segunda-feira, 8 de junho de 2009

Nurse Jackie – Comentários do Ep. Piloto

Comentário de série inédita no Brasil

Começa hoje à noite nos EUA Nurse Jackie, a série que marca o retorno de Edie Falco à tv depois do fim de The Sopranos. À primeira vista, a série pode parecer uma tentativa do Showtime (o mesmo canal responsável por Dexter, Californication e etc) em criar um House de saias. Porém, bastam poucos minutos do Piloto e fica evidente que, embora se passe num hospital e conte com uma protagonista tão singular como o Dr. House, não são os casos médicos que movimentam a história, mas sim os conflitos e dilemas que acontecem na cabeça da protagonista.

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    Criada com um brilhantismo que já lhe é peculiar, desde os tempos em que fazia a cativante Carmela, Edie Falco constrói em Jackie uma personagem real e assustadoramente humana com todas as suas qualidades e defeitos. Contando com um texto apurado e nada trivial (“Me faça ser uma boa pessoa, Deus, mas não por enquanto” é desde já uma das melhores frases do ano na tv), a Jackie de Falco cativa e provoca uma estranha simpatia, mesmo quando age de forma moralmente contestável, o que inclusive estabelece paralelos curiosos com outros personagens do canal como Dexter, Hank Moody e Nancy Botwin.

    Caso raro nas produções de tv hoje em dia, Nurse Jackie tem como grande mérito não só sua capacidade de nos envolver desde o primeiro minuto, mas sobretudo a de usar elementos já batidos e que em mãos menos talentosas resultariam apenas em mais do mesmo, para criar algo genuinamente novo e atraente. E assim, pegando carona na sugestão feita pelo USA Today para combater o marasmo que geralmente toma conta desse período do ano nas produções da tv, a receita que seguirei é simples: acompanhar uma ótima atriz num excelente papel ao longo das próximas 12 semanas.

    E aí, já viu o episódio Piloto? O que achou da série?

O Exterminador do Futuro: A Salvação

Objetivamente, O Exterminador do Futuro: A Salvação (ou simplesmente T4) é um bom filme. Sua narrativa é enxuta, desenvolve bem as personagens de Kyle Reese e do novato Marcus Wright (ainda que ‘esqueça’ de fazer o mesmo com John Connor e desperdice os demais). Na essência, diverte com ótimas sequências de ação beneficiadas por efeitos visuais impecáveis. Além disso, ao abraçar um tom mais sério – que foge das piadinhas infames de T3 -, a produção nos dá, em 2018 (ano em que se situa a trama), um vislumbre nu e cru do futuro pós-apocalíptico tão mencionado nas duas primeiras partes da franquia iniciada em 1984, o que sem dúvida é um dos grandes mérito do filme.

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    Dirigido por McG (As Panteras 1 e 2, Somos Marshall) e com roteiro de Jonatham Nolan (Batman - O cavaleiro das Trevas), mas oficialmente creditado à dupla John Brancatto e Michael Ferris (de T3 e do terrível Mulher Gato), T4 apaga a má impressão deixada pelo filme anterior e ainda que não supere os dois primeiros, dá novo gás à franquia graças, sobretudo à subeversão da fórmula construída pela série. A ameaça agora não vem do futuro, mas sim do passado.

    Ao introduzir e dar espaço ao desenvolvimento de Marcus Wrigth – um condenado à morte em 2003 que cede seu corpo para o avanço da ciência via Cyberdyne Systens, uma das precurssoras da Skynet -, o filme abre espaço para que criemos uma empatia genuína por um personagem que surge misterioso e que ao longo da trama desempenha papel fundamental tanto como ameaça quanto como a salvação do título. A isso, claro, deve-se a bela composição de Sam Worthington em seu primeiro grande papel no cinema (em breve ele aparecerá no aguardado Avatar, de James Cameron, e na refilmagem de Fúria de Titãs) que constrói no personagem mais interessante do filme, arcos de tragédia e redenção bastante consistentes e interessantes.

    E se Marcus surge como o ponto forte de conexão do filme, Kyle Reese também não fica para trás, na interpretação acertada de Anton Yelchin (o Chekov do novo Star Trek). O homem que, sob ordens de John Connor, um dia volta ao ano de 1984 para proteger Sarah e que acaba engravidando-a do próprio John (pois é, o paradoxo nunca será desfeito), surge como uma figura importante da trama e que, ainda jovem, já traz os mesmos traços psicológicos do personagem que Michael Biehn fez no primeiro filme. Lamentável, no entanto, que o roteiro de T4 abra mão de dedicar um maior desenvolvimento também para John Connor (Chistian Bale), que aparece como um dos líderes da resistência dos humanos contra as máquinas da Skynet, ainda que não exista nenhuma camada mais complexa que justifique sua posição, além daquela de ser sempre citado como uma espécie de messias ou prometido, o que de certa forma diminui a importância do personagem, que acaba aparecendo como mero coadjuvante de luxo em um filme que deveria ser seu.

