dos roteiristas, mas a transição da telona para telinha não funcionou na época e um cancelamento prematuro ocorreu. Agora, passados quase 20 anos, a mesma NBC aposta em nomes famosos como Peter Krause (Six Feet Under), o veterano Craig T. Nelson e Lauren Graham (a Lorelai de Gilmore Girls) e muitos outros para transformar Parenthood num novo sucesso. A receita original é boa. Resta saber se a mistura fará jus.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Saiba mais sobre 'The Pacific', nova minissérie da HBO que estreia dia 14 de março

Reconhecida por dar tratamento cinematográfico a praticamente todas as suas produções, a HBO começa a exibir a partir do próximo dia 14 de março nos EUA sua nova minissérie, The Pacific. Produzida por Steven Spielberg e Tom Hanks, que reprisam sua parceria com Gary Goetzman atrás das câmeras depois da aclamada Band of Brothers, The Pacific explorará em 10 episódios, as sangrentas batalhas ocorridas no Pacífico do início em Guadalcanal, passando por Iwo Jima até o fim da 2ª Guerra Mundial, e claro, os muitos dramas e conflitos de homens tentando se equilibrar num contexto moralmente distinto e absurdamente inimaginável para nós.



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    No vídeo que você assiste acima, produtores e elenco falam sobre o processo de fazer a minissérie e afirmam que as histórias retratadas são ainda mais íntimas e impactantes que aquelas vistas em Band of Brothers. Aliás, à primeira vista encarada por muitos apenas como um tipo de continuação de BoB, The Pacific mostrará, nas palavras de Tom Hanks, que as perspectivas dos dois grandes cenários daquele conflito (Europa e Pacífico) foram bem diferentes entre si.

    The Pacific, que conta histórias a partir das experiências de três fuzileiros, Eugene Sledge (que escreveu um respeitado livro de memórias de combate), Robert Leckie (também autor de um livro depois da guerra) e John Basilone, empregou o mesmo planejamento visto na preparação de elenco para o filme O Resgate do Soldado Ryan e para minissérie Band of Brothers. De acordo com o vídeo, todos conviveram num campo de treinamento militar por um período onde aprenderam e experimentaram situações que pudessem retratar o sentimento do conflito real.

    Começando poucos dias depois do ataque japonês a Pearl Harbor, The Pacific trará como outra novidade em relação à sua antecessora BoB, o fato de explorar também o que se passou nas vidas daqueles homens pouco depois do fim do conflito e seus retornos para casa. Somado aos outros atributos, esse elemento faz da minissérie na minha opinião, programa obrigatório para quem gostou de BoB ou simplesmente gosta de ver bons retratos históricos sendo apresentados independente de quem sejam os protagonistas. Dito isso, não sei você, mas tô aqui contando as horas para conferir esse novo espetáculo visual e de importante conteúdo que a HBO preparou.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

No Brasil, consumidor geralmente é sinônimo de palhaço, mas há (raras) exceções

Antes de qualquer coisa uma boa notícia: as atualizações do blog serão retomadas essa semana com muita coisa bacana. Vocês não perdem por esperar ;)



O título do post pode até parecer meio off topic, mas acredite, tem tudo a ver com o blog, que na essência fala de entretenimento e do consumo que ele evidentemente gera. Esclarecimento feito, vamos ao que interessa pois creio que uma das situações que relato abaixo seja infelizmente comum demais, ao passo que a outra seja mais rara do que deveria.

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    Cinemark: um jeito 'sujo' de (des)respeito ao cliente

    Nesse domingo, 28 de fevereiro, Juliana e eu fomos ao Cinemark Botafogo no Rio de Janeiro para ver Toy Story 1 em 3-D na sessão de 12:50. Como vocês devem saber, comparativamente o preço dos ingressos de salas 3-D são em média 25% mais caros que os das salas convencionais (que já não são tão baratos assim, diga-se) e que para ver um filme em 3-D é necessário usar um daqueles óculos de plástico fornecidos pelo cinema. Dito isso, imaginem qual não foi minha surpresa ao abrir a embalagem plástica lacrada e encontrar os 2 óculos, o meu e o da Juliana, totalmente sujos e com marcas de dedos nas lentes. Faltando menos de 1 minuto para começar a sessão e já com as luzes quase todas apagadas (o que é natural, claro), não tive outra alternativa se não limpar os óculos na minha própria camisa. Encerrado o filme, porém, obviamente procurei pela gerência do Cinemark para cobrar explicações e quem sabe ouvir no mínimo um pedido de desculpas, afinal, ali eu era um cliente e merecia ser respeitado como tal. O que aconteceu porém, é que ao falar com uma Sra. chamada Greyce, que se identificou como gerente do Cinemark Botafogo, não tive qualquer explicação sobre os motivos dos óculos lacrados estarem tão sujos e muito menos um pedido de desculpas, já que a Sra. Greyce se limitou a dizer de forma nada cortês que se eu tinha ficado tão incomodado com a sujeira dos óculos, deveria ter saído da sala (mesmo que isso implicasse perder o começo do filme) e trocado os óculos. Pois é, parece que para a rede Cinemark, cliente/consumidor e palhaço são a mesma coisa.

