terça-feira, 30 de março de 2010

Breves opiniões sobre os 10 Filmes indicados ao Oscar 2010

O Oscar já passou há quase um mês e os resultados da festa todo mundo já conhece, mas e o prêmio principal, foi justo? Obviamente não existe resposta definitiva porque cada um tem/tinha seu preferido naquela lista de 10 filmes. Dito isso, a pergunta é: será que todos realmente mereciam estar ali naquela disputa? Tentando responder, na sequência desse texto dou minhas brevíssimas opiniões sobre cada um deles.

Da heterogênea relação de produções indicadas ao Oscar de melhor filme, curioso notar que dois tem desfechos parecidos ainda que com abordagens distintas (Educação e Amor sem Escalas) e outros dois falem sobre a jornada de pessoas excluídas e rejeitadas que encontram na compaixão alheia uma chance de mudar de vida (Preciosa e Um Sonho Possível). Dos demais, Avatar e Distrito 9, são sci fi com mensagem política e social, Bastardos Inglórios é Tarantino dos pés à cabeça pro bem e pro mal, Up – Altas Aventuras é um emocionante e divertido conto de amizade e fantasia, enquanto Um Homem Sério e Guerra ao Terror tratam, em graus totalmente distintos, de dois homens tentando encontrar propósito para suas vidas distanciadas de zonas de conforto.

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    Amor sem Escalas (Up in the Air) – 6 indicações

    Não se engane com o título dado ao filme no Brasil, essa produção estrelada por George Clooney não é um romance. Dirigido por Jason Reitman (de Juno), o filme tem na atuação cínica e naturalmente bem humorada do protagonista, seu grande e talvez único trunfo genuíno. Na produção, Clooney faz Ryan Bingham, sujeito que vive viajando pelo país demitindo pessoas de várias empresas, e que encontra nessa (falta de) rotina, a justificativa perfeita para fugir de compromissos com a família ou com as mulheres. Tudo muda no entantro quando conhece uma executiva em viagem (a bela Vera Farmiga), e começa a trabalhar com uma jovem executiva (a novata Anna Kendrick) cheia de ideias, mas com pouca experiência que aparece na empresa que ele trabalha. Relevante em tempos de recessão por conta da abordagem do impacto das demissões retratadas, Up in the Air tem seus bons momentos e é divertido ao garantir na decepção experimentada pelo personagem de Cloney, uma surpresa à parte.

    Preciosa (Precious) – 6 indicações

    Pelo mote, Preciosa poderia ser mais um daqueles filmes de redenção que a Academia tanto gosta. Absolutamente chocante, mas infelizmente falho na tentativa de emocionar, o filme conta a história de Claireece Precious, uma jovem adolescente obesa que convive com o peso da exclusão e do intenso e constante abuso familiar e que encontra em pequenos devaneios e na ajuda de uma professora e de uma assistente social (Mariah Carey, irreconhecível), a fuga para suas dores existenciais e as frustrações de uma vida miserável. Filme apenas razoável que impressiona mais pela interpretação assustadoramente complexa da vencedora na categoria de atriz coadjuvante, Mo’nique, do que por qualquer outra qualidade.

    Um Homem Sério (A Serious Man) – 2 indicações

    Filme dos já premiados irmãos Cohen (Onde os fracos não tem vez) sobre um judeu com pinta de loser em busca de um novo sentido para vida após uma crise no casamento. Assim é Um Homem Sério, escolha menos óbvia da lista e também a mais incomum. Carregado no humor negro e refinado já tão caracterísito das obras dos Cohen, o filme se sustenta nas sutilezas de intepretações equlibradas e sobretudo nos diálogos e situações incomuns que discutem fé, relacionamentos em família e até mesmo choques culturais. Pela temática, não é um filme de fácil compreenssão e talvez justamente por isso tenha sido tão pouco badalado antes da entrega dos prêmios.

    Educação (An Education) – 3 indicações

    Convencendo como a adolescente inglesa dos anos 60 que enxerga numa aventura romântica com um homem mais velho a chance de se libertar das amarras do tradicionalismo de sua família e de sua edução formal, a novata Carey Mullingan dá conta do recado fazendo um misto equilibrado e bem dosado de ninfeta e mulher. Inteligente, sua personagem Jenny cativa pela ousadia e pelo espiríto de curiosidade com tudo que lhe é diferente. Assim, alimentad pela lábia de David, o homem mais velho com quem se envolve e que ganha inclusive a confiança de seu rígido pai (feito por Alfred Molina), Jenny encontra e conhece tudo com que sonhava só pra perceber num desfecho equivocado e preguiçoso, que para certas coisas não há como fugir da tradição.

    Distrito 9 (District 9) – 4 indicações

    Como responder a uma situação extrema que coloca a ignorância da exclusão e a luta por sobreviência em lados opostos? Depende da perspectiva, que é exatamente o que Distrito 9 explora num sci fi surpreendente e complexo, mas não menos carregado nas tintas de um bom filme B em vários momentos. Nascido a partir de um curta chamado ‘Alive in Joberg’ que retrata a chegada de alienígenas e seu isolamento numa área da capital da África do Sul, Distrito 9 foi dirigido pelo até então desconhecido Neil Blumkamp (também responsável pelo material de origem) e ganhou na produção executiva de Peter Jackson (trilogia Senhor dos Anéis) o empurrão perfeito para fazer barulho no cinema em 2009 vendendo-se como um sopro de originalidade (mas nem tanto, como exageram alguns) no gênero, o que certamente foi uma das grandes justificativas para sua coerente indicação ao Oscar.

    Um Sonho Possível (The Blind Side) – 2 indicações

    Sustentado basicamente pela forte personagem que rendeu o Oscar a Sandra Bullock, Um Sonho Possível talvez seja o filme que menos merecesse figurar na lista. Um dos 10 melhores de 2009? Não mesmo. Preguiçoso em explorar a história de preconceito e superação que moveu a história real do jovem Michael Oher (um garoto negro abandonado à própria sorte e que depois de ser adotado por uma família branca encontra o caminho que o alçaria a posição de jogador de futebol americano de destaque), o filme falha clamorosamente ao apresentar personagens superficiais e sem conflitos. Qual a motivação da família Tuohy em ajudar Big Mike? São bons samaritanos? Tem algum sentimento de culpa de branco? Sem jamais mergulhar nessas questões, o filme opta por saídas fáceis e que infelizmente nunca comovem, o que de certa forma é um ponto decisivo para que se esqueça daquela história tão logo os créditos terminem. Pena.

    Avatar (Idem) – 9 indicações

    Para uns obra prima, para outros um engodo maquiado com efeitos especiais de primeira. Seja lá qual for sua opinião sobre Avatar, fato é que raras vezes uma produção desta magnitude conseguiu gerar comentários e opiniões tão apaixonadas mundo afora. Apoiado numa aventura futurista que no 3D garante uma imersão absurdamente formidável, o filme de James Cameron realmente não conta nada de novo na história do choque de civilizações e culturas que explora, mas que justamente dão espaço para a construção de personagens complexos (com exceção dos vilões, que de fato são bem caricaturais) nas figuras de seus protagonistas, que fogem de caracterizações vazias, com destaque, claro, para o Jake Sully do novo astro de ação do cinema americano, Sam Worthington. Avatar saiu com as mãos praticamente vazias do Oscar é verdade, mas sua importância para o desenvolvimento do cinema espetáculo com conteúdo já está sacramentada, goste dele ou não.