    Elegante em suas homenagens e referências, sobretudo aos dois primeiros filmes – vide a aparição da fitas gravadas por Sarah Connor às quais John recorre em busca de orientação, a cena da moto ao som de "You Could Be Mine" do Guns N’Roses que remete à uma bem parecida de T2, além da rápida aparição do próprio T-800 imortalizado por Schwarzenegger -, T4 acerta no tom e na abordagem de um futuro sombrio que graças à fotografia empregada soa ainda mais assustador. É pena no entanto que o filme patine em pontos importantes da trama, como naquele em que a resistência obedece John Connor em seu pedido para não atacar a Skynet mesmo quando este não dá um motivo para tal e insira de forma forçada os jargões famosos da franquia só para (tentar) impressionar. Além disso, é inegável que seu desfecho demasiadamente apressado, artificial e conservador colabora para diminuir o impacto que as palavras de Connor poderiam ter como possível gancho para um quinto filme.

    Cotação:

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Vídeo entrega 'segredo' de Terminator 4



Se sua única motivação for para ir ao cinema a partir de amanhã para ver a quarta parte da franquia Exterminador do Futuro for a de descobrir se o hoje 'governator' Arnold Schwarzenegger aparece ou não no filme, o vídeo acima responde a sua curiosidade.

Ah, e antes que alguém reclame que isso é spoiler, vale destacar que o vídeo é um spot de tv oficial distribuído pela própria Warner, que assim tenta usar a icônica imagem do T 101 imortalizado por Arnoldão para atrair os fãs às salas de cinema.

Em tempo, mesmo com todo o avanço da tecnologia em computação gráfica, é incrível como parece que ainda vai levar um tempo até que o cinema consiga reproduzir um rosto que não pareça saído de um videogame, né?

Exterminador do Futuro 4: A Salvação estreia amanhã nos cinemas do Brasil.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Sessão 3 em 1 – Wolverine, Anjos & Demônios e Star Trek



A partir de hoje e esporadicamente, você encontrará por aqui o Sessão 3 em 1 que nada mais é do que um post concentrando breves comentários de 3 filmes. Na estreia, 3 produções recentes que muitos de vocês certamente já viram ou planejam ver em breve.

X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origins: Wolverine)

Tudo que sei sobre Wolverine aprendi durante a adolescência com aqueles desenhos que passavam na Globo e com (as poucas) leituras dos quadrinhos onde o personagem efetivamente nasceu. Ainda assim, não precisava ser nenhum gênio para saber que as tais origens de Wolverine no cinema certamente não seguiriam à risca aquela criada por Lein Wein na década de 70. Considerando esse panorama, a verdade é que as origens propriamente ditas de um dos personagens mais famosos da Marvel funciona bem na telona, ainda que a metade final do filme descambe para a porradaria inócua.

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    Dirigido por Gavin Hood (de Tsotsi, filme vencedor do Oscar de filme estrangeiro em 2006) e roteirizado pela dupla David Benioff (Tróia) e Skip Woods (Hitman), X-Men Origens: Wolverine sempre foi, desde sua pré-produção, um filme de estúdio com a clara intenção de dar continuidade à franquia dos mutantes e sobretudo de dar exposição máxima ao seu protagonista, Hugh Jackman, que também foi produtor do filme. Jackman, aliás, não decepciona no papel que o lançou ao estrelato em 2000 e continua conferindo complexidade ao personagem, que nesse filme divide a ação com um Dentes de Sabre (o ótimo Liev Schireber) muito mais interessante que aquele visto no primeiro filme dos X-Men.

    O grande (e decisivo) problema do filme no entanto é que ele deixa uma forte impressão de ruptura entre a 1ª parte e a 2ª e última. É como se vissemos dois filmes num só. A primeira investe no desenvolvimento de personagens e cria um universo crível (a relação íntima, mas conflituosa entre Logan e Victor é o carro chefe disso), ainda que fantástico, enquanto a segunda ignora a complexidade do personagem preferindo dar foco à viradas desinteressantes e à ação descerebrada (ainda que cheia de efeitos visuais bacanas) que só serve para fazer referências aos X-Men que se formariam no futuro, vide a aparição de Ciclope e mais tarde do professor Xavier.

