quarta-feira, 30 de junho de 2010

True Blood Ep. 3x03 ‘It Hurts me Too’

Episódio exibido no dia 27/06 nos EUA e inédito na HBO Brasil até o dia 11/07



Dizem que prudência nunca é demais, mas considerando o que vimos na trama da 3ª temporada de True Blood até aqui, já me arrisco a dizer que essa tem tudo para ser a melhor da série desde sua estreia. Carregado no gore e ousado como sempre (vide a cena final), ‘It Hurts Me Too’ foi mais um belo episódio da série porque foi objetivo no que mais interessa: definir logo qual será o maior embate da história.

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    E ainda que não dê para dizer se a narrativa da temporada irá mesmo se reduzir ao conflito que se desenha entre os reinos do Mississippi e da Louisiana (através de seus reis, claro), o que já parece evidente é que Sookie, muito mais que um vértice do triângulo cada vez mais interessante envolvendo Bill e Eric, terá algum papel muito mais importante a desempenhar frente vampiros (e agora também lobisomens), visto o interesse que desperta.

    Das subtramas que incluem Jason atormentado pelo assassinato de Eggs, Arlene percebendo que há algo errado com a paternidade de seu futuro filho e Tara se envolvendo com o misterioso vampiro Franklin (a serviço do rei do Mississippi ou do magistrado?), a de Sam tentando estreitar os laços com sua complicada família biológica (que inclui irmão que o vê como ameaça, pai bêbado e mãe dividida) é das mais curiosas porque evidencia uma verdade que o transmorfo ignorava até então: antes só do que mal acompanhado.

    Contudo, é mesmo na interação que nasce entre Sookie e o lobisomen Alcide (incumbido por Eric de proteger a garçonete em sua busca por pistas que a levem ao noivo vampiro) e no plano preventivo de Bill de se associar ao rei do Mississippi, que residem os momentos mais marcantes do episódio. Assim, enquanto Sookie aparece mais uma vez bem na figura da mocinha destemida cheia de caras e bocas (o que não é um demérito), cabe a Bill, assombrado pela ameaça de perder a mulher amada (de novo) e voltar a se distanciar da chance de se humanizar através da garçonete, ver seu lado mais selvagem aflorar na bizarra cena que divide com Lorena e que encerra o episódio levantando a dúvida: como esse conflito se refletirá nas ações dele daqui para frente e como isso influenciará a história de uma maneira geral?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Trailer oficial de Tropa de Elite 2



Tá na rede o primeiro trailer oficial de Tropa de Elite 2, sequência do grande sucesso formal (e informal) do cinema nacional em 2007. No novo filme que se passa 13 anos após a história do original, Nascimento é Secretário de Segurança e após consolidar o BOPE como a arma mais eficaz no combate ao tráfico do Rio, tem que encarar novos inimigos: a própria polícia e a milícia que nasce dela.

Tropa de Elite 2 estreia no dia 8 de outubro

Dê seu palpite e concorra a um box em DVD de Dexter

***RESULTADO DO SORTEIO AQUI***

Com a Copa 2010 finalmente esquentando (aleluia!), que tal ter a chance de ganhar* um box de DVD da 1ª temporada de Dexter?

Para concorrer, basta dar seu palpite (nos comentários) para placar do jogo das quartas de final entre Brasil e Holanda que acontece na próxima 6ª, dia 2 de julho, às 11 da manhã, e no Twitter, RT (retwitar) a mensagem que traz para este post. O esquema é sorteio, mas o participante só leva o DVD se também tiver registrado seu palpite aqui independente de acertar o resultado do jogo.

*OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
    - Ao dar seu palpite, você deve colocar seu nome completo, cidade (só vale se for do Brasil) ou seu endereço de twitter nos comentários deste post até as 10 da manhã do dia 2 de julho.
    - Só terão chance de ganhar, aqueles que RT a mensagem do Twitter, pois é justamente através dela que o sorteio será realizado via Sorteie-me logo após o jogo.
    - Os que não cumprirem as duas orientações anteriores estarão automaticamente eliminados do sorteio.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A estreia da 7ª temporada de Entourage


Sou grande fã de Entourage, mas depois de um 6º ano que infelizmente acabou revelando-se muito irregular, fato é que a 7ª temporada que começou no domingo, 27 de junho, na HBO americana (ainda não há data de estreia no Brasil) carrega a grande responsabilidade de dar novo gás à série antes da já anunciada transposição para o cinema depois da 8ª (e provavelmente última) temporada que será exibida em 2011.

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    Nesse panorama, mesmo que não tenha sido um episódio dos mais memoráveis (longe disso, aliás), o 7x01 ‘Stunted’ trouxe pelo menos um elemento fundamental para que Entourage recupere o status de ser uma das comédias mais relevantes da tv: deu espaço para que Ari Gold (o ótimo Jeremy Piven), agora pressionando como dono da maior agência de talentos de Hollywood (e do mundo!), volte a se destacar na trama, o que se ocorrer, é meio caminho andado para o sucesso da temporada.

    Com relação às subtramas, fora a de Johnny Drama que ainda encara o calvário de não conseguir mais emprego na tv e se sentir um peão nas mãos de seu agente (Lloyd) e de um produtor, a de Turtle (agora coordenando uma empresa que presta serviço de táxi de luxo com belas motoristas) não me parece tão interessante quanto à da iniciativa arriscada e irresponsável (para não não dizer também implausível) de Vince, que ao decidir fazer ele próprio as cenas mais arriscadas de seu novo filme dirigido por Nick Cassavetes, deve render alguns conflitos bem divertidos envolvendo Ari e Eric tentando proteger seu mais valioso patrimônio.

    Para onde essa nova temporada de Entourage vai eu não sei, mas tô na torcida desde já para que a série volte a provocar as boas risadas tão naturais em anos anteriores. Alguém comigo nessa?

Sessão 3 em 1: This is It, Sempre ao Seu Lado e Um Olhar do Paraíso



Lançado pouco mais de quatro meses depois da morte do inesquecível rei da música pop, This is It, documentário que registra boa parte dos ensaios e da preparação do que seria a última série de shows de Michael Jackson, encanta muito pela noção de grandiosidade do espetáculo que nunca aconteceu (as novas vinhetas de Thriller e Smooth Criminal, esta mesclando cenas de filmes clássicos, feitas especialmente para o show são excepcionais), mas perde força ao abrir mão de explorar um pouco mais a fundo a personalidade genial e perfeccionista do cantor e sua relação com a fama. O que This is It também faz, é evitar por completo tentar traçar qualquer conclusão sobre as circunstâncias que levaram o cantor à morte no dia 25 de junho de 2009 (18 dias antes do 1º show em Londres), funcionando assim ‘apenas’ como um último tributo a Jackson e como um registro óbvio para todos que admiravam (e ainda admiram) sua música: dificilmente voltaremos a ver um artista tão completo e tão controverso quanto ele.