    Guerra ao Terror (The Hurt Locker) – 9 indicações

    Descoberto tardiamente por cinéfilos depois de passar boa parte de 2009 pegando poeira nas prateleiras das locadoras do Brasil (onde foi lançado direto em vídeo), o grande vencedor do Oscar 2010, Guerra ao Terror, virou queridinho da crítica ao dar um enfoque mais psicológico à intervenção militar americana no Iraque através de um esquadrão anti bombas. Dirigido pela também vencedora do Oscar, Kathryn Bigelow (a 1ª mulher a ganhar nessa categoria), o filme apoia-se sobretudo no impacto que a tensão contínua do trabalho exerce sobre William James (Jeremy Renner em boa atuação), um sargento que especializado em desarmar bombas, vai pouco a pouco se envolvendo pelo vício da adrenalina que o faz se isolar completamente da rotina do mundo exterior (que incluia sua família), que para ele se tornara seu verdadeiro terror. Inegavelmente um bom filme em muitos aspectos (principalmente os técnicos), mas melhor do ano? Não para mim.

    Up – Altas Aventuras (Up) – 5 indicações

    Divertido e ágil, Up dá continuidade à excelência da Pixar, e seguindo a tradição do estúdio, de novo consegue agradar em cheio crianças e adultos com seus carismáticos personagens, que em maior ou menor escala, representam as diversas mensagens que a história transmite. Contando com uma das aberturas mais impactantes em termos emocionais que a Pixar já produziu, Up foi premiado na categoria de animação, mas não seria exagero (pelo menos para mim) se tivesse tido melhor sorte também na principal. Investindo numa fantasia que coloca um velhinho ranzinza e solitário tentando cumprir o maior desejo de sua falecida esposa, o filme constrói na amizade incomum daquele senhor com um jovem escoteiro, a tabelinha perfeita que sustenta o espírito de aventura despretensiosa, mas que ao mesmo tempo defende (sem ser piegas) a importância de se lutar pela concretização de sonhos.

    Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds) – 8 indicações

    Emulando praticamente todos os elementos da biografia que fez seu diretor famoso, Bastardos Inglórios funciona não apenas como uma homenagem ao gênero de guerra, mas também como salada de referências a tudo que Quentin Tarantino explorou em seus trabalhos anteriores. Estão lá os diálogos tensos repletos de frases de efeito, a personagem femina forte (representada por Shoshanna), os anti-heróis (que aqui são os próprios bastardos capitaneados por Brad Pitt em mais uma divertida atuação), o humor negro exagerado e um vilão marcante (o coronel nazista Hans Landa, que rendeu Oscar de coadjuvante para o austríaco Christoph Waltz), que caminhando pela tênue linha que separa a autenticidade da caricatura, rouba grande parte das cenas do filme. Dividido em arcos que se chocam no fim, o filme é de fato um trabalho que prova o talento de Tarantino em subverter gêneros, mas que se dessa vez não chega a provocar o mesmo impacto de um Pulp Fiction ou mesmo dos dois Kill Bill, torna-se interessante por uma razão bem específica: o prazer que proporciona (ainda que só na ficção) de ver o desprezível Hitler e seus asseclas nazistas sendo devidamente humilhados e literalmente explodidos.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Agora é oficial. 24 Horas está cancelada!

*** Post atualizado com informações sobre o desfecho da temporada, o rumor
da ida da série para a NBC e detalhes sobre o filme ***


Acabou! Em anúncio feito em seu twitter na noite dessa sexta-feira, o produtor/diretor Jon Cassar, confirmou que 24 Horas está cancelada, o que faz da atual 8ª temporada da série, também sua última. Objetivo em sua mensagem onde agradeceu os fãs que acompanharam a série, Cassar disse que a equipe de produção foi avisada no set de que não haverá um 9º ano. Com o cancelamento, também deve chegar ao fim o rumor que levantava a possibilidade da série sair da Fox e migrar para a NBC em 2011, uma vez que é bastante improvável que a emissora resolva arcar com os altos custos de produção que envolvem uma temporada da série, cujo protagonista, Kiefer Sutherland, recebe um dos maiores salários da tv americana (algo em torno de US$800 mil por episódio).

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    Nascida pouca depois dos ataques terroristas do 11 de setembro de 2001, 24 Horas sempre dividiu opiniões ao retratar de maneira crua, mas igualmente exagerada (e talvez justamente por isso, divertida), ações envolvendo o combate ao terrorismo e/ou conspirações políticas como carro chefe de suas tramas, que se de início traziam um vigor criativo repleto de surpresas e reviravoltas, foi perdendo o fôlego com roteiros cada vez mais previsíveis ao longo das temporadas mais recentes.

    Do protagonista Jack Bauer, não há nem muito a dizer além do fato dele já ter cadeira cativa no rol dos mais marcantes na história da tv. À princípio visto apenas como um herói de ação típico, o personagem que ressuscitou a carreira de Sutherland em Hollywood, revelou -se muito mais do que uma mescla dos ícones do gênero, ao expor-se como um homem durão, mas cheio de conflitos que o assombravam ao longo das tramas.

    Seja fã ou não, fato é que dificilmente voltaremos a ver alguma série do porte de 24 Horas com a audácia de abraçar com tanta veemência a agenda de direita americana sem dar satisfação para críticas. Violenta, a série foi uma das primeiras a mostrar cenas de tortura no horário nobre da tv ao mesmo tempo em que abriu espaço para personagens fortes e incrivelmente íntegros como o inesquecível presidente David Palmer do ótimo Dennis Haysbert, ou a ranzinza analista Chloe O'Brien e/ou inescrupulosos como o do surpreendente Charles Logan de Gregory Itzin.

    Combinando bons elementos de ação e aventura em tramas que, no auge, sempre lembraram a de bons thrillers, 24 Horas nunca abriu mão de ser controversa em muitos aspectos e não menos crítica em tantos outros. Refém no entanto de um fórmula que se esvaziou com o passar do tempo, a série perdeu seu apelo com histórias cada vez mais previsíveis e que nesse 8º ano infelizmente mais decepciona do que empolga. Dito isso, em respeito aos seus bons tempos, a verdade é que o fim era um 'mal' necessário para a série, que tem agora na metade final dessa sua temporada de despedida, as últimas chances de fechar sua história com a qualidade que a produção já teve um dia.

    Jack Bauer, descanse em paz, mas não muito, afinal nós sabemos que você voltará a mandar seus Damn It e Drop the Gun na telona daqui a algum tempo. Alguém duvida?

    *** Atualizações do dia 29/03/2010 ***

    Sobre o suposto interesse da NBC de ter 24 Horas em sua grade

    Segundo Howard Gordon, produtor de 24 Horas, a 20th Century Fox chegou a oferecer a série para a rede NBC (dos estúdios Universal), mas a emissora não se mostrou interessada em função dos altos custos de produção do programa. Algo que eu já especulara no texto acima.

    Sobre o desfecho dessa última temporada

    Existe a promessa de trazer um final muito mais definitivo do que a de outras temporadas. "A série vai chegar num ponto muito mais complexo e que representará o maior risco que já assumimos", adiantou Howard Gordon. "Os eventos mostrarão algo do qual Bauer não conseguirá se recuperar facilmente. Pensar em final feliz seria desonesto demais para esse personagem em seu oitavo terrível dia", encerrou o produtor.