    Em suma, X-Men Origens: Wolverine envolve graças à seu início e no geral diverte, mas se tivesse sido feito antes da trilogia encerrada em 2006, arrisco dizer que teria sido também o último da franquia. Como não é o caso, é certo que teremos um Wolverine 2 que torço, seja bem melhor que esse.

    Cotação:

    Anjos & Demônios (Angels & Demons)

    Objetivamente, ler um livro de Dan Brown (e agora ver o filmes inpirados em suas obras mais famosas) é como ir ao McDonald’s comer um Big Mac. Certamente vai te dar uns instantes de prazer, mas no fim a experiência não terá sido nada nutritiva. E é exatamente isso que acontece ao se assistir a adaptação de Anjos & Demônios, filme que no fim das contas é um entretenimento meramente fast food e nada mais.

    Roteirizado por David Koep e Akiva Goldsman, e dirigido por Ron Howard (também diretor de O Código Da Vinci), o filme funciona como uma espécie de sequência indireta para o primeiro filme ainda que no livro a trama deste ocorra antes do Código. A decisão em si é até interessante já que ao colocar Robert Langdon (Tom Hanks sem o terrível mullet) como única alternativa de ajuda para a Igreja Católica frente à crise que se instala no Vaticano em pleno conclave, ela explora, ainda que superficialmente, o paradoxo da fé que recorre à ciência para resolver um problema.

    Embora transmita adrenalina em boa dose e desenvolva bem sua ação central, Anjos & Demônios falha ao insistir em viradas e surpresas que não seguem uma linha lógica. Assim, sendo apresentadas na urgência de cenas rápidas, não dá nem tempo de (tentar) racionalizar qualquer entendimento. Porém, tão logo o filme termina, a sensação de ter sido enganado é tão grande que você nem se espanta com a ‘grande’ virada final quando o vilão por trás da conspiração que usa os Iluminatti como inimigo da Igreja Católica é revelado.

    Além disso, fica claro que Anjos & Demônios investe na construção de uma trama que soa mais complexa do que de fato é. E nisso, o roteiro de Koep e Goldsman se dedica de forma até exagerada, diria eu, em criar falsas expectativas na tentativa de conferir mais importância às revelações que vão sendo feitas (vide o arco do Cardeal Strauss e a do próprio Camerlengo). A verdade porém, é que não demora muito para que o espectador mais atento perceba que o thriller exige, com o perdão do trocadilho que a trama permite, muita fé para que se compre tudo o que vemos na tela. E sem isso, não há filme que resista.

    Cotação:

    Star Trek (Star Trek)

    Para os fãs da série clássica e dos filmes que dela vieram, o novo Star Trek dirigido por J.J Abrams (Alias, Lost, Missão Impossível 3) e roteirizado pela dupla Roberto Orci e Alex Kurtzman (colaboradores de Abrams na série Fringe) certamente remete à nostalgia e à clara sensação de reboot. Para os iniciados, como eu, que pouco conheciam do universo criado por Gene Roddenberry, a sensação é outra: a de se testemunhar o nascimento de uma franquia novinha cheirando a tinta e que sabe mesclar elementos certos para criar uma trama envolvente e que garante muita diversão.

    Como grande mérito do filme aliás, vale destacar que, de uma forma geral, Star Trek tem tudo para agradar tanto os fãs veteranos quanto os iniciados. Ao decidir contar a história da formação da tripulação da Enterprise, meclando à narrativa a viagem no tempo como parte da trama, o roteiro de Orci e Kurtzman espertamente consegue tanto apresentar e desenvolver aqueles personagens clássicos de forma natural, para quem nunca os tinha visto, bem como corroboram aspectos inerentes a Kirk, Spock e cia. E ainda fazem uma homenagem direta aos intérpretes originais usando Leonard Nimoy como um dos pontos chave da trama.

    Somando-se a isso, a direção equilibrada de Abrams confere ritmo à trama sem nunca permitir que os belos efeitos visuais se sobreponham à história. Contando ainda com atuações equilibradas e bastante satisfatórias de boa parte do elenco (com destaque para Zachary Quinto como a versão jovem de Spock), Star Trek literalmente abre um novo capítulo na história da saga estelar de forma surpreendentemente renovadora. Não é à toa aliás, que o filme tem recebido boa resposta tanto de público quanto de crítica, um casamento cada vez mais raro e incomum quando o assunto é blockbuster. Se ainda não viu o filme, corra para o cinema mais próximo e surpreenda-se você também.