This is It foi exibido na noite domingo pela Globo e vai ao ar na 4ª feira, 30 de junho, às 21h no Warner Channel

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    Sempre ao Seu Lado (Hachi: A Dog’s Tale)

    Inspirado na incrível história verídica da fidelidade de um cão da raça Akita a seu dono, Sempre ao Seu Lado está longe de ser uma obra prima, mas conseguindo ser emocionante sem ser piegas (algo que Marley & Eu já havia feito com muita propriedade), é um filme que contribui decisivamente para dar um sentido ainda mais forte à frase ‘o cão é o melhor amigo do homem’. Objetiva em sua mensagem, a produção que conta com Richard Gere no elenco, explora com tomadas criativas e eficientes (algumas sob o ponto de vista do próprio animal inclusive) a curiosa relação que se estabelece entre o cão e seu dono antes e principalmente depois que esse falece. A partir desse ponto, o foco do filme volta-se totalmente para o animal que inexplicavelmente mantém a rotina então já estabelecida de esperar pelo dono todos os dias em frente a uma estação de trem por impressionantes 10 anos(!), algo que fica explicitado numa elegante elipse, diga-se. Em suma, se você já viu o filme, sabe qual é a sensação que ele traz, mas se ainda não viu o desafio é um só: resistir às lágrimas se puder.

    Um Olhar do Paraíso (Lovely Bones)

    Ainda que visualmente tenha momentos belíssimos, graças sobretudo à fotografia, o filme dirigido por Peter Jackson (da trilogia O Senhor dos Anéis) baseado no romance Lovely Bones de Alice Sebold (Uma Vida Interrompida no Brasil), falha clamorosamente no aspecto que lhe seria mais fundamental: comover com a história da adolescente assassinada que depois de morta passa a observar (de uma espécie de limbo) a vida de sua família e de seu algoz (Stanley Tucci, apenas mediano como o serial killer que lhe rendeu indicação ao Oscar 2010). Longo demais, Um Olhar do Paraíso derrapa ao não se definir nem como drama consistente no que tange expôr os conflitos que surgem na família da vítima (Mark Wahlberg é o pai obcecado por encontrar o assassino e Rachel Weisz e Susan Sarandon aparecem apagadas nos papéis de mãe e avó respectivamente), nem como a fantasia romântica que tenta ser nas sequências que mostram a jovem e delicada Susie Salmon (Saoirse Ronan, a melhor coisa do filme) angustiada por ter tido a vida tomada de forma covarde e por ainda não se sentir pronta para seguir adiante no plano em que estava.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Sonho de consumo: Os filmes de Charles Chaplin em Blu-Ray!



Demorou, mas alguns dos grandes filmes de Charles Chaplin (indispensáveis na coleção de qualquer cinéfilo que se preze) finalmente chegam ao mercado com a alta definição do Blu-Ray. Por enquanto, apenas ‘O Grande Ditador’ e ‘O Garoto’ estão disponíveis na Europa (área B), mas para agosto estão previstos os lançamentos de ‘Em Busca do Ouro’ e ‘Tempos Modernos’.

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    Segundo informações da distribuidora inglesa Park Circus (responsável pelos lançamentos), os filmes foram totalmente remasterizados mantendo a proporção original, e trazem extras bem interssantes em cada filme. O Grande Ditador, por exemplo, traz um documentário de quase 30 minutos com o cineasta Costa-Gravas e com Serge Toubiana (diretor geral da Academia Francesa de Cinema), em que discutem a história por trás da produção do filme, além de sua mensagem política. O Garoto, por sua vez, explora a relação de amizade que Chaplin estabeleceu com o ator que faz o garoto do título e, dentre outras coisas, traz uma breve introdução feita pelo biógrafo oficial de Chaplin, que conta pequenas curiosidades dos bastidores do filme. Imperdível, não? O único ponto negativo desses lançamentos é que nenhum dos extras inclui qualquer legenda.



quarta-feira, 23 de junho de 2010

A excelente estreia da 3ª temporada de True Blood



No Brasil, a diversão começa no próximo domingo às 22h pela HBO, mas para quem acompanha as séries pelo calendário americano, a 3ª temporada de True Blood já é realidade desde o dia 13, quando Bad Blood, episódio de estreia do novo ano da série, deu o belo ponta-pé inicial para a trama que promete apagar a má impressão deixada pelo encerramento da 2ª temporada e trazer muitas boas surpresas e reviravoltas envolvendo os singulares personagens de Bon Temps e seus arredores.

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    Do 3x01 “Bad Blood”, que retoma a história imediatamente após os acontecimentos do final do 2º ano (algo que já havia acontecido na transição da 1ª para a 2ª temporada), é inevitável dizer que tenha sido essencialmente um episódio preparatório e que serviu para introduzir novos elementos na narrativa (a entrada dos lobisomens na história foi excelente), além de nos situar em relação ao papel que cada um dos personagens deve ter daqui para frente.

    O melhor de tudo, é que diferente do que geralmente acontece nessas situações, o episódio ficou longe da monotonia, porque além de ser bem movimentado, trouxe ótimos momentos envolvendo os principais protagonistas em situações distintas (Eric e a rainha Sophie com o magistrado; Bill escapando de seus captores lobisomens; Sookie desesperada buscando uma forma de localizar Bill; a revoltada e agora deprimida Tara dando trabalho ao primo Lafayette; Jessica arrumando problema ao se alimentar de um humano que acaba morto; a divertida interação entre Jason e Andy, e finalmente Sam localizando seus pais).

    Particularmente gostei demais desse ‘Bad Blood’, porque logo de cara já dá para sacar que temporada manterá o nível de gore, erotização e dos bons e sempre divertidos textos que caracterizam a série, além de explorar várias boas possibilidades em sua trama. Dessa forma, mesmo que uma delas não se confirme boa o suficiente daqui a 2 ou 3 episódios, sabemos que há outras alternativas suficientemente capazes de colidirem lá na frente de forma satisfatória.

    Investindo no humor negro em várias sequências (a interação de Bill com o rei Russell, mandante de seu sequestro; a visita de Lafayette e Tara à retrógada mãe do cozinheiro gay, e até mesmo os questionamentos tolos de Jason, “papai noel existe?”, quando Sookie revela a existência de lobisomens), o 3x02"Beautifully Broken" deu sequência às subtramas iniciadas no primeiro episódio expandindo-as com boas indicações de que a diversão será elemento constante em todos os aspectos da trama.

    Nesse panorama, ao dar mais espaço para Eric e reintroduzir Godric através de flashbacks que revelam a participação dos dois vampiros na 2ª guerra mundial disfarçados de nazistas(!) na tentativa de identificar lobisomens que trabalham para outro vampiro, o episódio dá a clara noção através da proposta feita pelo rei Russell a Bill (torná-lo xerife do Mississipi), de que serão essas, as histórias que sustentarão o principal conflito a ser explorado na temporada.

    Fora isso, ao abrir espaço para uma maior aproximação de Sookie com Eric (cada vez mais atraído pela telepata e ela por ele, ainda que de forma relutante), True Blood ganha mais tensão sexual, um artifício que geralmente catalisa o desenvolvimento de cenários interessantes em torno dos personagens e solidifica o conceito de que muito mais do que uma produção sobre vampiros e outros seres bizarros/sobrenaturais, ela é antes de tudo uma excelente série sobre o impacto do relacionamento entre diferentes.

    Assim, contando com tantos personagens carismáticos, textos propositalmente exagerados, mas não menos inspirados, além dos quase sempre excelentes ganchos, só me resta deixar aquela perguntinha básica: dá para questionar o fato de True Blood ser hoje uma das melhores e mais divertidas séries da atualidade?