    Sobre o filme, que muito provavelmente vai sair do papel

    Segundo Kiefer Sutherland, o final da série não foi pensado como preparação de terreno para um filme, ele pode funcionar como tal de forma consistente. Segundo o ator, um rascunho de roteiro do filme já foi escrito por Billy Ray (do filme Intrigas de Estado) e mostraria uma história que aconteceria num único dia. Essa ideia ainda não está 100% oficializada uma vez que descaracterizaria o conceito de tempo real da série ainda que pudesse permitir que Bauer viajasse para a Europa, por exemplo, cenário aliás onde se especula que o filme acontecerá.

    A fonte dessas 3 atualizações foi a matéria do USA Today

quinta-feira, 25 de março de 2010

Porque não pretendo ter 'Avatar' na minha coleção

Embora tenha gostado muito de Avatar, confesso que minha empolgação para ter o filme (que acaba de entrar em pré-venda nas principais lojas virtuais) na minha coleção é quase o zero. A justificativa não tem absolutamente nada a ver com uma mudança de opinião sobre o filme (que continuo achando excelente no que propõe) nem nada parecido, mas sim com a ideia de (re)vê-lo num formato absolutamente distinto daquele em que a mega produção de Cameron foi pensada e executada. Fato é que goste-se ou não do filme, Avatar é coisa para se ver numa telona e em 3D. Ponto.

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    E nem adianta dizer que a tv 3D tá chegando ao mercado e blá blás do tipo porque nem isso me convence. O que essas tvs farão será exatamente a mesma coisa que os primeiros modelos à válvula fizeram há mais de 70 anos: tentar emular nas casas, a experiência de se ir ao cinema. Funciona? Sim, em partes, mas nunca será a mesma coisa, o que obviamente diminui o impacto da experiência de se ver um filme grandioso como é o caso de Avatar.

    Considerando esse panorama, acho um tremendo oportunismo a Fox lançar o DVD e o Blu Ray de Avatar agora no mês de abril sem nenhum extra e no formato 2D tradicional, quando o próprio James Cameron anuncia que um box especial com 4 discos (mas ainda em 2D) chegará às lojas em novembro, contando, aí sim, com extras como faixa de comentários picture in picture (já vista no BD de Watchmen, por exemplo) que mostra a exata execução de uma cena da gravação à sua finalização, além de cenas que ficaram de fora da versão exibida nos cinemas.

    Seja lá como for, não tenho a menor dúvida que tanto em 2D quanto na futura edição especial em 3D que também deve chegar ao mercado do home entertainment em algum ponto de 2011, Avatar vai render muitos milhões aos cofres da Fox e de Cameron, que inclusive já adiantou em entrevista ao The Hollywood Reporter, que a sequência do filme recordista de bilheteria só chegará aos cinemas 3 anos mais ou menos depois de ter sua produção iniciada, o que, frisa ele, certamente não vai acontecer em breve. "As pessoas vão ter esquecido do filme quando a sequência estiver pronta", disse o diretor.

    ***

    Mas e aí, você compartilha dessa minha opinião levemente radical, ou acha que mesmo em 2D, com ou sem extra, Avatar merece lugar cativo em qualquer coleção?

quarta-feira, 24 de março de 2010

The Pacific – Nova minissérie da HBO é um documento histórico imperdível



Dos pontos da História que sempre despertam meu interesse, a 2ª Guerra Mundial é disparada um dos que mais me atraem, afinal, imaginar quão diferente o mundo seria hoje se a ideologia do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) tivesse saído vitoriosa daquele conflito é um exercício e tanto de reflexão.

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    Explorada quase à exaustão em dezenas de livros, filmes e programas de tv ao longo dos anos, encontrar material que ainda prove ser relevante sobre os diversos cenários do conflito não pode ser tarefa fácil. Para nossa sorte no entanto, Tom Hanks, Steven Spielberg e a HBO pensaram diferente e repetindo a parceria que trouxe a aclamada Band of Brothers à tv em 2001, deixam o teatro de guerra travado na Europa de lado para mergulhar nas grandes batalhas ocorridas no Pacífico.

    Com orçamento estimado em US$200 milhões e dividida em 10 partes, The Pacific estreou no domingo, 14 de março, na HBO americana (no Brasil a estreia ocorre no dia 11 de abril às 22h) sob a sombra de inevitáveis comparações com Band of Brothers, de quem emula a estrutura narrativa e técnica com a mesma alta qualidade (com destaques para a direção minimalista e para a excelente fotografia empregada). E a verdade é que de novidade mesmo só os breves depoimentos de veteranos que somados às introduções narradas por Tom Hanks em cima de imagens de arquivo da época, ajudam a contextualizar as ações mostradas em cada episódio.


    Robert Leckie, Eugene Sledge e John Basilone

    E se Band of Brothers utilizava o livro homônimo do historiador Stephen E. Ambrose como base para os eventos em foco naquela minissérie, The Pacific busca nas experiências de 3 fuzileiros, Robert Leckie, Eugene Sledge e John Basilone, os instrumentos que servem como pano de fundo à narrativa de toda trajetória da ofensiva americana até a rendição do Japão.

    Assim, concentrados nas ações que mostram a chegada da marinha e de seu corpo de fuzileiros à ilha de Guadalcanal (importante ponto estratégico para abastecimento de tropas na região), a dura resistência e sua posterior conquista, os dois primeiros episódios se dedicam não só a introduzir as figuras que estariam no centro daqueles eventos, mas principalmente em expor toda sorte de mazelas físicas e morais a que se expuseram aqueles homens.

    Focando-se inteiramente no lado americano dos eventos, há claro um certo ufanismo em determinadas passagens que no entanto não chegam a incomodar, visto que o impacto visual das cenas grandiosas e detalhistas aliadas às reflexões levantadas através dos protagonistas, fazem de The Pacific muito mais que uma minissérie, mas um verdadeiro documento a ser para sempre revisitado.

    Dessa forma, resumindo bem o espírito do que a produção propõe, no episódio 1 Robert Leckie define assim o impacto que uma guerra dessa proporção provoca no espírito humano: “Há coisas terríveis que os homens podem fazer aos outros numa guerra. Confessar essas tragédias a Deus é fácil. Difícil mesmo é ter que carregar isso”, enquanto no episódio 2, quando o foco recai sobre John Basilone, vemos o que o isolamento é capaz de provocar no sentido da alteração de valores ao mesmo tempo em que amplifica o espírito da camaradagem e a dor que a perda de um amigo querido que se vai numa batalha qualquer provoca em corações e mentes.

    Dizer se The Pacific vai superar Band of Brothers ainda é prematuro, mas com o esmero de uma produção digna das maiores e mais significativos do gênero, já me parece bem razoável assumir que tal qual sua irmã mais velha, ela tem todos os elementos para ficar marcada como um belíssimo filme de 9 horas, que muito mais do que tiros, explosões ou cenários grandiosos, deixa mensagens absolutamente pertinentes e indispensáveis para quem busca entretenimento com algo a dizer.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Saudades de True Blood?


Tá aí o vídeo que a HBO americana exibiu na noite deste domingo, 21, fazendo a curiosa alusão à série com o slogan: Waiting Sucks!

Ansiosos? A 3ª temporada de True Blood estreia no dia 13 de junho nos EUA

domingo, 21 de março de 2010

American Idol 2010 – A semana dos Top 12

Só estou começando a acompanhar essa 9ª temporada de American Idol com fidelidade agora a partir do Top 12, que é quando as coisas realmente começam a esquentar no programa. Dito isso, a entrada de Ellen DeGeneres ainda foi uma novidade para mim, já que não havia visto os episódios anteriores da semana em Hollywood ou mesmo dos Top 24. Assim, vou me resumir a dizer o óbvio: Idol ganhou muito com a loira e suas tiradas inteligentes e bem sacadas na bancada. Introdução feita, vamos aos breves comentários sobre as 12 apresentações que culminaram na 1ª eliminação das finais.