    Cotação:

Enquanto a 2ª temporada de True Blood não vem...

Sabe aquele tipo de série que os seus amigos comentam, despertam tua curiosidade, mas que você ainda não teve a oportunidade de acompanhar? True Blood provavelmente deve ser uma delas e, se for, a dica que deixo é a de que a 1ª temporada em DVD chega às lojas brasileiras no próximo dia 11 de junho.

A produção, que leva a assinatura da HBO (mesmo canal responsável por The Sopranos, The Wire, Deadwood, Roma, dentre outras), é inspirada na série de livros The Southern Vampire Mysteries, da autora Charlaine Harris, e foi desenvolvida pelo respeitado Alan Ball (roteirista, criador e produtor de outro clássico da tv, Six Feet Under).

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    Na essência, True Blood narra sob a ótica de Sookie - uma garçonete com poderes telepatas interpretada por Anna Paquin, ganhadora do Oscar por O Piano - e vários outros personagens, a história de um pequena cidade do interior do estado americano da Louisiana, onde humanos e vampiros co-existem depois que o sangue sintético permitiu que os últimos saissem do anonimato. No contexto desse universo, Alan Ball explora discussões sobre convivência, preconceito e diferenças num nível de complexidade e riqueza de causar vergonha extrema em quem acha que uma besteira como Crepúsculo merece atenção.

    Com a 2ª temporada marcada para estrear no próximo dia 14 de junho nos EUA, estamos programando a gravação de um podcast temático para discutir a série com a participação especialíssima do amigo e jornalista Carlos Alexandre Monteiro (Lost in Lost e Tudo Está Rodando) que também é mega fã da série.

sábado, 30 de maio de 2009

My name is Bartowski, Chuck Bartowski

Já falei isso antes, mas nunca é demais dizer que Chuck é uma das séries que mais me divertem. E a explicação é simples: o climão de aventura dos episódios sempre me remete aos filmes do 007, que por sua vez serviram na minha infância/adolescência como introdução para o nascimento de minha outra paixão, o cinema.

Considerando isso, nunca tinha destacado aqui no blog a homenagem que a série do nerd mais cool da telinha fez para o agente secreto mais famoso do cinema ao reproduzir a arte do cartaz de 007 - Somente Para Seus Olhos, filme de 1981. É ou não é muito bacana?

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Drops - Comentários dos finais de temporada de House, Fringe e Grey's Anatomy



Como havia adiantado há alguns dias no twitter, eu e a Juliana faremos um dudecast especial comentando os principais finais da temporada 2008/2009 de séries. Mas, enquanto o podcast não vem, resolvi fazer um post drops com breves opiniões sobre o encerramento de temporada dos principais dramas que assisto.

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    House 5x24 “Both Sides Now”

    Exibido no dia 11 de maio nos EUA

    Que a temporada foi irregular ninguém nega, mas a essência do programa continua lá e é por isso que House ainda é uma das minhas favoritas. “Both Sides Now” conseguiu o que parecia improvável: dar uma explicação plausível às visões que House vinha tendo com Amber ao mesmo tempo em que ligou o fato à uma possível (mas não assumido) trauma com o suicídio de Kutner e brincou ao nos enganar apontando um possível romance do médico ranzinza com Cuddy que de fato nunca aconteceu. Além disso vimos o casamento de Cameron e Chase que na minha opinião pode até significar uma despedida dos dois na série e, claro, o gancho final colocando a insanidade de House de forma explícita. Que surpresas os produtores/roteiristas reservam para o próximo ano não faço ideia, mas certamente estarei lá para conferir.

    Fringe 1x20 “There’s More Than One of Everything”

    Exibido no dia 12 de maio nos EUA

    Esse foi para mim o final de temporada mais chocante da temporada. Sabe aquele papo de que Fringe era a série do quase? Pois é, esqueça porque no arco final da temporada que começou em abril e terminou no último dia 12 de maio, a série encontrou o ritmo e amarrou bem o núcleo das histórias apresentadas anteriormente com a grande maioria dos eventos ligados ao tal mencionado padrão. No episódio final vimos não só a introdução de William Bell, bem como descobrimos um dos segredos de Walter Bishop e tivemos o prenúncio de uma guerra que pode acontecer entre a nossa realidade e aquela alternativa onde o World Trade Center continua imponente no horizonte de Nova York. É verdade que demorou, mas Fringe enfim se estabelece agora como um dos dramas de ficção mais instigantes da atualidade. Que venha a 2ª temporada e que o time de roteiristas consiga explorar com criatividade todo esse imenso ‘novo’ universo.