    Em tempo, enviei um e-mail para o Cinemark cobrando uma posição e tão logo receba alguma resposta irei incluir aqui nesse mesmo post.

    Extra: uma empresa que leva a sério o bom relacionamento com cliente

    Na última 2ª feira, 22 de fevereiro, atraído por uma promoção exclusiva àquele dia divulgada pelo twitter oficial do Extra prometendo desconto de 20% para compras na loja de DVDs (que inclui Blu Rays) com o uso do cupom TWTDVD20, fiz o pedido dos BDs de Toy Story 1 e 2, com lançamento previsto para o próximo dia 6 de março. Para obter o desconto, a orientação do site é que se coloque o código do cupom na área apropriada o que acarretará na redução correspondente no final do pedido. Seguida a orientação, e finalizado o pedido, percebi que os 20% de desconto não haviam sido aplicados, o que me fez contatar o twitter do Extra logo em seguida, que me respondeu prontamente por mensagem direta informando que o problema seria averiguado e pouco depois, dessa vez por reply, indicando que o estorno referente aos 20% não computados no pedido seria feito. E isso tudo, notem, no mesmo dia e poucas horas depois que o problema ocorreu. Bacana, não? Acha que acabou por aí? Não, pois acrescentando mais um detalhe positivo ao caso, no sábado, 27 de fevereiro, recebi uma ligação do Extra informando que o valor do desconto a que teria direito no pedido poderia ser creditado diretamente em minha conta corrente se assim desejasse, o que evidentemente comprova o que eu disse no subtítulo desse textinho: o Extra, efetivamente leva a sério o bom relacionamento com seus clientes prezando não só por sua satisfação, mas sobretudo agindo com respeito, atitude cada vez mais rara nos processos de outras tantas empresas, não é Cinemark?

    Reclamações e elogios feitos, pergunto: já passaram pelo mesmo tipo de situações? Se sim, o que foi feito e o que é mais comum para vocês?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Reveladas novas artes do box 'Battlestar Galactica - A Série Completa'

Lançado em julho de 2009, o box de Blu Ray e DVD de Battlestar Gallactica - The Complete Series, fez sucesso lá fora por conta sobretudo do mimo que trazia: um miniatura de cylon. Contudo, com a posterior chegada do telefilme Battlestar Galactica: The Plan, os fãs que investiram uma grana pesada no box logo se sentiram enganados, já que o tal box vendido como sendo da série completa já não podia mais ostentar esse título.

Visando corrigir esse problema, a Universal americana anunciou há duas semanas atrás, que vai relançar o box da série completa que incluirá uma versão sem cortes e estendida do telefilme The Plan. A distribuidora no entanto, parece já ter confirmado que os 10 Websódios 'The Face of the Enemy' infelizmente não farão parte desse relançamento.



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    O box que terá nova arte (vide foto acima), também será simplificado. Enquanto a versão em DVD virá em slim snap cases, a de Blu Ray virá num Digipack. A justificativa da Universal lá fora é que com custos menores, a revenda pode baratear o produto. A Amazon por exemplo, já faz pré-venda do box em DVD a US$143 e do de Blu Ray que será vendido a US$ 178.

    Outro detalhe curioso desse relançamento, é que os fãs que adquiriram a primeira versão desse The Complete Series, poderão receber de graça as novas embalagens, desde que tenham registrado sua compra original junto à distribuidora. A oferta no entanto só vale para quem mora nos EUA.

    Enquanto isso no Brasil, os fãs da série só encontram nas lojas as versões individuais e vagabundas lançadas em Full Screen sem qualquer material extra. Pena.

    Com informações do TV Shows on DVD

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Teaser trailers de 4 blockbusters que você verá em breve nos cinemas



Durante os intervalos da finalíssima do futebol americano, o Super Bowl, vencido pelo New Orleans Saints, teaser trailers de 4 aguardados blockbusters foram exibidos. O que você vê aqui em cima é o de Robin Hood, versão de Ridley Scott com Russel Crowe no papel do anti-herói das florestas de Sherwood. Na sequência, tem teasers de O Lobisomen, Alice no País das Maravilhas e Príncipe da Pérsia, sim, aquele dos games.

VEJA TODOS...

    O Lobisomen, com Benicio Del Toro e Anthony Hopkins. Estreia em 12 de fevereiro.

    Alice no País das Maravilhas, com Johnny Depp, Anne Hathaway e Helena Bohan Carter. Filme dirigido por Tim Burton com cópias em 3-D. Estreia em 16 de abril.

    Príncipe da Pérsia, com Jake Gyllenhall no papel do famoso personagem dos games em filme dirigido por Mike Newell e produzido por Jerry Bruckheimer, que espera conseguir emplacar uma nova trilogia de sucesso nos cinemas depois de Piratas do Caribe. Estreia em 4 de junho



Será que dá para se animar com algum?