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    Michael Lynche (Big Mike) cantando ‘Miss You’ conferiu uma pegada mais pop e menos baladeira à musica. Os 4 jurados gostaram, mas foi meio defenestrado pela Ellen Degeneres que disse, “eu sei que vou me decepcionar em algum ponto, ainda que seu começo tenha sido muito bom.” Será? Particularmente gostei bastante do estilo do cara.

    A bela Didi Benami, que faz um estilinho menina meiga cantou “Play with Fire”. Tem boa voz, mas deu umas derrapadas nos agudos, o que inclusive foi destacado pela Kara DioGuardi. A melhor definição da apresentação dela veio do Simon, “sólida, mas não brilhante.”

    Embora não tenha feito nada absurdamente empolgante ou inesquecível, o texano Casey James deu uma pegada folk interessante a “It’s All Over Now” que inegavelmente ganhou uma cara nova com os bons riffs improvisados na guitarra. Se mantiver a média nas próximas apresentações provavelmente chegará às últimas rodadas com certa tranquilidade.

    Lacey Brown, a tímida ruiva dos belos olhos azuis optou por “Ruby Tuesday”, um dos clássicos menos badalados dos Stones. Embora não tenha derrapado de forma decisiva como preferiram apontar alguns dos jurados, tão pouco se arriscou desperdiçando a chance de se impor no palco. Acabou eliminada pelo voto popular, mas sinceramente não acredito que tenha sido dela a pior das 12 apresentações.

    Parecendo pouco à vontade e em grande parte da apresentação travado demais, Andrew Garcia se perdeu desafinando ao longo da ótima “Gimme Shelter” e tirando os bons agudos isolados, não conseguiu mostrar muita presença de palco, o que pode ser decisivo para seu futuro imediato no programa.

    Katie Stevens, a segunda mais novas do Top 12 conseguiu dar um tom de originalidade à“Wild Horses” ao mesmo tempo em que não se afastou demais da emoção que a gravação original transmitia. Sem desafinar grosseiramente (embora Randy e Ellen tenham dito o contrário), o ponto alto de sua apresentação veio no encerramento feito num tom alto e de certa forma bem corajoso.

    Tim Urban foi meio massacrado pelos jurados por ter dado um ritmo reggae a “Under my Thumb”, que embora não tenha sido a melhor apresentação de todos, foi seguramente uma das mais ousadas. E quer saber? Qual o problema de ouvir algo que te faz se sentir num resort tomando Pina Colada, como a Ellen destacou? Se uma música te dá uma boa sensação como essa significa que disse algo, não?

    Embora os jurados tenham adorado sua apresentação (Kara chegou a mencionar uma semelhança com o queridinho da temporada passada, Adam Lambert), particularmente não gostei de Siobhan Magnus, que mesmo com boa voz, fez a excepcional “Paint it Black” parecer um número de musical sem identidade. Yeah, já sei que ela é a favorita de muita gente, mas vai ter que mostrar mais para me convencer.

    Com sua voz rouca e sempre afinada, Lee Dewyze cantou “Beast of Burden” conferindo autenticidade à música, ainda que não tenha empolgado como deveria, o que foi muito bem detacado pelo Simon que deu a dica óbvia para qualquer candidato ao título: “Aproveite o palco e deixe sua marca.”

    Confiante e muito afinada, Paige Miles deu uma pegada country gostosa à “Honky Tonk Woman”. À vontade, mostrou-se com uma presença de palco bem contagiante que tem boas chances de fazê-la se conectar com o público mais à frente ao contrário do que Simon destacou e sua presença no bottom 3 apontaram.

    O caçulinha da competição, Aaron Kelly, optou pela segurança da clássica balada“Angie” e o fez bem se conectando com muita sinceridade e emoção ao que cantava. Fora isso, inegável que vocalmente é um dos melhores de se ouvir dentre os que estão na disputa. Resta saber se terá personalidade para se impor mais à frente.

    Original e contemporânea, a apresentação de Crystal Bowersox de “You Can’t Always Get What You Want” foi para mim das melhores da semana, ainda que tenha sido criticada pelos jurados por parecer confortável demais para ela, no que não concordo. Não sei para você, mas Crystal já é para mim uma das favoritas para faturar o título do ano.

    ***

    Agora e você, tá vendo essa temporada de AI? Se sim, achou justa essa 1ª eliminação ou acredita que tinha gente que merecia ter ido embora antes?

    American Idol é exibido às terças e quartas na Fox americana e todos os sábados às 21h no Sony.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Radar Dude News! (15 de março)

Matt Damon mandando muito bem como um mentiroso compulsivo no divertido “O Desinformante”, um episódio de House mais divertido que a média, as primeiras imagens inéditas da 3ª temporada de True Blood que estreia no dia 13 de junho nos EUA, batalhas espaciais no game online de Battlestar Galactica e a aparente tentativa do cinema nacional de criar seu prórpio 007 no filme "Segurança Nacional". Tudo isso no post que uso para falar mais objetivamente de (quase) tudo o que tenho visto.

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    O Desinformante

    Pouco badalado, esse filme dirigido por Steven Soderbergh (trilogia Ocean's Eleven) lançado em 2009, faz uma divertida reconstituição da vida de Mark Whitacre (Matt Damon, ótimo), ex-executivo de empresa agrícola, que envolvido numa investigação federal sobre formação de cartel na década de 90, enxerga uma oportunidade de se dar bem na carreira dando uma de informante. Nada demais até aí, é verdade, mas o que torna a história realmente curiosa, é que ao tentar jogar nas duas pontas (com seus chefes e com o FBI) armando e mentindo para obter uma vantagem que lhe parecia natural (derrubar seus chefes e assumir a empresa), Mark cria uma rede de mentiras tão complexa, que em certo ponto nem ele sabe mais o que é fato e o que é invenção. O mais bizarro? A história é verídica.

    Um House com mais humor e por isso diferente

    Com spoiler para quem quem não segue a exibição americana

    Não sei se a impressão é só minha, mas o ponto é que esse episódio 6x14 de House, “Private Lives” exibido no dia 8 de março nos EUA, parece ter investido muito mais no humor do que a média da série. Que House é um sexista de carteirinha todos nós já sabemos, mas é sempre divertido vê-lo expondo esse lado retrógado do personagem, como as cenas dos ncontros às ‘escuras’ no bar mostraram. E se o caso da semana nem foi dos mais interessantes (embora tenha explorado a obsessão de pessoas quem gostam de blogar tudo o que acontece em suas vidas), o episódio se sustentou sobretudo pelas frequentes e hilárias implicâncias de House com Wilson, que curiosamente descobrirmos ter participado (ainda que de forma indireta) de um filme pornô quando era estudante, e de Chase tentando provar que as mulheres não ligam só para a aparência à primeira vista.

    As primeiras imagens da 3ª temporada de True Blood

    Promovendo os filmes que irá exibir, mas sobretudo as grandes produções (séries, minisséries e telefilmes) que já estrearam ou ainda irão estrear/continuar esse ano, a HBO americana acabou revelando rápidas cenas inéditas do aguardado 3º ano de True Blood, uma das séries queridinhas do público da tv a cabo, dos críticos e deste humilde blogueiro que vos escreve. Não há nada muito revelador por enquanto, mas já serve de aperitivo, para a temporada que começa no dia 13 de junho lá fora, certo?