    Grey’s Anatomy 5x22/23 – “Here’s to the Future & Now or Never”

    Exibido no dia 14 de maio nos EUA

    Simples e direto? Não gostei. De uma maneira geral essa foi uma das melhores temporadas de GA, mas dada a construção feita anteriormente esse final me decepcionou. Não que os textos estivessem ruins ou que as atuações deixassem a desejar (maior parte do elenco aliás foi brilhante), mas sim porque à medida em que a trama caminhava fui antecipando os acontecimentos um a um e com isso me distanciei totalmente da emoção que os ganchos trouxeram para muitos. O desfecho da trama da Izzie por exemplo, foi boa para quem achava que Shonda Rhimes fosse abrir mão de uma crise final que deixasse o destino da loira em aberto. Já a do George foi lamentável porque o artifício do acidente foi copiado de um episódio de ER (a diferença é que lá o médico tentou se matar), o que já diminuiu e muito qualquer impacto que aquela revelação final pudesse implicar porque mais uma vez eu já ‘adivinhei’ o que aconteceria. Críticas à parte, esse fim de temporada não foi de todo decepcionante já que a participação emocionada de Miranda Bailey (principalmente naquela cena com o Chief) aliada ao aprofundamento do romance entre Cristina e Owen conseguiram equilibrar a balança positivamente. Em suma, posso até não ter me despedido com empolgação dessa temporada, mas é certo que estarei a postos para conferir a 6ª temporada.

    *-*-*

    E você? O que achou desses finais de temporada? Ficou empolgado/decepcionado com algum? Tem expectativas para a próxima temporada?


Em breve mais um post drops com comentários do final da 7ª temporada de 24 Horas e da despedida de Prison Break que atingiu seu fim definitivo da tv.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

24 Horas: Elenco da 8ª temporada cresce à medida que entusiasmo diminui

Fazer 24 episódios de uma série seja ela qual for, realmente não deve ser tarefa fácil. Não é à toa aliás, que a produção do 8º ano de 24 Horas (cuja 7ª temporada se encerrou no último dia 18 nos EUA) já começou essa semana com a confirmação de vários rostos novos no elenco de uma trama que ocorrerá em Nova York e que já deixa desde já a pergunta: será essa a última temporada das aventuras de Jack Bauer?

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    O rascunho de trama do novo ano divulgado pela Fox é o seguinte: Dentre as sombras da Estátua da Liberdade e das Nações Unidas, Bauer vai enfrentar mais um impensável dia na cidade de Nova York. A firme presidente Allison Taylor (Cherry Jones) encara incertezas com a política externa e a doméstica enquanto Chloe O’Brien (Mary Lynn Rajskub) e a agente do FBI Renee Waker (Annie Wiersching) também retornam. A eles soma-se o nome do ator indiano Anil Kapoor (Quem Quer Ser Um Milionário?) que faz sua estreia na tv americana como Arman Hashemi, um líder do Oriente Médio que vai aos EUA em missão de paz.

    Dá para se animar? Por enquanto não, sobretudo quando vemos que Freddie Prinze Jr. acaba de ser confirmado no papel do chefe de operações de campo da nova CTU. Seu personagem se chama Davis Cole e é um mariner que se junta à Unidade de Contra Terrorismo na expectativa de seguir os passos de Jack Bauer. Pois é, ao que parece eles vão reciclar a sub-trama da 2ª temporada com o quase genro de Bauer, Chase Edmunds.


    Freddie Prinze Jr., Anil Kapoor, Nazneen Contractor,
    Chris Diamantopoulos, John Boyd e Jennifer Westfeldt

    A Prinze Jr. se juntam Chris Diamantopoulos (The Starter Wife) como o novo chefe de staff da presidente Taylor; John Boyd como um analista de sistemas da CTU (precisa ser gênio para achar que ele também será mais um traidor infiltrado?); Jennifer Westfeldt (que fez uma bela participação durante um recente crossover das séries Grey’s Anatomy e Private Practice) como uma ambiciosa jornalista, além de Nazneen Contractor como a filha do personagem de Kapoor que provavelmente pode ser uma forte candidata a sequestro em algum arco da trama.