    Notas: 1) A série foi oficialmente renovada para a 4ª temporada que estreia em junho de 2011. 2) Ficou curioso(a) com os eventos que cercam a Operação Lobisomen mostrada no ep. 3x02? Então confira o vídeo disponibilizado pela HBO que a galera do excelente Fangtasia Brasil legendou.

Um vício chamado House, uma contribuição ao blog do Universal Channel

Por ocasião da exibição de 'Help Me', o excelente final da 6ª temporada de House, fui convidado pela assessoria do Universal Channel para escrever um texto para o blog que o canal dedica à série. A brincadeira já está no ar e por isso deixo aqui o convite para que passem por lá e confiram minha breve opinião sobre a série, que apesar da recente irregularidade, ainda considero bem acima da média da maioria e uma das minhas favoritas.

"Help Me" vai ao ar às 23h dessa quinta-feira, dia 24 de junho no Universal Channel.

‘Na Forma da Lei’, a nova série da Globo



Para quem tem costume de assistir séries, é de se comemorar a tentativa da Globo de expandir e popularizar esse segmento em sua grade. Por outro lado, para quem é fã do formato, é de se lamentar que a quantidade ainda esteja longe de ser traduzida em qualidade, algo que a novata ‘Na Forma da Lei’ infelizmente comprova logo de cara.

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    Salvo raras exceções (caso da já veteraníssima A Grande Família e de Força Tarefa, que depois de uma irregular temporada de estreia voltou muito mais madura em seu 2º ano), fato é que parte dos consagrados realizadores por trás dessas novas séries nacionais ainda continuam presos aos piores vícios das novelas, quer seja pela superficialidade dos textos ou simplesmente pelos fracos roteiros.

    Na Forma da Lei, série (ou seria mais apropriado chamá-la de minissérie?) da Globo que já teve dois episódios exibidos (vai ao ar toda 3ª feira às 22:50), é o resumo (im) perfeito de como uma boa ideia pode ser transformada num rascunho mal acabado de história, situações e principalmente atuações terríveis fruto de uma direção preguiçosa.

    Escrita por Antônio Calmon (que tem no currículo a excelente Armação Ilimitada) e com direção geral de Wolf Maia, a produção gira em torno de um grupo de amigos que se lançam numa cruzada por justiça, depois de testemunharem um assassinato covarde cometido pelo filho de um poderoso e corrupto senador. E se a premissa parece interessante, sobretudo pelo potencial de se tornar um thriller carregado de drama e suspense com direito a cenas de tribunal e etc, a verdade é que o resultado na tela se revela decepcionante.


    A promotora Ana Beatriz e a delegada Gabriela


    O juiz Célio, o advogado Edgard e o jornalista Ademir

    Carregada de referências pop e frases de efeito (o que está longe de ser um demérito quando usado com parcimônia), Na Forma da Lei comete no entanto um pecado imperdoável: praticamente todos os seus personagens são figuras desinteressantes e caricatas. Assim, se de um lado estão os destemidos, porém não menos ingênuos paladinos da justiça (imagens acima), do outro aparecem os‘vilões’ dignos de um filme B muito ruim (só falta a risadinha diabólica em determinadas situações).


    Maurício e José Carlos Viegas: os vilões da trama

    Em maior ou menor grau, a questão é que o elenco parece fora do tom na série. Nisso, destaque negativo para as caracterizações que Marcio Garcia e Luana Piovani dão a seus personagens porque enquanto o outrora galã transforma seu Maurício Viegas (o assassino que catalisa a trama) num arremedo de sociopata que adora fazer cara de olhacomosoumau, Piovani simplesmente não convence como uma delegada federal, já que tudo o que fala soa forçado e artificial (o que de certa forma é culpa do texto, claro).

    E se episódio de estreia já fora pontuado por sequências fracas como a da formatura (que podia ser emocional, mas no fim ficou apenas piegas) ou aquela do finalzinho que mostrava o grupo de amigos (todos jovens e muito bem sucedidos em suas carreiras) se reunindo no túmulo de Eduardo (vítima de Maurício) para celebrar a 1ª vitória da batalha deles contra os Viegas (pai e filho), o 2º episódio confirmou que o jogo de gato e rato que sustentará a série não tem força para instigar como thriller ainda que reserve algumas raríssimas surpresas.

    Focando-se na história que traz o competente Osmar Prado na pele de um deputado corrupto que poderia expor o esquema de desvio de verbas assistenciais perpetrado pelo senador José Carlos Viegas, o episódio evidencia de forma curiosa a personalidade do personagem feito por Luís Melo (aparentemente fadado a só fazer vilões). Nesse contexto, quando Viegas tenta demover o incontrolável filho Maurício de agir de forma radical, isto é, mandar matar para salvar tudo o que a família ‘conquistara’, o senador chega a dizer, “Posso fazer coisas erradas, mas ainda tenho meus valores”, uma definição acertada para um homem tomado pela contradição e pelo mau-caratismo.

    Por falar em contradição, impossível não comentar sobre a relação entre o advogado Edgard (Henri Castelli) e seu pai, o também advogado criminalista, Dr. Mourão (José Wilker), que muito ligado aos Viegas, se frusta ao ver o filho (que ele diz ser talentoso) se bandear para o lado da ética e da moral, evento que alimenta o conflito entre os dois e gera frases de efeito do tipo, “O melhor cliente quase sempre é culpado... e rico.”

    E se as situações destacadas nos dois parágrafos anteriores não comprometem de forma decisiva, o mesmo não dá para dizer do protagonismo dado às figuras de Maurício e de Ana Beatriz (Ana Paula Arósio), porque enquanto o primeiro não convence na imagem do psicopata que o personagem tenta vender, afinal, ele não parece inteligente e frio, e é apenas passional e sem limites, a segunda (que no passado teve um envolvimento amoroso com o vilão) tem reações infantis e desproporcionais à figura de uma promotora pública de respeito como é descrita pelos colegas. E isso, acredite, pesa muito numa trama que gira justamente em torno dessas duas figuras.

    Como fã de séries, sinceramente torço para que a iniciativa de expansão das produções nacionais não perca o gás. Dito isso, para quem se acostumou a ver séries do nível de uma Law & Order SVU ou mesmo da encerrada Damages, é muito difícil ignorar os equívocos cometidos nesse início de Na Forma da Lei em nome da diversão pura e simples.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Um balanço sobre a minissérie ‘The Pacific’ da HBO



Destacando as nada sutis diferenças em relação aos eventos europeus da 2ª guerra mundial, The Pacific chegou ao fim no domingo, 13 de junho, aqui no Brasil via HBO. Em seus dez capítulos, vimos um retrato marcante e sobretudo emocionante dos principais conflitos ocorridos naquela parte do mundo e que raramente ganham atenção nos livros de história ou nos muitos documentários disponíveis nos History Channels da vida.

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    Essencialmente apoiada na mesma estrutura narrativa de Band of Brothers, The Pacific teve pelo menos duas boas diferenças em relação à sua antecessora: concentrou o foco das ações sob o ponto de vista de 3 personagens e encerrou-se evidenciando o impacto que a experiência exerceu nas vidas de alguns dos homens que sobreviveram à guerra e voltaram para casa, mas que jamais veriam o mundo com os mesmos olhos.