    Battlestar Galactica – O Jogo

    Se você é um dos que morre de saudades de BSG e daquelas empolgantes sequências de batalhas travadas entre humanos e cylons pelo espaço, aí vai uma boa notícia: a NBC/Universal anunciou na semana passada que irá lançar um jogo de cooperação online onde você poderá escolher fazer parte da resistência humana lutando pela sobrevivência em intensas batalhas espaciais cercadas de táticas contra os Cylons, ou se preferir, poderá se juntar aos vilões da história na tentativa de acabar com a raça humana de uma vez por todas. Ainda não há data para o lançamento do jogo, mas se você se interessou, já pode se registrar no site para receber notícias e atualizações.

    007 brasileiro?

    Com estreia marcada para o dia 7 de maio, Segurança Nacional vem carregando a expectativa de alçar os filmes de ação brasileiros a um novo patamar. Girando em torno de uma ameaça terrorista de um chefão do tráfico de um país latino que ameaça destruir o Sistema de Vigilância da Amazônia, o filme traz o galã Thiago Lacerda no papel de um agente da ABIN (a inteligência brasileira) envolvido na tentativa de impedir o tal chefão. Alie-se a isso uma chefe (papel de Angela Vieira) que lembra M, mulheres, carros e muita aventura e pronto, tá aí um clone tupiniquim de James Bond. A ideia, claro, não é de toda ruim, mas se o trailer já não empolga, só resta torcer pro filme surpreender e muito. Será que vai? Veja mais aqui.

domingo, 14 de março de 2010

Ilha do Medo (Shutter Island)

Inteligente, engenhoso, instigante e sensacional. Assim é Ilha do Medo (Shutter Island no original), o mais novo filme do fora de série, Martin Scorsese. Misturando elementos dos melhores thrillers, suspenses e noir, o diretor constrói uma história que prende não só por sua narrativa envolvente, mas sobretudo pelas ótimas viradas na trama, e que longe de serem gratuitas, garantem ao fim da projeção uma conclusão óbvia: Ilha do Medo, é fácilmente (pelo menos por enquanto, claro) o melhor filme do ano.

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    Em sua quarta colaboração com Scorsese, Leonardo DiCaprio (melhor e mais dedicado a cada novo papel) é o protagonista desse filme que narra a história de um agente federal chamado Teddy Daniels, que em 1954 é incumbido de investigar, com a ajuda de um novo parceiro, Chuck Aule (Mark Ruffalo), o misterioso desaparecimento de uma paciente internada/presa num hospital psiquiátrico da ilha que dá título ao filme no original, e que se dedica a tratar de pessoas ditas insanas que cometeram crimes.

    Apoiado num elenco talentoso que conta com coadjuvantes da estatura de Ben Kinsgley (o eterno Gandhi do cinema) no papel do Dr. Cawley, diretor da instituição, do veteraníssimo Max von Sydow (o padre Merrin de O Exorcista) no papel de outro psiquiatra e de Jackie Earle Haley (o Rorschack de Watchmen) num papel pequeno, mas não menos fundamental, Scorsese faz um filme que subverte as expectativas do espectador a cada nova sequência pontuada por uma ótima trilha ou por planos que traduzem bem a elegância e o talento do diretor em retratar medos, angústias e as mais distintas sensações/emoções.

    Lembrando em muitos aspectos obras como o Sexto Sentido de Shyamalan e até mesmo Identidade (filme de 2003 com John Cusack) pelas viradas inteligentes e engenhosas envolvendo seu protagonista, Ilha do Medo (que nasceu de um livro escrito em 2003 por Dennis Lehane, o mesmo de Sobre Meninos e Lobos) é uma fascinante viagem que expõe os subterfúgios que a mente humana pode criar como válvula de escape de uma realidade que se quer esquecer.

    Falar mais é entregar o grande segredo do filme, que a exemplo do citado Sexto Sentido, dá dicas* sutis desde o início para que se mate a charada da história, o que por tabela tende a transformar a produção numa experiência ainda mais interessante de se rever. Mestre na arte que explora, Scorsese faz da Ilha do Medo um filme imperdível de múltiplos gêneros num só.

    Cotação:

    *Como citei, ao longo do filme pequenas dicas ajudam a revelar sua grande virada. Abaixo enumero algumas delas e obviamente se você ainda não assistiu, deixe para lê-las depois a fim de não estragar a surpresa reservada.

    - No início do filme, Teddy (DiCaprio) pergunta sobre o escritório de Seattle onde Chuck trabalhava. Este no entanto, diz ser de Portland. Quando em outro momento do filme (na cena do penhasco próximo ao farol), Teddy pergunta como Chuck achava que estaria o tempo em Portland, este o corrige dizendo ser de Seattle.

    - Assim que chegam à Ilha, o chefe de segurança pede que Teddy e Chuck entreguem suas armas. Nessa cena, fica clara a falta de habilidade de Chuck no manejo do coldre, o que obviamente já indicava que Chuck não era quem dizia ser.

    - O “Fuja” do curto recado escrito pela paciente Bridget (a que matou o marido) na cena das entrevistas na cafeteria, podia não significar nada, mas ao ter sido feito num momento em que Chuck se afastara da mesa, deixava no ar mais uma suspeita de que aquele cara escondia algo, como o fim mostra ao revelá-lo como o psiquiatra de Teddy/Andrew Laeddis.

    - Na cena em que Teddy e Chuck são obrigados a usar aquelas roupas brancas, dá para ouvir um dos pacientes ao fundo dizendo, “Não sei o que tenho que falar”, o que claro, era mais um sinal de que quase tudo daquilo se tratava de um teatro ensaiado.

    - Embora tenha dito que sua esposa Dolores (Michelle Willians) morrera num incêndio, nas várias sequências em que ela aparece está sempre molhada, o que casa com crime que cometeu: o chocante afogamento dos filhos. Fora isso, numa determinada cena, ela aparece com um ferimento no abdomen, que foi justamente o que causou sua morte após ser baleada por Teddy/Andrew.

    - Toda situação envolvendo o suposto desaparecimento de Rachel Solondo e seu posterior reaparecimento, soava implausível demais para ser real. Assim, só dava mesmo para interpretá-la como uma grande armação, que claro, mais tarde fica evidente como tendo sido mais um dos artifícios usados pelos doutores Cawley e Sheehan (Chuck) na tentativa de obrigar Teddy/Andrew a encarar a realidade.

    Agora para encerrar, vale destacar a dúvida que o fim do filme planta: pouco depois de reconhecer a realidade que poderia lhe trazer a sanidade de volta, Andrew retomar a personalidade de Teddy obrigando os médicos a abandonarem os métodos até então utilizados para recorrer à lobotomia. Mas será que Andrew regrediu mesmo ou apenas fingiu tentando encontrar a fuga definitiva para a realidade que não queria aceitar?

sábado, 13 de março de 2010

As 10 produções mais rentáveis da tv americana

Tirando as transmissões esportivas, quais são os programas mais rentáveis em termos da publicidade que atraem na tv americana? Para responder essa pergunta, a conceituada revista Forbes fez um levantamento a partir de dados da consultoria Kantar Media, empresa especializada em acompanhar os gastos com propaganda, e construiu um ranking que revela dados bem curiosos.