    Resumindo a história, a questão é a seguinte: independente do caminhão de exageros, continuo gostando de 24 Horas porque ela ainda é uma das séries que mais me diverte mesmo tendo concluído a 7ª temporada de forma preguiçosa. O problema é que quando começamos a prever quais serão os ganchos usados e vemos um ator medíocre como o Prinze Jr. ganhando um papel de destaque na série, o sinal de alerta acende e percebemos que de repente é hora de acabar de vez com a série, concorda?

    Com informações do The Hollywood Reporter, TV Guide e do Buzz Focus


A 8ª temporada de 24 Horas estreia no dia 17 de janeiro de 2010 nos EUA.

McG fala sobre o final que não veremos em Terminator Salvation

Sabe a descrição daquele final vazado que supostamente obrigou a produção de O Exterminador do Futuro: A Salvação a fazer alterações no encerramento do filme? Bom, na verdade não foi o vazamento que provocou a mudança, mas sim uma ideia diferente que provocasse interpretações distintas no público. Sobre o assunto aliás, McG abriu o jogo para a Entertainment Weekly e revelou enfim como seria o controverso final que não veremos no cinema.

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    “[John] Connor morre, ok? Ele está morto [no final do filme]. Aí o personagem Marcus (Sam Worthington) se oferece para que a fisionomia de Connor seja colocada por cima de seu corpo máquina. Fica parecendo Connor, mas por baixo é Marcus. Nisso todos os personagens por quem nos importamos (Kyle Reese, Kate que é a esposa de John e etc.) são levados para a sala para vê-lo e acreditam que aquele é mesmo Connor. O que aconteceria a seguir é que Connor se levantaria e veríamos um leve piscar vermelho em seus olhos quando ele atira em Kate, Kyle e todos os demais na sala. Tela preta. Fim do filme. A Skynet venceu”, contou McG complementando ainda que, “isso seria a coisa mais niilista de todos os tempos [no cinema]. Christian Bale adorou e insistiu para que fizessemos aquilo. Ele queria que os vilões ganhassem! Dá para imaginar o oxigênio sumindo na sala do cinema? Isso iria te deixar puto! Mas talvez daqui a dois anos você talvez pudesse pensar que isso teria sido corajoso. Porém no fim, eu senti que isso seria frustrante demais.”

    Ok, vamos combinar que de fato um final assim seria chocante e realmente corajoso considerando que o desenvolvimento dos personagens nos envolvesse na virada. McG inclusive disse que o estúdio deu sinal verde para que o final fosse esse, mas que o fato de contar com um orçamento gigante mais a possibilidade de futuras sequências o fez mudar de ideia. Christian Bale por sua vez disse que se dependesse só dele esse final teria sido mantido e respondendo ao questionamento se algo assim não representaria um suicídio nas bilheterias, ele afirmou categoricamente, “Feito do jeito que eu vi? Não. Se estou desapontado com o final que [efetivamente] está no filme? Não.”


O Exterminador do Futuro: A Salvação estreia no dia 5 de junho nos cinemas do Brasil

quarta-feira, 27 de maio de 2009

4ª temporada de Dexter já tem data de estreia definida



Quem deu a boa nova foi o colunista Michael Ausiello da EW. A aguardada 4ª temporada de Dexter estreia no dia 27 de setembro nos EUA trazendo o veterano John Lithgow como novo grande antagonista de Dexter que como você já sabe, agora vai ter que dividir seu ‘hobby’ com o papel de pai de família.

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    Segundo Ausiello, Lighton (o Dr. Dick Solomon de 3rd Rock from the Sun) fará um personagem chamado Walter Simmons, que à primeira vista é apenas mais um cidadão comum, mas que a exemplo de Dexter é um exímio serial killer. A diferença é que esse assassino que é apelidado de “Trinity Killer”( por sempre matar 3 pessoas de uma só vez) e um recém chegado a Miami que atrai o interesse de Dexter por conseguir passar mais de 30 anos sem nunca ser identificado/capturado. Não sei você, mas me parece que teremos mais um belíssimo confronto cheio de nuances psicológicas interessantes.


    John Lithgow, como o novo antagonista de Dexter

    Ainda sobre a 4ª temporada, outro que voltará a dar as caras na série é o ator Keith Carradine que participou do 2º ano no papel do agente federal Frank Lundy durante a investigação do Bay Harbor Butcher e que acabou se envolvendo com Deb. Será que dessa vez ele representará alguma ameaça ao segredo de Dexter? Não sei a resposta, mas tô louco para descobrir. E você, ansioso para que o dia 27 de setembro chegue logo?