    Tecnicamente excelente em sua reconstituição de época, fato que ajudou a corroborar a ideia de ser um documento histórico imperdível (algo que comentei ainda no início da exibição da produção), The Pacific teve como grande mérito a capacidade de equilibrar com eficiência os momentos de ação com aqueles mais pessoais. Afinal, mais do que nos conflitos em si, era na bagagem de vida que traziam e na dependência que se estabelecia entre eles, que surgiam os laços de camaradagem que definiriam a trajetória de cada um daqueles homens durante a guerra.

    Nesse panorama, enquanto o capítulo 3, “Melbourne”, fez uma pausa na ação para mostrar o breve período de descanso dos fuzileiros na Austrália (após a intensa campanha de tomada em Guadalcanal) além do curto envolvimento amoroso que Robert Leckie (James Badge Dale) teve naquele país, o 4º, “Gloucester/Pavuvu/Banika" concentrou-se no desgaste físico e mental crescente encarado pelos fuzileiros que tinham não nos japoneses, mas no ambiente inóspito seu pior inimigo até então.

    Já o capítulo 5, “Peleliu Landing”, foi o que introduziu definitivamente a figura do franzino Eugene Sledge (Joseph Mazzello), que como parte ativa da batalha mais sangrenta até ali, testemunha a total perda de humanidade que outros combatentes (como Shelton) já tomavam como algo natural. Foi também nesse quinto episódio, e já de volta aos EUA, que John Basilone (Jon Seda), então um herói de guerra por conta de seus feitos em Guadalcanal, reapareceu com maior proeminência atuando a contragosto numa turnê pelo país para vender bônus de guerra ao lado de estrelas do cinema do porte de Virginia Grey (Anna Torv, a Olivia de Fringe).

    Peleliu Airfield” por sua vez, a 6ª parte de The Pacific, foi a que trouxe as cenas mais intensas e bem orquestradas dos combates vivenciados pelos grupos dos quais Leckie e Sledge faziam parte. Nas sequências que seguiram a missão dos fuzileiros de atravessar uma ‘réles’ pista de pouso, vimos o horror intensificado pelas mortes e pelo sofrimento provocado pela combinação de calor e sede constante, além de testemunhamos o momento que culminaria na despedida forçada de Robert Leckie, que ferido em combate, dava adeus ao Pacífico.

    E quando o capítulo 7 veio narrando a tomada das monstanhas de Peleliu, a minissérie deu foco ao que os veteranos dizem ter sido uma das campanhas mais duras daquele 1944 quando tiveram imensa dificuldade de avançar sobre um terreno até então controlado com muita vantagem pelos japoneses, que atuando sob uma rede de túneis bem elaborada, inflingiram inúmeras baixas na ofensiva liderada pelos americanos. Ainda desse “Peleliu Hills”, nome do capítulo, destaque para a curiosa atuação de Sledge, que mesmo mostrando incrível fragilidade física, manteve-se como observador arguto e equilibrado (pelo menos até ali) conseguindo sobreviver às mais impensáveis situações, e também para o retrato dos japoneses, que sem jamais se renderem, encaravam o lema de viver ou morrer como máxima absoluta de combate.

    E se não dá para falar no teatro de guerra do Pacífico sem mencionar a batalha de "Iwo Jima" (que, registre-se, rendeu dois belos filmes dirigidos por Clint Eastwood em 2006), nada mais coerente que a produção da HBO capitaneada por Tom Hanks e Spielberg tenha dedicado uma pequena parte do oitavo capítulo para mostrar justamente o início daquelas ações. E se as batalhas em si ficaram em segundo plano ganhando espaço apenas no finalzinho, a curiosa trajetória que mostraria o casamento de John Basilone, seu retorno voluntário ao Pacífico e sua consequente morte em combate na ilha de Iwo Jima, serviram para justificar de vez o status de herói de guerra que o sargento ganhou na História.

    Okinawa”, a 9ª e penúltima parte de The Pacific, foi a que expôs a desumanização de Sledge (“Não viemos aqui para matar japas”?, indaga ele a certa altura depois de ser reeprendido por um superior por ter matado um inimigo desnecessariamente) e que particularmente mais me chocou com as cenas de camponeses/pescadores sendo massacrados no meio do conflito. Nesse contexto, destaque para a cena que serviu como o toque de despertar dos limites para Sledge na qual ele teve que decidir o que fazer quando encontrou uma japonesa ferida mortalmente segurando seu bebê aos prantos dentro de uma cabana.

    E finalmente chegamos a “Home”, último capítulo da minissérie que serviu de epílogo das trajetórias daqueles que sobreviveram e tiveram em maior ou menor grau, severas dificuldades para se readaptatem na vida normal. E se Leckie sequer esboçou qualquer reação quando soube que a guerra havia se encerrado (afinal, para ele não havia absolutamente nada a se comemorar), a recompensa de estar em casa se traduziu no romance e posterior casamento com a bela Vera e na chance de trabalhar como jornalista, fato que mais tarde abriria as portas para uma carreira literária quase que inteiramente dedicada à história militar. Seu primeiro livro, aliás, ‘Helmet for My Pillow’, serviu de base, ao lado de outro livro, ‘With the Old Breed’ (escrito por Eugene Sledge), para os roteiros da minissérie. E como falei em Sledge, não menos curioso foi ver como a experiência de guerra trasnformou para sempre o franzino menino que embarcou cheio de entusiasmo patriótico e voltou como um homem marcado por traumas que o atormentariam para sempre, mas que também definiram sua personalidade por longos anos até sua morte em 2001.

    Ainda que tenha sido emocionalmente inferior em relação a Band of Brothers (talvez por conta da falta de uma figura vitimizada facilmente identificável como a dos judeus na Europa), The Pacific no entanto manteve no mesmo apuro técnico de sua antecessora, os bons elementos que fazem dela uma obra indispensável para quem se interessa pelo tema ou simplesmente quer ter a sensação do impacto que conflitos daquela magnitude representaram. Inquestionavelmente feita como homenagem para veteranos, The Pacific consolidou-se também como importante registro histórico de um período sombrio da nossa humanidade, o que para uma produção com tamanha exposição está longe de ser pouca coisa.

terça-feira, 15 de junho de 2010

'The Event', a melhor série nova da temporada 2010/2011?



Ainda é muito cedo para dizer qual pode ser a melhor ou mesmo a pior nova série da temporada 2010/2011, mas já tem jornalista lá fora apontando que The Event, aposta da NBC capitaneada por ex-produtores de 24 Horas, The 4400 e Friday Night Lights, tem tudo para se transformar na nova sensação da tv. Sinceramente tenho lá minhas dúvidas, porque embora seja fã de tramas conspiratórias, não sei se algo tão grande quanto o bom trailer acima aponta, teria força para sustentar uma temporada inteira na tv aberta. Seja lá como for, com um elenco que tem bons nomes como o de Blair Underwood (In Treatment), Zeljko Ivanek (Damages), The Event pode até não se confirmar como essa maravilha toda que apontam precocemente, mas também duvido que vá ser uma bomba total.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Saudades de Battlestar Galactica? O game online vém aí!

