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“Olivia”, episódio que abre a 3ª temporada da série reune tudo de melhor que a produção tem a oferecer: ação com equilíbrio (vide as cenas que marcam a fuga de Olivia, por exemplo), vislumbres de um mundo imaginário e que com a inserção definitiva do universo alternativo na trama ganha cores ainda mais vibrantes (quer seja pela tecnologia mais avançada ou pelo aspecto retrô que marca o lado de lá) e, claro, o conflito que se estabelece em seus personagens.
Quase que totalmente focado no que acontece com Olivia Dunham depois dos eventos que a deixaram presa do lado de lá, o episódio mostra a tentativa perpetrada por Walternativo (é realmente mais fácil chamá-lo assim, né?) de usar a agente como possível arma na guerra entre os universos e a consequente confusão que se estabelece na cabeça dela, que vitimada por testes e em processo de fuga, passa a experimentar memórias e ligações com coisas e pessoas desse universo alternativo que pertencem à outra Olivia, que como sabemos, acabou se infiltrando no ‘nosso’ universo ao se juntar a Peter e Walter.
Movimentado por conta das sequências que mostram Olivia buscando uma forma de poder retornar para o lado de cá, o episódio dá uma bela chance à Anna Torv de crescer no papel, oportunidade que ela agarra com precisão conferindo, através do trauma e do conflito emocional que se estabelece (destaque para o encontro com a mãe do lado de lá que ela já não tinha mais aqui), nuances novas à personagem que são muito bem vindas. A Olivia que vemos agora, embora confusa, surge muito mais interessante que aquela figura por vezes apagada de outrora, o que certamente faz com que a série como um todo ganhe muito na complexidade e no interesse que nutrimos por seus personagens.
Como o cenário que se estabelece na trama irá colidir lá na frente eu não sei, mas se tem uma coisa que esse retorno de Fringe já indica para mim com muita força é que uma empolgante temporada se apresenta no horizonte. Alguém duvida?
Outras observações
- Durão e aparentemente implacável, Walternativo é um retrato diametralmente oposto do Walter que conhecemos, o que a exemplo de Anna Torv, dará a John Noble oportunidades de explorar caracterizações ainda mais relevantes para seus personagens.
- Além do 11 de setembro não ter ocorrido do lado de lá como ocorreu aqui, conforme já sabíamos desde o final da 1ª temporada, outras curiosas diferenças foram mencionadas no episódio: 1) John Kennedy ainda era vivo e Tom Cruise é um astro da tv!
- E a Massive Dynamics, hein? Exclusividade do lado de cá?