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    No 1º lugar da lista, nenhuma surpresa. American Idol, da Fox, o programa campeão de audiência com médias de 26 milhões de telespectadores, passeia fácil à frente do ranking faturando pouco mais de US$ 8 milhões de dólares por cada meia hora de programa, o que significa dizer que o mega salário de Simon Cowell (estimado em US$40 milhões) pode ser pago com 'meros' 3 episódios... Em 2º lugar, vem a comédia (a única nas primeiras posições do ranking) Two and a Half Men, que atraindo pouco mais da metade da audiência de AI, gera cerca de 3,1 milhões à CBS. Na sequência, vem 24 Horas da Fox e outras 5 séries da ABC, incluindo a novata “V” e a já veterana Lost.

    O levantamento revela ainda outro dado curioso. Audiência alta nem sempre é garantia de anunciantes dispostos a pagar muito. CSI por exemplo, tem média de 16 milhões por episódio, mas rende US$2,1 por cada meia hora. Já a novata e badalada Glee, por ainda não ter definido bem o tipo de série que pretende ser (comédia pura, dramédia, musical...) ainda não atraiu o interesse financeiro que os figurões da Fox esperam, o que a coloca apenas na 45ª posição do ranking rendendo cerca de US$1,4 milhão por cada meia hora de programa.

    Veja a lista dos 10 programas mais rentáveis *

    * Quanto gera em milhões de dólares por cada meia hora

    1. American Idol - Fox - 8.1
    2. Two and a Half Men - CBS - 3.1
    3. 24 - Fox - 3
    4. Grey’s Anatomy - ABC 2.8
    5. ‘V’ - ABC - 2,8
    6. Desperate Housewives - ABC - 2.7
    7. Dancing with the Stars - ABC - 2.6
    8. Lost – ABC - 2.5
    9. Survivor – CBS – 2,2
    10 CSI – 2,1

terça-feira, 9 de março de 2010

Radar Dude News (09 de março)

Que tal sacudir a poeira dessa coluninha há tempos esquecida no blog? Pois então confira o cardápio: o melancólico e lamentável fim de Nip/Tuck; a estreia de Parenthood; a cada vez mais previsível 8ª temporada de 24 Horas; a renovação de Fringe; Spock em The Big Bang Theory; um ótimo extra do Blu Ray de Arquivo X 2 e as primeiras informações da 5ª temporada de Dexter! Tudo isso e um mais um pouco logo abaixo.

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    O terrível fim de Nip/Tuck

    Sério mesmo. Não tentem elogiar Ryan Murphy perto de mim. O criador da atualmente badalada Glee (aquela série musical da Fox focada num grupo de estudantes excluídos) é um grande filho da p... O que esse cara fez com Nip/Tuck, cujo episódio final foi exibido semana passada nos EUA foi um horror. E ok, eu reconheço que a série já tinha saído dos trilhos há pelo menos 2 temporadas quando tiveram a infeliz ideia de tirar os dois cirurgiões plásticos de Miami e mudá-los para Los Angeles dando um semi reboot na trama, mas daí a transformar a série num festival de tortura para quem persistiu e destruir o desenvolvimento de suas personagens construído ao longo dos primeiros anos foi um absurdo total. Obviamente, eu não esperava que fosse ver um final excepcional dadas as severas e lamentáveis mudanças que foram introduzidas, mas confesso que torcia para que pelo menos aos 44 do segundo tempo aqueles outrora cativantes e complexos personagens tivessem um desfecho minimamente mais justo (o que não significa feliz) de suas histórias. Não vou entrar nos detalhes específicos que culminaram nessa minha enorme decepção, porque sei que muita gente ainda pretende ver como a série termina, mas posso dizer desde já que NUNCA mais perderei meu tempo vendo alguma coisa escrita por esse picareta chamado Ryan Murphy.

    Parenthood, a Brothers and Sisters da NBC?

    Sim, eu sei que é bem precipitado cravar essa afirmação, mas o que é que eu vou fazer se foi exatamente essa impressão que eu tive quando terminei de assistir o Piloto desse recém estreado remake de Parenthood? Sim, a série parece ter mais humor que aquela da família Walker, mas o drama e os conflitos de família estão todos lá da mesmíssima forma. Nessa segunda tentativa de transformar Parentehood numa série de sucesso (a primeira foi feita no início dos anos 90 pela mesma NBC), as melhores coisas que surgem numa primeira olhada são os personagens de Peter Krause (Six Feet Under) e de Lauren Graham (Gilmore Girls). Ambos, diga-se, parecem unidimensionais demais, mas ao mesmo tempo tem o carisma necessário para tornarem seus persongens, que são irmãos na série, em figuras mais interessantes. Dito isso, Parenthood é uma série imperdível? Não, mas tão pouco merece ser descartada sem ter algumas chances de dizer a que veio, já que com textos razoáveis girando em torno dos conflitos das relações em família e um elenco bem variado, pode ser exatamente o que você procura. Ou não.

    Fringe renovada para 3ª temporada

    Pronto. Chega de sofrer de ansiedade achando que Fringe não passa desse segundo ano. A Fox confirmou no último sábado que a série criada por J.J. Abrams vai mesmo ter 3ª temporada com estreia programada para setembro nos EUA. Quem deu a notícia foi o próprio presidente de entretenimento da Fox, Kevin Reilly, que reconheceu no esforço da equipe de produção da série em criar histórias envolventes e de qualidade, a justificativa perfeita para que a série tenha continuidade. Até então, um dos grandes temores sobre o futuro da série girava em torno do fato dela jamais ter alcançado números estrondosos na audiência (Fringe ocupa a 50ª posição no ranking das maiores audiências da tv americana) ainda que alcance bons resultados junto ao público alvo que interessa anunciantes. Seja lá qual for real o motivo que culminou na decisão de renovação, vale torcer desde já para que o restante dessa 2ª temporada (que volta com episódios inéditos no dia 1 de abril nos EUA) consiga ser efetivamente empolgante, e que seu terceiro ano traga tramas mais centradas na mitologia da série fugindo da irregularidade que permeou alguns episódios até aqui.

    Spock aparecendo em The Big Bang Theory?

    Pois é, mais ou menos isso. Segundo informação repercutida pela EW na segunda-feira, 8 de março, o produtor da ótima comédia The Big Bang Theory, Bill Prady, estaria interessado em convidar o ator Leonard Nimoy, o Spock de Star Trek para aparecer no início da próxima temporada da série. Prady, lembra que um convite já havia sido feito ao veterano ator na 2ª temporada, que no entanto recusara à época dizendo que estava aposentado. Contudo, como agora Nimoy tem aparecido esporadicamente em Fringe no papel de William Bell, Prady tem fé de que o ator repense sua posição de aparecer pelo menos nos sonhos de Sheldon Cooper, seu grande fã na série e que guarda inclusive um lenço usado pelo ator como relíquia. Aceita, Nimoy! É só isso pelo que podemos torcer para o bem das nossas risadas.

    Comédias da NBC renovadas para a próxima temporada

    Tá, eu sei que todo mundo baba ovo para a papa prêmios 30 Rock e para a novata Community, mas a verdade é que ainda que reconheça qualidades em ambas, até agora não consegui achar nenhuma das duas essa brastemp toda que algumas pessoas gostam de apregoar. Dito isso, quem se importa com a minha opinião, não é mesmo? O que interessa é que a NBC renovou ambas para novas temporadas. 30 Rock irá para seu quinto ano, e Community para seu segundo. Outra comédia da NBC que também ganhou mais uma temporada foi a – para mim - divertidíssima The Office, que entrará em sua 7ª temporada a partir de setembro nos EUA. Felizes?