Em tempos de E3, viciados em games ficam absolutamente ansiosos pelas novidades que em breve chegam nas mais diversas plataformas. E mesmo não me considerando um gamer hardcore, confesso que adoro passar umas horinhas de vez em quando dando uns tirinhos nos ótimos CoD e Bad Company ou mesmo me aventurando no excelente Uncharted 2 no Ps3. Contudo, se há um game que particularmente desperta muito meu interesse já há alguns meses, esse game é Battlestar Galactica Online.

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    Até então, pouco se sabia da produção além do fato de ser estruturada de forma colaborativa e ser, como o nome já indica, online dividindo jogadores entre cylons e humanos. Pois bem, no fim da última semana, a Bigpoint, empresa que desenvolve games online (e da qual a Universal é dona de 35%), não só divulgou o excepcional trailer teaser do jogo, como deu mais alguns detalhes da brincadeira que será disponibilizada no site do SyFy no último trimestre deste ano.


    Além de grandes sequências de batalhas espaciais, Battlestar Galactica Online trará missões de exploração/conquista e elementos da narrativa da inesquecível série encerrada em 2009. Cylon ou humano: que lado você vai escolher?

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Blu Ray – Ultimate Matrix Collection (6 discos) em promoção!

Na madrugada dessa quinta-feira, a Amazon colocou em promoção o imperdível Box de Blu Ray ‘Ultimate Matrix Collection’, que além da trilogia completa em altíssima definição (com comentários em áudio de críticos e filósofos e bastidores de cada filme), traz também os curtas Animatrix (também em hi def) e mais o The Matrix Experience, que através de documentários, discute a mescla de filosofia e ciência/pseudociência exploradas nos filmes e mais todo o merchandising envolvido em torno da obra. São mais de 30(!) horas de material extra. O box contém 6 discos, sendo 4 em Blu Ray com os filmes e o Animatrix (todos com áudio e legendas em pt-br) e outros 2 de DVD dedicados ao The Matrix Experience (que infelizmente não tem legendas em pt-br).

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    No Brasil, há um box em Blu Ray com a trilogia sendo vendido por R$159,90, contudo, a edição nacional não contém os curta do Animatrix e muito menos o Matrix Experience. Assim, se você é fã da obra dos Wachowski e colecionador como eu, vale muito à pena investir pouco mais de R$90 (na cotação de hoje) + o valor do frete para ter o ‘Ultimate Matrix Collection’ na estante. São horas e horas diversão garantida!

    Atualização de 14 de junho: O preço voltou à faixa tradicional dos US$70, mas fique de olho pois a Amazon faz promoções esporádicas desse belíssimo box.

terça-feira, 8 de junho de 2010

O episódio Piloto de ‘Los Angeles - Cidade Proibida’

Poucas pessoas sabem, mas o filme de 1997, Los Angeles – Cidade Proibida (LA Confidential no original), que levou Oscar de atriz coadjuvante com Kim Bassinger e roteiro adaptado a partir do livro homônimo de James Ellroy, quase gerou uma série de tv em 2000. No último final de semana, revi o filme (que é um dos meus favoritos, diga-se) e na ocasião também pude finalmente assistir o Piloto que nunca foi sequer exibido na televisão sendo relegado a bônus no disco de blu ray. E honestamente? Pelo resultado não merecia mesmo virar série.

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    Situado num período anterior ao do filme, o Piloto revisita praticamente todos os personagens que vimos na produção de 97 e explora, com pequenas variações, os eventos que culminaram na história da obra dirigida por Curtis Hanson. No elenco, nomes como Kiefer Sutherland (sim, o Jack Bauer) na pele do detetive Jack Vincennes, Melissa George (a Laura de In Treatment) como a prostituta Lynn Bracken e do veterano Eric Roberts como o cafetão Pierce Patchett além de outros menos famosos dando vida a Bud White, Ed Exley, Sid Hudgens e o Capitão Smith.


    Da esquerda para a direita: Ed Exley, Jack Vincennes, Bud White,
    Lynn Bracken, Sid Hudgens e o capitão Smith

    Dirigido com correção por Eric Laneuville (que tem 5 episódios de Lost no currículo), que resgata o clima noir da obra original com eficiência, o Piloto no entanto é apenas razoável porque falha clamorosamente ao assumir que o público já conhece os personagens de suas encarnações no cinema e com isso abre mão de desenvolvê-los. Assim, mesmo que o Vincennes de Sutherland pareça ter as mesmas caracterísiticas do personagem feito por Kevin Spacey, não convence na mesma medida como o homem dividido entre fazer o que é certo ou o que é mais fácil. Nesse panorama, duas das figuras mais interessantes e marcantes do filme são os que mais aparecem distorcidos no Piloto: o durão Bud White (Josh Hopkins, o Greysson da fraca Cougar Town) e o almofadinha Ed Exley (David Conrad).

    Com boas perspectivas à época, o Piloto de LA Confidential tinha tudo para agradar e render uma boa série, mas ao errar na tentativa de emular os bons elementos que fizeram do filme uma obra essencial na história do cinema, acabou engavetado pela HBO, que temendo os altos custos que a produção demandaria, acabou mudando seu foco para investir mais pesadamente numa outra série ‘pequena’ que começava a fazer barulho no início da década: The Sopranos.

    Nunca viu o filme? Clique aqui e assista o trailer legendado.

A 'estreia' da inglesa Pulse e os retornos de Royal Pains e Burn Notice

Pense numa série médica que se confunde entre o thriller de suspense e o horror psicológico. Não lembrou de nenhuma? Pois então conheça Pulse, nova produção inglesa que estreou na quinta-feira, 3 de junho e que acidentalmente(?) pega emprestado um elemento de Grey’s Anatomy (jovem médica assombrada pelo peso de ser comparada a sua respeitada e falecida mãe), mas que vai muito além do drama particular ao ambientar sua história num hospital de excelência que esconde experimentos que fogem de qualquer padrão de normalidade envolvendo pacientes e os próprios médicos.

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    Se no estilo, Pulse não chega a ser tão brilhante, já que abusa de pequenos clichês para criar suspense (a trilha colocada só para assustar, a sombra que passa ao fundo criando uma expectativa que não dá em nada e etc), conceitualmente é uma produção que pode ter muito espaço para crescer sobretudo por conta de seus personagens e do tom de conspiração que toma forma. Longe de ser empolgante, Pulse intriga pela temática diferente e por explorar um universo que raramente vemos na tv. O que não é pouca coisa, acredite.


    Nota: Embora o Piloto tenha sido exibido pelo canal inglês BBC3, a continuidade da série ainda não foi confirmada, o que pode ou não acontecer ainda essa semana.

    O retornos de Burn Notice e Royal Pains

    Duas séries que no Brasil infelizmente não geram a repercussão que merecem, retornaram com novas temporadas na semana passada na tv americana.

    A primeira é Burn Notice, que em sua 4ª temporada continua sendo (junto de Chuck) a melhor série de espião capaz de desconstruir com muito humor e altas doses de ação o glamour de tramas que envolvem missões absurdas e exageradas. Descobri a série tardiamente quando ela já estava no fim da 2ª temporada, mas desde então acompanho com certa regularidade a história do ex-espião da CIA que após ser demitido sem causa aparente, passa a viver de pequenos bicos envolvendo situações que exigem sua expertise ao mesmo tempo em que tenta descobrir porque foi ‘queimado’ da agência. O episódio que abriu o 4º ano da série nem chegou a ser tão empolgante quanto a média da temporada anterior, mas ao colocar o protagonista Michael Weston (Jeffrey Donovan) em um trabalho colaborativo com um outro agente da CIA, o ponta-pé inicial para o que pode render diversas situações novas foi bem dado. Assim como Chuck, Burn Notice tem como grande mérito não se levar a sério, um recurso fundamental para uma produção que trata o perigo e a ameaça como uma brincadeira divertida cercada de tiros, explosões e personagens carismáticos.

