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Em suma, o episódio final pareceu muito mais preparatório para eventuais cenários da próxima temporada do que para um encerramento dos eventos explorados até então. De certa forma, a sensação que fica é a de uma história que poderia ter rendido mais do que vimos e que desperdiçou oportunidades ao passo que investiu em subtramas que não empolgaram. Quem não lembra, por exemplo, do primeiro flashback envolvendo Eric na 2ª Guerra em busca de pistas de Russel através dos lobisomens? Era ou não era um bom cenário que poderia render sequências a la Bastardos Inglórios, mas que foi abandonado precocemente? Aliás, sobre os lobisomens onde é que foram parar depois da metade da temporada? E a aproximação de Sookie com Alcide, então? Apenas tema para a próxima temporada, talvez?
Sobre a confusa relação entre Bill e Sookie, a revelação de que o vampiro manipulou-a por interesses da rainha Sophie Anne (ainda que tenha se apaixonado pela garçonete no processo) pode até trazer algo novo para o personagem que agora não tem mais nada a perder. Pois é, pode até ser, mas no fundo a gente sabe que é meio inevitável que Sookie ainda o tenha por perto por mais que renegue-o deixando a escuridão que ele carrega para literalmente encontrar a luz (na ilha de Lost, quem sabe? :p ).
Foi um episódio péssimo? Não. Mas, para fim de temporada deixou muito a desejar. Não sei você, mas eu esperava bem mais do que ver o espírito de Godric aparecendo como se fosse um garoto propaganda do filme Nosso Lar tentando convencer Eric a desistir de sua vingança contra o rei Russel com o discurso de que ‘perdão é amor’ (oh!!); Lafayete descobrindo que Jesus é um bruxo ou Jason soltando divertidas pérolas do tipo, “às vezes o certo é fazer o errado’ em conversa com Andy.
True Blood é uma série para ser levada 100% a sério? Pela temática, é evidente que não, porém, quando a mistura do bizarro com humor negro e críticas sociais bem pontuadas perde o equilíbrio como aconteceu nesse fechamento de temporada, é inegável que a produção perde a chance de ser fundamental no cardápio de todo admirador do gênero, o que é sempre uma pena mesmo para quem, como eu, é fã e esperará meses até a estreia de uma nova temporada que mude tudo de novo.
Em tempo, parabéns a HBO Brasil pela exibição simultânea aos EUA, e o que é melhor, com legendas bem feitas. Foi a prova de que há sim um caminho possível para diminuir ou até mesmo acabar com a famigerada janela de intervalo entre a exibição americana e a daqui. Os fãs e assinantes agradecem.