    Arquivo X em ordem cronológica

    Não é surpresa para ninguém que o segundo filme da saudosa Arquivo X se transformou numa grande decepção tanto nas bilheterias quanto nas críticas. Eu mesmo que sou fã incondicional da série lamentei a chance que Chris Carter e cia perderam de fazer um filme que não só revisitasse os queridos personagens Mulder e Scully, mas que reavivasse o interesse pela grande mitologia que a série construiu ao longo de sua existência. Com isso em mente, por que eu iria querer comprar o Blu Ray do filme lançado em 2009? Simples. Há um extra no disco que remonta através de textos, imagens e pequenos clipes, toda cronologia da série desde os primórdios de sua história até os eventos do filme. É bastante informação bacana que ajuda a relembrar de forma bem organizada alguns dos momentos mais marcantes da série através dos mistérios e conspirações e da ligação dos personagens com elas. Imperdível!

    O que esperar da 5ª temporada de Dexter

    Com spoiler para quem ainda NÃO viu o quarto ano da série

    Após o chocante fim da 4ª temporada, uma das grandes perguntas que ficaram no ar era sobre como veríamos Dexter no início do desde já esperadíssimo quinto ano da série. Conversando com a EW pouco antes do painel de Dexter realizado na semana passada no Paley Fest em Los Angeles, a produtora Sara Colleton revelou que a temporada começará pouco tempo depois do final do trágico evento que mostrou a morte de Rita. “Iremos ver Dexter encarando o processo da perda e como aquilo impactará ainda mais sua já conturbada mente dividida entre o homem que só quer ser normal e aquele sedento por sangue. É importante que vejamos como ele reagirá”, disse Colleton, complementando ainda que a nova temporada não deve se focar num grande antagonista como aconteceu antes. “Queremos buscar uma forma de fazer tudo soar original e singular de novo”, encerrou ela de forma enigmática. Ansiosos?

    A estreia de The Pacific

    Vocês já sabem da minha alta expectativa com relação a The Pacific, certo? Pois é, então não esqueça de correr atrás da minissérie cujo primeiro episódio de um total de dez vai ao ar no próximo domingo, 14 de março, nos EUA pela HBO. Programa obrigatório.

    A cada vez mais decepcionante 8ª temporada de 24 Horas

    Com spoilers para quem não acompanha a série pela exibição americana

    E a trama dessa 8ª temporada de 24 Horas, hein? Mais previsível que o Adriano faltando treinos no Flamengo. Piadinha sem graça à parte, sinceramente tô bem desanimado com a série. Estamos praticamente na metade da temporada (faltam 13 episódios) e a verdade é que não se vê mais nada de novo nas histórias, as supostas reviravoltas não causam impacto (ah, o chefe de segurança do presidente Omar tá envolvido na conspiração e a filha corre perigo? Zzzzz), a personagem da Katee “Starbuck” Sackoff fica cada vez mais irritante e os roteiristas cada vez menos criativos. Vamos lá, tirando a cena do Jack Bauer malvadão ameaçando matar a mãe do terrorista, os outros 40 minutos desse 11º episódio foram absolutamente sonolentos e fáceis de imaginar no que culiminariam. Enfim, tenho saudades daquela série empolgante de outrora, e assim se for para série continuar desse jeito é melhor que Bauer possa descansar definitivamente ao fim desse oitavo dia. Discorda?

    Atualização: Matéria da Variety publicada no fim da noite da terça, aponta que a Fox deve anunciar em breve que 24 Horas será realmente encerrada nessa temporada.

quarta-feira, 3 de março de 2010

The Big Bang Theory e a camisa interativa do Raj

Será que alguém em sã consciência ainda tem coragem de questionar o fato de que "The Big Bang Theory" é uma das melhores comédias da atualidade? Sim, é notório que pelo menos metade da graça da série se concentre no egocêntrico Sheldon Cooper (o ótimo Jim Parsons), sua verborragia nerd incontrolável e sua total falta de superego, o elemento que internaliza nosso senso de limites e bom senso e que simplesmente inexiste no divertido PhD em física. Dito isso, não dá para ser injusto e ignorar que a composição dos outros 4 personagens (que servem de escada para Sheldon, geralmente) também é imprescindível para garantir um equilíbrio homogêneo das situações sempre comuns, mas que vivenciadas por aquela turma de quatro amigos nerds acompanhados por Penny rende sempre muitas risadas.

A CAMISA INTERATIVA DO RAJ

    Com spoilers para quem não acompanha a série pela exibição americana

    Em "The Excelsior Aquisition", 16º episódio da 3ª temporada, Sheldon vai parar na cadeia depois de arrumar confusão com um juiz por conta de uma infração de trânsito; Stan Lee, o mago dos quadrinhos aparece numa divertida participação especial, e Raj rouba a cena toda vez que aparece usando sua camiseta interativa cheia de efeitos sonoros modelo euqueroumaparamimjá!

    É besteira eu sei, mas duvido que ao ver o episódio você não tenha ficado com vontade de ter uma dessas na sua coleção. A boa notícia? A camiseta está à venda no Think Geek (título sugestivo, não?) por US$29,99 + custo de envio expresso. A personal soundtrack shirt, vem com um pequeno controle embutido que permite o uso de até 20 sons diferentes em formato mp3 e que podem ser trocados. Ou seja, perfeita para dar uma de Raj e impressionar num encontro com amigos ou para te ajudar a pagar mico por aí ;)


    Em tempo, se você ficou tentado a encomendar uma dessas, saiba que usando o cupom 9HBB antes de finalizar a compra, ganha US$5 de desconto para pedidos acima de US$ 25. Dica válida até as 23:59 (horário americano) do dia 03/03/2010.

    Meu agradecimento a Sara e ao Lucas pela dica do site :)

terça-feira, 2 de março de 2010

Como Fringe promete nos chocar com o final da 2ª temporada

O final da 1ª temporada de Fringe revelou as torres gêmeas ainda intactas em Nova York num universo alternativo. Portanto, como superar aquilo? O criador e produtor da série, J.J. Abrams contou ao Sci Fi Wire (em matéria escrita por Fred Topel cujos trechos você confere abaixo), que o final dessa 2ª vai de fato superar aquilo de um jeito mais profundo.

“A ideia do universo alternativo está no centro do que vai acontecer”, disse J.J. Abrams numa entrevista concedida no domingo em Los Angeles. “Sem entregar nada, penso que o final dessa temporada é mais rico, melhor e mais profundo que o da 1ª. O que vimos lá foi chocante, mas acho que o dessa temporada é diferente, mas igualmente impactante.”

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    Nenhuma porta deve ser totalmente fechada no final. Isso é Fringe, no fim das contas e tudo é possível. “Há certas coisas que vão acontecer que podem resolver certas histórias, mas para outras um senso de infinitas possibilidades ficará em aberto.”

    A 2ª temporada de Fringe recomeça no dia 1 de abril nos EUA com sete novos episódios. Abrams disse que o que marca esse retorno no dia da mentira é incrível.

    “É um dos meus favoritos. Brinca com o lance de ser retrô e estranho. É de fato um episódio muito bom”, disse Abrams.

    Sobre a renovação da série para uma 3ª temporada

    “Ainda não há nada oficial por parte da Fox, mas meus dedos estão cruzados”, comentou o produtor dizendo que o time que ele comanda ainda tem muitas histórias para contar. “Espero que tenhamos a chance de torná-las realidade e não ter apenas que contar para vocês como elas seriam.”

    ***

    Particularmente me junto à torcida de Abrams, mas e você, acha que Fringe merece ser renovada?