    Royal Pains, que acaba de iniciar sua 2ª temporada, narra a vida de Hank Lawson, médico que após ser injustamente demitido do emprego e ser dispensado pela noiva, troca, ainda que involutariamente, a rotina de uma emergência de hospital em Nova York pela de médico particular de ricaços do badalado balneário dos Hamptons. As histórias da série e os chamados casos da semana são sempre dos mais simples possíveis, mas ao se misturarem aos dilemas pessoais dos personagens, criam uma atmosfera interessante e curiosa num mundo absolutamente distante da nossa realidade. No episódio que abriu a nova temporada (que conta com participação especial da oscarizada Marcia Gay Harden), Hank tem que dar assistência a um famoso inventor (papel de Kyle Bornheimer da falecida Worst Week) ao mesmo tempo em que precisa reconquistar a confiança do bilionário Boris (Campbell Scott, o Joe Tobin da 3ª temporada de Damages), que na série funciona como uma espécie de apoiador informal das ‘aventuras’ do médico nos Hamptons. Na essência, Royal Pains não é uma série imperdível, mas nesse período de entressafra das temporadas regulares, surge como uma boa opção de diversão.

    No Brasil, Burn Notice é exibida pelo Fx (que atualmente transmite a 3ª temporada) enquanto Royal Pains vai ao ar pelo Sony que está reprisando a 1ª temporada.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Balanço das temporada de Damages, Chuck, Grey’s Anatomy, Law & Order: SVU e muito mais!



Antes tarde do que nunca, já diz aquele velho ditado. Assim, mesmo com atraso de alguns dias, finalmente abro espaço para repercutir (de forma breve) balanços de temporada de algumas das séries que acompanhei com certa regularidade nos últimos meses. São textos curtos que dão destaque para as séries já citadas no título do post e para outras como CSI, The Big Bang Theory, The Office e até Desperate Housewives. Ah, e só para constar, é claro que todos os comentários contém spoilers para quem ainda não assistiu.

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    Damages

    É uma pena que tão poucas pessoas tenham acompanhado o terceiro (e provavelmente último) ano de Damages. Mais seguro e com uma trama muito mais amarrada que a da boa, porém irregular 2ª temporada, esse instigante thriller jurídico ganhou no dia 14 de abril (lá fora, claro) um desfecho que serviu tanto para expôr de forma chocante toda a sujeira (mentiras, assassinatos e suicídios) por trás da grande conspiração alimentada pela fraude bilionária perpetrada pelos Tobin, quanto para concluir a trajetória de seus personagens de formas interessantes. Tirando algumas pequenas restrições com o fim (achei forçada a circunstância que culminou na morte do Tom, por exemplo) e com a temporada em si (fez falta vermos maiores embates entre Patty e Elen), fato é que sentirei saudades de tentar montar aqueles deliciosos quebra-cabeças propostos por sua narrativa cheia de idas e vindas, além, claro, da odiável, inteligente e não menos complexada Patty Hewes, que feita com maestria por Glenn Close, era das melhores definições de como um personagem multifacetado e tridimensional deve ser.

    Chuck

    Balisando-se na fórmula de episódios com histórias fechadas, mas que ao mesmo tempo nunca abriu mão de desenvolver tramas maiores (como ocorre com Fringe), foi nessa 3ª temporada que Chuck encontrou seu tom ideal para consolidar-se como uma das melhores e mais divertidas opções da safra atual de séries. Despretensioso e sem nunca se levar a sério (seu maior mérito, diga-se), o 3º ano da produção soube dosar o investimento no romance entre Chuck e Sara ao mesmo tempo em que envolveu de forma mais direta alguns dos coadjuvantes (Awesome e Morgan como exemplos mais notórios) nas mais diversas situações conferindo-lhes maior importância. Além disso, a boa participação de Daniel Shawn (Brandon Routh, a encarnação mais recente do Superman no cinema) na mistura, trouxe equilíbrio à dinâmica do trio principal, uma vez que o personagem serviu tanto para alavancar as exageradas habilidades de Chuck com o novo intersect inspirado em Matrix, quanto para funcionar mais tarde como um bom antagonista para o agora consolidado espião. E assim, muito mais madura, ao introduzir a misteriosa mãe de Chuck na trama, a temporada se encerrou com um gancho que promete ser fundamental para afastá-la da sempre perigosa zona de conforto. E que venha logo a 4ª temporada!

    Grey’s Anatomy

    E por falar em série que virou refém da zona de conforto... Grey’s Anatomy já figurou na minha lista de favoritas, mas hoje infelizmente está fora desse posto. Longe de provocar o envolvimento de outrora, as tramas constantemente repetitivas e os textos já não tão inspirados esvaziaram o que a série tinha de melhor. Em sua 6ª temporada, poucos foram os momentos que realmente tentaram sacudir as histórias com situações novas. Da saída de Izzie por exemplo, nem há muito o que comentar (ou lamentar) porque a personagem já havia perdido a graça e o espaço a tempos. Os romances? Com exceção de Callie e Arizona, foram todos mais do mesmo com a mudança de conflitos entre personagens diferentes e aquele vai e vem de sempre. Ou seja: chato. E nem mesmo o final tão comentado me convenceu, porque tirando um choque ou outro (como a cena da morte da Dra. Reed ou o fato de Christina ter a vida de Derek literalmente em suas mãos) ficou devendo muito no quesito que construiu a fama da série: sua capacidade de emocionar sem apelar para dramalhões exagerados embalados por trilhas melosas. Dito isso, não sei até onde dura minha paciência com a série, mas dada minha insatisfação despertada por esta temporada, é fato que Shonda Rhimes já fez muito melhor.

    Desperate Housewives

    Entra ano, sai ano e DH continua a mesma com pequenas variações. E se a 6ª temporada da série mais uma vez não fugiu da equação mistério + vizinhos novos com um segredo + dramas pessoais das 4 protagonistas, tampouco se esquivou de explorar o humor negro afiado como principal atrativo de suas tramas. Nesse panorama, os destaques óbvios ficam para a história envolvendo a crise financeira que obrigou Susan e Mike a deixarem Wisteria Lane no final da temporada; para a despedida de Katherine, que se descobriu lésbica nos braços da bela loira Robin (participação especial de Julie Benz, a Rita de Dexter); para Bree, que envolvida numa chantagem, teve que a abrir mão de sua empresa para tentar proteger um segredo, e finalmente para Lynette envolvida com a revelação do assassino da cidade representado pela trágica figura do adolescente Eddie. É pouco? Pode ser, mas mesmo assim a série ainda diverte apesar de se aproximar cada vez mais do esgotamento de sua fórmula com um quê de novela.

