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Por conhecer o primeiro livro que inspirou a série e principalmente essa 1ª temporada, eu já sabia que o destino de Ned Stark seria aquele. Ainda assim, dada a construção da cena que encerra o episódio, o choque de ver os olhares apavorados de Sansa e Arya e ouvir o aço daquela espada cortando o ar na direção da cabeça de Ned não foi menos impactante.
De tudo o que esse ótimo episódio trouxe, como todas as cenas envolvendo Tyrion; a jogada de Robb Stark para obter uma grande vantagem contra os Lannisters; Daenerys mantendo pulso firme frente à ameaça que se agigantava sobre o moribundo Khal Drogo e, por fim, a mudança de perspectiva que Jon Snow passa a ter na Muralha, o ponto mais importante a meu ver gira em torno da clara mensagem de que ninguém está a salvo nessa história.
É nisso que reside uma das grandes qualidades do universo criado por George R.R. Martin, autor dos livros. Independente da proeminência e importância desse ou daquele personagem, se em dado momento a história atinje um ponto de conflito extremado como o que vimos, matar o ‘mocinho’ (ou um deles) pode sim ser uma alternativa possível dentro da narrativa.
Ao fugir do óbvio (o mocinho sempre se salva) e ser ousada, GoT ganha elementos dramáticos que não só a diferenciam de 99% das produções, como faz da frase “No jogo dos tronos, você vence ou você morre” não uma simples sentença de impacto dita por Cersei, mas sim uma certeza inescapável que garante surpresas incontáveis. Essa é ou não é uma fórmula deliciosa para qualquer história?