Surpresas da 3ª temporada de Damages, decepções da 8ª de 24 Horas e a estreia de Parenthood

*** Com spoilers para quem não segue a ordem de exibição da tv americana ***

Além de mostrar o progressivo envolvimento desesperado de Tom Shayes (Tate Donavan) no processo da fraude que atingiu-o pessoalmente e o levará à morte (como visto na estreia), um dos aspectos mais fascinantes que essa 3ª temporada de Damages tem explorado além do novo(?) papel de Ellen Parsons, é a figura de Joe Tobin, um homem que dividido pelo conflito de fazer o que seria certo, e aquilo que seria melhor para sua família, acaba optando por caminhos obscuros que o fazem ignorar qualquer moral (sem fugir do preço a ser pago por isso, claro) para usufruir do lucro que o rombo perpetrado por seu covarde pai pode render. Dito isso, sei que tem gente que nem tá dando bola para esse pedaço da trama, mas particularmente tenho gostado muito do trabalho do Campbell Scott, que sem maiores estardalhaços vem vendendo muito bem um personagem assombrado pela fragilidade, mas que ao mesmo tempo consegue ser ameaçador, simplesmente porque nunca dá dicas de quais serão seus próximos passos, algo que inclusive se reflete na trama da série de uma maneira geral. Fora isso, ver Patty Hewes jogando e manipulando as peças (vide o teste que fez com sua nova funcionária) é inegavelmente um recurso sempre interessante, sobretudo por conta da competente atuação fria, mas incisiva da ótima Glenn Close. Metade da temporada se foi e não faço a menor ideia do que vem pela frente, e para ser sincero nem tento adivinhar, afinal, com Damages o prazer de ser surpreendido a cada nova revalação ou virada continua sendo o grande charme da série. Quem não assiste não sabe o que está perdendo.

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    Em muitos aspectos, as três temporadas mais recentes de 24 Horas deixam sempre um gosto de déjà vu no ar, quase como se fossem um remake de anos anteriores (quantas vezes vimos o/a presidente discutindo as possíveis casualidades de um ataque?). O assunto principal – uma grande ameaça terrorista – obviamente não é o problema, afinal, a série só existe por conta disso, mas outros elementos enfraqueceram a produção, e as mudanças de cenário (antes Washington e agora Nova York) infelizmente não fizeram muita coisa em prol da série como seus produtores/roteiristas imaginavam e gostariam. Fato é que lá se vão 10 episódios desse 8º dia, e o ponto é que até aqui as decepções foram mais frequentes do que os vários momentos empolgantes que a série já rendeu antes e parecia destinada a repetir baseado no início dessa temporada. Além disso, os roteiristas da série parecem ter se rendido mais aos exageros para resolver pequenos conflitos na trama (como o fato de Jack já ter sido torturado 2 vezes por pessoas diferentes em menos de 8 horas e o da CTU desarmando um homem bomba remotamente como o episódio 10 mostrou). E o que dizer dos coadjuvantes? Antes figuras fortes na trama através dos bons vilões, dos ocupantes da presidência (que saudade de David Palmer) ou dos outros membros da CTU, eles agora se resumem (com raras exceções né, Chloe?) a figuras apagadíssimas, desinteressantes, chatas e em alguns casos até mesmo irritantes como é o caso de Dana Walsh (um personagem que desperdiça o talento de Katee Sackoff). Honestamente espero ter interpretado mal as intenções dos roteiristas e produtores de 24 Horas nessa temporada, mas considerando o que vimos até aqui, não me parece injusto dizer que ela foi mal planejada comentando um pecado quase imperdoável: relegar seu protagonista a segundo plano em boa parte da ação. Nesse panorama, a dúvida que fica é uma só: será que Jack Bauer sozinho conseguirá salvar o dia e a série de um fim decadente?

    E para encerrar o post, vale lembrar que nessa terça-feira, 02 de março, rola estreia da nova versão de Parentohood nos EUA. Para quem está por fora, essa é a 2ª tentativa da rede NBC em replicar o sucesso do filme de mesmo nome dirigido por Ron Howard (Uma Mente Brilhante, O Código Da Vince) e estrelado por Steve Martin e Diane Wiest (a Gina de In Treatment) no final da década de 80. Traduzido no Brasil com o subtítulo ‘O tiro que não saiu pela culatra’(!?!?), e sem ignorar o bom humor, Parenthood girava em torno dos conflitos e dramas de pais e suas dificuldades para educar os filhos.

    Com a boa recepção que o filme teve nos EUA, uma série chegou a estrear na NBC em 1990 com Leonardo DiCaprio (então só um moleque desconhecido) no papel de um dos filhos da trama e com Joss Whedon como um dos roteiristas, mas a transição da telona para telinha não funcionou na época e um cancelamento prematuro ocorreu. Agora, passados quase 20 anos, a mesma NBC aposta em nomes famosos como Peter Krause (Six Feet Under), o veterano Craig T. Nelson e Lauren Graham (a Lorelai de Gilmore Girls) e muitos outros para transformar Parenthood num novo sucesso. A receita original é boa. Resta saber se a mistura fará jus.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Saiba mais sobre 'The Pacific', nova minissérie da HBO que estreia dia 14 de março

Reconhecida por dar tratamento cinematográfico a praticamente todas as suas produções, a HBO começa a exibir a partir do próximo dia 14 de março nos EUA sua nova minissérie, The Pacific. Produzida por Steven Spielberg e Tom Hanks, que reprisam sua parceria com Gary Goetzman atrás das câmeras depois da aclamada Band of Brothers, The Pacific explorará em 10 episódios, as sangrentas batalhas ocorridas no Pacífico do início em Guadalcanal, passando por Iwo Jima até o fim da 2ª Guerra Mundial, e claro, os muitos dramas e conflitos de homens tentando se equilibrar num contexto moralmente distinto e absurdamente inimaginável para nós.



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    No vídeo que você assiste acima, produtores e elenco falam sobre o processo de fazer a minissérie e afirmam que as histórias retratadas são ainda mais íntimas e impactantes que aquelas vistas em Band of Brothers. Aliás, à primeira vista encarada por muitos apenas como um tipo de continuação de BoB, The Pacific mostrará, nas palavras de Tom Hanks, que as perspectivas dos dois grandes cenários daquele conflito (Europa e Pacífico) foram bem diferentes entre si.

    The Pacific, que conta histórias a partir das experiências de três fuzileiros, Eugene Sledge (que escreveu um respeitado livro de memórias de combate), Robert Leckie (também autor de um livro depois da guerra) e John Basilone, empregou o mesmo planejamento visto na preparação de elenco para o filme O Resgate do Soldado Ryan e para minissérie Band of Brothers. De acordo com o vídeo, todos conviveram num campo de treinamento militar por um período onde aprenderam e experimentaram situações que pudessem retratar o sentimento do conflito real.

    Começando poucos dias depois do ataque japonês a Pearl Harbor, The Pacific trará como outra novidade em relação à sua antecessora BoB, o fato de explorar também o que se passou nas vidas daqueles homens pouco depois do fim do conflito e seus retornos para casa. Somado aos outros atributos, esse elemento faz da minissérie na minha opinião, programa obrigatório para quem gostou de BoB ou simplesmente gosta de ver bons retratos históricos sendo apresentados independente de quem sejam os protagonistas. Dito isso, não sei você, mas tô aqui contando as horas para conferir esse novo espetáculo visual e de importante conteúdo que a HBO preparou.