    The Big Bang Theory

    Ninguém nega que pelo menos 75% da graça de The Big Bang Theory se concentre em Sheldon e em seus rompantes antissociais (só para lembrar de um, que tal o episódio em que ele vai parar na cadeia por desacatar um juiz e perde a sessão de autógrafos com Stan Lee?). Com isso em mente, será que dá para negar que os demais personagens não tenham também sua dose de importância nem que sejam para funcionar como escada para situações absurdas? Como ignorar por exemplo, um dos episódios da reta final dessa 3ª temporada em que Leonard, Howard e Raj se veem envolvidos com uma astrofísica renomada e ninfomaníaca nas horas vagas? Como toda comédia, TBBT depende muito de seu elenco, que se não chega a ser tão brilhante individualmente (a exceção talvez seja mesmo apenas Jim Parsons), em conjunto funciona em perfeita sintonia, o que no fim acaba sendo o grande segredo da série, que com o gancho apontado no final da temporada (um interesse amoroso para Sheldon), tem tudo para render situações ainda mais incomuns e não menos divertidas.

    The Office

    Para uns a série já deu o que tinha que dar, mas para quem gosta de humor mais elaborado que não se sustenta apenas por gags óbvias, The Office ainda tem fôlego porque faz diferente mesmo quando suas histórias parecem falar sobre as mesmas coisas no mesmo ambiente de sempre: o escritório. Em seu 6º ano, a série pouco teve a desenvolver de seus personagens, afinal, a essa altura já conhecemos todas as suas nuances e dessa maneira, falar do comportamento bizarro de Michael ou Dwight por exemplo seria lugar comum. Dessa forma, alguns dos destaques dessa temporada surgiram a partir do constrangedor rompimento de namoro de Michael com a mãe de Pam; da incorporação da Dunder Mifflin (situação que trouxe a oscarizada Kathy Bates em participação especial) por uma empresa que faz máquinas copiadoras, além do surpreendente envolvimento de Michael com uma cliente (que mais tarde ele descobre ser casada) e finalmente a partir do (in)feliz incidente que acaba colocando o gerente da filial de Scranton em evidência positiva junto à matriz no que certamente conduzirá Jim, Pam e cia numa nova vertente de ações sem noção perpetradas pelo chefe na próxima temporada. Já cansou da série? Eu ainda quero muito mais.

    Law & Order: SVU

    Descobri SVU tardiamente como apontei nesse post, mas posso dizer que virei fã incondicional da série com essa 11ª temporada. Já tendo atingido sua maturidade há tempos, a produção protagonizada por Mariska Hargitay e Christopher Meloni não busca histórias fáceis ou mesmo casos de fácil compreensão. Ali, nem sempre a justiça é feita como manda o figurino e nesse processo, os envolvidos nas investigações se veem constantemente consumidos pelos dilemas que invariavelmente se apresentam nos mais diversos casos. Foram vários os ótimos episódios na temporada, com destaque para os 5 primeiros além do 9º (que colocou Olivia como suspeita de um crime a partir de um esquema de fasificação de DNA), do 15º (com participação de Lena Olin no papel de uma advogada que ajudou a manter preso durante 22 anos um homem injustamente condenado por um assassinato), do 17º (sobre uma ex-cantora lírica que ficou muda e sofreu abusos sexuais e maus tratos) e da sequência final com os 4 episódios que trouxeram Sharon Stone em participação especial como uma ex-parceira de Stabler que se tornara promotora, mas que também tem lá seus fanstasmas particulares a expurgar. Procedurals a tv tem aos montes atualmente, mas um tão bom e complexo quanto SVU não existe.

    CSI

    Irregular e muitas vezes pouco criativa, assim foi a 10ª temporada de CSI. Relacionar a ausência de Grissom com a queda da série seria exagero, afinal o cara já havia saído da produção há mais de 1 temporada e meia. Dizer que o personagem de Lawrence Fishburn, o Dr. Ray Langston, é desinteressante também seria injusto porque é justamente ele quem segurou a série em vários momentos, portanto só resta mesmo culpar os roteiristas por não tentarem criar arcos novos tão envolventes e surpreendentes quanto os de outras temporadas. Um exemplo prático? A história envolvendo o misterioso Jekyll, que vendido como um serial killer inteligente e meticuloso, revelou-se como um personagem rasteiro e absolutamente desinteressante no desfecho da temporada que só não foi um fiasco total porque o telegrafado gancho abre possibilidades para conflitos novos que podem render na próxima temporada. Isso, claro, se os roteiristas da série resolverem voltar a trabalhar com menos preguiça.

sábado, 5 de junho de 2010

Remake de ‘Havaí 5.0’ estreia no 2º semestre nos EUA



Encerrada em 1980 depois de 12 temporadas e 280 episódios(!), a série policial ‘Havaí 5.0’ (Hawai Five-O no original) retorna à tv americana no 2º semestre numa versão reimaginada. Nesse remake, Alex O’Loughlin (Moonlight e Three Rivers) estrela como Steve McGarrett, que ao lado de Danny Williams (Scott Caan da trilogia 11 Homens e um Segredo), Chin Ho Kelley (Daniel Dae Kim, o Jin de Lost) e Kono Kalakaua (Grace Park, a Boomer de Battlestar Galactica), integram um grupo de elite da polícia do paradisíaco estado americano do Havaí dedicado a investigar e resolver situações de alto risco envolvendo o crime organizado.

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    Famosa por sua música tema de abertura (cuja releitura você confere nos créditos dessa nova versão), Havaí 5.0 foi a primeira grande produção da tv a explorar as deslumbrantes paisagens do 50º estado americano como cenário de suas histórias. Repleta de ação e aventura, mas também de muito humor, a série original marcou época como um dos maiores sucessos da rede CBS, que tenta com esse remake capturar não só o interesse dos fãs da antiga versão bem como o de atrair um público totalmente novo. Se a iniciativa vai dar certo ou não é difícil dizer, mas se bateu a curiosidade, o vídeo abaixo ajuda a ter uma noção de como será o clima da série.


    Deu vontade de conferir (pelo menos) o episódio Piloto?

HBO divulga detalhes do box em Blu Ray de ‘The Pacific’

Um breve texto sobre as duas primeiras partes de ‘The Pacific’ você encontra aqui e um review mais detalhado sobre a minissérie completa surgirá tão logo a HBO do Brasil termine de exibí-la (o que ocorrerá na noite do dia 13 de junho). Contudo, se você faz parte do ansioso time de colecionadores, já dá para saber o que o box em Blu Ray – a ser lançado lá fora no dia 2 de novembro -, trará de conteúdo extra.

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    A informação foi divulgada pela HBO Entertainmet e pela Warner Home Video e repercutida em primeira mão ontem pelo ótimo Blu Ray.com.

    - A experiência melhorada de The Pacific: acompanhe as 10 partes com 10 horas de picture-in-picture e descubra detalhes sobre os fuzileiros e um conhecimento histórico mais profundo sobre as batalhas à medida em que assiste a minissérie. Dentre o conteúdo exclusivo estão entrevistas com historiadores e veteranos, vídeos de arquivo, mapas e muito mais.

    - O guia de campo de The Pacific: recurso que permite navegar através dos grandes eventos mostrados em The Pacific através de um guia de campo. Pesquise e assista o conteúdo exclusivo que inclui mapas animados, entrevistas estendidas com historiadores e veteranos, veja filmagens históricas, fotografias e mais.

    - Os bastidores da história: prólogos de 5 minutos que preparam o espectador para cada um dos episódios com filmagens adicionais de histórico narradas por Tom Hanks.

    - Fazendo The Pacific: segmento com bastidores das filmagens e do processo de produção da minissérie.

    - Perfis de The Pacific: conheça detalhes das vidas dos fuzileiros mostrados em The Pacific e descubra uma perspectiva pessoal de suas famílias, suas experiências de guerra e suas vidas após o fim do conflito em retratos bem íntimos.

    - Anatomia da guerra no Pacífico: explore as influências históricas e culturais que levaram ao brutal teatro do conflito no Pacífico durante a 2ª Guerra Mundial.

    ***

    Tanto o box de The Pacific (pré-venda) quanto o de Band of Brothers são em embalagem Steel, aquelas de ferro. Comprei a de BoB (que vem com áudio e legendas em português) na Amazon da Inglaterra e garanto que vale cada centavo investido.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

True Blood, Entourage e Mad Men, 3 boas pedidas para as próximas semanas


A temporada regular de séries acabou, mas para quem não perde nada, não existe esse negócio de férias na telinha e na telona. Sendo assim, junho é o mês que marcará a volta das atualizações regulares aqui no blog quer seja com notícias e comentários de filmes, mas principalmente de algumas das séries que retornam lá fora já a partir dessa semana.

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    Trailer faz aperitivo da 3ª temporada de True Blood

    O domingo 13, marca o retorno de True Blood, que em seu 3º ano deve introduzir lobisomens na mistura além de colocar em foco assuntos como: vampiros na política, a expansão do mundo dos metamorfos na trama (com destaque para a família de Sam) e a presença do rei vampiro do Mississipi como grande vilão da temporada.

    Ainda que tenha derrapado no final de sua 2ª temporada, True Blood continua com cadeira cativa na minha lista de favoritas. E sob o comando do sempre competente Allan Ball e com o elenco que tem, a série promete voltar a nos envolver com tramas carregadas de suspense, críticas inteligentes, humor ácido e, claro, muita bizarrice, a marca registrada não menos charmosa da série.


    Entourage: "Quando você tem tudo, o que fazer em seguida?"

    Duas semanas depois de True Blood, será a vez da divertidíssima Entourage retornar com sua 7ª temporada no dia 27 de junho. É verdade que falei muito pouco da temporada passada dessa que é uma das minhas comédias prediletas, e embora seja razoável dizer que em seu ano anterior a série esteve longe de ser tão brilhante quanto fora antes, também é justo dizer que boa parte das risadas foram garantidas pela interpretação sempre exagerada (mas nunca fora do tom) de Jeremy Piven, que faz de seu Ari Gold, um desses personagens inesquecíveis da tv.

    Estou totalmente no escuro no que tange às possíveis tramas que essa 7ª temporada vai explorar, mas será que isso realmente importa? Entourage nunca teve grandes histórias e fato é que sua força sempre esteve concentrada na dinâmica estabelecida entre seus cinco protagonistas. Dito isso, basta que os roteiristas da série estejam inspirados para criar situações inusitadas envolvendo aqueles personagens e pronto, temos meio caminho andado para alcançar aquela dose semanal de boa diversão.


    Um belo motivo para assistir de Mad Men? Christina Hendricks

    Quando o assunto é a bicampeã do Emmy e do Globo de Ouro na categoria drama, Mad Men, o papo geralmente tende a se reduzir a uma definição: série tecnicamente perfeita, porém superestimada pela crítica. Cria do ex-produtor de The Sopranos Matthew Weiner para o canal AMC, Mad Men retorna com sua 4ª temporada no dia 25 de julho tentando responder pelo menos uma questão fundamental: ainda há fôlego suficiente para sustentar nosso interesse naquelas histórias curiosas, porém muito aquém de serem envolventes ou mesmo emocionantes?

    Mentiria se dissesse que Mad Men está no meu top 5 de séries, mas seria igualmente injusto não reconhecer nela boas qualidades (roteiro, direção e atuações bastante corretas) além de dizer que tenho uma atração bem particular pelo mundo da propaganda, que na atmosfera glamourizada da década de 60, ganha um retrato bem curioso de um período que ajuda a entender a formação da sociedade de consumo que vivemos hoje.

    E se você acha que a diversão acaba nas três anteriormente citadas, a dica final que deixo é Burn Notice, série despretensiosa e divertidíssima sobre um agente da CIA que após ser demitido, passa a trabalhar em Miami por conta própria onde se envolve nas mais diversas e perigosas situações. A 4ª temporada estreia nessa quinta-feira 3 de junho lá fora pelo canal USA e se você não a conhece, o vídeo acima dá o tom de como ela é.

    ***

    Agora é com você. Pretende acompanhar alguma uma delas ou quem sabe até mesmo todas?

terça-feira, 1 de junho de 2010

'Breaking Bad', uma das melhores séries que (quase) ninguém vê

Aclamada pela crítica, ignorada por boa parte do público. A frase podia definir a premiadíssima Mad Men, mas serve também para falar de Breaking Bad, belíssima série que atualmente está em sua 3ª temporada lá fora onde é exibida pelo AMC (o mesmo de Mad Men) e que reestreia* na noite dessa terça-feira no Brasil via AXN às 21h.

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    * O Sony (que é do mesmo grupo do AXN) começou a exibir a série, mas depois infelizmente acabou tirando-a de sua programação.

    Apostando na fórmula do protagonista capaz de carregar uma série praticamente sozinho, essa produção criada por Vince Gilligan (ex-produtor de Arquivo X) nos apresenta a Walter White, um professor de química que frente uma tragédia bem particular (o diagnóstico de um câncer pulmonar terminal), resolve mudar radicalmente de postura ao abandonar a pose de cidadão ético e fiel à moral estabelecida para abraçar a oportunidade que ele julga ser a última capaz de prover sustento à sua família: tornar-se produtor de drogas usando sua expertise profissional.

    E não se engane se a premissa te parece exagerada. O atual bicampeão do Emmy na categoria melhor ator em drama, Bryan Cranston (o Hal de Malcom in the Middle), constrói seu Walter White de forma tão avassaladora, porém sem nunca esquecer de lhe conferir fragilidade, que é praticamente impossível (tal qual acontece em Dexter, por exemplo) passar incólume frente seu drama e não se pegar torcendo para que aquele cara que sai da curva da normalidade se dê bem.

    Quando a série começa, o protagonista é ‘só’ um cara de meia idade razoavelmente conformado com o sacrifício de ter que dividir-se entre as aulas na escola e as horas que passa trabalhando no caixa de um lava jato (onde por vezes ele mesmo tem que lavar/secar carros). Contudo, quando a doença surge, Walter dá vazão à raiva acumulada pela rotina miserável, e encara o que ele considera como uma grande injustiça (um câncer de pulmão sem nunca ter sequer fumado?) como um chamado para despertar e sair da linha de forma definitiva.

    Simples, porém envolvente e muito bem escrita, Breaking Bad 'brinca' com a ideia de um homem que encontra na proximidade da morte, não a justificativa para se entregar a uma depressão (que até seria compreensível, diga-se), mas sim a motivação ideal, ainda que incomum, para voltar a viver de forma intensa seu relacionamento em família, além de explorar as fronteiras que separam o cidadão comum e de bem daquele que considera na vida marginal, a chance de um recomeço com data de validade.